O Carnaval do Rio de Janeiro ganha ainda mais força em 2026 com a programação especial do Terreirão do Samba Nelson Sargento, um dos espaços mais tradicionais e populares da folia carioca. Entre os dias 6 e 21 de fevereiro, o palco recebe uma verdadeira maratona de shows que reúne ícones históricos do samba, grandes nomes do pagode romântico, novas gerações e encontros inéditos, celebrando a diversidade e a potência da música popular brasileira. Serão 10 dias com mais de 40 shows, contabilizando mais de 80 horas de folia promovidas pelo Sesc RJ.
Foto: Paulo Mumia/Divulgação Riotur
Entre os destaques da programação estão Dudu Nobre, Fundo de Quintal, Pretinho da Serrinha com participação de Seu Jorge, Belo, Ferrugem, Mumuzinho, Dilsinho, Tiee, Bom Gosto, Clareou, Pique Novo, Suel e a Velha Guarda da Vila Isabel, além de rodas de samba consagradas como a do Beco do Rato. A programação também valoriza artistas da nova cena e grupos tradicionais que fazem do Terreirão um espaço de encontro entre gerações.
Em todos os dias de evento, o DJ da rádio oficial FM O Dia abre a programação.
“O Terreirão do Samba é um dos maiores símbolos do Carnaval do Rio. É um espaço democrático, que valoriza nossas raízes, aproxima o público dos grandes nomes do samba e do pagode e mantém viva a tradição cultural que faz do Rio a capital mundial do Carnaval”, afirma o presidente da Riotur, Bernardo Fellows.
Os shows começam no fim de semana pré-carnaval, entre os dias 6 e 8 de fevereiro. Na semana seguinte, com a folia começando oficialmente na sexta-feira (13), as apresentações acontecerão em paralelo aos desfiles da Série Ouro e do Grupo Especial do Rio, entre os dias 13 e 17, sendo um ótimo lugar para curtir toda a energia da maior festa do planeta. Já no pós carnaval, os shows serão realizados na sexta-feira (20), onde ocorre os desfiles das Escolas Mirins, e no sábado (21), dia dos desfiles das campeãs.
Consolidando sua presença no Brasil, a Superbet inicia o segundo ano de mercado regulado com o lançamento de uma plataforma de marca disruptiva. Em coletiva realizada em Copacabana, com a presença de executivos da marca, imprensa e o presidente da LIESA, a companhia oficializou seu ambicioso plano de expansão para o Rio Carnaval 2026. O movimento posiciona a Superbet como uma potência de entretenimento, pronta para impactar milhões de brasileiros, e começando pelo coração da maior festa popular do mundo.
O encontro foi conduzido pelo apresentador João Silva, novo embaixador da marca, e contou com a presença de Alex Fonseca, CEO da Superbet, Patrícia Prates, Diretora de Marketing da Superbet, além dos embaixadores Nicole Bahls e Cafu, anunciados como Rei e Rainha do Carnaval Superbet 2026.
O encontro marcou o detalhamento das estratégias da Superbet para o patrocínio do Rio Carnaval 2026 e o lançamento da nova plataforma de marca “Superbet. Você sente quando é super.”, desenvolvida em parceria com a GUT, nova agência criativa da marca no Brasil. O conceito reforça a proposta de fazer com que as pessoas sintam a diversão de forma leve e espontânea.
“O Carnaval é a essência do entretenimento do Brasil e o palco onde a Superbet escolheu lançar sua nova plataforma de marca e reafirmar seu momento de consolidação. Unimos nossa trajetória global à autenticidade brasileira para ampliar o acesso à experiência, investir em inovação e contribuir para um ecossistema cultural que movimenta a cidade e gera impacto ao longo de todo o ano. Como a primeira empresa com licença federal no Brasil, estamos dobrando os esforços para o Carnaval e reafirmamos nossa transparência e visão de longo prazo”, explica Alexandre Fonseca, CEO da Superbet.
Nova plataforma de marca – ‘Superbet, você sente quando é super’
A Superbet anunciou sua nova plataforma de marca, que traz a assinatura “Superbet, você sente quando é super”. “Vamos romper com a comunicação impositiva tradicional da categoria para devolver o protagonismo ao público através de uma estratégia de mídia criativa. A nova campanha, que estreia neste sábado, utiliza o Carnaval como o grande palco para a primeira fase desse projeto.”, comenta Patricia Prates, diretora de Marketing da Superbet.
No evento desta sexta-feira, foi apresentado o primeiro filme da campanha, protagonizados por Nicole Bahls e Cafu, também coroados Rei e Rainha do Carnaval Superbet. A história, dividida em dois momentos, mostra os dois em um camarote na Sapucaí disputando, de forma divertida, quem consegue chegar primeiro ao último canapé da festa, como uma metáfora leve e bem-humorada sobre o espírito de desafio e diversão que move a campanha. A estratégia prevê a revelação do desfecho em um segundo filme, ampliando a conversa nas redes sociais e na TV.
“Queremos que a Superbet seja sinônimo de emoção verdadeira. Por isso, nossa plataforma foca na interatividade, ocupar a cidade e as telas, colocando a vivência do público no centro de tudo. Nosso objetivo é transformar ativações em impacto cultural real, ampliando o acesso ao entretenimento. Queremos celebrar com emoção real e experiências coletivas que arrepiam˜, explica Patrícia. “Neste momento de amadurecimento do mercado regulado, nossa estratégia foca em ampliar o reconhecimento da marca como um player que investe de forma estruturada, legítima e responsável, figurando entre os grandes patrocinadores do País”, finaliza.
Depois de três ensaios lotados no Circo Voador, o Cordão do Boitatá sai às ruas para celebrar 30 anos de folia no próximo domingo, 8 de fevereiro, com concentração a partir das 7h da manhã, fazendo sua estreia no Circuito Preta Gil, na rua Primeiro de Março. Em seu 30º Cortejo de Rua, o grupo, sai com 200 músicos, alas de estandarte, pernaltas e baianas, e fará homenagens a Preta Gil, Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola, Áurea Martins e Odette Ernest Dias.
Foto: Sabrina Mesquita
Em 1997, quando saiu pelas ruas do Centro do Rio pela primeira vez, o Grupo Cultural Cordão do Boitatá iniciava uma história que hoje se confunde com a revitalização do Carnaval de rua da cidade. Desde então, tem sido um dos grandes protagonistas da festa popular. Foi pioneiro na revitalização das fanfarras carnavalescas, arrastando dezenas de milhares de foliões em seu Cortejo da Orquestra de Rua. Há duas décadas realiza seu Baile Multicultural da Praça XV – referência da programação de rua no domingo de Carnaval, para mais de 80 mil foliões.
Além de completar 30 anos de Cortejo de Rua e 20 da realização do Baile Multicultural da Praça XV, o ano marca também a volta do Cortejo para a região da Rua Primeiro de Março – atualmente batizado de Circuito Preta Gil, palco dos megablocos da cidade –, de onde foi retirado em 2012 por conta das obras de revitalização do Centro.
Patrimônio Imaterial do Estado do Rio e condecorado com a Medalha de Mérito Pedro Ernesto (2021) e a Medalha da Ordem do Mérito Cultural Carioca (2022), o Cordão do Boitatá reúne mais de 200 músicos tocando sem carro de som. É o único grupo independente, ‘pé no chão’, dentro deste circuito, que não faz uso de trio elétrico e nem conta com o patrocínio das grandes marcas presentes no Carnaval. Somente no ano passado, reuniu cerca de 40 mil pessoas no Cortejo e 80 mil no Baile Multicultural.
Foto: Sabrina Mesquita
“Após um longo hiato, o Boitatá volta a desfilar na Primeiro de Março e arredores. São muitos anos de construção e conversas com a Riotur para garantir um espaço que permita realizar nossas atividades de forma plena. Um trajeto que acolhe a orquestra e todos os brincantes de forma condizente com o tamanho da festa”, celebra Kiko Horta, um dos fundadores e diretor musical do grupo. “Temos uma orquestra com mais de 200 musicistas de sopro, percussão e banjos, e suas alas de estandartes, pernaltas e baianas. Estamos trazendo nossa batucada pé no chão para riscar o território do Centro do Rio com muito samba, marchinhas, afoxés, fantasias criativas e alegria. Esperamos ver este trajeto futuramente ocupado por mais grupos tradicionais e de importância para o carnaval de rua. Megabloco não se mede apenas por números, é preciso um olhar cuidadoso para o futuro do Carnaval de rua na cidade e suas vertentes culturais e ancestrais. Somos o único bloco independente a desfilar neste circuito, assim como é independente a forma como o Boitatá vem realizando suas atividades, arcando com todos os custos estruturais, artísticos e de produção do Cortejo e do Baile Multicultural, sem recurso de empresas privadas e cervejarias, contando sempre com sua enorme rede de apoiadores e brincantes para viabilizar a festa”, completa Kiko.
Organizado por músicos, o grupo tem um vasto repertório da maioria dos gêneros da música brasileira trazendo muito samba, marchas, afoxés, frevos e outros ritmos. Em um constante processo de reinvenção, arranjos originais de Moacir Santos, Villa-Lobos – são marcas registradas do grupo as músicas Coisa nº 4 e Trenzinho Caipira, –, Pixinguinha, Maestro Duda, Braguinha, além de outros criados especialmente para a orquestra são executados nas apresentações do Boitatá. Cada gênero é interpretado com suas características específicas, trazendo, por exemplo, os diferentes toques das escolas de samba e os sotaques próprios de cada estilo.
A Orquestra de Palco conta com 15 músicos de referência do cenário carioca que fazem vibrar o Baile Multicultural da Praça XV por mais de seis horas seguidas. Reconhecido como o epicentro musical no Centro do Rio, dele já participaram mais de 150 artistas e grupos nacionais e internacionais, incluindo nomes como Martinho da Vila, Marisa Monte, Teresa Cristina, João Donato, Jongo da Serrinha, Yamandú Costa, Hamilton de Holanda, Marcos Sacramento, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Mariana Baltar, Roberta Sá, Rita Beneditto, Marina Iris, Moyses Marques, blocos como Orunmilá e Amigos da Onça, além dos internacionais Nneka, Keziah Jones.
Este ano, o Cordão do Boitatá conta com o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro / Secretaria Municipal de Cultura, através de emenda da parlamentar Jandira Feghali, para realização do 20º Baile Multicultural da Praça XV.
SERVIÇO:
Cortejo com a Orquestra de Rua
Rua Primeiro de Março – Concentração em frente ao CCBB
O Império Serrano revelou nesta quinta-feira (5) um de seus carros alegóricos para o Carnaval, intitulado “Casa de Preto também é Academia”. Criada pelo carnavalesco Renato Esteves para o enredo “Ponciá Evaristo Flor do Mulungu”, que homenageia a escritora Conceição Evaristo, a alegoria integra o quinto capítulo da narrativa, denomiado Escrevivências, e representa o ponto de consagração intelectual e simbólica do desfile, afirmando o saber negro como produção legítima de conhecimento forjada na vida, na experiência e na coletividade.
Inspirada na Casa Escrevivência, projeto idealizado por Conceição Evaristo, a alegoria transforma a casa preta em um palácio do conhecimento vivo. Favela, samba, terreiros, casa e rua são apresentados como territórios legítimos de produção intelectual, onde oralidade, memória, corpo e vivência cotidiana constroem pensamentos e filosofias próprias. O carro materializa a inversão simbólica central do enredo: não é a Academia que valida o saber negro, mas o saber negro que amplia o próprio sentido de Academia, conforme explica Renato Esteves.
“O que essa alegoria afirma é que o conhecimento negro nasce da vida e sempre existiu, mesmo quando foi sistematicamente deslegitimado pelas instituições formais. A casa preta vira academia porque é ali que se pensa, se cria, se transmite saber e se constrói pensamento crítico”, destaca o carnavalesco do Império Serrano.
No interior dessa casa-academia, o samba ocupa papel central como forma de elaboração intelectual coletiva, reconhecendo as escolas de samba como espaços de educação popular e produção de conhecimento.
“O Império Serrano afirma que o conhecimento é campo de disputa e que novas narrativas podem e devem ser escritas a partir da experiência, da memória e da escrevivência”, conclui o carnavalesco.
O Reizinho de Madureira está em seus últimos ajustes para o Carnaval 2026. A escola será a quarta a desfilar no sábado (14), na Marquês de Sapucaí, em busca do título da Série Ouro.
O Fan Fest Rio Capital do Carnaval retorna neste final de semana com uma programação recheada de encontros musicais, oficinas carnavalescas e apresentações de escolas de samba. A partir desta sexta-feira (6), o público poderá acompanhar shows gratuitos de artistas como Xande de Pilares, Iza, Alcione e Gloria Groove.
Os portões do espaço, montado na Praia de Copacabana, abrem às 17h nesta sexta-feira (6). Além de uma aula de samba no pé com o diretor da ala de passistas do Paraíso do Tuiuti, Alex Coutinho, e de oficinas de alegorias e ala coreografada, a roda de samba Terreiro de Mangueira anima os foliões, com a Unidos do Viradouro encerrando a noite.
Já o sábado (7) será dedicado aos encontros musicais. Na parte da noite, Xande de Pilares recebe Iza em um show que promete movimentar as areias. Mais tarde, Alcione sobe ao palco, seguida por Gloria Groove, que recebe Tia Surica e a Velha-Guarda da Portela como convidadas especiais. Os portões abrem mais cedo, às 14h, com atividades especiais, aulas e oficinas.
Para fechar o fim de semana, no domingo (8), a partir das 14h, mais três escolas de samba chegam para animar o Rio Capital do Carnaval: Salgueiro, Mocidade e Vila Isabel, além da roda do Samba Que Elas Querem.
CARNAVAL FAN FEST 2026
O quê: Rio Capital do Carnaval Fan Fest – um mês de shows, aulas e experiências imersivas
Onde: Praia de Copacabana, Rio de Janeiro
Quando: de 20 de janeiro a 21 de fevereiro de 2026
Quanto: gratuito
Como participar: acesso mediante cadastro facial prévio no APP do Rio Carnaval
A menos de uma semana de o primeiro surdo ecoar no Sambódromo do Anhembi e das agremiações de São Paulo entrarem na avenida, a TV Globo convida o público a mergulhar no clima do Carnaval paulistano neste sábado, dia 7, com o programa ‘SP no Samba’. Apresentado pela jornalista Mariana Aldano, a atração mostra de perto os preparativos das 14 escolas do Grupo Especial de São Paulo, revelando histórias de quem trabalha o ano inteiro para construir esse espetáculo cultural que celebra a criatividade, a tradição e a força do samba.
“O programa é um “esquenta” para a transmissão. Vamos mostrar o rosto de quem não necessariamente desfila, mas faz o desfile acontecer; vamos apresentar os enredos e os sambas de todas as escolas do Grupo Especial; trazer a arte dos trabalhadores de Parintins e relembrar os ensaios das escolas, não apenas nas quadras, mas também no Sambódromo. Vejo o programa também como uma grande homenagem à comunidade carnavalesca, uma celebração a quem dedica a vida a essa festa sublime que, para o público, dura duas noites, mas para os sambistas representa o trabalho de uma vida”, diz a apresentadora Mariana Aldano.
O ‘SP no Samba’ esteve na Fábrica do Samba, espaço localizado no bairro do Bom Retiro, na região central da capital paulista, para mostrar onde nascem os elementos que ganham a avenida. Por lá, meses de trabalho coletivo de cerca de 200 pessoas em cada barracão transformam os enredos em fantasias e alegorias para as escolas e para os milhares de componentes que vão desfilar e encantar o público. O programa conversa com os responsáveis pelas esculturas monumentais dos carros, os aderecistas que cuidam minuciosamente dos detalhes das fantasias e as equipes que operam efeitos especiais que surpreendem o público durante os desfiles.
Os repórteres Gessyca Rocha e Romulo D’Avila também acompanham os ensaios técnicos para mostrar curiosidades e como as escolas ajustam cada elemento antes de entrar no Sambódromo. Esta edição traz ainda um bate-papo com Valéria Almeida e Everaldo Marques, que estarão à frente da transmissão dos desfiles na TV Globo, abordando expectativas, bastidores e a importância cultural do Carnaval paulistano.
O programa ‘SP no Samba’ vai ao ar neste sábado, dia 7, logo depois do ‘Jornal Hoje’.
Em outubro de 2025, a Acadêmicos de Vigário Geral se deparou com um grande obstáculo: o incêndio em seu barracão. Naquele momento, a escola já havia iniciado os preparativos para o Carnaval — tinha os chassis das alegorias, as madeiras necessárias e até esculturas. Porém, com o fogo, houve perda total. A agremiação não teve muito tempo para se lamentar; afinal, o Carnaval se aproxima e a necessidade de retomar os trabalhos o quanto antes falou mais alto.
Em 2026, a escola levará à Sapucaí o enredo “Brasil Incógnito: o que os seus olhos não veem, a minha imaginação reinventa”, idealizado pelos carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini, com o intuito de recontar a história do Brasil a partir da perspectiva dos monstros e seres mitológicos criados pelos colonizadores. Nessa narrativa, essas figuras são os verdadeiros heróis do país, pois, sem elas, não existiria o famoso “jeitinho brasileiro”. A história será apresentada de forma cômica e sarcástica, sem deixar de lado a crítica proposta.
Durante visita do site CARNAVALESCO a uma das alegorias, Alex e Caio falaram sobre os preparativos e as expectativas para o Carnaval 2026.
“Foi uma missão muito grande se reestruturar. Primeiro, processar tudo o que aconteceu. A gente estava com o barracão bem encaminhado, em um andamento muito bom. O Carnaval não estava pronto, mas estava tudo muito adiantado: madeira, ferragem, escultura. Tivemos um prejuízo muito grande e tivemos que processar tudo muito rápido. Não tivemos tempo de sofrer. O próprio Caio fala que ainda não teve tempo de chorar toda aquela perda. Foi um baque enorme, mas tivemos que virar a chave. Não podemos abaixar a cabeça — e nem é o nosso perfil fazer isso, nem o da Betinha. Em nenhum momento ficamos nos lamentando. Erguemos a cabeça e vamos botar o Carnaval na rua”, disse Alex Carvalho.
Caio Cidrini detalhou os desafios logísticos: “A gente planejou carro, desenhou carro, fez escultura, comprou escultura. Já estávamos com dois carros na madeira — o que, para outubro, é bem adiantado na Série Ouro. Quando pegou fogo, não podíamos nem entrar para retirar nada. E, mesmo se conseguíssemos, teríamos que reconstruir toda a parte mecânica, o que seria muito caro. O primeiro passo foi correr atrás de chassis. Conseguimos um na Estácio, um na Maricá e um no Salgueiro. Depois, percebemos que o mais difícil não era isso, mas encontrar espaço. Tentamos terrenos, buscamos apoio da prefeitura e da Liga. Conseguimos fazer o carro da Estácio no próprio barracão deles, outro próximo à Maricá e um no Arranco. Trabalhar em três lugares ao mesmo tempo muda projeto, estrutura e gera custos de logística. Não tem sido fácil, mas estamos satisfeitos com o que estamos construindo e vamos passar competitivos.”
Apesar da tragédia, a dupla destaca o fortalecimento da comunidade, que tem sido fundamental no processo.
“Diante da tragédia, tentamos enxergar o lado positivo. Isso deu um gás na escola. A comunidade se comoveu, as pessoas estão somando. Todos abraçaram a situação. Isso fortaleceu o projeto e nos fez acreditar em algo ainda maior”, afirmou Alex.
Caio completou: “Toda a equipe já estava com a gente antes do incêndio. Existe um sentimento de doação maior. É uma montanha-russa de emoções, mas hoje, olhando para o que estamos produzindo, acredito que podemos manter o nível ou até superar o ano passado.”
A ideia do enredo surgiu anos atrás, a partir de anotações de Caio. “Eu já tinha esse enredo há muito tempo. Quando surgiu a oportunidade, fomos pesquisar e percebemos que era contemporâneo, com aspecto decolonial e irreverente, algo que combina com a Vigário.”
Sobre a abordagem estética e narrativa, Alex explicou o equilíbrio entre crítica e humor:
“A gente traz irreverência para dialogar com a crítica. Passamos por três biomas, litoral, floresta e sertão, sempre equilibrando estética bonita, crítica e leveza”.
Caio acrescentou: “Poderíamos ter sido mais agressivos, mas encontramos humor nessa narrativa. Transformamos o olhar preconceituoso do colonizador em caricatura.”
O grande trunfo, segundo eles, será conseguir colocar o desfile na Avenida com qualidade, apesar de tudo.
“Chegar inteiro já será nossa coroação. Estamos caprichando muito, mesmo com três barracões e logística monstruosa”.
A dupla também aposta no samba-enredo como peça-chave do desfile, fruto de maior aproximação com os compositores neste segundo ano.
Nas fantasias, prometem leveza com volumetria variada, apostando em cores fortes e leitura visual clara.
Entenda o desfile
A Vigário Geral apresentará três alegorias, passando por três biomas brasileiros — litoral, floresta e sertão — com 17 alas e cerca de 1.200 a 1.300 componentes.
Setor 1 – Litoral: estética marítima, com caravela híbrida e criaturas fantásticas.
Setor 2 – Floresta: invasão europeia, imaginário indígena distorcido e alegoria com movimentos inspirados em Parintins.
Setor 3 – Sertão: sincretismo religioso, estética de cordel e o Cramulhão como herói simbólico.
O desfile ressignifica os “monstros” como símbolos da formação cultural brasileira, defendendo que a história de um país também é a história de suas criaturas imaginadas.
Falar de Moacyr da Silva Pinto, o mestre Ciça, é lidar com a responsabilidade de transformar em enredo alguém que está vivo, presente e em plena atividade. Para o carnavalesco Tarcísio Zanon, a homenagem que a Viradouro levará à Sapucaí em 2026 nasce de um desejo: falar “de um dos nossos” com paixão e ousadia.
Com participação direta do homenageado em todas as etapas do processo, o enredo se constrói como uma metalinguagem do próprio carnaval, transformando ritmo em fantasia, memória em alegoria e a trajetória de um grande personagem do carnaval carioca em afirmação coletiva de escola de samba.
“É bem desafiador porque, quando a gente fala de um dos nossos, precisamos nos dedicar ainda mais. Falar do Ciça em pleno exercício da função é motivar toda uma geração de sambistas. Estamos vendo o Ciça feliz, motivado, vivo mais do que nunca e em um momento genial da carreira dele”, declarou Tarcísio Zanon.
Ciça além da bateria
A decisão de homenagear Ciça no Carnaval 2026 partiu da diretoria da Viradouro e foi recebida com entusiasmo pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. A proposta ganhou contornos ainda mais simbólicos por reunir, em um mesmo desfile, três marcos históricos: os 55 anos de trajetória de Ciça no samba, seus 70 anos de vida e os 80 anos da própria escola.
Para Tarcísio, tratar de um personagem importante da história do samba, ainda em plena atividade, impôs desde o início um desafio.
“Foi muito difícil recortar o enredo”, afirmou o carnavalesco, ao comentar o volume de histórias, funções e invenções acumuladas por Ciça ao longo de mais de cinco décadas de atuação no carnaval. A longevidade do mestre de bateria, somada à sua presença ativa no cotidiano da escola, exigiu um processo de pesquisa cuidadoso, capaz de transformar uma trajetória extensa em desfile.
Ao longo desse trabalho, surgiram aspectos pouco conhecidos do público, que ajudaram a ampliar a compreensão sobre a formação de Ciça para além da bateria. Um deles foi a descoberta de que o mestre já havia atuado como mestre-sala de um bloco no início de sua trajetória.
“Se você sentar para conversar com o Ciça, descobre muita coisa inusitada”, disse Tarcísio, que revelou que Ciça chegou a demonstrar alguns riscados quando questionado sobre o passado bailarino. “Ele mostrou que tem um ‘molho’ para o negócio”, resumiu.
Do menino ritmista ao mestre de bateria
A partir das descobertas da pesquisa, o enredo da Viradouro se organiza como uma narrativa que acompanha Ciça desde a infância até a consolidação como mestre de bateria. Segundo o carnavalesco, a proposta vai além de uma narrativa biográfica e busca apresentar um personagem formado integralmente dentro da escola de samba.
“Ciça é uma escola de samba inteira em si”, afirmou.
“O Ciça foi formado e forjado em escola de samba. Toda a estética, todo o carnaval do Ciça é escola de samba em todos os seus segmentos, em todos os seus fundamentos, porque ele carrega tudo isso com ele.”
A proposta é mostrar Ciça para além da função de mestre de bateria, conectando ritmo, dança e experimentação artística em uma mesma trajetória.
“É um enredo de metalinguagem”, explicou Tarcísio, ao indicar que a história do homenageado se confunde com a própria história da escola de samba. No visual, o ritmo, elemento fundamental da atuação de Ciça, deixa de ser apenas musical e passa a ser traduzido em fantasias e alegorias, influenciando a estética do desfile.
A ousadia, marca recorrente da trajetória do mestre, também aparece como princípio criativo do projeto. Tarcísio prometeu reviver momentos marcantes da carreira do mestre de bateria, como o desfile “A Viradouro Vira o Jogo” (2007), no qual Ciça sobe com os ritmistas da bateria Furacão Vermelho e Branco em uma alegoria.
“Toda vez que vamos fazer um ‘revival’, precisamos trazer um tempero a mais. E o tempero a mais é o que se espera do Ciça”, declarou o artista, relembrando a frase do homenageado: “Eu não vou para a Avenida para fazer feijão com arroz”.
O Leão da Estácio coroado na Viradouro
Símbolo da Estácio, escola de coração de Ciça, o Leão ocupa lugar carinhoso na construção visual do enredo da Viradouro para 2026. Ao comentar o tema, Tarcísio Zanon chegou a brincar com a expectativa em torno do símbolo.
“Nem sei se vai ter leão”, disse, em tom de brincadeira, antes de detalhar o cuidado envolvido na criação da imagem.
Segundo ele, o Leão foi objeto de um estudo detalhado, que levou em conta tanto a trajetória de Ciça quanto sua própria relação com as duas escolas, ambas vermelha e branca. O carnavalesco já atuou na Estácio antes de assumir a Viradouro, fator que, segundo ele, reforça o cuidado no tratamento visual do símbolo estaciano.
“Podem esperar o melhor leão da minha vida para homenagear o Ciça”, prometeu.
Fantasias: leveza e conforto para os componentes
Para o Carnaval 2026, a Viradouro aposta em fantasias mais leves, com atenção especial à ergonomia e ao conforto do componente. Segundo Tarcísio Zanon, a decisão dialoga diretamente com o enredo e com a trajetória de Ciça, marcada pela valorização dos ritmistas.
O projeto de figurinos retoma referências de carnavais das décadas de 1970 e 1980 — períodos vividos intensamente pelo mestre — conhecidos por indumentárias menos pesadas e maior liberdade corporal. A releitura, no entanto, incorpora materiais contemporâneos e soluções técnicas atuais.
“Queremos reviver esses carnavais utilizando tecnologia como o tecido dry fit, tecido de atleta que troca calor, para possibilitar maior conforto para a temperatura corporal do componente. Estamos fazendo tudo para trazer esse conforto, até porque esse enredo pede muito a espontaneidade do componente. É um enredo vivo, um enredo folião, um enredo leve”, revelou ao CARNAVALESCO.
A expectativa é que o conjunto contribua para uma leitura mais fluida da escola na Avenida, sem comprometer o impacto visual.
Estética do metal
A presença do metal como eixo da estética da Viradouro em 2026 não é apenas uma escolha visual, mas parte da narrativa construída em torno da trajetória de mestre Ciça.
“O que tem permeado muito a estética desse desfile é o metal, porque a bateria é feita de metal”, explicou Tarcísio. Para além dos instrumentos, ele lembrou que o material também remete à história pessoal do homenageado fora do samba.
“O primeiro ofício do Ciça foi trabalhando com solda, com mecânica. Então o metal vai estar presente em todos os setores da escola.”
A proposta dialoga com uma linguagem assumidamente carnavalesca, que o artista define como “pamplonesca”, sem abrir mão do rigor técnico.
Entre os setores está o chamado “Bonde do Caveira”, que traduz, em linguagem alegórica, a forma como Ciça exerce sua liderança à frente da bateria.
“A gente não pode falar do Ciça sem a jocosidade. Ele é um cara leve, divertido, mas, ao mesmo tempo, de muita responsabilidade. É o primeiro a chegar e o último a sair.”
Permanência e vínculo com a escola
À frente do carnaval da Viradouro desde 2020, Tarcísio Zanon afirma o desejo de seguir na escola, embora ressalte que qualquer definição depende do resultado do desfile.
“Querer estar na Viradouro, sempre. É claro que a gente só sabe quando termina o carnaval. Depende de muitas coisas, de resultado.”
O envolvimento com o enredo de 2026 reforça esse sentimento:
“Amo estar aqui, amo essa equipe, amo essa escola, amo essa comunidade, amo essa presidência. Amo estar fazendo Ciça. Tudo aqui é só amor esse ano”, finalizou.
Conheça o desfile
A Viradouro levará para a Marquês de Sapucaí, no Carnaval 2026, um desfile estruturado em seis alegorias, dois tripés e o elemento alegórico da Comissão de Frente. Ao todo, a escola contará com 23 alas e um contingente estimado entre 2.500 e 2.700 componentes.
O enredo acompanha a trajetória de Moacyr da Silva Pinto, o mestre Ciça, desde a formação no samba até o legado construído como mestre de bateria. Em vez de setores, o carnavalesco chama os segmentos de cabines.
1ª Cabine
Apresenta o berço do samba e a origem do menino ritmista, destacando o contato inicial com o ritmo, sobretudo pela dança. O desfile aborda a passagem de Ciça como passista e mestre-sala, evidenciando sua relação com o corpo e a cena.
2ª Cabine
Ciça surge como percussionista na bateria do São Carlos, período em que ganha destaque. O setor retrata sua formação rítmica, o apelido de “Rei dos Naipes” e momentos como o campeonato de 1992 com “Pauliceia Desvairada”, da Estácio.
3ª Cabine
Marca a fase das grandes ousadias, com passagens por diferentes escolas e inovações coreográficas: tambores erguidos, bateria ajoelhada em “Sete Pecados Capitais” (Viradouro 2001) e ritmistas sobre alegorias em “A Viradouro Vira o Jogo” (2007), até os títulos de 2020 e 2024.
4ª Cabine
Apresenta o Bonde do Caveira, simbolizando sua liderança e a formação de novos mestres de bateria.
5ª Cabine
Encerra o percurso com grande celebração: os 70 anos de Ciça, 55 de samba e 80 da Viradouro, além do futuro da escola, com participação de jovens da mirim Virando Esperança.
Os carnavalescos Braulio Malheiro e Gleydson Castro falaram ao CARNAVALESCO sobre o enredo “As Viagens de Arlindo – Minha Loucura é Ser Artista”, da União do Parque Curicica, escola da Intendente Magalhães, que homenageia Arlindo Oliveira, artista plástico que ressignificou os desafios da saúde mental no Ateliê Gaia, localizado na Colônia Juliano Moreira, em Curicica (Zona Oeste do Rio de Janeiro). O espaço foi um dos maiores e mais antigos complexos manicomiais do Brasil, inaugurado em 1924 para abrigar pacientes psiquiátricos.
“O enredo não é nosso. O enredo é do professor Nilton Gamba Jr., da PUC. Ele teve contato com o Arlindo por muitos anos e fez uma exposição de obras dele na própria PUC. A partir disso, levou esse enredo para a escola. Nós setorizamos e fizemos a sinopse”, explicou Braulio.
“Todo o processo criativo partiu da gente junto com ele, para construir essa narrativa ali na Intendente”, complementou Gleydson.
O grande destaque do enredo
Para os carnavalescos, o maior trunfo está no resgate do território e das histórias que ele produz.
“Falar dele já é um grande trunfo, porque a ideia do enredo é falar da localidade, resgatar esse lugar, que é a região da Colônia, ali em Curicica, com bairros muito próximos. O enredo é, na verdade, olhar para dentro de si, para dentro dos artistas que a comunidade produz. Por mais que o Arlindo não seja nascido ali, ele viveu a vida naquele local”, afirmou Gleydson.
Braulio pontuou que Arlindo se tornou parte do imaginário popular da região. “Existem histórias folclóricas sobre ele em Curicica, como a do boi que ele matou, um mito que assombrava o bairro. Quando ele saiu com a cabeça do boi, tornou-se, para ele e para os moradores, o herói de Curicica”.
Gleydson ressaltou a importância de mostrar a criatividade que existia dentro da Colônia.
“Também mostramos todo o processo artístico que aconteceu durante o período em que ele esteve internado. É engrandecedor falar disso e mostrar para o mundo que ali existia uma semente artística, como Bispo do Rosário, Estela do Patrocínio, Arlindo de Oliveira e tantos outros do Ateliê Gaia. Muita gente conhece o Bispo do Rosário, mas a colônia produziu muitos artistas visuais e também vocais, como Estela do Patrocínio. Existe uma potência artística enorme ali, na Zona Oeste, em Jacarepaguá, que muitas vezes passa despercebida. Hoje ainda existem artistas atuando lá, no Ateliê Gaia, com diversas vertentes. A colônia, que nos anos 60 e 70 chegou a ter mais de três mil pessoas internadas, hoje é um espaço que respira arte e vida. Nos anos 80 e 90 havia ali um espaço voltado para o carnaval. Escolas levavam alas para serem produzidas junto com os internos. O carnaval sempre esteve presente naquele espaço”.
Braulio lembrou o estigma histórico do local e a necessidade de ressignificação, destacando personagens fundamentais dessa história e fazendo um convite:
“Jacarepaguá, por muito tempo, foi conhecido como o ‘bairro dos loucos’. No final, fazemos uma homenagem ao centenário da Colônia Juliano Moreira, que completa 100 anos, destacando essa contribuição artística que ela deu e ainda dá para a cidade do Rio de Janeiro. Quem ainda não conhece o museu que existe dentro da colônia, vale muito a pena visitar. Durante as visitas, descobrimos também que Dona Ivone Lara foi terapeuta ocupacional e enfermeira de saúde mental, e que ela, junto com Nise da Silveira, ajudou a romper com o estigma do manicômio, trabalhando com pintura e música para resgatar os internos”.
A parte plástica e estética do desfile
Visualmente, a União do Parque Curicica promete evolução em relação ao último carnaval.
“A gente aumentou a escola em relação ao último desfile. Como a escola saiu da posição 11, trouxemos fantasias mais altas, sempre respeitando o espaço da Intendente Magalhães. Utilizamos materiais que favorecem a luminosidade, como muito acetato, para potencializar o brilho. As alegorias terão mais cenografia e menos pessoas”, explicou Braulio.
Gleydson adiantou que a estética nasce das próprias referências do território:
“Todo esse processo artístico é alimentado pelas referências que encontramos naquele local. Queremos entregar para a comunidade uma escola bonita, com volume, uma estética interessante, buscando o grande objetivo, que é o título e o retorno à Sapucaí”.
Desafios da Intendente Magalhães
Para driblar as dificuldades financeiras e estruturais, o reaproveitamento é palavra-chave.
“Inicialmente, olhamos tudo o que a escola tinha do último carnaval: materiais que sobraram, bases, cores. Aproveitamos tudo o que foi possível encaixar no novo projeto. Trabalhamos com métrica muito certinha, comprando exatamente o necessário e evitando desperdício”, contou Braulio.
Gleydson explicou que o processo envolve garimpo e resumiu a filosofia da dupla:
“Também trabalhamos com doações, sempre deixando clara a nossa assinatura estética.”
Braulio reforçou: “Reaproveitar não significa que alguém verá fantasia do ano passado. Nosso processo é técnico e artístico ao mesmo tempo. Sabemos quanto custa cada fantasia. É um trabalho pensado também no bolso da escola. A escola está feliz com o enredo, a comunidade está orgulhosa. Falar do próprio bairro é muito significativo para eles”.
Assim, a União do Parque Curicica dá luz a uma história rica da cultura brasileira que surgiu — e segue viva — na Zona Oeste carioca através da arte.
Com exclusividade na televisão aberta, a TV Brasil exibe o desfile das escolas de samba do Grupo de Acesso 2 de São Paulo neste sábado, ao vivo, a partir das 21h, no Sambódromo do Anhembi, apenas para São Paulo. No YouTube da emissora, a programação começa mais cedo, às 20h.
Nos demais estados, a TV Brasil apresenta a segunda noite do desfile do Grupo Especial do Carnaval de Vitória, em parceria com a TVE/ES, direto do Sambão do Povo, a partir das 22h. No dia anterior, o canal público mostra a primeira noite das agremiações capixabas. Ao todo, são dez escolas de samba, sendo cinco em cada dia.
A TV Brasil está com uma programação temática com várias atrações da folia na faixa especial Carnavais do Brasil que exibe a festa momesca de diversas regiões do país, com blocos de rua e shows nos principais circuitos de Salvador – Barra-Ondina, Campo Grande e Pelourinho – em parceria com a TVE Bahia.
A transmissão do Grupo de Acesso 2 de São Paulo será conduzida pelos jornalistas Bárbara Pereira e Muka, com a participação de comentaristas no estúdio. Os apresentadores recebem como convidados especiais a jornalista Suelen Martins, o pesquisador Felipe Gabriel Oliveira e o jornalista Felipe Rangel. O repórter Lincoln Chaves traz as notícias direto do Sambódromo do Anhembi.
O desfile paulista reúne dez tradicionais escolas de samba que buscam garantir presença no Grupo de Acesso 1 do Carnaval de São Paulo em 2027. Este ano, duas agremiações sobem, enquanto outras duas são rebaixadas para o Grupo Especial de Bairros.
A programação dos desfiles prevê a entrada no Anhembi das escolas de samba na seguinte ordem: Amizade Zona Leste, Imperatriz da Pauliceia, Torcida Jovem, X-9 Paulistana, Unidos de São Lucas, Unidos do Peruche, Morro da Casa Verde, Imperador do Ipiranga, Uirapuru da Mooca e Primeira da Cidade Líder.
O regulamento exige no mínimo 500 componentes para a apresentação de 40 a 50 minutos. As agremiações do Grupo 2 precisam percorrer o Sambódromo com duas alegorias. A comissão de frente tem que reunir entre cinco e 15 integrantes. As escolas de samba ainda devem desfilar com no mínimo seis alas de enredo, 20 baianas e um casal de mestre-sala e porta-bandeira.
Programação da faixa Carnavais do Brasil na TV Brasil
Desfile das Escolas do Grupo de Acesso 2 de São Paulo
7 de fevereiro (sábado), às 21h, exclusivo para São Paulo, na TV Brasil
7 de fevereiro (sábado), às 20h, no YouTube da TV Brasil