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Mocidad 2024: parceria de Igor Leal

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Compositores: Igor Leal, Arlindinho Cruz, Igor Federal, Rodrigo Medeiros, Guto Listo, Bruno Serrinho, Cristiano Plácido e Gabriel Teixeira
Participação Especial: Marcelo D2, Inácio Rios, Marcio André Filho e Diogo Nogueira

Caminhando contra o vento
Com lenço e com documento
Eu apresento o fruto mais doce
Doce feito mel
Na tropicália de Padre Miguel, “Cajueirou”
Lambuzando os lábios
Pervertendo um sábio
Vi na covardia do escambo sutil
Levarem a suculenta Vera Cruz
Deixando o amargor Brazil

Sou tipo mancha densa, forte que não sai
Fruta madura que não cai longe do pé
Sou Mocidade
Fui um milagre de amor, a natureza chorou
Predestinada imponente identidade

Na sinuosidade dos caminhos
Qual Macunaíma, a que se destina?
Tarsila nas cores, pintando “A Feira”
Matiz brasileira nos fertilizou
A malemolência tropicana
Crendices, receitas que o tempo guardou
Da pinga a curimba até na quermesse
Nas gírias dos becos e pés de moleques
“Cajuinamente” a Estrela do Carnaval
Travoso, gostoso, entorpece num ato final

Desejo proibido eu quero teu sabor
Ô io io io
Sentir o corpo suado
E quem resiste ao pecado?
A Mocidade chegou

Mocidade 2024: parceria de Cláudia Mattos

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Compositores: Cláudia Mattos, Aquillah e Tiãozinho da Mocidade

Oi, pede caju que dou,
Oi pé de caju, que dá
Plantei na Mocidade,

Todo mundo quer provar
É brasileiro,
É aqui do meu quintal
Ao sabor da cajuína,
Vou curtir meu carnaval

Dessa delícia eu como até o caroço
Sai pra lá seu moço,
Deixa eu devorar
Na contra-mão
Invadiu seu mundo
Acertou bem fundo,
O seu paladar

Eu sou ciência
E trago a consciência,
Dos tremembés e tupinambás
Doce e travoso feito meu país,
O meu destino é te fazer feliz

Sou rei, no Piranji, no Piauí
Pintei, na tropicália colori
Deixa eu viajar,
Foi num pé de cajueiro
Que uma estrela vi brilhar

Vem, amor vem cá,
Sou seu caju,
Vem me provar ….
Vem, vem festejar,
Cai na folia
E deixa o samba te levar

Minha bateria,
Trás a inversão
Cajualizando o coração

Mocidade 2024: parceria de Roberto Zulu

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Compositores: Roberto Zulu, Fábio Marques, Vanderlea Andrade, Delvanir Marques

À sombra de um cajueiro
O poeta se fez delirar
Vem de lá uma linda melodia,
Muitas histórias pra contar
De tão saborosa essa fruta nos inspira
Sua carne macia excita

É de dá água na boca
De tão gostosa vou morder a sua polpa

Bate-bate de cajú ” Não Existe Mais Quente”
Essa batida é de
Cajuina envolvente
Refrescante como a brisa do mar

É de enlouquecer, com a doçura seduziu aos europeus Surrupiada,
levada pra além mar
A nobre mesa encantou
Mocororó embala a imaginação
Na “embolada” da disputa quanta emoção!

Pé de cajú que dá, pede cajú que dou .••.
Tem tropicália nesse samba la vou eu •.••
Pede cajú que dou … Pé de cajú que dá!
Com a Mocidade a razão de viver

Mocidade 2024: parceria de Jaci Campo Grande

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Compositores: Jaci Campo Grande, Beto Corrêa, Rogerinho, Dr Marcelo e Beto Fera
Intérpretes: lto Melodia, Leozinho Nunes, Márcio Preza e Duda Coelho

Sou eu! O fruto carnal
A tez tropical de um corpo despido
Exalo libido e sensualidade
Geleia geral da brasilidade
E assim …
Num rito originário floresceu
Entre guerras o branco
Quis o doce encanto
Tramoia do europeu

Eita fuzuê, que vem do veleiro
Amargor que prova o indígena guerreiro
Brasil cruzou o mar, ninguém pôde prever
O cajueiro viu seu reino ascender

Meu país, província ou nação?
Gigante vocação por natureza
Condiz o pleito potiguar
O Parnaíba a questionar
Quem nega as suas belezas?
A Tropicália reluz a morena da pele macia
Incide à retina o brilho da estrela guia
E crescem nos quintais, talentos geniais
Tão fina inspiração
A Mocidade traz a receita da paixão

Pede cajú que eu dou, pé de cajú que dá
Na batida mais quente vou te devorar
É verde e branco o coração da gente
Um amor independente

Mocidade 2024: parceria de Jurandir

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Compositores: Jurandir, Jorge Carvalho, Jorge Alves Jecarlos Vianna, Dunga, Bitão, Jesus e Raimundo

FLORECEU NAS MÃOS DO SABIO O DESTINO
O POVO PORÃ ENCONTROU O FRUTO DA ALEGRIA
E ERGUEU O SEU REINADO
EM CHÃO POTIGUA
PEDE CAJU QUE DOU
PODE CAJU QUE DA
A MOCIDADE TRAZ CAJU PRA DEGUSTAR
NO RITUAL QUE TEM O VINHO QUE DA
O MOCORORO PRA ME EMBRIAGAR

O PESCADOR PLANTOU
E TOPO DO CAJU ECLODIU
O AROMA SE ESPALHOU
AFLORANDO AFERTILIDADE DO BRASIL
AFLORANDO O BRASIL

NATIVOS DE BORDUNHO EM PUNHO
EXPULSA O INVASOR
O FUZUE DO CAJU ACABA EM AMOR
D. JOÃO UM BANHO DE ESSENCIA TOMOU O O O…
DA MARAVILHA E A TROPICALHA DESNUDOU
COMO MODA O MUNDO A FORA
O BLACK POWER E COCAR
O MEU POVO INDEPENDENTE CAJUINAMENTE
ME LEVA A VITORIA ENCONTRAR

AMOR VERDADEIRO FIEL
NA BATIDA DO TAMBOR NO TOREM
ESTRELA GUIA DO MEU CORAÇÃO
SOU PADRE MIGUEL SOU VILA VINTEM

Mocidade 2024: parceria de Sandra Sá

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Compositores: Sandra Sá, Igor Vianna, Renan Diniz, Ribeirinho, Carlinho do Mercadinho, Silvio Romay, Laranjo Esteves, Rafael Motta

Pudera revolucionar
Tornar meu país fruto tropical
Vestir a arte feito um cocar
Morder da carne original
Sou eu, redemoinho de sabores em campanhas
Mel e travo na lambuza da castanha
Protagonista de Tamandaré
Um fio a prumo originário de Porã
A cor da noz que enfeita a manhã
O festejar no ritual do Tremembé

AO VENTO A VELA SOPROU, ITINERÁRIO TUPI
QUEM QUIS PROVAR O SABOR QUE FLORESCEU POR AQUI
E NAQUELE FUZUÊ, VERA CRUZ GUERREOU
E A POLPA AVERMELHADA AMARGOU O INVASOR

Ergui um reino na sombra do cajueiro
Quintal dos meus recortes culturais
Guardei as flechas do amor de cunhã
Fui quimera e afã na oferta aos ancestrais
Passeio no sumo, de vez temporana
Extrato do agreste no tom do violão
No frescor da cajuína, cajuí-Macunaíma
Delirante tentação
Um ardente prazer, sem juízo e pudor
Independente, caju do Brasil, eu sou

UM GOSTINHO DESSE CHÃO, NÃO ACEITO REPRESÁLIA
ONDE MORA A SEDUÇÃO REESCREVO A TROPICÁLIA

TRONCO FORTE NA RAIZ, É NÓ NA MADEIRA
PLANTEI A SEMENTE NO MEU CAJUEIRO
O SAMBA É FRUTO DO TERREIRO MOCIDADE
IDENTIDADE DE UM BRASIL MAIS BRASILEIRO

Mocidade 2024: parceria de Jefferson Feto

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Compositores: Jefferson Feto, Marcos Rafael e Dr. Marcio
Intérprete: Caim da Praça

De cheiro doce, pele fina, sabor Caliente.
Chega a salivar seduz no ar
parece um beijo ardente!
Esse é nosso e ninguém tira,
fincou raízes e se espalhou pela nação
A tropicalidade do nosso anfitrião
Tamandaré, trouxe a castanha e floresceu.
Logo após a escravidão meu
caju rei se reergueu…..
Tá na compota, tá na mesa e na parede,
tá no beijo da morena
que refresca e mata a sede…
Vai mocidade, conquistar o que já é seu
Nessa terra prometida
e cada fruto Deus que deu

quer caju… toma caju
sou mocidade leste–oeste, norte–sul

um infinito de cores, gosto e sabores és tu Brasil
um brinde é um convite ao pecado
fico embriagado em sex appeal..
Pede caju que eu tô assando as castanhas
Comeu demais se assanha e fica ruim de segurar.
Brasilidade nas veias da terra extensa de um povo que se arrebenta mas não deixa de sonhar…

Pede caju que dou pede caju que dá..
põe a mão no peito
sente seu caju pulsar……

Ouça o samba-enredo da Mocidade para o Carnaval 2024

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Compositores: Diego Nicolau, Paulinho Mocidade, Marcelo Adnet, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Gigi da Estiva, Lico Monteiro e Cabeça do Ajax
Participações Especiais: Márcio de Deus e W. Corrêa
Intérpretes: Tinga, Paulinho Mocidade, Diego Nicolau e Tem-Tem Jr

Eu quero um lote
Saboroso e carnudo
Desses que tem conteúdo
O pecado é devorar
É que esse mote beira antropofagia
Desce a glote, poesia
Pede caju que dá
Delícia nativa
Onde eu possa pôr os dentes
Que não fique pra semente
Nem um tasco de mordida
E aí tupi no interior do cafundó
Um quiprocó virou guerra assumida

Provou porã, Fruta do pé
se lambuzou, Tamandaré
O mel escorre, olho claro se assanha
Se a polpa é desse jeito, imagine a castanha

Por outras praias a nobreza aprovou
Nas redondezas se espalhou, tão fácil, fácil!
E Nesta terra onde tamanho é documento
Vou erguer um monumento para Seu Luiz Inácio
Nessa batalha teve aperreio
Duas flechas e no meio uma tal Cunhã Poranga
Tarsila pinta a sanha modernista, tira a tradição da pista
Vai Debret! Chupa essa manga!
É Tropicália, Tropicana, cajuína
Pela intacta retina, a estrela no olhar
Carne macia com sabor independente
A batida mais quente, deixa o povo provar

Meu caju, meu cajueiro
Pede um cheiro que eu dou
O puro suco do fruto do meu amor
É sensual, esse delírio febril
A Mocidade é a cara do Brasil

Mocidae 2024: parceria de Paulo Cesar Feital

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Compositores: Paulo Cesar Feital, Denilson do Rozario, Léo Peres, Alex Saraiça, Marcelo Casanossa, Marcelo do Rap, Carlinhos da Chacara e Nito de Souza

Me lembro de um Brasil tão atrevido,
De um tempo em que a loucura era feliz,
Os meigos canibais bebiam um bom caju amigo,
Sonhando em namorar Leila Diniz!
As praias eram campos de nudismo,
Os corpos nus em pleno desapego,
Torquato, Gil, Tom Zé, Tropicalismo,
E Oxumaré envolto em Luz del Fuego
Caetaneava a alma nordestina,
Transfusão de cajuína no meu sangue brasileiro
Zé Celso no Teatro Oficina
Rita Lee e parafina, acaju nos seus cabelos!

Então a “Gota d’agua” foi toró
“Alegria, Alegria” porre de mocororó
A caravela do invasor no litoral,
Dono da terra defendeu essa nação,
Roubaram o coração nacional,
Mas deixaram o principal, o perfume da paixão

E aí, pras bandas lá de Pirangi,
Gigantesco “anacardium”, transgrediu a Flor do Lácio,
E o cara que o plantou, confrontando o Piauí,
Coincidentemente Luís Inácio
Nas festas, nos quintais, o Existencialismo,
Responde à que hoje se destina:
A sensualidade tatuada nessa gente,
Na voz da mocidade independente!

Pisa forte nesse chão, comunidade!
Padre Miguel é a minha raiz,
“Por isso é que se diz que a Mocidade reinará”
Pode acreditar!