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Rosas de Ouro pode perder décimos por atraso na entrega da pasta de jurados no Carnaval 2026

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Atual campeã do carnaval de São Paulo, segundo informações da CNN Brasil, a Rosas de Ouro não cumpriu o prazo regulamentar para a entrega da pasta de jurados referente ao Carnaval 2026. O material deveria ter sido protocolado até as 23h59 da última segunda-feira, o que não aconteceu, conforme informado pela emissora.

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O descumprimento do prazo foi comunicado oficialmente pelo presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP), Renato Remondini, em mensagem enviada aos presidentes das outras 13 escolas do Grupo Especial. No comunicado, a Liga concedeu um novo prazo para a entrega do documento, estabelecendo o limite até as 14h desta terça-feira.

A entrega fora do prazo deverá ser analisada e deliberada pelos presidentes das demais agremiações do Grupo Especial. Até o momento, a Rosas de Ouro não se manifestou oficialmente sobre o atraso, assim como a própria Liga-SP.

‘Mestra, você me fez amar a festa!’: O canto nostálgico do Salgueiro em homenagem a Rosa Magalhães

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O verso do refrão foi cantado com toda força nos fins de semana de ensaio técnico na Sapucaí, bem como nas noites de quinta-feira, na Rua Maxwell, nas últimas semanas. A homenagem à professora Rosa Magalhães neste ano mexe com os corações dos apaixonados por escola de samba e, em especial, dos salgueirenses, lugar onde Rosa iniciou a carreira, em 1971, e garantiu 3º lugar e vice-campeonato, respectivamente, em 1990 e 1991. Em conversa com o CARNAVALESCO, os componentes do Torrão Amado abrem o coração e compartilham a emoção e as memórias que o samba evoca ao saudar a mestra.

A homenagem a Rosa Magalhães escancara o impacto do legado da professora em todas as gerações. A jovem Vitória Campos, de 25 anos, compartilha a emoção com o samba, que consegue gerar nostalgia no coração salgueirense a cada nota.

Vitoria Campos Salgueiro.HEIC
Foto: Mariana Santos / CARNAVALESCO

“Eu, pessoalmente, gosto muito dos sambas antigos, principalmente do Salgueiro. Nesse samba, usaram uma estrutura para poder relembrar algo que eu adoro. Poder homenagear a Rosa e ainda lembrar da pegada antiga, para mim, é ótimo. O refrão pega muito, os pré-refrões pegam muito. Fico totalmente extasiada”, disse.

Além do Salgueiro, o legado como professora também marcou Vitória. Formada em Arquitetura, a jovem lembra os carnavais e artes de Rosa expostos na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde lecionava Cenografia e Indumentária.

“Eu frequentei muito a Escola de Belas Artes e lá eles têm uma área superprodutiva artística, onde há muitas cenas de desfiles dela, dos carros alegóricos. Quando eu olhei a comissão de frente no ensaio, eu falei: ‘eu já vi essas bruxas’. São memórias de estudo mesmo que eu acabei tendo. Eu fui vendo dentro da academia como ela, no lugar em que era professora”, compartilhou.

O samba deste ano emociona também quem viveu carnavais de Rosa Magalhães na pele. Eduardo Nascente, da Velha Guarda, em seus 40 anos de Salgueiro, teve a honra de desfilar nos dois carnavais de Rosa pela escola. Em 1990, em “Sou Amigo do Rei”, desfilou como um Rei de França em ala e, em 1991, com “Me Masso se Não Passo pela Rua do Ouvidor”, desfilou como passista. Eduardo relembra o luxo que a carnavalesca trouxe para a escola já em seu primeiro ano e que espera reviver hoje, 36 anos depois.

Eduardo Nascente Salgueiro.HEIC
Foto: Mariana Santos / CARNAVALESCO

“Salgueiro estava meio assim no carnaval, sobe e desce, de primeiro para o segundo grupo. Contratamos a Rosa, e a Rosa montou a escola no luxo, como Joãozinho Trinta fazia na Beija-Flor. E nós alcançamos o terceiro lugar. Foi de arregalar os olhos o luxo que o Salgueiro apresentou. Este ano, a emoção será por conta do desfile que o Salgueiro vai apresentar. Embora muita gente esteja dizendo que a Rosa só fez dois carnavais no Salgueiro, foram dois carnavais fabulosos. São essas duas histórias que vão ser contadas por nós na avenida. O carnaval é democrático, é a mistura das escolas. O que ela fez pela Imperatriz, pela Vila e pelo Império Serrano — por onde passou — ela deixou legado, história, um belíssimo carnaval”, relembrou.

Para o ex-passista, o samba deste ano embalará a escola com alegria e levantará o público ao reviver as criações de Rosa no Salgueiro e relembrar seus principais carnavais nas coirmãs.

“A parte do samba é animação, é a evolução da escola. É um samba alegre, leve, fácil de decorar. A gente está contando que o público cante pelo menos o refrão, o arrastão que deve vir atrás do Salgueiro, pois o Salgueiro é o último. O samba é para empolgar, para a escola evoluir, cantar e alcançar essa décima estrela que nós andamos atrás há um tempão. Este ano, Papai do Céu e Rosa Magalhães vão ajudar a estrela a brilhar”, disse.

Para a salgueirense e professora aposentada Fátima Machado, assim como Rosa, fala da emoção que o refrão “Mestra, você me fez amar a festa” evoca.

Fatima Machado e Paulinha filha e mascote do Salgueiro
Foto: Mariana Santos / CARNAVALESCO

“O Salgueiro abraçou o samba, a comunidade abraçou o samba e a Rosa Magalhães, que é a sua referência do carnaval. O samba está lindo, fácil de cantar. Na Sapucaí, todo mundo está cantando”, disse.

Com 50 anos de história no Torrão Amado, Nilda Salgueiro, presidente da ala de compositores, também viveu a “Rua do Ouvidor” de Rosa na escola. Considerando a mestra um ídolo pelo trabalho, ensinamentos e força feminina, Nilda aposta no resgate à memória de Rosa como trunfo na busca da décima estrela, com um samba “estilo Salgueiro”.

Hilda Salgueiro.HEIC
Foto: Mariana Santos / CARNAVALESCO

“É como se fosse uma viagem que o Salgueiro vai mostrar: o que ela fez em relação aos enredos, o que apresentou em outras escolas e na nossa. Eu fico bem emocionada, até porque o samba é bem suave, fala dela, das coisas que ela fez. E quando a gente fala em ‘mestra’, ela realmente foi a grande professora da nossa época. Todo mundo que está por aqui agora estudou com ela, ela deu aula, aprendeu com ela. Isso é muito importante para nós. Tomara que o Salgueiro entre com muita luz, com muita sorte, que consiga a nossa décima estrela, como o nosso samba fala. É a última escola do último dia, não tem mais nada depois do Salgueiro. Com um samba pra cima, muito animado, estilo salgueirense, eu acho que vai arrastar a galera”, disse.

Beija-Flor transforma a Sapucaí em canto de ancestralidade, resistência e emoção

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O segundo ensaio técnico da Beija-Flor de Nilópolis, realizado na noite do último domingo (8), na Marquês de Sapucaí, foi muito mais do que um simples teste de som, evolução e harmonia. Foi um verdadeiro ritual coletivo de emoção, memória e pertencimento. Embalada pelo samba-enredo para o Carnaval 2026, que homenageia o Bembé do Mercado, a comunidade nilopolitana transformou a avenida em um espaço de celebração da ancestralidade, fazendo cada componente cantar do fundo da alma, em um coro que arrepiou quem acompanhava de perto. Em meio a esse clima intenso, o CARNAVALESCO ouviu vozes que traduzem o impacto profundo que o samba vem provocando dentro e fora da escola.

Carlos Alexandre, personal trainer de 38 anos, destacou a força simbólica do enredo e a importância histórica do Bembé como expressão de liberdade e identidade.

Carlos Alexandre personal trainner 38 anos
Foto: Ana Julia Agra / CARNAVALESCO
Carlos Alexandre personal trainner 38 anos
Foto: Ana Julia Agra / CARNAVALESCO

“Primeiramente, a ancestralidade. Desde a libertação dos escravos, começou com a ideia de uma festa, mas, na verdade, foi um grito dos escravos em relação à libertação, e até hoje o Bembé existe por conta disso. Antigamente, os escravos faziam essa festa escondidos, mas, com a libertação, conseguiram dar o seu grito. É uma forma de expressão do povo negro: ‘nós estamos libertos, agora a gente pode fazer isso’. Para mim, é um orgulho. Não é só uma festa, é a origem da festa, falar da nossa ancestralidade. Não é só o Bembé, é algo maior, algo que nos move”, afirmou.

A mesma vibração foi sentida por Sol Mota, servidora pública de 40 anos, que definiu o samba como um retrato sensível da cultura afro-brasileira e da própria essência da Beija-Flor.

Sol Mota e Ellen Oliveira
Foto: Ana Julia Agra / CARNAVALESCO

“Esse samba mexe comigo porque fala principalmente da sensibilidade da cultura afro-brasileira, vindo da Bahia. Então, o Bembé é a Beija-Flor na Avenida. A rua ocupamos por direito”, declarou, reforçando o sentimento de pertencimento e de afirmação cultural que ecoa a cada verso entoado na Passarela do Samba.

Para Ellen Oliveira, jornalista de 31 anos e praticante de religião de matriz africana, o impacto do samba vai além da emoção pessoal e alcança uma dimensão histórica e social.

“Para mim, que sou praticante de religião afro, acho importante que seja mostrado na maior festa cultural do planeta. Uma manifestação que não só resgata, mas também cultiva a raiz dessa cultura afro e da ancestralidade, que é o que move a escola de samba. Nós somos movidos pela ancestralidade. O Bembé é como festejar essa ancestralidade, porque, se nós estamos aqui, é em função desses muitos pretos que lutaram, que resistiram, e acho que, principalmente, é a memória”, afirmou.

Ellen também ressaltou o papel do carnaval como instrumento de preservação histórica em um país marcado pelo apagamento cultural.

“O Brasil, infelizmente, tem um processo de cultivo da memória muito complicado, então deixar isso registrado aqui na Avenida é também uma forma de cultivar uma memória que, às vezes, é perdida, que não se vê nas escolas. Tem essa importância de a gente levar do nosso carnaval para o mundo”, completou, evidenciando o alcance simbólico e educativo do desfile da Beija-Flor.

Ao longo do ensaio, ficou evidente que o samba de 2026 já cumpriu uma de suas missões mais nobres: tocar profundamente cada componente e transformar a Sapucaí em um espaço de pertencimento, orgulho e celebração coletiva. A Beija-Flor mostrou que não canta apenas para disputar um título, mas para manter viva a memória, honrar seus ancestrais e reafirmar, em cada passo, a potência da cultura afro-brasileira.

Comunidade em coro: samba da Imperatriz emociona do início ao fim

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Na cadência dos tamborins e no coro forte da comunidade, o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense deste Carnaval tem provocado mais do que aplausos: tem despertado emoção, orgulho e memória afetiva em quem acompanha a escola de Ramos. Entre componentes, torcedores e amantes do samba, o sentimento é unânime — o enredo não apenas conta uma história, mas mexe com a alma.

Na concentração, minutos antes do desfile, a costureira Maria das Dores, de 58 anos, não segurava as lágrimas ao comentar o que sente ao ouvir o samba:

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Fotos: Victor Busch / CARNAVALESCO

“Quando começa o refrão, eu me arrepio inteira. Parece que estou vendo minha vida passar ali, junto com a história que a Imperatriz está contando.”

Para o estudante de História Lucas Almeida, 35, o enredo tem uma força especial por valorizar raízes culturais:

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Fotos: Victor Busch / CARNAVALESCO

“É um samba que ensina e emociona ao mesmo tempo. A Imperatriz consegue transformar pesquisa em poesia. A gente aprende cantando.”

Já o aposentado Antônio Gomes, 65, destacou a energia que vem da própria comunidade:

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“Esse samba nasceu forte, mas na Avenida ele cresce. Quando a arquibancada canta junto, não tem como não se emocionar. A bateria toca com o coração.”

Fechando o coro de emoções, a passista Nilce Gomes, destacou a força do samba e do enredo que conduzem a escola na Sapucaí:

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“Nosso objetivo era exaltar com verdade, com respeito e emoção. Quando vemos o público chorando, sorrindo e cantando junto, temos certeza de que vamos conseguir puxar a Sapucaí.”

Com versos marcantes e melodia envolvente, o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense reafirma a força do Carnaval como manifestação cultural e afetiva. Mais do que um desfile, a escola entrega um espetáculo que pulsa na memória e no coração de quem vive o samba.

Império Serrano promove noite de autógrafos com Conceição Evaristo nesta terça em Madureira

Ativa em toda a construção do pré-Carnaval do Império Serrano, a escritora Conceição Evaristo, grande homenageada do enredo “Ponciá Evaristo Flor do Mulungu”, realiza nesta terça-feira, a partir das 19h, uma noite de autógrafos na quadra da escola, em Madureira. A ação é voltada à comunidade imperiana e contará com a venda de livros a preço popular.

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Fotos: Diego Mendes / Divulgação

As obras de Conceição Evaristo serão comercializadas ao valor de R$ 15,00. Toda a renda arrecadada será destinada ao Império Serrano, contribuindo diretamente para os preparativos da escola na reta final rumo ao Carnaval 2026.

A presença constante da escritora nas atividades do pré-Carnaval tem reforçado a proposta do enredo, que une literatura, memória e identidade negra à história do samba e da escola de Madureira. Para Conceição Evaristo, levar sua obra para dentro da quadra do Império Serrano é reafirmar a literatura como instrumento de acesso, pertencimento e cidadania.

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Foto: Diego Mendes / Divulgação

“Tenho participado de forma muito ativa deste pré-Carnaval porque acredito no enredo como um espaço de afirmação da nossa memória e da nossa escrita. Colocar meus livros na quadra do Império Serrano é tratar a literatura como um direito cidadão, como uma ação democrática e acessível. O preço popular facilita o acesso, amplia o diálogo com a comunidade e, ao mesmo tempo, contribui para o Carnaval da escola, que também é um território de educação, cultura e resistência”, disse a escritora.

O Império Serrano está em contagem regressiva para o seu desfile oficial. A escola de Madureira será a quarta escola a desfilar no próximo sábado (14), na Marquês de Sapucaí, pela Série Ouro.

Freddy Ferrreira analisa a bateria da Beija-Flor no segundo ensaio técnico

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Um ótimo ensaio técnico da bateria “Soberana” da Beija-Flor de Nilópolis, sob o comando dos mestres Rodney e Plínio. Uma conjunção sonora equilibrada, com andamento confortável e boa equalização de timbres foi apresentada. Com um conjunto de bossas bem integradas a grande obra nilopolitana, as paradinhas ajudaram a impulsionar os componentes, além de valorizar o samba da Beija.

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Na parte da frente do ritmo nilopolitano, um naipe de cuícas seguro se exibiu com solidez. Uma ala de chocalhos com boa técnica tocou interligado a um naipe de tamborins com coletividade musical apurada. O belo casamento musical entre tamborins e chocalhos foi o ponto alto do trabalho irretocável das peças leves.

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Na cozinha da bateria “Soberana”, uma afinação acima da média de surdos foi notada. Marcadores de primeira e de segunda tocaram com leveza e segurança, demonstrando uma educação musical exemplar, no intuito de preservar as marcações num ensaio chuvoso. Surdos de terceira deram um balanço irrepreensível, evidenciando o bom trabalho dos graves. Repiques de alta técnica musical tocaram com coesão junto de um naipe de caixas bem ressonante, dividido entre ritmistas fazendo levada reta com caixas embaixo e outros com levada de partido alto, tocada em cima. Essa mistura preencheu a sonoridade dos médios dando aquele molho peculiar, tradicionalmente nilopolitano. Atabaques também vieram em meio ao ritmo, sendo importantes em bossas. O tom metálico das culturais frigideiras ajudou a dar brilho sonoro a parte traseira da bateria.

Bossas e nuances rítmicas intimamente ligadas ao belíssimo samba-enredo da Deusa da Passarela foram exibidas. Todas se pautando pelas variações melódicas, ajudando a impulsionar componentes com bossas dançantes, além de valorizar o samba na medida certa, diante de uma criação musical orgânica e praticamente intuitiva.

Uma ótima apresentação da bateria da Beija-Flor de Nilópolis, dirigida pelos mestres Rodney e Plínio. Um ritmo muito bem casado com o samba-enredo da agremiação foi exibido, realçando a bela melodia da obra nilopolitana com uma criação musical orgânica e de certa forma intuitiva. Um ensaio que mostrou uma bateria “Soberana” pronta para brigar pela pontuação máxima no desfile oficial.

Freddy Ferrreira analisa a bateria da Grande Rio no segundo ensaio técnico

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Um excelente ensaio técnico da bateria da Grande Rio, comandada por mestre Fafá. Uma conjunção sonora de raro valor foi exibida, graças ao andamento confortável e uma equalização de timbres diferenciada, que propiciou uma ótima fluência entre todos os naipes.

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Na cabeça da bateria da tricolor caxiense, uma ala de cuícas com boa ressonância fez um trabalho sólido, ajudando a marcar o melodioso samba-enredo da agremiação. Um naipe de chocalhos acima da média tocou entrelaçado com uma ala de tamborins de inegável qualidade coletiva. Mesmo com convenção rítmica simples, é possível dizer que o belo casamento musical entre os naipes foi fabuloso, dando brilho sonoro à parte da frente do ritmo. Simplesmente exuberante o balanço irrepreensível do carreteiro dos chocalhos da Grande Rio, evidenciando um trabalho irretocável envolvendo as peças leves. Um naipe de agogôs fabuloso executou um desenho rítmico pontuando a melodia do samba através de suas nuances com eficiência absoluta, contribuindo com a sonoridade da parte da frente do ritmo.

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Na cozinha da bateria da Grande Rio, uma boa afinação de surdos auxiliou o trabalho dos marcadores de primeira e segunda, que foram precisos e educados enquanto tocavam. Impressiona a ponderação rítmica, que fazem os surdos da Grande Rio tirar som do instrumento sem dar pancada na peça. O mesmo vale para todos os naipes do miolo do ritmo. Surdos de terceira deram um balanço envolvente consistente a escola de Duque de Caxias. Repiques tocaram de forma reta e se exibindo com coesão. Um naipe de caixas de guerra com bom volume ajudou no preenchimento da sonoridade dos médios com eficiência.

Bossas intimamente vinculadas a melodia do samba da escola, se aproveitavam das nuances para consolidar seu ritmo através das variações. São bossas com boa musicalidade, algumas até se aproveitando das diferenças entre os timbres. As paradinhas foram executadas de modo cirúrgico, contribuindo com um trabalho de evidente limpeza rítmica, seguido por todos os naipes.

Uma apresentação excelente da bateria da Grande Rio, dirigida por mestre Fafá. Um ensaio que, mesmo diante de chuva forte, apresentou trabalhos enxutos em todos os naipes. Com andamento confortável e uma equalização de timbres acima da média, a fluência rítmica de todas as peças pôde ser percebida em qualquer ponto do ritmo caxiense. Uma bateria da Grande Rio completamente preparada para fazer mais um grande desfile, em busca da pontuação máxima.

Freddy Ferrreira analisa a bateria da Imperatriz no segundo ensaio técnico

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Um ensaio técnico soberbo da bateria “Swing da Leopoldina” (SL) da Imperatriz Leopoldinense, comandada por mestre Lolo. Um ritmo potente, equilibrado e com bossas bastante musicais foi exibido. Não bastasse a qualidade técnica acima da média dos ritmistas, o clima da bateria da Imperatriz era festivo e ajudou demais a deixar a sensação de sacode, após uma passagem simplesmente energética.

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Na cabeça da bateria “SL”, um naipe de cuícas sólido e ressonante auxiliou no preenchimento musical dos leves. Uma ala de chocalhos de técnica acima da média tocou interligada a um naipe de tamborins de trabalho coletivo fabuloso. O belo casamento entre tamborins e chocalhos deram brilho sonoro a parte da frente do ritmo da Rainha de Ramos.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Na parte de trás do ritmo leopoldinense, uma afinação de surdos primorosa foi percebida. Marcadores de primeira e de segunda foram impecáveis, tanto marcando, como em bossas. Surdos de terceira deram um balanço único, evidenciando o trabalho de raro valor técnico dos graves. Repiques coesos e firmes tocaram junto de uma naipe de caixas de guerra bem consistente.

Bossas extremamente conectadas ao animado samba da escola foram apresentadas com precisão cirúrgica. O conjunto de bossas e suas nuances se pautou pelas variações melódicas do samba-enredo da escola para consolidar o ritmo. Um trabalho conceitual de muito bom gosto, além de adequação musical plena. Especialmente para esse ensaio, os ritmistas desfilaram com lenços nas cores verde e branco, balançados por cima da cabeça no momento da paradinha do pré refrão, “se jogando na festa” de forma literal.

Uma apresentação exemplar da bateria “SL” da Imperatriz Leopoldinense, dirigida por mestre Lolo. Uma conjunção sonora marcante e impactante foi exibida, sempre valorizando o samba-enredo. Tudo junto de bossas dançantes e com pressão sonora, que ajudaram a impulsionar componentes na evolução. A energia musical proposta pelos ritmistas ampliou a sensação de grande passagem, graças a uma animação acima da média, evidenciando o autêntico clima de sacode. Um ensaio que mostrou uma bateria da Imperatriz pronta para realizar mais um grande carnaval.

Operação especial garante funcionamento dos sistemas de água e esgoto na Sapucaí

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Antes mesmo do primeiro desfile tomar a avenida, a Águas do Rio já está em campo no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Com ações preventivas iniciadas em outubro de 2025, a concessionária estruturou uma operação especial para assegurar o pleno funcionamento dos sistemas de água e esgoto, garantindo que um dos maiores espetáculos do mundo aconteça sem transtornos para o público, os trabalhadores e as escolas de samba.

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Fotos: Divulgação Águas do Rio

No sistema de esgotamento sanitário, as manutenções preventivas tiveram início antes da montagem dos camarotes. Desde então, as equipes realizam vistorias completas e a limpeza da rede de esgoto. Ao longo do ano passado, o Sambódromo também passou por intervenções estruturais, com destaque para a implantação de mais de 150 metros de nova rede de esgoto e a substituição de tubulações por outras de maior diâmetro, aumentando a capacidade de vazão do sistema.

A operação ganhará ritmo ainda mais intenso durante os dias de desfile. Equipes da Águas do Rio ficarão dedicadas em campo e caminhões de alto vácuo (vacol e jet) equipados com hidrojato para a manutenção preventiva e corretiva de redes de esgoto e drenagem estarão posicionados estrategicamente para qualquer eventualidade. Após o encerramento de cada noite de desfile, uma nova rodada de manutenção será executada, assegurando o funcionamento adequado das redes ao longo de todo o Carnaval.

“Todo esse planejamento é fundamental para a realização de um evento dessa magnitude. Nosso trabalho começa meses antes e segue durante todos os dias de desfile, justamente para prevenir imprevistos e garantir segurança para quem trabalha e para quem curte o Carnaval”, explica Renan Mendonça, diretor executivo da Águas do Rio.

Reforço no abastecimento e monitoramento da qualidade da água 

Além das ações no sistema de esgoto, a Águas do Rio, empresa do grupo Aegea, reforçou o abastecimento de água do Sambódromo da Marquês de Sapucaí para o Carnaval. A implantação de um novo ponto de interligação entre as redes internas ampliou a capacidade do sistema e permitiu uma melhor redistribuição da água entre os setores, aumentando a pressão e a regularidade do fornecimento, mesmo em situações de instabilidade.

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Fotos: Divulgação Águas do Rio

Como medida de segurança, caminhões-pipa vão ficar posicionados em pontos estratégicos, prontos para atuar em casos emergenciais, como eventuais oscilações no fornecimento.

A operação também inclui um skid — sistema fixo de monitoramento da qualidade da água — instalado no Sambódromo, que acompanha em tempo real indicadores essenciais para garantir que a água distribuída esteja dentro dos padrões de qualidade.

Hidrantes e equipes de prontidão 

O planejamento contempla ainda um cronograma especial de inspeção para os hidrantes. As vistorias começaram em novembro, abrangendo tanto as ruas do entorno da Sapucaí quanto os pontos internos. Durante os dias de evento, as equipes vão inspecionar os hidrantes verificando pressão e disponibilidade de água, como medida preventiva contra riscos de incêndio.

“Garantir que tudo funcione bem durante o Carnaval é essencial não só para o evento, mas para a cidade como um todo. Essa operação mostra a importância do saneamento para o Rio de Janeiro e o compromisso da Águas do Rio em atuar de forma integrada, preventiva e contínua”, destaca Renan Mendonça.

Freddy Ferrreira analisa a bateria da Viradouro no segundo ensaio técnico

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Um ótimo ensaio técnico da bateria “Furacão Vermelho e Branco” da Unidos do Viradouro, comandada pelo mestre e enredo, Ciça. Um ritmo vinculado a própria trajetória do lendário mestre foi apresentado, com bossas potentes e dançantes, que ajudaram a impulsionar o melodioso e inspirado samba da Viradouro. Nem a chuva foi capaz de murchar a animação dos ritmistas, que literalmente “caíram dentro”.

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Na parte da frente do ritmo da Viradouro, um naipe de cuícas de altíssima técnica musical exibiu um toque ressonante. Uma ala de chocalhos de ótima qualidade coletiva exibiu um toque interligado a um naipe de tamborins de nítida virtude sonora, executando um desenho rítmico pautado pelas nuances do melodioso samba-enredo da escola do bairro do Barreto. O trabalho envolvendo as peças leves mostrou imensa qualidade musical, preenchendo a sonoridade dos agudos com potência sonora.

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Fotos: Luan Costa e Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

Na cozinha da bateria “Furacão Vermelho e Branco”, uma boa e pesada afinação de surdos foi notada. Marcadores de primeira e de segunda tocaram com a firmeza tradicional, mas de modo seguro. Surdos de terceira consistentes ficaram responsáveis pelo balanço envolvente, inclusive em bossas. Repiques coesos tocaram de forma integrada a um naipe de caixas bastante ressonante, com a tradicional batida com levada de partido alto.

Bossas bastante vinculadas as variações melódicas do belo samba da agremiação foram executadas corretamente. Conversas rítmicas que valorizam o trabalho de mestre Ciça com um conceito musical vinculado a sua própria história, repletas de pressão sonora de surdos e paradinhas de impacto. Um conjunto de bossas criado sob medida para um samba que exalta o próprio mestre.

Uma ótima apresentação da bateria da Viradouro, dirigida pelo mestre e tema da escola, o icônico Ciça. Um ritmo praticamente identitário foi produzido, com bossas que dignificam a criação rítmica tão vinculada a carreira musical de Ciça. Além das bossas potentes e da boa conjunção sonora exibida, é simplesmente diferente quando o clima de emoção contagia os ritmistas. Animados e empolgados com a homenagem, os ritmistas da “Furacão Vermelho e Branco” não só apresentaram um grande ritmo, como deixaram a espontaneidade tomar conta do treino e literalmente se divertiram enquanto tocavam. Uma bateria da Viradouro que arrancou aplausos e deixou otimista quem presenciou esse grande ensaio.