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À frente do marketing do Camarote Rio Praia, Danielly Valente celebra o carnaval como cultura viva

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Com uma trajetória profundamente conectada ao carnaval carioca, Danielly Valente, de 32 anos, é hoje um dos nomes por trás do posicionamento e da identidade do Camarote Rio Praia. Diretora de Marketing da marca, ela está à frente da Valente Design, agência responsável por toda a comunicação do camarote na edição de 2026, consolidando um trabalho que une estratégia, sensibilidade cultural e respeito à maior manifestação popular do país.

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Foto Daniel Costa/Camarote Rio Praia

Formada em Design pela ESPM, Danielly atua há mais de 10 anos nas áreas de branding e marketing digital, desenvolvendo projetos que valorizam identidade, narrativa e conexão genuína com o público. Sua relação com o carnaval, no entanto, vai muito além do campo profissional: é uma vivência construída ao longo dos anos, dentro e fora da avenida. Desde 2016, trabalha diretamente com o carnaval, tendo iniciado sua trajetória como assistente de carnavalesco na Escola de Samba Grande Rio, experiência que moldou seu olhar, ampliou seu repertório criativo e reforçou seu compromisso com a cultura do samba.

No Camarote Rio Praia, a diretora acompanha o projeto desde o início das operações, em 2018, contribuindo para a construção de um posicionamento autêntico e alinhado à essência do Rio. Este é o segundo ano em que assume integralmente a liderança das estratégias de marketing do camarote, o primeiro foi em 2024 e traz uma visão ainda mais madura, integrada e conectada à cidade e às suas tradições.

Nesta edição, Danielly lidera não apenas a comunicação, mas também as estratégias de marketing e parcerias, ampliando o entendimento do Rio Praia como um espaço que celebra o carnaval do Rio de forma genuína, popular e afetiva. Entre as novidades, estão ativações inéditas como o projeto Rodas de Samba e o Arrastão do Cordão da Bola Preta, iniciativas que reforçam a ligação do camarote com o samba, o pagode, os blocos de rua e a energia que faz o carioca se sentir em casa.

“Mais do que um camarote, o Rio Praia é carnaval do Rio. Aqui é samba, pagode e bloco. Tudo que o carioca ama e sabe fazer. É um privilégio contar essa história e valorizar nossa cultura com quem faz parte dela”, afirma Danielly Valente.

Para ela, o carnaval não se resume ao espetáculo dos dias de desfile. “O carnaval começa muito antes da avenida. Ele envolve um ano inteiro de dedicação, talento e resistência. É cultura viva, é celebração, é visibilidade e também pertencimento. É o momento em que o Rio mostra quem é, com sua estética, sua música, seus personagens, sua criatividade e sua história”, destaca.

Esse olhar sensível e estratégico se reflete em cada ação conduzida por Danielly à frente do marketing do Camarote Rio Praia. Seu trabalho traduz o carnaval não como produto, mas como expressão cultural, fortalecendo narrativas, valorizando quem faz a festa acontecer e reafirmando o Rio Praia como um espaço onde o carnaval é vivido em sua forma mais verdadeira.

Unidos da Tijuca: coreógrafas Bruna Lopes e Ariadne Lax falam sobre aprendizados e expectativas para 2026

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O Carnaval de 2025 marcou a estreia conjunta das coreógrafas Bruna Lopes e Ariadne Lax à frente da comissão de frente da Unidos da Tijuca. O desafio foi duplo: além de conduzir um quesito central na apresentação da escola, as duas também precisaram criar laços de confiança e entender os pontos fortes de cada uma para consolidar a parceria.

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Foto: Divulgação/Tijuca

“Foi um ano de conhecimento. Nunca tínhamos trabalhado juntas, então era preciso encontrar essa liga, perceber até onde cada uma podia ir e também entender toda a equipe. Agora, em 2026, estamos mais confortáveis, já conhecemos a equipe inteira da Tijuca”, resumiu Ariadne.

Para Bruna, o segundo ano será de amadurecimento e ajustes técnicos. “A gente deu um match muito rápido, mas agora é rever o que deu errado. Falando bem praticamente, olhando para as notas, o que os jurados apontaram como falhas. Aprender com esses erros para não repeti-los e, se Deus quiser, gabaritar em 2026”, declarou.

A força do samba no processo criativo

A definição do samba-enredo da Tijuca, que escolheu a parceria de Lico Monteiro como hino do Carnaval 2026, também tem impacto direto no trabalho da comissão.

“Tivemos três obras lindíssimas na final. Qualquer uma que vencesse iria acrescentar muito. Essa safra nos ajuda desde a leitura da sinopse, quando já vamos ampliando ideias. Foi uma sorte termos tido sambas tão inspirados, todos eles nos engrandecem”, avaliou Ariadne.

Mudanças e permanências

O que manter e o que transformar em relação a 2025? As coreógrafas são taxativas: cada enredo pede uma estética própria.

“Nada se mantém. Alguns bailarinos continuam, mas a proposta é completamente diferente. Estamos falando de Carolina Maria de Jesus, uma mulher, uma batalhadora, exaltando a literatura. É um enredo feminino, que por si só já muda toda a concepção do trabalho”, explicou Bruna.

Questionadas se a comissão será formada apenas por mulheres, elas despistam:

“Vamos ter de tudo.”

Troca com o carnavalesco

Outro ponto destacado é a parceria com Edson Pereira, carnavalesco da escola.

“A gente sempre teve uma troca muito forte. Começamos debatendo bastante o enredo e depois o estudo e a pesquisa ficam por nossa conta. Quando surge uma dúvida ou achamos algo interessante, levamos a ele e à equipe dele”, declarou Ariadne.

Bruna completou:

“Este ano, por estarmos mais à vontade, o trabalho tem uma marca mais nossa, mais de Ariadne Lax e Bruna Lopes mesmo.”

Com a experiência adquirida no primeiro desfile e a inspiração do novo enredo, a dupla garante que a comissão de frente da Tijuca em 2026 virá diferente, com a marca da força feminina e literária de Carolina Maria de Jesus.

‘Comissão das nossas vidas’: Cláudia Mota e Edifranc Alves falam sobre maturidade na chegada à Portela’

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A chegada de Cláudia Mota e Edifranc Alves à Portela marca o início de uma nova fase para o quesito Comissão de Frente da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira. Em entrevista ao CARNAVALESCO, os coreógrafos falaram sobre maturidade, a parceria com o carnavalesco André Rodrigues, a força do enredo portense e as mudanças no julgamento do quesito para o Carnaval 2026.

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

No balanço sobre o trabalho no Paraíso do Tuiuti, a dupla ressaltou a emoção de contar a história de Xica Manicongo, considerada a primeira travesti não indígena do Brasil. “Foi um momento maravilhoso que vai ficar marcado no nosso coração sempre”, afirmou Cláudia Mota.

Já Edifranc Alves destacou que o principal objetivo da comissão foi promover o acolhimento à comunidade LGBTQIAPN+: “A escola trouxe acolhimento e o processo artístico foi baseado na vida delas”. Parte do elenco, inclusive, foi formado exclusivamente por pessoas trans, reforçando o caráter de representatividade da apresentação.

Convite da Portela e momento de maturidade da dupla

A oportunidade de assumir a comissão da Portela surgiu logo após o Carnaval 2025. Edifranc considera que o convite chegou em um momento de transição para o casal: “Abraçamos com muita responsabilidade o convite dessa magnífica escola”. Para Cláudia, trata-se de um salto na carreira: “A Portela é uma escola histórica e grandiosa, é uma honra estar aqui. É também um salto nosso, que chegamos aqui em um momento de maturidade”.

Parceria com André Rodrigues e enredo sobre Príncipe Custódio

Na preparação para o desfile, a sintonia com o carnavalesco André Rodrigues se tornou um diferencial. “Temos uma linguagem parecida, muito objetiva e direta. Trouxemos uma proposta para ele e para o presidente, que está dando todo o suporte. Estamos com uma equipe de ouro. Nós vamos fazer a comissão das nossas vidas”, destacou Cláudia.

O enredo de 2026, que homenageará Príncipe Custódio e o Batuque riograndense, já inspira o processo criativo da dupla. Edifranc ressaltou a força da narrativa que valoriza a cultura negra do Sul e citou três personagens que certamente estarão presentes na Comissão: Bará, o Príncipe Custódio e o Negrinho do Pastoreiro.

Cabine Espelhada: ‘Situação Difícil’

Sobre a estreia da cabine espelhada no julgamento do quesito, o coreógrafo reconheceu a complexidade do desafio: “Situação difícil”, resumiu. Cláudia acrescentou que o impacto será sentido por todas as escolas e que apenas os ensaios poderão dimensionar melhor a novidade.

“Pode ser que a gente esteja criando um bicho de sete cabeças, mas a gente só vai saber daqui a duas semanas, quando começam os nossos ensaios. Será um desafio para todas as comissões”, finalizou.

Nilópolis confia no Bi: comunidade aponta forças da Beija-Flor para 2026

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Em Nilópolis, a palavra “bi” circula com naturalidade, mas não sem humildade entre os componentes da Beija-Flor. Entre passistas, baianas, ritmistas e torcedores que participaram, a crença no bicampeonato está apoiada na organização da escola, no trabalho da bateria e na atuação conjunta entre direção, harmonia e comunidade — tudo isso em um Carnaval considerado cada vez mais competitivo e imprevisível.

A confiança que move Nilópolis

Entre os torcedores ouvidos pelo CARNAVALESCO, prevalece a sensação de que a Beija-Flor chega forte para a disputa do bicampeonato. Para Cássio Dias, 50 anos, servidor público e primeiro passista com 38 desfiles pela Azul e Branco, a mobilização é geral:

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“Todo o povo nilopolitano está acreditando no bicampeonato. Estamos com humildade, respeitando todas as coirmãs, mas viemos para brigar por mais uma estrela”, declarou.

No departamento musical, o discurso acompanha a vibração dos demais componentes. Diego Oliveira, 34 anos, diretor de bateria da “Soberana” e compositor, resume a preparação para 2026 como “um novo começo”.

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“O bi vai ser consequência. Estamos tratando como se fosse o primeiro campeonato. É muito trabalho, muita dedicação da direção, da harmonia, dos cantores, dos ritmistas. Eu acredito que vamos fazer história em fevereiro”, disse.

Bateria, comunidade e conjunto: as forças que sustentam o otimismo

Para brigar pelo bicampeonato, a Beija-Flor aposta no enredo “Bembé”, assinado pelo carnavalesco João Vitor Araújo, que contará a história do maior candomblé de rua do mundo, realizado em Santo Amaro, na Bahia. Ao analisarem a pré-temporada da escola, os componentes convergem em dois pontos: bateria e conjunto.

Matias Ribeiro, 27 anos, jornalista e estreante na escola, concorda:

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“A bateria é o coração da escola. Tem tirado boas notas nos últimos anos e acho que dá para tirar 40 pontos outra vez. E os ensaios são muito rigorosos. A galera está comparecendo e não está errando. Isso faz diferença.”

Já o veterano Cássio amplia o foco da análise para outros quesitos:

“A nossa força é o conjunto. É o casal, é o samba, é o enredo, que conta a história do povo negro mais uma vez. E a comunidade nilopolitana. Tudo junto é o que empurra essa escola na direção do ‘bi’”, afirmou.

Diego reforçou que a escola só precisa “fazer o dever de casa”:

“Sou suspeito para falar. A Beija-Flor tem vários quesitos fortes. A gente fica muito confortável. O negócio é fazer o dever de casa e deixar o resto nas mãos de ‘Papai do Céu’.”

O tabu do bicampeonato e a disputa cada vez mais acirrada

O último bicampeonato da Beija-Flor foi conquistado em 2007 e 2008, com os desfiles “Áfricas – Do Berço Real à Corte Brasiliana” e “Macapaba: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo”. Desde então, nenhuma escola voltou a repetir a façanha — um tabu que, há 18 anos, permanece aberto no carnaval carioca.

Matias, que pesquisa academicamente as notas dos jurados no carnaval carioca, destacou o novo cenário competitivo:

“O Carnaval mudou muito. As notas fecham no dia do desfile e não tem como fazer comparação com as escolas que desfilam nos outros dias. Está muito difícil prever a campeã. É imprevisível.”

Já Cássio, que viveu aquele ciclo vitorioso como pivô da comissão de frente, percebe algo familiar:

“A energia de 2007 e 2008 é a mesma de hoje. Sem salto alto, com todo o respeito às coirmãs, temos convicção da nossa responsabilidade.”

Diego mantém a confiança no trabalho:

“Carnaval é muito disputado, nota a nota. As coirmãs vêm fortes, mas confiamos no nosso trabalho.”

Samba que reacende a Vila: comunidade vive caso de amor com a obra de 2026

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Viver um caso de amor com o samba de sua escola do coração é uma experiência que todo sambista gostaria de ter na pré-temporada do Carnaval. E é esse o clima entre o “Povo do Samba” e a obra da Vila Isabel para 2026, que homenageia o compositor, cantor, artista visual e sambista Heitor dos Prazeres. Apaixonados pela obra, os componentes já consideram a parceria de André Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho como uma das mais fortes das últimas décadas da agremiação.

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“É o samba da década. Não é pouca coisa. É um samba que fala não só sobre a própria Vila, mas sobre a história do samba. É uma aclamação ao próprio sambista que, às vezes, o Carnaval esquece de valorizar. Esse samba reconhece essas pessoas”, declarou Diogo Freire, 30 anos, arquiteto e componente da escola há três anos.

O reconhecimento não é só do legado de Heitor dos Prazeres — pioneiro na composição de sambas e um dos fundadores das primeiras escolas de samba do Brasil —, mas também da herança da própria Vila Isabel. A referência a Seu China e Ferreira, fundadores da Azul e Branco, reforça nos versos a memória de um território que se orgulha de suas raízes. É esse “molho” que deixa o “Povo do Samba” feliz e animado para 2026.

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“É o samba que a gente gosta. Estamos vindo de anos em que os sambas não eram aqueles que a Vila está acostumada a curtir. O de 26 é diferente. O samba é excelente. A Vila está feliz e, quando as coisas vão assim, o final sempre é positivo”, afirmou o inspetor de pintura Felipe Lacerda, 37 anos, integrante da escola há quatro anos.

Para a baiana Gabriella Moreira, 37 anos, o caso de amor é tão forte que não dá vontade de parar de cantar o samba.

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“Na disputa de samba, todo mundo já tinha certeza de que era o samba campeão. Na rua, para mim, que desfilo como baiana desde 2010, é um samba que não cansa. Esse samba dá vontade de cantar o tempo todo. Com certeza é um dos melhores sambas da Vila Isabel”, disse.

Entre Angola e Arraiá: o novo samba entra no panteão da Vila Isabel

Amor é assim: faz uma obra que ainda nem atravessou a Sapucaí aparecer, para parte da comunidade, entre os grandes sambas da história da Vila. Considerada uma das melhores da safra de 2026, a composição é comparada a “Angola”, de 2012, e “Festa no Arraiá”, de 2013, último título da Vila Isabel.

“Esses três sambas estão na mesma prateleira, bem perto. Vamos ver depois do Carnaval, mas com certeza já colocamos ele num cantinho bem especial do coração”, disse Felipe Lacerda.

Gabriella Moreira acrescenta que o samba de 2026 acessa a mesma dimensão afetiva e ancestral presente em “Angola”. “São três sambas muito bons. Eu adoro o de 2013, que foi o do título, mas o que mexe mais comigo é o de ‘Angola’. Esse samba de 2012 tem uma força ancestral muito grande e é o que eu sinto no samba deste ano também. Quando estava começando o minidesfile, meu corpo começou a arrepiar dos pés à cabeça, comecei a suar de tanta emoção”, revelou.

Se mexe com a emoção do componente, é mérito dos compositores André Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho, que souberam, em letra e melodia, despertar o amor da escola. A tríade reforça uma linhagem autoral marcante na Vila: Diniz assina 2012, 2013 e 2026; Bocão retorna após o êxito de 2012; e Arlindinho ocupa agora o lugar que foi de seu pai, Arlindo Cruz, nos sambas de “Angola” e “Festa no Arraiá”.

“O ‘Povo do Samba’ comprou essa ideia e você sente isso nos ensaios de rua, lá na 28. Estamos mostrando a força desse samba durante toda a temporada”, afirmou Diogo Freire.

Raiz, território e pertencimento: o resgate que atravessa a comunidade

Se a força de um samba revela mais do que musicalidade, o de 2026 expõe um movimento mais profundo na Vila Isabel: o reencontro da escola com suas próprias raízes. Entre os componentes, a sensação é de que o enredo sobre Heitor dos Prazeres abriu uma porta que há tempos a comunidade desejava atravessar.

“É um enredo bem raiz. Sentimos, sim, que esse enredo volta um pouco para a nossa raiz. A Vila é uma terra de preto, da miscigenação, mas sobretudo de preto. A Favela dos Macacos pulsa muito isso e esse samba traz essa sensação para a gente”, afirmou Felipe Lacerda.

A percepção também se expressa nos ensaios, onde o clima é de pertencimento renovado. Para Gabriella Moreira, a combinação entre enredo e samba elevou o moral da comunidade. “Sabemos que nem sempre um bom enredo gera um bom samba. Nesse caso, sim. Escolhemos um ótimo enredo que gerou um excelente samba. Eu vejo a comunidade mais feliz. Quando acaba o ensaio, a gente se abraça e continua cantando o samba. Isso é o maior indicativo dessa virada.”

A cantora argentina Ali Maria, 40 anos, que vive no bairro de Vila Isabel há nove anos, reforça que há algo novo no ar: a sensação de uma virada perceptível semana após semana.

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“Estamos vivendo uma virada. E isso pode ser sentido na força que a comunidade encontrou nesse samba. A cada ensaio a gente está crescendo e sinto que estamos transmitindo com cada vez mais força o significado do nosso enredo.”

Para Diogo Freire, a Vila atravessa um processo comparável a momentos históricos da escola: “A Vila Isabel está reencontrando as próprias raízes, assim como aconteceu em ‘Kizomba’. São sambas históricos, não só para a própria escola, mas para a história do samba. Esse momento aproxima cada vez mais o Morro dos Macacos da escola. A Vila olha para o espelho e diz: ‘Eu sou isso aqui’”.

Carnaval 2026: Intendente Magalhães terá 54 desfiles ao longo de seis dias de folia

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Conhecido como “Passarela Popular do Samba”, o Carnaval da Intendente Magalhães é o local por onde passam as agremiações das séries Prata, Bronze e do Grupo de Avaliação, além do Grupo 1 das Federações dos Blocos. Em 2026, a avenida volta a receber diversas escolas de samba das mais diferentes regiões do estado, que prometem grandes disputas em dias de muita emoção, histórias, personagens e senso de comunidade.

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Foto: Divulgação/TV Brasil

Organizado pela Superliga RJ, em parceria com a Riotur, o Carnaval terá sua programação iniciada no sábado, a partir das 20h, com os desfiles do Grupo 1 da Federação dos Blocos Carnavalescos. Esse dia reunirá os blocos de enredo que disputam vaga no Grupo de Avaliação. Já os desfiles da Série Prata acontecem no domingo e na segunda-feira, a partir das 18h, com as escolas que competem para subir para a Série Ouro. O Grupo de Avaliação desfilará na terça-feira, e a Série Bronze entra na avenida na sexta e no sábado, após o Carnaval oficial.

“A Intendente Magalhães é um dos maiores símbolos da democratização do Carnaval do Rio. É ali que a cultura popular pulsa, reunindo escolas tradicionais, comunidades inteiras e milhares de trabalhadores do samba que mantêm viva a nossa festa. A Riotur tem orgulho de apoiar os desfiles da Intendente, trabalhando para oferecer estrutura, segurança e condições adequadas para que as escolas possam se apresentar com dignidade, garantindo visibilidade e respeito ao seu papel na história do carnaval”, diz Bernardo Fellows, presidente da Riotur.

Por ali, concentram-se as escolas e blocos que disputam locais de acesso a cada ano, visando um lugar na elite do Carnaval do Rio. Ao longo dos anos, a Intendente também se consolidou como espaço de revelação de compositores, passistas, carnavalescos e profissionais que movimentam toda a cadeia produtiva da folia. Além disso, o local fortalece o vínculo direto entre as escolas e seus territórios, preservando tradições e estimulando o senso coletivo que marca as escolas de samba.

Localizada a cerca de 19 quilômetros do Centro da cidade, a Intendente Magalhães corta os bairros de Campinho, Oswaldo Cruz, Madureira, Cascadura, Bento Ribeiro e Vila Valqueire. A via integrava a antiga Estrada Real de Santa Cruz. Sua história acompanha a expansão do Rio e reflete as relações culturais do povo carioca e suas realidades. Os desfiles da Intendente são gratuitos e garantem uma ótima opção para quem busca viver uma versão mais raiz e tradicional do Carnaval carioca.

Confira a programação completa dos desfiles

Federação dos Blocos – Grupo 1

Início: 20h

Sábado – 14 de fevereiro

Birita Mas Não Cai — 20h

Império do Gramacho — 20h50

Vai Barrar? Nunca! — 21h40

Cometas do Bispo — 22h30

Unidos do Alto da Boa Vista — 23h20

União da Ponte — 00h10

Novo Horizonte — 01h

Renascer de Vaz Lobo — 01h50

Unidos do Bandeirantes — 02h40

Do Barriga — 03h30

SÉRIE PRATA

Domingo – 15 de fevereiro

Início: 18h

Mocidade Unida do Santa Marta — 18h

Arrastão de Cascadura — 18h40

Tubarão de Mesquita — 19h20

Renascer de Jacarepaguá — 20h

União do Parque Curicica — 20h40

Independente da Praça da Bandeira — 21h20

Chatuba de Mesquita — 22h

Vizinha Faladeira — 22h40

Unidos de Lucas — 23h20

Independentes de Olaria — 00h

Tradição — 00h40

Lins Imperial — 01h20

União de Jacarepaguá — 02h

Acadêmicos do Cubango — 02h40

Segunda-feira – 16 de fevereiro

Início: 18h

Império da Tijuca — 18h

Flamanguaça — 18h40

Feitiço Carioca — 19h20

Siri de Ramos — 20h

Acadêmicos da Abolição — 20h40

Império de Nova Iguaçu — 21h20

São Clemente — 22h

Acadêmicos do Dendê — 22h40

Acadêmicos do Engenho da Rainha — 23h20

Unidos de Santa Tereza — 00h

Acadêmicos da Rocinha — 00h40

Acadêmicos de Santa Cruz — 01h20

Alegria do Vilar — 02h

Leão de Nova Iguaçu — 02h40

Império da Uva — 03h20

GRUPO DE AVALIAÇÃO

Terça-feira – 17 de fevereiro

Mocidade Unida da Cidade de Deus — 18h

Império Ricardense — 18h40

Raça Rubro-Negra — 19h20

Império da Resistência — 20h

Mocidade Independente de Inhaúma — 20h40

Acadêmicos da Pedra Branca — 21h20

Difícil é o Nome — 22h

Gato de Bonsucesso — 22h40

Arame de Ricardo — 23h20

Acadêmicos de Madureira — 00h

Renascer de Nova Iguaçu — 00h40

Coroado de Jacarepaguá — 01h20

Delírio da Zona Oeste — 02h

Unidos de Manguinhos — 02h40

Casa de Malandro — 03h20

SÉRIE BRONZE 

Sexta – 20 de fevereiro

Concentra Imperial — 18h

Acadêmicos do Recreio — 18h40

Rosa de Ouro — 19h20

Império de Brás de Pina — 20h

Sereno de Campo Grande — 20h40

Flor da Mina do Andaraí — 22h

Unidos de Cosmos — 22h40

União Cruzmaltina — 23h20

Alegria de Copacabana — 00h

Sábado – 21 de fevereiro

Caprichosos de Pilares — 18h

Unidos da Vila Rica — 18h40

Boi da Ilha do Governador — 19h20

Imperadores Rubro-Negros — 20h

Unidos do Cabuçu — 20h40

Unidos da Vila Kennedy — 21h20

Acadêmicos do Peixe — 22h

Novo Império — 22h40

Mocidade de Vicente de Carvalho — 23h20

Unidos da Barra da Tijuca — 00h

Carnaval do Rio ganha acessibilidade para pessoas com deficiência

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A folia carioca fica cada vez mais inclusiva. Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, e no desfile das campeãs, quem estiver no Setor 13 da Sapucaí vai encontrar um time dedicado a tornar o espetáculo acessível para todos. A ALL DUB Estúdio, especializada em acessibilidade para pessoas com deficiência, oferecerá audiodescrição ao vivo, tradução em libras e suporte à comunicação acessível da folia.

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Fotos: Matsuda Press / Divulgação

Além da Sapucaí, a empresa também atuará nos desfiles de blocos, na FanFest de Copacabana, no Camarote Verde e Rosa e no desfile dos Embaixadores da Alegria, bloco inclusivo que reúne foliões com e sem deficiência.

Recursos que fazem diferença

A audiodescrição funciona como os olhos de quem não enxerga. Pessoas cegas ou com baixa visão acompanham cada detalhe: fantasias, alegorias, movimentos. A tradução em libras garante que surdos não percam nada do que acontece na avenida.

“A acessibilidade audiovisual permite que pessoas com deficiência visual compreendam os desfiles, enquanto pessoas surdas contam com tradução em libras, ampliando o acesso ao espetáculo que é referência mundial”, explica Ana Motta, CEO da ALL DUB.

Cada detalhe importa

A empresária foi aprimorando o trabalho com a prática. “Certa vez, descrevendo um desfile, narrei que um sambista carregava uma mulher do início ao fim da avenida. Uma pessoa cega me questionou se a mulher era magra porque parecia muito difícil. Esqueci de dizer que era uma boneca de espuma”, relembra.

Experiência que virou missão

Ana Motta tem envolvimento pessoal com o tema. Após um acidente, ficou dois anos em cadeira de rodas e vivenciou de perto as dificuldades de uma pessoa com deficiência. Foi quando decidiu introduzir acessibilidade em sua empresa de dublagem.

“Pude trazer ao projeto toda minha experiência pessoal e real, o que torna nossa atuação mais humanizada”, destaca a CEO. Para ela, a presença da acessibilidade em grandes eventos reforça a importância de pensar a cultura como espaço para todos.

Direito garantido

A iniciativa dialoga com a Lei Brasileira de Inclusão e coloca o Rio como referência em inclusão em eventos populares. O Carnaval é patrimônio cultural brasileiro e precisa ser vivido por todos. A acessibilidade não é favor, é direito.

SERVIÇO

Carnaval com Acessibilidade AllDub

Onde estará:

  • Setor 13 – Marquês de Sapucaí (de 13 a 17/02)

  • Desfiles de blocos de carnaval

  • FanFest – Copacabana

  • Desfile dos Embaixadores da Alegria (Desfile das Campeãs – domingo)

  • Camarote Verde e Rosa

Recursos oferecidos:

  • Audiodescrição

  • Tradução em Libras

  • Acessibilidade audiovisual

  • Comunicação inclusiva

Band abre alas para o desfile das escolas de samba da Série Ouro

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Após renovar o contrato por mais três anos, a Band segue como a emissora detentora dos direitos de transmissão dos desfiles da Série Ouro do Rio de Janeiro, reforçando o compromisso com o Carnaval e valorizando as escolas com uma cobertura ampla e jornalística do espetáculo, na Marquês de Sapucaí.

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Foto: Divulgação/Band

Para registrar cada detalhe das apresentações, serão usadas 29 câmeras e dois drones, com seis equipes de reportagem espalhadas em pontos estratégicos da avenida.

Na sexta-feira, 13, e no sábado, 14, as transmissões terão início às 20h30, para o público do Rio de Janeiro, e à 1h para todo o Brasil. A apresentação será de JP Vergueiro, com comentários de Aydano André Motta, Bruno Chateaubriand e Rafaela Bastos, além dos comentários técnicos de Gustavo Mostof. Amin Khader, mais uma vez, acompanha de perto o público no setor 1.

Novidade no elenco: Flora Cruz

Reforçando o time da Band, Flora Cruz, filha do cantor e compositor Arlindo Cruz, vai entrevistar componentes das escolas de samba na concentração. “A chegada da Flora Cruz ao elenco reforça o nosso compromisso de olhar para o maior espetáculo da Terra com respeito à história, às pessoas e às vozes que fazem essa festa ser o que ela é. E esse mesmo espírito está presente na homenagem que o Troféu Band Folia presta este ano à Leci Brandão, uma artista fundamental para a cultura brasileira. São escolhas que traduzem o carinho e a responsabilidade da Band com o Carnaval”, afirma André Marini, diretor-geral da Band Rio.

Apuração das notas

Pelo segundo ano consecutivo, a apuração das notas será realizada na quinta-feira (19), com transmissão exclusiva da Band. Durante o evento, o público vai conhecer a escola campeã da Série Ouro, que garante vaga no Grupo Especial em 2027.

Troféu Band Folia: homenagem à Leci Brandão

Finalizando o calendário do Carnaval, o Troféu Band Folia premia, no dia 23 de fevereiro, nove quesitos: enredo, comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira, intérprete, samba-enredo, bateria, ala de passistas, esquenta e melhor escola. Os vencedores são escolhidos por meio de um QR Code disponibilizado na tela da Band durante os desfiles.

O júri da Band também vai nomear o destaque do ano. Este ano, o troféu vai homenagear a cantora e compositora Leci Brandão, enredo da Unidos de Bangu.

Nas rádios BandNews FM e Band FM

A cobertura da Série Ouro se estende ainda ao rádio e ao digital. A BandNews FM Rio acompanha todos os desfiles pelo dial 90.3, com apresentação de Bruno Filippo, Carlos Andreazza e Christiano Pinho. Christiano Pinho e Bruno Filippo também comandam a cobertura do Grupo Especial e das apurações, ao lado de Vinicius Dônola.

No digital

No YouTube, Band TV Rio, BandNews FM Rio e Band Folia transmitem os desfiles da Série Ouro do Carnaval. Já o Grupo Especial também pode ser acompanhado pelo canal da BandNews FM Rio. Nas redes sociais do grupo (@bandtvrio, @bandnewsfmrio e @bandfmrio), a cobertura em tempo real dos desfiles também é realizada.

Desfiles à beira do colapso: Governo do Estado não paga subvenção das séries Ouro, Prata e Bronze para o Carnaval 2026

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Faltam apenas três dias para o início dos desfiles da Série Ouro e cinco para o início das apresentações da Série Prata e depois da Bronze do Carnaval do Rio de Janeiro, e um fato gravíssimo expõe, mais uma vez, o abismo entre o discurso oficial e a realidade vivida pelas escolas de samba: o Governo do Estado do Rio de Janeiro ainda não pagou a subvenção destinada às agremiações.

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Foto: Philippe Lima/Divulgação Governo do Estado

Não estamos falando de luxo. Não estamos falando de excessos. Estamos falando do mínimo necessário para que escolas do povo consigam colocar seus desfiles na avenida. Atrasar, ou simplesmente não pagar, esse recurso às vésperas do carnaval é um absurdo, um desrespeito institucional e uma ameaça real à realização dos desfiles de 2026.

As escolas de samba da Série Ouro, Prata e Bronze não sobrevivem sem a subvenção pública. São agremiações comunitárias, formadas por trabalhadores, famílias inteiras, gente que faz carnaval por paixão, pertencimento e resistência cultural. Abandoná-las é virar as costas para a própria essência do carnaval carioca.

É preciso chamar o nome do responsável: o Governo Cláudio Castro. Historicamente, sempre se colocou como aliado das escolas de samba, sempre discursou sobre a importância do carnaval como motor cultural, social e econômico do Rio de Janeiro. Estranhamente, neste ano, sumiu da camada mais popular do samba. Sumiu justamente onde o carnaval é mais frágil, mais vulnerável e mais dependente do poder público.

E como se não bastasse a falta de pagamento, as escolas já convivem com uma realidade cruel: a ausência de barracões, a falta de estrutura mínima de trabalho, improvisos constantes e custos cada vez mais altos. É um carnaval feito na raça, no sacrifício, no limite. Cobrar excelência dessas agremiações enquanto se nega o básico é hipocrisia institucionalizada.

Em desfiles cada vez mais disputados, técnicos, rigorosos e competitivos, é inadmissível que o poder público trate essas escolas com tamanho descaso. Não existe planejamento possível sem previsibilidade financeira. Não existe carnaval forte sem respeito às suas bases.

É urgente que o Governo do Estado reveja completamente sua política de subvenções. O pagamento precisa ser previsível, organizado e iniciado em julho, com depósitos mensais. Isso não é gasto: é investimento. Um modelo assim barateia o carnaval, evita desperdícios, melhora a qualidade dos desfiles e, principalmente, gera emprego e renda durante o ano inteiro, e não apenas às vésperas da festa.

O carnaval não nasce em fevereiro. Ele é construído todos os dias, nos barracões improvisados, nas quadras, nas comunidades. Quando o Estado falha, quem paga a conta é o povo do samba.

Se escolas não desfilarem, se houver prejuízos irreparáveis, se o carnaval popular for enfraquecido, a responsabilidade será clara e direta. O poder público não pode abandonar quem sustenta a maior manifestação cultural do país.

O relógio está correndo. O silêncio do governo é ensurdecedor. E o risco, agora, é real.

Carnaval de Vitória 2026: Andaraí encerra os desfiles com leveza e celebra 80 anos no Sambão do Povo

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Um encerramento leve, colorido e feliz. Foi isso que a Andaraí proporcionou ao público do Sambão do Povo ao contar seus 80 anos de história no enredo “02/12/1946”, do carnavalesco Alex Santiago.

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O dia já estava claro quando a escola do bairro Santa Martha entrou na pista, vindo após duas favoritas. Se o objetivo era se manter no grupo, a escola não deve ter dificuldades.

A apresentação foi segura no chão, com fantasias de bom nível e alegorias um pouco abaixo.

O incendiário Emerson Dias garantiu vibração aos componentes e ao público que ainda permanecia no Sambão do Povo, bem acompanhado por uma bateria pesada que embalou o bom samba de Lourival das Neves e parceiros. O refrão final foi cantado por todos.

Um destaque especial para o jovem casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sylvio e Yasmim, ambos adolescentes. Dançaram lindamente e arrancaram aplausos e gritos da plateia. O futuro estava ali.

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