Início Site Página 702

Fotos: ensaio técnico da Mocidade na Sapucaí

0

Vídeos: ensaios da Mocidade, Tuiuti e Salgueiro na Sapucaí

Freddy Ferreira analisa a bateria do Salgueiro no ensaio técnico

0

Uma apresentação excelente da bateria “Furiosa” do Acadêmicos do Salgueiro, comandada pelos mestres Guilherme e Gustavo. Um ritmo salgueirense tradicional foi exibido, mas com bossas modernas e altamente casadas com o grande samba da escola branca e encarnada do bairro da Tijuca. O andamento cadenciado pela pista permitiu, além de maior equilíbrio, uma fluência plena entre os diversos naipes.

salgueiro bateria et
Foto: Alexandre Vidal/Divulgação Rio Carnaval

Na parte de trás do ritmo, uma bateria “Furiosa” com sua afinação característica, mais pesada, foi percebida. Os marcadores de primeira e segunda tocaram com a tradicional firmeza salgueirense, pulsando de forma precisa. Os surdos de terceira deram um balanço único à cozinha do Salgueiro, principalmente nas bossas, onde é possível dizer que se destacaram. Assim como caixas ressonantes e taróis eficientes complementaram a sonoridade dos médios, dando aquele aspecto particularmente furioso ao ritmo do Salgueiro.

Na cabeça da bateria do Salgueiro, uma ala de showcalho de nítida qualidade musical, tocou de forma conectada a um naipe de tamborins de elevada técnica, que exibiu um desenho rítmico plenamente integrado ao belo samba-enredo da Academia. Auxiliando no preenchimento musical das peças leves, um bom naipe de cuícas tocou de forma correta e eficaz.

O conjunto de bossas da bateria do Salgueiro é musicalmente profundo. Algumas complexas e de elevado grau de execução, mas todas exibidas de modo exímio por toda a pista. Os arranjos se basearam na pressão do peso das marcações para consolidar o ritmo, sem contar o luxuoso molho provocado pelos surdos de terceira salgueirenses, que deixaram a concepção musical das bossas moderna e praticamente refinada. Outro naipe que merece ser destacado nas paradinhas é o de caixas, sempre complementando com eficácia a sonoridade e garantindo consistência nas execuções.

Uma grande exibição da bateria do Salgueiro, sob a regência dos mestres Guilherme e Gustavo. Um ensaio para lavar a alma dos salgueirenses. Nem a chuva, que caiu de forma intensa por vezes, foi capaz de abalar o ânimo e a energia dos ritmistas da “Furiosa”, que usaram tal fato como motivação para deixarem seu melhor. Um ritmo plenamente integrado ao que pede a obra da Academia do Samba.

Freddy Ferreira analisa a bateria do Paraíso do Tuiuti no ensaio técnico

0

Uma apresentação muito boa da bateria do Paraíso do Tuiuti, sob o comando do consagrado mestre Marcão. Um ritmo enxuto, bem equilibrado e bastante equalizado foi exibido. O andamento confortável do ritmo da “Super Som” auxiliou na plena fluência entre os naipes.

bateria tuiuti et
Foto: Alexandre Vidal/Divulgação Rio Carnaval

Uma cozinha da bateria do Tuiuti muito bem afinada foi notada. Vale frisar que a maceta do surdo de primeira é maior em diâmetro que a das demais escolas, num recurso que teve origem na bateria do Vai Vai. Esse fato específico tem garantido um ressoar mais grave diferenciado dos marcadores de primeira do Tuiuti, que assim como os de segunda, foram firmes e precisos durante o ensaio da escola. Surdos de terceira deram um balanço considerável à parte de trás da bateria da escola de São Cristóvão. Um naipe de caixas de guerra com boa ressonância foi percebido, que junto de repiques coesos e bem integrados, preencheram com consistência a sonoridade da parte traseira do ritmo.

Na cabeça da bateria do Paraíso do Tuiuti, um naipe de chocalhos fabuloso executou seu desenho rítmico com altíssima qualidade técnica. Tudo isso entrelaçado com uma ala de tamborins de nítida virtude musical, que realizou uma convenção que tinha como base o melodioso samba-enredo da agremiação do bairro imperial. Uma boa ala de cuícas também auxiliou no preenchimento da sonoridade da frente do ritmo da “Super Som”.

Bossas altamente musicais e conectadas a melodia do samba foram exibidas. Algumas, inclusive, com elevado grau de dificuldade de execução, mas com exibições impecáveis pela pista. É possível dizer, inclusive, que o leque de bossas com uma sonoridade encantadora trouxe o público para cair dentro do ritmo da bateria do Tuiuti, provocando interações em alguns pontos da pista. A paradinha de maior impacto musical e interativo foi a do solo dos tamborins, com chocalhos, somente com surdo de primeira marcando. Apesar de arriscada por depender muito do som da Avenida, a concepção musical é moderna e atrevida.

Um ensaio técnico que mostrou uma bateria “Super Som” do Tuiuti praticamente pronta para o desfile oficial e sonhando em repetir a pontuação máxima. Um ritmo com limpeza entre os naipes, que garantiu consistência em toda a sonoridade. Mestre Marcão e seus diretores certamente saíram satisfeitos, após um grande treino realizado no campo de jogo.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Mocidade no ensaio técnico

0

Um ótimo ensaio técnico da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel, confirmando a boa fase de mestre Dudu no comando da verde e branca da zona Oeste. Um ritmo conectado ao enredo, com convenções bastante musicais e arranjos com uma concepção invejável, que se mostraram sobretudo funcionais.

bateria mocidade
Foto: Sad Coxa/Divulgação Rio Carnaval

Na parte de trás do ritmo, a tradicional afinação de timbres invertidos dos surdos foi percebida. Os marcadores foram precisos e firmes durante todo o ensaio. O balanço envolvente dos surdos de terceira foi notado. A genuína batida de caixas rufada, com acentuação na mão invertida se mostrou em bom nível durante o cortejo. Um naipe de repiques profundamente técnico também auxiliou no preenchimento da sonoridade da cozinha da bateria “Não Existe Mais Quente”.

Já na cabeça da bateria, um naipe de tamborins de elevada técnica tocou de modo interligado a uma ala de chocalhos simplesmente sublime, incluindo a peculiar subida cascavel após a chamada do repique. O desenho rítmico dos tamborins foi pautado pela melodia do samba da Estrela Guia e executado de modo caprichado e uníssono. Uma boa ala de cuícas também ajudou no complemento musical das peças leves, junto de um naipe correto de agogôs de duas campanas (bocas).

As bossas independentes se aproveitavam das nuances da melodia para consolidar seu ritmo. A levada nordestina no arranjo musical do refrão que antecede o principal se mostrou eficiente, produzindo uma sonoridade impecável, além de dançante. Outra paradinha que cativou o público e recebeu certa ovação, foi a do final do refrão do meio, em que os ritmistas se abaixavam e subiam de forma progressiva, conforme executavam a batida chapada junto da variação na melodia do samba da Mocidade. Além de culturalmente atrelado ao enredo, o leque de bossas da bateria NEMQ se provou funcional na prática, sendo bem apresentado e bastante apreciado pelos presentes.

A bateria da Mocidade fez um ótimo ensaio técnico, repleto de êxitos musicais e interações populares. Uma sonoridade culturalmente interligada ao tema da agremiação sobre o Caju foi apresentada, com um notável equilíbrio entre os naipes, além de uma fluidez rítmica, proporcionada pela boa distinção entre os diversos timbres. Mestre Dudu, seus diretores e ritmistas têm motivos de sobra para voltarem para Padre Miguel felizes com o desempenho da bateria e esperançosos para repetirem a nota máxima do carnaval passado.

Opinião | Ensaios da Mocidade, Tuiuti e Salgueiro

0

Casal de mestre-sala e porta-bandeira é destaque no ensaio técnico do Uirapuru da Mooca

0

Na noite deste último sábado, o Uirapuru da Mooca realizou o seu ensaio técnico visando o Carnaval 2024. Foi um treino que começou tudo certo, mas depois que a escola passou pelo recuo, caiu aquele típico temporal paulistano. Porém, em análise, foi algo regular. Dá para destacar positivamente somente o casal de mestre-sala e porta-bandeira, que teve um desempenho correto e se mostrou totalmente entrosado. Principalmente a porta-bandeira, que segurou o pavilhão com o forte vento que fazia. Os demais quesitos, tiveram desempenho médio ou com falhas.

O Uirapuru terá somente este ensaio e o enredo é “Da Estrela Guia Que Brilha No Céu, Vem Aí, A Mocidade Independente de Padre Miguel”, com realização do carnavalesco, Antônio Carlos Ghiraldini.

Comissão de frente

A ala fazia movimentos dentro do samba-enredo, que remete aos principais momentos da verde e branco da Vila Vintém. Os componentes estavam vestidos de roupas curtas, sendo vestidos ou somente saias nas cores tipo rosê. Entretanto, em alguns momentos do samba ficava um tanto confuso, pois não havia coreografia em alguns versos. Os componentes simplesmente caminhavam ou paravam.

O ponto alto da coreografia é o refrão do meio, onde os integrantes fazem o movimento de batendo o tambor. A estrofe cita o mestre André e a bateria “Não Existe Mais Quente”, da Mocidade.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Foi o destaque do ensaio do Uirapuru. O casal Anderson Guedes e Pâmela Yuri, performou de maneira satisfatória. Os movimentos sincronizados e a coreografia dentro do samba, mostraram que estão totalmente ensaiados. A porta-bandeira não tirou o sorriso do rosto e realmente teve um grande desempenho.

No momento já fazia uma grande ventania, mas Pâmela teve uma grande força para segurar o pavilhão e não deixar a bandeira enrolar. Foi um ensaio ‘redondo’, que pode ser destacado entre os demais quesitos.

Harmonia

Já o canto da escola é um destaque negativo. Nitidamente a maioria dos componentes ensaiaram sem saber cantar o samba. Até tentavam, mas saía um verso ou outro. Essa situação só foi melhorar nas últimas alas da escola. Curiosamente a ala das baianas era a que mais cantava no primeiro setor do treino. Curiosamente, a ala das baianas sabia melhor a trilha-sonora do que as próprias alas comerciais. O quesito harmonia é um ponto para a agremiação ficar de olho.

Evolução

Se o canto não funcionou, pelo menos os componentes tentaram fazer valer o ensaio na base da empolgação com a dança. As primeiras alas tinham coreografias especiais e foi funcional. Aliás, a escola aparentemente vai apostar bastante neste tipo de estratégia, pois até fechou o treino com uma ala coreografada.

Dentro dessa evolução, a maioria das alas carregavam bexigas nas cores das alas, o que dava um contraste maior dentro da pista.

Samba-enredo

É um dos sambas mais bem requisitados do Grupo de Acesso II. O enredo é uma homenagem à Mocidade Independente de Padre Miguel e conta tudo sobre a escola. A fundação no futebol, principais enredos, invenção de paradinhas e cita mestre André, por exemplo. Além de ter uma melodia alegre.

O intérprete André Ricardo teve uma performance satisfatória junto aos demais apoios. O cantor é experiente e também faz parte do time musical do Tatuapé.

Outros destaques

A bateria ‘Moocadência’, regida por Murilo Borges, soltou bossas estratégicas. Optou por fazer um ensaio marcando o samba-enredo.

Como foi citado anteriormente, a ala das baianas teve uma performance no canto que sobressaiu as demais alas do primeiro setor. As mães do samba estavam vestidas com branco na frente e detalhes em azul e amarelo, que são as cores da agremiação.

Em homenagem a Eduardo Basílio, a Amizade Zona Leste traz Rosas de Ouro em ensaio

0

O Amizade Zona Leste entrou na pista no fim da tarde de sábado, e com um clima de Rosas de Ouro na pista, afinal, o enredo é “Eduardo Basílio — Um Mar de Rosas de Ouro. Do Quilombo da Brasilândia para o Mundo”. A agremiação só volta ao Sambódromo do Anhembi no dia do desfile, quarta escola a desfilar no dia 3 de fevereiro. O ponto de destaque para a agremiação foi o canto nas paradonas realizadas pela bateria Batucada do Amizade.

Mestre-sala e porta-bandeira

Casal Maria Cristina e João tem a intensidade do mestre sala e a tranquilidade e elegância da Maria, conseguiram conectar os giros, com sorriso no rosto, cantando o samba. É um casal montado para esse ano de 2024, e passou com tranquilidade pela pista. É curioso ver que João tem se adaptado bastante com a nova porta-bandeira, mudou um pouco de estilo sem perder sua intensidade, mas adequou. Neste primeiro ensaio técnico, fizeram os atos necessários, os giros horário e anti-horário, bem verdade que um ritmo mais cadenciado, porém conectados e sincronizados. Destaco também a energia de ambos na pista, e como já citado, o canto.

Samba-enredo

É um samba-enredo muito fácil e bem gostoso de ser escutado, tem momentos de explosão, “Quem brilha no céu, a estrela mais linda, Eduardo Basílio, o samba é você. E a zona leste em azul e rosa, aplausos para te agradecer”, ou o outro refrão que é “se você não conhece, venha conhecer “. Venha colher rosas, ver o sol nascer”, ambos momentos tiveram bom desempenho da comunidade. A ala musical de Audato Jr e Eliezer PQP corresponderam muito bem, conduziram o samba do início ao fim com leveza, a melodia funcionou bem no Anhembi, e deu para sentir o público gostando do que estava escutando enquanto o Amizade passava.

Harmonia

São dois pontos a serem frisados, a agremiação da Zona Leste cantou. Mas a explosão só veio nos refrões, e geralmente conduzida pela Batucada do Amizade que parou para sentir o canto, de fato correspondeu. Mas diria que é preciso ter uma maior regularidade neste canto durante o desfile. A ala mais alegre era a última, uma energia muito grande, mesmo que com passos marcados, afinal era ala coreografada. Escola sempre aplaudindo no ‘aplausos para te agradecer’ e respondia em outros momentos que o samba pedia. De fato, é uma escola que vem bem compacta e com alguns passos marcados. Não contém tantos integrantes, mas tinha alas com camisas da Rosas de Ouro, ou seja, muita gente da agremiação comandada por Angelina estará na pista no dia 3 de fevereiro.

Evolução

É uma escola muito compacta, e como citado acima, não veio com tantos integrantes, portanto facilita e muito o trabalho da evolução. É uma escola que desfila com muita organização, evita deixar qualquer espaço e conseguiu completar assim. Ao mesmo tempo, não é tão leve, pois cumpre o ritmo exigido pela agremiação, e tem muitos passos marcados. Bem verdade que foram trabalhados, mas era legal os componentes terem um pouco mais de leveza na ala, curtirem mais o carnaval. Mas olhando o quesito e julgando ele, repito, foram muito bem, passou pelo Anhembi com 49m58s, quando fechou o portão sem risco algum.

Comissão de frente

A comissão de frente, comandada por Márcio Akira, estava dividida, uma parte vestida de rosa, mais precisamente cinco componentes, e a outra parte de azul. A turma rosa saia do elemento sambava e aplaudia no trecho ‘aplauso para agradecer’, em passos de malandro à frente do elemento. Em um momento viam os de azul e dançavam juntos em dupla. Porém neste ano, uma das duplas de azul não teve companheiro. As cores e a dança estavam representando o passado e o futuro. A apresentação de fato era longa, tinha momentos da turma de azul, outro da de rosa, e por fim juntas, mas teve essa questão de uma das duplas na hora da mistura do azul e rosa, ficar sem companheiro, não pareceu proposital, pois ficou solto neste momento da coreografia.

Outros destaques

A bateria comandada por Vinícius Nagy ousou nas paradonas até para testar o canto da agremiação. Foram algumas registradas, a primeira com 17 minutos, a comunidade cantou bastante, na parte do Eduardo Basílio, em 21 minutos pararam novamente. Depois com 29 minutos novamente no recuo. Outra paradona aos 37 para os 38, a escola cantou bastante. Por fim, aos 42 minutos, a bateria correspondeu no canto, a escola já estava no penúltimo setor. A bateria não veio com tantos ritmistas, pelas contas foram dez fileiras.

A presidente Angelina, da Rosas de Ouro, estava presente na frente da escola, sempre muito carinhosa e interativa, veio logo à frente da faixa em homenagem ao Eduardo Basílio.

A corte do Amizade é grande, e muito simpática, a rainha Katharina Monteiro, a madrinha Vanessa Oliveira, a princesa Nathalia Ferreira, ainda tem o destaque Gabriel e uma princesinha, criança que esbanja alegria. Vale destacar também a ala de inclusão social da escola, que contém cadeirantes desfilando junto com acompanhante.

Samba se destaca em ensaio da Torcida Jovem marcado pela chuva

0

Por Lucas Sampaio e fotos de Fábio Martins

A Torcida Jovem realizou seu segundo ensaio técnico programado no último sábado em preparação para seu desfile no carnaval de 2024. O samba-enredo foi o grande destaque do treinamento, que se encerrou aos 53 minutos. A TJ será a segunda agremiação a se apresentar no dia 11 de fevereiro pelo Grupo de Acesso 1 de São Paulo com o enredo “Raiz Afro Mãe, Meu Brasil Bantu”, assinado pela comissão de carnaval composta por Bambu, China, Deko, Evandro, Jefferson Silvano e Raposa.

Os alvinegros optaram por abrir mão do primeiro treinamento geral ao qual teriam direito para praticar quesitos específicos e precisou encarar uma desafiadora chuva, que caiu com força pouco antes da escola entrar na Avenida e não parou até o fechamento dos portões.

Comissão de frente

A comissão de frente da Torcida Jovem fez uma apresentação de um único ato dentro de uma passagem do samba. Havia uma divisão em dois grupos, sendo um mais à frente formado por cinco mulheres e outro logo atrás formado por quatro atores e quatro atrizes.

Jovem et Comissao

O não-uso de um elemento alegórico e de fantasias dificultaram identificar o significado da coreografia. Os dançarinos, porém, demonstraram boa sintonia entre si, não cometendo nenhuma falha visível dentro do que era possível compreender.

Mestre-sala e Porta-bandeira

A equipe do site CARNAVALESCO errou ao fazer a análise da atuação do casal de mestre-sala e poeta-bandeira Kawê Lacorte e Nathália Bete, da escola de samba Torcida Jovem, em crônica publicada sobre o ensaio técnico da agremiação realizado no dia 20 de janeiro no Sambódromo do Anhembi.

O texto informa erroneamente que Kawê e Nathália mudaram os planos em relação ao ensaio e que não executaram elementos básicos previstos pelo regulamento dos desfiles das escolas de samba, citando especificamente os giros horário e anti-horário. Assim como consta em registro em vídeo publicado pelo próprio site CARNAVALESCO, a prática não apenas dos movimentos citados como de todos os elementos obrigatórios exigidos pela dança foram sim executados, caracterizando assim uma falha grave de análise cometida pela equipe.
O site CARNAVALESCO vem a público pedir desculpas aos artistas Kawê Lacorte e Nathália Bete e à escola Torcida Jovem pela informação publicada de maneira equivocada.

Harmonia

Um desempenho preocupante do canto da comunidade, o qual a Torcida Jovem precisará analisar o quanto a chuva pode ter impactado. Dona de um dos melhores sambas do carnaval paulistano em 2024, a escola parece estar com problemas para fazer com que esse trunfo se converta em um coral ao longo da Avenida. Nenhuma ala teve um canto de grande destaque, com algumas vindo com um grande número de pessoas em total silêncio, como foi o caso da ala identificada como “Cosme e Damião”.

Evolução

A evolução foi outro quesito problemático para a Torcida Jovem. Os casais de mestre-sala e porta-bandeira por vezes abriam espaços amplos, deixando clarões ao longo da pista, além da ala que vem logo atrás do carro abre-alas ter demonstrado um leve efeito “sanfona”, abrindo e fechando um espaço notável mesmo com destaques à frente. O recuo da bateria também não foi bem executado, com a ala que vinha em seguida demorando demais para preencher o espaço aberto pelos ritmistas.

Samba-enredo

O samba da Torcida Jovem é um primor de riqueza poética e vigor dignos de enredos marcantes que já passaram pelo carnaval brasileiro sobre a cultura bantu. Voltando a comandar uma ala musical, o intérprete Vaguinho demonstrou que o tempo fora só causou saudades aos sambistas, tendo um desempenho comparável aos grandes momentos de sua carreira. A chave para a TJ superar os problemas dos outros quesitos pode estar em se inspirarem na rica obra que a escola possui.

Outros destaques

A bateria “Firmeza Total” comandada por mestre Caverna contribuiu ainda mais para a beleza do samba da Torcida Jovem. Com bossas bem aplicadas ao longo de toda a obra, em especial nos refrões, os ritmistas fizeram do ensaio técnico uma digna apresentação de uma orquestra, mostrando que o segmento musical da escola está preparado para dar conta da missão que a TJ possui no carnaval de 2024.

Depois de sol intenso, Rosas de Ouro supera chuva e melhora pontos importantes em ensaio técnico

0

No segundo ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, a Sociedade Rosas de Ouro passou por uma chuva intensa na concentração e quando entrou na pista permaneceu. No outro ensaio, já tinha sofrido, mas com o forte sol que gerou mal-estar em componentes. Mas a escola superou o tempo, e melhorou quesitos como evolução e canto. A Roseira volta para a pista em terceiro ensaio técnico na quinta-feira, dia 25 de janeiro, feriado de São Paulo. O desfile acontecerá na sexta-feira, 9 fevereiro, e será a última agremiação na pista com o enredo “Ibira 70 – A Rosas de Ouro é São Paulo no Carnaval 2024”, desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Menezes.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Mesmo com a pista molhada, o casal Isabel Casagrande e Uilian Cesário passaram muito bem pelo Anhembi. O principal deles é a sincronia, e seguido do sorriso, ou seja, mesmo com o tempo sendo um adicional que atrapalha na dança. Conseguiram superar mais esse desafio, outro ensaio foi o sol intenso, e desta vez a chuva com direito a vento. Mas claro que foram com ressalvas devido a pista molhada do Anhembi, como o mestre-sala, Uilian relatou para o site CARNAVALESCO.

“A ideia era puxar e continuar trazendo dança, mesmo com o impacto da chuva. A pista estava muito molhada, precisei segurar bastante. Dentro do que nos organizamos, dentro do que planejamos, foi um ótimo ensaio”, e a porta-bandeira Isabel complementou: “Não foi fácil. Passar no Sol também não foi fácil, mas, na chuva, o problema é escorregar. Tomamos cuidado, em alguns momentos quase escorregamos, mas, no final, deu tudo certo. Conseguimos fazer toda a coreografia, dançamos numa boa… foi bom”.

RosasDeOuro et PrimeiroCasal

Em relação ao desafio que o casal passou nos dois ensaios técnicos, Isabel relatou sobre estarem preparados: “Sim! No dia, tudo pode acontecer. É melhor que muito calor ou chuva aconteça antes – aí, pelo menos, já temos alguma noção. Para fazer a coreografia e passos, no calor falta respiração e podemos passar mal… na chuva, tudo muda – o chão molhado sobretudo. Já temos alguma noção agora para, no dia, já estarmos preparados”.

O mestre-sala Uilian que chegou na Roseira recentemente comentou sobre os desafios nos dois ensaios técnicos: “Temos enfrentado muito impacto no meio ambiente de forma geral. Chuva, muito Sol… mas, hoje, fiquei muito mais tranquilo. Mesmo com o impacto da chuva e com o chão mais escorregadio, consegui descer muito mais seguro justamente porque estávamos muito mais familiarizados com esse clima”.

Evolução

O cronômetro marcou que o ensaio técnico teve 1h03m39, mediante a chuva que passou pela pista do Anhembi, e também a ousadia da bateria, o que é muito bem-vindo para o carnaval, fluiu muito bem. A agremiação teve problemas na evolução no primeiro ensaio, mas devido ao calor intenso e pessoas passando mal nas alas, foi forçada a fazer ajustes já na pista. Desta vez, mesmo com chuva, a agremiação veio compacta, acertou o que era necessário, e passou tranquilo. A visão do diretor de carnaval, Evandro do Rosas, foi justamente essa em relação ao trabalho.

“Conseguimos evoluir da semana passada para essa, enfrentando aí, sol, chuva, e hoje a escola veio mais compacta, mais coesa, com canto mais forte. Então o trabalho que estamos fazendo lá na quadra está começando a dar resultado que a gente esperava”.

Harmonia

A agremiação aprendeu a cantar o samba, e tem levado assim, com certa leveza, uma ala que demonstra isso é a ‘Roseira Real’, leva com alegria e canto na ponta da língua. Claro que a chuva prejudicou, mas neste caso faz parte do jogo, afinal pode chover durante o desfile e é preciso ter o canto forte. A Rosas tem pontos a trabalhar ainda, mas deu para sentir uma escola que está com o samba cantado. Tem alguns passos marcados, mas que funcionam, como no trecho do samba ‘nasce com as flores’, e a galera sobe as bexigas que usam ou o artefato usado em cada ala. Também tem a parte de ‘erguer a mão para os céus’. A escola também teve um espaço para tripé, e uma galera com roupa de basquete, com bola de basquete, teremos o jogo na pista do Anhembi?

Ressaltando o canto da agremiação como o ponto alto do ensaio, o diretor de carnaval da Roseira, Evandro disse: “Durante a semana fizemos reuniões, e temos um ensaio específico antes do ensaio de sexta com as alas, então conseguimos melhorar a qualidade do nosso desfile”.

Comissão de frente

A comissão de frente da Roseira é bem interativa e com momentos que geram muita curiosidade. Vemos diversos atos, em momentos aparentam estar em brincadeiras. Um dos pontos marcantes é quando uma das componentes pula do elemento alegórico no colo dos outros componentes, e mesmo em meio à chuva, foi para o salto, que claro, funcionou, para delírio do público na Monumental, depois saia dançando e cumprimentando todos. Em sequência um casal saudava o público e junto três crianças. É uma apresentação cheia de momentos, interações, referências para o Ibira, acredito que uma delas seja em relação aos esportes. Sabemos que a comissão de frente no ensaio técnico esconde muito o jogo, então, aguardamos, mas é fato que um período dança na parte de cima, saúdam público, sentam no elemento.

RosasDeOuro et ComissaoFrente

Samba-enredo

A Rosas de Ouro aprendeu como trabalhar o samba-enredo junto com a comunidade, a ala musical comandada por Carlos Junior tem méritos no trabalho desenvolvido. Ainda que em certos trechos do samba, ainda tenha que adaptar os cacos pelo nível de exigência. É um samba que necessita de cuidados e toda ala de canto está trabalhando nele, o resultado em relação a harmonia já é notório, pois tem funcionado junto a comunidade. Dentro da ala musical precisa de ajustes em momentos como no trecho: “Rosas, pra comemorar, cantar pra você”. O intérprete Carlos Júnior conversou com o site CARNAVALESCO após ensaio técnico e fez sua avaliação.

RosasDeOuro et InterpreteCarlosJr

“Tivemos dois ensaios em que tivemos conflito com a natureza, no primeiro ensaio pegamos um sol ardido e no segundo pegamos chuva, mas a alegria do povo continua a mesma. Eu acho que a Rosas de Ouro vai ter um trabalho de superação muito grande. Eu não posso dizer tecnicamente porque eu não vejo todas as alas, se as alas tão cantando ou não. Hoje eu me reservei mais em ver o meu carro de som, então fiquei ali de análise do meu carro de som, mas eu acredito que pela alegria do Osmar, que é o nosso líder maior, aconteceu alguma coisa de bom hoje e se tem alguma coisa pra arrumar, deve ser detalhes. É lógico, na disputa tem escolas que já estão prontas, mas treino é treino e jogo é jogo, então a gente tem mais um treino dia 25 e tem mais outro dia 28 lá na rua. Eu acredito que nesses dois treinos a gente vai arrumar o que falta. O Rosas é uma escola formada, é uma escola que tem um nome e sabe do que ela necessita. Ontem a gente fez um grande ensaio dentro da quadra, então eu acredito que a gente já sabe o que tem que fazer e aonde tem que chegar. Agora, a gente não sabe como é que tá os adversários. Às vezes a gente olha para dentro da garrafa, mas não olha para o rótulo do lado de fora. É o que eu falo para o pessoal que eu conheço porque eu estou chegando agora na escola e falo para o meu pessoal que eu tenho mais intimidade. Não adianta a gente olhar para dentro da garrafa. Precisamos olhar para o rótulo e fazer um rotulozinho melhor que o dos caras, e aí vamos para as cabeças”.

Outros destaques

A bateria comandada por mestre Rafa, famosa “Bateria com Identidade”, sempre ousada e abusando das bossas, está em sintonia fina com o samba-enredo, sustentando bastante e trazendo a comunidade para o canto nos momentos certos. Na hora do recuo, aquela tradicional brincadeira de entrar por lá e voltar à pista, sem deixar espaço, mas claro, tem seus riscos, passou sem problemas e o público gosta de ver. Outro momento foi já saindo da pista, com 1h01 marcando no relógio, a bateria soltou bossas e levantou a galera que estava na parte final do Anhembi. Destaco também o desenho de chocalhos que sempre apronta, é muito interativo, faz coreografias, vem com look diferente, e tem uma importância no andamento do samba.

RosasDeOuro et MestreRafa 1

A presidente Angelina a frente da escola com um vestido colorido homenageando o abre-alas que será a floresta encantada no Ibirapuera, no outro ensaio veio de pipoqueira. Muita alegria, é sempre uma personagem à parte, e vale destacar sua educação, carinho, com todo o público presente, mandando coração, dando tchauzinho, a galera vai a loucura.

Destaco também as destaques de chão da Roseira, Thaís Bianca, Nathany Piemonte, Alessandra Vania, a recém mamãe Fernanda Catanoce, são personalidades, simpatia e samba no pé de todas elas. A rainha Ana Beatriz Godoi veio no look da árvore de natal do Ibira. A temática obviamente está muito presente na agremiação.