Início Site Página 7

Estácio, Sinopse do Enredo para o Carnaval 2027

0

Enredo – Centenário do Berço do Samba: Onde o Samba Virou Escola e o Brasil se Fez Carnaval

logoestacio27 2

INTRODUÇÃO

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Estácio de Sá tem como enredo o “Centenário do Berço do Samba: Onde o Samba Virou Escola e o Brasil se Fez Carnaval”, a primeira escola de samba do Brasil apresenta a perspectiva de um plano dimensional no qual se constroem narrativas dos bambas em tempos idos e do processo histórico das escolas de samba cariocas. Além disso, o enredo dialoga com a historiografia do bairro, especialmente com a da sua escola de samba, herdeira da Deixa Falar, amplamente referenciada na história do carnaval carioca.

A inesquecível Turma do Estácio, eternizada na memória dos sambistas, volta a se reunir em uma dimensão alternativa, recurso próprio da natureza poética e imaginativa do artista carnavalesco e dos sambistas, capaz de atravessar o tempo e criar mundos possíveis. Nesse plano, o passado não se encerra, mas dialoga com o percurso das escolas de ontem e de hoje.

Nesse universo imaginário, território mítico, as cenas da vivência no bairro do Estácio, das perspectivas dos bambas reunidos à mesa de bar e do percurso seguido pelas escolas de samba cariocas até a atualidade passam diante dos olhares de Ismael Silva, Bide, Baiaco e Marçal. Outrossim, o enredo reúne narrativas desses bambas em outra dimensão, bem como aportes literários que abordam a geografia e seus personagens, além de contribuições orais sobre esse lugar de criação das hoje mundialmente reconhecidas escolas de samba.

SINOPSE DO ENREDO
[Quem vem lá, quem vem lá é o velho Estácio… Estácio escola primeira veio saudar a Portela cumprimentar a Mangueira…] (Quem Vem Lá – samba de Bide – Marçal)

As memórias dos sambistas e a literatura sobre o samba, voltadas às escolas de samba, demonstram que, no coração do Rio de Janeiro, existe um lugar onde o tempo aprendeu, e ainda aprende, a sambar de forma genuína. Trata-se do Largo do Estácio, localizado próximo aos antigos templos do samba e ao atual Sambódromo da Marquês de Sapucaí, espaço onde as escolas de samba revivem histórias e memórias.

Nesse lugar, as memórias atravessam décadas, e ecos de batuques que nunca se calaram ressoam ao longo de um século. Ali, um antigo bairro guarda histórias que pertencem à própria origem do carnaval, sobretudo quando se trata de seus protagonistas: Ismael Silva, Bide, Baiaco e Marçal.

Nesse território simbólico, onde passado e presente se encontram como versos de um mesmo samba, a mesa do velho Estácio permanece viva no imaginário dos estacianos, como se os bambas observassem não apenas a agremiação, mas também o carnaval e suas transformações ao longo do tempo. Nesse cenário, aqueles que deram origem ao maior espetáculo da Terra, criadores de novos ritmos e instrumentos que ecoam até a atualidade, seguem a zelar pelo samba-enredo e pela escola de samba Estácio de Sá a partir de outra dimensão.

Assim, esses bambas, ao romperem com a lógica dos ranchos carnavalescos, propuseram uma nova estrutura baseada em ritmo, organização e narrativa. Nesse sentido, a Deixa Falar, escola de samba criada por eles, não apenas inovou, como instituiu um paradigma para esse novo modelo de samba concebido pelos bambas do velho Estácio.

Ao criar a onomatopéia bumbum paticumbum prugurundum, Ismael Silva indicava que tal conceito nasceu para estruturar a marcação rítmica do samba, utilizada não apenas para orientar o ritmo, mas também como forma de chamado para o ato de sambar. Em linhas gerais, buscava-se uma configuração que organizasse a festa, orientasse o samba e o desfile, criando uma cadência própria que daria origem à base rítmica das baterias.

Na concepção do sambista, essa expressão sintetizava a profundidade do carnaval das escolas de samba, ancorada na ancestralidade afro-brasileira e no ritmo popular. Evocava, ainda, batidas que dialogavam com tradições de terreiro1, nas quais pulsos graves, repetições e chamadas coletivas estruturam a comunicação entre corpo, música e comunidade.

Nesse contexto, o enredo se debruça sobre os desejos de transformação desses homens em vida e sobre suas reflexões, agora ampliadas por outro tempo, acerca dos frutos gerados pela semente plantada no momento em que nascia a cultura das escolas de samba cariocas. Ao mesmo tempo, celebra a permanência dessa obra viva, refletida na criatividade dos enredos e sambas que conquistaram o povo e se tornaram parte essencial da identidade cultural do Rio de Janeiro e do Brasil.

Isso posto, o bairro tornou-se, então, uma verdadeira sala de aula do samba, uma vez que o termo escola passou a integrar os desfiles de maneira mais abrangente. A historiografia do samba revela a importância dessa concepção, visto que outros sambistas passaram a frequentar esse espaço da cidade. A coletividade, voltada aos desfiles, ganhou novos contornos, sustentada por instrumentos, poesia popular, criações e diálogos. Desse modo, o carnaval carioca consolidou-se como uma das festas mais populares do país, ultrapassando fronteiras nacionais.

Nesse universo, os bambas veem, diante de seus olhos, cenas que remontam à formação da escola de samba Estácio de Sá, resultado da união de outras agremiações ao longo de décadas de história do samba no Morro de São Carlos, território que preservou o espírito da escola pioneira.

Por conta dessa natureza festiva carnavalesca, a tradição segue viva nos becos, nos quintais e nas festas populares, reinventando-se como forma de resistência cultural. Nesse contexto, revelaram-se artistas, pensadores e vozes marcantes da cultura brasileira. Entre eles, Acelino dos Santos, o Bicho Novo, lendário mestre-sala do carnaval carioca, Luiz Melodia, cuja obra dialoga com a boemia e o compasso do Estácio, Dominguinhos do Estácio, de voz potente, Gonzaguinha, cuja poesia transformou dor em esperança, e tantos outros bambas, compositores e intérpretes da alma suburbana que ecoa nas esquinas do Rio.

É nesse mesmo fluxo de memória e continuidade que a Turma do Estácio, em dimensão simbólica, se reúne à mesa com outros bambas2 de grande relevância para o universo das escolas de samba. Ali, a fina nata da malandragem, trajada no puro linho, com gomas e vincos impecáveis, divide espaço com as mulheres da vida, figuras marcantes das noites do Estácio, de riso fácil, perfume forte e olhar sabido, que também faziam pulsar aquele território boêmio. Entre copos tilintando, o riscar dos fósforos, a fumaça dos cigarros e conversas atravessadas, malandros e damas da noite se encontram para rememorar e celebrar tempos idos e presentes, compondo o cenário vivo de uma época em que a rua era palco, abrigo e poesia, ampliando o coro de vozes que sustentam, preservam e reinventam essa tradição.

As cenas de transformação observadas pelos bambas ultrapassam as ruas do bairro e alcançam a Avenida Marquês de Sapucaí, que transformou o sonho em espetáculo. Em suas memórias, os desfiles não nascem em um palco fixo, mas percorrem a própria história urbana do Rio de Janeiro. Antes da consolidação de uma passarela definitiva, o carnaval foi itinerante, ocupando diferentes espaços da cidade3, acompanhando o crescimento da festa. Hoje, esse templo do samba é o espaço onde, ano após ano, se escrevem narrativas heróicas, ficcionais e realistas pelas agremiações cariocas.

Nessa ambiência, os bambas reconhecem que a história do samba se constrói pela genialidade coletiva das escolas. Suas transformações foram, e continuam sendo, a força motriz que impulsiona projetos e mudanças ao longo de um século, evidenciadas nas disputas memoráveis.

A Turma do Estácio se encanta com cenas marcadas por enredos estacianos, que trouxeram elementos da sua própria história que: atravessaram o sul do país em festas populares; trataram de eventos poéticos; perfumaram o ar com cravo, canela e com o sapoti; iluminaram-se em procissões de fé; transformaram-se em hino de torcida de futebol; exaltaram a negritude como força ancestral; ecoaram nas ondas do rádio e transformaram a noite boêmia em espetáculo de cultura e identidade. Eles ainda contemplaram as coirmãs, que trouxeram para a avenida a amplitude da religiosidade, a irreverência, a crítica social, a arte e a história, como ciência, literária, além de corpos e alegorias, que passaram a desafiar os limites das visões atentas ao espetáculo.

Entre olhares cúmplices e silêncios, os bambas reconhecem o Estácio como origem viva, raiz que floresce no tempo. Acima de tudo, ventre criador de inúmeros desdobramentos culturais que se expandiram pelo país e alcançaram projeção internacional. Ademais, o chamado de seu tambor cadenciado organizou e ainda organiza o corpo, conduz passos e dá forma ao cortejo carnavalesco admirado em diversas partes do mundo. Por fim, os mestres do Estácio se entreolham e percebem que o tempo sorri para aquela mesa de bar onde tudo começou. Entre memórias e acordes imaginários de um velho cavaquinho, surgem recordações que não se expressam apenas pelos nomes dos protagonistas, mas pelas sensações que deixaram.

JUSTIFICATIVA
[…]A primeira Escola de Samba Surgiu no Estácio de Sá Eu digo isso e afirmo E posso provar[…] (Jota Sandoval- Pereira Mattos)

A criação das escolas de samba representa a afirmação de saberes historicamente marginalizados, reconhecendo a religiosidade, os nomes, as artes e as culturas afrodescendentes como fundamentos legítimos da identidade nacional. Nesse cenário, celebrar o centenário de uma instituição é honrar uma herança de resistência e resiliência, marcada por transformações sociais e culturais que se inscrevem como um dos mais potentes movimentos de decolonialidade4 da sociedade brasileira.

Ademais, a decolonialidade enfrenta os processos de apagamento do ser, do saber e do pertencer vividos pela diáspora africana, afirmando suas memórias, espiritualidades, linguagens e formas de existência como centrais na construção da sociedade, o que encontra plena correspondência nas escolas de samba.

Um século de existência é uma biografia de gratidão. Um centenário representa a solidificação de valores, o desenvolvimento de gerações e a capacidade de inovar sem romper com as tradições. É a ocasião de reconhecer a dedicação de fundadores, da comunidade e de todos aqueles que, ao longo do tempo, construíram essa história.

Nesse sentido, o Grêmio Recreativo Estácio de Sá justifica este enredo ao trazer como protagonistas Ismael Silva, Bide, Baiaco e Marçal e toda a Turma do Estácio, por ideias que renovaram, em tempos distantes, os desfiles carnavalescos. Em um plano dimensional, eles narram a trajetória da agremiação e reverenciam suas coirmãs com respeito e admiração pelos feitos consagrados nas avenidas de desfiles ao longo de suas décadas de existência.

A trajetória de um século do Grêmio Recreativo Escola de Samba Estácio de Sá trazida por memórias, legados e lembranças, destaca sua contribuição para o carnaval carioca e para o Brasil. O caminho percorrido pela agremiação transformou o que hoje conhecemos como a grande festa carnavalesca do país e foi assim, no passado, que muitas outras escolas de samba buscaram suas identidades e encontraram caminhos para construir sua própria história no cenário do carnaval.

Logo, essa celebração de cem anos evidencia uma geografia que, em um passado distante, foi decisiva nas transformações do carnaval e da sociedade. Ao mesmo tempo, projeta-se para o futuro, comprometida com a continuidade de processos criativos e inovadores. Assim, essa celebração não pertence apenas à Estácio de Sá, mas também à cidade, às coirmãs, à comunidade e ao Brasil.

Autores: Marcus Paulo e Cristina Silva

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, Hiram. Memória do carnaval. Rio de Janeiro: Empresa de Turismo do Rio de Janeiro, 1991.
ARAÚJO, Hiram. Carnaval: seis milênios de história. Rio de Janeiro: Gryphus, 2000.
CARVALHO, Delgado. História Da Cidade Do Rio De Janeiro. Coleção Biblioteca Carioca. 2000.
COSTA, Haroldo. Na Cadência Do Samba. Pmcrj-Secretaria De Cultura. 2000.
DAMATTA, Roberto. Carnavais, malandros e heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro. Rio de Janeiro: Rocco, 1997
ENEIDA. História do carnaval carioca. Rio de Janeiro: Record, 1987.
FARIAS, Julio Cesar. O enredo da escola de samba. Litteris Ed. Rj. 2007.
FERNANDES, Nelson Nóbrega. Escolas De Samba: Sujeitos Celebrantes E Objetos Celebrados. Rio De Janeiro 1928-1949. Coleção Memória Carioca. 2001.
FERREIRA, Felipe. O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro. Ediouro. Rj. 2004.
HALL, S. A Identidade Cultural Na Pós-Modernidade. Dp&A. 2001.
KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação. Episódios de Racismo Cotidiano.Cobogó. Rj. 2019.
LIMA, Augusto C. Gonçalves. Escola dá samba? Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2001.
LINS, Paulo. Desde que o samba é samba. Editora Planeta. 2009.
LOYOLA, 2008. COTTINGHAM, J. Spirituality. In: TALIAFERRO, C., HARRISON, V.S. Michio Kaku (Autor), Talita M. Rodrigues (Tradutora). A Dimensão Espiritual: religião, filosofia e valor humano. São Paulo: Edições.
LOPES, Nei. A Lua Triste Descamba. Pallas. 2023.
LOPES, Nei. O Samba Na Realidade… A Utopia Da Ascensão Social Do Sambista. Codrecri. 1981.
LOPES, Nei e SIMAS, Luiz Antônio. Dicionário da História Social do Samba. Civilização Brasileira. RJ, 2015.
LUCA, Tania Regina de. Práticas de pesquisa em história. São Paulo: Contexto, 2020.
MEIHY, José Carlos Sebe B.; SEAWRIGHT, Leandro. Memórias e narrativas: história oral aplicada. São Paulo: Contexto, 2020.
MOURA, Roberto. Tia Ciata E A Pequena África No Rio De Janeiro. Coleção Biblioteca Carioca. 1995.
MUSSA, Alberto e SIMAS, Luiz Antonio. Samba de enredo: História e arte. Civilização Brasileira – Rj, 2003.
RODRIGUES, Valter. São Carlos e Estácio. História em trânsito. SF Editorial. 2022.
SILVA, Cristina Da Conceição. O Samba No Rio De Janeiro: Elementos Socializadores Dos Grupos Étnicos Nos Quintais De Madureira E Oswaldo Cruz. Unigranrio. 2013.
SILVA, Cristina Da Conceição; RANGEL, Patricia Luisa Nogueira. Do Batuque Do Samba Ao Batuque Do Funk; Culturas Negras Suburbanas Cariocas. Autografia. 2015.
THEODORO, Helena et al. Dossiê das matrizes do samba do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: IPHAN, 2005.

Fontes Orais Relatos de Sambistas do Estácio de Sá

Adilson de Almeida, filho de Manoel Bacurau fundador da Unidos de São Carlos – Depoimento coletado por Marcio Difininho – https://www.youtube.com/watch?v=qWRUfIFRWtA Beto Exporta Samba – depoimento coletado por Marcio Difininho – https://www.youtube.com/watch?v=kb2Y4EhRJC4 Cenilda de Oliveira (Cena Porta-bandeira) Porta-Bandeira na Unidos de São Carlos – Depoimento coletado por Marcio Difininho – https://www.youtube.com/watch?v=E517juPXdZ4 Edson Marinho – Presidente do GRES Estácio de Sá, Depoimento coletado por Marcio Difininho – https://www.youtube.com/watch?v=52JyP8bi2Jw Luiz Antônio Simas – Depoimento coletado por Rafael – https://youtu.be/MU4gACe5Nps?si=Py8eqQKMg68ApQd8 Mario Mattos -Depoimento coletado por Marcio difininho – https://youtu.be/6XMkMB2tCL8?si=PYYg_5oXUl2ndQpX Marlene Povão – Baluarte e Locutora – Depoimento coletado por Marcio Difininho – https://www.youtube.com/watch?v=qXzrXVL_N0E Mestre Ciça – Mestre de Bateria – Depoimento coletado por Marcio Difininho – https://www.youtube.com/watch?v=ntThlSLW4fE Simone Pinto – Departamento Cultural – Depoimento coletado por Marcio Difininho – https://www.youtube.com/watch?v=qAX8QpTvVuQ Mestre Chuvisco – Mestre de Bateria – Depoimento coletado por Marcio Difininho – https://www.youtube.com/watch?v=2farGpSmBM8

Sites – Referências Eletrônicas E Videografia:

A Turma do Estácio – Cópia de Documentário – A Turma do Estácio.mp4

BDNdigital O grande desfile das escolas de samba – Comentários e sugestões – https://bndigital.bn.gov.br/acervodigital

Centro de Memória do Carnaval – Acervo Digital – LIESA – https://liesa.org.br/memoria/centro-dememoria-liesa.html

Desfile das Escolas de Samba RJ 1974 – 1975 – 1976 YouTube

Estácio de Sá: O Verdadeiro Berço do Samba – https://gresestaciodesa.com.br/?page_id=822
. 2023.

Estácio de Sá 1985 – Manchete – www.youtube.com

Estácio de Sá 1986 – https://www.youtube.com/watch?v=gEf-nH7P0LE

Estácio de Sá 1987 – Globo YouTube · Thiago Tapajós 22 de abr. de 2017

Estácio De Sá 1988 | O Boi Dá Bode | Desfile .YouTube · Arquivo Sapucaí Mais de 1,1 mil visualizações · há 1 ano

Estácio de Sá 1989 – DESFILE COMPLETO YouTube · Mais de 910 visualizações

Estácio de Sá 1990 – Globo YouTube

Estácio de Sá 1991 – Manchete YouTube

Estácio De Sá 1992, Campeã! Desfile Completo YouTube ·

Estácio De Sá 1993 (Desfile Completo/Tv Globo) Youtube

Estácio De Sá 1994 – Globo Youtube

Estácio de Sá 1995 – Globo YouTube

Estácio de Sá 1996 – Globo YouTube

Estácio de Sá 1997 – Globo YouTube

Estácio de Sá (1998) – Aquecimento e grito de guerra YouTube

Estácio De Sá 2005 Acesso B Youtube

Estácio De Sá 2006 | Grupo A | Estácio de Sá YouTube

Estácio de Sá – Carnaval 2007 – Desfile Completo YouTube

Estácio de Sá – 2008 – A História do Futuro YouTube

Estácio de Sá 2010 – Desfile oficial YouTube

Estácio De Sá Carnaval 2015 – Estácio de Sá YouTube

Estácio de Sá 2016 Desfile Completo YouTube

Estácio De Sá 2017 YouTube

Estácio De Sá 2019 – Série A Youtube

Estácio De Sá – Grupo Especial Globoplay https://globoplay.globo.com

Estácio de Sá 2022 – Desfile Completo YouTube ·

Estácio De Sá 2023 YouTube

Estácio De Sá – Desfile 2024 YouTube ·

Estácio de Sá – Desfile 2025 | TV Band YouTube · TV Band Rio

Estácio de Sá 2026 | Desfile YouTube

Ismael Silva, Cidadão Silva – Ismael Silva-Cidadão Silva.mp4

O Rugido do Leão – https://www.youtube.com/watch?v=117GQrYvsH8
. Bogotá Filmes, 18/01/2006.

Rio Memórias – O Samba que Vem das Escolas de Samba – https://riomemorias.com.br/memoria/osamba-que-vem-das-escolas-2/

Unidos de São Carlos (1975) YouTube · Arquivo Nacional

Unidos de São Carlos (1975) YouTube · Arquivo Nacional

Unidos de São Carlos 1976 – YouTube – Arquivo Nacional

Unidos de São Carlos (1975) YouTube · Arquivo Nacional

Unidos de São Carlos 1979 Compacto Globo YouTube

Unidos de São Carlos 1979 – Globo YouTube

Unidos de São Carlos 1980 (TVE/Globo) YouTube

Unidos de São Carlos 1981 Letra e Samba YouTube

Unidos De São Carlos (Estácio De Sá) Youtube · Canal 1982

Unidos de São Carlos/Estácio de Sá 1984 – Quem é Voce (Vem de La) www.youtube.com

Sem taxa de inscrição: Unidos da Tijuca inicia inscrições para alas da comunidade nesta terça-feira

tijuca desfile 2026 15
Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Segunda escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval em 2027, a Unidos da Tijuca inicia o recadastramento e inscrição de novos componentes para as alas da comunidade. O primeiro ato acontece nesta terça-feira, 12 de maio, de 18h30 às 21h em sua quadra de ensaios, localizada no Santo Cristo.

Para quem desfilou no último carnaval e fez a devolução da fantasia, a oportunidade está criada. Quem ainda não devolveu a fantasia precisará devolver. O interessado que nunca desfilou e já quer se planejar para integrar as alas de comunidade da escola, também pode se inscrever.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

“Na Tijuca, o componente que não ensaia, não garante a vaga. Quando os ensaios começam, a condição é que frequente os treinos semanais que iniciam em outubro. Aí sim ele estará apto para retirar a sua fantasia e desfilar conosco”, explica Gabriel Mello, diretor de Carnaval da agremiação.

Para se inscrever é necessário levar apenas o RG. O componente fará a biometria facial no ato da inscrição. A agremiação não cobra nenhuma taxa. A quadra de ensaios da Unidos da Tijuca fica situada na Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo.

Em 2027, a Unidos da Tijuca levará para a Avenida o enredo “A Cabeça do Santo” de autoria e desenvolvimento do carnavalesco Lucas Milato, estreante na agremiação.

Criatividade e custos na disputa de samba: Imperatriz encara debate positivo e aberto com compositores

0
reuniaoimperariz
Fotos: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

A Imperatriz Leopoldinense reuniu compositores de samba-enredo, na manhã do último sábado, na quadra da escola, em Ramos, para um encontro inédito em seu calendário: um bate-papo entre a diretoria e os artistas que disputam samba na agremiação. Na pauta, o modelo de disputa, o momento do tira-dúvidas, a sinopse do enredo e a divisão de direitos autorais. Participaram a presidente Cátia Drumond, o carnavalesco Leandro Vieira e os diretores de carnaval André Bonatte e Thiago Santos. Do lado dos compositores, estiveram presentes artistas do casting da Imperatriz e convidados de outras agremiações, entre eles, André Diniz, Samir Trindade e Junior Fionda.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Lugar de fala e lugar de escuta

A presidente Cátia Drumond deixou claro que o papel da diretoria foi o de ouvir. “A gente quase não falou, a gente ouviu, e agora a gente entende que tem que haver alguma mudança ainda para impactar positivamente”, disse.

Para ela, o encontro também teve um efeito de mão dupla: se os compositores foram escutados, a escola também conseguiu apresentar sua própria realidade. “Estamos no caminho certo. Foi a primeira reunião, espero que de muitas, eles estavam precisando dessa fala. Ouvimos muitas reclamações, mas acho que eles também agora começaram a entender um lado que eles não conheciam, que é o lado da escola”.

Sem promessas imediatas, Cátia falou sobre o ritmo das mudanças. “São mudanças mais complicadas, mas, em um caminho de curto prazo, a gente consegue alcançar o que é bom para eles, que são os artistas, e para nós como escola de samba”.

O carnavalesco Leandro Vieira enxerga o movimento como parte de uma virada de postura. “Acho importante uma escola se colocar no lugar de escuta, para ouvir quem tem que falar, quem tem queixa, quem tem conhecimento para argumentar”, afirmou.

fionda
Compositor Junior Fionda

Do lado dos compositores, a recepção foi imediata. “Talvez, o compositor tenha sido muito pouco ouvido durante esse tempo. A disputa já é um padrão que a gente segue, a gente só pegou o caminho andando”, disse o compositor Junior Fionda.

Para André Diniz, o encontro é “um marco histórico da mudança das relações dos compositores com as escolas”: “O simples fato de existir isso aqui, essa discussão de frente com as escolas, falando dos nossos dramas, dos nossos problemas, das nossas decepções, da falta de valorização… o simples fato de existir aqui já é sublime”.

andre diniz
Compositor André Diniz

Disputa: dinheiro, torcida e talento

O custo das disputas de samba-enredo foi um dos pontos centrais da conversa. No debate, compositores e diretoria concordaram que o modelo que se consolidou ao longo dos últimos anos criou uma desigualdade estrutural: quem tinha mais dinheiro contratava ônibus de torcida, intérpretes do Grupo Especial e produção sonora de alto investimento. “Tinha todo um mercado em volta de uma disputa de samba que não influenciava em nada. A cabeça do compositor estava cada vez mais ‘doida’, achando que quanto mais dinheiro se investisse, melhor. E, para quem analisa, isso não é verdade”, disse o diretor de carnaval Thiago Santos.

Foi para romper com esse ciclo que a Imperatriz reformulou seu modelo: passou a gravar todas as parcerias no mesmo estúdio, proibiu torcida nas fases classificatórias e padronizou as condições de apresentação. Na avaliação da diretoria, os resultados já aparecem. “É muito bom ver compositores que há mais de uma década estavam afastados do processo de disputa por não terem financiamento e que voltaram a fazer samba”, destacou o diretor de carnaval André Bonatte.

bonatte
Diretor de carnaval André Bonatte

Os compositores presentes reconheceram o avanço. Samir Trindade definiu o formato da Imperatriz como “uma disputa modelo para o carnaval”, mas fez questão de apontar que ainda há caminho a percorrer, tanto na escola quanto nas demais agremiações. Esses aprimoramentos, no entanto, resvalam nos temas que dominaram o restante da conversa: o tira-dúvidas e a divisão dos direitos autorais.

O tira-dúvidas: parceria ou controle?

O tira-dúvidas também concentrou boa parte do debate. Na Imperatriz, o processo prevê cinco sessões, das quais duas são obrigatórias. A tensão central é entre alinhamento e criatividade. Para os compositores, o tira-dúvidas, por vezes, bloqueia o processo criativo de uma obra. “Antigamente, o samba ajudava no processo criativo da escola. Hoje, com o processo de tira-dúvidas, a escola já tem o seu projeto pronto e o samba acaba tendo que se moldar à criatividade de uma coisa que já está pronta”, analisou Samir Trindade.

samir trindade
Compositor Samir Trindade

O problema se agrava, segundo ele, quando a avaliação recai sobre a melodia: “Como é que você vai avaliar uma obra que não está pronta ainda? As análises que acontecem nos tira-dúvidas são análises de obras que não estão prontas ainda, que a gente vai mexer, que ainda vão mudar na gravação”.

A posição dos compositores é que o tira-dúvidas deve existir, mas restrito à letra. “Chegar e falar: ‘O que é isso aqui? Tá dentro do enredo? Tá? Então segue’. Só que a melodia não, porque às vezes a gente ainda está em processo de construção”, resumiu Samir.

A escola defendeu o processo de tira-dúvidas. “Naquele momento, a gente conhece mais o projeto do que eles. Quando o samba foi escolhido, o carnaval tá 70%, 80% desenhado, sendo construído”, disse Thiago Santos. Cátia Drumond citou o processo de 2026 como exemplo: compositores basearam seus sambas no filme sobre Ney Matogrosso, quando o projeto da escola tratava da musicalidade do artista.

thiago imperatriz
Thiago Santos, diretor de carnaval

“O tira-dúvidas ainda tem uma grande importância, porque, senão, você joga uma sinopse na internet e, quando você vai ver, o samba já está pronto, e ele não tem nada a ver com a tua história”, disse.

O carnavalesco Leandro Vieira disse que o debate confirma uma prática que já adota: “Eu me limito exclusivamente a dar opinião de letra, que é o que me compete. Eu não sou carnavalesco metido a compositor no sentido melódico”. Para ele, o compositor é “o principal parceiro do carnavalesco na propagação de uma narrativa”, e a sinopse que está finalizando para a Imperatriz, a ser divulgada no início de junho, está sendo diretamente influenciada pelo encontro. “Ouvir o compositor na manhã de sábado vai me levar a escrever a melhor sinopse para os compositores que estiveram aqui hoje”.

leandro imperatriz
Carnavalesco Leandro Vieira

A escola sinalizou possíveis ajustes, mas sem abrir mão do processo. “A gente pensa em realmente dar uma encurtada em uma etapa do tira-dúvidas, mas eu acho que ainda continua tendo que ter a presença deles pelo menos em um determinado número”, disse Cátia.

O que fica e o que ainda vem

Um ponto concreto do encontro na Imperatriz já está definido: o formato completo da disputa de samba-enredo de 2026, com todas as datas e etapas, será divulgado junto com a sinopse do enredo, no início de junho. “Todo o formato, todas as datas já estão inclusive prontas”, confirmou Thiago Santos.

André Diniz defendeu que conversas como a da manhã de sábado na Imperatriz possam acontecer outras vezes: “Não necessariamente esse modelo, mas essa discussão, essa abertura para que os compositores possam conversar”. Samir Trindade fez um chamado à categoria: “Os compositores precisam estar unidos para poder falar uma voz só e, falando uma voz só, ter mais força do segmento no carnaval”.

‘Samba é prioridade’: carnavalescos defendem essência das escolas em debate no Rio

0
mesarena2
Fotos: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Identidade, memória, reparação. São traços que ligam “Ponciá Evaristo – Flor do Mulungu”, do Império Serrano, “Balangandãs, Berenguendens”, da União de Maricá, e “Macumbembê, Samborembá”, da Vila Isabel em 2026, e fizeram os sambas serem cantados com toda força na Sapucaí. E o processo de construção dessas fortes narrativas foi tema da roda de conversa no Samba EnRENA, na tarde de sábado, no Renascença Clube, no Rio de Janeiro.

A primeira edição do evento teve como tema “As que bombaram no Spotify 2026” e contou com a participação dos carnavalescos da Vila Isabel, Leonardo Bora e Gabriel Haddad; do carnavalesco do Império Serrano, Renato Esteves; da enredista da escola, Manu Rosa; e do diretor de carnaval da União de Maricá, Mauro Amorim. Além do debate, a noite se encerrou com show das três escolas, animando o público com sambas clássicos e provando a potência dos sambas de 2026 para além das plataformas de streaming.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Parafraseando Rosa Magalhães, “ter um bom samba é meio caminho andado”. Nesse sentido, os carnavalescos discutiram o papel do enredo na construção de um bom samba. Para Gabriel Haddad, o samba é uma tradução da história, sem abandonar os outros elementos do desfile.

“O samba, na verdade, nada mais é do que a tradução daquilo que vai estar sendo contado no dia do desfile. A gente, claro, tem que dar uma importância muito grande, como a gente falou ali na mesa, para o samba-enredo, porque é uma escola de samba. É uma escola formada por sambistas, formada por uma bateria que vai entoar esse gênero que deu origem a isso tudo. As alegorias, as fantasias, a comissão de frente são apêndices ao samba, que vão se desenvolvendo durante um ano. Claro que a gente vai batalhar por um acabamento espetacular, por fantasias maravilhosas, por uma comissão de frente impactante, porque tudo hoje faz parte desse espetáculo maior que é o desfile”, explicou.

mesarena

Além de carnavalesco, Haddad também foi compositor e chegou a disputar a escolha de samba-enredo na Cubango. Segundo ele, seu “lado compositor” contribui diretamente para seu olhar como carnavalesco.

“Tem coisas no samba que, às vezes, o próprio compositor não percebeu, porque ele está ali viciado naquele dia a dia da construção do samba, porque, quando você se entrega, quando você vai fazer, você se dedica àquilo e acaba estudando muito. Então, um olhar de fora, um ouvido de fora acabam entendendo um pouco mais ou, às vezes, percebendo algo que a própria composição não percebeu. Eu valorizo muito essa troca, essa conversa, porque eles trazem algumas ideias que não estavam dentro do enredo e a gente acaba apresentando ideias que, às vezes, eles não tinham entendido para dentro do samba-enredo”, respondeu.

Outro tema debatido durante o encontro foi o crescimento dos enredos de homenagem nos últimos carnavais. No caso do Império Serrano, a escola viveu uma experiência singular: uma homenagem em vida e com participação ativa da própria homenageada no processo criativo. Para levar “Ponciá Evaristo – Flor do Mulungu” à avenida, Conceição Evaristo acompanhou de perto o desenvolvimento do enredo conduzido pelo carnavalesco Renato Esteves e pela enredista Manu Rosa. A enredista conta que nunca viveu “nada igual” ao que foi a participação de Conceição no Império e afirma que contar essa história também foi um gesto de reparação.

“A ideia era imortalizar, e a gente acredita que a maior academia que existe é a Academia do Samba. Você se tornar enredo não tem nenhuma premiação que se equipare. Foi uma reparação histórica. O nosso país institucionalmente falhou com Conceição, logo falhou com as mães, com as mulheres negras. A gente tinha um trabalho político de representar as mulheres, as mães, e imortalizar Conceição Evaristo, que para nós é um dos maiores patrimônios da nossa literatura. E a Conceição… acho que nunca mais vai ter nada parecido. Ela adotou a gente. Nunca interferiu em nenhuma decisão. Tudo estava bom, tudo era um respeito. A primeira vez que nós a vimos, a gente não conseguia nem falar. E agora a gente toma café junto, toma cerveja junto. Acho que nunca conheci ninguém do tamanho dela que tivesse a simplicidade, a humildade. Ela respeitou o nosso processo artístico, confiou, e continua na nossa equipe. Agora se tornou equipe de criação também”, declarou.

A participação constante da escritora na quadra e nos eventos da escola fez com que, nas palavras de Renato, ela fosse muito além da homenageada: “foliã, diretora, pesquisadora, aderecista”. A vivência próxima de Conceição Evaristo trouxe uma energia diferente para toda a comunidade imperiana.

mesarena3

“Ela traz para a gente essa força da mulher preta. E esse colo de mãe que ela nos deu foi muito importante. Foi muito forte e, na verdade, contagiou a comunidade inteira. Ela virou uma referência para a comunidade. A velha guarda virou e falou: ‘não, ela já é nossa baluarte’. Ela já virou baluarte. Ela queria voltar e desfilar como baiana. Ela movimentou a comunidade do Império de uma forma muito forte, mas acho que isso aconteceu muito pelo fato da identificação. Principalmente as imperianas se identificaram muito com Dona Conceição, com as histórias dela, com a vivência dela, com as próprias vivências. Esse é o princípio das ‘escrevivências’, foi isso que a gente levou para a avenida”, concluiu.

O samba escolhido para o Reizinho de Madureira também vai na contramão do esperado: o samba não menciona o nome de Conceição Evaristo e se inspira na ‘escrevivência’ da escritora.

“Para a gente, por exemplo, não havia alguma necessidade de falar o nome da homenageada, porque o próprio samba era um enredo. A gente entendeu que falar o nome da homenageada, primeiro, era um enredo em que a gente estava fazendo uma ‘escrevivência’ que falava sobre as obras da Dona Conceição. A gente não falava diretamente sobre a biografia de Conceição Evaristo, então não fazia sentido algum usar ‘Conceição Evaristo’ num enredo em que a gente falava de Conceição Evaristo. ‘Flor do Mulungu’ foi até um pedido nosso, que não tivesse ‘Conceição Evaristo’. Tem um verso, uma estrofe muito linda em um samba campeão do Império Serrano, campeão do Grupo de Acesso, que fala: ‘Você já sabe quem eu sou pelo toque do agogô’. Você não precisava. A minha dor já fala por mim, sua resistência, seu orgulho, seu empenho. Você não precisa falar o nome para entender que é Império. Então, se é poesia, fala muito mais”, declarou.

Já a enredista Manu Rosa pensa além da declaração de Rosa Magalhães: “o samba-enredo é mais que meio caminho andado”, e o samba ainda é a prioridade de uma escola de samba. Além disso, Manu vê o samba como instrumento de memória, pois “tudo é efêmero, e o samba é o que há de material para rememorar”.

A enredista também destacou o peso de um samba com alto poder de identificação, como o de 2026, que impactou profundamente a comunidade imperiana: os livros de Conceição Evaristo se popularizaram entre os componentes e possibilitaram que muitos tivessem acesso ao seu primeiro livro. E isso só ocorreu pela liberdade criativa que a dupla cede aos compositores, defendendo que a liberdade poética abre um leque de chances de interpretações e identificação.

“Quando você não dá um nome, você possibilita interpretações, possibilita as pessoas se verem. Então, a gente amplia a concepção para além do nome, para além do candomblé, da religião, da cultura. Ela está ali o tempo todo, mas, quando a gente não dá um rosto, quando a gente não dá um nome, um CPF, aquilo se torna mais universal. As pessoas têm mais liberdade de se apropriar. ‘Ah, eu sou de Oxum’, ‘ah, um filho…’. Então, as pessoas conseguem criar uma conexão. Aquilo não fica da Conceição, fica nosso. Também tem essa liberdade poética do encontro”, explicou.

Tuiuti apresenta sinopse do enredo sobre Tia Ciata nesta quarta-feira

0

tuiuti logo2027

O Paraíso do Tuiuti apresenta nesta quarta-feira, dia 13 de maio, a partir das 19h, a sinopse do enredo “Ciata: a mãe preta do samba”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage. O texto será assinado pelos historiadores Claudio Russo, Luiz Antônio Simas e colaboração de Gracy Moreira, bisneta da homenageada.

A leitura vai ocorrer durante o evento “Tutu de Preto Velho”, que já virou tradição da agremiação de São Cristóvão. Além de servir o prato, haverá show do Samba da Volta.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Serviço:
Tutu de Preto Velho com leitura da sinopse para o Carnaval 2027
Data: quarta-feira, 13 de maio,
Horário: a partir das 19h
Endereço: Campo de São Cristóvão, nº 33, em São Cristóvão – RJ
Entrada: R$ 30 (o prato de tutu será gratuito)

Mocidade inicia recadastramento para alas de comunidade do Carnaval 2027

alacomunidademocidade

A Mocidade Independente de Padre Miguel dará início neste próximo fim de semana (16 e 17/05), ao recadastramento das alas de comunidade para o Carnaval 2027. Neste primeiro momento, o ato é destinado a quem desfilou no último carnaval. Os interessados devem comparecer à quadra da escola, localizada na Vila Vintém, das 10h às 17h.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

No ato da inscrição, os Independentes serão contemplados com uma carteirinha personalizada e uma camisa especial. É necessário levar RG, CPF e comprovante de residência. A taxa de inscrição é de R$ 50, neste primeiro momento, podendo pagar via pix, cartão de crédito ou débito. O valor da inscrição vai aumentando de acordo com as próximas etapas.

A Mocidade Independente de Padre Miguel será a primeira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval de 2027.

Serviço:
Cadastro para alas de comunidade
Data: 16 e 17 de maio
Horário: 10h às 17h
Local: Rua Coronel Tamarindo 38, Padre Miguel – Quadra da Vintém
Taxa: R$ 50,00 – pagamento via pix, débito ou crédito

Império Serrano denuncia edital falso de eleição e relata invasão armada à quadra

imperio serrano desfile 2026 06
Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

O Império Serrano divulgou neste domingo um comunicado oficial em que denuncia a circulação de um suposto edital de convocação de eleição considerado “falso” pela atual diretoria da escola. Segundo o texto, o documento teria sido publicado no jornal Diário do Comércio no último dia 5 de maio, marcando um pleito para o próximo dia 17, sem autorização dos poderes constituídos da agremiação.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

De acordo com a nota assinada pelo presidente do Conselho Diretor, Flávio França, após consulta aos presidentes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, o edital não teve anuência da presidência e utilizou indevidamente o nome do dirigente como convocante.

A escola afirmou ainda que a publicação não contou com autorização dos demais conselhos, e, por isso, não possui qualquer legitimidade institucional. O comunicado também aponta que, mesmo se o edital tivesse origem oficial, ele seria inválido juridicamente por não respeitar o artigo 37 do estatuto da agremiação, que determina a divulgação prévia da relação de associados aptos a participar do processo eleitoral.

No texto, o Império Serrano informa que medidas judiciais serão tomadas para identificar os responsáveis pela divulgação do documento e responsabilizá-los civil e criminalmente.

A situação ganhou contornos ainda mais graves, segundo a escola, na noite do último sábado. O comunicado relata que, após tomarem conhecimento do suposto edital falso, dirigentes receberam informações de que a secretaria da quadra poderia ser violada e documentos oficiais seriam subtraídos.

Diante da denúncia, o presidente do Conselho Diretor, acompanhado do primeiro e do segundo vice-presidentes, esteve na quadra da escola para retirar documentos considerados sensíveis e encaminhá-los para um local seguro. Os presidentes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal teriam sido informados imediatamente sobre a ação.

Ainda segundo a nota oficial, por volta das 23h do dia 9 de maio, seis homens armados invadiram a quadra do Império Serrano, intimidaram o vigia de plantão e exigiram informações sobre o paradeiro dos documentos retirados anteriormente.

O caso já foi encaminhado às autoridades competentes para investigação. A direção da escola afirmou que busca a elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.

Por fim, o Império Serrano ressaltou que uma futura eleição será convocada oficialmente, seguindo rigorosamente o estatuto da agremiação, com “ampla publicidade e total transparência”.

Leia abaixo o comunicado oficial

O Presidente do Conselho Diretor do GRES Império Serrano, após consulta aos Presidentes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, vem a público esclarecer que o EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ELEIÇÃO publicado no jornal Diário do Comércio, em 05/05/2026, com pleito marcado para o dia 17/05/2026, não foi publicado com a anuência do Presidente do Conselho Diretor, Sr. Flávio França — cujo nome consta indevidamente como convocante — tampouco contou com a autorização dos Presidentes dos demais Conselhos do GRESIS.

Dessa forma, esclarecemos que a referida publicação é falsa e não partiu de nenhum dos poderes constituídos da escola.

Ademais, ainda que a referida convocação tivesse origem legítima, esta careceria de validade jurídica, uma vez que não foi observado o disposto no artigo 37, parágrafo único, do Estatuto do GRESIS, que estabelece:

“Com antecedência máxima de 20 (vinte) dias da eleição, o Presidente do Conselho Diretor tornará público, nas dependências do GRESIS, o número de Membros Permanentes do Conselho Deliberativo e do quadro de associados das categorias Contribuintes e Remidos aptos a participar do pleito.”

Sendo a publicação estranha ao Presidente do Conselho Diretor, evidentemente não haveria como cumprir a exigência estatutária acima mencionada.

Informamos, ainda, que serão adotadas todas as medidas cabíveis para identificar os responsáveis pela divulgação do referido edital falso, bem como para responsabilizá-los civil e criminalmente.

Cumpre também esclarecer que, na noite do dia 09/05/2026, após tomarmos conhecimento da existência do falso edital, recebemos informações de que a secretaria da escola seria violada e que documentos oficiais poderiam ser subtraídos. Diante da gravidade da situação, o Presidente do Conselho Diretor, acompanhado do Primeiro e do Segundo Vice-Presidentes da escola, compareceu à quadra, retirou a documentação sensível e a encaminhou para local seguro, dando imediata ciência aos Presidentes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal.

As informações recebidas se confirmaram quando, às 23h do mesmo dia 09/05/2026, seis homens armados invadiram a quadra da escola, intimidaram o vigia de serviço e exigiram informações sobre o paradeiro dos documentos.

Diante dos fatos expostos, os poderes constituídos do GRESIS já levaram o caso às autoridades competentes, a fim de que sejam promovidas a devida investigação, elucidação dos fatos e responsabilização dos envolvidos.

Por fim, informamos que a eleição da escola será convocada oficialmente, em estrita observância ao Estatuto do GRESIS, com ampla publicidade e total transparência.

Presidente do Conselho Diretor
Flávio França

Vice-Presidente de Carnaval
José Luiz Escafura

Vice-Presidente Financeiro
Márcio Araújo

Estrela do Terceiro Milênio anuncia Raquel Tobias como voz oficial e ganha reforço de Misailidis na comissão de frente para 2027

0
cantora milenio
Foto: Divulgação/Milênio

A Estrela do Terceiro Milênio segue fortalecendo seu elenco para o Carnaval 2027. A escola anunciou oficialmente a cantora Raquel Tobias como nova voz oficial ao lado do intérprete Darlan Alves. Além da novidade no carro de som, a agremiação também confirmou a chegada do coreógrafo Marcelo Misailidis para a comissão de frente, que vai trabalhar parceria com o carnavalesco Paulo Barros e o coreógrafo Regis Santos.

Integrante da Ala Musical da escola há muitos anos, Raquel Tobias construiu sua trajetória dentro da própria comunidade da verde, vermelha, azul e branca da Zona Sul paulistana. Agora, ela assume o posto de cantora oficial, ampliando ainda mais sua ligação com a agremiação.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Cantora e compositora, Raquel carrega em sua trajetória fortes referências do samba de roda das comunidades periféricas. Atuante também em projetos culturais, a artista desenvolve trabalhos ligados à valorização da ancestralidade, resistência e exaltação da cultura negra, sempre com autenticidade e sensibilidade. O anúncio foi celebrado pela escola, que desejou sucesso à nova intérprete nesta nova etapa de sua caminhada no carnaval.

Marcelo Misailidis chega na Milênio

Outra novidade importante envolve a comissão de frente da Milênio. Em publicação emocionada nas redes sociais, Marcelo Misailidis celebrou a oportunidade de estrear no carnaval de São Paulo após anos de atuação no cenário carioca.

“Hoje foi um dia muito especial na minha trajetória no carnaval. Depois de tantos anos de dedicação e história no carnaval carioca, finalmente chegou o momento da minha estreia no carnaval de São Paulo”, destacou Marcelo Misailidis.

O profissional revelou ainda que o convite partiu de Paulo Barros e que dividirá os trabalhos com Regis Santos na defesa das cores da Estrela do Terceiro Milênio.

“Que seja o início de um capítulo inesquecível. Vamos fazer história!”, completou.

Unidos de Padre Miguel anuncia enredo sobre o encontro sagrado entre Iemanjá e Oxum para o Carnaval 2027

logo upm 27

A Unidos de Padre Miguel já tem caminho traçado para o Carnaval 2027. O Boi Vermelho da Vila Vintém levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Yèyé Omó Ejá – A Coroação das Rainhas das Águas”, uma viagem poética e espiritual inspirada livremente em Itans sagrados de Iemanjá.

Antes de ser estrada, o mundo foi correnteza.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

É a partir dessa força ancestral das águas que a Unidos constrói sua narrativa para o próximo desfile. Desenvolvido pelos carnavalescos Allan Barbosa e Ricardo Hessez, o enredo mergulha na grandeza de Iemanjá, senhora do mar e da liberdade, que segue seu curso porque sua essência não aceita contenção. Em sua travessia, encontra Oxum, a força doce dos rios, correnteza de ouro e mel que abre caminhos até alcançar a imensidão salgada.

Com forte carga simbólica e espiritual, a Unidos de Padre Miguel propõe um desfile sobre origem, destino, ancestralidade e força feminina. Um canto para as águas que movem a vida, lavam os caminhos e unem mundos.

Em 2027, o Boi Vermelho será a quarta escola a se apresentar na Marquês de Sapucaí, no sábado , dia 06 de fevereiro, em busca do título e o retorno ao Grupo Especial.

‘Kalunguisados’: Porto da Pedra aposta em enredo afro e mira volta ao Grupo Especial

0
pp casal
Fotos: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

A Porto da Pedra deu o pontapé inicial rumo ao Carnaval 2027 em grande estilo. No último sábado, durante sua tradicional feijoada, o “Tigre” de São Gonçalo apresentou oficialmente o enredo “Porto Kalunga”. O evento, marcado pela alegria e pelo clima de união, contou com a presença ilustre das escolas convidadas Cubango, União de Maricá e União da Ilha do Governador, que embalaram o público no ritmo da confraternização carnavalesca. Desenvolvido pelos carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini, com o apoio das enredistas Thainá Santos e Beatriz Chaves, o tema mergulha na histórica missão artística realizada em Angola no fim da década de 1970. O projeto original, conhecido como “Projeto Kalunga”, levou nomes gigantescos da música brasileira, como Martinho da Vila, Dona Ivone Lara, Clara Nunes, Djavan e Chico Buarque, para uma imersão cultural em solo africano logo após a independência do país lusófono. A proposta da escola é celebrar essa travessia que transformou a identidade da MPB e reafirmou os laços ancestrais entre as duas nações.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

A voz dos criadores: ‘Estamos kalunguisados’

Após o anúncio oficial, os carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini detalharam a concepção do projeto e a expectativa para o desfile em entrevista exclusiva:

“As expectativas são as melhores possíveis, porque era uma vontade nossa fazer um enredo afro, era uma vontade da escola. Ao mesmo tempo, nós queríamos um afro um pouco fora do convencional e queríamos também trazer a vontade da escola. Quando nós sentamos com a agremiação, o tema afro era um desejo comum, então trouxemos o Porto Kalunga. Trouxemos essas palavras que, na verdade, na logomarca, apresentam símbolos e signos que tocam o torcedor: o tigre africanizado, com a palavra Porto. Nós fazemos essa brincadeira com as palavras Porto e Kalunga, porque o nome do projeto era Projeto Kalunga, desta comitiva de artistas brasileiros que foi para Angola”, declarou Alex Carvalho.

pp carnavalescos

“A palavra Porto tem relação com partida, com o ir e vir, que foi um ir até a África para se encontrar com a mãe África. E a palavra Kalunga também tem relação com a passagem da morte à vida, a travessia. Então nós trouxemos essas duas palavras e fizemos essa brincadeira. Enfim, a comunidade está muito feliz, é um enredo com o qual o pessoal está animado, a expectativa é de um bom samba também, então estamos muito felizes e animados”, complementou o artista.

Caio Cidrini seguiu a mesma linha de entusiasmo, destacando a contemporaneidade da proposta: “Se eu pudesse acrescentar uma expectativa, seria a de um samba bom, porque é um enredo contemporâneo, trata de ancestralidade e, ao mesmo tempo, de muita música popular brasileira. Trata de Angola, do Rio de Janeiro e do Brasil. Tenho uma expectativa de receber sambas muito interessantes. Nós recebemos muitos abraços hoje aqui na quadra e temos recebido elogios das pessoas nas redes sociais. A identidade visual é boa, com o tigre gigantesco na logo, que é o símbolo maior aqui de São Gonçalo, africanizado, decorado e adereçado com as cores das bandeiras dos dois países”, afirmou.

pp carnavalescos1

Cidrini revelou ainda a curiosa origem da ideia: “Eu encontrei esse enredo em uma aula de mestrado na UERJ. Eu cursei História da Arte na UERJ e sou orientando do Leonardo Bora. Estava lá o que passou no Museu de Arte do Rio e era um trecho de documentário de cerca de 40 segundos. Coloquei o fone, vi o trecho e anotei no bloco. Falei para o Alex que tínhamos um enredo ali. Nós já estávamos com essa expectativa de fazer alguma coisa afro. E, quando chegamos à Porto da Pedra, encontramos essa demanda e convidamos a Bia e a Thainá para trabalhar conosco, que são escritoras incríveis, mulheres pretas que também possuem pertencimento ao tema. Falei: pessoal, estamos ‘kalunguisados’, tem que ser este enredo”, detalhou.

A força do tema convenceu rapidamente a diretoria, conforme explicou Alex Carvalho: “Nós apresentamos mais duas propostas para a escola, além do Porto Kalunga. Dissemos ao presidente que havia outras opções, mas que queríamos esta. Ele perguntou se daria um bom samba. Respondemos que seria difícil não dar um bom samba, pois estamos falando de 60 artistas da MPB que foram para Angola: Dona Ivone Lara, Clara Nunes, Djavan e Martinho da Vila, entre outros. Eu acredito que é necessário muito esforço para fazer um samba ruim com esse tema. A história é muito encantadora e contemporânea, aconteceu em 1980 e temos muitos artistas vivos ainda. Então nós embarcamos e estamos ‘kalunguisados’”, ressaltou.

pp carnavalescos2

Ao final, Caio Cidrini se emocionou ao falar do impacto humano da missão: “O que existe de depoimento na internet, de documentário ou de falas de artistas é muito emocionante. Todo mundo voltou de lá transformado. Dona Ivone falava que chorava quando viu o mar. Dorival Caymmi foi visitar Lobito e disse que aquilo parecia Salvador inteira. Martinho virou embaixador de Angola. Não tem como não ser tocado por essa viagem. Eu espero que a Porto da Pedra viaje e se transforme também neste enredo”, finalizou.

A bateria e a harmonia: otimismo no pavilhão

Responsável pelo ritmo da escola, mestre Pablo também compartilhou sua visão sobre o ciclo que se inicia: “A expectativa é a melhor possível, estou otimista. A Porto da Pedra este ano montou um timaço. Já estamos trabalhando bastante, com muito pé no chão e bastante humildade. Como haverá duas vagas para o Grupo Especial, uma precisa vir para São Gonçalo, precisa vir para o Tigre. Nós estamos trabalhando muito. O enredo está sendo lançado agora, mas o trabalho já está sendo feito com o carnavalesco há algum tempo. Tive várias conversas com ele. O presidente não está medindo esforços para colocar a Porto da Pedra no lugar que ela realmente merece”, declarou o mestre.

pp andrea

Sobre a sonoridade que o enredo “Porto Kalunga” permite, Pablo adiantou: “É um enredo rico. Angola e os artistas que saíram daqui para lá voltaram cheios de inspiração e ricos em conhecimento, beberam daquela fonte. Fazer um samba ruim com esse enredo, com esse leque de oportunidades, seria difícil. É um tema tremendo. Podem esperar uma bateria ousada, com mistura de ritmos africanos e ritmos nossos, com aquela pitada de ousadia do Mestre Pablo. Podem esperar uma Porto da Pedra com uma bateria Ritmo Feroz cada vez mais forte”, afirmou.

pp pablp2

Ele ainda destacou a parceria artística para sua apresentação: “O mestre Pablo sempre prepara novidades. Já conversei com os carnavalescos que pretendo sentar com eles para pensarmos juntos na minha vestimenta. Quero aproveitar e deixar um abraço forte para o meu maquiador, meu amigo de sempre, Jorge Abreu, que todo ano é responsável pelas minhas caracterizações. Ele também participará desta reunião, pois tem ideias, compra o barulho e é o artista que está envolvido diretamente comigo. Juntando as minhas ideias, as do carnavalesco e as do Jorge Abreu, é impossível não dar certo”, garantiu.

O casal e a missão da nota máxima

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rodrigo França e Joyce Santos, também celebrou a temática inédita na história recente da agremiação:

“Eu fiquei muito surpresa, pois a Porto da Pedra não tem o costume de trazer enredo afro. Porém, foi uma inovação: carnavalescos novos, sentimentos novos e almas novas. Acredito que o trabalho será muito bem feito e vamos surpreender na Avenida mais um ano. Depois de alguns anos com o Mauro, agora estamos com novos carnavalescos. Não esperem pouco da Porto da Pedra, pois nós vamos mostrar o nosso valor”, declarou a porta-bandeira.

pp casal2

Joyce prosseguiu sobre o clima da escola: “O ciclo de 2027 começou com o pé direito: uma feijoada, três coirmãs, anúncio do enredo e o projeto da escola dançando com muita emoção. Acredito que a Porto da Pedra virá inovando, será um ano emocionante e de várias novidades. Eu já estreei antes, mas me sinto estreando novamente com um enredo diferente e acredito que a escola vai mostrar como o Tigre ruge na avenida”, afirmou.

Rodrigo compartilhou do mesmo sentimento de confiança: “É um enredo riquíssimo. Quando anunciaram, eu imaginei várias coisas, mas vou aguardar a sinopse para saber exatamente sobre o que vamos falar. Não temos esse costume com temas afro, mas com certeza será muito bem desenvolvido. Mais um ano a Porto da Pedra dará um show e, se Deus quiser, traremos a nota máxima para a escola”, disse o mestre-sala.

Ele finalizou destacando sua trajetória na agremiação: “Eu sou muito tranquilo quanto ao carnaval, estou na Porto da Pedra há 21 anos, com certeza será um ano sereno. Vou tirar de letra, modéstia à parte, e a nota quarenta virá, se Deus quiser”, declarou.

A palavra do presidente: rumo à vitória

O presidente Fabrício Montibelo encerrou os depoimentos reforçando o compromisso com o acesso ao Grupo Especial: “Esse enredo foi escolhido após os carnavalescos nos apresentarem três propostas. Nós discutimos as opções e esta foi a que mais nos agradou. O enredo é forte, muito forte, e espero que venha um samba excelente, porque nós vamos para a avenida este ano para disputar o título”, afirmou o mandatário.

pp fabricio

Montibelo foi direto em relação às metas da agremiação: “Este ano a Porto da Pedra vem para brigar. Aquele sétimo lugar anterior não foi satisfatório para nós. A Porto da Pedra não é lugar de sétimo lugar, nós sempre estivemos nas primeiras posições e este ano viremos para disputar. Uma daquelas vagas no Grupo Especial será nossa”, declarou.

Sobre como será a disputa dos sambas, o presidente informou: “No dia 25 de maio teremos uma reunião com os nossos compositores na quadra. Vamos apresentar os prazos e tirar todas as dúvidas para iniciarmos as eliminatórias do samba entre julho e agosto”, finalizou.

A Unidos do Porto da Pedra já tem data marcada para a leitura oficial da sinopse: será no dia 8 de junho, na quadra da agremiação.

ppfesta2 ppfesta