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Colorado do Brás 2026: alegorias na área da concentração
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Mocidade Unida da Mooca 2026: alegorias na área da concentração
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Sob o voo da águia, Portela renasce: Junior Escafura sonha alto em estreia na presidência
Pela primeira vez à frente da direção de carnaval da Portela, Junior Escafura vive um momento de grande responsabilidade aliado à realização pessoal. Neto do eterno Piruinha, o dirigente promete um desfile potente e uma Portela diferente da que o público se acostumou a ver ao longo dos anos.
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“É um momento de muita alegria. A gente vê uma Portela com muita vontade, uma Portela renovada. Então, isso nos deixa bastante felizes, saber que a escola está querendo muito fazer um grande Carnaval”, afirma.
Junior ressalta a homenagem feita ao pai e destaca a importância de manter viva a tradição da escola. Mesmo não estando presente em vida, o atual presidente acredita que o ex-dirigente da agremiação estaria orgulhoso da trajetória construída pela comunidade e por toda a escola.
“Eu acho que ele estaria feliz, porque eu estou tentando fazer exatamente o que ele fez quando assumiu a escola, de 94 para 95, que é unir essa escola. A Portela já se dividiu muito ao longo da sua história. Então, agora é hora de união, de mostrar a força da Portela”, destacou.
Ao fazer um balanço do andamento dos trabalhos, Junior comenta a satisfação com o envolvimento da comunidade, que tem demonstrado grande empenho ao longo da preparação para o desfile.
“Está sendo bem positivo. Eu estou vendo os componentes virem sempre com muita satisfação e muita alegria para ver o que estamos fazendo.”
Questionado sobre o desenvolvimento das alegorias e fantasias, Escafura reforça o planejamento adotado e o compromisso com a organização do carnaval.
“A gente já entregou praticamente todas as fantasias com uma semana de antecedência. Então, isso mostra que acertamos no planejamento e na organização do desfile”, comenta.
Conhecida como a Majestade do Samba, a Portela carrega em sua identidade a imponência da águia, símbolo que impressiona pela plasticidade e elegância. Suas fantasias são tradicionalmente marcadas pela sofisticação e representatividade histórica e, nos últimos anos, vêm dialogando com a modernidade, a leveza e a valorização das raízes afro-brasileiras.
Ao ser provocado a dar um pequeno spoiler sobre o desfile, o presidente garante que o portelense mais tradicional ficará satisfeito com o que verá na Avenida.
“Eu acho que o portelense vai gostar muito do que vai ver, porque tudo que ele sempre quer é uma Portela imponente, grandiosa, bonita e ele vai ver isso”, promete Junior.
Quando o chão fala mais alto: Tuiuti reafirma potência de sua ala de passistas
O Paraíso do Tuiuti deu uma demonstração contundente de força, tradição e identidade durante o último ensaio técnico na Marquês de Sapucaí. A escola de São Cristóvão levou para a avenida uma ala de passistas que se consolida como referência no Carnaval carioca, destacando-se pela preservação do samba no pé raiz, pela leitura precisa do chão da escola e pela entrega coletiva que atravessa gerações.
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Identidade que se constrói no tempo
Sob a direção de Alex Coutinho, o segmento é resultado de um trabalho contínuo que valoriza união, disciplina e a malandragem clássica do samba. O desempenho consistente do grupo, frequentemente ovacionado pelo público, reforça o papel da ala como guardiã de uma estética tradicional que dialoga diretamente com a essência do Tuiuti.
Para o diretor, o grande diferencial está no histórico compartilhado entre os integrantes, muitos caminham juntos desde os tempos de Grupo de Acesso, criando uma sintonia que ultrapassa a técnica.

“Somos uma ala de passistas que não está junta só no Grupo Especial, viemos desde o Grupo de Acesso. É um pelo outro, procurando levar a bandeira do samba e fazendo o máximo para ajudar nossa escola a chegar ao título do Carnaval”.
União que ultrapassa a avenida
A segurança apresentada na Sapucaí nasce dessa convivência prolongada. Grande parte dos componentes acompanha Coutinho há anos, o que fortalece vínculos e constrói uma dinâmica quase intuitiva na hora de riscar o chão. Para além do calendário carnavalesco, a ala mantém projetos sociais e atividades ao longo do ano, ampliando o papel cultural do segmento dentro da comunidade.
“Graças a Deus, eu acho que essa união é reflexo da escola. É um lugar onde todo mundo que chega vira família.”
Essa dimensão afetiva também se manifesta na diversidade do grupo. Entre os integrantes está a passista afro-caribenha Iman Shervington, que desfila pela escola há mais de cinco anos dois deles como passista. Em 2026, a conexão se torna ainda mais profunda, já que o enredo dialoga com a religiosidade de matriz cubana, aproximando narrativa e vivência pessoal.

“É uma honra poder ser passista. A ancestralidade vive dentro de nós e, este ano, com esse enredo, isso me toca ainda mais, porque sou caribenha. Minha família é de lá, a gente carrega essa mesma energia que existe em Cuba. Poder representar isso é um orgulho imenso”.
Pertencimento que vira trajetória
Para Wellington Ricardo, a experiência no carnaval também é atravessada por ancestralidade e identidade. Há mais de uma década no Paraíso do Tuiuti, ele integra a ala masculina de passistas e traduz sua relação com a escola como um elo de vida.

“Sou muito grato por tudo o que vivo aqui”.
Em 2024, essa relação ganhou um novo significado ao representar a agremiação na disputa pela Corte do Carnaval do Rio de Janeiro momento que ampliou seu sentimento de reconhecimento dentro do universo do samba.
“Isso faz muita diferença para mim”, afirmou, ao destacar a alegria de ocupar um espaço que celebra memória, resistência e cultura popular.
Cidades Invisíveis e Camarote Nº1 unem moda e impacto social no Carnaval 2026 no Rio de Janeiro
O Carnaval de 2026 também será palco para ações de inclusão social. O Instituto Cidades Invisíveis e o tradicional Camarote Nº1 firmaram uma parceria inédita que conecta a visibilidade da maior festa popular do país a iniciativas concretas de apoio a projetos sociais.

A iniciativa ocorre durante os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, entre 13 e 17 de fevereiro, e na Festa das Campeãs, nos dias 20 e 21. Ao longo desse período, o público que vivenciar a experiência do Camarote Nº1, no sambódromo da Marquês de Sapucaí, poderá contribuir com a ação por meio da compra de produtos desenvolvidos pelo designer Bruno Gomes, cuja renda será integralmente destinada às atividades do Cidades Invisíveis.
Os itens estarão disponíveis para compra no espaço de credenciamento do Camarote Nº1, onde ocorre a retirada das camisetas, no Hotel Prodigy Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro, próximo ao Aeroporto Santos Dumont.
No local, o público encontrará uma coleção autoral composta por buckets, camisetas, bonés e ecobags produzidos em Florianópolis. As peças apresentam estampas que valorizam a brasilidade e refletem a diversidade cultural do país, reforçando o compromisso da iniciativa com a produção local e a geração de impacto social positivo.
Quem não estiver no camarote poderá conhecer e adquirir as peças também pelos canais digitais da parceria. A coleção será divulgada nas redes sociais do Camarote Nº1 (@cluben1) e no aplicativo oficial do Nº1, que exibirá banners dos parceiros e conteúdos no feed com informações sobre a collab. Os produtos também estarão disponíveis para compra na loja do Instituto Cidades Invisíveis, no endereço cidadesinvisiveis.com.br, ampliando o alcance da iniciativa e garantindo que a arrecadação continue apoiando as ações sociais do projeto.
Desfile para todos
No sábado de Carnaval, 14 de fevereiro, o Camarote Nº1 será palco de uma ação de inclusão cultural. Ao todo, 300 moradores das comunidades do Vidigal, no Rio de Janeiro, e do Preventório, em Niterói, terão acesso às frisas do Grupo de Acesso. A iniciativa amplia o acesso à maior manifestação cultural do país e reforça o compromisso do Instituto Cidades Invisíveis com a democratização da cultura.

A ação se conecta à presença contínua do Cidades Invisíveis nessas comunidades, onde, ao longo do ano, o projeto oferece aulas de boxe, dança, yoga, culinária, informática, reforço escolar e costura, atendendo milhares de crianças e adolescentes e incentivando o acesso à educação, ao esporte e à cultura.
“Pela primeira vez, vamos abrir o Camarote durante o desfile do grupo de acesso para um momento que celebra a cultura do Carnaval carioca. O Cidades Invisíveis já faz um trabalho incrível nessa conexão entre a comunidade e as mais diferentes manifestações artísticas, e nos unimos a eles para promover esse momento especial”, conta Marcio Esher, sócio do Camarote Nº1.
Sobre o Cidades Invisíveis
Criado em 2012, o Cidades Invisíveis é uma organização social que atua na transformação de realidades e na redução da pobreza e da desigualdade em suas múltiplas dimensões. Presente em diversas cidades do país, a iniciativa desenvolve projetos em parceria com artistas locais e nacionais, revertendo parte da renda arrecadada em ações de impacto social em comunidades de Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), São Paulo (SP), São Sebastião (SP) e Canela (RS). Ao longo dos mais de treze anos de atuação, o Cidades Invisíveis já destinou mais de R$ 5 milhões a projetos sociais, impactando milhares de jovens em situação de vulnerabilidade. A organização atua alinhada à Agenda 2030 da ONU e é signatária do Movimento Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de Santa Catarina (ODS/SC), com o compromisso de combater a invisibilidade social nas periferias onde está presente.
Sobre o Camarote Nº1
Tradicional evento do circuito carioca, o Camarote Nº1 é considerado uma das melhores festas de Carnaval do país. Localizado no setor 2 do sambódromo da Marquês de Sapucaí, a festa é idealizada pela Holding Clube, grupo de empresas especializadas em marketing de experiências. Com 35 anos de tradição, o Camarote oferece uma experiência all inclusive ao seu público, com open bar e food, ativações de grandes marcas e um line-up de peso.
Desfiles de 2026 do Cacique de Ramos acontecem nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro
É Carnaval e a emoção está garantida com o Cacique de Ramos no Circuito Bira Presidente. Mantendo o formato tradicional de três dias de apresentação, o bloco desfila no domingo, 15 de fevereiro, na segunda-feira, 16 de fevereiro, e na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, na Avenida Chile, no Centro do Rio de Janeiro. O trajeto passa a ser oficialmente denominado Circuito Bira Presidente por meio de decreto da Prefeitura do Rio, nomeação que reconhece institucionalmente o percurso historicamente realizado pelo Cacique no carnaval de rua da cidade.

A edição de 2026 tem como tema Bira Presidente: O Show Tem Que Continuar e estabelece o recorte do desfile no primeiro carnaval após a despedida do fundador. A abertura da folia caciqueana terá como referência a música A Última Folha, composição de Evandro Alves em homenagem a Bira Presidente, integrada ao repertório do bloco a partir deste carnaval.
O desfile mantém a estrutura tradicional do Cacique de Ramos, com carro alegórico, pede passagem, porta-estandarte, bateria, alas e a Corte Glória Caciqueana 2026. O carro alegórico desenvolvido para esta edição concentra a homenagem visual a Bira Presidente. A alegoria apresenta uma escultura em tamanho natural do fundador com o pandeiro, instalada em estrutura aérea com sistema de rotação, permitindo sua visualização ao longo do percurso. Ao fundo da composição, integra-se um busto indígena com cerca de quatro metros de altura, construído com mecanismo dobrável para viabilizar a passagem sob os viadutos da Avenida Chile. A escultura apresenta pintura corporal geométrica nas cores vermelho, preto e branco, cocar estruturado com iluminação integrada e acabamento cenográfico compatível com o desfile noturno. Na parte central do carro estão posicionados os pedestais da Rainha e das Princesas do Carnaval do bloco.
As Alas Reunidas do Cacique de Ramos: Apache, Carajás, Cheyenne, Comanche, Guerreiros e Ala Tamoio ganharam reforço com a estreia da Ala Eu Sou Cacique, somando um total de sete alas de fantasias. A ala de camisas Cura Ressaca integra o conjunto do desfile, levando a imagem de Bira Presidente na estampa. As camisetas estão à venda e podem ser adquiridas também durante a concentração nos três dias de desfile.
A Bateria Tamarindo de Ouro conta com cerca de 250 ritmistas, sob a regência do Mestre Xula. O canto do desfile segue sob responsabilidade de Junior Nova Geração, intérprete oficial do Cacique, acompanhado por Eduardo (Francês), Margarete Mendes, Mariano Maia e Ribeirinho como vozes de apoio. A porta-estandarte é Joana Darc. A Corte Glória Caciqueana 2026 é composta por Elizabeth Cruz, Rainha do Carnaval, Bella Carrulo, 1ª Princesa, Kaysa Regina, 2ª Princesa, Cássia Anastácia, Rainha da Bateria Tamarindo de Ouro, Bruno Barão, Índio Caciqueano, Amanda Prestes, Musa de Ouro, além das musas Milena Gonçalves, Laryssa Maia e Laila Avlis. A edição de 2026 marca ainda a estreia da Corte Curumim, formada pelas princesas mirins Antonella Oliveira, Manuela Espala e Valentina Marques.
A atual gestão do Cacique de Ramos é conduzida pela família de Bira Presidente, com acompanhamento da Diretoria de Ouro. A presidência é exercida por Karla Marcelly, filha primogênita do fundador. A vice-presidência é ocupada por Márcio Nascimento, genro de Bira. A Diretoria Geral está a cargo de Cristhian Kelly, filha caçula.
A concentração do Cacique de Ramos ocorre a partir das 18h, e os desfiles acontecem por volta das 20h, de acordo com a organização da Riotur.
Público analisa última noite de ensaios técnicos na Sapucaí
Na última noite de ensaios técnicos antes do desfile oficial, a Marquês de Sapucaí recebeu Viradouro, Imperatriz Leopoldinense, Grande Rio e Beija-Flor em um domingo de arquibancadas cheias, canto forte e público atento. Torcedores de diferentes escolas acompanharam as apresentações e avaliaram desempenho, sambas e o nível de preparação das agremiações às vésperas do Carnaval.
Torcedor da Imperatriz Leopoldinense, o advogado Jean Cruz, de 32 anos, destacou a escola de Ramos como a que mais o impactou na noite, mesmo buscando uma análise equilibrada.

“Sem ser clubista, eu achei a Imperatriz muito bonita. A escola está animada desde o início, os ensaios pegaram, o samba está cada vez mais forte, o Pitty está cantando muito, a bateria do mestre Lolo é muito linda desde sempre e a escola canta demais, com um chão muito forte”, disse.
Ao comentar as demais apresentações, ele avaliou positivamente o nível geral do ensaio. “A Beija-Flor é muito forte, a comunidade canta demais e o samba é muito, muito bom. A Viradouro também veio cantando muito, o samba do Ciça é muito forte e a bateria dele é nota 10. Foi tudo bonito hoje”, afirmou.
Pensando no desfile oficial, Jean projetou uma disputa acirrada pelo título. “A expectativa é das melhores. Os enredos são muito bons, os sambas também e as escolas estão aguerridas. Para mim, fica entre Beija-Flor e Portela, com Imperatriz, Mangueira e Tuiuti brigando junto”, concluiu.
Fã incondicional da Beija-Flor, Mauro Guedes, de 24 anos, atualmente desempregado, falou com emoção sobre o desempenho da escola de Nilópolis e também destacou outras agremiações da noite.

“É difícil deixar a paixão de lado, mas a Beija-Flor foi a que mais me emocionou. É um enredo muito ouvido nas plataformas digitais, levanta a Sapucaí e a comunidade canta com muita força. A gente está sempre disposto a dar o sangue pela comunidade aqui na avenida. Depois da Beija-Flor, a Imperatriz foi a que mais me impactou. O enredo sobre o Ney Matogrosso é sensacional, levanta a arquibancada, todo mundo canta e explode. A comunidade tem um chão muito forte, a escola passa muito bem e a comissão de frente está linda, com coreografia e timing perfeitos”, disse.
Ao falar sobre os sambas, ele destacou o impacto emocional do conjunto verde e branco. “Além do samba da Beija-Flor, o que mais me pega é o da Imperatriz. É um samba bonito, que dá espaço para a voz de um artista que foi negligenciado e sofreu preconceito. O enredo conta a verdade dele e isso emociona de verdade”, avaliou.
Para o desfile oficial, Mauro foi direto: “Quem leva é a Beija-Flor”, concluiu.
Torcedor da Grande Rio, o analista de atendimento Lucas Barsalini, de 32 anos, analisou as apresentações sem se prender ao clubismo. Ele destacou a Beija-Flor como o principal destaque da noite.

“Quando a escola vem com um samba aguerrido como esse, ela desce muito bem e vai dar trabalho no desfile. Eu também gosto do enredo e gosto muito do samba da Beija-Flor”, afirmou.
Além disso, apontou outra obra que o toca pessoalmente. “Tirando a Grande Rio, o samba que mais me pega é o da Viradouro. Eu acompanho o Carnaval há um tempo, acompanho a história do Ciça e gosto muito desse samba, mesmo sabendo que não é unanimidade”, avaliou.
Ao projetar o resultado do desfile oficial, Lucas preferiu cautela. “Acho que vai ficar entre Beija-Flor e Vila Isabel, mas o Carnaval se ganha na pista”, concluiu.
Encerrando as avaliações do público, o promotor de vendas Gabriel Alexandre, de 28 anos, torcedor da Viradouro, ressaltou a evolução da escola de Niterói e o equilíbrio entre as quatro agremiações.

“Eu gostei muito da minha escola, achei esse ensaio melhor do que o da semana passada. Essas duas semanas são importantes para comparação. A Imperatriz passou muito bem de novo, a Grande Rio e a Beija-Flor também. As escolas estão muito niveladas. Já a Grande Rio veio com mais potência do que na semana passada”, avaliou.
Ao falar sobre os sambas, Gabriel foi enfático. “O melhor samba entre os quatro é o da Beija-Flor. É incontestável, está na boca do povo, é popular, tem refrão forte e fácil de cantar. A minha escola tem um dos melhores sambas, mas o da Beija-Flor está sobrando”, disse.
Mesmo assim, manteve sua aposta pessoal. “Vou puxar a sardinha para o meu lado: Viradouro tetracampeã”, concluiu.
Renovada e fortalecida, ala de passistas da Grande Rio une tradição, juventude e resistência
A ala de passistas da Acadêmicos do Grande Rio vive um dos momentos mais simbólicos de sua história. Mais do que brilho, técnica e presença cênica, o segmento tem apresentado renovação, consciência cultural e um forte sentimento de pertencimento. Entre projetos de formação, integração com a escola mirim Pimpolhos da Grande Rio e valorização do passista como protagonista do espetáculo, o grupo se consolida como referência dentro e fora da agremiação de Duque de Caxias.
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Diretor da ala, Avelino Ribeiro explicou que a base desse crescimento está na formação e na continuidade. Segundo ele, o movimento começou ao observar o que acontecia com os jovens que saíam da escola mirim ao atingirem a idade limite.

“A gente está trazendo as crianças da Pimpolhos da Grande Rio para dentro da ala. Antes, eles completavam 14, 15 anos e não podiam mais desfilar na escola mirim, ficavam vagando. Muitos meninos iam para a bateria, outros iam para outras alas. Então eu trouxe para dentro da ala de passistas masculina e feminina. Hoje nós temos meninas com o corpo mais desenvolvido, mas também temos as mais novas, porque elas são o futuro da nossa escola e sambam muito. O que a gente procura é que sambe, que tenha alegria e que seja, além de tudo, Grande Rio de coração”, afirmou.
Ele também ressaltou o papel do projeto Samba de Ouro, realizado às quartas e sábados na quadra da escola.
“Ali nós selecionamos os melhores alunos e alunas e colocamos na ala. Nós revitalizamos e renovamos o segmento. Não deixamos de fora os passistas mais antigos, mas mesclamos. E isso está dando muito certo para a gente”, concluiu.
Com quase duas décadas dedicadas à escola, o passista Thiago Soares, que está completando 20 anos de agremiação, amplia a discussão para além da própria escola e fala sobre a importância do passista no contexto do Carnaval.

“Eu acho que não só a ala de passistas da Grande Rio, mas o passista no geral. Todo mundo quer ver o passista passar na Avenida. Dar valor a esse passista que samba no pé, que representa a escola, que leva a bandeira com garra e força é muito importante. A nossa valorização, ter cada vez mais visibilidade, Dia do Passista, Lei Valci Pelé, tudo isso é fundamental. Para o Carnaval 2026, a gente está aí: ‘Mungunzá’ está na rua. Temos surpresas, fantasia bacana, samba no pé e estamos buscando prêmios”, disse, com confiança.
Se Thiago fala da valorização coletiva, Jorge Barbosa traduz o sentimento de pertencimento em palavras profundas. Passista da Grande Rio há 26 anos, professor e doutorando com pesquisa sobre Carnaval, Jorge carrega o samba como herança e objeto de estudo.

“O samba sempre foi muito presente para mim por causa da minha família. Meu avô foi da Velha Guarda da Portela, e eu trago isso comigo. A importância que o samba tem culturalmente na minha vida e na escola é algo de muita paixão”, contou.
Ele pesquisa quatro mulheres sambistas e passistas negras em seu doutorado e já dedicou o mestrado às baianas da Grande Rio. Para Jorge, o sentimento é difícil de explicar, mas impossível de ignorar.
“Tem uma coisa muito difícil de colocar em palavras: o sentimento do sambista quando escuta o tambor. Quando a gente escuta a bateria, o corpo responde. E isso é a glória para a gente. A gente é protagonista da nossa arte, que é o riscado, que é estar na Avenida”, afirmou.
Reconhecido recentemente com o prêmio Passista Samba no Pé 40+, Jorge também levanta a bandeira contra o etarismo.
“Eu acho isso muito importante num momento em que se fala sobre etarismo no samba, principalmente na ala de passistas. Eu ganhei esse prêmio entre as 12 escolas e estou muito feliz. Quem me deu isso foi a Grande Rio e o Avelino Ribeiro. Não posso deixar de falar do meu presidente”, destacou.
A emoção também marcou o depoimento de Carla Beatriz, que tem 37 anos e há 17 desfila pela escola. Trabalhando no barracão da Grande Rio com projetos de turismo ligados ao samba, ela transformou a arte em sustento.

“Hoje eu trabalho especificamente com samba, com Carnaval. Eu sobrevivo disso. É resistência. Samba é resistência. Eu fico emocionada até de falar de conseguir sobreviver de arte, de música, de dança. E eu fico muito feliz em poder representar a Grande Rio, que é de onde eu nasci e fui criada”, disse.
Carla reforça o impacto social da escola, especialmente por meio da Pimpolhos. “A ala está crescendo muito. A Pimpolhos abraça as crianças, oferece projeto social, bolsas de estudo, faculdade. Meu filho hoje faz parte da Pimpolhos. É muito importante todo esse movimento do samba e não deixar o samba morrer”, afirmou.
Representando a força feminina da ala, Juliana Santos, de 29 anos e 15 como passista da Grande Rio, define o segmento como família.

“A minha ala é minha família. A gente briga, se estressa, mas é família. A gente se acolhe, se ama, se ajuda. No mundo em que a gente vive, ter pessoas para contar é muito importante. Infelizmente, a ala de passistas ainda é vista como vulgar, porque a gente vem com o corpo de fora. Mas dentro da ala temos mães, esposas, professoras, advogadas. O samba é o nosso complemento. A gente tem uma vida”, ressaltou.
Técnica de enfermagem e futura enfermeira, ela relembra que entrou na ala aos 15 anos e cresceu dentro do segmento.
“Eu amadureci e aprendi muita coisa com mulheres como Patinha, Marisa Furacão e Tati Feiticeiro, que são exemplos para mim até hoje. Ser mulher, sambista e profissional é muito importante. Eu sou muito grata por fazer parte dessa ala”, concluiu.
Paolla Oliveira será comentarista do ‘Carnaval 2026 – Desfile das Campeãs RJ’ no Multishow
A noite que consagra as grandes escolas vencedoras do Carnaval carioca vai ganhar um olhar que entende de emoção, entrega e samba. Paolla Oliveira é um dos nomes confirmados como comentarista do Carnaval 2026 – Desfile das Campeãs RJ e assume uma nova posição na avenida. Sua estreia como comentarista marca a continuidade de uma história construída no Carnaval, agora sob outra perspectiva.
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A transmissão será exibida ao vivo no dia 21 de fevereiro, a partir das 21h30, no Multishow e no Globoplay, no plano Premium. Além do desfile, a cobertura inclui o Show das Campeãs 2026, uma abertura especial na Avenida que celebra a música brasileira. A TV Globo também exibirá o show de abertura que antecede o Desfile das Campeãs.
“Ao trazer a Paolla Oliveira para o Carnaval do Multishow, reforçamos a conexão da Globo com o público e com a comunidade do Carnaval. A iniciativa consolida um projeto de conteúdo multiplataforma que entrega uma experiência completa, com as transmissões de São Paulo e do Rio de Janeiro. É presença, identificação e pertencimento”, garante Joana Thimoteo, diretora de Gênero de Música e Eventos da Globo.
Com uma trajetória marcada pela relação de longa data com o Carnaval e pela vivência direta na Sapucaí, Paolla chega para comentar o desfile que encerra oficialmente a folia no Rio, trazendo sensibilidade e atenção aos detalhes que fazem dessa noite um espetáculo único. Ao lado de Lucinha Nobre, a atriz reforça o time de comentaristas que traduzem a potência artística, simbólica e cultural das escolas campeãs.
A cobertura conta ainda com um time de apresentadores de peso, reunindo Milton Cunha, Mariana Gross, Karine Alves, Gominho, Fábio Júdice e WIC Tavares, que se unem para conduzir o público por cada detalhe da avenida, das narrativas dos enredos à grandiosidade estética dos desfiles.








































