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Brahma cria lata dourada especial e entregará caminhão cheio de cerveja para campeã do Grupo Especial

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Campeã na quadra e na lata de Brahma! Além de segurar o coração na Marquês de Sapucaí e na apuração dos votos, ainda tem mais emoção pela frente: na próxima quarta-feira a Cerveja No1 da folia e das paixões nacionais vai homenagear a escola de samba campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro com um carregamento de cerveja para a festa do título com muitos brindes. E como toda conquista merece um troféu, esse virá na forma de uma lata exclusiva dourada – e de edição limitada -, que não será comercializada!

dourada

“Brahma é a cerveja Nº1 do brasileiro quando se fala em apoio à maior paixão nacional, o Carnaval, seja no sambódromo ou nas ruas de todo o país. Nós nascemos em plena Marquês de Sapucaí e reconhecemos o papel das Escolas de Samba como embaixadoras da alegria e de uma das tradições mais fortes de nossa cultura, por isso, com a personalização das latas, reforça nosso compromisso em valorizar essa grande festa – que é só o começo de uma longa parceria!”, diz Maurício Landi, diretor de Brahma.

A iniciativa acontece logo depois de Brahma inovar com latas comemorativas em homenagem às doze escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Também em edição limitada, cada latinha ficou disponível para compra na quadra da agremiação que representa. A proposta foi convidar o público a visitar os espaços das escolas, incentivando as pessoas a visitarem quadras de diversas escolas para completarem suas coleções.

Esta não é a primeira vez que Brahma lança latas personalizadas como uma homenagem à época de Carnaval. Para celebrar a parceria de longa data entre a marca e um dos artistas mais amados pelos brasileiros, Zeca Pagodinho, fez o lançamento de uma edição limitada de latas, em 2023, exaltando a trajetória do cantor e compositor, inclusive celebrando o meme conhecido mundialmente.

Público avalia primeira noite de desfiles da Série Ouro no Carnaval 2024

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No primeiro dia de desfiles da Série Ouro do carnaval carioca, oito escolas de samba deslumbraram o público na histórica Marquês de Sapuca. O site CARNAVALESCO esteve nas arquibancadas, entrevistando espectadores da Passarela do Samba para obter suas impressões. Entre os destaques, a Estácio de Sá foi mencionada frequentemente pelos entrevistados, apontada como uma das agremiações que enfrentaram maiores desafios na noite. Apesar da adversidade, a escola conseguiu superar as expectativas e deixou sua marca na avenida.

Larissa Mendes, de 30 anos, técnica de enfermagem e torcedora da Estácio falou: “o carro quebrou e parou totalmente, abrindo um buraco na escola, atrasou e vai perder um décimo porque passou do tempo”.

Outra escola que chamou atenção, mas por razões menos favoráveis, foi o Império da Tijuca. Segundo relatos do público, a agremiação teve problemas com alegorias e fantasias. Bruno Gonçalves, de 33 anos, supervisor de TI, comentou sobre os desafios enfrentados pela escola: “Algumas alegorias estavam mal acabadas. Foi triste ver uma escola tão querida enfrentando essas dificuldades durante o desfile”.

A opinião parecida foi compartilhada por Ana Lúcia Almeida, de 72 anos, aposentada, porém observando a questão das fantasias. “A gente vem com aquela expectativa, mas desta vez, a escola passou um sufoco. Veio faltando fantasia. Algumas incompletas”.

No entanto, a noite também foi de inovação e surpresas agradáveis. A nova iluminação da Sapucaí foi notada e apreciada pelos espectadores, que destacaram como essa ferramenta cenográfica, antes exclusiva do Grupo Especial, agora também realça a beleza da Série Ouro.

“Eu fiquei bem surpresa com a nova iluminação. Agora, não são apenas as escolas do grupo especial que podem usar essa ferramenta cenográfica, e isso fez uma grande diferença”, disse Larissa.

Uma outra surpresa veio com o desfile da União de Maricá. A escola, com suas cores vermelha e branca, conquistou o coração do público, sendo frequentemente mencionada pelas pessoas entrevistadas pelo seu desempenho. Nádila Chagas, de 27 anos, psicóloga, expressou entusiasmo com o desempenho da União de Maricá. “Eu fiquei bem surpresa com a Maricá. A vermelha e branco conseguiu conquistar o coração do público com seu desfile emocionante. Curti bastante o samba deles e, sem dúvida, foram um dos grandes destaques da noite para mim”.

Outra surpresa no desfile da Série Ouro foi a Inocentes de Belford Roxo. A escola conseguiu capturar a atenção e o coração de Alessandra Luisa, de 46 anos.

“Cara, assim, foi uma emoção que não dá pra explicar. A escola estava maravilhosa, estava linda. Não tem o que falar, é uma emoção inexplicável”, disse.

Sereno de Campo de Grande: fotos do desfile no Carnaval 2024

Emocionados, componentes do Sereno festejam retorno da escola à Sapucaí

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Sereno Esp01 001O Sereno de Campo Grande retornou à Sapucaí depois de dez anos, e voltou em busca de permanecer na Série Ouro, defendendo o enredo “4 de dezembro” em homenagem a Santa Bárbara e Oyá. A escola de Campo Grande veio com toda a força cantando os festejos deste dia.

E os componentes se animaram com a possibilidade de ver a Coruja de volta à Passarela do Samba, de onde esperam que ela não saia nunca mais, como alguns que conversaram com o CARNAVALESCO na concentração.

Sereno Esp01 002Flávia Ennis, de cinquenta e um anos, já desfila no Sereno há algum tempo, e ficou emocionada com o retorno da escola à Sapucaí: “Eu me emociono toda vez que eu entro na avenida com Sereno, porque eu acho que é uma escola muito batalhadora, uma escola que merece estar aqui, ter subido, não deveria ter descido, infelizmente, desceu, mas hoje, com certeza, ela não vai descer de jeito nenhum, e se Deus quiser, nós ainda vamos estar no grupo especial”. Flávia acredita também que na Sapucaí a escola consegue desfilar melhor, e que a emoção também é maior: “Não é que não tenha emoção lá na Intendente, mas aqui eu acho que realmente o povo ajuda, o samba, tudo, então tudo fica melhor”.

Adriana Sardinha, cinquenta e um anos, vem na mesma ala de Flávia, “A Senhora dos eguns”, e ficou muito feliz de ver a escola estar de volta: “Essa volta representa tudo, porque eu faço parte da trajetória do Sereno, desfilei na Sapucaí, há anos atrás, na bateria, desfilei na Intendente, a escola foi caindo, mas com toda a garra foi vencendo, e hoje estamos aqui, com toda certeza para ganhar, e até chegar no Grupo Especial”. O desfile também marcou o retorno dela aos desfiles, o que também teve uma emoção especial para a componente, que ainda falou sobre o sentimento de ter estado fora da Sapucaí por tanto tempo: “Era muito triste estar fora da Sapucaí, porque o nosso bairro, campo grande, um dos maiores bairros da américa latina, e a sereno vem representando esse bairro com toda essa grandeza, essa luz, e ela ficou muito triste dela ter sido rebaixada, passado por toda essa luta, mas hoje a gente tá aqui pra vencer”.

Sereno Esp01 003Geise Calixto de cinquenta e seis anos descreve que esse momento é o resultado de muitos anos de busca e trabalho da comunidade: “É uma emoção única, porque depois de muitos anos de luta, de batalha, de dedicação, ele volta hoje na Série Ouro e isso está sendo uma explosão de alegria e de expectativa para todos nós”. E para ela, que vem na ala “Caruru”, a comida ofertada para Santa Bárbara em 4 de dezembro, esse é um momento de muitas sensações e desejos para a escola:”É um misto de sentimento, principalmente de realização, mas a gente sempre em busca mesmo do Grupo Especial, mas já estamos a um passo e acreditamos que vamos chegar lá”. Ela chegou a desfilar pela escola na Intendente, porém, após algum tempo afastada, retornou neste ano, e resumiu tudo que sente em uma palavra: “Realização. Porque é uma luta para a gente chegar aqui, então quando a gente chega a gente sente realizado”.

“A escola está aguardando há muito tempo, desde 2013, e acho que agora, com a intercessão de Santa Bárbara, a gente vai chegar firme lá. A comunidade está cantando bem o samba, está dominando e vai com tudo”, contou André Luiz Soares, de quarenta e quatro anos, que está estreando na escola, na ala “Banho de folhas e água de cheiro”, e se sente muito honrado e feliz em ver a escola representar Campo Grande como um todo. “Estou muito animado que eu moro em Campo Grande, sou morador de Campo Grande e buscava uma escola, uma representatividade de escola. Então, eu acho de suma importância estar, é o bairro mais populoso da América Latina, então tem que ter uma escola aqui na Sapucaí, é muito importante”, encerrou ele.

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Vista do Camarote Novex Rio Praia para pista da Sapucaí é elogiada pelo público

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Por Tatiana Abreu

Abre-alas que o carnaval 2024 chegou. E o público do Camarote Novex Rio Praia compareceu com a energia lá em cima. O ápice da noite foi o show do grupo de pagode Ferrugem, que colocou o público para cantar e se divertir.

Além de Ferrugem, o grupo Gamei agitou a festa e a bateria da Mocidade fez o público sambar e cantar sucessos de outros carnavais. A localização, em frente ao segundo recuo das baterias, fez com que os foliões se concentrassem para assistir às escolas de samba. Principalmente as que foram destaque da noite, como Estácio e União de Maricá.

Luana Lopes e Tiana Carvalho foram pela primeira vez no Camarote Novex Rio Praia. “A expectativa é muito grande para curtir até o último minuto. A vista do camarote é linda e estou ansiosa para torcer pra Vigário geral hoje!”, conta Luana.

 

Penteados, maquiagem, produtos e muito brilho. O espaço beleza em parceria com a novex foi um sucesso. A embaixadora da Embelleze marcou presença no evento, Valesca Freitas, que foi sua estreia representando a marca.

“Estou numa ansiedade enorme. Aquele friozinho na barriga para dar tudo certo!”, afirma. Valesca ainda contou que sua torcida é para Mangueira, escola que tem muito carinho desde pequena.

Muitas mulheres aproveitaram para fazer uma maquiagem ou até mesmo um penteado, como é o caso de Michelle Chagas que resolveu fazer um penteado para fugir do calor. “Esse espaço é ótimo, eu estava incomodada com o cabelo e o suor. Pensamos juntas em um penteado e eu adorei!”, conta.

Os foliões caíram no samba a cada escola que passava. Dona Zelia Regina mostrou que não existe limite de idade para cair na folia da avenida. Frequentadora da Sapucaí há mais de 10 anos, a aposentada de 75 anos curtiu a noite sambando durante os desfiles. “Carnaval é alegria, amor no coração, é a noite que todo mundo troca de roupa e se fantasia pra ser feliz!”, afirma emocionada.

Público aprova experiência no Camarote do King na primeira noite de desfiles da Série Ouro

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Desde 2017 presente na Passarela do Samba, o Camarote do King iniciou o Carnaval de 2024 com uma experiência ainda melhor. Com a ampliação do espaço da frisa, o ambiente ficou ainda mais espaçoso e confortável, e foi aprovado pelo público presente nesta primeira noite de desfiles da Série Ouro.

Além do aumento das frisas, a pegada sustentável é outro fator de destaque para o espetáculo deste ano. A organização adotou a coleta seletiva e o descarte adequado de resíduos recicláveis, o que rendeu o selo “Evento Cultural com Medidas Sustentáveis”. É a primeira vez que o título é conferido a um camarote da Sapucaí. Para Luciano Guerra, 39 anos, professor e torcedor da Beija-Flor de Nilópolis, outro destaque positivo é o ambiente familiar e acolhedor que é proporcionado pela organização.

luciano king

“É a segunda vez que venho ao camarote. A experiência deste ano está ainda melhor que a do ano anterior, porque o espaço está maior. Já fui em outros, mas esse foi o que mais gostei. O público daqui, inclusive, é muito mais agradável. A galera está sempre muito tranquila”, comenta o folião.

A ótima experiência também é marcada pela localização do King. A frisa fica no setor 8 do Sambódromo, entre um dos módulos de julgadores e o segundo recuo da bateria. Para Anderson Oliveira, enfermeiro de 42 anos, a vista para a avenida é o grande diferencial do Camarote do King. Portelense e apaixonado por carnaval, ele frequenta o espaço desde 2020, durante todos os dias de desfile.

“A gente acaba se apaixonando pelo lugar. Uma das coisas que mais gosto é que as pessoas acolhem muito bem, além da organização. A localização do camarote também é muito boa, porque fica perto de um dos módulos de julgadores e do segundo recuo. Isso tudo – para nós que somos sambistas – faz muita diferença. Quem gosta de ver a bateria, curte o recuo. Já quem gosta de acompanhar as apresentações, assiste ao módulo. Ele proporciona uma experiência completa”, disse o sambista.

anderson king

Além dos desfiles, quem esteve no camarote nesta primeira noite de desfiles da Série Ouro pôde acompanhar o show do grupo Jeito Moleque, além da apresentação do Chacal do Sax e diversos DJ’s. Para agitar o sábado, será a vez do cantor Suel se apresentar no palco da casa. Outros pontos interessantes são o spa, localizado no segundo andar do camarote, além do buffet e bebidas à vontade. A programação completa está disponível no site oficial do Camarote do King.

A primeira noite também foi aprovada por quem vai maratonar os quatro dias de desfiles. A empresária Juliana Fiocchi, acompanhada do marido, o também empresário Roginho Dú Ouro, destacou a recepção dos organizadores. É o terceiro ano seguido que o casal acompanha todas as noites de desfiles das escolas de samba.

“Ele foi apresentado para nós através de uma grande amiga. O King nos recebeu muito bem e apresentou todo o camarote para nós. Isso também fez a gente querer estar aqui, porque a recepção é muito boa. Tudo aqui é muito bom, desde o espaço até a comida. O camarote do King é o melhor nisso. É uma experiência completa”, afirma a empresária.

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Já para Roginho, o ambiente familiar também é um fator que impacta na boa experiência. Maratonista dos quatro dias de desfiles nos últimos três anos, ele já adotou uma tática para estar firme e forte até o fim do carnaval.

“A experiência está sendo incrível e maravilhosa, e fica ainda melhor por poder aproveitar esse ambiente com os nossos amigos e familiares. É um sonho realizado. Vamos estar aqui em todos os dias de desfile, mas tem que ter muita disposição. Quando chegar em casa, pé para o alto e água de coco para hidratar. Logo mais estaremos aqui”, comenta.

Ao vivo: segundo dia de desfiles da Série Ouro no Carnaval 2024

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Promessa de desfiles espetaculares e muito competitivos na segunda noite da Série Ouro no Carnaval 2024

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O sábado de Carnaval será bem agitado para a Série Ouro. Oito escolas vão passar pelo Sambódromo e encerram a segunda noite de desfiles do grupo. De volta à Marquês de Sapucaí, a Sereno de Campo Grande abre a noite de apresentações, a partir das 21h. Na sequência, passam pela Avenida Em Cima da Hora, Arranco do Engenho de Dentro, União da Ilha do Governador, Unidos de Padre Miguel, Unidos de Bangu, São Clemente e, por fim, o Império Serrano. O site CARNAVALESCO vai transmitir ao vivo, a partir das 20h, com áudio direto da pista do Sambódromo.

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Foto: Arquivo/Prefeitura do Rio

De acordo com o regulamento da Liga-RJ, cada agremiação deve desfilar no tempo mínimo de 45 minutos e máximo de 55 minutos. A cada minuto excedido, a equipe será penalizada em um décimo, além de multa no valor de 5 salários mínimos. Cada escola deve ter no mínimo duas alegorias e, no máximo, três – sendo permitido o uso de até dois tripés opcionais. A comissão de frente pode ter entre 10 e 15 componentes aparentes, e poderá utilizar elemento cenográfico. As escolas devem, obrigatoriamente, desfilar com no mínimo 900 componentes – sendo 130 a quantidade mínima de ritmistas. A escola campeã conquistará o acesso à elite do carnaval carioca e as duas últimas rebaixadas para a Série Prata. Veja o resumo das escolas do dia.

21h – Sereno de Campo Grande

A escola da Zona Oeste retorna à Marquês de Sapucaí após dez anos, e vai levar para a Avenida o enredo “4 de dezembro”, do carnavalesco Thiago Avis. A obra vai celebrar os festejos de Oyá e Santa Bárbara. A agremiação conta com o coreógrafo da comissão de frente Carlos Bolacha, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Yago Silva e Lohane Lemos, os intérpretes Igor Pitta e Antônio Carlos, o mestre de bateria Vinícius e a rainha Katarina Harmony.

Entre 21h45 e 21h55 – Em Cima da Hora

Na sequência, a escola do bairro de Cavalcanti leva para a Passarela do Samba o enredo “A nossa luta continua”, desenvolvido pelo carnavalesco Rodrigo Almeida. A obra abordará a precarização do trabalho, a importância da classe operária e o trabalhismo do Brasil. A coreógrafa Luciana Yegros é a responsável pela comissão de frente, enquanto o pavilhão será conduzido pelo casal de mestre-sala e porta-bandeira Winnie Lopes e Marcinho Souza. Com a responsabilidade de levantar os componentes e a sapucaí, Rafael Tinguinha comandará o carro de som e Léo Capoeira é o mestre da ‘Sintonia de Cavalcanti’, que tem como rainha a francesa Davina.

Entre 22h30 e 22h50 – Arranco do Engenho de Dentro

A escola da Zona Norte contará o enredo “Nise – Reimaginação da Loucura”, de autoria do carnavalesco Nícolas Gonçalves. A obra retrata a importância e o legado da psiquiatra Nise da Silveira, pioneira na utilização de tratamentos humanizados para pacientes com transtornos mentais. Responsáveis por abrir o desfile, a comissão de frente é elaborada pelas coreografias Suelen Gonçalves e Karen Ramos, e o pavilhão vai ser conduzido pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Yuríí Souzah e Gislaine Lira. Mestre Gilmar estará à frente da bateria Sensação, que tem Graciele Bracco como rainha; os intérpretes são Pamela Falcão e Thiago Acácio.

Entre 23h15 e 23h45 – União da Ilha do Governador

Com o enredo “Doum e Amora: crianças para transformar o mundo”, desenvolvido pelo carnavalesco Cahê Rodrigues, a insulana se inspira no livro “Amoras”, do rapper Emicida, e em outros contos infantis da literatura negro-brasileira. Juntos, Doum e Amora vão lutar por um mundo sem intolerância religiosa e antirracista. A comissão de frente é comandada pelo coreógrafo Márcio Moura, e o pavilhão da escola é conduzido pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Thiaguinho Mendonça e Amanda Poblete. Na parte musical, o intérprete Nego estará à frente do carro de som e mestre Marcelo Santos comanda a “Baterilha” – que tem Juliana Souza como majestade.

Entre 0h e 0h40 – Unidos de Padre Miguel

O Boi Vermelho da Zona Oeste levará para o Sambódromo o enredo “O Redentor do Sertão”, dos carnavalescos Edson Pereira e Lucas Milato. A agremiação contará a história de Padre Cícero, o Padim Ciço, importante figura religiosa e política para o Sertão nordestino entre os séculos 19 e 20. A equipe conta com o coreógrafo da comissão de frente David Lima, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Vinicius Antunes e Jéssica Ferreira, o intérprete Bruno Ribas, o mestre de bateria Dinho Lima e a rainha Thalita Zampirolli.

Entre 0h45 e 1h35 – São Clemente

Sexta escola a desfilar nesta noite, a São Clemente vai falar sobre a vida e história do sambista, compositor e baluarte do carnaval carioca Zé Katimba. O enredo foi desenvolvido pelo carnavalesco Bruno de Oliveira. A escola conta com a coreógrafa Bruna Lopes, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Alex Marcelino e Raphaela Caboclo, os intérpretes Vitor Cunha e Leandro Santos, além do mestre de bateria Bruno Marfim e da rainha Raphaela Gomes.

Entre 1h30 e 2h30 – Unidos de Bangu

A escola levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Jorge da Capadócia”, do carnavalesco Robson Goulart. A obra fala de São Jorge, o guerreiro, sincretizado como Ogum. A equipe de carnaval conta com o coreógrafo da comissão de frente Fabio Costa, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Jorge Vinicius e Verônica Lima, os intérpretes Igor Vianna e Pipa Brasey, além do mestre de bateria Laion e da majestade Wenny Isa.

Entre 2h15 e 3h25 – Império Serrano

Para encerrar os desfiles da Série Ouro, o Império Serrano levará a força da ancestralidade para a Passarela do Samba. Com o enredo “Ilú-ọba Ọ̀yọ́: a gira dos ancestrais”, do carnavalesco Alex de Souza, a agremiação do Morro da Serrinha vai falar sobre a importância dos orixás e promete promover um grande ritual na Avenida. Além do carnavalesco, a escola também conta com o coreógrafo da comissão de frente Marlon Cruz, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Anderson Abreu e Eliza Xavier, o intérprete Tem Tem Jr., além do mestre de bateria Vitinho e da rainha Darlin Ferrattry.

Conheça os enredos das sete escolas que desfilarão na segunda noite em São Paulo

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Neste sábado temos o desfile das escolas de samba do carnaval de São Paulo, o segundo dia de desfiles, onde sete escolas estarão na pista do Anhembi. Sendo que cinco delas são campeãs do Grupo Especial, incluindo a maior campeã Vai-Vai e a segunda maior campeã Mocidade Alegre, que inclusive é a atual campeã. Águia, Império e Gaviões também já venceram títulos.

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Os desfiles iniciam às 20h30 com Afoxé Filhos da Coroa de Dadá, e a primeira escola a pisar na pista é o Vai-Vai, retornando ao Grupo Especial, a maior campeã do carnaval de São Paulo com quinze títulos, abre a noite. A última escola é a Tucuruvi que está marcada para entrar às 5h.

Vamos trazer um giro completo nas sete escolas do segundo dia de Grupo do Especial com enredo, curiosidades e mais detalhes para 2024:

Vai-Vai – 22h30

De volta ao Grupo Especial mais uma vez, a maior campeã vive uma fase atípica da sua história, duas vezes esteve no Grupo de Acesso I, em ambas foi campeã. Desta vez busca a consolidação no grupo que foi quinze vezes campeão. O carnavalesco Sidnei França estreia na escola e vem com o enredo: “Capítulo 4, Versículo 3 – Da Rua e do Povo, o hip hop: Um Manifesto Paulistano”.

“O enredo traz uma homenagem para o hip hop. A cultura hip hop é uma cultura para além de um modismo ou de uma tendência. Celebrou agora em 2023, os 50 anos no mundo e 40 no Brasil. Então são datas bonitas, datas redondas. O hip hop é um movimento que merece todo o nosso respeito, até porque o seu fundamento e a sua base é na rua, periferia e por muito tempo foi estigmatizado como rótulo de marginalidade. O samba nasceu e ainda é por muitos locais e muitas vezes marginalizado. Tem uma incompreensão muito grande a respeito do que é uma escola de samba. Durante muito tempo foi taxado como local de pessoas desocupadas, vagabundo, prostituta, drogado. Enfim, então esse estigma sempre também acompanhou o hip-hop. Então eu acho que daí cria uma sinergia e uma identidade muito forte com o Vai-Vai, que é uma escola que firmou a sua identidade na rua. É uma escola que apesar de não ter uma essência na periferia, a Bela Vista é região central, mas é o centro que abrigou um quilombo. O quilombo Saracura é o centro que por muito tempo abrigou uma parcela grande da população preta e pobre também, porque o imigrante rico foi para regiões mais abastadas e o pobre foi para a região da Bela Vista”.

Buscando voltar a fase vencedora, uma das mais tradicionais do carnaval paulistano, o Vai Vai escolheu justamente um enredo que representa muito suas origens do povo. E terá presença especial de Racionais MC, afinal, desde o lançamento do enredo, estão juntos com a escola, inclusive Mano Brown.

Fundação: 1930
Melhor resultado: 15 títulos do Grupo Especial
Títulos: Primeira Divisão (1978, 1981, 1982, 1986, 1987, 1988, 1993, 1996, 1998, 1999, 2000, 2001, 2008, 2011 e 2015), Segunda divisão (2020 e 2023) e Cordão (1934, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1947, 1967 e 1970)
Último ano: Campeão do Grupo de Acesso I

Tom Maior – 23h35

A Tom Maior é uma das escolas de sábado que não venceu o Grupo Especial, entretanto, vem realizando bons trabalhos e voltando para as campeãs, além de ter se consolidado no Grupo Especial. Em 2018 e 2022 empatou com a campeã, mas agora quer ser a vencedora, e conta com o carnavalesco Flávio Campello. O enredo será: “Aysú: Uma História de Amor” como nos contou o artista da Tom.

“Aysú surgiu após o carnaval 2023, eu tirei umas férias, precisava tirar 30 dias de férias e geralmente quando eu tiro férias eu costumo ler muito, ouvir muita música. Eu sempre gosto muito de estar nessa vibe e eu acabei mergulhando um pouco na atmosfera de Vinícius de Moraes que é um grande compositor, o famoso poetinha como todo mundo conhecia e é um cara que por um acaso me deparei nessa loucura que foi minhas férias em relação a isso. Que eu me embebedei de Vinícius de Moraes com uma obra do Orfeu da Conceição. E essa obra Orfeu da Conceição, ela deu aquele start na minha cabeça no sentido assim, cara, o Vinícius foi genial em transformar esse mito europeu, esse mito que nasceu na Europa, um mito grego e depois transformado em ópera, que a ópera inclusive mais antiga em atuação até hoje, né? Que ali é Orfeu. Falei o Vinícius conseguiu transformar esse mito numa atmosfera do carnaval do Morro carioca, dessa coisa toda do negro da favela, tocava violão… E eu falei cara foi uma genialidade essa sacada e eu falei ‘o mito nasceu europeu, branco, ele se empreteceu com Vinícius de Moraes, está na hora dele ganhar um outro Tom”.

A Tom Maior vive um período de estabilidade, conquistou sua quadra que fica na Barra Funda, está sob nova gestão do Mestre Carlão, e tem sido bastante elogiada pelo ciclo realizado em 2024. O sonho da escola é a busca pelo título inédito.

Fundação: 1973
Melhor resultado: 4ª lugar no Grupo Especial em 2018 e 2022
Títulos: Segunda divisão (1995 e 1999) e Terceira divisão (1992)
Último ano: 6ª colocado no Grupo Especial

Mocidade Alegre – 00h40

Chegou no décimo primeiro título em 2023, ou seja, a atual campeã quer seguir na luta, é a agremiação com mais tempo no Grupo Especial, desde que subiu e engatou tricampeão nos anos 70, está lá. E contém regularidade incrível, quase sempre presente no desfile das campeãs. Com Jorge Silveira, que venceu primeiro título justamente com a agremiação, terá o enredo: “Brasiléia Desvairada: A busca de Mário de Andrade por um país”.

“O enredo da Mocidade Alegre, chama-se ‘Brasileia Desvairada: A Busca de Mário de Andrade Por um País’. Ele nasce de uma conversa entre eu e o Leonardo Antan, que é pesquisador, meu parceiro na concepção da narrativa desse enredo. Ambos somos apaixonados por brasilidade, por poder falar do Brasil e no ano passado a gente fez uma viagem longa. A gente foi para a África, passou pelo Japão, até voltar para São Paulo. A gente sentiu uma necessidade de reconectar a nossa linguagem até a linguagem da Mocidade Alegre e a brasilidade. Esse ano é muito simbólico, porque São Paulo completa 470 anos e nós acabamos chegando a uma viagem que o poeta Mário de Andrade fez no ano de 1924, exatamente 100 anos atrás. Com isso a gente entra na avenida comemorando esse momento desse arco de viagem que o Mário fez pelo país, o nosso enredo basicamente é uma contemplação dessa viagem que o poeta fez pelo Brasil profundo. A gente vai abrir o caderno de viagem das anotações do poeta Mário de Andrade e vamos traduzir em carnaval as percepções que ele teve sobre os diferentes brasis que ele conheceu quando ele fez essa viagem. Nada mais é do que um grande documentário de brasilidade sob o olhar do Mário de Andrade, que é um dos mais importantes poetas do Brasil e com certeza o poeta que melhor define a Paulicéia e que melhor representa o que significa ser paulistano”.

A Morada do Samba conquistou o título em 2023, e já vinha em uma sequência grande na busca pelo título, vivia um jejum, mas sempre batendo na trave. Em 2022, por exemplo, empatou com a campeã Mancha e perdeu o título no desempate, já no último ano, foi ao contrário.

Fundação: 1967
Melhor resultado: 11 títulos do Grupo Especial
Títulos: Primeira Divisão (1971, 1972, 1973, 1980, 2004, 2007, 2009, 2012, 2013, 2014 e 2023), Segunda Divisão (1970) e Bloco Especial (1969)
Último ano: Campeã do Grupo Especial

Gaviões da Fiel – 01h45

Os Gaviões da Fiel contam com a força das arquibancadas, como é costume para a agremiação oriunda da torcida organizada do Corinthians, o que não escondem. Chegam com um enredo que muda o estilo politizado que vinham apresentando nos últimos anos, e Rodrigo Meiners contou sobre isso, neste ano fez um trio com Julio Poloni e Rhayner Pereira, como carnavalescos da escola preto e branco.

“É um enredo de ideia do Júlio Poloni, que tem a ideia desde a infância. A gente chegou a apresentar aqui 10 temas, mas por estratégia de desfile da agremiação, foi cortando logo de cara e a escola saiu um pouco da polêmica do carnaval de São Paulo. Os Gaviões haviam trazido dois enredos fortes, críticos nesse sentido de engajamento político. Eles decidiram que não queriam mais isso. Nós fizemos um mapeamento nas redes sociais, e logo quando a gente foi anunciado, vimos a comunidade pedindo uma escola mais leve, sem polêmica e entendemos que isso é super importante para o carnaval, que tem esse papel. Só que o carnaval tem 33 escolas, juntando todos os grupos. Não é obrigação dos Gaviões da Fiel fazer esse enredo todo ano. A gente optou por fazer esse tema, que é voltado mais para o visual, que a gente sabia que seria mais difícil de as pessoas entenderem, dos compositores fazerem sambas, mas com essas mudanças de regulamento de criatividade, variação de forma, de cor, material, escolhemos um visual diferente. Fora do negro, da política, da religião, que é o que os Gaviões vinham trazendo”.

A agremiação busca voltar às cabeças do carnaval, desde 2011, não desfila nas campeãs e com isso quer resgatar aquela essência dos anos 90 e início dos anos 2000, onde brigava por título constantemente.

Fundação: 1969
Melhor resultado: 4 títulos do Grupo Especial
Títulos: Primeira Divisão (1995, 1999, 2002 e 2003), Segunda Divisão (1991, 2005, 2007) e Bloco Especial (1976, 1977, 1978, 1979, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988)
Último ano: 9ª colocado no Grupo Especial

Águia de Ouro – 02h50

Campeã em 2020, o Águia de Ouro vai trazer uma história que move muita gente, afinal vai contar os 100 anos da rádio no Brasil. O enredo é “Águia de Ouro nas Ondas do rádio”, e para isso, o carnavalesco Victor Santos teve que escolher entre tantas histórias da rica história do meio de comunicação mais antigo, como contou o artista ao site CARNAVALESCO.

“A proposta veio do presidente Sidnei, né? Ele disse que queria fazer uma homenagem ao rádio pelo centenário do rádio. Ele está fazendo o centenário no Brasil e ele queria desenvolver, achei a ideia maravilhosa. Ele disse que merecia uma homenagem, então o enredo é uma celebração a esse aniversário da rádio dentro da celebração do carnaval é um abrir de cortina. É um show que vai começar, não tem muito mistério esse enredo. Nós vamos mostrar a importância do rádio no Brasil, tantas pessoas maravilhosas que o rádio apresentou. Claro que nós não vamos conseguir fechar tudo isso porque é muita coisa, mas nós vamos fazer um espetáculo, onde nós vamos dar pinceladas dos momentos do rádio”.

Desde o título inédito, a agremiação não voltou para desfilar nas campeãs, mas ainda sim ficou perto em 2022, com o sexto lugar, já em 2023 terminou na oitava posição. Na tradicional agremiação tradicional da Pompeia, Zona Oeste de São Paulo terá o grande radialista Eli Corrêa presente, além de outros homenageados da história do rádio, mas no caso do Eli tem até um trecho do seu bordão no samba: ‘Oi gente’.

Fundação: 1976
Melhor resultado: Campeão do Grupo Especial em 2020
Títulos: Primeira Divisão (2020) e Segunda divisão (1998, 2009, 2018)
Último ano: 8ª colocado do Grupo Especial

Império de Casa Verde – 03h55

Um dos enredos que mais chama atenção é o da Império de Casa Verde, afinal, vai homenagear Fafá de Belém, um ícone da música brasileira, o enredo: “Fafá, a Cabocla Mística em Rituais da Floresta”, que foi desenvolvido por Leandro Barboza.

“A Fafá é um enredo que eu já sonho há bastante tempo. Tenho ele de seis a sete anos, e quando eu apresentei ao Thiago ele deu um novo caminho. Thiago, que é meu enredista, apresentou vários outros caminhos que a gente poderia dar para a Fafá, o que me apegou mais ainda a esse tema. Thiago me apresentou essa proposta de falar sobre rituais e falei: ‘Thiago, é isso que eu acho que isso que vai representar ela na Avenida, acho que ela vai ficar mais contente com isso’. Foi quando a gente apresentou a ela o primeiro momento, e que o Thiago foi lendo o enredo para Fafá, que ela foi se reconhecendo em cada linha e isso deixou a gente muito confortável, além de ser um sonho passar uma narrativa que deixe ela muito confortável, a todo momento querendo trazer todas essas mulheres paraenses, amazônicas que saíram de lá para ganhar o mundo, trazendo com ela essas mulheres. Isso que deixou ela mais feliz, a gente está bem contente com isso tudo”.

Buscando voltar para a glória como aconteceu pela última vez em 2016, a Império bateu na trave em 2022 e 2023, foram duas vezes em terceiro lugar. A agremiação da Zona Norte de São Paulo, vizinha do Anhembi, é constantemente presente no desfile das campeãs e com presença da Fafá trará elementos de Parintins, Pará, e todo norte do país.

Fundação: 1994
Melhor resultado: 3 vezes campeão do Grupo Especial
Títulos: Segunda Divisão (2011), Quarta divisão (1997), Quinta divisão (1996) e Sexta divisão (1995)
Último ano: 3ª colocado no Grupo Especial

Acadêmicos do Tucuruvi – 05h00

Encerrando a noite do Grupo Especial de São Paulo, temos a Acadêmicos do Tucuruvi cantando “Ifá” em um carnaval todo desenvolvido pela dupla Yago Duarte e Dione Leite. Com um samba que tem sido muito elogiado pelos críticos do carnaval, e tem novidade pelo lado da Cantareira, Zona Norte de São Paulo, como contou o artista mais experiente, Dione.

“A Tucuruvi, pela primeira vez, traz um enredo de cunho religioso africano, sobre a ancestralidade africana. Ela nunca tinha tratado de nenhum tema específico de matriz africana, e esse é o primeiro carnaval da escola. Interessante, além da escola, que é o meu primeiro e o primeiro do Yago também, então nós estamos todos debutando no mesmo ano em fazer uma temática que tanto queria fazer. Quando surgiu o Ifá, há alguns anos, o Rodrigo, nosso vice-presidente e diretor de carnaval, se iniciou em Ifá e na época ele nos falou o que poderia ser falado, mas era bem próximo ao carnaval, não se tinha muito tempo. Quando foi em janeiro do ano passado, antes de levar Bezerra da Silva para a Avenida, aqui nessa sala a gente estava conversando e já se falava do próximo desfile. O Rodrigo falou: ‘bom, ano que vem nós podemos trazer um enredo africano para a Avenida, só que a África que a gente queria tanto’, e aí vem a proposta. Quando passa o carnaval o Rodrigo falou: ‘óh, já tem um caminho. Vamos falar de Ifá’, e para a gente foi, de verdade, falo por mim, um dos maiores presentes nas nossas vidas, e eu acho que para a escola também. Não menosprezando nada que passou, que faz parte hoje já do rol de grandes enredos do Tucuruvi, mas com certeza nada maior, nada mais intenso, nada mais profundo, cultural e filosófico do que Ifá. É muito abrangente, e por incrível que pareça é sobre pessoas, é sobre seus comportamentos, é sobre suas vidas pessoais, e Ifá nos traz isso. A gente ganha de presente esse enredo maravilhoso que tem mudado a vida da gente muito”.

Por ter terminado em 11ª lugar, a Tucuruvi não participou do sorteio, assim como a Rosas de Ouro. Por isso a Roseira encerrou a sexta, e agora a Tucuruvi encerra o sábado de carnaval, a última do Grupo Especial. A expectativa fica em relação ao enredo, samba, e tudo que envolve o carnaval da agremiação em 2024.

Fundação: 1976
Melhor resultado: Vice-campeão do Grupo Especial em 2011
Títulos: Segunda divisão (1986), Terceira Divisão (1980) e Quarta Divisão (1978)
Último ano: 11ª colocado no Grupo Especial

Vem aí o prêmio Resenha dos Sambistas

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Foto: Diego Mendes/Rio Carnaval

Depois de quatro anos do programa Resenha dos Sambistas com debates sobre samba e carnaval os responsáveis decidiram criar o prêmio homônimo. Idealizado por Junior Escafura e Dudu Azevedo a premiação tem por objetivo enaltecer ainda mais o trabalho dos profissionais do segmento.

A premiação será dividida em 14 categorias: Comissão de Frente; Mestre-Sala e Porta-Bandeira; Harmonia; Direção de Carnaval; Bateria; Intérprete; Diretor de Barracão; Samba-Enredo; Passistas; Rainha de Bateria; Enredo; Ala de Baianas; Comunicação/Marketing e Assessoria de Imprensa. O primeiro ano será voltado apenas para o Grupo Especial, mas a ideia é que a partir da segunda edição, a Série Ouro também seja contemplada.

O grande diferencial deste prêmio está no modelo de votação conforme esclarece Junior Escafura.

“O Resenha dos Sambistas vem chegando no carnaval para premiar os melhores do Rio Carnaval pelo olhar dos próprios artistas que fazem o maior espetáculo a céu aberto, da Terra. Inspirado na forma desenvolvida pela FIFA quando escolhe o melhor jogador de futebol do mundo, os artistas das escolas de samba irão escolher os melhores, mas não podem escolher artistas de suas próprias agremiações”, frisa.

Cada escola de terá direito a dois formulários que serão entregues ao Diretor de Carnaval. Um formulário será a escolha direta do Diretor de Carnaval e, o outro formulário, o Diretor de Carnaval solicitará que o representante de cada categoria do prêmio da sua agremiação escolha o melhor do RioCarnaval. E o diferencial do prêmio não para por aí, os três indicados serão comtemplados com troféu de ouro, prata e bronze.

Dudu Azevedo, que também está à frente do projeto, explica que o objetivo não é acirrar a competição entre os profissionais, e sim reconhecer a importância do trabalho dessas pessoas e a dedicação às suas escolas ao longo de todo o processo que envolve o desfile.

“A acho que será o prêmio com o olhar dos artistas do carnaval. De quem vive o ano inteiro dentro do carnaval, que sabe as tarefas, dores e satisfações que o desfile proporciona. Será bonito ver votarmos em artistas que não são das nossas escolas.”, pontua Azevedo.

O resultado será anunciado na terça-feira de carnaval. A entrega dos prêmios acontecerá em março. A data e o local serão divulgados em breve. Selminha Sorriso irá comandar a cerimônia de entrega dos troféus ao lado de Junior Escafura.