A TV Brasil mostra as emoções do desfile das escolas de samba da Série Prata do Rio de Janeiro, com exclusividade na telinha, direto da Intendente Magalhães, neste domingo e segunda, dias 15 e 16 de fevereiro, ao vivo, em rede, para todo o país, às 20h30 e às 21h, respectivamente. A transmissão começa mais cedo, às 18h, no YouTube da emissora pública.
Credito: Rodrigo Peixoto/TV Brasil
A programação é apresentada pelos jornalistas Tiago Alves, Bia Aparecida e Flávia Grossi. Os anfitriões recebem convidados especiais no estúdio para discutir a performance das agremiações e avaliar a evolução das escolas que buscam assegurar vaga na Série Ouro para desfilar na Sapucaí em 2027.
A repórter Anna Karina acompanha os preparativos das agremiações e mostra o esquenta no início dos desfiles, direto da concentração. Já as informações sobre o término das performances, na dispersão, ficam por conta dos repórteres Fernanda Cruz no domingo (15) e Vladimir Platonow na segunda (16).
Tiago Alves e Bia Aparecida assumem o comando da folia no domingo (15), enquanto Flávia Grossi faz dupla com o jornalista na faixa temática do canal público na segunda (16). Em dois dias, a Estrada Intendente Magalhães recebe 29 agremiações que representam a cultura popular com a força das comunidades.
O desfile reúne escolas de samba conhecida que já passaram pelo Grupo Especial do Rio de Janeiro como Renascer de Jacarepaguá, Vizinha Faladeira, Tradição, Lins Imperial, Império da Tijuca, São Clemente, Acadêmicos da Rocinha e Leão de Nova Iguaçu, entre outros pavilhões.
Para comentar a transmissão da TV Brasil, os convidados deste domingo (15) são a pesquisadora Bia Chaves, a produtora cultural Helyane Silsan, a cantora de samba-enredo Millena Wainer, o jornalista Rodrigo Santos e o coreógrafo Marcos Bandeira.
Já na segunda (16), a emissora recebe no estúdio outros especialistas. A produção especial conta com a jornalista Suelen Martins, a diretora de bateria Thayane Cantanhêde, o mestre de bateria Dinho Santos e o sambista Pedro Araújo.
Embalada por ensaios muito elogiados e por uma comunidade que abraçou o samba, a Dragões da Real chega ao Carnaval 2026 apontada como uma das escolas que brigam pelas cabeças. A escola promete um desfile de forte impacto visual e com uma narrativa inédita para a agremiação. A Dragões desfila na sexta-feira de carnaval, primeira noite do Grupo Especial de São Paulo, como a terceira a entrar no Anhembi, à 1h10.
Durante visita do CARNAVALESCO ao barracão da escola, foi possível observar um carnaval em estágio avançado de produção. As alegorias já montadas ocupam boa parte do espaço, com estruturas de grande porte, enquanto a separação das fantasias acontece simultaneamente. A organização chama a atenção, seguindo uma marca já conhecida da Dragões da Real, que, nos últimos anos, tem apostado em elementos alegóricos imponentes e bem acabados.
O projeto é assinado por Jorge Freitas, hexacampeão do carnaval paulistano. O carnavalesco acumula títulos por diferentes agremiações, com passagens vitoriosas por Gaviões da Fiel, Rosas de Ouro, Império de Casa Verde e Mancha Verde, além de atuações em escolas como Pérola Negra, Vila Isabel, Portela e Arranco.
Com o enredo “Guerreiras Icamiabas: Uma Lendária História de Força e Resistência”, a Dragões da Real apresenta, pela primeira vez em sua história, um enredo de temática indígena. A narrativa aborda a lenda das Icamiabas e conecta a história das guerreiras à luta contemporânea das mulheres e dos povos originários pela preservação da Amazônia e do meio ambiente.
O Mago explicou que já tinha esse enredo pensado há algum tempo junto com o enredista e que a escolha dialoga com o momento atual e com a necessidade de o carnaval se posicionar diante de pautas urgentes.
“A gente tem algumas sintonias de inconsciente coletivo. Os enredos mudam de década para década, tanto na construção quanto na narrativa. Eu vejo que não é mais o momento de o carnaval de São Paulo fazer um carnaval apenas com requinte; não é só isso que as pessoas querem ver. Então pegamos o enredo que a gente tinha lá atrás, que já não era o momento de colocar, e demos uma pincelada na atualidade, no que está acontecendo, tendo como base essa narrativa de empoderamento feminino. Aproveitar tudo isso porque é uma causa”, pontuou.
O carnavalesco destacou o desejo de usar o carnaval como espaço de amplificação dessas pautas.
“A ideia é colocar o Anhembi como palco de voz no maior espetáculo que é o carnaval. A luta da nossa causa é pela preservação da floresta, da mata, da Amazônia. Vamos aproveitar um enredo que nós tínhamos de empoderamento feminino para fazer com que toda essa construção de narrativa desemboque também numa causa para a qual a gente tem que botar a mão na consciência. Temos que pensar que elas fizeram a parte delas e, através da ancestralidade, outras mulheres deram a sua vida, na atualidade, na luta por essa causa. É o momento de nos unirmos, porque não é só a sobrevivência da mata, dos povos originários e da floresta; é a nossa sobrevivência no mundo”, afirmou.
Plástica e impacto visual
Conhecido pelo acabamento refinado e por alegorias grandes, Jorge contou que o carnaval da Dragões, em 2026, aposta em um impacto visual forte, aliado a uma construção plástica diferente das anteriores.
“Eu mantenho a minha linha, mas numa construção plástica que parece que nem fui eu quem fiz. O carnaval é completamente diferente e audacioso, é poderoso, de uma volumetria muito grande, mas, acima de tudo, de uma expressão de luta muito maciça também. Eu acho que é isso que vai fazer com que a gente faça um bom desfile”, comentou.
O carnavalesco também falou sobre as alegorias de impacto e fantasias volumosas para sustentar visualmente a narrativa ao longo do desfile.
“São quatro alegorias. Como as minhas alegorias são muito grandes e têm uma potencialidade de volumetria muito forte, com fantasias muito grandes, eu priorizei contar, por meio das alegorias e das fantasias, essa narrativa”, completou.
Comunidade como ponto alto
Para Jorginho, o grande trunfo da Dragões da Real não está concentrado em uma alegoria específica, mas na resposta da comunidade em cena.
“Nas fantasias eu misturei muito luxo com originalidade e com produto natural mesmo. Isso me deu um resultado final muito grande. Mas não adianta você ter tudo isso e não ter uma comunidade pronta para vestir isso e interpretar tudo na avenida. Então, o ponto alto hoje é a nossa comunidade cantar, do início ao fim, esse samba”, disse.
Ele também destacou o trabalho feito nos ensaios para garantir que os componentes compreendessem o que estão cantando e representando.
“Não são palavras tão fáceis e de dentro do nosso cotidiano, mas nós tivemos o cuidado e o carinho de fazer ensaio por ala, ensaio por setor, em que eu ia mostrando frase por frase e fazendo com que houvesse uma interpretação dentro de um contexto lendário e do contexto atual. Se a gente não explicar e mostrar o porquê de aquilo estar ali, a pessoa pode cantar até outra palavra. Houve uma atenção muito grande desde que o samba saiu”, completou.
ENTENDA O DESFILE
O desfile da Dragões da Real será dividido em abertura e três setores, organizando a narrativa da lenda das Icamiabas até a leitura contemporânea sobre a destruição ambiental.
A escola levará para a avenida cerca de 2.500 componentes e quatro alegorias, apostando em grandes estruturas e fantasias volumosas para sustentar visualmente a história apresentada.
O carnavalesco Jorge Freitas adiantou como a paleta de cores ajuda a contar a história ao longo do desfile.
“Visualmente eu só tenho uma ala dourada, mas eu tenho um visual muito impactante. A terra cobre a abertura; depois eu tenho o verde da floresta, que aparece muito; o marrom do habitat da aldeia originária; e o preto da escuridão da morte que nós estamos causando”, explicou.
ABERTURA
A abertura vai da comissão de frente ao abre-alas e apresenta o primeiro contato com o universo simbólico das Icamiabas, introduzindo o tom mítico e ritualístico que guia o início do desfile.
“Eu tenho uma abertura. Ela vai desde a comissão de frente até o abre-alas”, explicou.
SETOR 1
O primeiro setor desenvolve o mito de origem das Icamiabas, com a apresentação da aldeia formada apenas por mulheres e do ritual que marca a relação com os povos tupis.
“O primeiro setor vai do abre-alas até o segundo carro. Ali a gente mostra a origem do surgimento das Icamiabas. O ponto fundamental é a nossa segunda alegoria, que apresenta a aldeia só de mulheres e o grande ritual do acasalamento, na noite de primavera, sob os olhos de Jaci, a Lua. É a festa, o grande ritual, convidando os índios tupis a participarem. Ao fim desse ritual, é entregue a eles um amuleto retirado do fundo do rio Nhamundá, de onde também nascem as Icamiabas”, explicou.
SETOR 2
O segundo setor introduz o conflito central do enredo, com a chegada do invasor europeu e o embate das guerreiras na defesa da floresta.
“No outro setor, a gente entra no confronto, que é a invasão do homem branco vindo da Europa para explorar as riquezas das nossas matas e das nossas florestas. Como guardiãs da natureza, elas conseguem, através da metamorfose, se transformar em arara, onça e jacaré, que são animais da floresta. Quando o invasor chega, é surpreendido por elas. Os que sobreviveram levaram essa história para a Europa, dizendo que foram derrotados pelas mulheres guerreiras amazonas, misturando com a ideia das amazonas guerreiras da Grécia”, contou.
SETOR 3
No último setor, o desfile faz a transição do mito para a leitura contemporânea, colocando o homem como o novo agente de destruição da floresta e deixando uma provocação direta ao público.
“No último setor, as guerreiras Icamiabas passam a ser chamadas de Guerreiras Amazonas, o rio Nhamundá vira base do Rio Amazonas. E hoje o invasor não é mais alguém que vem de além-mar: somos nós destruindo as matas e as florestas. Eu chego ao último carro com o dedo na ferida. O que nós estamos fazendo para essa mudança? Eu deixo em aberto. É um momento de reflexão”, concluiu.
O Carnaval 2026 marca um novo momento para o Mercado Pago. Braço financeiro do Mercado Livre, a instituição estreia como patrocinadora oficial da Marquês de Sapucaí e amplia sua atuação nos maiores carnavais do país, consolidando a estratégia de unir entretenimento, tecnologia e segurança financeira em grandes eventos populares.
Durante coletiva realizada nesta semana, executivos da companhia apresentaram dados de crescimento, investimentos em patrocínio e novas soluções voltadas para os foliões.
Crescimento acelerado na América Latina
Segundo Pethra Ferraz, diretora de marketing para a América Latina, o Mercado Pago vive um momento de expansão histórica no Brasil e na região.
Hoje, o grupo Mercado Livre já registra 72 milhões de clientes ativos na América Latina, com o Mercado Pago representando 45% da receita total do grupo. Entre os principais indicadores apresentados:
+110% de crescimento em usuários ativos
+530% em ativos sob gestão
+422% no portfólio de cartão de crédito
NPS 77, considerado um dos melhores índices de experiência do usuário entre instituições financeiras no Brasil
118% de aumento em investimentos em patrocínios no último ano
“O Mercado Pago vem evoluindo não apenas como banco digital, mas como uma marca presente na cultura e no entretenimento. O Carnaval é uma celebração da nossa identidade, e queremos estar próximos dos nossos clientes nesse momento”, destacou Pethra.
Este é o terceiro ano consecutivo de patrocínio ao Carnaval de rua no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, mas 2026 marca a estreia como patrocinadora oficial da Sapucaí.
Sapucaí nas alturas e prêmio rendendo 120% do CDI
Entre as novidades anunciadas está a criação de um camarote nas alturas da Sapucaí, instalado sobre a estrutura oficial do Rio Carnaval. A estrutura tem 25 metros de altura, suporta até 90 toneladas e comporta até 10 convidados por vez, com seis subidas programadas por noite, podendo ter a programação ampliada conforme a demanda.
O acesso inclui uma ponte exclusiva no setor 2, permitindo a circulação de convidados de outros camarotes. Cada experiência dura cerca de 20 minutos.
Outra iniciativa inédita é o prêmio da escola campeã do Grupo Especial, que estará aplicado rendendo 120% do CDI desde o segundo semestre de 2025, ampliando o valor final recebido pela vencedora.
Além disso, a marca lançou o Ônibus Mercado Pago, que levará foliões para experiências exclusivas durante o período carnavalesco.
Segurança financeira vira prioridade no carnaval
Se, por um lado, a festa movimenta bilhões, por outro, ela também aumenta a preocupação com a segurança digital. Daniel Holanda, diretor de segurança do Mercado Pago, apresentou dados que mostram o comportamento dos brasileiros durante grandes eventos.
Segundo levantamento da empresa:
67% das pessoas não se sentem seguras para levar o celular à rua
25% deixam de sair por medo
62% saem, mas reforçam a segurança
59% utilizam aplicativos financeiros alternativos
22% optam por levar apenas dinheiro físico
27% evitam fazer transferências na rua
20% confirmam dados antes de concluir transações
Diante desse cenário, o banco lança no Carnaval o Modo Blindado, um novo produto de segurança digital.
A funcionalidade permite:
Definir limites de uso
Ocultar saldos
Ativar reconhecimento facial para transações
Acionamento automático
Bloqueio temporário de até 8 horas
“A gente entende que o Carnaval é momento de alegria, não de preocupação. O Modo Blindado foi criado para dar mais tranquilidade ao usuário, protegendo saldo, cartão e dados em situações de risco”, explicou Daniel.
Carnaval como vitrine estratégica
Com presença crescente em eventos, reality shows e programas de entretenimento, o Mercado Pago aposta na conexão emocional com o público como diferencial competitivo.
Ao assumir o posto de patrocinadora oficial da Sapucaí em 2026, a empresa reforça seu posicionamento não apenas como banco digital, mas como marca integrada à cultura brasileira.
Em um Carnaval que deve movimentar bilhões na economia do Rio de Janeiro, tecnologia, experiência e segurança passam a desfilar lado a lado na Avenida.
A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP) oficializou, nesta sexta-feira, a punição ao Rosas de Ouro – que partirá da apuração com cinco décimos a menos que as coirmãs do Grupo Especial. O motivo do desconto foi o atraso na entrega das pastas técnicas para a instituição – que deveriam ser entregues na Sede da organizadora até 23h59 do dia 09 de fevereiro.
A punição se baseia no Artigo 11º do Regulamento: “Art. 11º – As escolas de samba deverão entregar no dia 09 e 10 de fevereiro de 2026 (segunda-feira – escolas do dia 13/02/2026, terça-feira – escolas do dia 14/02/2026), a partir das 18:00 até às 23:59, na sede administrativa da LIGA, 47 (quarenta e sete) pastas: sendo 45 (quarenta e cinco) para os jurados e suplentes (05 por quesito); e 02 (duas) pastas completas para a Liga (conteúdo idêntico as pastas de quesitos individuais), além de uma versão em formato PDF, em mídia física (Pen Drive)”.
A punição de meio ponto aplicada à Roseira já estava prevista no Regulamento, na Seção IV, no Artigo 18º, Inciso I, Alinea A:
“As escolas de samba perderão 0,5 (meio) ponto na fiscalização, concentração e na pista, durante o seu desfile, a cada infração a seguir relacionada, em que vierem a incorrer: não entregar, nos dias 09 e 10 de fevereiro de 2026 no horário das 18h00 às 23h59 horas, na sede administrativa da LIGA, a documentação prevista no art. 11º”.
Liga-SP explica novo sistema
No comunicado, a organizadora dos desfiles dos três principais grupos do Carnaval paulistano pontua que a situação aconteceu com apenas uma das trinta e uma afiliadas de 2026:
“O Sistema Padroniza foi criado e validado com o auxílio de todas as escolas de samba, para facilitar a padronização e a entrega das pastas técnicas. O desenvolvimento do sistema foi acompanhado, validado, aprovado e testado por representantes de todas as Escolas de Samba filiadas à Liga-SP.
O mesmo sistema foi disponibilizado para todas as Escolas de Samba, dos três grupos, sendo certo que 31 agremiações cumpriram, sem qualquer problema, a entrega de suas pastas”.
A Ingoo vai salvar o carnaval dos foliões que estiverem presentes nos camarotes do Sambódromo nos dias de desfile oficial da Série Ouro, do Grupo Especial e desfile das campeãs no sábado, dia 21/02. Com sede na China e no Brasil, a Ingoo é uma empresa de tecnologia que tem como um de seus focos o aluguel de Power banks, baterias portáteis para celulares, além de outras linhas de atuação. É com essa expertise que a maior empresa do Brasil no segmento de carregadores portáteis marca presença, pelo segundo ano consecutivo, na Marquês de Sapucaí, auxiliando quem quer aproveitar cada detalhe dos desfiles e reverenciar as escolas de samba sem se preocupar com a bateria do celular.
Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO
Com forte presença pela cidade, a empresa já esteve em grandes eventos como o The Town e conta com grandes parcerias como a Orla Rio e Rock World. Mais do que oferecer praticidade pontual, a Ingoo tem como missão proporcionar liberdade no uso do celular no cotidiano urbano. A proposta é permitir que as pessoas sigam suas rotinas sem interrupções, trabalhando, se deslocando, se comunicando ou aproveitando momentos de lazer, com a possibilidade de retirar um Power bank em um ponto e devolvê-lo em outro, em diferentes regiões do Rio de Janeiro. Toda a rede de totens pode ser consultada pelo site ingoo.com.br reforçando a integração entre tecnologia, mobilidade e conveniência no dia a dia.
É com essa filosofia que a Ingoo chega ao carnaval carioca, garantindo que os celulares usados para registrar os momentos mais icônicos da Avenida permaneçam carregados durante toda a noite, independentemente do local em que o público esteja na Passarela do Samba.
Com presença em quinze camarotes da Sapucaí, a Ingoo está preparada para dar suporte a uma rotina cada vez mais conectada, em que o celular concentra registros, comunicação e experiências. Os Power banks podem ser utilizados com pagamento via Pix, QR Code, cartão de crédito ou pelo aplicativo Phiz Chat. Além disso, a empresa contará com uma equipe de apoio próxima aos totens de carregamento, assegurando uma experiência fluida e eficiente. Assim, cada folião poderá curtir o Carnaval por completo ao longo das noites de desfile, com energia, tranquilidade e diversão.
É hoje! Vão começar os desfiles das escolas de samba da Série Ouro na Marquês de Sapucaí! Nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, sete das quinze escolas vão pisar na Avenida trazendo uma grande diversidade de enredos que prometem encantar o público, iniciando pela campeã da Série Prata do ano passado, Unidos do Jacarezinho, seguida de Inocentes de Belford Roxo, União do Parque Acari, Unidos de Bangu, Unidos de Padre Miguel, União da Ilha do Governador e Acadêmicos de Vigário Geral, encerrando o primeiro dia. Os desfiles iniciam às 21 horas e deverão ter duração de 45 a 55 minutos, com penalização de dois décimos por minuto faltante, antes de chegar a 45, ou um décimo por cada minuto excedido.
Para além das questões de cronometragem, cada escola também terá outros requisitos a serem cumpridos, como o número mínimo de 900 componentes, com destaque para, no mínimo, 35 baianas, com o reforço de que não poderá haver homem na ala, a menos que haja justificativa. A comissão de frente deverá ter de dez a quinze componentes, podendo trazer um elemento alegórico ou não. As baterias deverão vir com, no mínimo, 180 ritmistas em uma mesma fantasia, e as agremiações devem trazer de duas a três alegorias dentro de seus desfiles. A campeã da Série Ouro sobe para o Grupo Especial em 2027, e duas escolas vão enfrentar o descenso, desfilando na Intendente Magalhães no próximo carnaval. Quem estiver acompanhando de casa pode sintonizar na transmissão da Band, que começa às 20h30 no Rio de Janeiro e à 1h para todo o país, e, contando sempre com a cobertura do CARNAVALESCO, vai acompanhar cada momento das agremiações que pisarão na Passarela do Samba.
21h – Unidos do Jacarezinho
“O Ar que se respira, agora inspira novos tempos” é o enredo em homenagem ao sambista, músico e compositor Xande de Pilares, com o qual a Unidos do Jacarezinho retorna à Sapucaí depois de mais de uma década desfilando na Intendente Magalhães. Sob concepção do carnavalesco Bruno de Oliveira, o Jacarezinho vem contar, em três alegorias e 18 alas, toda a trajetória de Xande por meio de sua vida musical, com os sucessos, composições e momentos que marcaram sua história, desde a comunidade do Jacarezinho até sua vida como cantor e compositor de renome, passando também por diferentes lugares relacionados ao artista, como Pilares e o Andaraí, sem nunca esquecer a paixão do artista pelo Acadêmicos do Salgueiro.
A comissão de frente da agremiação conta com Akia de Almeida como coreógrafo, seguindo com o casal de mestre-sala e porta-bandeira Maycon Ferreira e Lorenna Brito. A parte musical conta com os intérpretes Thiago Acácio, estreando na Rosa e Branco, e Ailton Santos, comandando este microfone desde 2009, além da bateria “Show Mil”, regida pelo mestre Rafael Pelezinho, contando com a rainha Karen Lopes e o rei Jorge Amarelloh.
21h55 – Inocentes de Belford Roxo
Segunda escola da noite, a Inocentes de Belford Roxo foi a Pernambuco buscar seu enredo, falando sobre a cultura local e, em especial, o frevo, dança típica do estado, e suas relações com tradições de danças russas, polacas e ciganas, que possivelmente deram origem aos passos da dança que sobe e desce pelas ladeiras, entre outros pontos culturais do Leão do Norte. O enredo “O sonho de um tal pagode russo, nos frevos do meu Pernambuco” vai passear nessa conversa entre possibilidades e causos ao redor da dança até chegar à popular música “Pagode Russo”, eternizada por Luiz Gonzaga, o eterno Gonzagão.
O responsável pela concepção artística da escola é o carnavalesco Edson Pereira, também autor do enredo. A comissão de frente está sob a batuta de Sérgio Lobato e Patrícia Salgado, estreando na agremiação, assim como o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Vinicius Jesus e Thainá Teixeira. Ito Melodia também assume o microfone oficial da escola pela primeira vez, enquanto a bateria “Cadência da Baixada” continua sob o comando do mestre Washington Paz, com a rainha Carolane Silva.
22h50 – União do Parque Acari
A União do Parque Acari traz o teatro negro para a Avenida com o enredo “Brasiliana”, sobre a primeira trupe de teatro brasileira formada por pessoas negras. A Brasiliana, ou Teatro Folclórico Brasileiro, aventurou-se pelos palcos como um teatro experimental e será retratada pelas mãos de Guilherme Estevão, carnavalesco da escola, que vai abordar a trajetória desde as primeiras reuniões no Largo do Machado até as peças, a brasilidade dos temas e a vontade de ver o próprio país representado no palco em toda a sua grandeza, com temas e expressões artísticas vindos de diversas regiões brasileiras, como o Maracatu e a Festa do Coco.
A Rosa, Amarelo e Branco tem Fábio Batista como coreógrafo da comissão de frente, Renan Oliveira e Amanda Poblete como casal de mestre-sala e porta-bandeira, Leozinho Nunes e Tainara Martins como intérpretes e, completando a parte musical, a bateria “Fora de Série”, comandada pelos mestres Eric e Daniel, com reinado de Luciana Picorelli à frente dos ritmistas.
23h45 – Unidos de Bangu
Em uma homenagem à cantora, compositora, política e sambista Leci Brandão, a Unidos de Bangu traz “As Coisas que mamãe me ensinou” para a Sapucaí, enredo dos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Salles e Marcus do Val. O trio de artistas vai contar a história, a luta e a musicalidade de Leci, uma das maiores artistas brasileiras, desde o nascimento e a infância em Madureira, onde foi formada pelos pais e pela vivência escolar no Pedro II, tanto na área musical quanto na consciência política.
O encontro com a Estação Primeira de Mangueira também é um dos pontos altos da vida de Leci, assim como seu aprofundamento na religião ainda no início da vida adulta. Por fim, o enredo celebra os sucessos e as lutas de Leci pela comunidade negra, pelas religiões de matriz africana e pela comunidade LGBTQIA+. O Primeiro Pavilhão da Zona Oeste tem Fábio Costa comandando a comissão de frente, com Leonardo Moreira e Bárbara Moura como primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fredy Vianna e Pipa Brasey comandando o microfone e mestre Dinho estreando à frente da bateria “Caldeirão da Zona Oeste”, que tem Camila Prins como rainha.
00h40 – Unidos de Padre Miguel
A Unidos de Padre Miguel retorna à Série Ouro em busca de ascender novamente ao Grupo Especial. O Boi Vermelho vai à Avenida trazendo a história da guerreira indígena Clara Camarão, uma das heroínas da Primeira Batalha dos Guararapes, que foi um dos momentos decisivos para a expulsão definitiva dos holandeses do Brasil. O enredo “Kunhã-Eté: O sopro sagrado da Jurema” também adentra sua origem, prenunciada por um pajé, e seu nascimento encantado, passando por sua vida como guerreira contra os invasores vindos dos Países Baixos em três grandes batalhas no Nordeste brasileiro e terminando com seu encantamento em uma entidade sagrada da Jurema, tornando-se guardiã da história, da floresta e do povo.
O desenvolvimento do enredo e sua concepção estão a cargo do carnavalesco Lucas Milato, enquanto a comissão de frente conta com a estreia de Paulo Pinna à frente. Assim como o coreógrafo, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, Marcinho e Cris Caldas, também vem em seu primeiro ano pela Unidos. Outra estreia é a do mestre Laion à frente da bateria “Guerreiros”, que continua com Andressa Marinho à frente. Bruno Ribas se mantém no microfone principal da agremiação.
01h35 – União da Ilha do Governador
Observando o céu de 1910 em busca do cometa Halley, a União da Ilha do Governador convida os foliões a viverem o dia de hoje com o enredo “Viva o Hoje! O Amanhã? Fica pra depois”, do carnavalesco Marcus Ferreira, que promete uma viagem pela vida carioca do início do século, quando um dos cometas mais famosos da história chegou perto da Terra novamente, gerando especulações nacionais e estrangeiras sobre se seria esse o prenúncio do fim do mundo ou de uma grande renovação espiritual para a humanidade.
O Rio de Janeiro, por sua vez, viveu como melhor sabe fazer a passagem do astro, com muita alegria e folia, tanto em 1910 quanto no carnaval seguinte, tudo isso no auge da Belle Époque carioca. A comissão de frente da Tricolor Insulana vem com Júnior Scapin comandando os bailarinos, enquanto o primeiro casal João Oliveira e Duda Martins estreia na agremiação. Tem-Tem Jr. continua como intérprete da escola, contando com mestre Marcelo Santos regendo a “Baterilha” por mais um ano, com o reinado de Gracyanne Barbosa.
02h30 – Acadêmicos de Vigário Geral
Ao adentrar o mundo pensado pelos colonizadores ao chegarem à costa brasileira na virada do século e subverter a visão terrífica que enxergaram em nossa terra, a Acadêmicos de Vigário Geral traz a perspectiva do invadido perante seus invasores, que imaginavam Pindorama como um lugar de criaturas terríficas, monstros marinhos e figuras assombrosas, todas vindas de uma imaginação europeia diante de uma terra por eles desconhecida e pintada como um paraíso horripilante. Agora, na Sapucaí, essa visão será assumida e subvertida para mostrar que, dessa estranheza e de tantas outras visões de mundo, tudo foi devorado para ser recriado e o que deveria nos assombrar agora nos protege.
A Vigário continua com Handerson Big comandando a comissão de frente da escola, com Jhony Matos e Isabella Moura como primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. A parte musical da escola, que encerra os desfiles do primeiro dia, tem Danilo Cezar comandando o microfone da escola da Leopoldina e mestre Luygui à frente da bateria “Swing Puro”, que conta com Patricia Souza como rainha.
A Unidos do Jacarezinho leva para a Avenida um enredo que nasce do chão da comunidade e se constrói a partir da trajetória de um artista profundamente identificado com o universo do samba. O homenageado é Xande de Pilares, figura que, segundo o carnavalesco Bruno Oliveira, carrega uma história extensa e rica, marcada por vivências em diferentes territórios e por uma relação direta com o povo.
Durante a pesquisa do enredo, o que mais chamou atenção da equipe foi a quantidade de lugares por onde Xande passou. “A gente se acostumou a dizer que o Xande é um jovem muito velho, pois já passou por muita coisa na sua trajetória em tão pouco tempo”, explica o carnavalesco. As passagens pelo Turano, Andaraí, São Gonçalo, Pilares, Jacarezinho, entre outros locais, ajudam a dimensionar uma caminhada intensa, marcada por experiências diversas e transformadoras.
Identificação como trunfo
Para o carnavalesco, o grande trunfo do desfile está na identificação imediata do homenageado com o público. “É impossível encontrar, em meio aos sambistas, alguém que nunca tenha ouvido uma música do Xande. É dificílimo encontrar quem não goste das músicas dele. Temos praticamente uma unanimidade naquele que é o nosso público-alvo”, afirma. A aposta é que essa conexão direta com a comunidade e com o universo do samba seja determinante na recepção do desfile. A escola desfilará com três alegorias e cerca de 1.200 componentes.
Enredo nasce do chão da escola
A ideia de homenagear Xande surgiu a partir de um pedido da própria escola. A proposta era desenvolver um enredo ligado ao chão da comunidade, que dialogasse diretamente com os moradores do Jacarezinho e com a identidade local.
“A vontade surge por intermédio de um pedido por parte da escola para que pudéssemos fazer um enredo relacionado ao chão da escola, da comunidade. Um enredo com o qual as pessoas da comunidade, não só da escola, mas do próprio Jacarezinho, pudessem se identificar”, destaca.
Além da relevância artística de Xande, pesou o fato de ele ter passado pela comunidade e manter laços pessoais com muitos moradores. “São inúmeras as pessoas que o conhecem pessoalmente. Acreditamos que essa ligação do Xande com a comunidade era muito forte e propiciava essa identificação que era desejada”, completa.
Papel fundamental do samba
Na construção narrativa, o samba-enredo exerce função central. Para o carnavalesco, a música é capaz de traduzir aspectos que o visual, sozinho, não alcança.
“O samba é capaz de musicar o enredo de uma maneira muito própria. Existem dinâmicas importantíssimas na vida do Xande que são difíceis de transpor para o visual, mas que podem ser contadas por intermédio da música, como a arte de versar”, explica. Segundo ele, o samba preenche lacunas que o visual não dá conta, enquanto a parte plástica também esclarece aspectos que o musical, por si só, não alcança. A complementaridade entre som e imagem é, portanto, essencial para contar a história.
Desafios no barracão
A construção do projeto, no entanto, não foi simples. O carnavalesco define a jornada como “muito difícil”, destacando as condições estruturais que já se tornaram praticamente inerentes à Série Ouro, além das consequências dos incêndios que atingiram barracões.
“Acaba se tornando uma tarefa meio ingrata construir o projeto que foi idealizado em meio a isso tudo”, afirma. Ainda assim, ele acredita que o próprio processo de superação se transforma em ponto focal e fortalece a concepção do desfile.
Conversas que moldaram a setorização
O desenvolvimento do enredo contou com participação ativa do homenageado. Foram horas de conversas com Xande, ouvindo relatos, memórias e episódios marcantes de sua trajetória.
“Ouvimos sua história de cabo a rabo, tudo o que ele se lembrava, e também colhemos informações com pessoas próximas. Foi a partir de tudo isso que construímos o enredo. A setorização saiu praticamente pronta quando saímos da primeira conversa com o Xande”, revela.
A escuta atenta foi determinante para estruturar a narrativa histórica que será apresentada na Avenida.
Conheça o desfile da escola
1º SETOR – O Ar que se respira agora inspira novos tempos
O desfile se inicia apresentando os caminhos percorridos por Xande ao longo de sua trajetória. Mais do que enumerar lugares, o setor revela os ambientes e influências que moldaram sua formação cultural. São os territórios, as vivências e os encontros que despertaram o encantamento pela cultura popular e, principalmente, pelo samba. Aqui estão os elementos que ajustaram sua trajetória e o conduziram ao caminho escolhido.
2º SETOR – Pintou de Rosa e Branco a Inspiração
Neste momento, o foco recai sobre a construção de Xande como compositor dentro das escolas de samba. A escola de samba é interpretada como uma grande universidade da vida, onde os concursos de samba-enredo funcionam como espaço de aprendizado e amadurecimento. O setor propõe uma viagem pelos sambas vencidos por Xande ao longo da carreira, revisitando as vitórias e os lugares onde elas aconteceram, simbolizando sua consolidação no universo do samba.
3º SETOR – Coroado na Favela
O desfecho do desfile exalta não apenas Xande, mas a própria cultura do samba. Em um universo onde a criação é, majoritariamente, coletiva, o setor valoriza as parcerias, as amizades e as composições compartilhadas. O homenageado é elevado ao ápice da cultura popular: a consagração por meio de uma homenagem realizada por uma escola de samba, coroando sua trajetória na comunhão da favela e do samba.