O Salgueiro anunciou na tarde desta quarta-feira a saída do intérprete Emerson Dias. Veja abaixo o comunicado da escola.
Fotos: Rafael Soares/CARNAVALESCOsalg
“O G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro informa com respeito e gratidão a saída do intérprete Emerson Dias após seis anos de parceria. Agradecemos por sua contribuição, emoção e paixão pelo samba. Desejamos sucesso em seus novos desafios. Emerson, você será eternamente parte da nossa história”.
A Botafogo Samba Clube e Tradição venceram seus dias de desfiles na Série Prata e conquistaram o acesso para Série Ouro e vão desfilar na Marquês de Sapucaí no Carnaval 2025. É a primeira vez que uma escola de samba, oriunda de torcida de clube de futebol, desfilará no Sambódromo do Rio. Foram rebaixadas para Série Bronze: Arame de Ricardo, Acadêmicos de Jacarepaguá, Caprichosos de Pilares, Força Jovem, Lins Imperial e Acadêmicos do Dendê.
“É um misto de sentimentos. Vai demorar para ficha cair. Batemos na trave. Fomso chamados de tantas coisas. Esse ano, graças a chegada de grandes pessoas, conseguimos colocar a Botafogo Samba Clube, primeira escola ligada a time de futebol, na Marquês de Sapucaí. A gente tinha confiança que tudo daria certo pelo carnaval que a gente fez. Agora é comemorar e sair para festa. O próximo desafio é desfilar na Série Ouro. É trabalhar. A gente precisa criar estrutura, é uma escola nova, vontade não falta, vamos montar um time digno de disputar a Série Ouro”, disse Sandro Lima, presidente da escola.
“O fundamental foi o trabalho. Desde agosto estamos trabalhando. Resgatamos nossa comunidade. Campinho fez a diferença. O enredo veio com tudo. Conseguimos novamente voltar para Sapucaí. Meu pai faleceu em 2021 e era uma promessa minha e do meu irmão levarmos a Tradição novamente para Sapucaí. Tenho certeza que ele está muito feliz”, disse Raphaela Nascimento, presidente da escola.
“A gente batalhou muito por isso. Meu pai deixou uma carta falando que era desejo dele. Vamos ter um belo enredo em 2025. Voltamos para Sapucaí. Nossa glória. Objetivo alçançado, após dez anos”, contou Rodrigo Nascimento, vice-presidente.
“São 10 anos na Tradição. Saí da Sapucaí em 2014 e estou voltando em 2024. Todos sabem da história da Tradição. Esse resultado mostra que o carnaval da Superliga é sério e organizado. A Tradição voltando para Sapucaí, leva muita história, revelou tantos talentos. Me sinto muito feliz e honrado de fazer parte desta família”, garantiu o carnavalesco Leandro Valente.
Série Prata – Desfile de terça
1 – Botafogo: 269,3
2 – Flamanguça: 269,2
3 – União de Jacarepaguá: 268,9
4 – Barra da Tijuca: 268,8
5 – Unidos de Lucas: 268,8
6 – Arrastão de Cascadura: 268,8
7 – Feitiço Carioca: 268,7
8 – Santa Marta: 268,3
9 – Santa Cruz: 268,2
10 – Vizinha Faladeira: 268,1
11 – Rocinha: 268,1
12 – Praça da Bandeira: 267,8
13 – Império da Uva: 267,8
14 – Caprichosos: 266,5
15 – Acadêmicos de Jacarepaguá: 264,8
16 – Arame de Ricardo: 263,1
Série Prata – Desfile de sexta
1 – Tradição: 269,9
2 – Renascer de Jacarepaguá: 269,8
3 – Tubarão de Mesquita: 269,4
4 – Vial Santa Tereza: 269,3
5 – Jacarezinho: 269,1
6 – Cubango: 268,7
7 – Independente de Olaria: 268,7
8 – Engenho da Rainha: 268,6
9 – Abolição: 268,4
10 – Flor da Mina do Andaraí: 267,6
11 – Alegria da Zona Sul: 267,5
12 – Leão de Nova Iguaçu: 266,8
13 – Concentra Imperial: 266,6
14 – Dendê: 264,6
15 – Lins Imperial:: 262,8
16 – Força Jovem: 257, 2
Como foi o desfile da Botafogo Samba Clube
Quarta escola a desfilar pela Série Prata na noite desta terça-feira, o Botafogo Samba Clube levou para a Intendente Magalhães o enredo “Taina-Kan: A Estrela Solitária”, do carnavalesco Ricardo Hessez. Sem grandes falhas, o desfile da agremiação alvinegra foi marcado pela evolução acertada e o bom acabamento das fantasias e alegorias.
A hora da consagração que coloca a escola Botafogo Samba Clube na Série Ouro e garante o direito de desfilar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí em 2025. #carnavalescopic.twitter.com/8La1Eg3gjx
A Tradição foi a sétima escola a desfilar na sexta-feira da Série Prata na Intendente Magalhães. A escola trouxe o enredo “Trono Negro”, falando sobre a história da realeza africana. Mostrando um lindo trabalho plástico, boa comissão de frente e um ótimo samba, a agremiação se credenciou com uma das principais postulantes ao acesso para a Série Ouro.
A hora da consagração que coloca a escola Tradição na Série Ouro e garante após dez anos o direito de desfilar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí em 2025. #carnavalescopic.twitter.com/eZEBaZqshx
A Mocidade Independente de Padre Miguel anunciou na tarde desta terça-feira a renovação do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo e Bruna, para o Carnaval 2025.
Foto: Wagner Rodrigues/Divulgação Mocidade
“O casal iluminado também segue na casa”, publicou a escola.
Como foi o desfile do casal
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mocidade, Diogo de Jesus e Bruna Santos, vestiram a fantasia “Yes, nós temos caju”, a fantasia simulou um caleidoscópio, sobretudo, no momento em Bruna girava, à medida que a dupla se apresentava, o público se envolveu e acompanhou atentamente. A dupla, que a cada ano mostra mais entrosamento, passou pela avenida esbanjando a habitual garra e vibração, extremamente expressiva, a porta-bandeira cantou o samba do início ao fim. A força dos giros de Bruna, assim como o riscado de Diogo foram precisos. O único senão ficou por pequeno detalhe na apresentação da dupla no setor seis, quando a bandeira enroscou no talabarte, rapidamente Bruna contornou a situação.
O Boi da Ilha do Governador foi campeã geral da Série Bronze no Carnaval 2024 e garante o direito de desfilar na Série Prata no ano que vem. Venceram no primeiro dia de desfiles e também sobem: Império de Nova Iguaçu e Alegria do Vilar. No segundo dia, além do Boi da Ilha, a Chatuba de Mesquita ficou em segundo e sobe de grupo. Caíram para o Grupo de Avaliação: Rosa de Ouro, Mocidade Unidade da Cidade de Deus, Difícil é o nome, Guerreiros Tricolores, TPM e União de São Cristóvão.
“O sentimento é de felicidade. Trazer essa alegria de volta para Ilha. A parte da Ferguesia, onde o Boi é oriundo. Quando tive a ideia de pegar o Boi muita gente não acreditava e devo muito ao Donato que foi o único que acreditou comigo. Os boiadeiros sofreram muito e agora colocamos a escola na Série Prata. Muito feliz. Em três anos tiramos a escola de bandeira enrolada para a elite do carnaval da Intendente Magalhães. Vamos comemorar agora”, disse Marcelo Santos, presidente da escola e mestre de bateria da União da Ilha.
“Foi um trablho muito árduo. Desde muito cedo. Tivemos o caprichoo de fazer tudo com riqueza de detalhe. Conseguimos cativar a comunidade. Começamos sem tomar nenhuma penalidade e isso fez toda diferença. Agora, a partir da semana que vem vamos começar a trabalhar, porque o trabalho na Série Prata é o sarrafo muito alto e temos que estar preparados”, disse Jr Beija-Flor, presidente do Império de Nova Iguaçu.
“Pegamos a escola no Grupo de Avaliação. Subimos no ano passado e agora chegamos na Série Prata. Somos bicampeões. Graças a lenda viva em nossos corações que é o Jorge Lafond. O título é para São João de Meriti”, disse o presidente Júnior Reis.
“A comunidade foi fundamental. O trabalho deles. Chegaram junto. Foi a união de todos da escola. A presidente Tati Laureano sustenta a escola. Conseguimos nosso objetivo”, dise Natalino Júnior, vice-presidente da Chatuba de Mesquita.
SÉRIE BRONZE – Primeiro dia
1 – Império de Nova Iguaçu: 268
2 – Alegria do Vilar: 267,8
3 – Unidos de Cosmos: 265,5
4 – Bangay: 265,1
5 – Império Ricardense: 264,6
6 – Raça Rubro-Negra: 264,3
7 – Unidos de Villa Rica: 263,8
8 – Império de Brás de Pina: 263,7
9 – Gato de Bonsucesso: 263,7
10 – Rosa de Ouro: 263,4
11 – Mocidade Unida da Cidade de Deus: 262,6
12 – Difícil é o nome: 261,6
SÉRIE BRONZE – Segundo dia
1 – Boi da Ilha do Governador: 269,5
2 – Chatuba de Mesquita: 267,8
3 – União do Parque Curicica: 267,8
4 – Mocidade de Vicente de Carvalho: 267,7
5 – Cabuçu: 267,6
6 – Imperadores Rubro-Negros: 267,3
7 – Acadêmicos do Peixe: 267,2
8 – Siri de Ramos: 266,7
9 – Acadêmicos do Jardim Bangu: 266,1
10 – Guerreiros Tricolores: 265,4
11 – TPM: 263,4
12 – Unidos de São Cristóvão: Não desfilou
O décimo primeiro lugar no desfile de 2024 não desmotivou a Unidos da Tijuca. A agremiação contratou novo carnavalesco para iniciar os trabalhos em busca do recomeço, objetivando a quinta estrela no carnaval carioca. Para executar a missão, o presidente Fernando Horta traz Edson Pereira que, nos últimos dois carnavais foi o responsável pelo projeto artístico do Acadêmicos do Salgueiro e famoso por apresentar trabalhos grandiosos na Unidos de Padre Miguel culminando no campeonato da escola em 2024.
Foto: Geissa Evaristo/Divulgação Tijuca
O novo carnavalesco formou-se em Belas Artes e em pouco tempo começou a trabalhar como desenhista e pintor de arte nas escolas de samba. Em 2005, surgiu a primeira oportunidade como carnavalesco na Unidos de Padre Miguel, realizando trabalhos de ponta. No Grupo Especial, estreou em 2010 pela Unidos do Viradouro. Edson também teve passagens pela Mocidade e Unidos de Vila Isabel. No carnaval paulistano foi vice-campeão com a Mocidade Alegre em 2022. Cercado de expectativas, Edson é pura motivação nesse próximo desafio.
“Chego com muita honra e alegria nesta agremiação quase centenária. Quero poder somar e realizar um carnaval dos sonhos. Serei a partir de agora mais um membro da família tijucana e estou aqui para construir uma nova e linda história junto com a Unidos da Tijuca”, avisa o novo carnavalesco.
O novo profissional já conheceu toda a estrutura do barracão e iniciou os trabalhos para em breve anunciar o enredo que a nação tijucana desfilará no dia 4 de março de 2025 na Marquês de Sapucaí.
A Beija-Flor de Nilópolis mantém uma larga vantagem no ranking geral da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) que conta de 1985 até 2024. A escola está com 506 pontos. O Salgueiro aparece em segundo com 360. A forma de pontuação é : 1º-20pt.; 2º-15pt.; 3º-12pt.; 4º-10pt.; 5º-8pt.;6º-06pt.; 7º-04pt.; 8º-03pt.; 9º-02pt.; 10º-01pt.
Com 351 em terceiro lugar está a Imperatriz Leopoldinense. A Estação Primeira de Mangueira é a quarta com 33 pontos e a Mocidade Independente de Padre Miguel é a quinta com 281.
A Portela está em sexto com 246 e a Viradouro em sétimo com 221 pontos. A Grande Rio em oitavo com 213, a Unidos da Tijuca em nono com 206 pontos e a Vila Isabel em décimo com 204.
Completam a lista na sequência: Ilha (73), Estácio (63), Império Serrano (46), Caprichosos e Tuiuti (23), São Clemente (22), Porto da Pedra (20), Tradição (12), Cabuçu (4), Unidos da Ponte (1).
Sem nenhum ponto estão: Santa Cruz, Rocinha, Império da Tijuca, Villa Rica, Leão de Nova Iguaçu, Lins Imperial, Arranco, Jacarezinho, Em Cima da Hora, Renascer de Jacarepaguá e Inocentes de Belford Roxo.
Enquanto Eloise Matos lia as notas do último jurado do carnaval de 2024, a comunidade da Mocidade Alegre já comemorava seu décimo segundo título na elite da folia paulistana. Os três 10 do quesito Harmonia já estavam garantidos assim como os 280 pontos totais, o máximo aos quais uma escola de samba de São Paulo pode chegar na apuração fora os descartes.
Foto: Felipe Araujo/Divulgação Liga-SP
O enredo “Brasiléia Desvairada: A busca de Mário de Andrade por um país”, que garantiu o bicampeonato consecutivo da Morada do Samba, também representou o segundo título da carreira do carnavalesco Jorge Silveira, campeão em 2023 ao assinar “Yasuke”, desfile que tirou a comunidade do Limão de uma espera de nove anos sem ganhar o carnaval. O artista conversou com o site CARNAVALESCO e falou sobre o que representa para si essa conquista.
“Acho que representa, sobretudo, o fruto de um trabalho coletivo muito intenso, muito bem planejado e muito organizado de uma comunidade muito guerreira. A Morada do Samba estava há nove anos batendo na trave, acho que o meu trabalho veio a somar a energia maravilhosa da escola e a gente acabou alcançando esse resultado pelo coletivo. Eu deposito muito desse resultado no empenho coletivo dos nossos departamentos. Nosso barracão, nossa equipe, nossa comunidade e o projeto apresentado para a escola por mim. Eu acho que isso tudo levou a esses dois resultados. É uma emoção indescritível. Eu acho que é o máximo que um profissional pode querer nesse universo profissional. Poder alcançar a vitória e repeti-la é algo assim, é mais do que eu pedi a Papai do Céu. Eu estou muito feliz, muito agradecido e com um coração farto de felicidade”, declarou.
Se ganhar o carnaval uma vez já é um desafio árduo, duas conquistas consecutivas requerem um esforço ainda maior. Jorge afirmou que em 2024 a Mocidade Alegre precisou ir além de superar as outras 13 coirmãs do Grupo Especial para garantir novamente o troféu de campeã.
“Eu acho que o maior desafio era, sem dúvida, ter que superar o próprio resultado da Mocidade Alegre porque a gente entrou na pista e conseguiu o campeonato. Superar é uma coisa que há alguns anos já não acontecia no Carnaval de São Paulo, então o grande desafio era conseguir fazer uma Mocidade maior que a própria Mocidade de 2023 e acho que, graças a Deus, com muito planejamento, a gente conseguiu fazer um desfile sistematicamente igual ao que foi planejado. Não saiu nada fora do lugar, correu tudo conforme a gente foi planejando na prancheta, no desenho, na idealização, na sequência dos acontecimentos e, graças a Deus, a gente chegou ao resultado”, disse.
Os dias se passaram e com eles chegou um convite para uma grande oportunidade na carreira de Jorge Silveira. A escola de samba carioca Acadêmicos do Salgueiro viu no talento do artista de Niterói uma oportunidade e fez uma proposta a qual o carnavalesco aceitou e falou sobre o sentimento a respeito.
“É muita informação ao mesmo tempo. São os dois campeonatos seguidos, e ter que me desligar de uma cidade, abraçar uma nova jornada. Estou com os nervos à flor da pele, mas muito feliz com esse convite porque eu acho que é o reconhecimento do trabalho feito e é, sem dúvida, uma janela de oportunidade incrível que se abre para a minha carreira. Eu sei do tamanho do Acadêmicos do Salgueiro e do que essa escola representa na história do Carnaval Carioca, na história do Carnaval Brasileiro. Uma escola que foi de Pamplona, que foi de Arlindo, que foi de Rosa, que foi de João, que foi de Renato Laje, todos eles meus ídolos, e agora vou ter a oportunidade de escrever um capítulo nessa história, na linda história da Academia. E foi o trabalho na Morada do Samba que me deu a possibilidade de chegar até a Academia do Samba, então eu tenho uma enorme gratidão à Mocidade Alegre e pode ter certeza de que eu vou me dedicar ao máximo. Ao Rio de Janeiro, eu estou de volta. Me esperem aí que estou chegando”, afirmou.
Enquanto a Mocidade Alegre se preparava para passar novamente pelo Sambódromo do Anhembi, agora no Desfile das Campeãs, Jorge Silveira ficou à frente da escola observando em silêncio. As lágrimas, que já corriam de seus olhos abundantemente, ganharam ainda mais força com o caloroso discurso da presidente Solange Cruz, reconhecendo e agradecendo a dedicação à Morada do Samba. O carnavalesco falou sobre o que esteva pensando naqueles momentos.
“É clichê, mas passa um filme porque a gente lembra de todas as vezes que a gente teve que fazer sacrifícios. Tem aquela máxima que a galera fala hoje em dia: quem vê o close, não vê o corre, não sabe o quanto que a gente trabalha, de verdade, todo santo dia para poder colocar isso aí na Avenida. É muito sacrifício, a gente abre mão de muita coisa da vida pessoal. Abre mão de descanso, abre mão de projetos pessoais, para que a gente coloque o nosso tempo à disposição da instituição, em nome do projeto. Tudo isso passou pela minha cabeça. Passa meu pai, que foi carnavalesco, minha família, o meu começo como carnavalesco, os ‘nãos’ que eu recebi, os chutes na bunda que eu recebi, as glórias e as derrotas que eu passei nessa Avenida. Tudo isso passou na minha cabeça, e eu senti que era o momento de agradecer. Meu coração estava agradecido, por isso que eu estava desmontado, chorando naquele momento”, revelou.
Em 2025, Jorge Silveira se dedicará exclusivamente à Academia do Samba. Seu atual ciclo vencedor com a Morada se encerrou, mas o carnavalesco acredita que a Mocidade Alegre estará preparada para defender a hegemonia que tem atualmente na elite da folia paulistana.
“Preparadíssima, porque a Mocidade já é desde sempre uma escola muito preparada. O meu trabalho veio para somar a uma rotina que já existia. Com certeza virá um novo profissional que vai dar prosseguimento, e a escola tem total capacidade de brigar pelo tricampeonato e seguir adiante no seu sonho”, garantiu.
Os dois anos trabalhando para a Mocidade Alegre deixam em Jorge Silveira aprendizados para toda a carreira. O carnavalesco fez questão de exaltar a presidente Solange Cruz ao falar sobre o legado que pretende levar para seu trabalho no Salgueiro.
“Solange é uma mestra, uma professora, uma autoridade. Solange me ensinou a enxergar a perspectiva do carnaval de uma forma ainda mais profissional do que eu já via. Me ensinou a enxergar efetivamente a função de cada coisa e como as coisas podem funcionar melhor. Eu devo isso a ela e vou carregar isso para sempre comigo nos futuros carnavais”, concluiu.
Pelo segundo ano consecutivo, a Band apresentou com exclusividade os desfiles da Série Ouro da Liga-RJ, que neste ano a festa ganhou um tom ainda mais especial. Durante os desfiles, as 16 escolas de samba da Série Ouro do Rio de Janeiro concorreram ao Troféu Band Folia.
A audiência deu notas em nove categorias – enredo, comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira, intérprete, samba, bateria, ala de passistas, esquenta e melhor escola – por meio de um QR Code disponibilizado na tela durante os desfiles. Um time de jurados e especialistas da Band também nomearam o destaque do ano.
O resultado foi divulgado na segunda-feira, ao vivo no Jornal do Rio. Já a cerimônia de premiação, com entrega do troféu Band Folia, acontecerá presencialmente no Teatro Claro MAIS RJ em Copacabana, nesta terça às 19h.
Nas redes sociais da @bandtvrio e @bandfolia, os seguidores poderão acompanhar a premiação em tempo real.
“O prêmio tem o propósito de reconhecer e valorizar os talentos que são os verdadeiros protagonistas das Escolas de Samba da Série Ouro”, afirma André Marini, diretor Geral da Band Rio.
Melhor enredo: Arranco do Engenho de Dentro – “Nise – Reimaginação Da
Loucura”, De Nicolas Gonçalves
Melhor comissão De frente: União de Maricá
Melhor casal De Mestre-Sala E Porta-Bandeira: Fabríci Pires e Giovana
Justos ( União de Maricá); Thiaguinho Mendonça e Amanda Poblete (União da
Ilha)
Melhor intérprete: Nêgo (União da Ilha)
Melhor samba: Unidos de Padre Miguel
Melhor bateria: Império Serrano
Ala De Passistas: Estácio de Sá
Esquenta: Unidos da Ponte
Destaque De Ouro: Nil De Imanjá – Templo de Africa da União da Ilha,
Desfilando No Chão
Melhor Escola: Unidos de Padre Miguel
A escola de samba Em Cima da Hora inicia os preparativos para o Carnaval de 2025 e anuncia a renovação do carnavalesco Rodrigo Almeida.
Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO
“Renovar meu compromisso com a Em Cima da Hora é uma alegria indescritível. O Carnaval é a essência da nossa cultura, e poder contribuir para essa celebração é uma honra incomparável”, declarou Rodrigo.
Com o enredo “A Nossa Luta Continua”, do carnavalesco Rodrigo Almeida, a Em Cima da Hora foi a segunda agremiação a desfilar no sábado de carnaval. Marcada por um desfile com um ótimo desempenho do carro de som e canto positivo entre os componentes.
O Rene Sobral chegou na Dragões da Real para o carnaval de 2017, e com isso, defendeu sambas da agremiação por sete carnavais, já que em 2021 não teve desfile. Em 2023 foi a primeira vez que cantou um tema que é dos seus preferidos, o afro. A escola ficou com o vice-campeonato, empatado em pontos com a Mocidade Alegre, e perdeu o título no critério de desempate.
Foto: Fábio Martins/CARNAVALESCO
Em entrevista ao site CARNAVALESCO logo após o desfile das campeãs, comemorou ter aberto portas para o enredo afro na Dragões: “Muito bom, a escola abriu as portas para um caminho maravilhoso que são os temas afros, da nossa ancestralidade, isso é muito bom, para a escola é muito bom”.
A agremiação que tem apenas 23 anos de existência, e desde que chegou no Grupo Especial, em 2012, não saiu mais. Pelo contrário, quase todos os anos, disputa o desfile das campeãs. O sonho é buscar o título inédito, já foram três vezes batendo na trave com o vice-campeonato em 2017, 2019 e 2024. Para René Sobral, que esteve nas três ocasiões, o momento está chegando.
“Energia muito boa, renovamos para buscar mais um desafio de buscar o título para Dragões, que vai vir, vai chegar. Fizemos um espetáculo histórico para o carnaval de São Paulo, todo mundo viu, está imortalizado neste Anhembi. E para o ano que vem vamos esperar o que nosso carnavalesco vai aprontar para nós, mas é coisa boa viu”.
A Dragões da Real renovou com o carnavalesco Jorge Freitas, um dos maiores campeões do carnaval paulista, e vai para o terceiro carnaval com a agremiação vermelha, branca e preta. No primeiro ano ficou em quinto lugar e neste ano, o vice-campeonato, busca o título inédito na caçula do Grupo Especial.
Vale ressaltar que a Dragões voltou oito vezes para o desfile das campeãs, nas doze edições que esteve no Grupo Especial. Ou seja, vai cavando seu espaço na elite do carnaval, e quando não esteve nas campeãs, alternou entre sexto ou sétimo lugar.