A Imperatriz Leopoldinense, vice-campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2024, anunciou a renovação de Ana Botafogo para o desfile de 2025. Ela segue como diretora artística do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Phelipe e Rafaela. Veja abaixo o comunicado da escola.
Foto: Divulgação/Imperatriz
“O trabalho não para! @anabotafogooficial segue na Familia Imperatriz para o Carnaval 2025 Primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ana Botafogo renovou como Diretora Artística do primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Vamos com tudo”.
A Viradouro, atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2024, anunciou mais duas renovações. Seguem na escola os coreógrafos Rodrigo Negri e Priscilla Mota, além do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho e Rute.
Fotos: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO
“Finquei minha bandeira, amor… Eles ficam! Julinho e Rute permanecem como primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Viradouro para o #Carnaval2025! Toda experiência, garra e sintonia da dupla na proteção do nosso pavilhão na Sapucaí”.
“É o ninho da serpente! Um show de talento em nossa comissão! Priscilla e Rodrigo continuam no comando da comissão de frente da Viradouro para o #Carnaval2025! Que seja mais um ano incrível”.
Foi celebrado, na manhã desta segunda-feira, em Brasília, acordo de cooperação entre a União e o município do Rio de Janeiro para a definição de requisitos, modelos e diretrizes para a elaboração de proposta de empreendimento de múltiplos usos na antiga Estação Leopoldina. O prefeito Eduardo Paes revelou após o encontro que uma das novidades para árera é a construção da Cidade do Samba 2 para as escolas da Série Ouro.
Foto: Marcelo Piu/Divulgação Prefeitura do Rio
“Na prática, nós passamos a ter responsabilidade sobre aquele espaço. Já apresentamos, no ano passado, um projeto em que se previa a reforma do prédio da estação. A ideia é que ele seja ocupado, por exemplo, por escolas técnicas do Governo Federal. Também queremos fazer um centro de convenções, em parceria com o setor privado, ao lado do prédio antigo. E, na parte de trás, um conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida, além da Cidade do Samba 2. Então, essa é a direção que vamos caminhar. Agora é detalhar projetos e avançar nisso. É uma grande conquista para a cidade”, afirmou o prefeito Eduardo Paes.
O acordo prevê que a Prefeitura do Rio ficará responsável pela reforma do imóvel. Depois, a destinação do prédio será discutida entre o município e a União. A cooperação técnica incluiainda a área que compreende as linhas férreas da antiga estação de trem. Será um espaço de múltiplo uso, com ocupação habitacional e equipamentos sociais.
Os Acadêmicos do Tatuapé conseguiram no carnaval de 2024 subir um degrau em relação ao resultado do ano passado. O terceiro lugar obtido após um ciclo marcado por profundas mudanças não apenas no regulamento, mas na forma de se apresentar na Avenida, corrobora a notoriedade da escola da Zona Leste quanto a capacidade de interpretar corretamente um regulamento sem abrir mão da produção de um agradável espetáculo audiovisual.
Foto: Lucas Sampaio/CARNAVALESCO
Um dos responsáveis por garantir à Tatuapé tamanho grau de excelência nos últimos anos é o carnavalesco Wagner Santos, que assina os carnavais da Azul e Branco desde o ano do bicampeonato obtido em 2018. Após a apresentação no Desfile das Campeãs, o artista conversou com o site CARNAVALESCO e falou sobre o que faltou para que o resultado da escola em 2024 fosse ainda melhor.
“Com essa mudança que houve no regulamento, havia muita insegurança por parte não só da nossa agremiação, mas por parte das outras agremiações também. Todo mundo tinha dúvida de como os jurados iam enxergar essa nova ideia, essa nova forma de julgar. Isso causou uma certa ansiedade nas pessoas, mas para a gente, graças a Deus, deu tudo certo, foi bacana. O jurado aceitou bem a nossa proposta, fizemos a nossa proposta, subimos mais um degrau e estamos aí, fizemos um carnaval bacana, nossa comunidade está feliz, estamos felizes. Existem outros carnavais, todo ano temos a possibilidade de tentar novamente, de refazer um novo carnaval, uma nova proposta. Estamos aí, estamos felizes”, avaliou.
Em 2024, a Tatuapé apresentou um desfile com ideias criativas e diferentes para o universo dos desfiles da própria escola. A comissão de frente apresentou um tripé, elemento não usual na agremiação, além de uma estética ousada de uma única cor para o carro Abre-alas e a solução de bandeirolas típicas de Festa Junina fixadas no topo da segunda alegoria que foram carregadas por guardiões da ala que vinha logo atrás. Wagner garantiu que para 2025 a Tatuapé seguirá trazendo novidades, e aproveitou para exaltar os desfiles ocorridos em 2024 como um todo em São Paulo.
“Vamos estar sempre apostando na ousadia, e vamos estar apostando também em novas propostas, novas ideias. Com certeza no ano que vem, pelo que já se observou nesse último carnaval, as pessoas das outras agremiações também estarão apostando em ideias novas, propostas novas, movimento no carro, um trabalho de iluminação, trabalhos mais cenográficos, mais artísticos, então eu acredito que sim, que o Carnaval melhorou muito. Eu gostei muito do resultado, gostei muito da forma que foi apresentado. Esse ano a gente teve um Anhembi cheio em todas as noites, até mesmo para assistir os desfiles do Acesso 1 e do Acesso 2. As noites foram maravilhosas e fomos agraciados por noites também de céu estrelado. Realmente foi fantástico, eu gostei muito do carnaval esse ano. Foi um Carnaval muito especial, um Carnaval diferente, e tenho certeza de que as pessoas que assistiram o espetáculo também sentiram essa diferença. Algumas reclamaram das mudanças na transmissão, dos novos comentaristas, outros reclamaram da forma do julgamento, mas isso tudo é uma questão de costume e se adaptar às novas regras, às novas formas de julgamento. Tudo isso para fazer um grande espetáculo. São Paulo está de parabéns, estou muito feliz com o resultado. Independente de colocação, eu estou muito feliz com o resultado. E as outras agremiações também, parabenizar a todas, que todas fizeram um trabalho realmente fantástico”, afirmou.
Questionado quanto a possíveis conversas em andamento para o projeto do próximo carnaval, Wagner Santos afirmou que em 2025 a Tatuapé pretende partir para uma nova proposta de enredo, saindo do estilo de temas apresentados nos últimos anos.
“A gente está com ideias novas sim. A gente pretende, já no próximo ano, fazer um novo projeto, e já no próximo carnaval fugir um pouco da linha CEP. A gente vai partir para uma outra proposta, uma proposta mais cultural, mais artística mesmo, algo que as pessoas esperam. Eu tenho certeza de que a Acadêmicos do Tatuapé, a nossa diretoria da Acadêmicos, vai estar preparando uma grande ideia, um grande enredo para a gente fazer um grande trabalho”, garantiu.
O Carnaval 2025 já começou para a Unidos de Bangu. A escola acertou nesta segunda-feira com os carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel para o desenvolvimento artístico do próximo desfile. Na Série Ouro, o último trabalho da dupla foi na Cubango, quando alcançaram o quinto lugar com o enredo “A voz da liberdade”, em 2020, sobre o abolicionista Luís Gama.
Foto: Divulgação/Bangu
Raphael Torres e Alexandre Rangel trabalham juntos há mais de uma década. Antes da Cubango, desenvolveram três desfiles na Série Ouro defendendo a Renascer de Jacarepaguá, em 2017, 2018 e 2019, e outro na Caprichosos de Pilares, na reedição do enredo “E por falar em saudade”, em 2010.
“Estamos muito felizes pelo convite que recebemos para defender a Unidos de Bangu no próximo carnaval. É um novo desafio, um novo ciclo que se inicia e a nossa expectativa é fazer um grande desfile para que a escola alcance seus objetivos”, disse o carnavalesco Alexandre Rangel.
No Carnaval 2024, a Unidos de Bangu apresentou o enredo “Jorge da Capadócia” e ficou na 10ª colocação da Série Ouro.
A semana pós-desfiles foi agitada nas escolas de samba de São Paulo e os carnavalescos de quase todas as agremiações do Grupo Especial foram anunciados. Das quatorze escolas, apenas duas ainda não anunciaram o seu carnavalesco.
Foto: Divulgação/Camisa Verde e Branco
Foram sete renovações para 2025
A primeira renovação foi a de Jorge Freitas que vai para o terceiro carnaval na Dragões da Real. Em sequência tivemos Leandro Barboza rumo ao quarto carnaval na Império de Casa Verde e Wagner Santos no sétimo carnaval consecutivo pela Tatuapé.
O Sidnei França vai para o terceiro carnaval no Vai-Vai, e desta vez junto com o trabalho na Estação Primeira de Mangueira. Assim como Pedro Alexandre, famoso Magoo, permanece na Barroca Zona Sul para o segundo carnaval.
De volta a elite, Terceiro Milênio renovou com Murilo Lobo para o sétimo carnaval na agremiação. Assim como Anselmo Brito segue na Colorado do Brás, é o terceiro carnaval defendendo o pavilhão em sequência.
Meia renovação e meia novidade na bicampeã
Além deles, a atual bicampeã do carnaval de São Paulo, a Mocidade Alegre anunciou a renovação do Jorge Silveira que também estará no Acadêmicos do Salgueiro. A diferença é que terá uma parceria com Caio Araújo, que desenvolveu os últimos dois carnavais da Mocidade Unida da Mooca no Grupo de Acesso I.
Novidades
A última novidade é a do carnavalesco carioca, Cahê Rodrigues, que foi anunciado no Camisa Verde e Branco. Ele que esteve em São Paulo para desenvolver o carnaval de 2013 no Vai-Vai e terminou no 7ª lugar, e agora retorna para o carnaval paulistano. Em 2024 esteve na União da Ilha e na Boi da Ilha da Série Bronze, onde foi campeão.
Outra escola que optou por um artista carioca é a Rosas de Ouro, que teve a saída do Paulo Menezes e anunciou Fábio Ricardo. Carnavalesco que fez seu primeiro trabalho em São Paulo neste 2024, pela Vila Maria no Grupo de Acesso I, agora terá uma missão no Especial.
A Mancha Verde teve a saída do André Machado, que seguiu para o Águia de Ouro, e optou por uma comissão de carnaval para desenvolver o tema em 2025.
Indefinições
As únicas agremiações que não divulgaram fico ou mudança até o momento da matéria, é a Acadêmicos do Tucuruvi que conta com o Dione Leite e Yago Duarte, Gaviões da Fiel com o trio Julio Poloni, Rodrigo Meiners e Rayner Pereira, mas vale citar que neste caso dos Gaviões estão em ano de eleição, ocorre em março.
O rebaixamento da Colorado do Brás no Grupo Especial de 2022 foi bastante sui generis. A escola foi penalizada em meio ponto por conta do uso de uma camisa de uma marca – o que configurava merchandising, passível de punição. Se não fosse por tal situação, a escola do Centro de São Paulo ficaria em uma tranquila oitava colocação. Em 2023, após um desfile elogiado no Grupo de Acesso I, a Alvirrubra ficou em quinto – em pelotão que tinha oito agremiações. Já em 2024, com o enredo “Os Encantos da Raiz do Mandacaru”, a instituição conquistou o segundo pelotão do carnaval paulistano – garantindo o retorno à divisão de elite. Em entrevista exclusiva ao CARNAVALESCO após o Desfile das Campeãs, Antônio Carlos Borges, o Ká, presidente do grêmio, esmiuçou detalhes relativos à exitosa apresentação.
Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO
Como reagir?
Após dois desfiles com resultados bastante contestados por muitos, o que a Colorado fez para buscar ânimo, na ótica do próprio presidente da escola, foi uma sequência de situações: “Primeiro de tudo, o difícil é observar o resultado do carnaval. Depois, viramos a chavinha e pensamos no próximo projeto. Fizemos isso, com um enredo diferente (falamos do mandacuru nada seco, algo que sabemos que existe, mas algo para mostrar que existe alegria no Nordeste) e, depois, pensar em um novo propósito”, relembrou.
Em outro momento, ele deu a entender que não concorda com o resultado geral da escola em anos anteriores: “O que nos deixa triste no carnaval é que as pessoas que ficam erram mais do que você. Essa é a nossa maior tristeza no carnaval”, disparou o mandatário.
Redenção
O que, então, fez a escola do Centro de São Paulo renascer na tabela de classificação em 2024? Na visão de Ká, a manutenção do trabalho que vinha sendo feito. “É o mesmo carnavalesco, as pessoas são as mesmas, o meu povo é o mesmo. Nós já começamos o nosso planejamento e pode parecer louco, mas nós já fizemos um almoço para conversar justamente sobre essas preocupações. Abrir a sexta-feira não é fácil, a gente sabe, vêm mais seis escolas depois… sabemos que a logística de sexta-feira também é difícil, escolher o enredo é difícil. Tem que mostrar que você é capaz e merece ficar. Estamos estudando coisas legais, coloridas e lúdicas. Carnaval na sexta-feira tem que ser assim. Estamos muito confiantes e temos algumas coisas em mente para não dar problema e, também, não errar. Não é fácil cair e, muito menos, subir. É difícil demais”, destacou, já falando sobre o planejamento para o próximo ciclo carnavalesco.
Também houve um componente importante no projeto, de acordo com o mandatário: diminuir o número de ocorrências negativas: “Não podíamos errar o que erramos em 2023. Não podemos ser hipócritas e falar que estamos com toda a razão, que não erramos nada. Tivemos erros. Arrumamos o que erramos e passamos com perfeição em 2024”, comemorou.
Comunicação com o público
Outro ponto destacado por Ká no Desfile das Campeãs foi a ótima aceitação do público presente no Anhembi em relação à exibição da escola: “Fizemos um desfile para o público, como foi mostrado nesse Desfile das Campeãs. Como presidente, em treze anos, é a primeira vez que eu vejo a arquibancada fazendo o que fez hoje. Estou muito satisfeito com o resultado e com a aceitação do povo com a Colorado. Eu não esperava”, finalizou.
O Império Serrano anunciou neste domingo o desligamento do carnavalesco Alex de Souza. A escola não revelou o nome do artista para o desfile do ano que vem. Veja abaixo o comunicado da escola.
Foto: Divulgação/Império Serrano
“Hoje o Império Serrano se despede do carnavalesco Alex de Souza, responsável pelos projetos artísticos dos desfiles de 2023 e 2024.
Através de sua arte, Alex trouxe momentos especiais à escola, com dois trabalhos que encheram o coração do imperiano de felicidade e orgulho.
Desejamos que a sua caminhada seja repleta de novos sucessos, Alex. O Império Serrano agradece toda dedicação durante esse período”.
A Viradouro, atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro, anunciou a renovação com mestre Ciça para o Carnaval 2025. Veja abaixo o post da escola.
Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO
“Tá dentro, meu filho! 🌪️🇦🇹💀 A Furacão Vermelho e Branco continua sob o comando do Caveira, nosso querido mestre Ciça! Que venha mais um grande desfile e aquele show de ritmo na Sapucaí!.
Como foi a bateria no desfile (Por Freddy Ferreira)
Um desfile extraordinário da bateria da Unidos de Viradouro, regida pelo lendário mestre Ciça. Uma conjunção sonora de raro valor musical foi exibida. Com um andamento cadenciado, foi possível constatar uma fluência ímpar entre todos os naipes do ritmo da escola do Barreto. A boa equalização de timbres também jogou a favor, proporcionando um equilíbrio acima da média. Bossas potentes e que levantaram a Avenida ajudaram na sensação de um autêntico sacode.
Na parte de trás do ritmo, uma afinação muito boa de surdos foi percebida. Marcadores de primeira e de segunda foram firmes, mas precisos durante todo o desfile. Surdos de terceira foram responsáveis pelo bom balanço tanto em ritmo, quanto nas bossas. Uma ala de repiques coesa tocou integrada a um naipe de caixas de guerra bastante ressonante, com a peculiar batida com levada de partido alto. Atabaques contribuíram de modo único, principalmente nas bossas com toques afros.
Na cabeça da bateria da Viradouro, um naipe de cuícas mostrou sua nítida qualidade sonora. Uma ala de chocalhos sólida tocou entrelaçada com um naipe de cuícas de elevada técnica. O desenho de tamborim da Unidos da Viradouro possui uma musicalidade simplesmente incrível. Menção positiva para o trecho do “toque de Adarrum” como pede o próprio samba, além do refrão do meio e início da segunda. A execução privilegiada da convenção rítmica dos tamborins agregou imensamente à sonoridade da bateria “Furacão Vermelho e Branco”.
Bossas profundamente integradas ao belo samba-enredo da Viradouro garantiram apresentações potentes para jurados. Arranjos com densidade musical foram produzidos. Com direito a pressão do impacto sonoro provocado pelos surdos, além de paradinhas que atrelaram o tema de vertente africana da escola à sonoridade produzida. As bossas que utilizam os atabaques para realçar os toques afros garantiram não só uma musicalidade diferenciada, como interação popular a cada realização.
A apresentação da primeira cabine (módulo duplo) foi monumental. Um ritmo de extrema fluência entre os naipes foi produzido, com bossas bem encaixadas. A exibição na segunda cabine de julgador foi tão boa quanto a primeira, recebendo aplauso do jurado e também ovação do público. A apresentação no último julgador manteve o nível das demais, mesmo com a caixa de som mais próxima com volume elevadíssimo. Tal fato, inclusive, fez o julgador mudar sua posição para poder ter melhor percepção da Viradouro. Nem isso atrapalhou mestre Ciça de dar um verdadeiro show, para encerrar o desfile magistral da bateria “Furacão Vermelho e Branco” da Unidos do Viradouro. A consistência exibida nos módulos tem tudo para garantir a pontuação máxima para o icônico mestre Caveira.