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Diogo Nogueira, Xande de Pilares e convidados celebram os 45 anos do Clube do Samba na Cidade das Artes

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Dia 5 de maio de 1979. João Nogueira e os maiores compositores e cantores da história do samba se reuniram, em uma casa do subúrbio carioca, para manter viva as raízes da música brasileira. O que começou como um ato de resistência, esse ano comemora incríveis 45 anos de legado e orgulho. Para festejar, no dia 5 de maio de 2024 (domingo), a Família Nogueira apresenta o Clube do Samba – A Grande Roda, na Cidade das Artes, uma grande festa com shows completos de Diogo Nogueira e Xande de Pilares – dois artistas do samba. No repertório, músicas como “Clareou”, que já foi gravada pelos dois artistas, “Pé Na Areia”, “Fé em Deus”, de Diogo Nogueira e “Só Depois” e “Coração Radiante”, de Xande de Pilares. O evento também conta com as essenciais rodas de samba com Marina Iris e o cantor e compositor Didu Nogueira, sobrinho e braço direito de João no Clube do Samba, além do lançamento do livro “É Disso Que O Povo Gosta!”, de Paulo Henrique Noronha, repleto de depoimentos sobre o João Nogueira e a história do movimento. Será uma celebração ao samba! Os ingressos já estão à venda no site: https://bileto.sympla.com.br/event/92423

roda clube

“O aniversário do Clube do Samba será único, uma linda festa para comemorarmos 45 anos de resistência, mas também de muita gratidão e alegria em contribuir para o fortalecimento do samba do subúrbio carioca”, destaca Diogo Nogueira. A atual presidente do Clube do Samba, Angela Nogueira, fortalece a importância da festa: “É pelo movimento, é pela história e por ter sido uma das alavancas responsáveis em transformar o samba no que ele é hoje.”

Clube do Samba – A Grande Roda faz parte da grande celebração Clube do Samba 45 anos, um movimento especial que reúne diversas ações em 2024 para enaltecer o legado de João Nogueira e mostrar a importância do Clube do Samba para a música brasileira. As atividades tiveram início em fevereiro, com o sucesso do baile e o bloco de carnaval, em que Diogo Nogueira arrastou mais de 50 mil pessoas pela Avenida Atlântica, em Copacabana. O projeto inclui ainda o musical “Através do Espelho”, dirigido por Gustavo Gasparani, e também um espetáculo voltado para o público infantil, dirigido por Diego Moraes e Pedro Henrique Lopes. Clube do Samba 45 anos foi desenvolvido por Clarisse Nogueira, do Clube do Samba, em parceria com Fernando Campos, do Grupo Prismah.

Clarisse Nogueira, que atualmente está à frente do Clube do Samba ao lado da mãe Angela Nogueira, destaca que o Clube do Samba 45 anos vem para contar toda a história de João Nogueira através da música. “O nosso objetivo é que o Brasil conheça o que é o Clube do Samba. Muito mais que um movimento, o clube traz entretenimento, cultura e promove ainda um projeto social que atende gratuitamente cerca de 120 crianças no subúrbio do Rio”, explica Clarisse. Além de proporcionar muita roda de samba, o Clube do Samba há 10 anos, através do Clubinho do Samba, promove cultura e educação para crianças e jovens no bairro da zona norte do Rio com aulas gratuitas de canto, teatro, violão, cavaquinho, percussão e capoeira. Graças ao patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, capital do G20, Secretaria Municipal de Cultura, Instituto Yduqs I Estácio de Sá, Unisys e Windsor Hoteis, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS.

Serviço Clube do Samba – A Grande Roda
Dia: 5 de maio (domingo)
Horário – Abertura da casa: 16h
Atrações: Show completo de Diogo Nogueira, Xande de Pilares e roda de samba com Didu Nogueira e convidados
Local: Cidade das Artes (na praça coberta)- Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ, 22793-080
Valores 1º lote:
Pista R$ 120,00 (inteira) / R$60,00 (meia)
Pista Premium – R$ 190,00 (inteira) / R$95,00 (meia)
Camarote 1 – R$ 240,00 (inteira) / R$120,00 (meia)
Vendas já disponíveis na Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/92423

Sobre o Clube do Samba: Enquanto as estações de rádio e televisão privilegiavam apenas as músicas de discoteca americana, João Nogueira no dia 5 de maio de 1979 criou o Clube do Samba para fortalecer as raízes brasileiras. O movimento sociocultural nasce como um espaço de resistência à “invasão” da música americana no país, de forma humilde, dentro da casa de João Nogueira, no Méier, zona norte do Rio de Janeiro. A atividade principal do Clube do Samba? Rodas de samba no quintal da residência, onde se reuniram os maiores compositores e cantores da história do samba. Ao longo da trajetória do clube, artistas como Beth Carvalho, Martinho da Vila, Alcione, Cartola, Elizeth Cardoso, Ivone Lara, Clara Nunes, entre tantos outros que fortaleceram a iniciativa. João Nogueira presidiu o Clube por 21 anos, até seu falecimento em 2000, quando Ângela Nogueira assumiu a presidência e continua até hoje, com o objetivo de perpetuar o samba e formar culturalmente crianças e adolescentes carentes.

Conheça o enredo da União de Maricá para o Carnaval 2024

A União de Maricá definiu o seu enredo para o Carnaval 2025. Em busca do título da Série Ouro e o acesso ao Grupo Especial, a escola vai exaltar uma das entidades mais populares da umbanda carioca: Seu Sete, Rei da Lira. Intitulado “O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7”, o tema autoral aprovado pela diretoria será desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira e mostrará as faces do Exu festeiro, que marcou época no Rio de Janeiro.

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Arte: Rodrigo Cardoso/Divulgação Maricá

Seu Sete da Lira é um Exu Sete Encruzilhadas e tinha como médium a Mãe Cacilda de Assis, dona de um terreiro de umbanda em Santíssimo, na Zona Oeste, fechado na Ditadura Militar no início dos anos 70. A entidade se popularizou muito – inclusive, virou atração na TV, como nos programas do Chacrinha e Flávio Cavalcanti -, compôs álbum musical, fundou bloco carnavalesco e reuniu uma legião de seguidores. Para Leandro Vieira, essa alma festeira vai ditar o próximo carnaval da União de Maricá.

“Seu Sete e Mãe Cacilda carregam o universo do samba e do carnaval na história particular de fé que une a famosa entidade e seu “cavalo de santo”. Com o enredo “O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7″, mergulho na curimba suburbana tendo a entidade e a ialorixá que tornaram-se os mais proeminentes nomes para a popularidade da umbanda carioca como material para celebrar a fé que transborda em música e exuberância”, disse Leandro. Ele completou:

“Por si só, Seu Sete já é cheio de grandes particularidades, com o sabor próprio que só uma entidade que “baixava” no Rio de Janeiro pode ter. Um Exu violeiro, flamenguista, devoto de Santo Antônio e muito chegado ao carnaval, das escolas de samba e dos blocos de rua, que bebia e cantava enquanto trabalhava no terreiro de Santíssimo. De tão famoso, tornou-se um “Exu Pop”, um astro de altíssima popularidade que chegou a ser convidado para se apresentar na TV, tendo transformado o programa do Chacrinha num terreiro que assistiu sua incorporação ser transmitida ao vivo para todo o Brasil. Olho para essa “encruzilhada” pra lá de brasileira cheio de vontade de produzir exuberância e festa”, explicou o carnavalesco.

Neta de Mãe Cacilda, Bárbara de Assis definiu que a alegria sempre foi o grande legado deixado por Seu Sete e isso deve ser cultivado. Ela comemorou a oportunidade do legado de sua avó ser exaltado no carnaval através da União de Maricá em 2025.

“A minha avó e o Seu 7 nos ensinaram, ao longo da caminhada, apenas a alegria. Para nós e para os milhares de fiéis, a alegria dos dois sempre foi representada pelo carnaval. Foi pela alegria que os dois reuniram milhares de necessitados nas noites de sábado em Santíssimo. Foi pela alegria que ambos fundaram um bloco carnavalesco. Pela alegria, ambos promoveram o encontro da fé e da humanidade através da própria manifestação de seu trabalho. Hoje, é com essa mesma alegria que todos nós vemos a memória da minha avó e a presença do Seu Sete, sendo festejada pela criatividade do Leandro no desfile da União de Maricá. Isso é mais do que uma homenagem. Para nós, é um reviver, como o próprio Seu Sete, Rei da Lira, cantava”, afirmou Bárbara.

Em 2024, a União de Maricá desfilou pela primeira vez na Sapucaí e alcançou a quarta colocação da Série Ouro. Com boa parte dos segmentos renovados do último carnaval, a escola já deu início aos trabalhos e vai divulgar em breve detalhes sobre o cronograma.

‘Saravá Umbanda’ é o enredo do Morro da Casa Verde para o Carnaval 2025

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O Morro da Casa Verde anunciou através de suas redes sociais o enredo que levará para o Sambódromo em 2025. “Saravá Umbanda” é o título do enredo que a escola da Casa Verde defenderá no próximo ano, sendo desenvolvido pelo Carnavalesco Ulisses Bara, em seu segundo ano na Verde e Rosa. Confira abaixo o texto divulgado pela escola:

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“E o Morro da Casa Verde pede licença aos falangeiros de orixás e entidades, e apresenta para o carnaval 2025: Saravá Umbanda. Uma história de luz, caridade e amor.

A Umbanda é paz e amor
Um mundo cheio de Luz
É força que nos dá vida
E a grandeza nos conduz”

Presidente da Liesa revela desejo de baixar ingressos de arquibancadas para os desfiles do Grupo Especial

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Durante o podcast “Só se for agora”, de Jorge Perlingeiro, na noite da última segunda-feira, o presidente da Liesa, Gabriel David, revelou que a nova diretoria está estudando uma redução nos valores das arquibancadas para os desfiles do Grupo Especial no Carnaval 2025.

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Divulgação/Riotur

“Estamos fazendo uma mudança de reestruturação de preços da Liesa. Quero tornar os precos mais acessíveis para o povo nas arquibancadas. A ideia é que a gente consiga de fato baixar os precos das arquibancas e daí os aumentos naturais, que precisam acontecer de ano após ano, principalmente, nos camarotes. A proposta, através de um estudo do departamento financeiro da Liga, por parte do João Drumond, é reduzir os valores de todas arquibancadas”, disse.

Entrada gratuita no sorteio

O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, revelou na noite desta segunda-feira, durante participação no podcast “Só se for agora”, de Jorge Perlingeiro, que o horário de entrada gratuita do público no sorteio da ordem dos desfiles do Grupo Especial para o Carnaval 2025, no dia 23 de maio, será de 19h às 21h, através da doação de 1kg de alimento não perecível. O dirigente revelou também que haverá show de samba, com nomes que ainda vão ser definidos, além da apresentação da Viradouro, atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

Pela primeira vez, a Liesa fará o sorteio da ordem dos desfiles do Grupo Especial com entrada franca para o público, na Cidade do Samba, somente no período estipulado pela Liga.

Nos próximos dias haverá reuniões plenárias, com os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial, e o regulamento do Carnaval 2025, inclusive, sobre a formação dos pares para o sorteio. O primeiro encontro será no dia 6 de maio, na sede da Liesa.

Unidos da Tijuca promove ‘Feijoada do Trabalhador’ no feriado com entrada franca

Para comemorar junto a quem dá duro, sua e veste a camisa, a Unidos da Tijuca realiza no feriado do dia 1° de maio, quarta-feira, a Feijoada Nota 10 especial do Dia do Trabalhador em sua quadra de ensaios. A entrada é franca, retirando a cortesia antecipada no Sympla.

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Foto: Divulgação/Liesa

A partir das 13h, Serginho Picciani comanda a roda de samba com muito pagode e samba de raiz. Entre os convidados, o cantor e compositor Chico Alves e Ito Melodia, intérprete da escola do Borel. A voz feminina de Flavia Saolli e o cantor André Campanã completam as atrações. O tradicional encerramento estará a cargo da bateria Pura Cadência. O ingresso de pista é gratuito com retirada antecipada pelo Sympla. Mesa com 4 cadeiras sai por R$ 40,00 (antecipado) e a feijoada apenas R$ 25.

A quadra da Unidos da Tijuca fica localizada na Avenida Francisco Bicalho 47 – Santo Cristo. Quem preferir, poderá adquirir o ingresso através do televendas (21) 98165-1753. Censura livre. Há estacionamento amplo no local

Serviço:
Feijoada Nota 10 – Especial do Trabalhador
Data e horário: dia 1º de maio, a partir das 13h
Atrações: Roda de Samba do Serginho Picciani com Chico Alves, Ito Melodia e convidados
Ingressos: Entradas Gratuita, retirando o ingresso pelo Sympla – prato de feijoada R$ 25
Local: Quadra da Unidos da Tijuca – Avenida Francisco Bicalho 47 – Santo Cristo
Estacionamento no local
Classificação Livre
Vendas On-Line: https://www.sympla.com.br/feijoada-nota-10—dia-do-trabalhador__2424849

Liesa define horário da entrada gratuita no sorteio da ordem dos desfiles do Grupo Especial para o Carnaval 2025

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O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, revelou na noite desta segunda-feira, durante participação no podcast “Só se for agora”, de Jorge Perlingeiro, que o horário de entrada gratuita do público no sorteio da ordem dos desfiles do Grupo Especial para o Carnaval 2025, no dia 23 de maio, será de 19h às 21h, através da doação de 1kg de alimento não perecível. O dirigente revelou também que haverá show de samba, com nomes que ainda vão ser definidos, além da apresentação da Viradouro, atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

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Foto: Henrique Matos/Divulgação Liesa

Pela primeira vez, a Liesa fará o sorteio da ordem dos desfiles do Grupo Especial com entrada franca para o público, na Cidade do Samba, somente no período estipulado pela Liga.

Nos próximos dias haverá reuniões plenárias, com os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial, e o regulamento do Carnaval 2025, inclusive, sobre a formação dos pares para o sorteio. O primeiro encontro será no dia 6 de maio, na sede da Liesa.

Fabrício Pires e Giovanna Justo seguem como primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da União de Maricá

A condução do pavilhão maricaense seguirá sob a responsabilidade de Fabrício Pires e Giovanna Justo em 2025. O casal de mestre-sala e porta-bandeira acertou a continuidade na União de Maricá na tarde desta segunda-feira. Eles receberam dois prêmios pelo desempenho no último desfile e vão para o segundo ano na escola.

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Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

Fabrício e Giovanna chegaram na União de Maricá após defenderem a Acadêmicos de Niterói. Eles dançam juntos desde o Carnaval 2019, quando estavam na São Clemente e também passaram pelo Acadêmicos do Sossego.

Com muita experiência, Fabrício Pires defendeu diversas escolas do Rio de Janeiro. Ele foi primeiro mestre-sala da Portela, Caprichosos de Pilares, Tradição, Mocidade Independente de Padre Miguel, Porto da Pedra e Sossego.

Cria da Estação Primeira de Mangueira, Giovanna Justo empunhou o pavilhão verde e rosa por 15 carnavais e foi campeã do Grupo Especial duas vezes, mesmo número de conquistas que teve na Unidos da Tijuca. A porta-bandeira também dançou na Vila Isabel e na Viradouro.

Com a renovação de Fabrício e Giovanna, a União de Maricá deu mais um passo para a manutenção de parte da equipe que conquistou o quarto lugar da última Série Ouro. Até o momento, somente o carnavalesco Leandro Vieira não esteve no desenvolvimento do último carnaval.

Conheça o enredo e a sinopse da X-9 Paulistana para o Carnaval 2025

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Enredo: “Clareou! Um novo dia sempre vai raiar”.

O Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba X-9 Paulistana se inspira nos versos da música “Clareou” para fazer do seu cinquentenário carnaval de 2025 um abraço em todas as pessoas que buscam um recomeço. Diante da epidemia de transtornos de saúde mental no Brasil e no mundo, vamos potencializar toda a alegria de um desfile de escola de samba para oferecer uma mensagem positiva àqueles que, no girar incessante da roda da vida, encontram-se num momento de queda. Cair é saber levantar. Mas ninguém levanta sozinho. E nós estaremos na avenida, cantando e sambando no asfalto, para celebrar o nosso próprio recomeço e inspirar o de tantas outras pessoas. Afinal, “pode a dor uma noite durar mas um novo dia sempre vai raiar”. Raiou para nós, há de raiar para você.

Cada xisnoveano que pisar no Sambódromo viverá uma nobre missão: levar alegria onde hoje só há tristeza; oferecer esperança onde só existe o medo; inspirar resiliência onde só há resignação. Eu sei que por vezes parece difícil acreditar numa vida melhor mas, como a música nos diz, “Pra tudo tem um jeito e se não teve jeito ainda não chegou ao fim”.

Eureka! Esse jogo ainda não acabou. Amparados pela fé, pela arte e pela ciência levaremos nossa mensagem. Durante todo o desfile, esses três pilares vão caminhar juntos na busca pelo recomeço. É hora de levantar! Levantar e mergulhar na magia infinita que o carnaval proporciona para redescobrir a vida. Encontrar o melhor de si e do mundo. A fase das trevas está acabando. “Você já sofreu demais. Agora chega!”.

Se “a vida é para quem sabe viver”, é hora de absorver os ensinamentos daqueles que melhor compreenderam essa arte. A filosofia dos povos baniwa, que formam uma comunidade indígena de ocupação concentrada sobretudo no noroeste da Amazônia, nos ensina que o bem viver se constitui a partir da harmonia entre os seres humanos e a natureza. Os baniwa aprendem a trabalhar juntos pelo bem-estar coletivo, num esforço permanente para que haja uma vida estável e confortável. Isso tudo sem perder de vista o esforço pela preservação das nossas riquezas naturais.

A ordem aqui é ouvir a Amazônia. “Amazônia mãe”, como cantamos certa vez nesta avenida. Naquela noite, inclusive, expusemos em destaque a vitória-régia, a mais amazônica de todas as plantas. Hoje, é ela quem vai nos oferecer mais uma lição fundamental: sua beleza singela sugere ser esta uma planta indefesa, mas a vitória-régia guarda dentro de si uma camada de espinhos que lhe garante proteção. Guarde, pois, essa lição: por dentro, somos muito mais fortes do que parecemos por fora.

Comunidades nativas enxergam nesta planta também um símbolo de renascimento. Criaram este simbolismo observando que o seu ciclo de vida dura apenas dois dias: no primeiro, sua flor desabrocha ao anoitecer; no segundo, após a polinização, ela submerge para formar o fruto cuja semente, algum tempo depois, vai se renovar para criar novas unidades da vitória-régia. A vida sempre continua. Às vezes é tempo de submergir; às vezes é tempo de florescer. Tempo de começo, tempo de recomeço.

Seguindo nossa viagem de renascimento, nos encontramos agora com as nossas origens como nação. Enxergamos assim a capacidade de resistir e recomeçar como um dom que o brasileiro transporta de geração em geração. Quando olhamos para o horror do período da escravidão, frequentemente pensamos nas agressões físicas que sustentaram por quase quatro séculos esse capítulo triste de nossa história, mas é preciso lembrar também que essa época está marcada por agressões psicológicas que entraram inclusive para a literatura médica da época: o “banzo” era a enfermidade psíquica que acometia milhares de homens e mulheres escravizados.

A origem da palavra “banzo”, de acordo com uma corrente de historiadores e estudiosos das línguas africanas, está relacionada à saudade que essas pessoas sentiam de suas casas. Para resistir ao “banzo” e recomeçar tão longe do seu lugar, sobretudo em condições tão adversas, foi preciso fazer – dentro do possível – do Brasil um novo lar. Para resistir, negros e negras adornavam a poesia da vida dura com melodias que até hoje reverberam em sambas – não só os sambas de enredo – e outros gêneros de raiz igualmente preta.

A arte preta se manifestou também em dança, batuque, capoeira e numa produção intelectual que se desenvolveu mesmo sem que houvesse uma igualdade de condições e oportunidades. Para tanto, as redes de afeto e proteção mútua criadas pelos escravizados e seus descendentes também cumpriram um papel fundamental. Os quilombos nasceram para agrupar forças. Foi assim que muitos se levantaram e muitas conquistas surgiram. Aquilombar, por aqui, sempre foi somar.

Exaltar essa mobilização e essa força criativa do povo preto brasileiro não é, de maneira nenhuma, normalizar essa sequência de agressões que exigiu tamanha resiliência. É, na verdade, atestar que para lutar era preciso estar vivo. E para estar vivo era preciso superar o banzo. Nos quilombos, força era uma corrente que se passava e se recebia de cada um dos seus irmãos na tentativa de provar que “nem sempre o jogo é assim”, cruel. Que jamais seja, então.

Pouco a pouco o desfile vai passando e a dispersão se aproxima trazendo com ela um retorno à vida real do dia-a-dia. Mas nada será mais como antes! “Um novo dia sempre vai raiar” e esse dia há de ser diferente! Não só levantaremos: permaneceremos de pé mesmo quando o mundo quiser nos levar ao chão. Como?

Antes de mais nada, é fundamental saber que procurar ajuda não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, é sinal de força e coragem para dar a volta por cima. A cada ano que passa a ciência evolui mais e mais para qualificar cada vez melhor os profissionais que, com seu conhecimento, também estendem os seus braços para nos tirar do chão.

E que ninguém pense em colocar a fé e a ciência em lados opostos. Pelo contrário. Reerguer quem está caído é unir forças: a ciência é indispensável e a fé, seja ela qual for, também pode ser uma ferramenta essencial neste processo, sobretudo porque o que as religiões nos ensinam de mais bonito é justamente a disposição em auxiliar quem mais precisa de conforto. Não importa qual seja o seu Deus, “quem está com Ele nunca está só”.

Encerramos nosso desfile completando nossa rede de proteção em outras dimensões. Faz bem ter a certeza de que em algum lugar olham por nós divindades superiores – tenham elas o nome que tiverem em sua crença – e também nossos antepassados, que fazem falta aqui no nosso plano mas seguem vivos em nossas lembranças.

Neste meio século de samba, ganhei e perdi. Vivi quedas e ascensões. Mas nunca estive desamparado por quem me ama. Viro cinquentona me sentindo forte e esperançosa em passar nesse desfile uma mensagem que te fortaleça também.

Sou a X-9 Paulistana e te garanto: você não está sozinho. Vamos encerrar nosso desfile olhando para o céu porque dele virá o amanhã iluminado que decretará o fim de um tempo de escuridão. Este novo tempo chegará assim, de surpresa: “Quando menos esperar… Clareou!”.

Concepção: Mestre Adamastor, Amauri Santos e Leonardo Dahi
Pesquisa, desenvolvimento e texto: Amauri Santos e Leonardo Dahi

Os versos em negrito são extraídos da música “Clareou”, de Rodrigo Leite e Serginho Meriti: a trilha sonora que nos inspirou a fazer deste carnaval um abraço em quem precisa de conforto para recomeçar

Terceira Edição do Circuito Salgueirense de Botequins homenageia matriarcas do Samba

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No próximo domingo, das 13h às 21h, os dez bares participantes do Circuito Salgueirense de Botequins retornam à quadra do Acadêmicos do Salgueiro com um novo cardápio e a adição de um convidado especial, o Bar Enchendo Linguiça, totalizando 11 estabelecimentos servindo o melhor da culinária de boteco. Parceria da Academia do Samba com Bar da Frente, Bar do Momo, Bar da Gema, Bar do Bode Cheiroso, Cine Botequim, Bar da Portuguesa, Botero, Pescados na Brasa, Baixela e Groen, este evento, que estreou com sucesso em março de 2024, oferece mensalmente uma nova experiência gastronômica, regada à muita música e diversão. Esta edição será uma homenagem ao mês das mães, celebrando as matriarcas do Samba.

botequins salgueiro

Assim como nas edições anteriores, o Mestre Carlinhos Salgueiro, diretor artístico da Vermelho e Branco tijucana, estará presente conduzindo mais uma aula de Samba no Pé. O Quintal da Furiosa continuará comandando o batuque durante o evento e receberá convidadas especiais como Yeda Maranhão, Flávia Saolli, Thati Carvalho e Lunna Beatriz.

Serão oferecidas duas modalidades de ingresso de pista:

– Ingresso Solidário: Disponíveis gratuitamente no site GuicheWeb, com a condição de doação de 1 kg de alimento não perecível no momento da entrada na quadra. Caso o kg de alimento não seja entregue na entrada, será cobrada uma taxa de R$ 10,00.

– Ingresso de Pista: R$ 10,00, disponíveis para compra no site da GuicheWeb.

Para aqueles que desejam desfrutar do evento com mais conforto, os camarotes (valores variando de R$ 250,00 a R$ 400,00) podem ser reservados também através do GuicheWeb e em nossa secretaria.

Reserve sua mesa com conforto:
– Grace: (21) 99871-5666
– Vera: (21) 97994-2060
Valor da reserva: R$ 30,00

SERVIÇO:
CSB – Circuito Salgueirense de Botequins – Matriarcas (edição de maio)
Dia 05 de maio de 2024
Das 13h às 21h
Roda de conversa sobre a força da mulher sambista
Roda de samba com Quintal da Furiosa e convidados
Aulão de Samba no Pé com Carlinhos Salgueiro
Ingressos pista – 1kg de alimento não-perecível ou R$ 10
Vendas pelo link Guichê Web – CSB e na secretaria do evento

Gabriel David explica responsabilidade de obras de manutenção no Sambódromo, inclusive, dos banheiros e revela possível parceria federal

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Durante a coletiva de apresentação da nova diretoria da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), na manhã da última sexta-feira, no Centro do Rio, o presidente Gabriel David foi questionado sobre a experiência do público no Sambódromo e os problemas dos criticados banheiros da Avenida. O dirigente explicou que manutenções na Marquês de Sapucaí cabem para Prefeitura do Rio, através da Riotur, mas frisou que a Liga trabalha em parceria para que o Governo Federal também ajuda na rapidez das obras tão necessárias em algumas intalações.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Liesa

“Vi uma série de críticas que aconteceram após o Carnaval 2024. Uma delas foi sobre os banheiros do Sambódromo. Falta um entedimento do que a Liesa faz e o que a Riotur faz. O carnaval é uma coprodução entre essas duas entidades. O equipamento Sambódromo é por direito da Riotur, quem é dono é a Prefeitura do Rio. As manutenções que devem  acontecer durante o ano precisam ser feitas pela prefeitura, através da Riotur. A gente enfatizou, levamos para o prefeito e presidência e vice-presidência da Riotur. Temos uma necessidade de melhorar a experiência no Sambódromo. Tivermos pequenas melhorias ao longo desse ano, mas ainda temos pontos sensíveis, como os banheiros. A Liga está cobrando mudanças, mas nem todas cabem única e exclusivamente para Liesa. Vamos trabalhar para ter uma produção, no que cabe para Liesa, a partir da segunda metade do ano, quando a gestão do Sambódromo vem para Liga, para que a gente possa evoluir nesses aspectos”, comentou Gabriel David.

O novo presidente da Liesa revelou a proposta da Riotur de iniciar conversa com o governo federal para que obras sejam feitas na Marquês de Sapucaí.

“Também já estamos trabalhando neste presente momento, junto com a prefeitura, para que a gente possa ter melhorias tão necessárias para o Sambódromo. Inclusive, o presidente da Riotur, esteve essse semana em Brasília, levando propostas de mudanças que precisam acontecer no Sambódromo, que já foram formuladas por nós desde os desfiles de 2024, que em teoria a prefeitura não conseguiria fazer tão rápido, como o carnaval precisa, e como tem impacto turístico e cultural, cabe também levar isso para Presidência da República e que seja uma tomada de decisão mais rápida e consertar os problemas de forma mais fácil. O presidente da Riotur começou a fazer o trabalho essa semana e a Liesa estará junto com as entidades públicas cobrando isso para que a gente tenha uma experiência ainda melhor no carnaval”, disse Gabriel David.