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No palco com Madonna! Ritmistas da Viradouro vivem ansiedade de tocar ao lado da ‘Rainha do Pop’: ‘Ficha ainda não caiu’

Sob o comando do músico Pretinho da Serrinha, que montou uma bateria com 20 crianças e jovens integrantes das escolas de samba para se apresentar ao lado de Madonna, Caio Gonze (16 anos), Nicole Gonçalves (19 anos) e Pedro Felipe (11 anos) estão no seleto grupo.

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Foto: acervo pessoal

O felizardo trio está aproveitando cada instante de contato com Madonna, que ensaiou com a turma por quatro dias seguidos, das 14h às 2h da manhã. Uma rotina nada puxada para quem sabe que vive um momento único e que irá marcar para sempre suas promissoras carreiras.

“Estamos todos vivendo um sonho. Ela é muito maneira, é a rainha do pop e trata a todos muito bem”, conta Caio Gonze, que toca repique na Viradouro e é mestre de bateria da escola mirim Virando Esperança.

Madonna coordenou os ensaios diretamente e instruiu o elenco a interagir bastante com ela. A cantora Pabllo Vittar treinava junto, já que o número dela com a estrela maior da “Celebration Tour” é justamente na presença da jovem bateria.

“A Madonna disse ter ficado impressionada por sermos tão jovens e tocarmos bem. E pedia sempre pra olharmos diretamente pra ela nos ensaios na hora da dança, pra interagirmos na coreografia e sorrirmos bastante porque estamos vivendo um momento de alegria. Ela deixou a gente muito à vontade”, acrescenta o jovem percussionista.

Para jovens sambistas, ‘ficha ainda não caiu’

Nicole Gonçalves, também ritmista da Viradouro e da escola mirim, vai tocar chocalho no show e não esperava encontrar uma Madonna tão empolgada nos longos encontros.

“Ela é maravilhosa, animada, super simpática. Estou sentindo um frio na barriga, minhas mãos estão suando o tempo todo. Afinal, é inimaginável estar vivendo essa experiência gigante. Minha ficha ainda não caiu, estou realizando um sonho”, celebra Nicole, um tanto ansiosa para tocar no evento.

Também da Viradouro, Pedro Felipe, que vai tocar caixa na bateria montada especialmente para o show, foi mais econômico na hora de expressar o que está achando do momento histórico:

“Estou muito feliz e a Madonna também falou que está muito feliz. Ela é muito legal”.

A apresentação dos jovens da Viradouro e mais percussionistas convidados ao lado de Madonna terá aproximadamente 5 minutos de duração. O show mais aguardado do ano até aqui começa às 21h30, na praia de Copacabana.

Grazzi Brasil canta sucessos de Djavan em show inédito

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A intérprete de samba e MPB, Grazzi Brasil, sobe ao palco no dia 9 de maio, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), para cantar os grandes sucessos do cantor Djavan. Ela, que já se declarou fã do músico alagoano, selecionou os principais hits que marcaram os 50 anos de carreira do cantor. O show intitulado “DjaFã – Inspirações para ‘A arte preta de Robson Batuta e Leàndro Máttos’” promete emocionar os fãs de Grazzi Brasil e de Djavan.

Grazzi Brasil Credito Lecco Pires
Foto: Lecco Pires/Divulgação

Não é por acaso que Grazzi Brasil se inspira na arte preta de Djavan. Desde o início da sua carreira musical, a cantora paulistana interpretou as canções que viraram sucesso na doce voz do músico. Por isso, o repertório do show foi escolhido a dedo pela cantora, de fã para fãs.

O público poderá apreciar músicas como “Oceano”, “Se”, “Açaí” na voz maravilhosa da cantora Grazzi Brasil, que já tem um longo histórico de apresentações em shows nacionais e internacionais, além de também ter conquistado o mundo das escolas de samba.

O show, totalmente inédito, terá entrada gratuita, mas quem preferir poderá reservar os ingressos online (clique aqui) ou presencialmente no CCSP. A apresentação será uma ótima oportunidade para relembrar os sucessos do cantor, que já tem 75 anos de idade e 50 anos de carreira, completados em 2023.

Todas essas músicas estiveram presentes na carreira de Grazzi Brasil, a inspirando nos discos e shows. Ela já tem dois álbuns gravados e está prestes a lançar seu terceiro disco, intitulado “A arte preta de Robson Batuta e Leàndro Máttos”. Não poderia ser diferente, pois o cantor Djavan, reconhecido em todo o Brasil e fora dele, eleva a arte preta nos mais altos níveis.

O novo EP, com seis faixas inéditas, homenageia os dois compositores de Santo André-SP (Batuta e Leàndro), mas também fazem referência ao disco “Djavan”, lançado em 1978, onde o cantor também se consagra como compositor. Das 24 canções do show “DjaFã”, 22 são composições de Djavan. Vale a pena conferir!

SERVIÇO
DjaFã – Inspirações para ‘A arte preta de Robson Batuta e Leàndro Máttos’
09 de maio, quinta-feira, 19 horas
Sala Adoniran Barbosa, no CCSP (Centro Cultural São Paulo), na Rua Vergueiro, 1000, Liberdade, São Paulo-SP
Classificação Livre
Entrada Grátis

Samba venceu! Espetáculo ‘O Som do Morro’ retrata a vida de Patrick Carvalho

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Na última quinta-feira, estreou no SESC Copacabana o espetáculo “O Som do Morro”, idealizado e produzido por Patrick Carvalho. A peça conta a história do coreógrafo, através dos ritmos e danças, que são populares nos morros cariocas, tendo como grande destaque o samba em diversas das suas formas, sendo exaltado, e chegando a coroação do artista como um dos grandes nomes do carnaval carioca.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

“O Som do Morro” começa com o jovem Patrick escutando o mundo ao seu redor, literalmente os sons mais comuns que temos nas comunidades cariocas, como vendedores, pregadores, crianças, sirenes, e por fim os tiros, que assustam mas não param o jovem Patrick em buscar seus sonhos, que encontra na música e no ritmo as formas de esperançar pelo seu futuro. O primeiro segmento se conclui, então, com os bailarinos como o samba raiz, que vem da alma e do chão de terra batida.

Em seguida, a parte espiritual entra em cena, pedindo licença às almas, aos orixás e outras entidades, que acolhem o jovem Patrick, em meio a escuridão, numa parte em que a dança traz também um jogo de luzes vermelhas e depois brancas, num sinal em que elas indicam ao futuro coreógrafo o caminho a ser seguido.

Os malandros então entram em cena, representando um samba mais riscado com ritmos de gafieira, representando também os que levam uma vida mais marginalizada e até criminosa em várias comunidades, terminando o ato com o som da sirene da polícia e a fuga dos malandros. Em seguida, o funk e sua mistura com o samba tomam conta do palco, com cores neon e os bailes.

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Depois o espetáculo volta ao samba como instrumento de sonho de uma vida melhor para várias pessoas, como a janela que levam elas a serem enxergadas pelo mundo e a enxergar novos horizontes. Em seguida, vem um seguimento exaltando o samba de partido-alto com um único bailarino e clássicos do gênero.

Já encaminhando para o final, Patrick aparece como coreógrafo, e tem início uma sequência em homenagem às escolas de samba, com Patrick ganhando seus prêmios pelo trabalho realizado nas comissões de frente, tendo como destaque a histórica comissão do Tuiuti em 2018. Por fim, há o encerramento com uma homenagem ao samba como um todo, e o reconhecimento do que Patrick conquistou através dele.

Ao fim, os agradecimentos foram liderados por Bruna dos Santos, primeira princesa do Carnaval carioca em 2024, e destaque no segmento final na parte em homenagem à Mangueira. Ela agradeceu a Patrick, que não pode estar presente por compromissos profissionais assumidos bem anteriormente, em Nova Iorque, agradecendo a perseverança e a força de Patrick, ressaltando a importância deste trabalho para todos os envolvidos, em especial os bailarinos, que também são oriundos de diversas comunidades. Também houve um agradecimento especial a Carlinhos de Jesus, presente na plateia.

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Ao fim do show, houve uma roda de conversa, onde diversas das personalidades presentes puderam comentar um pouco sobre a montagem do espetáculo, o que mais gostaram, o que os emocionou no retrato da trajetória de Patrick Carvalho. Nomes como Fábio Batista, que falou um pouco sobre os enredos afro, ressaltando que o carnaval é afro na essência da festa, Lorena Raíssa, que reverenciou Patrick como seu mestre, e Carmem Luz, que comentou sobre a beleza do espetáculo. Aldione Senna, Carlinhos de Jesus e Luma de Oliveira deram breves depoimentos em referência ao trabalho realizado na montagem e na história contada.

Também presentes na plateia, os pais de Patrick deram um breve depoimento sobre a vida do filho, e especialmente o quanto se orgulham e admiram pelo trabalho realizado por ele na vida de tantas pessoas, e pelo carinho e a educação que ele levou de berço, além da resiliência e persistência que ele possui.

Tavinho Leandro, dançarino de 19 anos, que fez Patrick no espetáculo, falou com o CARNAVALESCO após a apresentação, e sublinhou o quanto se sentiu honrado em representar o coreógrafo, além de ressaltar as barreiras que são derrubadas ao se deixar levar pela dança:

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“A emoção é muito grande porque eu tenho uma conexão com o Patrick, que eu me encontro muito na história dele: De ser oriundo de comunidade, ver um garoto sonhador, escutar o som do morro todos os dias, e estar sempre sonhando, sendo que com muitas barreiras, mas a gente mesmo assim batendo, derrubando. E eu sou de São Gonçalo. Então, só de sair de São Gonçalo e ir para o Cantagalo ensaiar para estar mostrando esse espetáculo para essa galera hoje já é uma barreira muito grande a se quebrar. Com os ensaios semanais de cinco dias, de cinco horas de ensaio, então é complicado. Mas é o que eu tinha dito, quando a gente faz por amor, esquece. Alcança lugares que nem a gente imagina”.

Tavinho continuou comentando sobre momentos marcantes que ele pode trazer ao palco na pele de Patrick:

“Pra mim foi muito marcante essa parte do funk, até o crescimento dele. Porque eu vim do funk, até antes mesmo de dançar samba, eu dançava funk, porém eu parei, foquei em outras coisas, depois voltei ao estudo, mas é o que eu tinha dito, eu me encontro muito na história dele de ser um garoto comunidade, então a comunidade é isso, samba, funk, então eu me encontrei muito nessa interpretação. E também o final, que é onde ele abre o livro dele com a comissão. O sucesso dele, e é onde eu sonho chegar também”.

Por fim, ele contou o que mais cativou ele em relação a todo o universo do samba nesta noite extremamente especial foram as presenças dos diversos nomes que prestigiaram a estreia do espetáculo:

“Gente de extrema importância me parabenizando, isso daí para mim foi surreal, porque às vezes você está fazendo uma parada que nem você acredita que chega, que vai alcançar essa proporção, sabe? E vem a Aldione, a Thay Rodrigues, o Fábio Batista, o Carlinhos de Jesus, e, eu sou muito fã do Carlinhos. Cresci acompanhando muito ele, na Portela, em várias outras escolas, ele na dança de salão. Então, há pessoas que eu, pequeno, vendo na telinha do meu celular como referência, e hoje estar aqui me parabenizando, tirando foto comigo, isso daí pra mim, é muito marcante”.

Por fim, Tavinho fez um convite a todos aqueles que desejam ainda ver o espetáculo, e para todos aqueles que ficaram sabendo recentemente: “Como diz o mestre Patrick, vem porque eu prometo te fazer feliz”.

“O Som do Morro” fica em cartaz no SESC Copacabana nesta sexta-feira, dia 03 de maio às 19h, e no domingo, dia 05 de maio em duas sessões, 18h e 20h.

Monique Rizzeto terá reinado duplo no Carnaval 2025

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O carnaval de 2025 promete ser muito especial para Monique Rizzeto. Após ser anunciada como rainha de bateria da Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, a beldade foi renovada na Unidos da Barra da Tijuca, onde possui o mesmo cargo. Integrando a escola desde a fundação, Monique irá ao sexto reinado à frente da bateria “insana”.

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Foto: Divulgação

Monique, que é atleta e tri-campeã Wellness, já iniciou a sua preparação para a folia. Sempre focada em exercícios e alimentação, a beldade intensificará ainda mais os preparativos para um duplo reinado. Seja na Marquês de Sapucaí ou na Intendente Magalhães, a rainha promete fazer história no carnaval carioca.

“O carnaval é a minha paixão. Irei realizar um sonho em 2025, que é ser rainha de bateria na Marquês de Sapucaí e fiquei super honrada e também poder continuar com a Barra da Tijuca. Estou lá desde a fundação, somos uma verdadeira família. Agradeço o presidente Fernando Cirne e o meu mestre Pato Rocco pela confiança. Será um ano muito especial para todos nós”, revela Monique.

A Unidos da Barra da Tijuca desfila pela Série Prata do carnaval carioca, na Intendente Magalhães. A escola foi fundada em 15 de março de 2018, coincidentemente dia do aniversário da rainha.

Tucuruvi abre inscrições para a Escolinha de Bateria do Zaca Carnaval 2025

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O mestre Serginho mandou avisar que estão abertas as inscrições para a edição deste ano da Escolinha de Bateria do Zaca. E olha só, todo mundo poderá se inscrever, tá? Mesmo você que não manja nada de ritmo!

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Foto: Fábio Martins/CARNAVALESCO

Teremos três meses de aulas e você poderá optar por um dos nossos instrumentos: cuíca, tamborim, chocalho, caixa, repique e surdos de 1ª, 2ª e 3ª.

Na Bateria do Zaca, a escolinha e a formação dos nossos ritmistas são prioridade, então aproveita essa oportunidade, porque ela só acontece uma vez por ano.

Faça sua inscrição no link abaixo e garanta já a sua vaga.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScsBtozG01UzLiY1N4Ix2muKTnyZOUZWO4G5asCX9wQfxKoPQ/viewform

🥇 ESCOLINHA DO ZACA 🥇
⏰: Todo sábado, das 16h às 18h
📅´: A partir do dia 1º de junho
📍: Quadra do Zaca – Avenida Mazzei, 722

A Acadêmicos do Tucuruvi já tem enredo para o carnaval 2025. A escola da Cantareira irá em busca do seu título inédito no grupo especial com o enredo “Assojaba – A busca pelo manto”. O tema está sendo desenvolvido pelos carnavalescos Dione Leite e Nicolas Gonçalves, com pesquisa de Vinicius Natal.

Aprendizes do Salgueiro promove palestra sobre educação financeira familiar neste sábado

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A escola de samba mirim Aprendizes do Acadêmicos do Salgueiro celebra neste sábado o Dia das Mães com um evento especial dedicado a toda a família. O destaque do encontro, que será realizado na quadra da Academia do Samba, será um café da manhã festivo, onde mães, pais e crianças poderão desfrutar de momentos de confraternização e união.

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Durante o evento, a agremiação também oferecerá uma palestra focada em aprimorar o conhecimento sobre direitos básicos do consumidor e estratégias para evitar o super endividamento familiar, promovendo assim uma educação financeira consciente.

Para a presidente do Aprendizes, Mara Rosa, esta é uma oportunidade única para celebrar o Dia das Mães em um ambiente acolhedor e cheio de alegria, enquanto também se investe no conhecimento e na educação financeira da família.

“Participar deste evento significa desfrutar de momentos de união e confraternização, fortalecendo os laços familiares enquanto compartilhamos de conhecimentos valiosos. A palestra oferecida também vai ser uma chance para conhecer e entender os direitos básicos do consumidor e aprender estratégias para evitar o super endividamento das famílias, afinal de contas, o planejamento financeiro é essencial para o bem-estar familiar.”, destaca.

A manhã de atividades terá início às 10h, na quadra do Acadêmicos do Salgueiro, localizada na Rua Silva Teles, 104, Andaraí.

Ginga Tropical inaugura sede no Rio de Janeiro

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A inauguração do Espaço Cultural Ginga Tropical leva para o Centro do Rio, muito mais do que a sede do espetáculo que, há mais de uma década é sucesso. O empreendimento lançado por Rose Oliveira no fim de semana, oferecerá oportunidade para que fazedores de cultura possam explorar suas potencialidades por meio de workshops, exposições e gravações.

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Foto: Anderson Borde/Divulgação

Localizado na Rua da Alfândega, o Ginga Tropical faz parte do projeto Reviver Cultural, idealizado pela prefeitura do Rio, com a proposta de ocupar a região e incentivar o setor imobiliário, comercial e cultural. No evento, que contou com a presença de Josier Villar, presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Carlos Janan, vice-presidente da Funarj, Marcel Balassiano, subsecretário de desenvolvimento econômico, entre outras personalidades, a empreendedora ressaltou a importância da iniciativa.

“Este foi um passo muito ousado, mas que só foi possível por conta deste olhar para nós, fazedores de cultura. Muitas vezes, nosso elenco ensaiou em praça pública, debaixo de chuva ou sob outras adversidades, para realizar um espetáculo que mostra a pluralidade folclórica, rítmica do nosso país. O Espaço Cultural Ginga Tropical é a nossa casa e será a casa de quem luta pela cultura”, disse a empreendedora.

Ao lado de Rose no projeto, Célia Domingues, presidente da Amebras, levará o ateliê de moda de carnaval das artesãs da instituição para o espaço. Nele, moda sustentável, workshops e a proposta de pensar coleções voltadas para o Carnaval, serão desenvolvidos ao logo do ano.

“É muito importante que a gente entenda que o avanço somente virá com as parcerias que construímos ao longo da nossa trajetória. Conheço a Rose há algum tempo e, juntas, nós fomos pensando em como poderíamos atuar. A ideia é que os empreendedores possam utilizar o espaço para mostrar sua arte”, comenta Célia.

Além do incentivo ao empreendedorismo, o Espaço Cultural Ginga Tropical terá eventos periódicos abertos ao público.

Premiação vai homenagear profissionais ‘anônimos’ do carnaval

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No dia 09 de maio,será realizada uma cerimônia para entrega de Troféus e de Medalhas de Honra do Prêmio Anônimos do Carnaval, no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro, das 18h às 21h30, em uma premiação que alcançará profissionais fazedores do carnaval das escolas de samba da Série Ouro e do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Serão contemplados(as) trabalhadores(as) de quadra, de barracões e desfilantes.

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A cerimônia pretende dar visibilidade às pessoas que se dedicam à realização do arnaval. A maioria das premiações atuais, não contemplam operários(as) de base, que trabalham para dar vida aos enredos idealizados pelos carnavalescos. Por isso, o Prêmio Anônimos do Carnaval vai dar luz a pessoas invisibilizadas, como: segurança, porteiro, serviços gerais, cuidador(a) de banheiro, atendente de bar, baianas, velha-guarda, passistas, ritmistas, foliões(ãs) e outros.

“Ter uma premiação de cunho reparatório e que dará ênfase ao programa do atual governo que sancionou a Lei 14.567/2023, que reconhece as escolas de samba como manifestação da cultura nacional alinhará os objetivos do governo que é acabar com a desigualdade social e devolver os direitos do povo”, explica Cleber Silva, criador da premiação.

O Prêmio Anônimos do Carnaval prestará um serviço voltado à igualdade racial e à valorização do meio ambiente, incentivando mudanças de comportamento para garantia do respeito e da valorização nas agremiações e na sociedade em geral.

Serviço:
Prêmio Anônimos do Carnaval
Dia: 9 de maio
Hora: Das 18h às 21h30
Local: R. Alcindo Guanabara, 17 – Centro, Rio de Janeiro – RJ.
Apresentação do Bloco Orunmilá e Capoeira de Mulheres do Grupo Senzala
Entrada gratuita com nome na lista . Contato 21 96727-3127

Prestes a lançar seu novo álbum, Martinho da Vila lança versão inédita de ‘Disritmia/Ex-amor’ com Preta Gil

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Martinho da Vila está pronto para lançar seu novo álbum “Violões e Cavaquinhos”. Mas antes de disponibilizar todas as músicas, que chegam dia 13 de maio, dia da abolição da escravatura no Brasil, o artista apresenta dois de seus sucessos em uma mesma faixa, “Disritima/Ex-amor”, ao lado de Preta Gil.

martinho preta

A grande novidade que embala esta versão é que Preta Gil adapta versos para o feminino, abrindo-lhes outras perspectivas: “Vem logo, vem curar tua nega/ Que chegou de porre/ Lá da boemia”. Essa mudança foi o pilar para o artista plástico Allencar criar a capa do single, feita pelo designer Marcos André.

“Quando falei com a Preta, ela ficou com uma satisfação danada. Ela tem uma voz linda, ela cantou maravilhosamente bem. Fiquei muito feliz e ela também”, compartilha Martinho. Preta também comenta a parceria: “Eu tive a honra de gravar com o Martinho. Quando recebi o telefonema para participar com ele, achei que era um trote, mas era verdade. Gravamos dois clássicos dele, ficou lindo, fiquei muito feliz com o resultado. Mas fiquei ainda mais feliz de ter tido a experiência de estar no estúdio com ele, cantando com ele, trocando com ele, dando risada com ele. Para mim, foi muito importante para minha carreira, para minha vida”.

O projeto como um todo traz quatro músicas inéditas e revisita clássicos com um instrumental mais enxuto. Além de Preta Gil, outros artistas estarão presentes participando do trabalho.

Posição de desfile e critérios de julgamento: Presidente Paulo Serdan fala perspectivas do Carnaval 2025 em São Paulo

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A Mancha Verde foi a sexta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval. Entretanto, o presidente Paulo Serdan revelou ter outra preferência de horário devido à iluminação. O gestor também comentou sobre as questões de critérios de julgamento, que mais uma vez estão sendo discutidos na Liga-SP. Bateu muito no que foi o quesito alegoria no Carnaval 2024 e espera mudanças significativas no quesito Samba-enredo. No lançamento do enredo para o Carnaval 2025, que aconteceu no feriado, ele conversou com o CARNAVALESCO.

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Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Ordem de desfile

Não há mais sorteio para definir a ordem de desfiles no carnaval paulistano. Para 2025, todas as escolas escolhem a ordem que vão desfilar. Isso acontece de acordo com a colocação do Carnaval 2024. Ou seja, a campeã Mocidade Alegre é a primeira a escolher, depois a vice Dragões, a terceira colocada Tatuapé e assim por diante. A Mancha será a quinta a definir a colocação.

De acordo com Serdan, o horário do último desfile acabou clareando mais cedo e isso não foi projetado, e também disse que vai desfilar uma escola antes do que foi em 2024. Devido a isso, suponha-se que a Mancha Verde será a quinta escola a desfilar, visto que foi a sexta no último carnaval. “Não está muito difícil de todo mundo adivinhar mais ou menos a posição das escolas. É só ver quem escolhe sempre um dia e escolhe o outro. Eu queria uma escola antes, mas a gente vai vir em uma posição de desfile melhor do que a gente desfilou esse ano. Por que eu digo melhor? Melhor porque, como não teve horário de verão, a gente até se projetou para uma coisa, mas acabou que clareou muito mais rápido até por essas ondas de calor que está tendo. A gente deve vir uma escola antes e vai ser bacana. A sexta-feira está confirmada”, comentou.

Julgamento subjetivo

Em questão de critérios de julgamento, o gestor falou que voltou a participar das reuniões. Para o Carnaval 2024, responsáveis por determinados quesitos da Mancha Verde iam representar a escola na sede da Liga-SP. Entretanto, vendo a necessidade de melhorar, o presidente voltou. Com isso, fez algumas indagações e se diz descontente com algumas coisas. “É uma situação que não dá pra ficar debatendo, porque como a gente tem tido bons resultados desde 2018, voltando para as campeãs e tudo mais, quando você opina em alguma coisa, alguém sempre vem falar que é porque está tendo vantagem de alguma coisa. É o que eu falo para o meu povo aqui: O que vier nós vamos. Tem certas coisas que não vale a pena se desgastar. No ano passado, nas reuniões de critério, a gente não foi. Nós mandamos o pessoal de cada critério para poder entender, mas como foi tudo confuso, também não se entendia. Dá para ver que foi muito confuso pelo resultado final. Então, vamos embora e acreditar. Agora, eu estou participando das reuniões, procurando opinar para ver se algumas coisas acabam mudando. Essa questão de um décimo é um absurdo. Isso eu falei lá atrás. Não estou dizendo que está errado ou não, eu opinei de um outro lado, mas a gente é a Liga-SP e já era. Mas assim, é diferente da bateria, porque é objetiva. Se você fizer 15 compassos é isso, se você fizer 16 é isso… Os outros foram todos muito subjetivos. Ficou muito pela vontade pessoal do jurado, e muitas vezes eles também não entenderam”, afirmou.

Justificativa de excelência

O quesito Alegorias é um dos que mais deixou o presidente incomodado, principalmente pela questão da ‘excelência’ usada nas justificativas. “Em alegoria você já tem três pontos de balizamento e ele me dá o ok nós em todos e não me dá a tal excelência. O que é essa excelência, então? E teve escola que teve erro, tomou 9.9 e que deveria ter tomado 9.8, ou ele deu excelência mesmo com erro? Se você já perdeu um décimo ali, não é excelência. Essas coisas me incomodaram muito”, disse.

Julgamento do carro de som: absurdo

Agora, o quesito Samba-enredo foi o que mais mexeu negativamente com o mandatário. Ele diz que há necessidade de mudanças significativas e lembrou da questão do julgamento do carro de som, onde os intérpretes, apoios e cordas seriam observados. Segundo o presidente, isso seria um absurdo. “O negócio de samba-enredo me incomodou demais. Esse foi um que eu coloquei a mão, palpitei bastante depois, conseguimos mudar na semana do desfile. Aquela coisa de afinação, julgar o carro de som. Eu falei: ‘como nós vamos julgar o carro de som se o lado direito do carro de som não tem som? Qual é a base que o jurado tem? E aí conversamos com a empresa, ela foi em uma reunião na Liga-SP na semana e acabou caindo a questão do carro de som em si. Uma das coisas que eu falei: A gente ia prejudicar o Quinho aqui no passado em São Paulo. Não pode fazer caco? A gente ensaia o tempo inteiro, o intérprete está inventando, dando cambalhota e chega na avenida e ele não pode fazer nada disso? Aí como que a sua escola está esperando aquilo? Espero que mude e está no caminho para isso”, afirmou.

Liberdade aos compositores

Ainda no quesito Samba-enredo, dentro das mudanças, Serdan disse que está caminhando positivamente. Também fez mais indagações ao quesito e falou principalmente sobre os refrões de cabeça, que hoje estão engessados. “O samba-enredo, principalmente, que é o primeiro quesito que a gente vem conversando, está em um caminho muito legal. O Sidnei Carrioulo deu uma sugestão bacana que eu compactuo bastante. Se for dessa forma, o compositor vai ter uma liberdade muito grande. Quando eu cheguei na Liga-SP, lembro de uma discussão que teve de critério, e aí o Betinho até se incomodou na época, que queriam tirar na época o critério, onde dizia que o refrão de cabeça da escola era livre para você enaltecer a sua escola. Hoje já não pode, tem que estar dentro do enredo. O abre-alas também não era obrigatório estar no enredo. Você podia vir exaltando a sua escola. Qual o samba que a gente lembra nos últimos anos que tem um grande refrão enaltecendo uma escola aqui em São Paulo sem estar encaixado no enredo? Às vezes você acerta, mas ser livre para fazer o povo cantar, se sentir orgulhoso, não tem, porque o critério não permite. Mas espero que a gente caminhe para esse lado para ficar mais à vontade”, concluiu.