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Thiago Almeida é o novo presidente da São Clemente

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Foto: Divulgação/São Clemente

De volta à Marquês de Sapucaí, a São Clemente está de cara nova. Na noite desta terça-feira, a preta e amarelo de Botafogo, na Zona Sul do Rio, elegeu Thiago Almeida como novo presidente. Ele é herdeiro da família Almeida Gomes, fundadora da agremiação.

Thiago começou a desfilar na São Clemente ainda quando criança, aos 10 anos. Aos 18, já trabalhava dentro do barracão. Desde então, nunca mais parou de prestar serviço para a escola do coração, chegando até o cargo de diretor de Carnaval e vice-presidente.

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Após ser aclamado no pleito, o jovem declarou que vai buscar reforços de peso para reviver os áureos da São Clemente.

“Foram 12 anos ininterruptos no Grupo Especial. Nossa escola tem uma bandeira e uma história de peso. São 64 carnavais. Não vou medir esforços para voltar à elite do Carnaval carioca. Em breve, vamos anunciar o nosso enredo, carnavalesco e outros nomes que vão nos ajudar nesse objetivo. Será uma nova São Clemente, mais forte e mais unida”, afirmou Thiago, que é sobrinho do ex-presidente Renato Almeida Gomes, a quem agradeceu pelos ensinamentos: “Eu quero honrar todo o legado da nossa família à frente da escola. Tenham certeza disso”.

Em 2027, a preto e amarelo vai abrir os desfiles na Marquês de Sapucaí, sendo a primeira a desfilar na sexta-feira de Carnaval, dia 5 de fevereiro.

Francine Montibelo é a nova superintendente executiva da Liga RJ para a Série Ouro 2027

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Foto: Divulgação

A Liga RJ segue fortalecendo sua estrutura administrativa e operacional para a organização da Série Ouro. Após a eleição que confirmou Deo Pessoa na presidência da entidade e a chegada de Moacyr Barreto para comandar a direção de carnaval, a instituição anunciou nesta terça-feira mais um importante reforço em seus quadros. A administradora Francine Montibelo assume o cargo de superintendente executiva, participando diretamente do planejamento e da execução dos projetos voltados para o Carnaval de 2027.

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Aos 29 anos, Francine chega à Liga RJ em um processo de renovação promovido pela atual gestão. A entidade vem ampliando sua equipe técnica e administrativa com o objetivo de aprimorar o planejamento da Série Ouro e oferecer melhores condições para o desenvolvimento dos desfiles. Para ela, assumir a nova função representa um importante desafio profissional e também um avanço na ocupação de espaços de liderança por mulheres no carnaval.

“É uma honra assumir esse desafio em um espaço tão importante para a Série Ouro. Acredito na força da gestão feita com diálogo, sensibilidade e compromisso. Cada vez que uma mulher ocupa um cargo de liderança, abrimos caminhos para que outras também possam sonhar e conquistar esses espaços. Espero contribuir para um carnaval cada vez mais forte, representativo e inclusivo”, afirmou.

Os desfiles da Série Ouro 2027 estão marcados para os dias 5 e 6 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí.

Portela realiza sua tradicional feijoada no sábado e inaugura exposição ‘Contos de Norival Reis’

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Foto: Léo Nogueira/Divulgação Portela

A Portela realiza, no sábado, mais uma edição da tradicional Feijoada da Família Portelense, na quadra da escola, em Oswaldo Cruz. Durante o evento, o Departamento Cultural da Portela inaugura a exposição “Contos de Norival Reis”, em homenagem ao compositor e um dos autores do samba-enredo “Contos de Areia”, de 1984, um dos mais marcantes da história da azul e branca.

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A exposição apresenta fotos, documentos e curiosidades sobre a trajetória de Norival Reis e destaca também outros sucessos de sua coautoria, como Ilu Ayê, a Terra da Vida (1972), Macunaíma, Herói de Nossa Gente (1975) e Hoje Tem Marmelada (1980).

Entre as atrações musicais da Feijoada estão o cantor Liomar (Pique Novo) e o Grupo Zoa Samba. O evento também contará com apresentações da Velha Guarda Show e do elenco da Portela, reunindo sambistas e torcedores da Majestade do Samba em uma grande celebração da cultura portelense.

Os últimos ingressos e mesas do lote atual estão disponíveis pelo site Meu Bilhete: 06/06 – FEIJOADA DA FAMÍLIA PORTELENSE

Em 2027, a Portela levará para a Avenida o enredo “Ao Mestre, com Carinho”, do carnavalesco Paulo Barros, que homenageará o baluarte Monarco. A escola será a primeira a desfilar na terça-feira de Carnaval em busca do 23º título de sua história.

Viradouro divulga calendário da disputa de samba-enredo para o Carnaval 2027; final é dia 19 de setembro

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Foto: Alicia Oliveira/CARNAVALESCO

A atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro, divulgou o calendário oficial da disputa de samba-enredo para o Carnaval 2027. Após a entrega da sinopse aos compositores, a escola abriu o processo para a escolha da obra que embalará o desfile na Marquês de Sapucaí no próximo ano. De acordo com o cronograma anunciado pela agremiação de Niterói, a entrega dos sambas concorrentes acontecerá no dia 8 de agosto, um sábado, das 13h às 16h, na quadra da escola.

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Antes da inscrição das obras, a Viradouro promoverá uma série de encontros de tira-dúvidas e audições internas no barracão. A participação dos compositores em pelo menos um encontro de cada etapa será obrigatória para a inscrição dos sambas. Os encontros de tira-dúvidas serão realizados nos dias 16, 23 e 30 de junho, além de 8 de julho, sempre das 17h às 21h. Já as audições internas acontecerão nos dias 16, 21 e 28 de julho, também entre 17h e 21h.

A disputa terá início no dia 15 de agosto, na quadra da escola, e seguirá por seis apresentações até a definição da obra vencedora. As três primeiras eliminatórias serão realizadas nos dias 15, 22 e 29 de agosto, às 17h. As eliminatórias seguintes acontecem em 5 de setembro, às 19h, e a semifinal será em 12 de setembro, às 22h.

A grande final está marcada para o dia 19 de setembro, também às 22h, quando a vermelho e branca conhecerá o samba-enredo que defenderá o título conquistado no Carnaval 2026.

Calendário da disputa de samba da Viradouro para o Carnaval 2027

Tira-dúvidas (Barracão – 17h às 21h)
16 de junho (terça-feira)
23 de junho (terça-feira)
30 de junho (terça-feira)
8 de julho (quarta-feira)

Audições internas (Barracão – 17h às 21h)
16 de julho (quinta-feira)
21 de julho (terça-feira)
28 de julho (terça-feira)

Entrega dos sambas concorrentes
8 de agosto (sábado) – das 13h às 16h – Quadra

Eliminatórias
15 de agosto (sábado) – 17h
22 de agosto (sábado) – 17h
29 de agosto (sábado) – 19h
5 de setembro (sábado) – 19h

Semifinal
12 de setembro (sábado) – 22h

Grande Final
19 de setembro (sábado) – 22h

Viradouro 2027: leia a sinopse do enredo

União de Maricá inaugura reforma do barracão na Cidade do Samba e celebra conquista com equipe

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Fotos: Diego Mendes/União de Maricá

A União de Maricá viveu uma noite especial na segunda-feira, com a inauguração oficial do seu novo barracão na Cidade do Samba. A cerimônia contou com uma bênção conduzida pelo Padre Wagner Toledo e pelo babalaô Ivanir dos Santos, seguida por um jantar de confraternização que reuniu toda a equipe da escola. Totalmente reformado, o local passa a concentrar a produção do Carnaval 2027 e setores estratégicos da agremiação.

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O espaço revitalizado é mais um importante passo no processo de fortalecimento da União de Maricá desde a conquista do título da Série Ouro e o acesso ao Grupo Especial. Com instalações modernas e planejadas para atender às necessidades da equipe, o barracão foi pensado para oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais que constroem o desfile da escola.

O presidente Matheus Santos destacou a importância do momento e fez questão de ressaltar o papel de cada integrante da equipe nessa conquista. O dirigente também reforçou o sentimento de pertencimento que o barracão representa para toda a família maricaense.

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“Eu fiz questão de reunir toda a equipe para esse momento. Não tem preço chegar aqui e ver esse sorriso no rosto de cada um, os olhos brilhando. Isso é muito importante para mim. Não sabemos o dia de amanhã, mas hoje podemos comemorar que esse barracão é nosso”, disse Matheus Santos.

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a inauguração da sala de dança, espaço que será utilizado para os ensaios dos casais de mestre-sala e porta-bandeira e da comissão de frente. O ambiente recebeu uma decoração especial, com fotografias dos defensores do pavilhão da escola, dos integrantes da comissão e do coreógrafo Patrick Carvalho.

O mestre-sala Julinho Nascimento não escondeu a emoção ao conhecer o novo espaço. O artista destacou o significado da sala para os segmentos que dependem diariamente de um local adequado para desenvolver seus trabalhos. Para ele, a estrutura reforça o compromisso da escola com a valorização de seus profissionais e com a busca pela excelência na Sapucaí.

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“Entrar nessa sala e ver nossa história retratada nas paredes foi algo muito emocionante. Esse espaço representa respeito, reconhecimento e, principalmente, investimento no trabalho que realizamos durante todo o ano. Tenho certeza de que daqui sairão apresentações ainda mais fortes e emocionantes. A palavra é gratidão”, declarou Julinho.

Ao lado do mestre-sala, a porta-bandeira Rute Alves também celebrou o espaço e ressaltou o impacto que o novo barracão terá na preparação dos segmentos para o próximo Carnaval. A artista lembrou que a estrutura oferece melhores condições para os ensaios e fortalece o sentimento de união entre os integrantes da escola.

“É impossível não se emocionar ao ver tudo isso. Cada detalhe demonstra carinho e respeito pelos profissionais da escola. Ter uma sala pensada para os nossos ensaios nos dá ainda mais motivação para trabalhar e representar a União de Maricá da melhor forma possível”, afirmou Rute Alves.

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A União de Maricá segue intensificando os preparativos para sua estreia no Grupo Especial. A escola será a responsável por abrir os desfiles da elite do Carnaval carioca no dia 7 de fevereiro de 2027, na Marquês de Sapucaí.

Viradouro 2027: leia a sinopse do enredo

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ENREDO: GRIÔ

É noite. Fogueira abrasa no centro do terreiro.

Ao redor, um ancião reúne os iniciados e sopra palavras, acendendo a voz mística que se ergue em saudação:

Laroyê, Exu! Mojubá! Fagulha primeira, Senhor das Encruzilhadas que abre os caminhos e faz a história circular.

Saluba, Nanã! Divina senhora que molda a memória no barro.

Iroko Issó! Iroko Kisselé! Salve o Senhor do tempo, árvore sagrada que rege a eternidade.

E fala:

“Eu vim do silêncio do mundo, quando a boca não conhecia o verbo. Gente de carne, como nós, não tinha memória para recordar. Nada! Passado não existia. Futuro, tampouco. Só o pulsar da vida no agora.

Certo dia, um sábio caminheiro vindo do reino Ashanti me narrou que, em tempos imemoriais, viveu Kwaku Ananse, um ser divino, meio humano e meio aranha. Ele não queria apenas contemplar o correr dos dias, mas povoar a Terra de histórias. Com agilidade, Ananse teceu uma enorme teia de prata. Por ela, subiu ao céu onde morava o grande deus Nyame.

Dono de todos os enredos do universo, o supremo Nyame duvidou da capacidade de Ananse, desafiando-o a lhe trazer as criaturas mais ferozes e astutas do reino.

Pelo poder do convencimento, paciência e encantamento, Ananse cumpriu tudo o que foi pedido e conseguiu o que queria. Colocou as histórias em uma cabaça e desceu pelos fios que havia bordado. Mas o artefato que carregava se partiu. Naquele momento, o mundo nasceu outra vez: os contos guardados se espalharam por todos os recantos. E Ananse virou o narrador primordial, envolvendo toda a gente com seus fios de histórias.

Desde então, contar virou ato de força vital. Nada era mais poderoso que a palavra moldada com justeza. Por ela, tornou-se possível esculpir lembranças.

E eu caminhei no tempo.

No Mali, encruzilhada do continente africano, renasci no prestigiado clã dos Djéli, casta social que fazia circular o sangue da memória entre os Mandingas. Dinastia de músicos e poetas que transmitiram todo o conhecimento pela palavra dita e pela palavra cantada.

Eu aprendi com os antepassados e ensinei meus sucessores a tocar Balafon, e a dedilhar as cordas sagradas do Korá, instrumentos passados de geração a geração. Cada um desses objetos sonoros carregava uma força mística. A cadência e o ritmo, unidos ao timbre da minha voz, revelavam poderes encantatórios.

Foi assim que narrei aos filhos dos meus filhos o apogeu no suntuoso Mali, no tempo do lendário mansa Sundiata Keita, rei dos cem reis vencidos, unificador daquele império de ouro e sal.

Sem nós, os Djéli, a comunidade cairia no abismo do esquecimento. Por isso, éramos muito respeitados e tidos como o eixo da continuidade dos saberes por meio da escuta e da memorização.

Até que veio o colonizador e nos batizou de Griôs.

O nome que eu carrego, Griô, foi também atribuído a diferentes povos que contavam histórias e cantavam loas na África Atlântica. Mas muitos dos meus irmãos e irmãs tiveram seus enredos silenciados.

Deu branco… A memória… (…) Ia… se apagar…

As histórias, porém, sobreviveram na minha fala, no corpo e no canto de fazer lembrar. Se os nossos saberes tivessem sido escritos na fibra da árvore morta, o branco os teria queimado. Nosso tecido social não desbotou. A oralidade costurou as lembranças, salvou nossa cultura do fogo do esquecimento.

A herança que recebi dos antepassados, eu doei com a minha voz.

Eu reexisto na fala dos que vieram antes de mim.

Foi por isso que eu ressurgi nos versos trazidos da alma nas minerações das Gerais. Garimpei ouro e diamante, reatei laços ao som dos vissungos, cantos de esperança e de saudade da terra original.

Eu me nutri de palavra e de canção. Partilhei o banquete de mistérios que meus antepassados me proveram e prepararam antes da minha chegada.

Aprendi a conservar o Axé nas casas de santo, a guardar os segredos espirituais, a reconhecer o invisível dançando diante dos olhos. Me embalei no ponto firmado. Me banhei de saudações e ensinamentos por meio de itãs e oríkìs para que nunca esquecesse meus caminhos. Minha palavra se fez música e trovão.

Hoje, eu me alimento em coletivo de cantigas, de sambas de roda e de repentes. Faço coro nos jongos, congos e folias. Eu revivo nos saberes das mestras e mestres da cultura popular.

Eu faço a recordação adormecida se acender! Meu impulso vital é contar as histórias que o Brasil nem sabia que precisava conhecer…

Eu me tornei o guardião dos enredos que ainda vão nascer. Mobilizo o terreiro místico para dar de comer ao sagrado com o meu samba.

Minha voz fala ao futuro por meio da tua voz!

Sou a sabedoria acumulada, sou entidade viva, detentora dos saberes do meu ilê. Baluarte, orixá em Terra. Sou também comunidade em voz altiva que um dia bordou as glórias do meu pavilhão… e rega as raízes para o amanhã.

É essa memória que agora eu faço despertar: cumprir o rito anual de narrar histórias ao redor do fogo em terreiro sagrado, como faço desde o princípio.

Eu sou Griô! Samba! Escola!
Guardião da memória preta!
E vim aqui para contar o meu enredo”.

Carnavalesco: Tarcísio Zanon
Texto: João Gustavo Melo

GLOSSÁRIO:
Ashanti: Povo que faz parte do grupo étnico Akan, localizado na porção ocidental da África, onde hoje fica Gana.
Balafon: Instrumento musical feito de teclas de madeira e cabaças, tocado com duas baquetas. Acompanha as falas e canções dos griôs, ajudando a narrar genealogias de heróis, casamentos e cerimônias religiosas.
Djéli: Casta do reino do Mali, formada por famílias de contadoras e contadores de histórias. Eram também conselheiros reais. Narravam e entoavam canções épicas sobre as dinastias reais do Mali, entreposto comercial e cultural para diversas populações da África Ocidental. O nome “Djéli” se refere à ideia de laços de sangue, aqueles que fazem circular a vida social.
Griô: Para alguns linguistas, a origem da palavra “Griô” vem da forma como os franceses ouviram a palavra “criado”, em português, referindo-se à casta dos djéli, contadores de histórias que acompanhavam os antigos reis do Mali.
Itã: Narrativa, mito ou conto do povo Iorubá. Transmite filosofias, conhecimentos e origens dos orixás.
Korá: Instrumento feito de 21 cordas, semelhante a um alaúde. Produz melodias e acordes suaves de grande riqueza harmônica. Acompanha os griôs nas contações de histórias e narrativas épicas. Assim como o balafon, é considerado um instrumento musical sagrado.
Mansa: Título de nobreza utilizado pelo povo do Mali para designar o soberano do reino.
Oríkì: Palavras e provérbios de Axé do povo Iorubá. Vem de Orí (cabeça) e Kì (saudar, louvar). Pode ser dito sobre orixás, pessoas, animais ou lugares.
Provas de Ananse: Para entregar as histórias do mundo, Ananse teve que cumprir algumas provas para Nyame, o deus supremo: Capturar o leopardo Osebo, a serpente Onini, os marimbondos (Mmbooro) e a feiticeira Mootia. Há variações nas versões contadas sobre as provas de Ananse, mas evocamos estas como as mais recorrentes.
Sundiata Keita: Supremo unificador e fundador do Império Mali. Também conhecido como o “Rei Leão”, governou entre 1235 e 1255, tendo seus feitos eternizados pelo Griô (Djéli) Bala Fasseké Kouyaté, habilidoso mestre contador de histórias e conselheiro. Até hoje, os Kouyaté são uma dinastia de griôs, com músicos e atores que espalham, por meio da oralidade, o legado do seu povo.
Teia de Ananse: Símbolo de coesão social e dos enredos contados pelo povo Ashanti.
Vissungos: Cantigas que misturam o português arcaico com língua quimbundo, quicongo e umbundu, sendo entoadas no trabalho nas minerações, celebrações fúnebres, ritos de cura e em festividades. Serviam também como um código secreto para poderem se comunicar por meio da oralidade durante o processo de escravidão no Brasil.

REFERÊNCIAS:
Bâ, Amadou Hampâté. A Tradição Viva. In: KI-ZERBO, Joseph (Ed.). História geral da África I: metodologia e pré-história da África. Brasília: Unesco, 2010.
Bâ, Amadou Hampâté. Amkoulell, O Menino Fula. Rio de Janeiro. Editora Palas Athena: São Paulo, 2003.
BERNAT, Isaac. Encontros com o Griot Sotigui Kouyaté. Editora Pallas: Rio de Janeiro, 2013.
DEUS, Zélia Amador de. Os Herdeiros de Ananse: movimento negro, ações afirmativas, cotas para negros na Universidade. 2008. 295 f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Pará, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais. Belém, 2008.
LIMA, Heloísa Pires; HERNANDEZ, Leia Leite. Toques do Griô. Melhoramentos. São Paulo, 2011.
GONZALES, Lélia. Festas Populares Brasileiras. São Paulo: Boitempo, 2024.
MARTINS, Danielle da Silva. “Foi Nesse Chão que Me Criei”: Letramentos baluartes da Galeria da Velha-guarda da Unidos do Viradouro. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística). 185f.:il. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), 2023. Disponível em DissertacaoDanielledaSilvaMartins231107154845.pdf. (Acesso em abril de 2026).
MARTINS, Leda Maria. A Fina Lâmina na Palavra. Rio de Janeiro: Cobogó, 2025.
MARTINS, Leda Maria. Performances da Oralitura: Corpo, Lugar da Memória. Universidade Federal de Santa Maria, 2003. Disponível em PERFORMANCES DA ORALITURA: CORPO, LUGAR DA MEMÓRIA | Letras. (Acesso em abril de 2026).
PRIORI, Mari del. Vissungo: O Canto dos Escravos no Trabalho. Revista História Hoje. Disponível em Vissungo: o canto dos escravos no trabalho – História Hoje. (Acesso em abril de 2026).
QUEIROZ, Sônia. Vissungos do Rosário: cantos de tradição Bantu em Minas Gerais. UFMG. Belo Horizonte, 2016. Disponivel em Vissungos no Rosário: cantos da tradição banto em Minas. (Acesso em abril de 2026).
SALOM, Julio Souto. Quando Chega o Griô: conversas sobre a linguagem e o tempo com mestres afro-brasileiros. 2019. 305 f. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2019.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Imagens da Branquitude: a presença da ausência. São Paulo: Companhia das Letras, 2024.
SIMAS, Luiz Antônio; FABATO, Fábio. Pra Tudo Começar na Quinta-feira. Rio de Janeiro: Mórula, 2026.
SUBURBANA, Dandara; OBALERÁ. Ebó Poético: palavras ancestrais que abrem caminhos. Rio de Janeiro: Aruanda Livros, 2025.

Outras referências:
10 – SER GRIOT – Pape Babou Seck – MEMÓRIAS ANCESTRAIS
Homenagem ao ator Sotigui Kouyaté no Arte do Artista
Da Kali: The pledge to the art of the griot
The Griot tradition of West Africa | Sibo Bangoura | TEDxSydney
Coluna África em Verso: “Griot”, por Ed Mulato – Por dentro da Áfric
O Canto dos Escravos – Canto I
Griot, símbolo da oralidade africana | Mwana Afrika Oficina Cultural

Jacarezinho terá dupla de mestres de bateria no Carnaval 2027

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Foto: Yago Veloso/Divulgação Jacarezinho

Mestres Darllan Nascimento e Pelezinho são os novos mestres de bateria da Unidos do Jacarezinho para o Carnaval 2027. Com a permanência da agremiação na Série Ouro, a escola monta seu time e se reestrutura para competir no próximo Carnaval pela Liga RJ.

Darllan começou na música acompanhando o pai em noites de pagode, de lá pra cá nunca mais parou. O novo mestre sempre teve referências dentro da própria casa. O pai tocando harmonia e percussão, o tio na percussão e o avô mestre de bateria. Passou por diversos grupos e projetos. Com 10 anos fez seu primeiro trabalho na noite cobrindo o percussionista do grupo de pagode do seu pai (Grupo Só Limpeza). Mesmo entrando no mundo do pagode nunca largou o samba. Além de músico percussionista é também aluno de Educação Física, ritmista de várias escolas de samba. No Grupo de Acesso já comandou as baterias das escolas: Unidos de Manguinhos, Vila Santa Tereza, Novo Império, Difícil é o Nome e Unidos da Ponte. Darllan também é diretor de bateria do Acadêmicos do Salgueiro, no Grupo Especial.

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“Comecei minha história ajudando meu avô Elliu, ex-mestre de bateria do Jacarezinho, fabricando macetas (objeto utilizado para tocar surdo). Em 2000 desfilei pela primeira vez no Jacarezinho na ala das crianças e em 2005 ingressei na bateria da escola permanecendo até 2010. Voltei no Carnaval 2019 para participar do projeto de resgate e retorno em 2027 na função de mestre para fazer dupla com meu amigo e irmão Pelezinho Estamos com novas ideias e também novos ideais”, destaca o mestre.

Rafael Silva, popularmente conhecido como Pelezinho, é cria da comunidade do Jacaré. Começou sua vida no samba através de um projeto social desenvolvido na quadra da Estação Primeira de Mangueira aos 7 anos de idade. No ano seguinte, estreou na bateria da escola de samba mirim Mangueira do Amanhã, onde permaneceu até seus 14 anos de idade. Em 2008 se tornou ritmista da bateria da Unidos do Jacarezinho, e em 2013 passou a ser diretor. Em 2022, estreou no comando da bateria Show Mil. Como diretor, Pelezinho passou por Unidos da Ponte, Acadêmicos de Vigário Geral, Engenho da Rainha e Unidos de Manguinhos. No Grupo Especial é diretor de bateria da União de Maricá.

A Unidos do Jacarezinho será a segunda escola a pisar na Avenida na sexta-feira de carnaval, dia 05 de fevereiro de 2027. A agremiação segue montando o elenco que disputará o próximo carnaval.

Conheça a nova rainha de bateria da Unidos da Ponte

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Foto: Wallace Ximenes/Divulgação Ponte

A Unidos da Ponte buscou em São João de Meriti, para ocupar o tão cobiçado posto de rainha de bateria. A escolhida para reinar à frente da Ritmo Meritiense em 2027 é a empresária Grazi Xavier, cria do município.

“Grazi é rainha em todos os sentidos, carismática, simpática e muito conhecida na cidade por conta das ações sociais que realiza na comunidade onde ela nasceu e foi criada. A gente trouxe para a escola, uma pessoa que tem a essência do meritiense e que, principalmente, entende a importância de ocupar esse lugar”, diz Gustavo Barros, gestor da azul e branca.

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Flamenguista e moradora da Baixada, Grazi estreou no carnaval defendendo as cores de outra coirmã, a Inocentes de Belford Roxo. A chegada à Unidos da Ponte é a realização do sonho de criança.

“Eu sempre acompanhei os desfiles pela tv e gostava de assistir os ensaios de rua, nunca imaginei que um dia faria parte desse espetáculo tão grandioso. Ano passado, o bichinho do carnaval me picou de uma forma muito inusitada e aquele amor que eu já sentia, floresceu ainda mais. Chego à escola com um propósito que não é só o de ser reconhecida pela beleza, mas o de mostrar o empoderamento da mulher meritiense, que assim como eu, pode alcançar o inimaginável”, diz a nova majestade.

Vigário Geral anuncia Bia Oliveira como nova coreógrafa do primeiro casal

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Foto: Divulgação/Vigário Geral

A Acadêmicos de Vigário Geral anuncia a chegada de Bia Oliveira para assumir a coreografia do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola para o Carnaval 2027. Profissional de Educação Física, coreógrafa e atuante no universo do carnaval, Bia construiu sua trajetória desenvolvendo trabalhos em alas e carros coreografados, além de integrar corpos de baile em comissões de frente e departamentos de harmonia.

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Como porta-bandeira, desfilou durante seis anos pela Unidos de Lucas. Entre 2022 e 2025, atuou na preparação de importantes casais do carnaval carioca, entre eles, o primeiro casal da Acadêmicos de Vigário Geral, o primeiro casal da São Clemente, o segundo casal da União da Ilha do Governador e o segundo casal da Unidos da Tijuca.

Império da Tijuca anuncia saída de Elisa Sanches do posto de rainha de bateria

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Foto: Divulgação/Império da Tijuca

O Império da Tijuca anunciou que Elisa Sanches não seguirá como rainha de bateria da “Sinfonia Imperial” para o próximo Carnaval. A informação foi divulgada pela escola por meio de uma nota oficial nas redes sociais. No comunicado, a agremiação agradeceu pelo período em que ocupou o cargo durante o ciclo do Carnaval 2026. Segundo a escola, Elisa fez parte da história recente da verde e branca da Tijuca ao representar a bateria da agremiação ao longo da temporada.

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“A direção do Império da Tijuca reconhece sua participação neste reinado e agradece pela contribuição à ‘Sinfonia Imperial’ ao longo deste ciclo”, destacou a nota.

A escola também desejou sucesso à ex-rainha de bateria em seus futuros projetos, caminhos e desafios, ressaltando a importância da trajetória construída junto à comunidade tijucana. Com a saída de Elisa Sanches, o Império da Tijuca ainda não anunciou quem ocupará o posto de rainha de bateria da “Sinfonia Imperial” para o próximo desfile.