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Arranco promove mudanças para o Carnaval 2027: saída de carnavalesco e chegada de nova madrinha

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Foto: Divulgação/Arranco

O Arranco do Engenho de Dentro anunciou duas importantes novidades para o projeto do Carnaval 2027. A primeira delas é a saída do carnavalesco André Tabuquine, que dividia com Driko Rodrigues o desenvolvimento artístico do desfile da escola. A segunda é a chegada de Tatiana Breia como nova madrinha da agremiação. Em comunicado oficial, a direção informou que André Tabuquine optou por encerrar sua passagem pela escola, decisão tomada em comum acordo durante a preparação do próximo desfile.

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“A presidenta Dina Santos, a vice-presidenta Tatiana Santos e toda a comunidade do Arranco agradecem pela dedicação no período de trabalho em que esteve conosco. Desejamos sucesso em seus próximos trabalhos”, destacou a nota divulgada pela agremiação.

Apesar da mudança na equipe artística, o Arranco reforçou que o planejamento para o Carnaval 2027 segue normalmente. O próximo compromisso da escola será o lançamento oficial do enredo, marcado para o dia 12 de julho, durante a tradicional feijoada da agremiação.

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Além da novidade nos bastidores, o Arranco também oficializou a chegada de Tatiana Breia como madrinha para o Carnaval 2027. Conhecida no meio carnavalesco como “Musa da Educação”, ela acumula passagens de destaque pela Marquês de Sapucaí e construiu uma trajetória marcada pela atuação no samba, aliando elegância, carisma e dedicação à cultura popular.

Ao anunciar a novidade, a escola destacou as qualidades da nova representante. “Conhecida como a Musa da Educação, Tati construiu uma trajetória marcada pela elegância, carisma e amor ao carnaval. Com passagens de destaque pela Marquês de Sapucaí e presença constante no universo do samba, ela leva para a avenida a força de quem acredita na cultura como instrumento de transformação”.

O Arranco também ressaltou que a energia, o comprometimento e o respeito de Tatiana Breia pela festa fizeram dela o nome escolhido para representar a escola neste novo ciclo. “Seja muito bem-vinda à sua nova casa! Que essa caminhada seja repleta de emoção, conquistas e momentos inesquecíveis rumo ao Carnaval 2027. O Arranco te recebe de braços abertos, Tati!”, concluiu a agremiação.

Mangueira promove aula aberta de dança afro com foco em movimento, cultura e bem-estar

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Foto: Divulgação/Mangueira

A Estação Primeira de Mangueira realiza, no sábado, às 10h, uma aula aberta de dança afro intitulada “Oyá em Movimento”, na quadra da escola. A atividade será conduzida pelo professor Fábio Batista e convida o público a vivenciar a dança afro como expressão artística, cultural e de conexão com o corpo, em uma experiência inspirada no universo do enredo da Verde e Rosa para o Carnaval de 2027. A oficina é aberta ao público e propõe uma imersão nos movimentos e na ancestralidade das danças de matriz africana, valorizando a cultura afro-brasileira por meio da prática corporal. Para participar, a organização orienta que os inscritos utilizem roupas leves e com elasticidade, proporcionando mais conforto durante a atividade.

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“O projeto ‘Oyá em Movimento’ amplia o diálogo do enredo para além da avenida, permitindo que o público vivencie, por meio da dança, a força, a espiritualidade e a ancestralidade que inspiram o Carnaval 2027 da Mangueira. É uma oportunidade de celebrar nossa cultura e fortalecer os laços entre a escola e a comunidade”, ressalta Fábio Batista, instrutor da oficina e diretor da Cia Clanm.

Os interessados em participar da oficina podem realizar as inscrições previamente por meio do formulário on line disponível na bio do Instagram oficial da Mangueira. Também haverá possibilidade de inscrição presencial, na quadra da escola, até 15 minutos antes do início da aula, mediante disponibilidade de vagas.

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A iniciativa integra as ações culturais e de preparação da Estação Primeira de Mangueira para o Carnaval de 2027, aproximando a comunidade e o público em geral do universo do enredo “Oyá por Nós” por meio de experiências que unem arte, tradição, conhecimento e participação coletiva.

“A dança é uma das formas mais potentes de preservar e transmitir a nossa ancestralidade. Com essa aula aberta, queremos proporcionar uma experiência de conexão com a cultura afro-brasileira, valorizando os saberes que inspiram o nosso enredo e convidando a comunidade a vivenciar esse movimento de forma coletiva, acolhedora e transformadora”, destaca Sidnei França, carnavalesco da escola.

Ele ainda reforça que, além da dimensão estética presente nas alegorias e fantasias, o enredo “Oyá por Nós” também se expressa por meio da corporeidade. A proposta amplia a compreensão do Carnaval como uma manifestação que atravessa os corpos, valorizando a dança, o movimento e a ancestralidade como elementos fundamentais da narrativa construída pela Escola.

“Quando pensamos o enredo, é comum que ele seja associado apenas à plasticidade das alegorias e das fantasias. Mas também se manifesta nos corpos, no movimento e na forma como cada pessoa expressa essa narrativa. Essa perspectiva dialoga diretamente com o pensamento afro-brasileiro e com a tradição do candomblé, em que o corpo é um espaço de manifestação e de ancestralidade. É uma dimensão mais sutil, mas absolutamente fundamental para compreender a força e a profundidade de ‘Oyá por Nós’”, finaliza o carnavalesco Sidnei França.

Beija-Flor abre espaço para o Pará e coloca Belém na corrida pelo samba campeão

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Foto: Divulgação/Beija-Flor

A Beija-Flor de Nilópolis promoverá uma etapa do concurso de samba-enredo em Belém do Pará. A iniciativa reforça a conexão da escola com o estado que inspira o enredo de 2027, em homenagem à pajé Zeneida Lima. Cada escola de samba paraense filiada à ESA (Escolas de Samba Associadas) poderá indicar um samba para a disputa. A escolha dos sambas de Belém será realizada no dia 15 de agosto, com a classificação de até dois sambas. As obras selecionadas serão incorporadas à disputa geral no Rio de Janeiro e concorrerão com as demais na fase semifinal, marcada para 3 de setembro.

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Assim como acontece no Rio, os compositores paraenses terão acesso a encontros de esclarecimento com a equipe de enredistas da Beija-Flor. O objetivo é oferecer todo o suporte necessário para que as obras contem, com fidelidade e sensibilidade, a trajetória da homenageada. O diretor de Carnaval da Beija-Flor, Marco Antônio Marino, destaca que o calendário foi estruturado para garantir igualdade de condições entre os compositores de Belém e do Rio de Janeiro. Ele afirma que a proposta é assegurar o mesmo tempo de desenvolvimento das obras, além de acesso às informações e acompanhamento da equipe de enredo.

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Já o presidente da Beija-Flor, Almir Reis, afirma que realizar uma etapa do concurso em Belém é uma forma de valorizar os compositores locais e aproximar ainda mais a escola da cultura paraense. “É fundamental levar essa disputa para Belém, pois teremos a oportunidade de ouvir os poetas locais, que conhecem de perto a realidade, a cultura e o cotidiano vividos por nossa homenageada, Zeneida Lima. Essa participação certamente enriquecerá ainda mais o processo de escolha do nosso samba-enredo”, afirma o presidente.

No Carnaval de 2027, a Beija-Flor de Nilópolis levará para a Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem à pajé Zeneida Lima, uma das maiores referências da cultura e da espiritualidade amazônica. A escola será a segunda a desfilar no domingo de Carnaval, levando para a Avenida uma celebração da ancestralidade, dos saberes tradicionais e da riqueza cultural da Amazônia.

Festa Junina da Acadêmicos do Tucuruvi encanta público com samba, quadrilhas e gastronomia

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Fotos: Renato Cipriano/Divulgação Tucuruvi

A quadra da Acadêmicos do Tucuruvi, localizada na Zona Norte da capital paulista, foi palco de uma grande celebração no último domingo, durante a tradicional Festa Junina da agremiação. O evento reuniu integrantes, torcedores, moradores da região e convidados especiais em um dia repleto de música, gastronomia, cultura popular e muita diversão. Conhecida carinhosamente como Arraiá do Zaca, a celebração contou com uma programação diversificada que agradou públicos de todas as idades. Um dos pontos altos foi o animado show sertanejo ao vivo, que colocou o público para cantar e dançar ao longo da tarde.

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A festa também teve o ritmo contagiante da bateria “Zaca”, comandada pelo mestre Serginho, que levantou os presentes com muito samba e energia, mostrando que o espírito carnavalesco também combina perfeitamente com as tradições juninas.

Outro momento bastante aguardado foi a grande competição de quadrilhas entre os diversos setores da escola. Com muita criatividade, figurinos caprichados e coreografias bem ensaiadas, os grupos deram um verdadeiro espetáculo, disputando voto a voto o título da melhor quadrilha da edição. Os vencedores receberam um troféu e um grandioso cheque simbólico, representando a premiação em dinheiro, arrancando aplausos e muita comemoração.

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Como toda boa festa junina, a gastronomia também foi protagonista. As barracas ofereceram uma grande variedade de comidas típicas, com delícias para todos os gostos, entre elas milho-verde, pamonha, canjica, curau, bolo de fubá, arroz-doce, cachorro-quente, espetinhos, doces típicos e muitas outras opções que fizeram sucesso entre os visitantes.

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Entre as personalidades da escola que prestigiaram o evento, um dos destaques ficou por conta da rainha de bateria, Carla Prata. Esbanjando simpatia e elegância, ela chegou radiante usando um look exclusivo, especialmente desenvolvido para a ocasião, chamando a atenção dos presentes e sendo bastante fotografada ao longo da festa, sempre demonstrando sintonia e carisma com toda a comunidade.

À frente dos ritmistas da tradicional Bateria do Zaca rumo ao quinto ano consecutivo, Carla é considerada a primeira rainha de bateria com uma doença rara, tendo sido diagnosticada com miastenia gravis (MG), uma doença neurológica autoimune, rara e incurável. A condição afeta a comunicação entre os nervos e os músculos, impedindo a contração muscular normal e causando episódios severos de fraqueza e paralisia.

Outra beldade que também chamou atenção foi a musa fitness Isis Camargo, que consolidou-se como um dos grandes símbolos de sofisticação, performance e influência da nova temporada. Sua passagem pela quadra da Tucuruvi traduziu mais do que beleza: revelou disciplina, estética refinada, força cênica e identidade — atributos que definem a nova geração de musas do carnaval brasileiro.

Com silhueta esculpida pelo rigor do treino e uma presença magnética que une moda, arte e lifestyle saudável, Isis representa uma imagem contemporânea de luxo: a da mulher que constrói sua própria excelência.

“É uma alegria enorme ver nossa quadra cheia de famílias, componentes e amigos da Tucuruvi celebrando juntos. O Arraiá do Zaca já faz parte da nossa história e reforça o compromisso da escola em manter viva a cultura popular e fortalecer os laços com a comunidade durante todo o ano”, diz Rodrigo Delduque, atual presidente da agremiação, que ainda completou: “Ver a participação de todos os nossos segmentos nas barracas, além de todos juntos brincando nas quadrilhas e de tantas famílias prestigiando o evento, nos enche de orgulho. A escola vive o carnaval, mas também tem um importante papel social e cultural, mantendo suas portas abertas para eventos que aproximam ainda mais a comunidade.”

Mais do que uma celebração típica, a Festa Junina da Acadêmicos do Tucuruvi reforçou o espírito de união da comunidade e a forte ligação da escola com seus componentes e simpatizantes. Com música, dança, tradição e muita alegria, o evento consolidou mais uma edição de sucesso, deixando o público já na expectativa para a próxima festa promovida pela agremiação.

Para o carnaval de 2027, a Acadêmicos do Tucuruvi levará ao Sambódromo do Anhembi o enredo “Ogbódirin, Ògbóni”, assinado pelo enredista Cleiton Almeida e pelo carnavalesco Nícolas Gonçalves, uma saudação à fraternidade iorubá Ògbóni, cuja percepção de mundo pode ser traduzida no lema “Ogbódirin”, que significa “envelhecer e continuar forte como ferro”.

Portela realiza sua tradicional feijoada neste sábado com show de Délcio Luiz

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Foto: Léo Nogueira/Divulgação Portela

A Portela realiza, neste sábado, mais uma edição da tradicional Feijoada da Família Portelense, na quadra da escola, em Oswaldo Cruz. A programação terá show de Délcio Luiz, atrações musicais e apresentação dos segmentos da azul e branca. Os ingressos e mesas estão disponíveis pelo site Meu Bilhete. O público também poderá visitar a exposição “Contos de Norival Reis”, promovida pelo Departamento Cultural da Portela em homenagem ao compositor e um dos autores do samba-enredo “Contos de Areia”, de 1984, um dos mais marcantes da história da azul e branca.

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A exposição apresenta fotos, documentos e curiosidades sobre a trajetória de Norival Reis e destaca também outros sucessos de sua coautoria, como Ilu Ayê, a Terra da Vida (1972), Macunaíma, Herói de Nossa Gente (1975) e Hoje Tem Marmelada (1980).

A programação musical da feijoada terá como atração principal o cantor e compositor Délcio Luiz, um dos grandes nomes do samba e do pagode nacional. A abertura ficará por conta de Leonardo Bessa. O evento também conta com apresentações da Velha Guarda Show e do elenco da Portela, reunindo sambistas e torcedores da Majestade do Samba em uma grande celebração da cultura portelense.

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Em 2027, a Portela levará para a Avenida o enredo “Ao Mestre, com Carinho”, do carnavalesco Paulo Barros, que homenageará o baluarte Monarco. A escola será a primeira a desfilar na terça-feira de Carnaval em busca do 23º título de sua história.

É ela! Bellinha Delfim é a nova rainha de bateria da Viradouro

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Foto: Divulgação/Viradouro

A Unidos do Viradouro anunciou, nesta quarta-feira, Belinha Delfim como a nova rainha de bateria da “Furacão Vermelho e Branco”. O anúncio foi feito pelas redes sociais da escola e marca o início de um novo ciclo para a agremiação de Niterói rumo ao Carnaval de 2027. Após uma trajetória de destaque na vermelho e branco, ela assume um dos cargos mais simbólicos do carnaval carioca. Reconhecida pelo samba no pé, pela elegância e pela forte ligação com a comunidade, a sambista sucede Juliana Paes. A festa de coroação da rainha Bellinha Delfim está prevista para 25 de julho.

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A escolha de Belinha era aguardada por grande parte dos torcedores da Viradouro. Desde a despedida de Juliana, o nome da musa aparecia entre os favoritos para comandar a “Furacão Vermelho e Branco”, graças à sua dedicação à escola e à presença marcante nos desfiles e ensaios.

Em publicação nas redes sociais, a Viradouro oficializou a chegada da nova rainha, celebrando a continuidade de uma história construída dentro da própria agremiação. A coroação representa o reconhecimento de uma trajetória de amor ao pavilhão e de compromisso com a comunidade. Emocionada, Belinha Delfim inicia uma nova etapa em sua caminhada no carnaval, agora à frente da bateria comandada pelo mestre Ciça. A expectativa é de que sua estreia como rainha de bateria seja um dos momentos mais aguardados da preparação da escola para o próximo desfile na Marquês de Sapucaí.

Com a nomeação, a Viradouro reforça sua aposta na valorização de quem construiu sua história dentro da escola. Mais do que uma mudança de posto, a escolha de Belinha simboliza a continuidade de uma tradição pautada pelo samba e pela paixão pela vermelho e branco.

Sobre Bellinha Delfim

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Foto: Divulgação/Viradouro

Bellinha Delfim, 29 anos, estreou na Unidos do Viradouro em 2019, como passista. Em 2022, passou a integrar o time de musas da atual campeã do carnaval carioca. Ex-corredora de atletismo, Bellinha é mãe de Mel, de três anos. Formada em dança, Bellinha também é CEO e estilista de sua própria marca de figurinos, a Delfim Atelier, tendo assinado criações para artistas consagradas como as cantoras Alcione e Anitta. Desde março deste ano, faz parte do corpo de baile do quadro “Batalha do Lip Sync”, do Domingão com Huck, da TV Globo.

‘Vamos continuar fazendo desta escola uma máquina de desfilar’, afirma Marcelinho Calil nos 80 anos da Viradouro

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Foto: CARNAVALESCO

O presidente da Unidos do Viradouro, Marcelinho Calil, fez um dos discursos mais emocionantes da festa em comemoração aos 80 anos da escola, realizada no último sábado, na quadra da agremiação, em Niterói. Diante da comunidade e dos profissionais que ajudaram a construir a trajetória recente da vermelho e branco, o dirigente relembrou as dificuldades encontradas quando assumiu a escola com seu pai, o presidente de honra, Marcelão Calil, destacou a força do trabalho coletivo e reafirmou o compromisso de manter a Viradouro entre as grandes potências do varnaval. Em uma fala carregada de emoção, ele ressaltou que a reconstrução da escola foi resultado de muito planejamento, dedicação e inúmeras noites de trabalho em busca de soluções para tornar a Viradouro cada vez mais competitiva.

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“A gente sempre primou pelo coletivo. Quando chegamos na escola, a situação era lastimável. Só a gente sabe de tudo o que passamos. Perdi ou ganhei muitas noites pensando em como construir os carnavais que fizemos. Tentando tirar o coelho da cartola. O que a Viradouro poderia fazer diferente. Sonhando. Acordando cedo e trabalhando muito para conquistar tudo que conquistamos. Quebramos muitos recordes e marcas nesse caminho. Com muito suor fomos conquistando tudo o que estamos colhendo hoje”, declarou.

Um dos momentos mais simbólicos da cerimônia aconteceu quando o presidente convidou toda a equipe responsável pelo Carnaval 2027 para subir ao palco. Segundo ele, o gesto representava o reconhecimento àqueles que participaram diretamente da transformação da Viradouro em uma das principais referências do carnaval carioca.

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“Ao longo desse trajeto foram decisões muito difíceis. Fizemos tudo do fundo do nosso coração pelo melhor para a Viradouro. Chamei toda a equipe ao palco para que entendam de onde a escola saiu e onde ela chegou. Isso é fruto do trabalho de vocês. Ralamos muito e não pretendo sair desse lugar”, afirmou, sendo bastante aplaudido pelo público.

Durante o discurso, Marcelinho também fez questão de prestar homenagem ao pai (Marcelão Calil) e ao saudoso Monassa, personagens fundamentais na história da agremiação, além de agradecer à comunidade e a todos os profissionais que contribuíram para o crescimento da escola nos últimos anos.

“Agradecer ao meu pai, ao Monassa, que não está entre nós, mas é um protagonista da história dessa escola, além de agradecer à comunidade e aos profissionais da Viradouro”, disse.

Encerrando sua fala, o presidente reforçou que o maior objetivo da atual gestão é preservar o legado construído e manter a escola disputando os primeiros lugares na Marquês de Sapucaí.

“O sentimento é de dar continuidade a tudo que essa escola construiu. Vamos continuar disputando e botando projetos maravilhosos na Avenida, tendo essa força competitiva que temos. Meu pedido é que a gente continue fazendo dessa escola uma máquina de desfilar”, concluiu.

Ouvidos atentos e coração salgueirense: As metas de Dudu Botelho como novo vice-presidente

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Fotos: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Em uma conversa com o CARNAVALESCO, Dudu Botelho, eleito vice-presidente Academia do Samba, compartilhou a profunda emoção e os novos desafios ao assumir o cargo. Com uma trajetória marcada pelo sucesso na ala de compositores, ele agora transita do papel de criador para o de gestor, mantendo o mesmo objetivo que o guiou durante anos: a busca incessante pela vitória. Para o  sambista, o cargo é mais do que uma posição administrativa; é o reconhecimento de uma vida inteira dedicada ao pavilhão vermelho e branco.

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“Representa uma emoção muito grande, porque, querendo ou não, tem a história da minha vida aí, um pouco do reconhecimento do amor que eu dediquei a essa escola”, afirmou o dirigente.

Dudu vê essa nova etapa como a continuidade de um sonho. Se antes sua obsessão era conquistar o 10º título do Salgueiro no Grupo Especial como compositor, agora o foco se expande para o sucesso coletivo de toda a agremiação.

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“Eu persegui o 10º título como compositor e agora eu vou perseguir como vice-presidente. Esse é o grande objetivo”, declarou.

Gestão de ouvidos atentos à comunidade

Questionado sobre o que o salgueirense pode esperar de sua gestão, Dudu Botelho destacou que sua principal promessa é a proximidade e a escuta ativa. Em um momento onde o diálogo com a comunidade é fundamental, o vice-presidente se coloca como uma ponte para as demandas dos componentes.

“O que eu quero prometer ao salgueirense é alguém que está com o ouvido muito atento para poder ouvir demandas, poder estudar o que dá e o que não dá para melhorar”, explicou. Para ele, a união de propósitos é a chave, acreditando que todos que amam o Salgueiro de verdade compartilham o mesmo objetivo final.

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Embora tenha construído sua fama através dos sambas-enredo, Dudu deixou claro que sua função em relação à trilha sonora da escola mudou. Ao ser provocado sobre como garantir um “sambaço” para o próximo carnaval, ele respondeu com bom humor e confiança na sua “escola de origem”.

“Garantir um sambaço para o próximo ano já não é problema meu mais. É só torcida”, brincou o dirigente. No entanto, a convicção na qualidade do trabalho que será entregue para o enredo de 2027 é total . Dudu aposta suas fichas nos companheiros de ala para pavimentar o caminho rumo ao campeonato: “Tenho a convicção de que essa ala que me formou… vai produzir um samba à altura do título que o Salgueiro vai conquistar”.

Salgueiro mais forte: André Vaz garante que escola está pronta para brigar de ‘igual para igual’ pelo título

Águia de Ouro 50 anos: componentes históricos relembram momentos marcantes

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Completar o Jubileu de Ouro é um marco para qualquer instituição – ainda mais para uma escola de samba, representante máxima de uma comunidade. Com o Águia de Ouro não é diferente. Nascida no dia 09 de maio de 1976, a azul e branca da Pompeia comemorou a data com uma grande feijoada de aniversário na quadra da agremiação – na qual também revelou detalhes sobre o enredo “Águia na Encantaria de Fés, Folguedos e Milagres que Deságuam no Sertão”. A reportagem do CARNAVALESCO conversou com algumas figuras históricas da escola para saber qual o momento mais marcante que cada um deles viveu com o Águia de Ouro.

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Presidente com memória

Desde 1982 presidente do Águia de Ouro, quando assumiu a direção da agremiação que estava desde a fundação da escola a cargo de Gilson, irmão do atual mandatário, Sidnei Carriuolo Antônio relembrou uma situação muito polêmica para valorizar a força da agremiação: “Um dos tantos momentos marcantes foi em 2019 – no ‘Brasil, Eu Quero Falar de Você’. Tivemos um problema com uma pessoa que, num ensaio técnico, se vestiu inadequadamente. Naquele momento, de turbulência política, nós fomos muito tensos para a avenida. E, na avenida, o que eu vi de retorno, de samba, de arquibancada… para mim, foi muito marcante. Me emocionou realmente”, destacou.

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O incidente em questão teve muita repercussão à época: no primeiro ensaio técnico da escola, um componente fantasiou-se de Adolf Hitler para fazer uma crítica ao fascismo. A agremiação pediu desculpas e explicou-se posteriormente – conquistando a apoteose em um desfile que conquistou a sexta colocação logo no ano em que retornou ao Grupo Especial.

Laços familiares

Tal qual outras tantas escolas de samba, o Águia de Ouro também se orgulha de ter um forte componente familiar. Jacqueline Meira, diretora de carnaval da agremiação emocionou-se ao falar de uma data de forte impacto em toda a vida dela própria:

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“Eu tenho muitos momentos, já que eu estou na escola e sou apaixonada pela escola há 39 anos. O Águia me trouxe muita coisa: aumentou minha família, minha irmã é casada com uma pessoa aqui, minha filha é ritmista, meu filho já desfilou aqui. O Águia é tão importante para mim que, no dia em que a minha mãe faleceu, estávamos gravando o clipe da Liga-SP do ano seguinte. Aquele dia foi muito marcante porque eu estava com a comunidade, o presidente me deu a palavra e a comunidade me abraçou e me acolheu. Naquele momento, eu pedi para que desfraldassem o pavilhão como se nunca tivessem desfraldado, façam o maior ritmo possível, cantem com a alma e com o coração por mim e pela minha mãe. Foi no dia 08 de outubro de 2024. Sou muito grata ao Águia de Ouro porque, talvez, eu não estivesse por aqui mais se não fosse por toda essa resposta que todos sempre me deram como pessoa e como profissional. Aqui a gente vive momentos únicos – ora de alegria, ora de tristeza. O mais marcante aqui é que, aqui, ninguém nunca soltou a mão de ninguém de fato. Quem é Águia de Ouro de verdade não solta a mão do outro”, orgulhou-se.

Mestre com dois momentos

Rodrigo Neves, popularmente conhecido como mestre Moleza, pediu licença para relembrar duas situações com a agremiação – e foi prontamente atendido: “Passa um filme na cabeça de toda a minha história com a escola. Quero citar dois momentos: em 1998, a escola estava no Grupo de Acesso I, foi campeã em um desfile inquestionável, voltou para o Grupo Especial em 1999 e, no Desfile das Campeãs, a bateria inteira estava com cabelo azul, choveu e escorreu toda aquela tinta na cara. Eu era moleque, com uma paixão imensa e me marcou demais na minha trajetória. O segundo momento foi ter esse cargo de mestre de bateria no momento em que a escola completa o Jubileu de Ouro. Isso fica marcado na história, o meu nome está lá. Conseguimos deixar um resultado satisfatório, com muito empenho e trabalho, no Carnaval. Que venham muitas outras histórias para contar!”, previu.

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Em 1998, o Águia de Ouro desfilou com o enredo “Assim Caminha a Humanidade”, assinado pelo carnavalesco Virgílio Ramos, e foi campeão com três pontos de vantagem para a terceira colocada – primeira instituição que não subiu para o Grupo Especial do ano seguinte.

Desfiles memoráveis

A histórica dupla de intérpretes do Águia de Ouro preferiu focar em desfiles de grande impacto para a agremiação. Douglinhas Aguiar é um deles: “Para mim, não tem como não citar como grande momento na escola a hora do título. Era um título que nós já estávamos correndo atrás há muito tempo. Eu cheguei na bateria da escola em 1984 e, pouco a pouco, a gente foi crescendo. Já merecíamos uma taça há algum tempo, e 2020 foi o momento de todo mundo aqui na escola”, rememorou.

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Já Serginho do Porto foi ainda mais longe, comprovando o quanto a exibição de tal ano foi impactante: “O meu grande momento com o Águia de Ouro foi o desfile de 2007. Um desfile marcante, vai ficar na minha mente para o resto da minha vida. Era um momento de muita dificuldade para a gente do Carnaval e para todo mundo no Águia e aquele desfile aconteceu. Os deuses do Carnaval transformaram aquele desfile em algo magnífico. A avenida toda cantou o samba. Foi maravilhoso!”, finalizou.

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Com entusiasmo renovado, Magno Oliveira projeta novos tempos para o Império de Casa Verde

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Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

O experiente profissional Magno Oliveira assumirá, no Carnaval 2027, uma função dupla no Império de Casa Verde. Ele atuará simultaneamente como diretor de harmonia e diretor de carnaval, modelo que tem se tornado cada vez mais comum no Carnaval de São Paulo. Com uma longa trajetória na folia paulistana, especialmente na Mocidade Alegre, Magno iniciou sua caminhada no departamento de harmonia da escola em 2000. Posteriormente, tornou-se diretor do segmento, conquistou diversos títulos e encerrou sua passagem pela Morada do Samba em 2023. Ao longo de mais de duas décadas na agremiação do Limão, acumulou vasta experiência e, agora, pretende utilizar todo esse conhecimento para contribuir com o projeto do Império de Casa Verde, escola que busca reverter os resultados abaixo das expectativas obtidos nos últimos carnavais. Magno Oliveira é uma das contratações do presidente Fabinho LS, que promoveu uma ampla reformulação nos segmentos da escola ao assumir diretamente o planejamento do projeto desde o início. Diversas mudanças foram implementadas na agremiação da Casa Verde, que tem como objetivo alcançar resultados mais expressivos nos próximos desfiles. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Magno falou sobre o novo desafio e comentou a satisfação de ter sido convidado pelo Império de Casa Verde para comandar o carnaval da escola.

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Alegria em voltar

O profissional não escondeu a felicidade ao falar de seu retorno ao Carnaval e afirmou estar bastante motivado para realizar um grande trabalho com o Tigre da Casa Verde. “Estou com o coração a mil. Estava meio aposentado, mas quem ama o Carnaval sempre acaba voltando. Recebi o convite do Império por meio do presidente Fabinho e da diretoria e decidi aceitar esse desafio. Estou muito feliz com o trabalho que vem sendo desenvolvido. A comunidade da escola me acolheu muito bem, e estamos construindo um projeto importante. Queremos abrir novos caminhos e viver dias melhores para a escola. Tenho certeza de que os resultados serão muito positivos”, disse.

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Busca por mudanças no Império e lembranças das raízes

Magno realizou um trabalho marcante durante sua trajetória como diretor de harmonia da Mocidade Alegre e destaca que suas raízes estão ligadas à escola do Limão. Além disso, revelou que também tem aprendido bastante com a realidade atual do Império de Casa Verde. “Minhas raízes estão na Mocidade Alegre. Nasci dentro da escola e participo de sua história desde 1980. Tudo o que aprendi sobre Carnaval veio de lá. Naturalmente, procuro aplicar os ensinamentos que adquiri ao longo dessa trajetória, mas também busco novas referências. Tenho me dedicado a estudos profundos, analisando diferentes vertentes e absorvendo o que cada uma tem de melhor. Inclusive, aprendo muito com o próprio Império, uma escola gigantesca e de enorme tradição. O Império enfrentou algumas dificuldades nos últimos desfiles, ao menos sob a visão dos jurados, mas entendemos esse cenário. O importante é reconhecer os erros quando eles acontecem, reorganizar a casa e seguir em frente. É isso que estamos fazendo. Tenho convicção de que bons ventos estão por vir”, declarou.

Sempre atualizado

Mesmo durante o período em que esteve afastado da avenida, Magno afirmou que continuou acompanhando atentamente os desfiles, estudando o Carnaval e se atualizando sobre as mudanças nos regulamentos. Segundo ele, o Império de Casa Verde está focado em corrigir falhas e construir um novo momento em sua trajetória. “Fiquei dois anos afastado, mas quem gosta de Carnaval nunca se desconecta completamente. Continuei acompanhando tudo de perto, assistindo aos desfiles e observando cada detalhe. Muitas vezes, eu estava na arquibancada com minha esposa e acabava comentando o que via; ela até pedia para eu ficar quieto, mas é difícil controlar essa paixão. Nesse período, mantive o hábito de estudar, ler e acompanhar as transformações do Carnaval. Cheguei a decidir que não voltaria, mas o convite surgiu em um momento muito oportuno. Hoje estou motivado, aprofundando meus estudos, analisando regulamentos e realizando reuniões de lideranças na escola, que têm sido muito produtivas. As coisas mudam, e eu acredito que as mudanças podem sempre nos levar a um caminho melhor”, concluiu.