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‘Muito importante a Imperatriz levar para Avenida uma história tão linda e com um significado tão grande’, diz João Drumond

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Depois de quase 50 anos sem abordar um enredo afro, a Imperatriz Leopoldinense traz para o Carnaval de 2025 a história preservada pelo Itã, que narra a visita de Oxalá ao reino de Oyó com o objetivo de encontrar Xangô. Em uma entrevista ao site CARNAVALESCO, o diretor executivo da escola, João Drumond, e o diretor de carnaval, André Bonatte, compartilharam suas perspectivas sobre esse momento significativo para a escola ao atender ao pedido da comunidade com esse enredo, enfatizaram o compromisso da Imperatriz Leopoldinense em representar e homenagear a cultura afro-brasileira de forma autêntica e respeitosa, discutiram o novo formato dos desfiles, como ele pode impactar a competição e contaram sobre a disputa de samba da Imperatriz.

joao drumond imperatriz
Foto: Maria Clara Marcelo/CARNAVALESCO

João Drumond revelou sua perspectiva sobre o significado especial desse momento para a Imperatriz, que após quase meio século, escolheu um enredo afro para o próximo Carnaval. Ele destacou a importância dessa escolha em atender a um pedido da comunidade e desafiou críticas que sugeriam que esse enredo não seria característico da escola. Para João, a Imperatriz sempre foi conhecida por contar histórias, mas muitas vezes essas histórias eram centradas em narrativas eurocêntricas e que contar uma história africana não descaracteriza a essência da escola, mas sim a enriquece, expandindo seus horizontes e oferecendo uma visão mais diversificada e inclusiva do mundo.

“É muito tempo, meio século quase e para mim é muito importante. Eu acho que a Imperatriz está atendendo um pedido da comunidade. Eu ouvi muitos comentários na rede social que a Imperatriz, esse ano, vai levar um enredo que não é a cara da Imperatriz para a Avenida e eu discordo profundamente desse tipo de comentário, porque a Imperatriz é uma escola conhecida por contar histórias. Durante muito tempo, nos anos 90, 2000, a Imperatriz era conhecida como uma escola que contava histórias de cortes europeias, uma visão eurocentrista do que aconteceu no passado. E a Imperatriz, esse ano, vai contar uma história, só que vai contar uma história sobre a ótica e a visão de uma corte africana e eu não vejo nenhuma descaracterização da essência da Imperatriz, pelo contrário. Acho que é muito importante a Imperatriz levar para Avenida uma história tão linda, tão bonita, com um significado tão grande, com uma marca forte de religiosidade inserida no contexto e que o público muitas vezes não conhece. Acho que ajuda a desconstruir muita coisa e eu acho que leva uma mensagem tão bonita para as pessoas que eu, enfim, eu me sinto muito feliz e muito orgulhoso de ver esse enredo na Imperatriz”, disse João.

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Para André Bonatte também é muito importante a Imperatriz abordar um enredo afro no Carnaval de 2025 depois de uma longa ausência da escola nesse tipo de temática e que por mais que todos os enredos tenham elementos de africanidade, a Imperatriz não explorava diretamente a religiosidade africana há muito tempo, o que gerava um anseio na comunidade por esse tipo de enredo. O diretor de carnaval reconheceu que a decisão de abraçar essa ideia veio de encontro aos desejos da comunidade e fortaleceu os laços entre a escola e seus membros. Ele destacou a importância de reconhecer a singularidade de cada enredo afro, combatendo a ideia de que todos são iguais, e ressaltou que o carnaval de 2025 será uma oportunidade para celebrar e aprender sobre a diversidade da cultura africana.

andre imperatriz

“Eu acho que é importante ressaltar isso, sempre tenho falado que a Imperatriz tem toda a propriedade para fazer um enredo nesse sentido, porque é muito tempo que a escola não leva a religiosidade africana para a avenida. Eu sempre pontuo que a Imperatriz não fazia enredo afro, todo enredo tem um pouco de africanidade, porque a gente não pode entender um desfile de escola de samba apenas pelo discurso do samba ou pelo próprio enredo, são várias as linguagens. O samba é africano, o gingar da passista é africano, o rodar da baiana é africano, o ritmo da bateria é africano. Não existe escola de samba sem africanidade. Mas a temática de realidade africana, a Imperatriz já não apresenta muito tempo, então existia um certo anseio da comunidade em trazer esse enredo e isso veio vagando aí nos últimos anos e a coisa não se concretizou e o Leandro resolveu abraçar essa ideia, então acho que corresponde esse desejo da comunidade e isso vem reforçando, acho que esse laço que vai se estreitando cada vez mais entre a escola e sua comunidade. Eu acho que a grande vantagem que a gente tem com esse enredo é no primeiro momento de entender que a nossa comunidade está feliz com ele, e a segunda coisa que eu acho que é importante que a gente defenda em termos de discurso é justamente a ir contra o discurso que diz que enredo africano é tudo igual, porque isso a gente está criando o quê? A gente está generalizando algo que tem sua singularidade, eu percebo que 2025 vai ser uma grande aula de África na avenida, já que a maioria das escolas estão caminhando por essa estrada. Eu acho que a gente vai ter uma grande aula de africanidade e isso nos dá sentimento de pertencimento, de saber quem nós somos. E as escolas têm aí que ser parabenizadas por ter a coragem, eu acho, de quase que todas estarem abraçando essa causa”, enfatizou André.

O diretor de carnaval também explicou que a escolha do enredo afro pela Imperatriz não foi influenciada pela tendência das outras escolas de optarem por temas semelhantes nos últimos anos. Pelo contrário, a decisão foi baseada no desejo interno da comunidade e no direcionamento artístico do carnavalesco.

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“Eu acho que pelo contrário, porque justamente nos anos anteriores a gente tinha uma questão de, vamos por um caminho diferente já que tem muita gente indo por esse caminho, vamos tentar diferente. Eu acho que não foi isso que definiu o caminho da Imperatriz, eu acho que definiu o caminho da Imperatriz foi o desejo da comunidade e o desejo do carnavalesco. No sentido de agora, é o momento da gente fazer. Não houve uma pressão extra ou externa, vamos dizer assim, para que isso acontecesse”.

O diretor executivo, João Drumond, comentou sobre a sua visão positiva em relação ao novo formato do carnaval, com três dias de desfiles e o fechamento dos envelopes das notas no fim de cada escola. Ele mencionou que essa foi uma decisão tomada coletivamente pelas 12 escolas e que, portanto, espera que seja benéfica para todas elas.

Quanto ao julgamento, ele mencionou que a mudança também foi amplamente apoiada, o que aumenta sua confiança de que o novo sistema será justo e eficaz. João expressou sua esperança de que todas as escolas que apresentarem bons espetáculos sejam bem avaliadas, independentemente do dia em que desfilem. E demonstrou ansiedade e otimismo em relação ao futuro do carnaval, afirmando que acredita que será o maior de todos os tempos.

Confira a sinopse do enredo da Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval 2025

“A primeira coisa que tem que ser dita é a seguinte, foi uma decisão tomada por 12 escolas. Se 12 escolas votaram a favor da mudança para os três dias, é claro que eu acho que vai ser bom para as escolas. Em relação ao julgamento, também foi uma decisão praticamente unânime. Espero e acredito que vai ser bom para gente. Eu acredito que, independente da escola que desfile no domingo, na segunda e na terça, as escolas que apresentarem bons espetáculos vão ser bem avaliadas. Essa é a esperança e em relação a se vai dar certo ou não vai, eu também acredito que vai dar muito certo. Então, assim, estou muito ansioso. Acho que vai ser o maior carnaval de todos os tempos. Espero que a Imperatriz também possa fazer o maior desfile de todos os tempos”, expressou João.

Já André destacou que é difícil avaliar completamente os impactos dos três dias de desfiles antes de vivenciá-los. No entanto, ele compartilhou sua perspectiva positiva como folião, ressaltando o aumento da experiência carnavalesca com mais um dia de desfiles. Em termos de competição, ele reconheceu a necessidade de vivenciar os três dias de desfiles para ter uma compreensão mais precisa de como isso afetará a disputa entre as escolas. Quanto ao fechamento das notas no fim de cada escola, ele deu apoio à medida, destacando que ela proporciona uma avaliação mais imparcial por parte dos jurados, sem influências externas entre os dias de desfiles.

“Eu não tenho como avaliar o que são três dias de desfile ainda, porque eu acho que nem eu e nem ninguém, porque eu acho que a gente tem que acreditar. Eu acho que a gente precisa acreditar que vai ser bom. Eu acho ótimo como folião, eu tinha dois, agora eu tenho três, então como folião eu acho ótimo, mas em termos de disputa, em termos de desfile, eu acho que a gente ainda precisa viver isso para a gente ter um olhar mais assertivo da coisa. Com relação ao fechamento de nota eu acho ótimo, porque essa coisa de você julgar num dia e estar vulnerável ao jornal, à imprensa, porque o jurado viu o desfile, mas ele vai para outro e ele tem outras informações que não foi a informação que ele necessariamente viu na frente dele E eu acho que isso pode pesar, quem diz que não? Acho que essa coisa dele avaliar aquilo que ele viu sem influências externas, eu acho que é um ponto super, super favorável para o desfile e para o carnaval”, disse André.

Unidos do Jacarezinho celebra 58 anos neste domingo

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Neste domingo, a comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, vai receber o evento ‘Feijoada da Rosa e Branco’, que celebrará os 58 anos da escola Unidos do Jacarezinho. A festa, além de apresentar a nova gestão da agremiação, contará com o show do grupo Bom Gosto. Entre os segmentos apresentados para o Carnaval 2025 estão o carnavalesco, passistaa, comissão de frente, diretor de barracão, diretor de carnaval e diretor geral.

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Foto: Divulgação/Jacarezinho

Para Fábio Figueira, diretor heral da escola, a chapa “Juventude e Renovação” chega a Unidos do Jacarezinho com um ar jovial e de transformação. “Foi uma mudança significativa por várias questões, demonstra o quanto este pavilhão estava cansado do descaso que ele vinha sendo tratado”, diz ele, que acredita que a comunidade já percebe a diferença em relação aos novos rumos.

Carlos Eduardo, mais conhecido na comunidade como ‘Barata’, também reconhece a mudança. “Hoje, vejo os diretores presentes, percebo que há um serviço de limpeza, pintura e manutenção, no geral”, afirma o sambista, de 44 anos, que está envolvido com a agremiação há cerca de cinco. Um dos principais envolvidos nesta nova era é o presidente Mattheus Gonçalves, eleito no dia 1º de Maio.

“Queremos trazer projetos, profissionalizar pessoas e fazer das portas da escola o grito do morro. Nosso enredo falará muito sobre isso, mas com outra perspectiva. Queremos o Morro do Jacarezinho e, todos em volta, levando este Pavilhão ao lugar que é dele por direito, a Sapucaí. Nossa Passistas, Comissão de Frente e Rainha tem que vir da comunidade, é a primícia desta Diretoria, tal como todos os demais segmentos. Nossa escola tem chão e vamos provar isso com trabalho e transparência. Com responsabilidade e respeito a história”, garante ele, que divide o mandato com o seu vice Matheus Vinícius.

Serviço
Evento: Feijoada da Rosa e Branco
Dia: 16/06
Horário: 15h
Local: Quadra da Unidos do Jacarezinho
Endereço: Av. Dom Helder Câmara, 2233 – Jacarezinho
Ingressos: Vendidos na própria quadra
Valor: R$ 20 (segundo lote)

Milton Cunha lidera debate sobre sustentabilidade na moda e no carnaval

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Neste domingo, às 13h30, a estação das Barcas da Praça XV será palco de um evento que promete unir moda, sustentabilidade e conscientização ambiental. O Eco Fashion 2024, organizado pelo arquiteto e fotógrafo Yuri Graneiro e que conta com a apresentação de Milton Cunha há mais de uma década, reunirá grandes nomes do carnaval e da moda para discutir práticas sustentáveis nos desfiles das escolas de samba e na indústria da moda. O evento incluirá um desfile de moda com materiais alternativos confeccionados pelos alunos e modelos da Escola de Moda do Madureira Shopping, destacando a criatividade e o comprometimento com a sustentabilidade.

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Foto: Divulgação

Nomes como Gabriel Haddad, campeão na Grande Rio; Tarcísio Zanon, vencedor na Viradouro; e André Rodrigues, atual carnavalesco da Portela, se juntam ao cenógrafo Clécio Regis para debater sobre o futuro do carnaval, a conscientização dos materiais e o reuso. Para enriquecer o debate, o estilista Patrick Doering, a figurinista Gogoia Sampaio e o jornalista especializado em moda Gilberto Junior falarão sobre os desafios da moda sustentável. O evento contará ainda com a experiência de Fernanda Borrielo, gestora cultural; a secretária de meio ambiente; e a ativista de lutas urbanas, abordando os desafios do empreendedorismo sustentável. A rainha de bateria e psicóloga Quitéria Chagas trará sua visão sobre o reaproveitamento de roupas e a conscientização.

Esses profissionais compartilharão suas experiências e visões sobre a integração de práticas sustentáveis no carnaval e na moda, abordando temas cruciais como energia sustentável e a importância das florestas. O evento é aberto ao público e representa uma oportunidade única para inspirar, aprender e compartilhar conhecimentos sobre práticas sustentáveis no carnaval e na moda.

Serviço
Evento: Eco Fashion 2024
Data: 16 de junho de 2024
Horário: 13h30
Local: Estação das Barcas da Praça XV
Entrada: Gratuita

Após tempo curto de preparação, casal do Águia de Ouro mostra confiança para o desfile de 2025

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira do Águia de Ouro, João Camargo e Monalisa Bueno, apesar de já ter defendido o pavilhão da agremiação no último carnaval, ainda é uma dupla em formação. A parceria começou a ensaiar em janeiro do ciclo de preparação da escola. Já nos ensaios técnicos. Isso é devido ao fato da saída da porta-bandeira Lyssandra Grooters, que logo foi substituída por Monalisa. O mestre-sala, por sua vez, já tem muito tempo de casa e foi para o Anhembi com várias dançarinas ao longo de sua passagem. A dupla conversou com o CARNAVALESCO e falou sobre a expectativa para 2025, entrosamento e desabafo por parte de João.

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Foto; Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Felicidade e empenho na Pompeia

Monalisa falou sobre a parceria tão repentina e o pouco tempo juntos. A porta-bandeira afirmou que está feliz na Pompeia e pretende se empenhar para fazer um Carnaval 2025 ainda melhor. “Para falar a verdade, desde que acabou o carnaval, a gente teve poucos ensaios, porque tinha o evento de aniversário, que foi junto da escola. Mas desde o início da nossa parceria, a gente tem falado da nossa conexão e tem dado muito certo. Nós estamos muito felizes com tudo que vem acontecendo. Estou contente, na expectativa de fazer um carnaval muito melhor em 2025 e empenhada a ir para dar o nosso melhor, com certeza”, disse a porta-bandeira.

Nota máxima e falta de incentivo

João Camargo, que está na posição de mestre-sala da agremiação há mais de 15 anos, exaltou a experiência de Monalisa e celebrou os 40 pontos, mas se diz incomodado, pois ninguém acreditava na parceria. “Eu sempre falo que carnaval é uma caixa de surpresas. Eu tive essa surpresa de ter recebido a Monalisa como a minha porta-bandeira, experiente e focada no processo de trabalho. Eu acho que quando junta duas pessoas muito experientes no que faz, com seus trabalhos consagrados e independente de nota, tem tudo para dar certo. Muitas páginas, muitos sites e muitas pessoas não acreditaram que daria certo e eu acho que o julgamento das pessoas é natural, mas eu acho que as pessoas tem que entender como funciona o carnaval de São Paulo e o seu critério de julgamento. Nós estamos trabalhando não só dentro dele, mas principalmente queremos mostrar que é amor dentro do quesito. O julgamento faz parte, mas às vezes falta incentivo por um momento muito importante que ela assumiu e que eu estava nessa transição. Porém, melhor do que isso foi a consagração da nota máxima. Poderia não ter vindo, porque eu sempre falo que a nota máxima não consagra ninguém”, declarou.

Desabafo do mestre-sala

De fato, foi uma formação que pegou todos de surpresa. Não era de se imaginar que uma porta-bandeira seria trocada perto do primeiro ensaio técnico da escola. Tanto é que foi um ensaio ‘protocolar’ nos movimentos, pois havia poucos dias de treino entre a dupla. Porém, João saiu em defesa de Monalisa e disse que ela foi bastante atacada, onde ambos se sentiram sozinhos e faltou empatia.

“A Monalisa chegou e ela sofreu muito, foi muito atacada. Eu estava esperando passar esse carnaval para poder desabafar e falar um pouco do que a gente estava sentindo, porque ninguém em nenhum momento perguntou como que a gente estava se sentindo. Depois que vem o trabalho, poucos batem no nosso ombro para dar os parabéns. Então, às vezes, os papéis são invertidos. Por isso eu queria agradecer a vocês, que estão sempre cobrindo e estou sempre acompanhando. Mas é importante a gente também falar, porque temos essa voz. Vocês dão essa liberdade. É importante como a gente vê o mundo externo. Se não centralizarmos esse trabalho em nós mesmos, muitos casais podem se sentir afetados por essa gama de falta de empatia, respeito, carinho e afeto. Todo mundo bate no peito e fala que é sambista, mas o sambista de verdade tem que aprovar e bater palma para o outro. As pessoas que acharem que ainda não está bom, paciência. Esse é o novo casal, João Camargo e Monalisa”, desabafou.

Adaptação da dança

Como citado, foi um espaço bastante pequeno entre o anúncio da porta-bandeira e a primeira aparição de apresentação dos dois juntos. Entretanto, o mestre-sala comentou que a adaptação da dança foi tranquila, apesar das turbulências enfrentadas. “A Monalisa é uma porta-bandeira que chegou em um momento muito difícil. Ela chegou focada. Se quando há foco e há entendimento do que a gente representa, fica fácil. Já tinha sido uma estrutura construída no que se refere ao critério de julgamento da parte coreográfica. Ela já veio com bastante ideias também. Muitos não sabem, mas nós tivemos que fazer uma fantasia do zero para ela. Nós tivemos só 12 ensaios. Não foram 30, nós tivemos 28 dias de contato e 12 de ensaios. Mas conseguimos entender que o critério de julgamento, mesmo estando fora, ela estava se atualizando, estudando e observando o que estava acontecendo. Eu posso dizer que a gente entrou na pista sabendo que a gente tinha condições de tirar os 40”, concluiu.

“Acho que ele falou tudo. A gente tem essa parceria na dança, mas na fala ele me representa. É literalmente o meu guardião”, finalizou a porta-bandeira.

Chegou a sua vez! Liesa começa a receber currículos para novos julgadores

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A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro já está recebendo currículos de pessoas interessadas em participar do corpo julgador do Grupo Especial. O objetivo é ampliar e atualizar o banco de currículos, se conectando a profissionais que dominem os quesitos avaliados durante os desfiles.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

Além de não ter vínculo com nenhuma agremiação, o candidato deve ter, no mínimo, cinco anos de experiência em atividades relacionadas à cultura, música, dança, arte, história ou áreas similares, de maneira que garanta uma avaliação técnica e imparcial, caso seja escolhido. Eventuais pós-graduações ou especializações poderão ser consideradas como diferenciais no momento da seleção.

“É fundamental que o profissional seja independente, sem associação com as escolas de samba que estão em disputa, seja por meio de associações anteriores ou familiares. É necessário demonstrar, ainda, habilidade para avaliar com critério e justiça, observando os detalhes técnicos e artísticos das apresentações”, destacou o coordenador de jurados, Thiago Farias.

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Para participar, é necessário enviar o currículo para o e-mail [email protected], contendo uma bio detalhada de formação e área de atuação, informando, ainda, qual quesito se sente apto a julgar. O prazo vai até 29 de julho.

Vale ressaltar que o candidato também deverá ter disponibilidade para participar de todos os dias de desfiles que, em 2025, acontecerão em 2, 3 e 4 de março – domingo, segunda e terça-feira de Carnaval.

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‘Paraíso do Tuiuti sempre vem lutando contra os preconceitos’, afirma Thor ao falar sobre o enredo de 2025

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O presidente do Tuiuti, Renato Thor, está muito feliz com o enredo da escola para 2025, e acredita muito na representatividade que a escola vem trazendo para a Sapucaí nos últimos carnavais, e nos fatores sociais e culturais dos mesmos que ajudam a escola que está cada vez mais consolidada no Grupo Especial. Para ele, a escola vai representar não somente sua bandeira, mas todos que buscam lutar contra os preconceitos diariamente.

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Foto; Matheus Morais/CARNAVALESCO

“O Paraíso do Tuiuti sempre vem lutando contra os preconceitos, esse é mais um ano. E, com certeza, esse enredo vai representar não só o povo preto do morro do Tuiuti, como todos aqueles que lutam contra o preconceito no dia a dia”.

Thor também falou sobre o processo de consolidar a escola no Grupo Especial, destacando os enredos apresentados ao longo dos últimos carnavais.

“O Paraíso do Tuiuti é uma escola de samba de comunidade de verdade. Com todo o respeito às coirmãs. O ponto forte do Paraíso do Tuiuti sempre foram os seus enredos culturais e históricos. Às vezes recebo propostas de vários enredos, até que possam vir com algumas ajudas, mas nós sempre lutamos para que nós possamos sempre fazer o melhor para a nossa escola. E o melhor para a nossa escola são nossos enredos. Nossos enredos que vem alavancando a Paraíso do Tuiuti para que ela possa a cada ano fazer o carnaval melhor do que o outro”.

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Coreógrafas da Tijuca buscam sintonia ao trabalharem em dupla pela primeira vez no carnaval

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A Unidos da Tijuca trouxe Ariadne Lax e Bruna Lopes para assumirem a comissão de frente da escola do Borel. Ambas estiveram à frente de escolas da Série Ouro no último ano, com Bruna na São Clemente e Ariadne na Estácio. O trabalho chamou a atenção da Tijuca que foi atrás de ambas após o Carnaval de 2024. Em entrevista do CARNAVALESCO, elas contam a expectativa do trabalho em dupla e na nova escola, que é marcada por grandes comissões de frente.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Ariadne começou contando como foi receber o convite para ser coreógrafa da escola junto a Bruna, que compartilhou da opinião, e destacou a sintonia que estão tendo neste primeiro momento de trabalho em conjunto: “Com muita alegria e muita gratidão ao nosso presidente Fernando Horta. E vir trabalhar junto com a Bruna é de uma alegria imensa. Já conhecia a Bruna como colega de trabalho e agora, conhecendo ela profissionalmente. E assim a nossa sintonia está maravilhosa! Nossa equipe está na maior sintonia, então está tudo incrível! A Unidos da Tijuca é uma escola maravilhosa, com uma equipe incrível, com um carnavalesco incrível também, e a comunidade super acolhendo a gente”.

Ariadne e Bruna comentaram sobre esta ser a primeira vez que trabalham em dupla no carnaval, já que antes eram as únicas responsáveis pelas comissões que fizeram. Ariadne ressaltou que elas estarão unidas com propósito de apresentar o melhor trabalho: “A gente está aprendendo, né? Porque eu fazia um trabalho solo na Estácio de Sá, a Bruna na São Clemente. E assim, até então a nossa sintonia estava maravilhosa. E assim, é estar com coração aberto e fazer o trabalho dar certo. Não tem rivalidade feminina, não vão conseguir fazer intriguinhas”.

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Bruna complementou a resposta, e comparou a parceria a um casamento: “Não vão mesmo. A gente agradece novamente ao nosso presidente Fernando Horta por nos unir e por nos lançar nessa grande aventura carnavalesca e nesse casamento, porque é um casamento, é uma união que a gente tem certeza que vai perdurar e vai ser da melhor maneira possível”.

Em relação ao trabalho com Edson Pereira, elas já estão acertando com o carnavalesco o que levarão para a avenida, conforme Bruna contou: “Já está tudo sendo conversado, abordado e com certeza vão sair muitas coisas boas, porque o enredo já é um ‘enredaço’. Ele acertou em cheio ao falar sobre Logun-Edé. A gente vai falar sobre o Morro do Borel, sobre a favela. A Tijuca precisava de um enredo desse jeito, desse formato. Então, com certeza vocês podem esperar uma grande surpresa”.

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Bruna e Ariadne falaram também sobre os trabalhos que a escola já realizou em comissões de frente, em anos anteriores, principalmente sob a direção de Priscila Motta e Rodrigo Negri, o Casal Segredo, com quem, inclusive, Bruna já trabalhou. Ariadne citou o respeito com aqueles que já passaram na posição onde elas estão agora: “É com muito respeito que a gente chega numa escola onde já passaram grandes nomes. Então a gente pede licença a toda essa galera incrível que já passou para fazer sempre, para fazer um bom trabalho, para fazer um trabalho emocionante, um trabalho forte onde fique alguma marca no carnaval e assim, sempre com muito respeito. E a Bruna já trabalhou com eles, era bailarina dele”.

Bruna falou sobre a sua experiência com o casal, inclusive estando nos campeonatos da Tijuca na década passada: “Eu tive o privilégio de estar aqui na Tijuca. E o que eu falo agora eu estou retornando. Trabalhei com a Priscila e com o Rodrigo entre 2010 a 2014. Então eu tenho três títulos na Tijuca e sou muito honrada de ter feito parte dessa história. E agora nós duas vamos fazer parte de uma nova Tijuca”.

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Por fim, as novas coreógrafas da Tijuca falaram sobre o uso da iluminação da Sapucaí no último carnaval, onde Ariadne comentou sobre como utilizar esses recursos no espetáculo: “Eu acho que os novos recursos estão aí para serem usados. A gente já tem a experiência deste ano de 2024, de grandes escolas que utilizaram muito bem a iluminação. E tem coisas que a gente pode pegar pra gente, tem coisas que a gente pode criar em cima disso. E, repito, os novos recursos estão aí para ser usados e tem que ser explorados, até para a gente saber se realmente vai dar certo ou não”.

Bruna, por sua vez, encerrou deixando certa expectativa para o que elas planejam para a comissão: “Agora, a gente não pode dar muito spoiler, mas aguardem que vai vir uma coisa muito boa aí”.

Voz imponente do samba! Imperatriz Leopoldinense denuncia PL1904 como um retrocesso nos direitos das mulheres

Em meio a um cenário político conturbado, no qual direitos e debates sobre questões de gênero se encontram constantemente em pauta, a Imperatriz Leopoldinense levanta sua voz contra o Projeto de Lei 1904/2024, apelidado pelo jornalista Octávio Guedes, da Globonews, como “Projeto do Estuprador”, que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas ao homicídio, aumentando de dez para 20 anos a pena máxima para quem fizer o procedimento. A escola fez uma publicação nas redes sociais com seu posicionamento: “Imperatriz Leopoldinense é contra a PL1904. #PL1904NÃO“. A voz da agremiação ecoa como um grito de resistência contra qualquer retrocesso nos direitos e na dignidade das mulheres brasileiras.

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Foto: Reprodução/Imperatriz

A presidente da agremiação, Cátia Drumond, em entrevista ao site CARNAVALESCO, enfatiza a importância de se posicionar diante do que considera um dos maiores retrocessos nos direitos das mulheres dos últimos tempos. “É mais do que necessário termos um posicionamento neste momento, é fundamental. Estamos diante de um dos maiores absurdos dos últimos tempos. É de uma violência sem tamanho imaginar que a vítima de um estupro possa ser considerada mais criminosa do que aquele que cometeu o crime, caso essa PL seja aprovada. Homem nenhum tem o direito de decidir o que nós mulheres devemos ou não fazer com os nossos corpos. E eu, como mulher e presidente de uma instituição com relevância cultural e social, não posso me calar”, declara.

Os posicionamentos da Imperatriz Leopoldinense ecoam os sentimentos de indignação e preocupação. Maria Mariá, rainha de bateria da escola, ressalta a gravidade da proposta: “Mais uma vez, o corpo feminino segue sendo violentado. É inadmissível a existência dessa PL. Criminalizar o último artifício de defesa que uma vítima possui, é perverso. Crianças não geram outras crianças, e essa barbaridade, não pode continuar. E para os que dizem ser contra, pois defendem a família, a vida, na verdade estão defendendo um estuprador”.

João Drumond, diretor executivo da Imperatriz Leopoldinense, também se pronuncia sobre a questão, enfatizando a necessidade de a escola participar ativamente do debate. “Aprovar uma PL como essa é permitir que a mulher vítima de um estupro seja mais uma vez violentada. E a gente não pode tolerar um ato tão cruel e covarde como esse. É por isso que a Imperatriz entra neste debate, porque não podemos ficar alheios à situação. Que a nossa iniciativa seja replicada por outras instituições”, comenta.

Saiba mais sobre o Projeto de Lei (informações da Agência Brasil)

O texto fixa em 22 semanas de gestação o prazo máximo para abortos legais. Hoje em dia, a lei permite o aborto nos casos de estupro, de risco de vida à mulher e de anencefalia fetal (quando não há formação do cérebro do feto). Atualmente, não há no Código Penal um tempo máximo de gestação para o aborto legal.

O aborto não previsto em lei é punido com penas que variam de um a três anos, quando provocado pela gestante ou com seu consentimento, e de três a dez anos, quando quem provocar um aborto sem o consentimento da gestante.

Caso o projeto seja aprovado, a pena máxima para esses casos passa a ser de 20 anos nos casos de abortos cometido acima das 22 semanas, igual a do homicídio simples previsto no artigo 121 do Código Penal.

Novo casal da Ilha para o Carnaval 2025 destaca lealdade e parceria na relação

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O novo casal de mestre-sala e porta-bandeira da União da Ilha, David Sabiá e Fernanda Lhove, foi apresentado oficialmente à comunidade insulana na feijoada da escola. Eles também formam o segundo casal da Beija-Flor. Em conversa com o CARNAVALESCO, os novos defensores do pavilhão da escola contaram que estão muito animados e desejam ajudar a escola a voltar ao Grupo Especial, como disse David: “Fazer dessa baderna, uma grande revolução do carnaval”.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

O casal falou sobre como enxerga essa oportunidade na União da Ilha, como o primeiro casal da escola para 2025. David ressaltou a parceria entre eles e a oportunidade recebida pela escola: “Esse ano completa-se dez anos de parceria, mas somos amigos, irmãos, da vida toda. E é uma boa oportunidade para a gente poder mostrar o nosso trabalho. Hoje, com um pouco mais de experiência, a gente consegue dosar a dança, dosar a energia, mas com toda aquela característica que a dança pede. Mas, é uma oportunidade maravilhosa. Inclusive a gente agradece ao presidente Ney Filardi, a diretoria da União da Ilha por ter nos dado essa oportunidade”.

Já Fernanda, além de ressaltar a alegria em estar na escola, falou também sobre o desejo de ajudá-la a subir de volta para o Grupo Especial, e que os trabalhos já começaram: “Está sendo um prazer muito grande estar trabalhando na União da Ilha, que já era um sonho e hoje esse sonho se torna realidade. Sim, claro, com mais maturidade, com mais experiência. E está sendo uma conquista maravilhosa, estar hoje com essa escola maravilhosa que nos abraçou de uma forma incrível. A União da Ilha é uma família, estou me sentindo em casa. O nosso trabalho, a gente já começou o trabalho desde quando nós recebemos o convite. Estamos ensaiando desde março para conquistarmos os 40 pontos, com certeza que vai vim, se Deus quiser e Ele quer. Nós estamos muito felizes por estar nessa escola, que é uma escola de coração, uma escola de conquista. E ajudar a escola, se Deus quiser, a voltar para o Especial”.

Fernanda destacou então algumas das qualidades que David possui na visão dela, em especial a lealdade: “O que eu destaco do meu irmão, que eu chamo ele de irmão, é a experiência que ele já tem. Apesar que ele começou primeiro do que eu mas, fora isso, a competência dele, a responsabilidade dele, a garra e a força, porque isso é o que ele me conquista a cada dia. Ele chega para mim: ‘Minha irmã, é a hora! Vamos embora! Sem olhar para trás. Agora é a gente’. E é isso que me destaca dele: a lealdade. A lealdade dele comigo é tudo, porque independente de nós sermos irmãos, parceiros e amigos, desde criança, nós temos uma lealdade muito grande. E ele sempre foi muito leal comigo, sempre foi muito fiel. Então, a lealdade dele, a fidelidade dele para mim é tudo”.

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David foi pelo mesmo caminho ao descrevê-la, destacando a lealdade de Fernanda, e o vigor da dança da porta-bandeira: “Eu para falar dela é muito fácil: é lealdade, cumplicidade, garra, vigor, que é uma porta bandeira que tem um vigor muito forte, e é o olho no olho. Quando a gente dança olhando olho no olho a dança flui. É óbvio que tem as coisas da parte da coreografia, mas o olho no olho é muito importante. E é literalmente uma irmandade, porque nós não somos apenas o casal de mestre-sala e porta-bandeira, mas somos irmãos que a vida nos proporcionou. Ela é a irmã que o carnaval me deu e desde sempre. Assim eu defino ela: lealdade também”.

Prestes a completar 20 anos no Império de Casa Verde, Zoinho ressalta união dos mestres de bateria

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O Império de Casa Verde escolheu um horário alternativo para a maioria do grande público presente na definição de ordem dos desfiles, foi a sexta a escolher e optou pela segunda escola do sábado de carnaval. O mestre Zoinho, que completará vinte anos como mestre da “Barcelona do Samba”, falou sobre a relação com o Império, também sobre a escolha da agremiação e da união dos mestres de bateria.

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Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO

Em relação a escolha de ser segunda escola, foi estratégica por parte do Império que tem quadra e barracão ao lado do Sambódromo do Anhembi, Zoinho relatou: “A escola conversou bastante sobre isso, e era uma ideia que estava amadurecendo, tudo é pensado estrategicamente, sábado é um dia bom para desfilar, Império gosta do sábado, e segunda escola pega a avenida quente né? Ser a segunda ali, Império, depois Mocidade, Gaviões, então vai estar fervendo o Anhembi”.

Vinte anos como mestre e relação com o Império de Casa Verde

No carnaval de 2025, o mestre Zoinho completará vinte anos como Mestre do Império e falou com muito carinho sobre a fase vivida no Império, onde chegou em 2005 e está desde então: “A relação é muito boa, estou vinte anos na escola, parece que foi ontem que comecei. O papel da bateria estamos desempenhando bem, vários anos, não é fácil ficar vinte anos no comando de uma bateria. Neste ano o Sombra fez trinta anos, e eu fiz vinte, então estamos muito tempo nesta caminhada, sinal que estamos fazendo um bom trabalho. O ciclo está aí, ainda tem um pouquinho para rolar, pretendo continuar mais um tempo. Mas já estamos preparando uma rapaziada e tals, da bateria, que tem condições também. E o lance é fazer um grande trabalho”.

Imperio et MestreZoinho

E elogiou o momento vivido pelo Império, mas quer um melhor resultado em 2025: “O Império está muito bem, a escola está entrosada, e esperamos fazer um bom carnaval esse próximo ano. Já que esse ano ficamos em sexto, não voltamos nem para as campeãs, mas espero fazer um bom trabalho e terminar em uma boa colocação”.

‘A bateria não pode só conduzir e dar ritmo a escola’

A “Barcelona do Samba” é uma das baterias que mais buscam ousadias, seja na parte sonora ou até mesmo em coreografias, o mestre Zoinho explicou motivo de trazer o diferencial: “Faz parte do espetáculo, acho que a bateria não pode só conduzir e dar ritmo a escola, é um espetáculo audiovisual, o áudio é a gente que toma conta, é bateria, ala musical, temos que dar um show também. E tem a parte do espetáculo visual, que entra alegoria, fantasias, mas acho que a bateria precisa dar um show sempre. O público que paga ingresso merece o show de bateria”.

União dos mestres de bateria e a criação do SP Ritmo

No evento da definição de ordem dos desfiles, o ‘SP Ritmo’, grupo formado por mestres de bateria de escolas de São Paulo, tocou durante a apresentação das 32 agremiações da Liga das Escolas de Samba. O grupo conta com o próprio Mestre Zoinho do Império, Klemen da Dragões, Cassiano da Independente Tricolor, Dennys da MUM, e ainda tem participação do Marcel da Peruche e do Sombrinha, filho do Sombra, que assumiu a Pérola Negra. Além de claro, ritmistas de inúmeras escolas do carnaval de São Paulo, e ressaltou essa união dos mestres.

SPRitmo et MestreZoinho

“Tivemos um papel de mudar esse cenário dos mestre de bateria, antes a coisa era muito cada um por si. Não tinha união entre mestre de bateria nas gerações passadas, e aí quando virei mestre, juntamente com essa leva que está aí, essa safra, resolvemos mudar esse cenário. Hoje somos todos amigos, por isso montamos o SP Ritmo que juntou os mestres de bateria. Tem Mestre da Dragões, Independente, MUM, todo mundo, tem gente de tudo quanto é escola”.

Evento de definição da ordem veio para ficar

Sobre o evento que teve participação ativa do grupo de mestres de bateria e apresentação das 32 agremiações, Zoinho elogiou: “Evento muito bom, mudou o formato do evento, as escolas escolhendo por colocação e tals. Foi muito legal, casa cheia né, sorteio normalmente era fechado, festa fechada, agora foi aberta ao público. Foi muito legal, achei um resultado legal, sambista pode participar. Rolou até uma emoção da galera esperando e tudo mais. A avaliação é muito boa”.

O Império de Casa Verde será a segunda escola a entrar na pista no sábado de carnaval, dia 1 de março, e a agremiação ainda não anunciou o tema do seu enredo para o próximo carnaval, em 2024 homenageou a grande artista Fafá de Belém.