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‘Intercâmbio de cultura da Grande Rio com o Pará’, diz Helinho sobre enredo da Grande Rio para 2025

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Durante o sorteio do Grupo Especial, o CARNAVALESCO conversou com alguns dirigentes da Grande Rio sobre como está a preparação da escola para o Carnaval de 2025. Na época o enredo “Pororocas parawaras – as águas dos meus encantos nas contas dos carimbós” ainda não havia sido revelado porém, todos já esperavam para ver a forma como a escola iria trazer o Pará dentro da visão dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

Milton Perácio, presidente da agremiação falou sobre o que esperar da escola no próximo carnaval: “Esperar, como sempre, um grande carnaval, um grande desfile. A Grande Rio está feliz, a comunidade está feliz e eu creio que vai ser mais um sucesso. Vai ser mais um show que a Grande Rio irá dá na avenida”.

Encantamento de Caxias! Em jornada mística, Bora e Haddad exploram a riqueza e tradição da Amazônia no enredo da Grande Rio

Já o presidente de honra Helinho falou sobre o que esperar da parceria do governo do Pará com a escola para 2025, ressaltando a beleza e riquezas culturais do estado como base para história que será contada na avenida: “O Pará é um estado maravilhoso e a gente quer fazer um intercâmbio de cultura. É o intercâmbio de cultura da Grande Rio com o estado do Pará e o enredo vai ser muito lindo, muito lindo”.

Sinopse do enredo da Grande Rio para o Carnaval 2025

Grande Rio apresenta novos diretores artísticos

Mestre Odilon ‘abençoa’ trabalho de Fafá: ‘bateria da Grande Rio está em boas mãos’

Marino sobre trabalho na Beija-Flor: ‘Tradição imensa, chão muito forte e não precisa de mudança, mas de união’

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Marco Antonio Marino foi contratado como novo diretor de carnaval da Beija-Flor após o carnaval deste ano. Após iniciar os trabalhos na Azul e Branca de Nilópolis, ele, em conversa com o CARNAVALESCO, conta como estão sendo os primeiros meses à frente da direção de carnaval, o que vem para a disputa de samba, e como Laíla, homenageado da escola no próximo carnaval com o enredo “Laíla de todos os santos, Laíla de todos os sambas”, é uma inspiração para o seu trabalho.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Marino começou contando sobre qual seria o grande desfile de Laíla na Beija-Flor, porém, pontuou que é impossível escolher um só, apesar de ressaltar o campeonato de 2018 da escola: “Se você for analisar com calma, tu não vai conseguir achar um só. Você vai achar um monte, eu posso te citar aqui uns dez. Mas tem um que para mim foi assombroso foi 2018. E eu falo isso em termos de técnica de desfile, a evolução que a escola teve. A escola, na verdade, não desfilou naquele ano, a escola flutuou. E você via a escola toda cantando, a plateia cantando, o arrastão cantando, acabou cantando. Não estou falando de parte plástica, estou falando parte mesmo técnica. Eu acho que 2018 foi um carnaval que me marcou bastante da Beija-Flor”.

Beija-Flor ressalta pontos didáticos da sinopse que homenageia Laíla: Fé, protagonismo preto e profundo conhecimento musical

Ao falar da disputa de samba o diretor ressaltou que espera que os compositores da escola busquem transmitir a emoção prometida pela sinopse e pelo tema do enredo em si, e que a inspiração seja tão emocionante quanto a do último campeonato da escola: “Eu espero que eles façam um samba de novo igual a 2018. Que todas as parcerias façam um samba, não exatamente igual em termos de melodia, nem letra. Eu digo de emoção e de juntar o público”.

Sinopse da Beija-Flor de Nilópolis para o Carnaval 2025

Para Marino a sua principal função desde que chegou na Beija-Flor tem sido ouvir e aprender da escola, de duas tradições e raízes, para poder corresponder a tudo que foi confiado a ele no cargo de diretor de carnaval: “É uma escola que tem uma tradição imensa. É uma escola com um chão muito forte. É uma escola que tem raízes muito profundas e ninguém vai chegar aqui e dizer que vai mudar, porque eu acho que a Beija-Flor não precisa de mudança, a Beija-Flor precisa de união. De alguém que una a galera, demonstre que tem um caminho a se seguir e que se a gente seguir esse caminho pode dar muito bom. Eu acho que o maior trabalho que eu tive até agora foi ouvir bastante. Não só os funcionários, os presidentes. Ouvir componente. O máximo que eu posso tenho respondido as pessoas também que me mandam mensagem. Eu estou na verdade em um ponto, agora não, que começou o trabalho em si, porque a gente começou os protótipos, mas esse tempo até o protótipo começar, eu fiquei totalmente envolvido na questão de sinopse e de ouvir os componentes. Todos, componentes, torcedor, ouvi tudo. Todos que me mandaram mensagem, todos que me falaram alguma coisa, foram ouvidos. Agora chegou o momento da gente poder ter um trabalho mais próximo e poder desenvolver com calma. Eu acho que a Beija-Flor já tem a sua alma vencedora. Diretor de carnaval, eu sempre falo isso, ele não ganha carnaval, perde quando ele atrapalha a escola. Eu acho que a função maior do diretor de carnaval, além de uma gerência de produção, é unir a escola mesmo”.

Por fim, Marino contou o tamanho da responsabilidade em relação ao enredo, colocando que ele é um enredo sobre a alma da Beija-Flor. Além disso, citou como ele enxerga a homenagem a Laíla com sua própria história, que teve a participação do sambista: “Eu vou te falar uma coisa que vai parecer meio clichê, mas não é. Eu tenho a nítida sensação por dentro, bem na minha energia, na minha essência, de que eu não estou aqui a toa, que eu fui escolhido para estar aqui. Escolhido pelo presidente, escolhido pelas pessoas que gostam da escola, escolhido por ele, Laíla. Muita gente não sabe, mas ele me ajudou, inclusive, na Tijuca, porque quando eu fui para a Tijuca no ano passado, alguns anos atrás, ele me contou como é que foi a trajetória dele lá. É evidente que quando eu fui eu já sabia uma forma de conduzir o trabalho de forma a respeitar as pessoas. Eu estar aqui na Beija-Flor, porque para mim é um sonho, e principalmente depois de eu estar aqui a escola anunciar um enredo de Laíla, eu não tenho dúvida de tudo que eu passei na minha vida, as dificuldades que eu tive ao longo de toda a minha vida, tudo que eu batalhei para poder conseguir chegar a algum lugar, que ainda não cheguei a lugar nenhum para falar a verdade, eu acho que não foi em vão. Quando eu recebi o telefonema do presidente Almir para vir para cá, eu sequer sabia que seria Laíla o enredo, eu já tinha certeza que era uma dádiva, um prêmio muito grande para mim estar aqui. E aí quando o enredo foi Laíla eu acho que eu entendi, aí a minha ficha caiu. Meio que ele deve ter orientado o presidente lá do céu, a pensar no meu nome e deu certo, eu estou aqui”.

Segunda noite da festa junina do carnaval de São Paulo confirma sucesso do evento

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Por Fábio Martins e Will Ferreira 

A segunda noite da 1ª Festa Junina do Carnaval de São Paulo repetiu o sucesso, realizada no último domingo repetiu o sucesso da primeira apresentação. Com um cronograma semelhante ao da primeira apresentação e muita organização por parte da Liga-SP, vários gêneros musicais foram abraçados – e o público respondeu positivamente a cada um deles. A grande campeã da noite foi a Dragões da Real, que conquistou o título de melhor quadrilha do dia.

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Troca e empolgação

De acordo com o organograma informado pela Liga-SP para o público, as duas primeiras atrações da noite tiveram ordem trocada. A primeira apresentação foi a dupla sertaneja Jorge Ferraz e Cristiano, cantando diversos sucessos de uma série de músicos do gênero que costuma embalar as Festas Juninas no Centro-Sul do Brasil. Cristiano Araújo, Jorge e Mateus e Jads e Jadson foram alguns dos artistas que tiveram canções tocadas, e a dupla aproveitou para cantar “Evidências”, de Chitãozinho e Xororó – apresentada como “Hino Nacional do Sertanejo”. Alguns pedidos também foram atendidos: uma ritmista com camisa da Pegada da Coruja, bateria da Estrela do Terceiro Milênio, pediu a execução de “Um Degrau Na Escada”, clássico de Chico Rey e Paraná.

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Falando na escola de samba do Grajaú, logo após o final do show, foi a Estrela do Terceiro Milênio quem tomou conta do espaço à frente do palco – prontamente ocupado pela ala musical comandada por Darlan Alves, um dos intérpretes oficiais da agremiação, juntamente com Grazzi Brasil. Além de hinos e alusivos, a escola executou os dois sambas-enredo campeões do Grupo de Acesso I (“Ô abre alas que elas vão passar”, de 2022; e “Vovó Cici conta e o Grajaú canta: o mito da criação”, de 2024). Também houve espaço para um canção que une o sertanejo tão tradicional das Festas Juninas com o universo das escolas de samba: “A Vila Canta o Brasil, Celeiro do Mundo – Água no Feijão que Chegou Mais Um”, clássico instantâneo com que a Unidos de Vila Isabel conquistou o título do concurso carioca em 2013.

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Após as apresentações das quadrilhas das escolas de samba (falaremos detalhadamente a partir do parágrafo seguinte), chegou a vez do Grupo Entre Elas, composto por Gi Guedes, Manoela Pires e Jéssica Antunes. Clássicos do samba e do pagode foram executados, e artistas como Alcione, Só pra Contrariar, Exaltasamba e Fundo de Quintal tiveram espaço na apresentação que empolgou os presentes e manteve a Fábrica do Samba com ótima presença de público até cerca de 23h.

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Personalidade e show

O que mais chamou atenção nas quadrilhas da segunda noite da Festa Junina foi o quanto cada uma delas conseguiu fazer um espetáculo bem distinto um do outro, respeitando as características de cada agremiação – e empolgando todos os presentes.

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A primeira a se apresentar foi o Barroca Zona Sul. Sem deixar de homenagear Geraldo Sampaio Neto, o Borjão (grande baluarte da agremiação falecido em janeiro de 2024), com a frase sempre dita por ele que se tornou marca da verde e rosa (“Nós nascemos e crescemos no meio de gente bamba, é por isso que nós somos a Faculdade do Samba”) entre as músicas executadas e com uma levada especial, a agremiação coreografou as músicas “A Vida Do Viajante”, de Luiz Gonzaga, e “Pagode Russo”, também do Rei do Baião – que ganhou, inclusive, uma versão especial, pendendo para o funk, no final da apresentação – que teve boa aprte das fantasias nas cores barroquenses. A agremiação foi a sexta colocada no concurso.

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Chris Brasil, coreógrafo da comissão de frente barroquense e coordenador da quadrilha da agremiação, relembrou o começo da vida de cada brasileiro para destacar a importância da festividade: “Foi muito legal. Tem uma memória muito emotiva a Festa Junina, quem participou de uma sabe como é. Participar desse projeto junto com o Barroca, junto com a nossa quadrilha, que é cem por cento formada por setores da escola, com alas que fomos pegando aos pouquinhos… é tudo feito com muito coração e amor. A gente realmente voltou à velha infância Foi muito bom, estou feliz. Foi muito legal o resultado, a iniciativa da Liga-SP, de fazer essa festa aqui na Fábrica do Samba, de dar oportunidade às pessoas de terem dois dias pra curtir nesse período, é muito bom. São João e Festa Junina é muito bom”, comentou.

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Musa da Ala Musical da escola, Magali Alves foi a noiva na quadrilha barroquense contou um pouco de como foi a preparação para a apresentação: “Eu faço parte da escola já há bastante tempo, há uns cinco ou seus anos, mais ou menos. Sempre que eu posso estou sendo inserida nas apresentações. Quando me chamaram, em umas duas semanas, mais ou menos, fizemos uns quatro ensaios, mais ou menos. Foi tudo muito rápido, todo mundo trabalha durante o dia, todo mundo faz tudo durante o dia, mas deu tudo certo”, comemorou.

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Segunda escola a se apresentar, o Vai-Vai optou por uma apresentação bem mais tradicional que as co-irmãs – nada mais natural para a instituição que já soma 94 e é a maior campeã do carnaval paulistano. Com direito a uma porta-estandarte, a Saracura optou por não levar músicas de artistas e por colocar diversos integrantes com roupas majoritariamente pretas, marcando apenas a tão tradicional canção de quadrilha – que garantiu uma quinta colocação para a Alvinegra.

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Niltes Lopes, diretora do Departamento de Responsabilidade Social, foi a porta-estandarte da Escola do Povo, contou que a responsabilidade veio de outra figura bastante influente na agremiação: “Fizemos a coreografia, mas quem me passou a bola foi o presidente Clarício Gonçalves. O departamento organiza festas como a de Cosme e Damião e do Branco e Preto, e organizamos a quadrilha com setenta e duas pessoas, trinta e seis casais, fizemos as roupas em uma semana, saímos daqui do barracão às 05h e eu acho que, na minha opinião, foi lindo”, orgulhou-se.

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Jorge Ribeiro, do Departamento Social, exaltou o quanto as escolas de samba conseguiram se reinventar para, novamente, representar a cultura brasileira: “A verdade é que a gente construiu a gente trazer de volta a nossa cultura. Isso está tão perdido por aí que ninguém vê mais uma Festa Junina, nem nas escolas que antigamente tinham. Para a gente, foi um desafio maravilhoso. Montamos essa quadrilha em uma semana, com figurino próprio: não é de ateliê, é próprio da nossa comunidade, do nosso povo. Esse desafio é o maior que nós temos. O desafio do Vai-Vai é ter a comunidade, é ter o nosso povo junto com a gente. O nosso povo participa, põe a mão. Nós somos uma comunidade, realmente”, comentou.

Outra tradicionalíssima escola do carnaval paulistano optou por mesclar a conhecidíssima música de Festa Junina com outras canções contemporâneas. A Unidos do Peruche optou por utilizar um grande conjunto de figurinos, que quase não se repetia entre os integrantes – e contou, também, com a presença de pó de arroz (ou talco). Dentre as canções coreografas, destacam-se “Xaxado No Chiado”, de Lucy Alves; e “Explode Coração”, da banda Mastruz com Leite. A apresentação rendeu a terceira colocação no concurso para a Filial do Samba.

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Foram dois os coordenadores da quadrilha. Um deles foi Alexandre Polini, coreógrafo de ala coreografada da agremiação, que destacou a mescla de estilos: “A gente tentou trazer aqui para a Fábrica do Samba aquela mistura do tradicional com o moderno, com o contemporâneo. Lembrando sempre que foi o pessoal da terceira idade que começou essa tradição de quadrilha, e nós temos que mantê-la viva”, pontuou.

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Auro Raimundo, também coordenador da quadrilha e integrante da “Filial do Samba”, primeira ala da escola e participante desse e de outros eventos, assentiu: “Em todos os cantos do Brasil, lá no Nordeste ou aqui, a quadrilha é tradicional do nosso interior. A gente tentou trazer essa mescla, de mostrar a valorização do pessoal de terceira idade. Mostrar que, assim como no carnaval, a Festa Junina abraça e acolhe qualquer estilo, qualquer gente, qualquer pessoa. O mais legal do carnaval é que é pra todo mundo: é a inclusão total de todas as pessoas, todas as raças, todas as cores, todas as idades. Sempre foi, sempre será”, refletiu.

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Com grande diversidade musical, a Unidos de Vila Maria começou a apresentação com a já citada “Evidências”, mas não parou por aí: também houve espaço para “Olha Pro Céu” (Luiz Gonzaga), “Voando Pro Pará” (Joelma), “Superfantástico” (Balão Mágico) e “Festa de Rodeio” (Leandro e Leonardo). O show teve uma série de movimentos e coreografias impactantes – como uma menina sendo erguida pelos demais participantes, crianças de patins, a participação do pavilhão oficial da instituição e uma pirâmida humana. A instituição abocanhou a quarta posição no concurso.

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Taiana Freitas, coreógrafa da comissão de frente, foi a principal coordenadora da apresentação, e relembrou o filho, Jorginho – cujo falecimento marcou todo o carnaval paulistano e gerou, inclusive, o enredo de uma co-irmã. “Eu estou vivendo um momento de muita arte, muito amor, porque a Vila Maria foi um presente que meu filho deixou pra mim. O meu eterno astronauta queria me ocupar, como se eu não tivesse ocupação suficiente. Mas ele falou ‘mamãe, vou te deixar essa escola’, essa outra missão que ele amava, ele admirava o meu trabalho. Eu não paro, e não paro por ele, não paro pra realmente não parar e viver um luto. Vivo a arte e vivo o amor, porque meu filho era apaixonado (é, ainda), pelo carnaval. Não é a toa que ele nos acompanha e vai nos acompanhar sempre. Essa entrega, independentemente de ser carnaval, independentemente de ser quadrilha, arraía… a entrega é a mesma. Cada trabalho que a gente faz, a gente entrega tudo que a gente tem de melhor. Isso é o mais importante”, afirmou.

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A coreógrafa, gentilmente, trouxe outras pessoas-chave na montagem da quadrilha: Gabriela Barbosa, coordenadora de patinação artística e participante do projeto social da Unidos de Vila Maria; Ju Victor e Victor Hugo, integrantes da comissão de frente, também deram um importante parecer: “Os movimentos podem ser diferentes, mas independe da proposta: a gente estuda, da mesma forma, a cultura por trás da quadrilha. O mais importante é respeitar os movimentos que representam a festa junina e a cultura do arraiá”, destacaram.

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O vasto repertório também chamou atenção na apresentação da Colorado do Brás. A quadrilha começou com “O Xote Das Meninas”, de Luiz Gonzaga e passeou bastante: Taxi Lunar, de Zé Ramalho; Pagode Russo, já citada no texto; e Cometa Mambembe, de Alcymar Monteiro. Vale destacar o uso de um extintor durante a apresentação para criar fumaça e, também, algumas participações especiais: a boneca da marcante comissão de frente da agremiação de 2024; um tripé para locomoção de participantes e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, Brunno Mathias e Jéssica Veríssimo. Com o espetáculo, que mesclou figurinos tipicamente juninos com fantasias de um desfile de escola de samba, a agremiação do Centro da cidade conquistou o vice-campeonato no concurso.

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Diego Costa, diretor artístico da agremiação, foi um dos responsáveis pela quadrilha e fez questão de exaltar Luan Araújo, coordenador artístico da Colorado do Brás e outro grande nome por trás da exibição: “Ele é paraense e ele já vem da cultura da quadrilha. Ele é dançarino de carimbó, dançou em Parintins, no boi Garantido, ele já tem essa cultura. Quando veio para São Paulo, ele começou a participar de uma quadrilha junina de apresentações e já está há seis anos na Asa Branca – que tem vinte e cinco anos de existência na capital. No último ano, o Luan foi o coreógrafo da Asa Branca. Quando o Jairo Roizen [diretor de carnaval da agremiação] nos deu essa missão, foi fácil porque o Luan já tem base. Nós trouxemos componentes dos meus grupos cênicos da Colorado. Componentes da Comissão de Frente, da Paula Gasparini, também fizeram parte. E, principalmente, amigos e parceiros nossos da quadrilha que o Luan participa – e, aí, dá aquele molho final. Montar as músicas não teve tanta dificuldade por ele já ter um conhecimento vasto. Encaixamos a apresentação da Comissão, que foi na avenida, da boneca, e eu acho que foi um molho. Eu estou muito contente, sem voz. Eu tenho muito a agradecer por ele, porque essa semana nós viramos madrugadas pra fazer figurino atrás de figurino, atrás das pessoas, porque tem que ter um número mínimo. Fomos fazer o tripé ontem, de madrugada, depois das apresentações. Tudo pelo espetáculo, tudo pela escola. A gente tá muito contente, eu tô muito feliz”, comemorou.

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Por sua vez, Luan foi mais enfático – mas se mostrou grato pela oportunidade: “Pra ser sincero, tivemos só uma noite de ensaio. O que foi apresentado a gente fez em uma noite de ensaio. Aqui tem uma galera da Comissão de Frente da Colorado, tem uma galera da minha quadrilha, que é profissional. Tem uma galera do grupo cênico, também. A gente tentou juntar um pedaço de cada setor da escola pra poder fazer esse show que vocês viram”, comentou.

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A grande campeã da segunda noite foi a agremiação que mais ousou e buscou mesclar a quadrilha com o teatro. Trata-se da Dragões da Real, que trouxe a grande maioria dos componentes com fantasias de desfile de escola de samba. A apresentação começou ao som de “Disparada”, composta por Geraldo Vandré e Théo de Barros e imortalizada na voz de Jair Rodrigues. Depois, ao som de “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, a Dragões relembrou o marcante desfile “Dragões canta Asa Branca”, primeiro dos três vice-campeonatos da agremiação no Grupo Especial. Ainda houve tempo para a execução de “Romaria”, de Renato Teixeira, com a saudação a Nossa Senhora Aparecida.

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Com Renê Sobral interpretando todas as canções e narrando atos, tal qual uma peça de teatro, outro segmento marcou presença na apresentação: Rubens Valente estava de roupa caipira, enquanto Janny Moreno era a noiva – ambos são o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da instituição. Para encerrar, os dois tripés utilizados, que ficaram boa parte do tempo cobertos, revelaram o logo do enredo “A vida é um sonho pintado em aquarela!”, que será apresentado pela entidade em 2025 – e, quando isso aconteceu, ganhou espaço uma versão junina de “Aquarela”, clássico de Toquinho que será o fio condutor para a apresentação da instituição no Anhembi em 2025.

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Carnavalesco da agremiação, Jorge Freitas foi um dos responsáveis pela apresentação campeã e exaltou o papel da Liga-SP na difusão da cultura popular brasileira: “Não acho que seja um desafio porque carnaval e Festa Junina são manifestações culturais. Eu acho muito importante a Fábrica do Samba e nós, de escola de samba, termos também outras manifestações no nosso polo. Tenho certeza que já virou, e que isso aqui vai se transformar também no maior polo junino, do estado de São Paulo. O congraçamento do carnaval com a festa junina e com outras manifestações é feito com muita propriedade e com muita essência. Parabéns ao carnaval de São Paulo por nos proporcionar esse momento mágico”.

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Ricardo Negreiros, coreógrafo da comissão de frente, detalhou todo o processo que culminou no título: “Sobre o processo criativo, basicamente: o Jorge trouxe uma ideia, ele já tinha uma concepção, e a gente foi unindo forças para fazer isso acontecer. O Jorge também coreografou, eu fiz alguns envolvimentos, umas sequências, foi tudo participativo. EFoi um projeto inclusivo, nós fizemos com várias pessoas de várias alas: tinha comissão de frente, casal de mestre-sala e porta-bandeira, diretoria… enfim. Tinham pessoas de vários departamentos, e esse foi o propósito: unir pessoas. Queria fazer um negócio bacana, então vamos fazer juntando todo mundo. Quem tem mais habilidade, quem tem menos habilidade… não importava, o importante era juntar todo mundo. E foi isso que deu, e ficou muito bonito”, finalizou.

Mais fotos da festa junina da Liga-SP

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Com retorno histórico e emocionante, Quitéria Chagas é coroada rainha de bateria do Império Serrano

Quitéria Chagas foi coroada no último sábado como rainha de bateria do Império Serrano. Ela, que já ocupou o posto de 2006 a 2010 e nos anos de 2019 e 2020, retorna atendendo a pedidos da comunidade. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, Quitéria contou o significado deste momento em sua vida, destacando a importância de seu papel e comentando sobre a tendência de rainhas com forte identificação com a escola voltarem a ocupar este posto.

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Foto: Guibsom Romão/CARNAVALESCO

A rainha destacou a importância histórica e pessoal de seu retorno ao posto, além de desabafar sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no mundo do samba. Quitéria comemorou o progresso e a profissionalização no setor, reafirmando seu compromisso com a tradição e a luta por reconhecimento e igualdade.

“Os bastidores de reinado, a minha coroa é bem pesada, tem um peso histórico de toda a ancestralidade do Império. Esta coroa tem um peso histórico, tem um peso das minhas lutas pessoais, de idas e vindas, e eu não saio e volto porque eu quero. Tem toda uma questão, enfim, os bastidores são muito complexos, mas graças a Deus e comunidade, graças ao mundo do samba e do carnaval, as pessoas nos comentários vão fortalecendo e faz nós mulheres do samba existirmos e resistirmos, porque profissionalmente nós temos um peso e uma exigência profissional, mas ainda não somos profissionais no sentido que a gente não tem contrato. É complexo, teve uma questão de erro histórico, porque as primeiras rainhas da história do carnaval ficaram ocultadas e tivemos o registro da primeira rainha da história do Império Serrano em 1950. A rainha é tão antiga quanto a porta-bandeira, mas por motivos históricos de não quererem divulgar na imprensa uma mulher preta com coroa, nos ocultaram e parece que é um posto novo, mas não é e aí ficou esquecido essa questão profissional que agora com o passar do tempo a gente vê dos gestores botando raiz profissionais do samba, passistas e cada dia que passa está aumentando mais a questão profissional nesse setor importante. Fico muito feliz de ver mulheres do samba crescendo”, destacou Quitéria Chagas.

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Foto: Maria Clara Marcelo/CARNAVALESCO

Sobre a importância de seu papel como rainha, que é não apenas como uma figura de destaque na escola de samba, mas como uma representante de todas as mulheres, especialmente as mulheres negras, que enfrentam muitos desafios. Quitéria contou que sua posição carrega um peso histórico e ancestral, e seu objetivo é manter vivo o legado para as futuras gerações, dando continuidade a tradição e a luta de seus antecessores.

“A rainha representa todas as mulheres do samba e aqui no Império eu tenho que representar esse legado que os antigos me falaram: ‘Você tem que representar todas as mulheres do Império!’ E é um peso muito grande, quando eu atravessei a quadra chorando é porque eu lembro das lutas, dos bastidores, das minhas lutas e não é fácil, principalmente para nós mulheres pretas. É muita responsabilidade, não é só uma coroa, não é só dançar, é representar toda uma história ancestral e continuar esse legado, porque eu não sou eterna, apesar que as pessoas falam, ‘eterna rainha’, os antigos também, mas o que eterniza é o legado e a história, e dá essa continuidade para a nova geração”, contou Quitéria Chagas.

Quitéria revelou a importância dessa tendência de rainhas com identificação com a escola voltarem para esse posto, valorizando a luta contínua das rainhas do passado e do presente para ocupar um espaço de destaque no mundo do samba. Ela destacou o reconhecimento das personalidades que, ao longo dos anos, contribuíram para construir uma trajetória de resistência e representatividade, permitindo que hoje mais rainhas com forte ligação com suas escolas possam ocupar esse papel com orgulho e legitimidade.

“Isso é muito importante, porque na minha época não tinha muito isso, eram pouquíssimas. E eu fico muito feliz, porque é a luta de cada uma, a minha luta de outras rainhas, das antigas, que não puderam ser tanto, são personalidades importantes que elas construíram essa trajetória para chegar até aqui”.

Dedê Marinho: ‘Posso mostrar que no samba há possibilidade de vida, oportunidade e felicidade’

A Unidos de Padre Miguel anunciou que Andressa Marinho, a Dedê, assume o posto de nova rainha de bateria para o Carnaval 2025, quando a escola estreia no Grupo Especial, segundo o modelo criado pela Liesa. Ao site CARNAVALESCO, ela revelou o que é preciso para chegar ao posto de rainha de bateria de uma escola de samba. A sambista enalteceu a representatividade com a comunidade.

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Foto: Maria Clara Marcelo/CARNAVALESCO

“Para ser rainha primeiro tem que ter parceria com a bateria. Você está ali para conduzir, acompanhar e feminilizar essa energia. A bateria é o coração da escola. A rainha tem que ter muita postura, responsabilidade, poder e sabedoria. Estar sempre pronta para levar o nome da escola. Ser inspiração para crianças. Isso é uma coisa que levo muito forte dentro de mim. Vivo dentro da comunidade, quando saio para comprar pão com meu filho, encontro com crianças que me abraçam e dão carinho. Ser exemplo é importante. Posso mostrar que no samba há possibilidade de vida, oportunidade e felicidade”.

Perguntada sobre a mensagem que pensa em deixar para comunidade, Dedê Marinho desabafou emocionada.

Cria sonha e conquista! Emocionada, Dedê Marinho comemora ser a nova rainha de bateria da Unidos de Padre Miguel: ‘sempre foi meu refúgio e minha cura’

“A mensagem que passo é de perseverança e resiliência. Já tive paralisia facial, tive filho e depressão pós-parto, tive várias inseguranças e fraquezas, que me fizeram pensar em desistir de tudo. Não só da minha vida pessoal, mas de tudo da vida pessoal da Andressa. A UPM é o meu refúgio, onde consigo me libertar, consigo sonhar lá na frente. Compartilho a realização do meu sonho com crianças e com todas alas de passistas. Confiem no processo de vocês, floresçam, cresçam e brilhem. Não tive tempo ainda de falar com as passistas. Quero abraçar todas. Sabe como você sente apoio? É o sentimento que sinto. A ala de passistas é o lugar que vim, me criei, aprendi tudo e divido com minha família”.

Cria sonha e conquista! Emocionada, Dedê Marinho comemora ser a nova rainha de bateria da Unidos de Padre Miguel: ‘sempre foi meu refúgio e minha cura’

O domingo foi de surpresa na edição mensal da feijoada da Unidos de Padre Miguel. A escola da Vila Vintém anunciou que Andressa Marinho, a Dedê, assume o posto de nova rainha de bateria para o Carnaval 2025, quando a escola estreia no Grupo Especial, segundo o modelo criado pela Liesa. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Dedê exaltou o carinho da escola e o apoio que sempre recebeu.

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Fotos: Maria Clara Marcelo/CARNAVALESCO

“Sinceramente, a minha ficha ainda está caindo. É um processo. Realização de sonho. É muito grandioso esse cargo. São vários fatores que vem acontecendo: passei por corte da corte do carnaval, virei musa, a escola retona ao Grupo Especial, passei por insegurança e problemas, a Unidos sempre foi meu refúgio e minha cura. Não deixou de acreditar em mim. Hoje, o carinho é surreal. O mais importante é ser reconhecida e valorizada onde fui criada”, disse Dedê.

Ao CARNAVALESCO, a diretora de carnaval da UPM, Lara Mara, citou como foi a decisão de colocar Dedê como rainha de bateria para o desfile de 2025.

“Conheço a Dedê desde pequena. A gente foi criada na quadra da UPM, dentro da Vila Vintém. Ela está realizando o sonho dela que era ser rainha. O maior requisito para ocupar esse posto é a amar a comunidade e ser cria. Agora, nessa ascensão no Grupo Especial, acho que a gente tem é que honrar as pessoas que estiveram todos esses anos com a gente e sabem da história da UPM. Nada mais que merecido. Tenho certeza que outras meninas estão felizes. Sabem que ela ama escola. É sambista, linda, uma mulher sem palavras, fico muito feliz em ter muitas mulheres assim dentro da minha escola. Ver minha escola coroar mulheres assim é sensacional”, afirmou Lara.

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Dedê Marinho revelou o que é preciso para chegar ao posto de rainha de bateria de uma escola de samba. A sambista enalteceu a representatividade com a comunidade.

“Para ser rainha primeiro tem que ter parceria com a bateria. Você está ali para conduzir, acompanhar e feminilizar essa energia. A bateria é o coração da escola. A rainha tem que ter muita postura, responsabilidade, poder e sabedoria. Estar sempre pronta para levar o nome da escola. Ser inspiração para crianças. Isso é uma coisa que levo muito forte dentro de mim. Vivo dentro da comunidade, quando saio para comprar pão com meu filho, encontro com crianças que me abraçam e dão carinho. Ser exemplo é importante. Posso mostrar que no samba há possibilidade de vida, oportunidade e felicidade”.

Cícero Costa, diretor de carnaval, citou que a escola não teve dificuldade em escolher Dedê Marinho como rainha de bateria. Ele citou a importância de olhar para dentro da comunidade.

“Foi uma decisão muito fácil. A escola valorizou quem sempre valorizou, que é a sua comunidade. Só escutamos eles. Se hoje somos uma escola é porque ouvimos a comunidade. Eles pediram e nos acatamos”, garantiu.

‘Nunca mais rainha fora da comunidade’, diz Lara Mara

Lara Mara assegurou que a UPM não terá nunca mais rainha de bateria de fora da comunidade.

“Não faltou nada. Tudo foi no momento certo. Com certeza, a Unidos não vai errar mais de botar outras pessoas à frente da bateria. Tem que ser cria da comunidade. Esse erro não vamos cometer mais”.

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Sem o concurso de rainha de bateria, a escola fará uma disputa para escolher duas novas musas. Ao CARNAVALESCO, Lara Mara deu detalhes.

“Só vão poder participar meninas que foram passistas da escola e crias de Padre Miguel e adjacências. Para prestigiar vamos colocar duas musas da comunidade”.

Perguntada sobre a mensagem que pensa em deixar para comunidade, Dedê Marinho desabafou emocionada.

“A mensagem que passo é de perseverança e resiliência. Já tive paralisia facial, tive filho e depressão pós-parto, tive várias inseguranças e fraquezas, que me fizeram pensar em desistir de tudo. Não só da minha vida pessoal, mas de tudo da vida pessoal da Andressa. A UPM é o meu refúgio, onde consigo me libertar, consigo sonhar lá na frente. Compartilho a realização do meu sonho com crianças e com todas alas de passistas. Confiem no processo de vocês, floresçam, cresçam e brilhem. Não tive tempo ainda de falar com as passistas. Quero abraçar todas. Sabe como você sente apoio? É o sentimento que sinto. A ala de passistas é o lugar que vim, me criei, aprendi tudo e divido com minha família”.

Em clima de arraiá, Imperatriz Leopoldinense ‘faz a festa’ para sua comunidade e segmentos da escola

A noite do último sábado foi de confraternização na quadra da Imperatriz Leopoldinense. A atual vice-campeã do Carnaval carioca promoveu em sua quadra, em Ramos, um arraiá exclusivo para os seus segmentos e todos aqueles que desfilaram pela escola em 2024.

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Fotos: Wagner Rodrigues/Divulgação Imperatriz

A comemoração, que aconteceu após o primeiro dia de recadastramento de seus componentes, é mais uma maneira de celebrar e também agradecer a comunidade do Complexo do Alemão e toda a Zona da Leopoldina pelas últimas conquistas da escola.

O “Arraiá da Imperatriz” contou com barraquinhas de comidas típicas, além de muita música, com apresentações da cantora de forró Rayane Show e também da “Quadrilha Pode-C”, que tem como coreógrafo o diretor da ala de passistas da Rainha de Ramos, Márcio Dellawegah.

A presidente Catia Drumond destacou a alegria de toda a comunidade da verde, branco e dourado da Leopoldina.

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“É sempre maravilhoso. Todo evento em nossa quadra é uma realização para nós, porque é mais uma forma de aproximar a nossa escola da comunidade, de confraternizar com todos aqueles que fazem da Imperatriz ser o que ela é. Então, é uma honra poder proporcionar essa festa e ver a alegria de cada um”, afirmou a presidente.

DNA raiz! Escolas recebem o Estrela do Carnaval da Série Prata e reafirmam força do samba da Intendente

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Por Maria Clara, Matheus Morais, Rhyan de Meira e Guibsom Romão. Fotos de Allan Duffes

A quadra do Império Serrano recebeu na noite do último sábado a festa de premiação do Estrela do Carnaval 2024 da Série Prata, oferecido pelo site CARNAVALESCO, aos melhores da folia. Foi um evento com DNA raiz do samba. A mais premiada foi a Renascer de Jacarepaguá. A escola ganhou seis categorias. Foram premiadas também a Tradição, Botafogo Samba Clube, Cubango e Tubarão de Mesquita.

Galeria de fotos: premiação do Estrela do Carnaval 2024 da Série Prata

Veja abaixo falas dos integrantes das escolas sobre a premiação

Tradição, presidente Rafaela Nascimento (escola foi premiada como “Melhor Harmonia” e o “Seja bem-vinda novamente ao Sambódromo da Sapucaí”)

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Tradição premiada no Estrela do Carnaval 2024 da Série Prata

“Eu acho que ganhar o Estrela foi mérito de um trabalho que a gente fez durante o ano todo de 2023. A escola passou certinha, sem alterações. A gente está muito feliz com o prêmio do CARNAVALESCO, que é uma referência. Que as escolas da Intendente querem é receber qualquer que seja, um prêmio do CARNAVALESCO“.

Em relação ao retorno da Tradição para Sapucaí: “O gigante acordou! Para mim é um motivo de honra. Porque é pelo meu pai. O meu pai é fundador da escola. Meu pai era presidente da escola. E agora está sendo cumprido o que eu combinei com ele, que eu ia voltar com a Tradição para a Série Ouro, que eu ia fazer um trabalho bom. E é o que eu costumo tentar fazer a cada dia. E o pontapé já foi iniciado. Após 10 anos fora, e justamente no ano que a gente vai fazer 40 anos. É maravilhoso.

Renascer de Jacarepaguá (Ganhou “Desfile do Ano”, “Samba-Enredo”, “Bateria”, “Mestre-sala e Porta-bandeira”, “Conjunto de Alegorias” e “Enredo”)

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Renascer de Jacarepaguá premiada no Estrela do Carnaval 2024 da Série Prata

Mestre-sala Luiz Russier
“Muito boa noite. Esse prêmio aqui é porque a escola apostou em mim e nela. O resultado está aqui, fomos o melhor casal, não desemrecendo nenhum casal das nossas coirmãs. É muito feliz e é muito gratificante para um casal ganhar um prêmio desses. A todos, baianas, passistas. Nosso segundo casal, nosso terceiro casal, ao CARNAVALESCO, por nos dar essa oportunidade. A gente poder primeiro ganhar esse prêmio e queremos mais. 2025 está aí, vamos mostrar novamente um grande desfile”.

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Renascer de Jacarepaguá premiada no Estrela do Carnaval 2024 da Série Prata

Rogério Lobo, diretor de carnaval
“Primeiro, a da cada um de vocês, da escola, que chegou aqui hoje, que está aqui agora. Ninguém largou a mão ninguém, está todo mundo aqui. Nós vamos receber esse prêmio juntos, nós somos os campeões do site CARNAVALESCO. Nós vamos honrar o título que nós ganhamos aqui de melhor escola. Quero dizer, em nome do presidente, que esse título que nós ganhamos aqui vai ser em homenagem à bateria da escola e ao casal de mestre-sala e porta-bandeira.

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Renascer de Jacarepaguá premiada no Estrela do Carnaval 2024 da Série Prata

Victor Rangel, diretor de carnaval
“Coisa mais linda. Bateria, nota 10. Meu casal sempre nota 10. Toda essa agremiação, Renascer de Jacarepaguá. Ninguém solta a mão de ninguém! E em 2025, podem aguardar que o nosso carnaval vai ser muito maior do que 2024. Podem aguardar que a Renascer de Jacarepaguá vai passar como o nunca ninguém passou na Intendente Magalhães, eu tenho certeza disso. Podem aguardar”.

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Prêmio para bateria da Renascer de Jacarepaguá

Thainá, diretora de bateria
“É uma honra estar aqui representando, primeiramente o meu mestre Felipe D’Lelis, que não pode estar aqui por questões profissionais. É uma honra estar aqui representando a minha escola, a Renascer de Jacarepaguá, a escola onde eu, a Camila e tantos outros somos crias. E esse prêmio aqui fala por si só. É o resultado de uma bateria que carrega o nome de guerreira e é guerreira. Porque a gente luta o ano inteiro e o resultado vem com humildade, pé no chão, trabalho, escoço e o Ubuntu é isso. Ninguém solta a mão de ninguém, todos juntos, por um mesmo ideal. E essa é a nossa recompensa. O prêmio é de vocês, o mérito de vocês”.

Botafogo Samba Clube (Ganhou “Melhor Ala de Baianas”, “Melhor Conjunto de Fantasias”, “Melhor Ala de Passistas”, e o “Bem-vinda ao Sambódromo Sapucaí”)

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Botafogo Samba Clube premiada no Estrela do Carnaval 2024 da Série Prata

Presidente Sandro
“Eu queria agradecer imensamente a toda a nação alvinegra. Agradecer ao site CARNAVALESCO pela premiação, a Botafogo Samba Clube fica muito honrada de estar recebendo essa premiação”.

Cubango (Ganhou “Melhor Comissão de Frente”, “Melhor Rainha de Bateria para Andrezza Clemente” e “Melhor Carnavalesco para Comissão de Carnaval”)

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Cubango premiada no Estrela do Carnaval 2024 da Série Prata

Thayssa Menezes comissão de carnaval Cubango
“Falo aqui em nome de toda a comissão, que tiveram a oportunidade de desenvolver esse carnaval de 2024. Foi uma grande homenagem as criadoras e todas as coisas que foram criadas por todas as mulheres, por todas as mães. Dedico esse prêmio a todas as mulheres que ajudaram a construir o país, e que geraram todas essas pessoas que já foram criadas. Porque se você não é uma mulher, você veio de uma mulher”.

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Cubango premiada no Estrela do Carnaval 2024 da Série Prata

Sabrina, coreógrafa comissão de frente
“Foi o nosso primeiro ano com a comissão de frente e a gente se sente inteiramente lisonjeado e agradecido a Deus por essa conquista. Agradecemos a escola Cubango e essa direção de carnaval fantástica, que através deles que conhecemos essa escola tão incrível. Agradeço ao Estrela do Carnaval e as nossas meninas que estão aí. Vamos para mais um ano de muito orgulho”.

Tubarão de Mesquita (Ito Melodia, eleito melhor intérprete da Série Prata em 2024)

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Tubarão de Mesquita premiada no Estrela do Carnaval 2024 da Série Prata

Ronaldo Júnior, integrante do carro de som
“Estar no prêmio Estela do Carnaval representando nosso padrinho Ito Melodia, que é um cara super consagrado no carnaval com uma longa história, e tem a sua identidade, é de suma importância, é uma emoção gigante. E para a nossa escola, Tubarão de Mesquia, é uma honra tê-lo à frente do nosso carro de som. Espero que essa união se perpetue por muitos anos”.

Arraiá do samba! Competição saudável de quadrilha entre escolas marca primeira noite da festa junina da Liga-SP

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Quadrilhas de festas juninas são sempre uma atração à parte quando se trata da cultura de São João. São raros os eventos relacionados ao tema que não tem a dança. Na primeira festa junina da Liga-SP, na noite do último sábado, não foi diferente. A entidade promoveu uma brincadeira onde algumas escolas participaram e uma saiu vencedora. Sendo assim, contou com um júri especial para avaliar a apresentação de cada escola. As seis agremiações executaram danças que saíram do tradicional que há em uma quadrilha. Houve forró, teatro e outros gêneros musicais. Realmente, um show à parte para as pessoas que lotaram a Fábrica do Samba.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Bumba meu boi nordestino

A Brinco da Marquesa foi a primeira a se apresentar. A escola levou um espetáculo de aproximadamente seis minutos e contou com uma encenação envolvendo o boi do nordeste. Houve um narrador particular que guiava os passos dos dançarinos e, após o teatro, começou a dança de fato. A música não era a tradicional da festa junina. Eles usaram uma adaptação da trilha-sonora “Xaxado no Chiado”, da cantora nordestina Lucy Alves. O júri avaliou a escola para ficar na quinta colocação.

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Kasai Joe,rainha de bateria do Brinco da Marquesa

Kasai Joe, rainha de bateria japonesa da escola, contou que foi uma experiência diferente dançar com coreografia. “Eu gosto muito de carnaval e é diferente. Eu vou muito sozinha, não tem coreografia. Aqui tem muita energia, eu gostei, sou japonesa. É uma cultura muito tradicional aqui no Brasil. Eu adoro o carnaval de São Paulo, já desfilei no Rio e gosto dos dois”, disse.

Coreografia na música

A Nenê de Vila Matilde fez uma apresentação mais curta comparada às demais. Levou duas músicas diferentes, com muita energia e os dançarinos executaram coreografias. Ao término, os participantes da quadrilha cantaram o samba exaltação da escola, fazendo os presentes que estavam assistindo, irem juntos. De acordo com a votação, os festeiros da Águia ficaram com a quarta posição.

Eloíse Magalhães, que faz parte da comunidade da agremiação, representou a Nenê na festa. De acordo com a apaixonada pela escola, o objetivo maior da participação foi elevar o nome da Nenê de Vila Matilde. “Para nós, fazermos parte da primeira Festa Junina da Liga-SP e trazer a raiz da Nenê, unir a escola novamente e vir aqui por esse propósito, foi emocionante. Além, claro, de querer competir, para nós foi uma união da escola e a retomada da nossa tradição também. Nós tivemos um mês de ensaio e, nos três últimos ensaios, o que nós tivemos em mente? Elevar o nome da escola, colocando o nosso amor pela Nenê em primeiro lugar. Por isso, a decisão das crianças saírem com a bandeira, com a nossa diretora de harmonia entregando a elas, que é a próxima geração e, em seguida, nós expressarmos o nosso amor, que é com o hino da Nenê”, declarou.

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Eloíse Magalhães, componente do Nenê de Vila Matilde

A foliã ainda diz que foi muito especial poder, pois mostra que carnaval não é só em fevereiro. Pode ser o ano todo. É muito mais do que a pista. “Essa festa, para mim, ela tem uma atenção especial e um carinho especial, porque ela mostra para o público em geral que o carnaval não é só aquela uma hora de passarela. O carnaval não é só a passista seminua. É um ano inteiro de trabalho, preparo e amor”, completou.

Dança tradicional e samba-enredo

A Mocidade Unida da Mooca usou a dança tradicional da quadrilha, mas com músicas diferentes. Entretanto, com uma apresentação de 10 minutos, precisou-se de mais trilhas sonoras para concluir a apresentação. Devido a isso, outras músicas representando a festa foram utilizadas e o refrão do samba-enredo de 2020 também. Para finalizar com energia, foi terminado com o refrão principal da obra de 2024. No entendimento do júri, a MUM ficou com a terceira posição.

Rosane Garcia, desfilante da entidade, contou que foi uma correria com uma semana de ensaio, mas deu tudo certo. O objetivo do grupo era de fato levar a dança a sério. “Nosso presidente nos convocou e a gente achou incrível unir as duas culturas, porque a gente está acostumado só com o carnaval. Mas foi sensacional. Em pouco tempo, reunimos um pessoal com estilo e com harmonia. A gente tentou fazer uma quadrilha tradicional, realmente, do São João do Nordeste, usando indumentária adequada. A gente foi muito a fundo e saímos muito felizes. Ainda ganhamos um terceiro lugar aqui. A gente está muito satisfeito. Foi uma semana de ensaio, uma loucura, mas deu muito certo. O pessoal abraçou e a gente correu atrás”, comentou.

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Rosane Garcia, desfilante da Mocidade Unida da Mooca

Sobre mais festas na Fábrica do Samba, a componente aprova mais eventos desse porte, pois une o carnaval e usa o espaço maravilhoso. “Acho maravilhoso! Espaço incrível que a gente usa pouco e agora graças a Deus a gente começou a usar mais. Acho que todas as datas importantes que realmente são de cultura eu acho importante estar aqui e unir o carnaval. São João, festa, alegria”, completou.

Danças com elementos cênicos

A Rosas de Ouro entrou apresentando uma quadrilha com o jeito da escola. Os dançarinos iniciaram a apresentação com o hino da agremiação e, logo após, a introdução da gravação do samba-enredo de 2018, que tem temática sertaneja. As coreografias no meio da música intercalando com apresentações de padrão de quadrilha deram o tom da dança da Roseira. Os festeiros ainda usaram elementos cênicos para dar um tom ainda mais especial. Segundo o júri, a Rosas de Ouro mereceu a segunda colocação.

Eloá Garcia, componente e personagem noiva da quadrilha, falou da alegria que a Roseira levou para a Fábrica do Samba. “A gente deu muito suor, fizemos uma semana de ensaio. Foi o tempo que a gente teve contando de quinta-feira para cá. A gente deu o melhor hoje e arrasamos muito. Foi uma escola que trouxe muita emoção e carisma. Nós sorrimos muito e trouxemos felicidade”, disse.

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Eloá Garcia, componente e personagem noiva da quadrilha do Rosas de Ouro

A desfilante falou sobre a importância dos eventos na Fábrica e seguiu a linha de raciocínio: O carnaval precisa ser o ano todo. “Eu acho que é o que a gente precisava ver aqui a Fábrica para trazer muito evento. O carnaval não pode ficar ali, porque é o ano inteiro, não é só em fevereiro. Não é só naquela avenida, naquele momento que acontece o carnaval. A gente trabalha o ano todo para chegar na avenida e apresentar. Toda vez que podemos apresentar um pouquinho do nosso carnaval aqui, é toda a emoção que a gente traz pra vocês”, finalizou.

O passista Victor Provedeli, que participou da quadrilha, levou o resultado do segundo lugar bastante a sério e queria bastante levar a premiação máxima. “A gente trabalhou para conquistar o campeonato. Foi bem difícil, porque a gente deixa a nossa vida, trabalho, estudo e outras coisas para estar ensaiando. A única coisa que a gente leva é a nossa animação. Então, quando a gente chegava na escola de samba para ensaiar, deixava todos os nossos problemas lá fora, ensaiava e depois a gente até esquecia aquela maré de problemas para dançar com o coração, animação, que era tudo que a Liga-SP pedia. Não é um campeonato. É para se divertir, distrair um pouco e quebrar aquele gelo”, comentou.

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Victor Provedelli, passista do Rosas de Ouro

O passista completou dizendo que a união entre as escolas de samba em eventos dentro da Fábrica é de suma importância. “Essa união é muito boa, que a Liga-SP está propondo para todos nós sambistas paulistanos, porque acaba juntando todas as escolas. A gente vive em uma coisa só e mostra a força que o carnaval tem. É super importante essas coisas. Deveria ter mais eventos, porque o carnaval para a gente nunca acaba. Todo ano quando acaba os Desfiles das Campeãs, já pensamos em outro carnaval”, concluiu.

‘Tigres da Rosa’ e o Auto da Compadecida

O Império de Casa Verde, apresentou a sua quadrilha ‘Tigres da Roça’. Vale destacar a presença da rainha de bateria Theba Pitylla entre o elenco dos dançarinos do ‘Tigre Guerreiro’. A dança realmente foi muito criativa. Antes de começar de fato, houve uma encenação representando o filme “O Auto da Compadecida”. O áudio do longa-metragem ficava ao fundo e dois atores dublavam. Os mesmos narravam a quadrilha que durou aproximadamente 10 minutos. O júri coroou a quadrilha do Império campeã.

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Rainha de bateria Theba Pitylla, do Império de Casa Verde

Rainha de bateria da “Barcelona do Samba”, Theba Pitylla falou sobre a quadrilha. Segundo a imperiana, ela está sempre junto com o povo e está sempre feliz de estar ao lada da comunidade. “A gente veio como os ‘Tigres da Rosa’ e a quadrilha é totalmente da comunidade. Tinha baiana, tinha ala das crianças, todo mundo… Nós trabalhamos juntos, fizemos as nossas roupas, ensaiamos há mais ou menos um mês. Foi muito legal. Ontem mesmo, que foi o nosso último ensaio, a gente fez uma confraternização, tipo uma festa junina. A gente veio para se divertir mesmo. Era todo mundo com saudade. O império demora pra começar. Foi bom que a gente matou a saudade. Eu adoro participar dessas coisas, participo de tudo. Falou que tem festa, estou dentro. Eu topo tudo, eu amo. Eu gosto muito de estar no meio da minha comunidade, no meio do meu povo.”, contou.

A rainha elogiou a gestão da Liga-SP, comandada pelo presidente Sidnei Carrioulo e Renato Remondini, pois de acordo com ela, os gestores estão fazendo de tudo pelos sambistas. “Quero aproveitar e dar parabéns para essa nova gestão da Liga. Eu acho que desde esse carnaval que passou está sensacional. Desde os ensaios técnicos, os desfiles, a definição da ordem. Essa festa junina está incrível. Isso aproxima mais o sambista. Acho que a Liga está fazendo festa para o sambista, para o povo do carnaval”, completou.

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Cássia Magi, que faz parte da comunidade imperiana

Cássia Magi, que faz parte da comunidade imperiana, falou sobre a família que é o ‘Tigres da Rosa’. De acordo com a integrante da agremiação, é um grupo formado pela comunidade. É além de uma dança para quadrilha. É uma família. O ‘Tigres da Rosa’ é uma quadrilha de festa junina que é feita pelo Império já tem alguns anos e faz as festas juninas da própria escola. Quando surgiu a oportunidade da Liga-SP fazer esse evento e convidar a gente, juntamos a comunidade, pessoas de todas as alas da escola, alas de passista, bateria, comunidade, velha guarda”, finalizou.

Veja fotos das quadrilhas

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

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Galeria de fotos: premiação do Estrela do Carnaval 2024 da Série Prata

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