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Debate! O que esperar dos desfiles de sábado do Grupo Especial de SP no Carnaval 2026

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Jorge Freitas detalha desfile grandioso da Dragões da Real no Carnaval 2026

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Na madrugada deste 14 de fevereiro de 2026, a Dragões da Real cruzou a pista do Sambódromo do Anhembi com um desfile marcado por impacto visual, leitura clara e potência cênica. À frente do projeto, o carnavalesco Jorge Freitas apresentou uma obra que combinou grandiosidade estética, movimento constante e um discurso alinhado ao empoderamento feminino, eixo central do enredo da escola neste Carnaval.

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A concepção do desfile, segundo o próprio carnavalesco, não surgiu de forma imediata.

“Eu já tinha esse projeto guardado, a sete chaves. Estava esperando um momento onde a gente pudesse transformar o Anhembi em um grande palco de força, com um empoderamento feminino tão forte. Era o momento de soltar essas guerreiras”, afirmou.

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CONCEPÇÃO ARTÍSTICA E IDENTIDADE COLETIVA

Um dos pilares do trabalho de Jorge Freitas foi a construção do desfile a partir de uma lógica familiar e colaborativa. Para ele, esse formato fortalece não apenas o processo criativo, mas também a identidade da escola.

“Esse projeto eu sempre faço em família. O enredista é meu afilhado, meu filho cuida de toda a parte de movimento e iluminação, minha neta da parte arquitetônica e minha filha das partes coreográficas. A Dragões é uma escola-família”, destacou o carnavalesco, ressaltando a sintonia entre criação e execução.

Segundo Jorge, essa união se refletiu diretamente no resultado apresentado na avenida. “Jorge Freitas e Dragões casaram muito bem, e o resultado está aí”, completou.

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ABRE-ALAS E IMPACTO VISUAL

O abre-alas foi um dos momentos de maior impacto do desfile. Totalmente articulado, o carro trouxe o dragão, símbolo maior da agremiação, em escala monumental, ocupando a pista com imponência e movimento constante.

A intenção era clara desde a largada. “Um carro todo articulado, onde o símbolo da agremiação já se faz uma coisa muito gigante e muito forte, que é o dragão. Acho que o Anhembi presenciou um grande espetáculo da Dragões”, avaliou Jorge Freitas.

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SAMBA, EVOLUÇÃO E LEITURA DE PISTA

Com um samba que sustentou bem o enredo, a Dragões da Real apresentou uma evolução segura, com bom aproveitamento de pista e leitura clara das alas e alegorias. O canto dos componentes e a fluidez do desfile refletiram o trabalho desenvolvido ao longo da temporada.

Ao analisar a apresentação na pista, Jorge foi direto. “Foi um desfile excelente dentro do que nós havíamos preparado. Fizemos dois ensaios técnicos maravilhosos e conseguimos concretizar tudo aqui com esse belo desfile”, afirmou.

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A ÚLTIMA ALEGORIA E O RECADO FINAL

Entre todas as alegorias, o carnavalesco revelou um olhar especial para o último carro do desfile, justamente pelo teor simbólico e crítico que ele carrega.

“Eu gosto de todos, mas, pela causa, eu gosto muito do último carro. É botar o dedo na ferida e dizer que, se nós não fizermos a nossa parte, vai acabar igualzinho à nossa última alegoria”, declarou.

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Mesmo mantendo os pés no chão em relação ao resultado, Jorge demonstrou confiança no trabalho apresentado. “O importante pra gente era fazer um belo desfile. Depois a gente começa a pensar no resultado. Antes disso, não dá pra antecipar as coisas, mas temos confiança de que podemos brigar pelo título”, concluiu.

A Dragões da Real encerrou sua passagem pelo Anhembi com um desfile coeso, visualmente forte e alinhado com o que se propôs a contar. Sob a condução de Jorge Freitas, a escola reafirmou sua identidade e sua capacidade de transformar conceito em espetáculo na avenida.

 

Da arte ao funk: segunda noite da Série Ouro exibe diversidade e ousadia na Avenida

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O espetáculo continua! A segunda noite de desfiles da Série Ouro de 2026 promete fortes emoções na Marquês de Sapucaí neste sábado, 14 de fevereiro, com a apresentação de oito escolas de samba. Definida em sorteio, a ordem dos desfiles será: Botafogo Samba Clube, Em Cima da Hora, Arranco do Engenho de Dentro, Império Serrano, Estácio de Sá, União de Maricá, Porto da Pedra e Unidos da Ponte, encerrando a temporada. Vocês podem acompanhar a cobertura jornalística com vídeos e matérias em tempo real diretamente do Sambódromo, no site e nas redes sociais X (Twitter) e Instagram do CARNAVALESCO.

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De acordo com o regulamento da LIGA RJ, os desfiles terão início às 21h. Cada escola deverá cumprir o tempo mínimo de 45 minutos e máximo de 55 minutos na Avenida. As agremiações também precisam levar ao menos 900 integrantes, incluindo, obrigatoriamente, 35 baianas, sendo vetada a participação de homens na ala, salvo justificativa. Já a bateria deve contar com, no mínimo, 130 ritmistas, todos uniformizados.

21h – Botafogo Samba Clube

Desfilando pela segunda vez na Sapucaí, após fazer sua estreia na Série Ouro em 2025 e permanecer no grupo, a Botafogo Samba Clube abre a segunda noite de desfiles do carnaval carioca. A escola traz o enredo “O Brasil que floresce em arte”, que homenageia o paisagista e artista visual Roberto Burle Marx, que revolucionou o paisagismo moderno ao adicionar plantas nativas do Brasil e criou ícones como o calçadão de Copacabana. O tema foi desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Rangel e Raphael Torres. O desfile contará com alegorias, fantasias e apresentações que reverenciam os trabalhos do artista. A comissão de frente é do coreógrafo João Pedro Santos, seguida pelo primeiro casal Diogo Moreira e Beatriz Paula. A apresentação será conduzida pelo intérprete Negô e pelo som da bateria comandada pelo Mestre Marfim, que tem como rainha a cantora e influenciadora Wenny.

21h45 – Em Cima da Hora

Entre 21h45 e 22h40, o Sambódromo será tomado pela força feminina, pois a Em Cima da Hora chega para desfilar com o enredo “Salve Todas as Marias – Laroyê, Pombagiras”, que foca no empoderamento feminino para combater a intolerância religiosa por meio de entidades espirituais. O tema foi desenvolvido pelo carnavalesco Rodrigo Almeida e destaca a figura das Pombagiras como guardiãs que representam mulheres fortes, que não se curvam. O samba-enredo será cantado pelo intérprete Carlos Jr., e a bateria será comandada pelo Mestre Léo Capoeira, com a rainha Maryanne Hipólito. Com a coreografia de Márcio Moura, a comissão de frente promete vir potente, sendo seguida pelo primeiro casal Marlon Fôres e Winnie Lopes, muito queridos pela comunidade.

22h30 – Arranco do Engenho de Dentro

Com o enredo “A Gargalhada é o Xamego da Vida”, mais um ano desenvolvido pela carnavalesca Annik Salmon, o Arranco do Engenho de Dentro entra na Avenida por volta das 22h30, sendo a terceira escola a desfilar, homenageando Maria Eliza Alves dos Reis, a Palhaça Xamego, primeira palhaça negra do Brasil, que brilhou no Circo Teatro Guarany. A comissão de frente é comandada pela dupla de coreógrafos Lipe Rodrigues e Márcio Dellawegah, e o pavilhão da Azul e Branca da Zona Norte é defendido pelo primeiro casal Diego Falcão e Denadir Garcia. A agremiação tem histórico de exaltar mulheres e, neste ano, além de ser a única a trazer uma carnavalesca mulher, também terá uma mestra de bateria, Laísa Lima, filha do lendário Laíla, que será acompanhada pela rainha Giselle Farias (Gisa Cobel). Além disso, a voz feminina da intérprete Pâmela Falcão conduzirá o desfile, junto à do intérprete Rodrigo Tinoco.

23h15 – Império Serrano

O Reizinho de Madureira, Império Serrano, entrará na Sapucaí por volta das 23h15, com um desfile que promete emoção ao homenagear a escritora brasileira Conceição Evaristo, que estará presente, vendo sua história ser contada no enredo “Ponciá Evaristo, Flor do Mulungu”, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Esteves. A comissão de frente será assinada pelo coreógrafo Marlon Cruz. Quem defende o pavilhão da Verde e Branca é o casal Matheus Machado e Maura Luiza. Com a voz potente do intérprete Vitor Cunha, o Império atravessa a passarela ao som da bateria comandada por Felipe Santos, acompanhada pela rainha Quitéria Chagas, veterana e muito querida no posto.

00h – Estácio de Sá

Abrindo a madrugada, entre 0h e 0h55, o Leão do Estácio chega à Avenida celebrando a ancestralidade e a força das religiões afro-brasileiras por meio de Tata Tancredo, líder da Umbanda Omolokô. O enredo “Tata Tancredo – O Papa Negro no Terreiro do Estácio”, desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Paulo, veterano na escola, exalta o terreiro como berço do samba e da resistência negra. Defendendo o pavilhão da Vermelha e Branca estão Feliciano Júnior e Raphaela Caboclo. A rainha Vivi Winkler vem à frente da bateria comandada pelo Mestre Chuvisco, em uma apresentação cheia de fé e ancestralidade, guiada pela potente voz do intérprete Tiganá Souza.

00h45 – União de Maricá

A Sapucaí vai se enfeitar de “Berenguendéns e Balangandãs”. O enredo da União de Maricá, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, que brilha neste ano também na Imperatriz Leopoldinense, contará a história da joalheria produzida por negros no Brasil. O público saberá de onde vieram certos termos utilizados no vocabulário popular atual, como o próprio “balangandã”, usado para se referir a joias e adereços que, no período colonial, eram peças produzidas e usadas por mulheres negras. A comissão de frente começará a ilustrar essa narrativa, com coreografia de Patrick Carvalho. Logo em seguida, teremos o primeiro casal Fabrício Pires e Giovanna Justo balançando os balangandãs. O carismático intérprete Zé Paulo Sierra vem puxando o samba-enredo, enquanto a rainha Rayane Dumont dá seu show à frente da bateria “Maricadência”, do Mestre Paulinho Steves.

01h30 – Porto da Pedra

A ousadia toma conta da Avenida com o desfile da Porto da Pedra, penúltima escola a desfilar, entre 1h30 e 2h25 da manhã. Com o enredo “Das mais antigas da vida, o doce e amargo beijo da noite”, desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes, o Tigre de São Gonçalo vai narrar a história das profissionais do sexo, em uma homenagem que trará nomes de destaque no Brasil, como Andressa Urach e Bruna Surfistinha. A comissão de frente fica por conta da coreógrafa Aline Kelly, premiada nacional e internacionalmente. O primeiro casal Rodrigo França e Joyce Santos vem defendendo o pavilhão da Vermelha e Branca. O intérprete Wantuir Oliveira canta o samba-enredo, enquanto a rainha de bateria Andrea de Andrade vem à frente da bateria Ritmo Feroz, comandada pelo Mestre Pablo.

02h15 – Unidos da Ponte

Nada melhor do que uma festa para encerrar um espetáculo. A Sapucaí vai virar baile com o desfile da Unidos da Ponte, previsto para começar entre 2h15 e 3h10 da madrugada. Trazendo o enredo “Tamborzão – O Rio é Baile! O Poder é Black”, desenvolvido pelo carnavalesco Nicolas Gonçalves, a escola de São João de Meriti vai homenagear o funk e promete agitar a Avenida com uma apresentação repleta de referências a um dos ritmos mais amados e populares do Brasil. Das fantasias e alegorias às coreografias com passinhos, e ao samba-enredo na voz dos intérpretes Thiago Brito e Matheus Gaúcho. A começar pela comissão de frente da coreógrafa Juliana Frathane, que já apresentará uma introdução fiel ao ritmo. Defendendo o pavilhão, temos Thiaguinho Mendonça e Jéssica Ferreira. À frente da bateria, comandada pelos mestres Alex Vieira e Juninho, vem a estreante rainha Thalita Zampirolli, com muito samba no pé e rebolado. Dessa forma, a Unidos da Ponte encerra os desfiles da Série Ouro em 2026.

Sob as estrelas da noite, Ana Beatriz Godói conduz bateria da Rosas de Ouro com emoção e eixo

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À frente da bateria da Rosas de Ouro, Ana Beatriz Godói viveu uma noite de entrega profunda ao samba e à escola que ela define como parte da própria vida. Em meio ao brilho da avenida, a rainha mostrou que seu papel vai além da estética, é presença, sentimento e conexão com o coração da comunidade.

“A Rosas faz parte da minha vida. Estar à frente dessa bateria é sentir o coração bater no mesmo ritmo da escola”, afirmou.

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No Carnaval de 2026, a escola levou para a avenida o enredo Escrito nas Estrelas, uma viagem pelo universo do cosmos e pela relação do ser humano com os astros. A proposta conduziu o desfile por caminhos que unem criação, espiritualidade e destino, explorando como estrelas e planetas atravessam a história, os sonhos e a forma de enxergar o mundo.

“Esse enredo fala muito sobre acreditar, sobre destino e sobre se reconhecer no brilho que existe em cada um”, destacou a rainha.

Representando a deusa da noite, Ana Beatriz surgiu com imponência e delicadeza. A fantasia dialogava diretamente com o enredo e com a proposta da bateria, inspirada na estética egípcia. O visual traduziu o mistério e o brilho do céu estrelado, como se a rainha fosse uma joia lapidada para refletir a luz das estrelas no coração da avenida.

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“Quis trazer esse mistério do céu, algo que fosse forte e ao mesmo tempo sensível. Me senti parte desse universo que a escola contou”, contou.

Mesmo diante de um início de desfile já marcado pela perda de alguns décimos, a postura da escola foi de foco e entrega. A escolha foi seguir adiante sem permitir que isso interferisse na apresentação. A Rosas veio para fazer o que estava preparado, com concentração, alegria e verdade, e essa energia se refletiu na atuação da rainha, que manteve o eixo e a firmeza durante todo o percurso.

“A gente não pode deixar nada abalar. O desfile é maior que qualquer situação. É seguir com verdade e respeito ao nosso trabalho”, afirmou Ana Beatriz.

A plástica da escola emocionou. Ao longo do desfile, a rainha se deixou tocar pelo conjunto apresentado, vivendo cada momento intensamente, com o olhar atento e o corpo entregue ao ritmo da bateria, que conduziu o samba com força e cadência envolventes.

“Quando a bateria começa, tudo se encaixa. É ali que eu me encontro de verdade”, revelou.

Ser rainha de bateria, para ela, é o papel exercido com mais amor. É onde se sente completa, conectada e verdadeira dentro do Carnaval.

“Reinar é sentir o samba pulsar junto com a escola. É entrega, é amor, é pertencimento”, concluiu.

Na avenida, Ana Beatriz Godói reafirmou que reinar é, antes de tudo, sentir o samba pulsar junto com a escola, sob o céu estrelado que inspirou o desfile.

‘Esperamos a nota máxima’, afirma porta-bandeira da União do Parque Acari

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A União do Parque Acari trouxe para a Sapucaí um enredo ‘Brasiliana’, importante e com forte valorização da cultura afro-brasileira assinado pelo carnavalesco Guilherme Estevão.

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Foto: Ana Júlia Agra/CARNAVALESCO

A escola homenageou o primeiro emblemático grupo de teatro musical negro do Brasil, trazendo para a Sapucaí sua história, seus personagens e o protagonismo negro na brasilidade dessa arte.

 

Um dos quesitos mais fortes que a escola mostrou na avenida foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira.

 

Renan Oliveira e Amanda Poblete estrearam como casal na Acari com a fantasia “Memória e Ancestralidade Afro-Brasileira”, representando justamente esses elementos como pilares da construção rítmica, expressiva e da forma de interpretação dos atores negros. A roupa fez referência a Exu, primeiro orixá da gira, que, a partir de suas cores, vermelho e preto, definiu a colorimetria da fantasia. Na apresentação, o casal optou por uma coreografia mais clássica, voltada para a valorização do pavilhão.

“Tudo o que foi proposto, foi apresentado da melhor maneira possível. Curtimos cada cabine de jurado. Quero agradecer a Acari por nós apresentar ótimas condições de trabalho, uma roupa linda e a nossa coreógrafa Cátia Cabral”, contou Renan em entrevista ao CARNAVALESCO. 

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Primeiro Casal da União do Parque Acari
Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“Foi um desfile tranquilo, compacto e conseguimos exercer a coreografia inteira na avenida. Espero que venha a nossa tão sonhada nota 40. Foi um desfile muito feliz, onde estávamos conectados um com o outro e com o público”, confessou Amanda.

A bateria “Fora de Série”, dos mestres Erick Castro e Daniel Silva, também mostrou total harmonia, fruto de muito trabalho durante.

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Ritmista da Acari Foto: LigaRJ

“É uma emoção maravilhosa. É o quarto ano a frente da bateria e cada ano parece que é o primeiro. Está no Acari é perfeito. É uma comunidade que abraçou a gente. A gente trabalha bastante o ano todo para que aconteça tudo certinho e mostramos tudo o que ensaiamos. Foi lindo. Agora é só aguardar a nota máxima”, declaram os mestres.

Presidente e mestre de bateria da MUM falam sobre estreia no Grupo Especial do Carnaval de São Paulo

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A Mocidade Unida da Mooca foi a primeira escola a desfilar na sexta-feira de carnaval pelo Grupo Especial de São Paulo. Na estreia na elite, a agremiação apresentou o enredo “Gèlèdés- Agbara Obinrin”, assinado pelo carnavalesco Renan Ribeiro, levando para a Avenida um desfile marcado por potência estética e forte narrativa.

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A estreia da MUM no Grupo Especial de São Paulo foi definido por emoção, entrega e a sensação de dever cumprido. À frente da bateria, mestre Dennys destacou para o CARNAVALESCO a superação e o envolvimento da comunidade ao longo da temporada.

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“Foi uma estreia linda, uma estreia incrível. A comunidade estava ansiosa por esse momento, muito especial,muito louco isso tudo. O que nós vivemos esse ano foi incrível, muita batalha, muita luta, muita resiliência. Nós abdicamos de tudo, família, trabalho, compromissos, mas tudo valeu a pena. Agora vamos esperar, esperar o melhor, a bateria foi muito bem, gostei muito do que foi apresentado. Também fizemos dois bons ensaios técnicos e um bom desfile. A expectativa é a melhor, independente de nota, o trabalho foi cumprido”, disse.

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Ainda sobre o desempenho dos ritmistas, Dennys ressaltou a sintonia entre bateria, samba e público, apontando a união como peça-chave para o resultado apresentado na Avenida.

“A receptividade do público perante a apresentação da bateria foi incrível. O samba ajuda e tudo que é feito na bateria é feito junto com o samba e com a melodia. Toda a direção de bateria já conduz o trabalho pensando no samba, é uma união que casou e deu certo, e  a galera recebeu da melhor maneira”, concluiu.

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Rafael Falanga, presidente da MUM, também celebrou o momento histórico e atribuiu o sucesso à estratégia antecipada e à conexão construída com a arquibancada desde os primeiros ensaios técnicos.

“Estou com sentimento de muita felicidade. Eu acredito que a participação da arquibancada foi fundamental desde os ensaios técnicos, a antecipação da preparação da MUM também tem uma parcela muito grande nessa conexão com o público. Nós antecipamos o lançamento de samba e antecipamos o lançamento de enredo. Em junho a gente já tinha samba, em agosto a gente já estava ensaiando na rua portanto foi uma construção que acabou dando muito certo e se consagrou aqui nesse desfile incrível, um desfile potente pela narrativa, pelo enredo, pelo chão da escola que representou muito bem esses 40 anos de luta, destacou Falanga.

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Rafael ainda reforçou que a chegada ao Grupo Especial foi resultado de um projeto consistente, pautado pela ambição de crescer a cada ano e entregar sempre mais do que o esperado.

“A MUM vem do Grupo de Acesso do carnaval de São Paulo e sempre projetamos carnavais acima do grupo que nós estávamos. Acredito que a plástica foi uma sequência da própria ideologia do trabalho da escola. Nós nunca entramos no carnaval para permanecer, o nosso sonho era estar no especial então a gente tinha que entrar para ganhar e com isso era sempre mais, era sempre entregando tudo e acho que a gente conseguiu aqui no grupo especial também entregar o nosso máximo nas alegorias, nas fantasias, no nosso trabalho diário do barracão, da quadra, do chão da escola, dos quesitos que ensaiaram exaustivamente como a bateria, o casal, a  comissão portanto foi o carnaval da entrega, e eu acho que refletiu na Avenida, estou muito feliz”, concluiu.

‘Nosso grande segredo é a participação da comunidade’, afirma presidente Edu Sambista, da Tatuapé

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No primeiro dia dos desfiles das escolas do grupo especial do Carnaval de São Paulo, realizado no Sambódromo do Anhembi, a escola de samba Acadêmicos do Tatuapé trouxe para a avenida o seu conhecido canto potente.

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O presidente da escola, Edu Sambista, explicou que a força do canto do Tatuapé não é apenas resultado do talento individual, mas de um trabalho contínuo dentro da escola, iniciado desde a chegada de cada pessoa interessada em fazer parte.

“O grande segredo do Tatuapé hoje é a comunidade do Tatuapé. Ela participa de todo o projeto com intensidade. Fazemos questão de explicar para todos os membros o critério de julgamento, de explicar como e por que o componente é julgado. Porque, às vezes, o componente chega à quadra e, se você apenas diz que ele tem que cantar, ele não entende. Quando ele compreende o porquê de ter que cantar, quais são os pontos de balizamento, passa a se sentir uma peça importantíssima dentro de todo o projeto”, disse o presidente.

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Edu também destaca que a dedicação da escola em desenvolver seus componentes se reflete diretamente na avenida, garantindo que cada participante compreenda seu papel dentro do desfile e esteja ativo para o excelente espetáculo.

“Fazemos questão de deixar claro para o componente que tudo o que poderíamos fazer, entregamos o projeto nas mãos dele no dia do desfile, e quem vai defender a nota são eles. Falo muito lá na quadra que, se eu faltar no desfile, não farei falta nenhuma, mas se um componente faltar, ele fará muita falta. Somos uma escola muito alegre, feliz, descontraída, aquela escola que está na avenida por prazer, puro prazer de cantar. Todos temos uma rotina muito sofrida de trabalho, vida profissional, vida familiar. E fazemos um trabalho que faz o componente, ao entrar, vestir a camisa do Tatuapé e pisar nesta passarela, esquecer de todos os problemas e viver, cantar e evoluir como se fosse o último dia da nossa vida”, finalizou Edu Sambista.

‘Fizemos além do planejado’, declara mestre de bateria da Inocentes de Belford Roxo

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A Inocentes de Belford Roxo levou para a Marquês de Sapucaí um dos enredos mais inusitados da temporada. Segunda escola da noite, a agremiação da Baixada Fluminense apostou no improvável sob o título “O Sonho de Um Pagode Russo Nos Frevos do Meu Pernambuco”, criação do carnavalesco Edson Pereira. O resultado foi um desfile criativo, tecnicamente equilibrado e com bons momentos plásticos, especialmente na comissão de frente e na harmonia.

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Vinícius Jesus e Thaina Teixeira, apresentou um bailado de tradição, com rodopios na medida exata e movimentos conduzidos com harmonia e sincronia.

“Eu e Thaina ensaiamos por mais de seis meses e hoje foi o dia de mostrar nosso trabalho, todo nosso empenho pela escola. A escola nos deu todo suporte, todo apoio e hoje foi só felicidade”, disse Vinicius em entrevista ao CARNAVALESCO. 

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“A escola veio alegre. Nós pudemos sentir a energia das pessoas nas frisas, arquibancadas cantando e vibrando com a gente. Queríamos vir brincando, interagindo com o público e conseguimos. Conseguimos executar tudo o que a gente ensaiou. Foi um dos carnavais que eu mais ensaiei e trabalhei, mas saio feliz”, comemorou Thaina.

Outro grande destaque foi a comissão de frente coreografada por Patrícia Salgado e Sérgio Lobato. Eram 15 bailarinos: sete representando a estética russa, sete a pernambucana e um sanfoneiro no alto de um tripé cenográfico que remetia ao coreto de uma praça.

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“Foi uma comissão muito divertida. A energia estava maravilhosa, os bailarinos cumpriram os papéis deles e o público curtiu bastante”, afirmou Lobato.

A bateria do mestre Washington Paz foi um show a parte com bossas em alusão ao frevo e ao São João, criando identidade sonora para o enredo.

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“A bateria se comportou muito bem. Conseguimos fazer além do que foi planejado. Esse desfile vai ficar guardado em nossos corações”, disse o mestre.

Com dia claro, Barroca Zona Sul mostra força de Oxum em seu desfile

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O Barroca Zona Sul viveu na última sexta-feira uma experiência pouco comum em sua história: fechar uma noite de desfiles no Grupo Especial.

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E o fez trazendo o enredo “Oro Mi Maiô Oxum”, uma reverência à Orixá ligada às cachoeiras, rios e fertilidade feminina. Sem os efeitos de iluminação que a noite permite, a escola se preparou cuidadosamente para a luz do dia, de acordo com o presidente Ewerton Cebolinha.

“Barroca se preparou para encerrar o desfile, para terminar ao amanhecer. A proposta combinou bem, cores claras, Oxum, ouro, acho que deu tudo certo”, afirmou Cebolinha.

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Além da luminosidade do dia, um aspecto constantemente ponderado como um possível “problema” para quem fecha uma noite de desfiles, é pegar um Anhembi já esvaziado. Sem uma torcida tão numerosa, o Barroca desfilou para um público diminuto, mas quem permaneceu até o fim assistiu uma agremiação que não perdeu sua energia e passou de
peito aberto encarando a responsabilidade para realizar um bom desfile.

“Acima de tudo nos preparamos em entregar um bom desfile para essa comunidade que merecia demais após o problema que tivemos no ano passado. Nos planejamos para fechar com garra e conseguimos. A sensação é de alívio”, finalizou Cebolinha.

 

‘Força da comunidade conduziu Jacarezinho’, declara intérprete Ailton Santos

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No reencontro com a Marquês de Sapucaí, após 13 anos longe, a Unidos do Jacarezinho abriu os trabalhos nesta sexta-feira de desfiles da Série Ouro.

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A escola levou para a pista o enredo “O Ar que se respira agora inspira novos tempos”, uma homenagem a Xande de Pilares, que se apresentou como uma declaração de amor ao samba nascido e cultivado na favela, território onde vozes aprendem primeiro a cantar na roda antes de ecoarem no rádio, assim como foi a de Xande.

Intitulada “O Verso que encantou o Poeta”, a comissão foi composta por 15 componentes, vestidos de bate-bolas, e um homem vestido de Xande de Pilares, do coreógrafo Akia de Almeida, que se mostrou muito feliz com o trabalho realizado na avenida.

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“Uma comissão inédita. Nenhuma comissão abordou a Folia de Reis dessa forma e que tem tudo a ver com a vida do Xande no subúrbio do Rio. Não tivemos problemas com as fantasias porque foram feitas foram do ateliê da escola”, declarou em entrevista ao CARNAVALESCO. 

Outro ponto alto da escola foi o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Maycon Ferreira e Lorenna Brito. Com a fantasia “Estrela da Inspiração”, o casal teve uma dança leve, correta e com muita emoção.

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“Foi um carnaval difícil. O Jacarezinho enfrentou algumas dificuldades, mas como profissionais, abraçamos a comunidade assim como eles nos abraçaram. Foi com muito amor e força”, disse Lorena.

A emoção também tomou conta dos puxadores Ailton Santos e Thiago Acácio. “É uma realização. No ano que completo 21 anos no Jacarezinho e tive o prazer de dividir o microfone com o Thiago”, contou Ailton.

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“Só tenho a agradecer o carinho pois nós enfrentamos um grande desafio. Jacarezinho enfrentou dois incêndios e nós pisamos na avenida trazendo a força da comunidade que é o que o Jacarezinho tem de melhor. A força da comunidade conduziu a Jacarezinho. Viemos trazendo as cicatrizes do desastre que sofremos, mas sem deixar nossa força de lado”, completou Thiago.