SOPRAM VENTOS DE OYÁ
QUEM NASCEU PRA BRILHAR TEM MAGIA
EO MENINO DA PEDREIRA DE SALGUEIRO ENCANTO FEITICEIRA
VEM DAS ESTRELAS UM RAIO TROVÃO DO CÉU
UM CLARÃO BRILHOU PRO TROVADOR MENESTREL
PRECEITO OFERENDAS RITUAIS FIOS DE CONTAS BALANGANDÃS
MISTICISMOS SINTONIA COM CABOCLO PATUÁ ENERGIA QUE EMANA
RESILIÊNCIA AOS PRETOS VELHOS E GRIÓS
NO SORTILÉGIO A CULTURA CIGANA
NO IRERÊ UM ORIXÁ OGUM YÊO
O MÚSICANTE DE REAL VALOR
PRA COMUNIDADE IMPOR RESPEITO
CANTOU BATEU NO PEITO EU SOU BEIJA
HÊ EEE MÃE NEGRA HÁ PEQUENA ÁFRICA DE OBÁ
TEM PRAS RUAS E GUETOS
O LUGAR DE FALA
DO SEU POVO PRETO
COM AS MAZELAS DA VIDA UM MONSTRO VIROU CARNAVAL
MOSTROU A BAIXADA SOFRIDA BRAVA GENTE E O PRECONCEITO SOCIAL
AS ÁGUAS DO AMAZONAS O TOQUE DO TAMBOR
O NEGRO BRAÇO FORTE QUE ERGUEU NOSSO PAÍS
SE O ÍNDIO PROTAGONIZOU A ELE ACLAMOU NOSSO POVO FELIZ
VEM VER TEM MALTRAPILHO NA AVENIDA
NA APOTEOSE DESPEDIDA HÓ PAI QUANTA EMOÇÃO
O MISSIONEIRO DEU VOZ PRA TUDO E POR AMOR
TANTA DEDICAÇÃO ESPERO QUE ESTEJA COM ELE
NO MEU CORAÇÃO TÁ AQUI O LEGADO QUE TRAGO NÓS BRAÇOS
LAILA DE JOÃO LAILAS E JOÃOS
ALAFIÔ OQUEARÔ KAÔ KABECILÉ XANGÔ
DE NILÓPOLIS PRO MUNDO UM SOBERANO SONHADOR
DE TODOS OS SANTOS E SAMBAS MESTRE BALUARTE GENIAL
LAILA BEIJA FLOR É CARNAVAL
SAGRADA ENTIDAE QUE NOS INSPIRA
SUA LUZ HOJE NOS GUIA, TUAS GUIAS NOSSA HERANÇA
SUA FÉ FOI ABONANÇA, ORI FEITO PRA XANGÔ
QUANDO OS VENTOS DE OYÁ SOPRAM O MENINO VENCEDOR
UM GRIÔ, O SAMBISTA POPULAR
FEZ MIRONGA, E MANDINGA, FUNDAMENTOS DE ORIXÁ
POVO PRETO SINGULAR, DA MATRIZ DE UM QUILOMBO
SOBERANA, É A BEIJA-FLOR DO VELHO SÁBIO SOBERANO
Ô Ô Ô LUIZ DO CARMO SENHOR FORJADO NO PRECEITO DO TERREIRO
NA LATA BATUQUE, ESPERANÇA
TRAÇOU O DESTINO DO BEM
DO MORRO PRO ASFALTO E MAIS ALÉM
OUVIDO APURADO, DIVINO DOM
REGENDO TAMBORES, TAMBORINS E VIOLÕES
E NA MELODIA QUE O SAMBA SE FEZ
JUNTAR POESIAS, TUA MAESTRIA
REVOLUCIONAR, NOSSO TEMPLO MARQUES
EM CADA COMPASSO, UM PASSO PRA GLÓRIA
DIVERSAS ESCOLAS, UMA ORAÇÃO
EM SEUS ENREDOS, RETRATOS DA VIDA
CORRIDA E SOFRIDA DE UM FOLIÃO
ENTRE AYE E ORUM, O MAGO E O GRIÔ MANDA ENERGIA
PRO FESTIVAL DE PRATA EM PLENA PISTA
AVANTE SOBERANOS, COMPANHEIROS
O MEU ORGULHO É SER, MAIS UM CRIA NILOPOLITANO
NA ALEGRIA OU NO CAIR DO PRANTO
EU SOU BEIJA-FLOR! EU SOU BEIJA-FLOR!
DE TODOS OS SANTOS, DE TODOS OS SAMBAS
DE OGUM PADROEIRO, IRMÃO DE XANGÔ
EPARREY OYÁ!
LAÍLA É O CANTO DO MEU BEIJA-FLOR
PEÇO LICENÇA PARA O DONO DA ENCRUZA
PRO MEU CORTEJO SOBERNAO DESFILAR
GUIA NO PEITO, AGÔ, DOBRO O JOELHO
SANDÁLIA BRANCA, OFERENDA NO ALGUIDÁ
FILHO DE YANSÃ E DE XANGÔ
FUI ERÊ LA NA PEDREIRA
EU SOU CRIA DAS LADEIRAS
APRENDIZ DOS ANCESTRAIS
UM HERDEIRO DO TAMBOR
BOM MALANDRO DA AVENIDA
MINHA ESCOLA FOI A VIDA, PRESENTE DOS ORIXÁS
EPARREI, KABECILÊ, MEU PAI, PRESENTE DOS ORIXÁS
GRIÔ NO XIRÊ, SIGO PROCISSÃO
TOCO O ADARRUM
PRA NOSSA SENHORA, OXUM E À CIGANA PEÇO PROTEÇÃO
BATIZADO NO ARODOR DA FÉ E BANHADO DE AXÉ
“VEJE BEM” E “NÃO ME QUEIRA MAL”
FUI GENIOSO SIM, DIZIAM GENIAL
FIEL, ORGULHOSO, ESPIRITUOSO E O DOM NATURAL…
PRETA VOZ EM BUSCA DA PERFEIÇÃO
O RITMO E A CANÇÃO EM HARMONIA
NESSA ALQUIMIA
O MAGO, O GRIÔ E UMA NAÇÃO
VENHAM QUILOMBOLAS, MACOBEBAS, CURUMINS
MONSTROS E MENDIGOS, MINHA LUTA NÃO TEM FIM
VAI MUITO ALÉM DO MEU GURUFIM
OS OLHOS MAREJADOS, QUE SAUDADE
DO CANTO FORTE DA COMUNIDADE
EU NUNCA VI IGUAL
O ROLO COMPRESSOR DO CARNAVAL
OGUM PATAKORI, JÁ FIZ O MEU ORÔ
E HOJE ESTOU AQUI, A RUA PRATEOU
DE TODOS OS SANTOS E TODOS OS SAMBAS
ETERNAMENTE UM BEIJA-FLOR
PEÇO LICENÇA A UM SER DE LUZ
QUE HOJE ESTÁ NOS BRAÇOS DO CRIADOR
LAÍLA SEU LEGADO NOS CONDUZ
GUIADO PELA COROA DE XANGÔ
DO CANTO O ENCANTO SUA VOZ ECOAVA NO AR
FILHO DE TODOS OS SANTOS
COM SUAS GUIAS E TAMBÉM OS PATUÁS
O POVO NEGRO SIMBOLIZA O PENDÃO
OS ANCESTRAIS VEM CUMPRIR SUA MISSÃO
NOS RITUAIS MUITA DOUTRINA
CANTO DE FÉ DAVA FIM A ESCRAVIDÃO
NO TEATRO DA VIDA UM SONHO DE LIBERDADE
MENSAGEIRO DO AMOR EM BUSCA DE IGUALDADE
OS OLHOS FALAM O QUE A BOCA CALA
DO PALCO TINHA O DOM DA MAESTRIA
O MORRO FOI SUA FORMAÇÃO
NO PAPEL DE PÃO ESCREVIA POESIA
NAS ESQUINAS DA VIDA VENCEU
SEM AS ALAS COMERCIAIS
A SAGA DO ARTISTA VEIO TRIUNFAR
DETENTOR DE VÁRIOS CARNAVAIS
O MESTRE O MAGO SANTA UNIÃO
DEIXOU O LEGADO NA SUA PERFEIÇÃO
KABECILÊ KAÔ KABECILOBÁ
É A BEIJA-FLOR EM FORMA DE ALUSÃO
NA DANÇA DO ALUJÁ COM A COMUNIDADE
FAZ UM TRIBUTO DE VITÓRIA E REDENÇÃO
Muito emocionado no velório de Rosa Magalhães, o carnavalesco da Beija-Flor, João Vitor, fala sobre a artista com a artista. Ele citou que os dois ficaram muito próximos e amigos quando dividiram o carnaval do Tuiuti em 2023.
Foto: Site CARNAVALESCO
“Quando eu cheguei no Tuiuti para dividir o carnaval com a Rosa, aí nas minhas contas eu falei: ‘nossa, tenho 37 anos e ela não divide carnaval com alguém há 37 anos, como vai ser isso?’ Para a minha felicidade a parceria foi maravilhosa, não foi só de trabalho, virou uma amiga, que eu falava praticamente todos os dias, o nosso café era sagrado, almoços e encontros. Nunca mais vou esquecer, o melhor aniversário da minha vida, porque a Rosa chegou, ela disse que iria, mas eu não acreditei. Ela apareceu, foram tantas coisas boas. Estou muito triste, porque ela partiu muito cedo e isso não estava no nosso script, ela estava combinando um churrasco, feijoada, a gente tinha tantos planos. Só quero que a minha amiga, a minha professora, descanse em paz. Acho que já valeu a pena, tudo o que eu vivi até aqui no carnaval, por fazer parte do Jardim da Rosa Magalhães e isso não é para qualquer um”, disse o artista da Beija-Flor.
O carnavalesco da Viradouro, Tarcísio Zanon, atual campeão do Grupo Especial, esteve no velório de Rosa Magalhães, no Palácio da Cidade, e falou sobre a artista. Ele trabalhou com ela na Estácio de Sá.
Foto: Site CARNAVALESCO
“A Rosa, eu tive algumas oportunidades de estar com ela, de fazer trabalho juntos, de estar na casa dela. Ela era uma pessoa extremamente generosa, eu me lembro de tremer na frente dela, porque é um grande ícone do carnaval, mas uma coisa que é muito legal do nosso trabalho, do nosso ofício, é que esse legado fica, e quanta alegria que a Rosa pôde levar para a vida das pessoas, e o legado está aí, a gente pode revisitar. É uma professora. Ela é eterna, é uma grande mulher, premiada mundialmente. A gente precisa ter muito orgulho de termos convivido, de termos vivido toda essa arte que a Rosa trouxe para nossas vidas. Se despedir dela, mas com a felicidade de saber que a gente sempre vai poder revisitá-la”, disse.
O carnavalesco da Portela, André Rodrigues, compareceu no velório da carnavalesca Rosa Magalhães, no Palácio da Cidade, Zona Sul do Rio. Ele falou ao site CARNAVALESCO sobre o legado da artista.
“Eu tava falando hoje de manhã, inclusive, é muito esquisito, uma sensação estranha a gente perder uma pessoa que quando a gente já nasceu, já estava ali. E a gente cresceu com essa pessoa estando ali, se desenvolveu, criou conceito, certezas, incertezas. Tudo que nós somos hoje, nós criamos com essa pessoa ali. E tudo aquilo que essa pessoa estava fazendo, estava fundamentando também isso que a gente faz. E é esquisito, do nada, não ter mais. A gente sabe que o tempo, ele é o que é, ele tem as ações que ele tem, mas é extremamente difícil pensar o que é isso que nós fazemos agora sem a Rosa. Andei pensando também muito sobre essa partida é sobre o quão dificil vai ser e que eu espero que não seja uma luta muito árdua que a gente explique para o brasileiro em comum o tamanho que é uma artista que é a Rosa Magalhães. Eu acho que a gente luta pouco, preserva pouco algumas memórias, e acho que a gente precisa explicar ainda para o Brasil inteiro qual é o tamanho de um carnavalesco. Porque um carnavalesco, diferente de todos os outros artistas plásticos, ele tem uma obra que impacta muito a vida das pessoas. Se você for contar a quantidade de pessoas que hoje gostam de escola de samba, que foram atravessadas pelo trabalho de um carnavalesco, é muito maior do que qualquer artista que esteja em qualquer museu, em qualquer um desses tempos. A obra de um carnavalesco, e de qualquer outro artista também que faça carnaval, ela é uma obra de impacto real na vida das pessoas. É difícil mensurar, por exemplo, pensando que a Rosa é a maior de todos, mensurar o que é o trabalho dela. A gente não toca com a mão, a gente não abraça com o braço, a gente não consegue entender. Porque não cabe em nada, assim, porque o trabalho dela é a história. É difícil mesmo mensurar e entender o que está acontecendo hoje e o que vai ser daqui para frente. Muito difícil”.
O comentarista Milton Cunha compareceu ao velório da carnavalesca Rosa Magalhães, no Palácio da Cidade, Zona Sul do Rio, e falou sobre a artista.
“A Rosa era uma mulher muito emocional. Ela brincava, falava muito sério, dava muita aula, uma grande amiga, um grande ser humano. Uma vez eu levei para Campos dos Goitacazes e ela sumiu. E quando eu descobri, ela tinha ido visitar a casa onde ela tinha passado um pedaço da infância com os avós. A grande estrela, a diva, só estava procurando seus parentes, a criança que ela foi. Isso resume bem a Rosa. Uma mulher incrível. Muito inteligente, formada, com referências enormes, erudição maravilhosa, mas ela era muito simples. Ela dizia, esquece a perfumaria, esquece fantasia, esquece alegoria. A grandeza da escola de samba é o samba, o sambista, o povo. Lição final da professora valoriza a comunidade, as pessoas que fazem escola de samba. Ela sabia que ela era divina, mas que ela só era um grão de areia. Ela sabia que quem ia defender o enredo dela eram os cinco mil que estavam destilando. Grande contadora de histórias. O jegue que carrega e o camelo importado que derruba todo mundo lá no Ceará, é a cara dela, né? Porque ela, professora brasileiríssima, triunfou no mundo inteiro e mais vale uma Rosa Magalhães que nos carregue do que as erudições estrangeiras que nos derrubem.
MIlton Cunha também responde sobre o legado deixado por Rosa Magalhães.
O legado é uma janela cultural que os carnavalescos devem aproveitar para contar grandes histórias do nosso país. É preciso continuar as pesquisas, trazer novas informações para o povo brasileiro, como ela trouxe. Legado de contação de histórias, importante para o nosso povo, porque as histórias da Rosa acabam mexendo com o nosso orgulho, o nosso ufanismo, a nossa qualidade de ser brasileiro. Estamos enterrando hoje Rosa Magalhães, uma grande brasileira, uma quality woman de categoria internacional. Estamos tristes, mas foi nossa honra ter convivido com esta mulher deslumbrante, esta professora querida que tanto nos alegrou lá na Marquês de Sapucaí. Que professora divina. Olha, esta mulher deixa um colar de pérolas fascinante. A gente agora que pega as pérolas e saia usando e honrando uma carnavalesca dessa estirpe. Ela é o refinamento internacional. Então, se você pegar o arco da glória de Rosa Magalhães internacionalmente, você vai ver ela desenhando figurinos para a Shakespeare Company, no Globe, em Londres. Quer dizer, é uma grande companhia, a sede de Shakespeare no mundo, convida a professora para fazer figurino. Tem umas parcerias dela com grifes francesas, com bonecas, e tudo isso ela levava na maior brincadeira, ela contava sempre casos. Ela me arrancava gargalhadas porque ela era muito engraçada”.
Caixão com o corpo da carnavalesca Rosa Magalhães deixou o velório no Palácio da Cidade sob muitos aplausos dos presentes. #carnavalescopic.twitter.com/mpFCrHG7vZ
André Vaz, presidente do Salgueiro, sobre Rosa Magalhães: “Muita tristeza para o samba. Ela inspirou muitos carnavalescos”. #carnavalescopic.twitter.com/aTZatjX9ue
Jornalista Fábio Fabato sobre Rosa Magalhães: “Foi a melhor narradora de histórias. Nos deixou mais e mais apaixonados pelo Brasil”. #carnavalescopic.twitter.com/ceFnfBcKVe
Leandro Vieira sobre Rosa Magalhães: “A grande contribuição da Rosa, além dos aspectos visuais, é ser essa grande contadora de historias, que influencia minha geração e outras”. #carnavalescopic.twitter.com/sx2s345sBT
Cintya, porta-bandeira da Mangueira, sobre Rosa Magalhães: “É falar da representatividade feminina no carnaval. Ele um impulsinou todas. Foram anos de dedicação. O céu está ganhando um presente”.
Matheus, mestre-sala da Mangueira: “O mundo do samba está de luto. Uma perda muito… pic.twitter.com/jW6ioOhdF5
Coroa de flores enviada pela presidente da Imperatriz, Cátia Drumond, para o velório da carnavalesca Rosa Magalhães. #carnavalescopic.twitter.com/pBwF65jfUK
André Bonatte, diretor de carnaval da Imperatriz, sobre Rosa Magalhães: “Ela participou de todo o conceito de transformação do conceito do desfile de escola de samba. Teve a maturidade artística na Imperatriz. A Rosa é eterna”. #carnavalescopic.twitter.com/bsvu0SZN7b
“As melhores aulas da história do Brasil e mundo. Fico o legado dela para todos. Memória de tudo que ela fez por nós”, disse Rafa Bqueer, pesquisadora da Grande Rio. #carnavalescopic.twitter.com/2rhQDv3Hg4
Rebeca Tito, segunda porta-bandeira do Tuiuti, sobre Rosa Magalhães: “Tive a oportunidade de trabalhar com ela. O desfile dela com a gente foi histórico”. #carnavalescopic.twitter.com/41k1phL3hL
Jornalista Aydano André Motta sobre Rosa Magalhães: “Uma gigante. Ela não negociava determinados preceitos. Ela ensinava que só precisa ser bom”. #carnavalescopic.twitter.com/sTBlt0SzPg
Hugo Junior, presidente da Liga-RJ, sobre Rosa Magalhães: “Marcou história das escolas do Grupo de Acesso. Vai ser muito lembrada por muitos sambistas”. #carnavalescopic.twitter.com/wPQHDQXJ92
Handerson Big, coreógrafo de comissão de frente, sobre Rosa Magalhães: “Ela tinha muito amor com a comissão de frente da Imperatriz”. #carnavalescopic.twitter.com/dNYiGeviOS
Junior Escafura, vice-presidente da Portela, sobre Rosa Magalhães: “Fez história. O legado fica para sempre. Tantas coisas bonitas e inesquecíveis fez para nossa cultura”. #carnavalescopic.twitter.com/7SrUsNIiV3
Coroa de flores enviada pela Liga-RJ, que comanda a Série Ouro do Rio, para o velório da carnavaelsca Rosa Magalhães. #carnavalescopic.twitter.com/Q4GVuxUkpg
Patrick Corrêa, presidente da Riotur, sobre Rosa Magalhães: “O Rio perde um ícone. Destacar o legado. Gratidão eterna por tudo que ela fez”. #carnavalescopic.twitter.com/PugbK458B1
Porta-bandeira da Imperatriz, Rafaela Theodoro, sobre Rosa Magalhães: “Tive fantasia assinada por ela. Com todo o capricho dela”. #carnavalescopic.twitter.com/U6xWa2xvOT
Respeito e reconhecimento! Pavilhões da Imperatriz, Vila Isabel e São Clemente no velório da carnavalesca Rosa Magalhães, no Palácio da Cidade, Zona Sul do Rio. #carnavalescopic.twitter.com/HTcjJGNuCP
Leonardo Bora, carnavalesco da Grande Rio: “Pra mim, a arte maior artista do Brasil. Narradora extraordinária. Intérprete de muito brasis. Uma grande professora”.
Gabriel Haddad, carnavalesco da Grande Rio: “Sempre foi muito atenciosa com a gente. Está na nossa memória para… pic.twitter.com/rmEzbeRM5y
Pitty de Menezes, intérprete da Imperatriz, sobre Rosa Magalhães: “Ela trouxe enredos históricos e deu a cara para Imperatriz”. #carnavalescopic.twitter.com/6I81OSFFeD
O compositor Evandro Bocão, ex-presidente da Vila Isabel, se emociona ao falar de Rosa Magalhães, cita o título de 2013 da escola e mostra camisa feita para homenagear a artista. #carnavalescopic.twitter.com/FKBKv49aVa
Porta-bandeira, Rute Alves, da Viradouro: “A Rosa inovou em várias coisas. Era minuciosa, não achava um defeito nos seus carros alegóricos. Perfeição plástica. O carnaval teve a honra de ter a Rosa”.
Porta-bandeira Squel chega no velório da carnavalesca Rosa Magalhães, no Palácio da Cidade, na Zona Sul do Rio, com o pavilhão da Portela. #carnavalescopic.twitter.com/xsT8vXtDI1
O carnavalesco da Beija-Flor, João Vitor, que trabalhou com Rosa Magalhães no Paraíso do Tuiuti, na despedida da artista, no Palácio da Cidade, Zona Sul do Rio. #carnavalescopic.twitter.com/i2VHrWlq8C
Os carnavalescos das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro estão pretando homenagens para a carnavalesca Rosa Magalhães, que faleceu na noite de quinta-feira, vítima de um infarto. Veja abaixto os textos.
Foto: Reprodução/Instagram João Vitor
Leandro Vieira, carnavalesco da Imperatriz
“É triste saber que a professora de toda a minha geração de carnavalescos partiu. É doloroso pensar que a artista que inspirou todos nós a sermos como somos, nos deixou. Referência do ofício, Rosa Magalhães define algo que, sem a sua história na folia, não poderia ser definido. Sua trajetória, obra e vocação definem a invenção de uma profissão. Seu nome é o verbete que explica o que faz quem realiza aquilo que ela fez. Rosa é a inspiração dos carnavalescos que ficam, incluindo, os que virão. Sobra lamento e falta palavra pra dar conta de sua partida”.
Jack Vasconcelos, carnavalesco do Paraíso do Tuiuti
“Hoje se foi a razão do rumo que minha vida tomou. Essa foto é da minha turma na Escola de Belas Artes na UFRJ. Ela só existe por causa de uma deusa chamada Rosa Magalhães. Essa foto é só um pedacinho da minha gratidão. Tenho incontáveis motivos para ser inteiro gratidão, mas, nesse momento, perdi o norte da minha bússola. Obrigado, professora, por tantas belezas e alegrias. Porém, hoje não vai dar pra ser feliz. Sempre serei um “nobre francês com girassóis” da sua corte”.
João Vitor, carnavalesco da Beija-Flor
“Te amarei para sempre! Obrigado por me permitir fazer parte do seu belo jardim. Descanse em paz, minha eterna amiga e parceira”.
Tarcísio Zanon, carnavalesco da Viradouro
“Coração partido. Nossa amada Rosa se foi. Fica o legado de uma grande artista. Pra sempre professora! Pra sempre campeã! Pra sempre ícone do nosso Carnaval”.
Sidnei França, carnavalesco da Mangueira
“Talvez minha primeira aula carnavalesca tenha sido Salgueiro 1990 (Sou Amigo do Rei). Lembro-me com 10 anos, assombrado em frente a TV. Jamais fui o mesmo. Em seguida, Rua do Ouvidor. Logo, Sassarico do Marquês. Catarina, Jegue. Leopoldina meu ápice! Rosa encapsulou os anos 1990”.
André Rodrigues, carnavalesco da Portela
“Há uma sensação real de orfandade. É uma loucura isso. Parece um equilíbrio em uma única perna, a uma altura muito grande. Falta onde colocar o pé e não tem onde. De repente todos os desfiles ficaram mais longe no tempo do que sempre estiveram. Estamos no Nada. Não da pra saber onde se começa a viver momentos tão confusos como este. Tristeza, homenagem e agradecimento. Não da pra ter dimensão. Tudo fica muito inalcançável”.
Antônio Gonzaga, carnavalesco da Portela
“Rosa me fez ser carnavalesco. O Antônio de 6 anos se apaixonou por cana caiana, se encantou com a forma de contas histórias, de propor visuais, de reinterpretar o mundo. Rosa é a maior carnavalesco que esse carnaval já despertou pro universo. Não fui amigo, não convivi, mas Rosa sempre me foi um norte do que eu imaginava sobre a vida: acreditar nas histórias, na poética, na arte. O carnaval não morre, pois quem o faz é imortal. Rosa, obrigado”.