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Três obras se destacam em definição da chave branca da Portela

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A equipe do CARNAVALESCO, através da série “Eliminatórias”, acompanhou mais uma etapa da disputa de samba-enredo da Portela para o Carnaval 2025. Abaixo, ao longo do texto, você pode conferir a análise de cada apresentação. Neste domingo, a escola definiu os classificados da Chave Branca. Sete sambas se apresentaram e as parcerias de Phabbio Salvatt e Poly da Portela foram cortadas ao final das apresentações e não continuam na disputa. Agora, com a junção das duas chaves, dez parcerias ainda sonham em embalar o carnaval 2025 da Azul e Branca de Madureira que vai homenagear Milton Nascimento.

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Parceria de Celso Lopes: O samba foi escrito por Celso Lopes, Charlles André, Marcos Laureano, Roberto Fármaco, Gadinele, Serginho Pavuna e Soninha Jurado. Comandada por Nino do Milênio, intérprete da União de Maricá, a equipe de vozes mostrou entrosamento e mostrou estar bem ensaiada permitindo que Nino ficasse à vontade com os cacos, vocalizações e comandando a galera no geral. A obra tem um tempero bem “mineirinho” como o homenageado, carioca de nascimento, grande ícone da música brasileira, mas, também, bastião da música mineira e da cultura da região como um todo. A linha melódica escolhida enfatizou tons mais alegres e o andamento permitiu, para a Tabajara do Samba, a sua já conhecida cadência aprimorada por mestre Nilo Sérgio. O samba tem mesmo um andamento “gostoso”, uma levada agradável, o único “senão” é talvez a falta de um trecho mais explosivo no samba. Os refrãos são muito bons, bastante melódicos, mas não tem o caráter de ataque. A quadra se envolveu um pouco mais com a obra do que com as duas primeiras parcerias e a torcida mostrou que veio bem ensaiada cantando boa parte da obra. Destaque melódica para a segunda do samba em especial no trecho Tem canoa descendo o rio de fiéis em devoção/Batuques… Rituais e cantorias caminham juntos na procissão”.

Parceria de Tião Sapê: O samba foi escrito por Tião Sapê, Hebinho da Portela, Bita da Portela, Luizinho da Light, Zé Maria, Marcelo Vai Vai e Ricardo Simpatia. Comandado por uma voz que tem história em Madureira, a parceria teve em Wantuir um grande fator para defender sua apresentação. A voz potente do cantor esteve bem ajustada com a obra e com os “apoios”. Wantuir, aliás, veio homenageando Milton Nascimento através da boina característica do “Bituca”. A linha melódica da obra combina muito bem com o caráter do enredo, tem a preciosidade melódica característica de um enredo que homenageia um grande ícone da música brasileira e tem uma pitada do “mineirês” característico da música que Milton defendeu por muito tempo e há muito tempo é referência. A obra “casa” muito bem com o andamento da ” Tabajara do Samba”, cadenciada. Entretanto, talvez, o único porém da apresentação, seja, justamente, que o andamento apresentado na quadra da Portela poderia ser ainda um pouco mais pra frente, até para valorizar ainda mais os bons e fortes refrãos como “Solto a voz, sou Portela!” E o trecho “É preciso ter força/É preciso ter raça!”. Contando com um bom número de componentes na torcida, a parceria apostou em trazer até passistas que dançaram bastante na apresentação. A quadra até que se envolveu com a obra, mas de forma ainda tímida.

Parceria de Samir Trindade: Além de Samir Trindade, a obra foi composta por Fabrício Sena, Brian Ramos, Paulo Lopita 77, Deiny Leite, Felipe Sena e JP Figueira. O desempenho de Tinga em eliminatórias é algo que já dispensa comentários, o cantor da Vila Isabel, como sempre, conduziu muito bem a obra junto de um time de vozes que já tem bastante entrosamento e conhecimento do trabalho do artista. Destaque para Gera que já foi intérprete oficial da Majestade do Samba. A obra traz uma negritude muito forte que marcou não só a música, mas a história de Milton Nascimento. Essa negritude, esse molejo, essa força já está presente de cara no refrão principal “Oxalá preto rei pra sambar Iyá chamou Oxalá preto rei pra sambar Anjo negro é o Sol que faz a Portela cantar Anjo negro é o Sol na minha Portela”. A obra também tem um caráter de versos construídos em uma linha melódica de notas mais alegres, pontuando bastante as finalizações antes dos refrãos, como nos versos “Onde Candeia é chama/Brilha Milton Nascimento”. O andamento mais cadenciado “casou” de forma bastante competente com a Tabajara do Samba, não se caracterizando em nenhum momento em arrastado, ao contrário, a firmeza principalmente dos refrãos puxava a obra para cima. A torcida fez sua parte , cantou bastante , pulou, sem muitos truques ou pirotecnia. E a quadra veio junto de uma forma concreta, ainda que não tenha sido um sacode.

Parceria de Toninho Geraes: O samba foi composto por Toninho Geraes, Eli Penteado, Alexandre Fernandes, Víctor do Chapéu, Paulo César Feital, Juca e Juninho Luang. A obra tem como virtude ser bastante puxada para um samba mais melodioso. A composição melódica é muito bonita e rica, utilizando-se de construções de harmonia que combinaram bastante ao longo da canção, não se caracterizando em nenhum momento no lugar comum das melodias, ainda que de fácil assimilação. No palco, a parceria apostou em unir os experientes Bruno Ribas e Emerson Dias auxiliados ainda por Chitão Martins, o que rendeu uma grande apresentação no palco com bastante energia e bem combinada na função de cada um. Bruno muito bem nas terças, vocalizações, Chitão mais reto e Emerson mais solto mexendo com a galera. A obra apresenta uma linha melódica muito interessante, muito própria que permite e favorece o canto, enfatizando uma linha mais alegre. Destaque para os dois refrãos e também o início da segunda do samba “Único, sopro sagrado, solfejo da américa/Acorde miscigenado e olhos de áfrica/Do lado esquerdo do peito, as notas e a métrica/Arrebatando poetas, compondo por mágica, bastante original”. O andamento também é algo importante de se elogiar, talvez o que mais permitiu que a “Tabajara do Samba” se soltasse dentro da sua linha mais cadenciada, com uma levada de caixas bem gostosa e dançante. O samba teve um bom retorno da quadra e trouxe uma torcida bem ensaiada que assim como algumas poucas da noite chegou e saiu cantando a obra a capela, quando não se tinha mais as vozes dos cantores.

Parceria de L. C. Máximo: O samba foi composto por Luiz Carlos Máximo, Manu da Cuíca, Buchecha, Belle Lopes, Ximeninho, Régis e Heitor César. Outra obra que apostou em trazer Milton a partir do ícone que é acima de tudo para a negritude deste país, com este aspecto sendo ressaltado no próprio caráter da obra. O samba trouxe referências do cantor, mesclando com a música a partir de uma melodia que também acaba se referindo a Milton por ser original e não ficar presa a harmonias convencionais. A virada do excelente refrão principal “Tá que tá caindo flor Senhora do Rosário Vem benzer nosso griô” em contraste com a cabeça do samba é um dos destaques da obra. Música bem característica e com assinatura da parceria. O andamento também foi positivo ao também se encaixar direito com as levadas da Tabajara do Samba. A parceria trouxe uma torcida que cantou de modo geral a obra. Foi mais uma torcida que também entrou e saiu cantando a obra a capela. A apresentação conseguiu mexer de forma interessante com a quadra, que não se manteve indiferente, ainda que não tenha sido o samba que mais empolgou. O trabalho do palco, comandado pela voz de Luiz Paulo Jr, mostrou entrosamento e bastante solidariedade com os apoios que participavam efetivamente do canto nos momentos certos.

Vai-Vai 2025: ouça o samba-enredo

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Compositores: Naio Denay e Francis Gabriel

MEU ALVENEGRO, MANTO SAGRADO
RAÍZ COROADA EM TANTOS CARNAVAIS
QUEM NUNCA VIU O SAMBA AMANHECER
VAI NO BIXIGA PRA VER, SÓ NO BIXIGA PRA VER

RAIOU! NO MAIS INSANO RITUAL
VAI VAI NESTE BANQUETE CULTURAL
PROFANO, DEVORA A ARTE
A ESSÊNCIA DE UM SONHADOR
BACANTE DE SER
O MAIS GENIAL MUNDANO DO VIVER
QUANTO PRAZER,
ESTE SANGUE BOM SABOREAR
COMER, BEBER ATÉ
TOMAR UM PORRE MUITO LOUCO

É “POIS ZÉ” REVOLUÇÃO DEU OFICINA
BIS: “POIS ZÉ” EIS A DESORDEM TEATRAL
“POIS ZÉ” INSPIRAÇÃO DA BELA VISTA
“ZÉ” REFERÊNCIA É XAMÃ É CARNAVAL

NA OUSADIA DA LIBERDADE
TROPICALISTA NA VADIAGEM
NO CAOS, NA LUXÚRIA NA LIBERTINAGEM
A LUZ NUA E CRUA DA SUA CORAGEM
TEM FOGO ARDENTE DE QUEM É VIRADO NO EXU!!
VOLTA “ZÉ” AO SOM DA MINHA BATUCADA
ASSINA DIREÇÃO DESSA FOLIA POPULAR
QUILOMBO SARACURA, EVOÉ! SARAVÁ!!

‘Pois Zé!’ Vai-Vai volta às origens, lota rua e define samba-enredo para 2025

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Por Gustavo Lima e Fábio Martins

Uma noite inesquecível marcou este domingo para a escola de samba Vai-Vai. A comunidade da Saracura pôde enfim retornar ao seu chão na Bela Vista. Uma final de samba-enredo na rua, grandiosa e lotada, que remeteu aos grandes tempos que a agremiação tanto gostava. Um evento em que o Vai-Vai viveu as suas características na mais pura essência. Sem dúvidas o componente e torcedor apaixonado pela escola retornou aos seus lares sorrindo de orelha a orelha, mostrando que o lema ‘Escola do Povo’ vive e muito. Se tratando da final, três obras estavam em disputa para ser a trilha-sonora alvinegra para o próximo desfile. O segundo samba-enredo a se apresentar, composto por apenas dois compositores, saiu vencedor. Por ter um refrão forte e de fácil assimilação, também era de agrado da comunidade. A parceria, formada por Naio Denay e Francis Gabriel contou com bastante torcidas, bandeiras e sinalizadores. Era perceptível o favoritismo da parceria. Assinado pelo carnavalesco Sidnei França, o tema do Vai-Vai para o Carnaval 2025 é intitulado como “O xamã devorado e a deglutição bacante de quem ousou sonhar desordem”. Uma homenagem ao ator e dramaturgo de teatro, Zé Celso.

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VaiVai et CompositoresCampeao
Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO

Obra feita em dupla: A primeira conquista e a experiência de vencer

O experiente compositor Naio Denay, que já venceu 11 sambas na escola, contou que persistiu em manter a parceria, mesmo que em dupla seja mais difícil, decidindo apostar no entrosamento com seu parceiro, que começou em 2017. “Você vê 15 caras, mas na verdade quem faz são três ou quatro no máximo. Esse ano a gente decidiu não fazer isso. Vamos lá se der os dois ou não. Como a gente já vem fazendo samba, decidimos continuar. Temos um entrosamento de muito tempo”, disse.

VaiVai et UmdosCompositores

Com família do Bixiga, o compositor Francis Gabriel venceu o seu primeiro samba na escola do coração. É um sonho de infância, disse o escritor. “É um sonho de infância. A minha família é do Bixiga. Desde que eu me entendo por gente eu frequento o Bixiga, mas sempre como músico ou folião. Em 2017 foi o meu primeiro samba com o tio Naio Denay e mais alguns parceiros. Agora é a realização de um sonho ganhar na minha escola do coração. Estou feliz da vida. Agora é festejar por três dias, três noites ou oito dias, oito noites”, declarou.

Como citado, o refrão forte e fácil pegou facilmente com a comunidade, especialmente pela frase “Vai no Bixiga pra ver, só no Bixiga pra ver”, que faz referência a um dos principais sambas alusivo da agremiação. Naio disse que os versos conquistaram o povo e aproveitou para falar sobre sua trajetória na Saracura e a diferença de vencer na rua. “É o tipo de refrão que pega no coração da comunidade. A gente como Vai-Vai, mesmo quando escuta um refrão tipo esse, pega no coração. Nós os pegamos. Eu cresci aqui, dentro do samba. Eu não tenho mais outra escola. Esse é o 11º samba que eu venço. Eu cresci ganhando samba aqui. Estar de volta aqui é a mesma emoção que eu tinha há anos atrás. O Vai-Vai é Bela Vista, Bixiga e não pode sair daqui”, comentou.

VaiVai et TrofeuCampeao

Francis aproveitou para agradecer à organização chamada Bate Fundo, que ajudou a parceria com camisas e outras questões financeiras. “Aqui a gente também vem de uma comunidade do movimento do samba, que é o Bate Fundo. Aquele povo lá correu junto com a gente. Fizemos camiseta, fizemos rifa, fizemos pagode e o povo veio junto. Estamos levando esse título para essa galera também”, completou.

Dinâmica diferente e importância do Vai-Vai na rua

O presidente Clarício Gonçalves falou sobre a dinâmica feita para a escolha do samba, que primeiramente começou com audições internas, depois passou para a Fábrica do Samba, até chegar à final. De acordo com o presidente, a decisão na rua foi crucial para ouvir melhor a melodia, pois o som ajudou juntamente à bateria. “Nós começamos a eliminatória dentro da Fábrica, o som lá é abafado. A comunidade em si, cada um opinou por um samba, mas só que, aqui na rua deu para sentir que a melodia junto com a bateria a céu aberto e como funciona. Chamamos o pessoal, os representantes de cada samba e dissemos que qualquer um deles teria que ser mexido na letra e não na melodia. Porém, o samba que na nossa visão se destacou, foi o samba oito, que vai ser o nosso hino para o Carnaval 2025”, explicou.

VaiVai et PresidenteClaricio2

Contando do evento na Rui Barbosa, o gestor agradeceu os órgãos públicos, a bancada feminista e ao prefeito Ricardo Nunes. “Eu não posso deixar de agradecer o prefeito Ricardo Nunes e a todos os órgãos. A bancada feminista que nos ajudou, porque nós somos uma escola apartidária. Agradecemos também a comunidade em geral. Nós abraçamos esse momento único. O horário era até às 21h, nós sempre vamos procurar respeitar para que a gente não incomode os vizinhos que estão nas redondezas, mesmo sendo no bairro do Bixiga. Isso é que o povo do Vai-Vai entendeu e graças a Deus terminamos no horário combinado. Passamos 10 minutos, mas só a satisfação de ver essa comunidade em peso no nosso chão, no nosso solo é muito gratificante. Eu espero que através dessas parcerias, nós consigamos repetir esse evento maravilhoso que foi essa final”, afirmou.

VaiVai et PresidenteClaricio 1

Diretor geral da agremiação, Luiz Robles, também comentou sobre a dinâmica e exaltou o refrão da obra escolhida. De acordo com o gestor, fala muito sobre a história do homenageado Zé Celso. “Foi mudada toda a dinâmica do que o Vai-Vai vinha fazendo e a gente até mesmo se perguntava se isso tudo ia dar certo. Quando a gente começou a fazer os tiras dúvidas, os próprios compositores começaram a elogiar a organização e a forma de trabalho. E aí já pensamos que estamos no caminho certo. E curiosamente esse samba oito na audição e alguns momentos que ele teve com a gente tirando dúvida, esse refrão guardou. Ele falou: ‘Não vou apresentar para vocês que é meu trunfo para ganhar a disputa’. A gente quando escutou a primeira vez na apresentação, tinha a certeza de que era um refrão com uma sacada muito boa. Ele resume praticamente toda a história do Zé Celso. A escolha foi a melhor para a escola levando em conta vários fatores. Vamos desfilar de manhã, a melodia, toda essa característica do samba que é forte, para frente e exalta muito a escola também. Isso mexe com o brio da comunidade”, destacou.

robles vaivai

Entrega da batucada não vai faltar

Um dos mestres da ‘Pegada de Macaco’, mestre Beto, disse que ficou satisfeito com a obra escolhida e que venceu a correta. Da parte dele não vai falar entrega. “A gente tinha 19 obras, duas desistiram, fomos com 17 e foi indo até sobrar as melhores entre as melhores. Eu falei para o presidente da escola, para o diretor-geral e para o mestre Tadeu, que da minha parte ia fazer arranjos, entregar a bateria pronta para a escola desfilar, qualquer que fosse o samba que ganhasse. O 2, o 12 e o 8 eu ia abraçar como se fosse a minha filha e fazer o melhor para a escola. Foi uma eliminatória muito boa, a bateria tinha 165 pessoas, a escola permaneceu e ganhou o samba oito, que era o que tinha que ganhar”, declarou.

mestre beto vaivai

Beto falou sobre o formato e exaltou a grande festa que o público vai-vaiense proporcionou nesta noite. “Vamos trabalhar com a verdade: O Vai-Vai não tem um CEP hoje. A gente tem a Fábrica do Samba, que é cedida para as 14 escolas do Grupo Especial e o presidente Clarício está correndo para alugar um lugar para realizar os ensaios. A gente teria que fazer seja no estúdio do CARNAVALESCO ou na minha casa a escolha do samba. Tivemos a primeira eliminatória interna e depois fomos para a Fábrica aos finais de semana. Hoje foi uma bela festa na bela vista com um público muito grande”, afirmou.

VaiVai et MestreBeto 1

Missão de jurado e critério de escolha

O carnavalesco Sidnei França citou o processo de escolher o hino vencedor, visto que segundo o próprio, não havia uma certeza absoluta na sua ótica. Mesmo assim, o profissional opinou que a letra é rica e a melodia combina com o componente alvinegro. “Foi um processo um tanto quanto doloroso porque nós tínhamos algumas opções de sambas para escolher e foi bastante difícil. Não foi um concurso que tinha um samba disparado que você falava ‘tem que ser esse’. Nós tínhamos pelo menos três opções de sambas para escolher para o Vai-Vai e acabou escolhendo o samba do Naio e do Francis. O samba oito tem uma capacidade para além da informação que a letra traz. A melodia conversa muito com o vai-vaiense e com a identidade da escola. Hoje isso se afirmou, porque nós fizemos três domingos. Dois na Fábrica do Samba e a final aqui na rua na Rua Rui Barbosa”, disse.

VaiVai et CarnavalescoSidneiFranca

O artista contou sobre os jurados que tiveram a missão de debater e definir o samba-enredo da Saracura para o Carnaval 2025. Sidnei e membros da sua equipe entram com o contexto do enredo e outras pessoas falam da parte musical. “Os jurados foram a Tati que é uma pessoa da minha equipe. A Tatinha faz as pastas de jurados do Vai-Vai. Ela trabalha nessa questão de defesa. Eu, a Tati, Paulo Rogério, Danilo que é o diretor musical da escola, Mestre Tadeu e Zé Carlinhos. Também teve o Coque da direção musical da escola. Fomos nós sete que tivemos essa missão de escolher o samba. É claro que eu busco neles um amparo musical, porque eu não sou da música, eu sou da visualidade e eles buscam em mim a certeza de que o enredo, a identidade do desfile que eu estou pensando está contemplada por esse samba. Neste encontro de letra e melodia, os outros cinco falaram muito de musicalidade e eu e a Tati falamos muito de letra, de entendimento da narrativa do enredo a partir do samba contado e não só cantado e é isso então buscamos. Foi um processo onde conseguimos um consenso através de algumas reuniões de discussões internas para o melhor para o Vai-Vai”, revelou.

VaiVai et 1

Sidnei é uma das pessoas que mais bate na tecla sobre a identidade cultural do Vai-Vai. O carnavalesco se viu em um dia especial na volta da comunidade para o seu lugar. “E aí tinha uma incógnita como a escola vai reagir na rua, que é onde o Vai-Vai é mais Vai-Vai, inclusive. É na rua que o Vai-Vai se revela uma escola realmente de fato do povo e aqui apenas chancelou que a gente já vinha percebendo o quanto o samba vencedor dialoga não só com enredo, mas com o coração da comunidade e hoje eu vejo que foi um dia muito especial para além da escolha do samba: O Vai-Vai retornar para Bela Vista”, concluiu.

‘Só no Bixiga pra ver’

Intérprete do Vai-Vai sendo cria da escola, Luiz Felipe enalteceu as eliminatórias e a final feita na rua, onde diz que ali mora a agremiação. “Foi uma eliminatória muito produtiva, onde tiveram 17 obras e classificaram-se oito (para semifinal). Chegamos à escolha de uma que é a que vamos embalar no Carnaval 2025. Na rua é um resgate. A gente se emocionou até no começo com muita gente da escola chorando, porque o Vai-Vai é rua, Vai-Vai é povo, Vai-Vai é isso aqui que a gente viu. Isso resgata o nosso orgulho de ser Vai-Vai a cada dia”, afirmou.

VaiVai et InterpreteLuizFelipe 2

O cantor tem uma característica de ficar no meio do povo e da bateria durante as apresentações. Luiz contou que isso é feito para sentir o clima do samba e qual a comunidade prefere, pois não é jurado. “Eu sou do povo, eu sou o cantor. Não sou jurado, mas faço parte do povo. Eu fico sentindo a comunidade, qual o samba que eles gostam. É um samba que é a cara do Vai-Vai também. A bateria estando junto na rua com o povo, nós sentimos o termômetro da coisa e é o samba oito”, comentou.

VaiVai et Enredo

O músico foi mais um a falar que o samba é a cara da escola. Sendo assim, com a aprovação dos departamentos e comunidade, a escolha do Vai-Vai foi certeira. Luiz diz que almeja estar no Desfile das Campeãs em 2025. “É um samba que tem a cara da escola. O refrão muito apelativo, um refrão que já orgulha o vai-vaiense: ‘Meu alvinegro manto sagrado’. Frases impactantes e um samba com o nosso carnavalesco também participando ativamente com a comissão dentro do enredo. Agora vamos buscar nosso objetivo, se Deus quiser é estar nas campeãs”, finalizou.

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Após sucesso da ‘Noite dos Enredos’, Liesa prepara três dias de minidesfiles em dezembro

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A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), na última semana, bateu o recorde de público da Cidade do Samba, quando oito mil pessoas estiveram na festa de apresentação dos enredos para o Carnaval 2025. Chamada de ‘Noite dos Enredos”, o evento mexeu com o público e com os dirigentes da Liesa. Agora, o presidente Gabriel David revelou ao site CARNAVALESCO que os minidesfiles, que acontecem em dezembro, vão ter mais um dia de exibições. As datas ainda vão ser definidas, mas provavelmente na primeira quinzena de dezembro.

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gabriel liesa
Foto: Vítor Melo/Divulgação Rio Carnaval

“Esperem três dias de minidesfiles. Sexta, sábado e domingo. Com entrada franca. O máximo que eu puder a minha gestão terá entrada franca na Cidade do Samba. Quero que o local pertença a todos. Todos eventos que as escolas quiserem fazer para elas a Cidade do Samba sempre será cedida de graça”, disse Gabriel David.

O presidente da Liesa revelou ainda que para os desfiles do ano que vem, pela primeira vez, todas 12 escolas de samba do Grupo Especial vão poder testar o som e luz oficial da Marquês de Sapucaí.

“Os ensaios técnicos vão ser em janeiro. Já comecemos simpósios sobre os quesitos de julgamento e vamos receber todos os candidatos a prefeito do Rio. Teremos também, uma semana antes dos dias dos desfiles oficial, os ensaios técnicos, abertos ao público, com teste de som e luz, pela primeira vez, para todas 12 escolas, com entrada grátis, de quinta a domingo (20 a 23 de fevereiro de 2025), com três agremiações por dia”, contou Gabriel.

Perguntado sobre o balanço da ‘Noite dos Enredos’, Gabriel David disse que o evento foi histórico e entrou para o calendário anual da Liga.

“Foi uma noite histórica para todos. O carnaval está em alta e na moda. Uma união de forças que abraçou essa ideia e fez acontecer. No início queria fazer o evento para o público tocar no palco e foi muito mais do que isso. O maior evento, em quantidade de público, da história da Cidade do Samba. Motivo de orgulho para todos. Os diretores de carnaval das escolas foram os maiores produtos. Depois do sorteio, que tivemos alguns deslizes, tomei decisão de chamar para que eles pudessem produzir com os diretores da Liesa. Foi um evento muito difícil, principalmente, pela troca de palco entre as escolas, mas que deu tudo certo. Tentei não assistir aos ensaios das escolas. Fiquei mais olhando a produção. Queria me surpreender. Elas tiveram um palco para trabalho o enredo. Vieram criações inovadoras e únicas. Tivemos oito mil pessoas na Cidade do Samba. O público assistiu e interagiu com os espetáculos. Mostra a força do carnaval, em pleno agosto, e o evento mais popular foi de carnaval, de escola de samba. Fizemos um evento em uma sexta-feira e a lotação foi máxima”, finalizou Gabriel David.

Conjunto de fantasias de grande nível é apresentado no ‘cassino da Roseira’

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Pouco tempo depois de escolher o samba-enredo que irá ditar o ritmo do Carnaval 2025, a Rosas de Ouro, uma semana após, realizou a sua Festa dos Pilotos na noite deste sábado em sua quadra, denominada como “Uma Noite No Cassino”. O evento contou com exibições de gala das fantasias. Um conjunto colorido e de fácil leitura de acordo com o tema. Um misto de luxo com simplicidade, mas todas as vestimentas extremamente criativas. Uma passarela foi criada para o desfile dos componentes com as roupas e sons de representações do contexto de cada fantasia eram colocados em paralelo às apresentações. Fechando a festa, o intérprete Carlos Jr soltou a voz com o samba-enredo escolhido na sexta-feira da semana passada. “Rosas de Ouro em uma Grande Jogada!” é o título do enredo da entidade para 2025, sendo assinado por Fábio Ricardo.

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Pesquisa, trabalho técnico com excelência e promessa de melhora

O carnavalesco Fábio Ricardo, responsável pela concepção de todas as fantasias apresentadas, celebrou o que se viu na festa, elogiando o ateliê e o seu trabalho de pesquisa. O profissional ainda diz que precisa ir além para mostrar o melhor desempenho no Anhembi. “O sentimento eu acho que é muito mais técnico. Muita pesquisa, muito estudo, muito debate e muita dedicação de todos que são da escola, principalmente na parte do ateliê. É um pouco de cada coisa que se dá aquele resultado de organização e de gestão. Agora é trabalhar para dar continuidade. É de muita organização desde a pesquisa, escolha do enredo para chegar a esse pequeno resultado, que é o que a gente ainda tem que trabalhar muito para ir pra avenida”, comemorou.

fabinho rosas

O artista contou que usa o evento dos protótipos como um verdadeiro teste das fantasias, além de avaliar a si mesmo. Fábio também destacou que está na lista de melhores festas da carreira. “Eu não sou muito de bater palma para o meu trabalho. Não sou muito falar que está lindo e maravilhoso. Ali eu estou procurando a estética da roupa, se está funcionando, se vai dar o brilho, o efeito, o tamanho certo… A Festa de Pilotos foi feita para isso. Eu mesmo me julgo. Mas o resultado dentro de toda a minha carreira foi um dos meus melhores. Já está na minha lista. Claro que desde 2014 que eu não tenho uma festa igual essa. Estar fazendo evento com um nível desses, eu estou muito satisfeito”, disse.

O jogo vai virar! Rosas de Ouro escolhe samba da parceria de Aquiles da Vila para o Carnaval 2025

Fábio elogiou o astral da comunidade da Roseira, relembrando o último desfile. De acordo com o carnavalesco, a agremiação quer ganhar o carnaval nesse ritmo. “Eu tenho falado já há muito tempo, desde a avenida. Eu falo que a escola saiu da pista com essa energia incrível, teve outro evento aqui e eu senti a mesma coisa. Eu chamei o diretor de carnaval e falei: ‘Você está vendo isso? A mesma energia que vocês saíram da avenida, que essa força de vontade, é a mesma que vocês vão ganhar. Não deixe essa energia se espairecer’. A escola quer ganhar e ela vai fazer o exercício de casa para conseguir, completou.

Acertos da escola: Carnavalesco, enredo e samba

Membro da direção de carnaval, Evandro Souza elogiou o enredo e revelou que o tema foi pensado visando a plasticidade e fácil leitura. “Eu acho que é um pouco do reflexo da escolha do nosso enredo. Quando estudamos lá atrás, a gente pensou na leitura dele e na possibilidade de fazer um visual bonito para a escola. Eu acho que com as fantasias a gente conseguiu cumprir esse objetivo. As alegorias lá no Anhembi vocês vão poder também comprovar que está indo pelo mesmo sentido”, contou.

evandro rosas

O diretor enalteceu o trabalho do carnavalesco Fábio Ricardo e, de acordo com o próprio, o artista parece estar na comunidade da Brasilândia há um tempo pela fácil adaptação na agremiação. “O Fábio veio para a Rosas de Ouro, mas parecia que ele já era da escola há um bom tempo. Ele se enturmou muito fácil, é um cara muito inteligente, muito humano e se adaptou rápido. É uma maneira diferente de trabalhar e eu acho que tem dado muito certo. Ele é um cara parceiro que trabalha pensando na escola também e acho que ele vai render bons frutos”, afirmou.

Exaltando a qualidade do samba-enredo escolhido na sexta-feira da semana passada, Evandro disse que o clima no evento estava ótimo e tudo foi feito como pensado. “Foi espetacular. Eu acho que conseguimos atingir o que a gente estava querendo. Quando a gente pensou no evento, era isso. Juntar o lançamento do samba-enredo com a fantasia para dar aquele ‘up’ na galera. O samba, em pouco tempo, já cresceu bastante. A gente teve só a final e já deu para notar que ele é diferenciado. Tem a cara da escola, o samba que o pessoal da comunidade gosta. É leve, fácil, para cima e eu acho que a gente está no caminho certo mais uma vez”, concluiu.

Liberdade para os profissionais e o objetivo de deixar a comunidade feliz

Vice-presidente da Rosas de Ouro, Osmar Costa, contou que o objetivo do seu trabalho é colocar na pista as ideias que o seu carnavalesco deseja. O mandatário comemorou o sucesso da festa. “A cada ano que passa, a nossa vontade sempre é tentar entregar o projeto 100% do jeito que o carnavalesco quer. A gente procura, depois dos protótipos, entender também a funcionalidade de cada fantasia, porque ela é feita e não é tão testada. Aí a gente já fez um test drive de uns 20 minutos. Agora tem que pegar o feedback dos componentes para encontrar facilidade. Eu também estou muito feliz com o resultado. A gente conseguiu se organizar e fazer uma entrega com tranquilidade para essa festa. O prazo estipulado para o pessoal de ateliê entregar os pilotos foi respeitado. Nós queremos ver a comunidade feliz e sentimos uma aprovação geral”, comentou.

vice rosas

Osmar revelou uma história interessante. Antes de contratar o carnavalesco Paulo Menezes, que assinou três carnavais pela agremiação, havia tentado Fábio Ricardo, mas esbarrou na questão financeira. O gestor contou que está deixando o profissional a vontade para realizar o seu serviço. “Quando eu contratei o Paulo Menezes, na verdade eu conversei com o Fábio. A gente acabou não chegando a se acertar financeiramente em função eu acho que da cabeça dele que ainda estava respirando o ar do carnaval do Rio de Janeiro, que tem mais recursos. Talvez ele não tenha naquele momento entendido a realidade do carnaval de São Paulo. Agora que ele chegou, captou rapidamente o que é ser Rosas de Ouro. Ele assistiu alguns desfiles, acompanhou algumas coisas, ouviu bastante as pessoas e eu deixei ele bem à vontade”, declarou.

Falando das questões financeiras, o vice cita que sempre há de se bancar financeiramente o que se propõe a realizar para entregar corretamente. “Se eu trago uma pessoa que vai colocar um projeto na avenida, a única coisa que eu preciso entender é se a minha comunidade está de acordo com aquilo que está sendo apresentado e se eu vou ter condições de bancar aquela história. Quer financeiramente, quer na execução. Você também tem que terminar tudo aquilo que eventualmente o cara propôs a se fazer. Estou muito feliz com o Fábio, que acertou na veia. Ele deixou as pessoas muito felizes. Eu trabalho na Rosas de Ouro exatamente para ver a comunidade feliz. Eu sentindo que tem aceitação das coisas, para mim é o mais importante”, finalizou.

Quarta noite de eliminatórias tem grandes apresentações no Salgueiro

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O Acadêmicos do Salgueiro realizou, no último sábado, a quarta noite de eliminatórias de samba-enredo rumo ao carnaval de 2025. A equipe do CARNAVALESCO, através da série “Eliminatórias”, esteve presente. Ao todo, 10 obras se apresentaram no último sábado. No início da próxima semana, serão divulgados os sambas que seguem no concurso da Academia. Veja abaixo como passou cada parceria. * OUÇA AQUI OS SAMBAS

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Parceria de Fred Camacho: A primeira obra a se apresentar foi a da parceria de Fred Camacho, Luiz Antonio Simas, Eri Johnson, Diego Nicolau, João Diniz, Guinga do Salgueiro, Fabrício Fontes, Wilson Tatá, Gustavo Clarão e Francisco Aquino. O samba foi conduzido pelo intérprete Thiago Brito com os apoios de Diego Nicolau, Juan Briggs e Rodrigo Tinoco. O refrão principal foi o maior destaque da obra durante a apresentação, sobretudo o trecho “Na curimba o meu tambor é brabo/ Corpo fechado, saravá seu Zé/”. A torcida, em bom número, contou com bandeiras vermelhas e brancas.

Parceria de Paulo Cesar Feital: Paulo Cesar Feital, Benjamin Figueiredo, Tiãozinho do Salgueiro, Rodrigo Gauz, Tomaz Miranda, Patrick Soares, Gilberth Castro, Osvaldo Cruz, Bruno Papão e Vagner Silva são os autores da segunda obra que se apresentou na noite de eliminatórias do Salgueiro. O samba foi bem defendido por Leonardo Bessa, Dowglas Diniz, Chicão e Wic Tavares, que deu uma musicalidade muito bonita à obra. A torcida esteve presente em bom número e contou com balões e bandeiras nas cores da escola, além de ter se mostrado muito empolgada. Também havia um grupo de homens vestidos de malandro. O refrão principal, “Zum zum, zum, zum// Vem escola de malandro, seu zé//Inimigo cai, eu sou bamba, fico em pé// Avenida é terreiro, a encruza, meu lugar// Ai que lindo, salgueiro// Vai pegar fogo no gongá”, foi o grande destaque. A se destacar, também, em termos de letra, a referência clara ao intérprete Quinho, com uma linda história na escola, o que empolgou os presentes na quadra.

Parceria de Marcelo Adnet: A terceira parceria a se apresentar foi de Marcelo Adnet, Fabiano Paiva, Gustavo Albuquerque, Baby do Cavaco, Andre Capá, Bruno Zullo, Rafael Castilho, Marcelinho Simon, Luizinho do Méier e Raphael Donato. A obra foi magistralmente conduzida pelo intérprete Wander Pires, que contribuiu muito para a forte apresentação do samba. A torcida esteve presente em bom número com bandeiras com o pavilhão do Salgueiro. O samba foi muito cantado pela torcida e por muitas pessoas presentes na quadra. O refrão do meio, “Ê, baiana, quem te deu esse gingado?// Fui eu, fui eu, o que tira mal olhado// Ê, baiana, tem mandinga, tua gira encantou// Te banhei de água de cheiro e aroeira de xangô”, foi o grande destaque, sobretudo pela melodia. A cabeça do samba também foi destaque, além do refrão principal também com referências ao intérprete Quinho. A obra foi um dos destaques da noite.

Parceria de Moisés Santiago: O samba de Moisés Santiago, Gilmar L. Silva, Aldir Senna, Orlando Ambrosio, Richard Valença, Wilson Mineiro, Gigi da Estiva, Alexandre Cabeça, Marcelo Fernandes e Leandro Thomaz foi o quarto a se apresentar, defendido por Zé Paulo Sierra e Serginho do Porto. A torcida marcou presença com bandeiras amarelas e outras nas cores do Salgueiro. A parceria também apostou em um grupo performático, com pretos velhos, pombagiras, Exus e malandros. O bis em que se repete “Salgueiro é de Umbanda”, na cabeça do samba, foi destaque na apresentação, muito bem cantado pela torcida e parte da quadra. A apresentação foi, de modo geral, muito animada, o que elevou o astral da quadra. A torcida saiu da quadra cantando o refrão do samba a plenos pulmões.

Parceria de Tico do Gato: A parceria de Tico do Gato, Samir Trindade, Tião Casemiro, Romeu d’ Malandro, Gladiador, Geraldo M. Felicio, William Ramos, Josy Pereira, Telmo Augusto e Igor Leal foi a quinta da noite. O samba foi defendido pelo intérprete Pixulé, que deu uma boa “pegada” à obra. O samba careceu, no entanto, de um momento de forte explosão. O refrão principal, “Eu vou seguir sem medo//Vestido de vermelho//Mil cairão ao meu lado//Tenho o corpo fechado//Eu sou Salgueiro”, foi o grande destaque. A torcida, em menor contingente comparada a outras da noite, contou com bandeiras nas cores da escola.

Parceria de Luiz Pião: O samba de Luiz Pião, Lis Salgueiro, Nego Viny, Vinicius Xavier, Licio Pádua, Vitor França, Gegê Fernandes, Alace Machado, Dário Lima e Andressa Castro foi o sexto a se apresentar na noite. Ciganerey, Wantuir e Niu Souza foram os responsáveis pela condução da obra. A torcida esteve em contingente reduzido, mas contou com bandeiras nas cores do Salgueiro. A parceria também apostou em homens vestidos de malandros. O refrão do meio, com uma boa sacada em termos de letra, “Reis do cangaço, credo e cruz, vixe Maria// Quando Moreno benzia, sua voz enfeitiçava// Destemido do Sertão//Nem a morte amedrontava”, foi destaque. Também merece menção a utilização, no início da segunda do samba, de uma referência a um ponto de Cabocla Jurema, “Jurema ê ê/ Jurema ê á”, que deu uma bela musicalidade ao samba em termos melódicos.

Parceria de Xande de Pilares: A obra de Xande de Pilares, Pedrinho da Flor, Betinho de Pilares, Renato Galante, Miguel Dibo, Leonardo Gallo, Jorginho Via 13, Jefferson Oliveira, Jassa e W. Correa foi a sétima a se apresentar. A introdução da obra foi feita pelo cantor e compositor Xande de Pilares, o que já contagiou, de cara, o público presente. Pitty de Mendes e Charles Silva deram um show e impulsionaram o desempenho do samba. A torcida marcou presença em ótimo número, com luzes e bandeiras nas mãos. Era possível notar torcedores da obra em diversos lados da quadra e, inclusive, com bandeiras nos camarotes. O rendimento da obra foi muito bom na quadra, com destaque para o refrão principal “Macumbeiro, mandingueiro, batizado no gongá//Quem tem medo de quiumba, não nasceu pra demandar//Meu terreiro é a casa da mandinga//Quem se mete com o Salgueiro acerta as contas na curimba”. O último verso da obra, “Sou eu, malandragem de corpo fechado”, foi muito cantado pela torcida e o público presente. A obra explodiu na quadra e foi destaque na noite.

Parceria de Marcelo Motta: Marcelo Motta, Rafa Hecht, Thiago Daniel, Clairton Fonseca, Júlio Alves, Kadu Gomes, Alex Oliveira, Daniel Paixão e Fadico são os autores da oitava obra que se apresentou na quadra do Salgueiro. O samba foi defendido por Tinga, que deu o seu tradicional show e incendiou a quadra. A torcida esteve presente em ótimo número e contou com bandeiras nas cores da escola. O refrão principal foi o grande destaque da obra, sobretudo o trecho “Quem não pode com macumba não se mete com o Salgueiro”. Também teve ótimo rendimento o trecho que faz referência ao ponto de Xangô, “Xangô, meu pai, amarra o inimigo e dá um nó”, além do trecho “Na Silva Teles, cazuá, reassentei meu orixá//Pra retomar o tempo de vencer!”, que também foi bem cantado. A obra também se destacou na noite de eliminatórias do Salgueiro.

Parceria de Edu Chagas: O nono samba foi o de Edu Chagas, Professor Avenas, Baez, Vânia Moraes, Walter Lopes, Beto Bombeiro, Luiz Vieira, PC Lopes, Silvia Santana e Pedro Bastos. A torcida, em contingente menor, contou com um grupo performático e entrou na quadra cantando trechos da obra. O refrão principal foi a parte mais cantada da obra, que careceu, porém, de uma grande explosão.

Parceria de Ian Ruas: O samba de Ian Ruas, Caio Miranda, Zé Carlos, David Carvalho, Luiz Fernando, Luana Rosa, Fabiano Mattos e Claudia Balthazar teve a missão de encerrar a noite. A obra foi defendida por Bruno Ribas, Vitor Cunha, Chicão e Nino do Milênio. A torcida esteve em bom número e contou com bandeiras vermelhas. Destaque para o refrão principal, “Torrão, corpo fechado!//Preto velho mandingueiro//Vibra em nossa oração!//Torrão abençoado//Meu Salgueiro pede proteção!”.

Quatro sambas se destacam na primeira noite de eliminatória da Mangueira

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A equipe do CARNAVALESCO, através da série “Eliminatórias”, acompanhou a primeira etapa da disputa de samba-enredo da Mangueira para o Carnaval 2025. As parcerias de Dulce Santos e Binho Percussão. A próxima fase é no sábado que vem, dia 14 de setembro. * OUÇA AQUI OS SAMBAS CONCORRENTES

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Parceria de Patrícia Mendanha: A terceira parceria a se apresentar foi a de Patrícia Mendanha, Márcio Oliveira, Marcelo Marrom, Marquinho Valério, Nurynho Almawi e Vinícius da Toka. O samba é bem melódico, com destaque para a primeira parte do mesmo, em especial versos “Vamos resgatar/A memória que aqui chegou/Nas águas da kalunga grande/Mãe África nos presenteou”. Os refrões são interessantes e cumprem bem o papel de levantar os componentes. Tem potencial para crescer ao longo da disputa.

Parceria de Taroba: A quarta obra a subir ao palco foi composta por Taroba, André do Cavaco, Celso Tropical e Emanuel Apoteose. Cantado por Taroba. Tem um refrão do meio interessante, “O rio e o mar num abraço profundo/Memórias submersas ficaram guardadas/Força vital nos guia num canto fecundo/No espelho d’água o invisível mundo”, porém o samba apresenta alguns trechos, em especial na segunda parte, com um ritmo mais devagar e com uma disposição de rimas não favorecem ao melhor rendimento.

Parceria de Lacyr D’Mangueira: O samba de Lacyr D’Mangueira, Rubens Gordinho, Juninho Luang, André Ricardo Gonçalves, Celsinho M Godoi e Bruno Oliveira Lima foi o quinto da noite. Cantado por Bruno Ribas, foi bem defendido por ele e pelos cantores auxiliares. Uma apresentação animada com versos que chamam a atenção, em especial na primeira parte do samba, focada na travessia e chegada dos bantos, e em ambos os refrões, que também tem uma linha melódica muito interessante, com destaque para o final “Eu sou cria, sou banto, filho deste chão/Alvorada que desperta uma nação/A flor da terra, alma brasileira/ Eu sou o samba da Estação Primeira”. Os versos que sobem para o refrão final também são muito bons. Foi um dos destaques da noite.

Parceria de Kátia Rodrigues: Kátia Rodrigues, Alex de a Souza, Ruy de Barros, Rafa do Quintal, Diogo Corso e Alexandre Naval compuseram o sexto samba da noite, cantado por Pixulé. O samba é bem ritmado, tendo uma boa apresentação na noite. Chamou a atenção os versos “Kavungo ê! Cafungê, Aluvaiá!/Kaiango sopra o vento para o novo alumiar/Kavungo ê! Cafungê, Aluvaiá!/Renasce à flor da terra a Pequena África”, além dos trechos na segunda parte, após o refrão, nos versos em que começa a subir com “Vou embora pra Gamboa…”. Tem muito potencial para crescer ao longo da disputa da escola.

Parceria de Lequinho: O sétimo samba a estar no palco foi o de autoria de Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Júlio Alves, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim. Tinga e Pitty de Menezes foram os cantores da obra, que teve uma apresentação com rendimento muito bom, bem consistente e empolgante na quadra, sendo uma das melhores da noite, com destaque. O samba é bem melódico dando vontade de cantar e sintetiza bem muitos pontos apresentados na sinopse. Com muitos trechos interessantes e bem trabalhados, destaque para os refrões: “Bate folha para benzer pembelê, kaiangô/Guia meu camutuê, mãe preta me ensinou/Bate folha pra benzer, pembelê, kaiango/Sob a cruz do seu altar inquice incorporou” e “Sou a voz do gueto, dona das multidões/Matriarca das paixões, Mangueira/O povo banto que floresce nas vielas/Orgulho de ser favela”.

Parceria de Chacal do Sax: O oitavo samba da noite, de autoria de Chacal do Sax, Fábio Martins, Marcelo Martins, Bruno Vitor, Jean do Ouro, Pastor Gaspar, foi cantado por Emerson Dias, que conduziu o samba de forma bem animada e ajudou no rendimento da obra, que explica bem o enredo. Ela apresenta um bom crescimento para o refrão final, “Eu sou ‘mais um silva’, do buraco quente/Da massa funkeira, sou linha de frente/Cria de mangueira, produto do nosso quintal”, que faz parte de uma segunda parte interessante como um todo, tanto letra quanto melodia, já falando sobre o legado banto no Rio.

Parceria de Pedro Terra: Nono samba da noite foi de Pedro Terra, Gustavo Louzada, Compadre Xico e Valtinho Botafogo, sendo Gilsinho o cantor. A obra é bem poética, com destaque a primeira parte do samba como um todo, para a parte anterior ao refrão final, citando as históricas porta-bandeiras Neide e Mocinha numa estrofe referenciando a própria escola: “A Mangueira de banto é/É macumba de santo, é/Inquice que gira, canjira que diz no pé/É o doce bailado de Neide e Mocinha/Onde a menina se torna rainha/Orgulho do gueto, do povo preto a dinastia”. E o refrão final que inicia de forma bem poética: “Meu futuro é ancestral, Mangueira…”. A apresentação mostrou que este samba tem potencial também para crescer na disputa.

Parceria de Deivid Domenico: A décima obra da noite foi composta por Deivid Domenico, Felipe Filósofo, Oscar Bessa, Dr. Jairo, Danilo Firmino, Gegê Fernandes e defendida por Wantuir. Foi uma apresentação bem animada do samba, que é bem melódico e bem poético, com o início da primeira parte bem chamativo com uma ordem: “Preto, toda vez que olhar no espelho/Lembre dos seus ancestrais”, ato que vai correr ao longo do samba de diversas formas e destaca entre as parcerias. Chama a atenção também a segunda parte da obra, em especial os versos: “Sonhei que Zaze fez raiar a noite/Ao ressoar os atabaques com perfume de dendê/Acordei nos braços dessa batucada/Pra ver sorrir a molecada da Estação Primeira do Amanhã”. Também foi um dos destaques da noite na escola.

Parceria de Ronie Oliveira: Último samba da noite, a parceria de Ronie Oliveira, Jotapê, Giovani, João Vidal, Miguel Dibo e Cabeça Ajax, foi cantada por Matheus Gaúcho, que conduziu muito bem o samba numa boa apresentação. A obra é bem construída, tendo destaque a subida antes do refrão final: “Dê um ‘dengo’ mãe… Teu ‘moleque’ é valentia/Quem é cria lá do morro, faz nascer a poesia/Dê um ‘dengo’ mãe… Teu ‘moleque’ foi vencer/Quem é cria lá do morro, faz um novo alvorecer”. Ambos os refrões também são muito bem construídos, além da primeira parte também ser bem chamativa musicalmente. A parceria encerrou bem a noite na Verde e Rosa.

‘Assina Cazuza!’ Camisa Verde e Branco define samba para o Carnaval 2025

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Por Fábio Martins e Lucas Sampaio

O dia nasceu feliz na Barra Funda. Em pleno amanhecer do domingo, o Camisa Verde e Branco definiu o samba com o qual homenageará o músico Cazuza no próximo carnaval, em festa realizada na Fábrica do Samba. Após a apresentação dos quatro finalistas, a obra escolhida foi a da parceria formada pelos compositores Silas Augusto, Claudio Russo, Rafa do Cavaco, Turko, Zé Paulo Sierra, Fabio Souza, Luis Jorge, Dr. Elio e Bruno Giannelli. O Trevo será a sétima escola a se apresentar na sexta-feira pelo Grupo Especial de São Paulo em 2025 com o enredo “O tempo não para! Cazuza – o poeta vive!”, assinado pelo carnavalesco Cahê Rodrigues. A festa organizada pelo Camisa contou com diversas atrações. Aproveitando para celebrar o aniversário de 71 anos da escola, a participação de vários casais de mestre-sala e porta-bandeira de coirmãs paulistanas marcou a abertura do evento feita pela anfitriã ao se apresentarem juntos ao som de sambas clássicos do Trevo. A grande final do concurso de sambas-enredo contou também com apresentações das escolas Águia de Ouro e Mocidade Alegre antes do anúncio dos campeões.

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CamisaVerde et Compositores

Samba em forma de carta psicografada

A final do concurso de sambas-enredo do Camisa contou com quatro finalistas, mas com dois sambas se destacando por motivos distintos. A escola teve a oportunidade de escolher se seguiria por um estilo tradicional ou se apostaria na ousadia da obra vencedora, escrita na forma de uma carta psicografada. A letra se inspira em músicas que marcaram a carreira do artista homenageado para contar sua trajetória em primeira pessoa, finalizando com uma mensagem afetuosa de Cazuza para sua mãe Lucinha.

CamisaVerde et CompositorBrunoGianelli

O compositor Bruno Giannelli falou para a equipe do CARNAVALESCO sobre o sentimento de vencer o concurso do Camisa Verde e Branco. “Falar de sentimento é muito complicado porque é uma escola muito tradicional, um dos pilares do carnaval de São Paulo. É a primeira vez que eu participo de uma disputa do Camisa, com uma rapaziada que já ganhou o samba no Camisa, que tem uma história dentro da escola, sendo uma parceria Rio-São Paulo onde a gente foi pego pelo enredo. A ideia de fazer o samba foi porque todo mundo se apaixonou pelo enredo e as coisas como fluíram, e a ideia de trazer esse lance como se fosse o Cazuza escrevendo para a mãe dele na forma de: ‘está tudo bem, essa é a minha história e eu sei que a sua saudade também é grande, eu te amo’, tudo isso acho que juntou para transformar em uma coisa emotiva. Acho que hoje temos que ser emotivos, é importante a emoção, de fazer as pessoas se emocionarem, fazer as pessoas chorarem, mas sendo com alegria. Hoje, graças a Deus, a gente saiu chorando de alegria, com todo mundo feliz. Espero que seja um desfile sensacional, maravilhoso, emotivo, e que as pessoas chorem no ambiente de felicidade vendo o Camisa. Quando o Camisa passar eu tenho certeza de que vai ser histórico”, declarou o artista.

CamisaVerde et CompistoresVencedores

A proposta do samba parte de uma inspiração coletiva, cuja construção se deu tanto na estruturação da letra quanto da melodia de forma especial para Bruno e seus parceiros.

“Cara, tem coisas que não dá para explicar, não dá. A gente estava em um domingo no grupo, no WhatsApp, e apareceu uma mensagem. ‘E se a gente fizesse uma carta, como se fosse o Cazuza contando a história dele e falando para a mãe dele?’, e todo mundo comprou a ideia. Todo mundo comprou a ideia e a letra foi sendo construída em cima disso. Em um determinado momento, o Rafael, em uma madrugada doida, me chama às três horas da manhã. ‘Está acordado, meu?’ Falei: ‘Estou’. ‘Mano, escuta essa ideia de melodia para aquela letra do Cazuza. Pegando um monte de intenção de música e não sei o quê’. Aí foi, cara, três horas da manhã e eu estou chorando. Falei: ‘então é isso, é isso, é isso, é isso’. Na hora que jogou no grupo, não teve um parceiro que falou um ‘a’ com o outro. Falaram: ‘cara, é isso. É isso, é isso, é o samba, é isso, é o samba’. A hora que gravou já emocionou todo mundo e foi arrepiando. Mas tem coisas que não tem explicação. Partiu do nada. Às vezes o Cazuza estava com a gente. Quem sabe ele deu a ideia para fazer assim, porque foi literalmente do nada. É surreal, é energia”, relatou.

Citado por Bruno como responsável pelo ponto de partida da construção melódica do samba, o compositor Rafa do Cavaco contou como se deu o processo que chegou ao resultado final da obra.

CamisaVerde et CompositorRafaDoCavaco

“Estou muito feliz, de verdade, porque eu particularmente acho que na parceria fomos os mais felizes. A melodia foi em uma madrugada, e fiquei emocionado porque quando a música fala mais alto é impressionante, não tem como fugir. A gente tem uma parceria que é de São Paulo e Rio, e eles mandaram a letra e a gente foi lá aprendendo a letra. O samba ficou uma semana, duas semanas meio que no ar e em uma madrugada eu peguei o violão. Eu gosto muito de ficar com o violão na madrugada, e eu peguei essa melodia com as músicas do Cazuza e pegando essa ideia do diferente mesmo. Eu acho que o Carnaval de São Paulo precisa dessa ousadia, precisa desse lance do diferente. Quem me conhece sabe que eu sou e me cobro muito por esse lance do diferente, e quando eu mandei para o pessoal ali já foi o termômetro do samba. Todo mundo se emocionou, foi unanimidade. Falaram assim: ‘Rafael, você estava iluminado’. Eu tenho até aqui os prints de quando eu mandei para a galera. Eu fico muito feliz de coração. Desejo muita sorte para o Camisa, que é um samba diferente, é um samba ousado. O Camisa é uma escola que tem um tradicionalismo muito forte, e quando uma escola de tradição topa essa ousadia, a gente fica muito feliz. Feliz demais, não tem muito o que falar, só agradecer mesmo a Papai do Céu e aos anjos que iluminam a gente para a gente ter sempre essa musicalidade aflorada”, disse.

CamisaVerde et VelhaGuarda 3

Rafa do Cavaco deixou um recado final com votos de sucesso e desejando que a proposta do samba seja aceita pela comunidade do Camisa Verde e Branco.

“Comunidade Verde e Branco da Barra Funda, desfrutem muito desse samba, desfrutem muito dessa letra e principalmente dessa música porque foi feito com muito carinho. Foi feito com muito carinho e pensando no homenageado que é de uma musicalidade ímpar. Foi feito pensando na musicalidade do homenageado, pensando no compositor que ele era e principalmente nessa ousadia da letra. Pensando nessa mensagem psicografada do Cazuza para a mãe dele, para a Lucinha, que eu tenho certeza de que deve estar muito emocionada também com isso. E para o Camisa, acho que a nossa ideia foi ousada dentro do lance da letra, nessa carta para a Lucinha e para o Camisa porque isso que é o que hoje agora é o amor da Lucinha também, é o amor de lá de cima do Cazuza. Muito feliz e compra essa ideia. Camisa, muito obrigado por ter comprado essa ideia. A gente fica muito feliz e eu estou aqui com vocês também”, concluiu Rafa.

Participação da família de Cazuza

João Vitor, diretor de carnaval e vice-presidente do Camisa, explicou como se deu o processo das eliminatórias que levou à escolha do samba para o carnaval de 2025. “Fizemos um processo muito claro e muito transparente. Graças a Deus com sambas muito fortes, sambas muito bons, quatro sambas muito diferentes. Começamos a fazer algumas dinâmicas essa semana para entender o que é que a escola queria porque a escola tem um voto dentro desse processo e a agremiação estava muito dividida dentro dessas dinâmicas. O nosso carnavalesco junto com os nossos enredistas tentaram levar para uma proposta mais fidedigna em cima da proposta de enredo e dentro daquilo que ele Cahê estava procurando para a plástica da escola para esse carnaval. Acabou que foi definido o samba 7 para nos representar no Carnaval de 2025”, afirmou.

CamisaVerde et DiretorJoaoVitor

Para João Vitor, as características diferentes do habitual que o samba possui podem ter influenciado os responsáveis pela escolha. “Acredito que todos os sambas têm um pouco de Camisa Verde, os quatro tinham, e que tocou muito nesse samba foi a questão emocional, a questão emotiva. É um samba emotivo, é um samba potente, que é uma carta psicografada e ficou muito nítido, muito presente, a presença do Cazuza no samba. Isso eu acho que pode ter mexido com os jurados ali na hora de avaliar o samba, mas todos tinham todos tinham um pouco de Camisa Verde. e agora é a escola trabalhar. Isso eu falo independente de samba que ganhou: quando começamos uma eliminatória, já definimos que independente do samba que for ganhar, a escola tem que trabalhar, e é isso que começamos agora”, afirmou.

CamisaVerde et DiretorJoaoVitor 2

O diretor falou da importância da família de Cazuza no processo de escolha não apenas do samba vencedor como na construção do enredo da escola, que conta com participação ativa da mãe de Cazuza.

“Ela ouviu todos os sambas e a família opinou em alguns momentos. Eles estão acompanhando todo o processo de carnaval, e eu estou muito feliz com isso assim. A Lucinha (mãe do Cazuza), inclusive é uma das nossas enredistas porque ela, junto com os meninos, faz parte de todo esse processo, e para escrever o enredo, carta de compositor, ela fez parte. Eles estão dentro do processo com a gente o tempo todo”, revelou.

Samba com a cara da escola

A presidente Érica Ferro celebrou a escolha do samba do Camisa Verde e Branco e falou sobre a importância de se manter a tradição do formato de escolha de sambas-enredo. “Esse samba tem tudo a ver com a escola, é a cara da escola. Todos os sambas tinham algo a ver com a escola, mas esse é o samba que é o samba completo. É um samba que carnavalesco, diretor de carnaval e a comunidade abraçaram, e acho que é o samba da história do Camisa. É um samba que ela é a história do Camisa. O Camisa ele precisa manter as eliminatórias por conta de ser uma escola de tradição, então a gente não pode tirar. Foram tranquilas as eliminatórias, graças a Deus. Todo mundo aceitou tranquilamente”, declarou.

CamisaVerde et PresidenteErica 3

Érica acredita que o Camisa realizará um desfile à altura do homenageado. “Estamos falando de Cazuza. Imagine a responsabilidade de falar do Cazuza, é um tema muito forte. O que eu posso te garantir é que a gente vai ter um desfile muito emocionante, exagerado e vai ser muito bacana”, afirmou.

Digno do poeta

O intérprete Igor Vianna deu suas impressões sobre o samba escolhido pelo Camisa. Na visão do artista, a escola optou pelo samba que melhor se encaixa na proposta do carnavalesco, além de ter uma marcante característica do homenageado.

CamisaVerde et IgorVianna 1

“A escola tinha quatro grandes sambas na final e o samba que foi escolhido é um samba rico de letra e rico de melodia, e é um samba que está totalmente dentro do projeto do carnavalesco. Todos os sambas estavam dentro do enredo, porém a visão do carnavalesco para o que ele queria colocar na Avenida estava nesse samba, e a presidente junto com toda a diretoria abraçou. Eu e o mestre Jeyson, que comandamos a parte musical da escola, também abraçamos felizes esse samba, e agora a gente vai trabalhar muito feliz com o grande samba que o Camisa tem para o carnaval. Os compositores desse samba, eles resolveram fugir do normal trazendo um samba que era, na minha visão, um samba mais a cara do Cazuza. O Cazuza era um grande poeta, e eles vieram mais por esse lado da poesia em vez do samba em si, e foi uma aposta que eles fizeram muito boa e onde eles foram felizes, se sagrando campeão com essa grande aposta que eles tiveram”, afirmou.

Além da homenagem

O carnavalesco Cahê Rodrigues celebrou a escolha do samba. O artista exaltou o quão bem sucedidos os compositores foram ao trazer uma proposta diferente, mas dentro do que se espera vindo de um homenageado que fez história por ser diferenciado.

CamisaVerde et CaheRodrigues

“Quando a Érica me traz a ideia de fazer um enredo sobre o Cazuza, eu digo para ela que seria um desafio desenvolver o enredo de Cazuza no Camisa, com uma escola tão tradicional. Para falar de Cazuza a gente não podia ter um samba óbvio. A gente tinha que ter um samba que mexesse com as pessoas, que incomodasse as pessoas e que causasse essa estranheza porque o Cazuza fazia isso com as pessoas. Ele não era o óbvio, ele era visceral, ele era um cara fora da casinha. Para que a gente pudesse contar a história do Cazuza com toda a genialidade não podia ser um samba óbvio. Por isso a escola decidiu e foi com um acordo entre presidente, carnavalesco, direção de carnaval e mestre de bateria. A gente entendeu que esse samba era o mais completo do projeto que está sendo criado, é um samba que descreve todo o projeto do carnaval, os compositores foram muito felizes da construção dele. Tudo o que a gente precisava de um samba, eles conseguiram colocar nessa composição. Eu vejo uma carta psicografada por Cazuza em homenagem à mãe. As coisas se revertem, não é? O enredo é uma homenagem à Cazuza, e os compositores foram além. Eles fizeram um samba que narra toda a construção, a narrativa do enredo, mas que ao mesmo tempo lembra uma carta psicografada do filho em homenagem à sua mãe, que mantém a chama dele acesa. Por toda a luta da Lucinha, ela não poderia ser nunca coadjuvante desse desfile, ela também é uma estrela principal de tudo isso. E o samba assina esse amor, essa dedicação que essa mãe tem por esse filho, e que está vivo até hoje.”

Preparação das bossas

Encarregado de comandar a bateria “Furiosa da Barra”, mestre Jeyson garante que o samba escolhido já possui pelo menos uma bossa pronta para ser implementada, além de outras já em mente.

CamisaVerde et MestreJeyson 2

“Conversamos bastante nas eliminatórias porque tinha uns cinco ou seis sambas que podiam chegar para a final. Infelizmente não dá para ver todos, então separamos aqueles que passam nos detalhes e vieram para a final. Na final é aquilo, não dá para escolher os quatro, tem que ser um só. Mas temos umas ideias já de bossas. Tem uma bossa que está pronta, que cabe neste samba que ganhou. Em um dos quatro sambas que ganhasse, ela já entraria legal, vamos em cima da melodia. As outras duas temos uma ideia da segunda que é no refrão e a de baixo do Samba já temos uma ideia também”, declarou.

Mestre Jeyson falou da importância das escolas de samba de manterem a tradição das eliminatórias de sambas-enredo como uma forma de manter o carnaval atrativo para os sambistas.

CamisaVerde et RainhaSophiaFerro 1

“Vejo como tradição em escola que infelizmente hoje em dia não tem mais isso. Eu acho que tem que ter eliminatórias. Cada escola que faz do seu jeito, mas eu acho que perde um pouco da essência porque hoje em dia quase ninguém faz eliminatórias de samba-enredo, muita gente encomenda o samba. Parabéns para quem faz isso, cada um faz de tudo que quer, só que o caminho da Verde e Branco faz e segue as nossas tradições de fazer eliminatórias de samba-enredo. Antigamente tinha até mais, eram três ou quatro fases, e hoje encurtou bastante, mas pelo menos ainda tem a semifinal e a final. É super válido porque o carnaval é isso, esse é o clima do carnaval. Como lá na frente quando começarem os ensaios técnicos, de rua ou de quadra, isso é o carnaval. No dia do carnaval é muito tenso, você nem curte direito, então para mim e para muitos foliões as eliminatórias, o ensaio de quadra, ensaio de rua, isso é o carnaval, tem que ter isso”, afirmou o mestre.

Mais fotos da final

Equilíbrio nas apresentações da chave verde na disputa da Mocidade

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A equipe do CARNAVALESCO, através da série “Eliminatórias”, acompanhou a etapa da “Chave Verde”, na noite do último sábado, na quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel. Quatro obras se apresentaram. A parceria de Jurandir foi eliminada. Veja abaixo a análise das classificadas. A próxima fase é no sábado que vem com os sambas da “Chave Branca”. * OUÇA AQUI OS SAMBAS CONCORRENTES

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Parceria de Paulo César Feital: O primeiro samba da noite teve a autoria dos poetas Paulo Cesar Feital, Cláudio Russo, Alex Saraiça, Denilson Rozario, Carlinhos da Chácara, Marcelo Casanossa, Rogerinho, Nito de Souza, Dr Castilho e Léo Peres. A torcida compareceu de forma reduzida, mas os poucos que estavam mostraram o samba na ponta da língua. O intérprete Tinga com sua habitual força foi o responsável por conduzir a obra. Um dos sambas de maior qualidade da safra realizou uma boa apresentação e com certeza tem potencial para crescer muito na disputa. O refrão principal foi o grande destaque da apresentação “O céu vai clarear/Iluminar a zona oeste da cidade/E Deus vai desfilar/Pra ver o mago recriar a Mocidade”. Alguns versos profundos e de pura inspiração na obra chamaram atenção “Fogo matando a floresta/Bicho morrendo no cio/Febre no pouco que resta/Secam as águas do Rio/E a vida vai vivendo por um fio”. Outra parte de destaque na obra é a variação melódica “Naveguei …No afã de me encontrar eu me emocionei”. Um ponto para a parceria melhorar é o rendimento no início da segunda parte do samba. A cabeça do samba chama atenção por toda a inteligência que a letra possui “A luz que nos chega da estrela primeira/Nascida do pó do Cruzeiro do Sul/Do plasma divino das mãos carpinteiras/Ressurge Candeia no breu desse azul”. Esse samba vai disputar com força para ser o hino da Mocidade.

Parceria de Jaci Campo Grande: O terceiro samba da noite foi assinado pelos compositores Jaci Campo Grande, Paulo Ferraz, Alex Cruz, Dr. Marcelo, Duda Coelho, Marcinha Souza, Lucio Flávio, Elian Dias, Paulo Bachini e Bimbim Portella. A torcida marcou presença e foi um trunfo da parceria para ajudar a impulsionar a apresentação. Leozinho Nunes conduziu muito bem o samba, pois estava seguro e firme nas seis passadas. O refrão principal foi o maior destaque da apresentação “O sonho estrelar, um brilho divino/Ao céu mais bonito.. viajar!/Sou Mocidade, amor infinito/Sem limites pra sonhar”. A segunda parte do samba tem uma quebra melódica visível no verso “o mar da indiferença avança/Desmata a esperança sub o jugo do emissor”. Uma apresentação satisfatória da parceria do grande Jaci Campo Grande.

Parceria de Zé Glória: O último samba da noite foi assinado pelos compositores Zé Glória, Diego Nicolau, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Renan Diniz, Trivella, Myngal, Miguel Dibo, Lico Monteiro e Cabeça do Ajax. A torcida “incendiou” a quadra e de longe foi que marcou maior presença. Dodô Ananias foi o responsável por conduzir o palco e teve como apoio Diego Nicolau, Lico Monteiro e Lucas Macedo. O início da apresentação foi forte e jogaram para galera cantar o refrão principal, obtendo uma resposta positiva. Logo depois do inicio com força, foi perceptível um problema no som, pois não dava pra ouvir o microfone dos apoios. O falso refrão do meio é poético e feito para o Independente cantar de braços abertos. O pré refrão foi outro ponto de destaque da obra “Ela é a pioneira/Muito além da teoria/Criador e criatura da Vintém estrela guia”. O refrão principal mostrou força e foi a parte que levantou a torcida. Tinha tudo para ser uma ótima apresentação, porém, mal dava para ouvir as vozes dos cantores e isso acabou prejudicando a apresentação. A parceria não teve culpa, o sistema de som da escola que atrapalhou (Nota: A Mocidade informa que investiu na estrutura de som da quadra e garante que o melhor é oferecido para todas parcerias na disputa de samba-enredo, inclusive, segundo a escola, sendo nítida a melhoria em relação ao ano anterior. A escola cita ainda que toda configuração pedida pela parceria, em relação a mesa de som, foi atendida. Toda estrutura foi fornecida). Assim como o samba da primeira parceria, este também está na disputa para ser o hino da Mocidade.

Três sambas se destacam em noite de grandes apresentações na Viradouro

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A Unidos do Viradouro realizou no último sábado, em sua quadra, mais uma etapa da eliminatória de samba-enredo para o Carnaval 2025. O CARNAVALESCO, através da série “Eliminatórias”, esteve presente. Abaixo, você pode conferir a análise de cada apresentação. Nesta noite se apresentaram seis sambas da chave “Debret”, o anúncio das obras que seguem na disputa será feito nas redes sociais da escola na próxima terça-feira.

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Parceria de Carlos Barbosa: A primeira obra a se apresentar foi composta pelos compositores Carlos Barbosa, Yara Mathias, Alexandre Bruully, Jack Nery, Tito Dassil, Jô Borges, Preto Queiróz, Cacau Souza, Bira Amizade e Rita Barbosa. O responsável por conduzir o samba foi o intérprete Alexandre Simpatia, a voz firme do cantor fez com que a apresentação fosse aguerrida, a presença de vozes femininas no apoio fizeram um bom contraste. A torcida não estava numerosa, mas cantou e ajudou a conduzir a obra para uma boa apresentação, mesmo sem grandes momentos de emoção.

Parceria de Diego Thekking: O segundo samba a se apresentar foi composto por Diego Thekking, Roberto Doria, Professor Jandré, Gabriel Machado, Ricardo Sato, Juliano Centeno, Karol Kon, Toncá Burity, Ionalda Belchior, Julio Pagé. O intérprete Nino do Milênio foi o responsável por comandar o microfone principal. A torcida levou estandartes, adereços de mãos, bandeiras e criou uma performance muito interessante. O desempenho do samba foi extremamente satisfatório, houve um nítido crescimento em comparação com a primeira apresentação, o carro de som estava mais entrosado e seguro, assim como a torcida que cantou antes mesmo do início da apresentação. A obra possui três refrões fortes, o que permitiu que em nenhum momento o andamento caísse de rendimento. Como um todo foi uma passagem extremamente forte, mas vale destacar o refrão de meio “e lá na mata canta aí o que ele é”, foi possível observar muitos segmentos da escola cantando junto.

Parceria de Claudio Mattos: Na sequência foi a vez do samba de Claudio Mattos, Júlio Alves, Claudio Russo, Anderson Lemos, Manolo, Celino Dias, Vinicius Xavier, Bertolo, Marco Moreno e Thiago Meiners. O intérprete principal foi o cantor Pitty de Menezes, com auxílio luxuoso de Wic Tavares. A primeira apresentação da parceria já havia impressionado pelo excelente desempenho, agora foi possível notar ainda mais brilhantismo e força. Ao repetir uma fórmula que vem dando resultado na escola, a obra ganhou muitos adeptos, inclusive, entre vários segmentos, foi possível também observar muitos componentes cantando com extrema empolgação. O mesmo vale para a numerosa torcida que preencheu todo o espaço destinado a ela e cantou do início ao fim. Como destaque, vale ressaltar a força do pré refrão que entrega em alta para o refrão principal e não deixa o rendimento cair em nenhum momento.

Parceria de André Paes: O quarto samba a se apresentar foi o da parceria de André Paes, Gustavo Huber, Tchaca Arruda, Bernardo, Henrique e Soares. A obra foi muito bem defendida no palco pelos cantores Leonardo Bessa e Serginho do Porto. Foi uma apresentação segura, que mexeu com o público em alguns momentos, mas não conseguiu sustentar durante toda a passagem, a torcida, apesar de numerosa e muito animada, não cantou algumas partes do samba, principalmente, os versos posteriores ao refrão do meio, porém, o refrão principal teve adesão maior.

Parceria de Mocotó: O samba da parceria de Mocotó, PC Portugal, J. Lambreta, Peralta, Alexandre Fernandes, André Quintanilha, Bira do Canto, Rodrigo Deja, Ronilson Fernandes e Carlão do Caranguejo foi o penúltimo a se apresentar. O intérprete Emerson Dias foi o responsável pelo microfone principal. A passagem da obra “incendiou” a quadra, foi uma apresentação extremamente aguerrida, do início ao fim, foi possível observar vários segmentos da escola entregues à obra e cantando com muita empolgação. O mesmo vale para a torcida, além de numerosa, os presentes cantaram com muita força, em nenhum momento houve queda de rendimento. A letra sintetiza bem o enredo e tem passagens muito interessantes, como nos versos, “sete pontas da estrela que encantam, sete flechas e calungas se encontram”.

Parceria de Dan Passos: a última parceria a se apresentar teve como autores Dan Passos, Zé Glória, Wilson Mineiro, Clay Ridolfi, Hélio Porto, Miguel Dibo, Marcus Lopes e Bira. O intérprete Charles Silva conduziu o samba nesta noite. Mesmo sendo o último samba da etapa, a parceria não sentiu a pressão e realizou uma apresentação fortíssima, a obra rendeu do início ao fim, mesmo com a torcida não sendo tão numerosa quanto os dos sambas anteriores. A sensação foi de que o canto se manteve em alto nível, todos os presentes mostraram que conhecem a letra, alguns segmentos da escola também interagiram com o samba. Assim como na primeira noite em que se apresentou, o refrão do meio, “Revira Caboclo na brecha do matagal, a flecha que acerta o mal sai do arco do curandeiro”, foi o que obteve maior destaque.