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Enredo da São Clemente para o Carnaval 2025 sobre pets é elogiado e traz novos componentes para a escola

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Desde o final de junho, quando lançou o enredo para o Carnaval 2025, uma escola da Série Ouro colhe os frutos que a surpreendente escolha gerou. Intitulado “A São Clemente dá voz a quem não tem”, a preto e amarelo abraçou a defesa dos animais para tratar no Sambódromo. Sexta agremiação a desfilar no sábado (01 de março), diversos integrantes da agremiação conversaram com a reportagem do CARNAVALESCO no dia dos minidesfiles das 16 escolas de samba sobre a relação que eles têm com animais.

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Foto: Magaiver Fernandes/Divulgação

Homenagem

Ao ser perguntado sobre o quanto esse enredo tinha agradado a ele, Renato Almeida Gomes, popularmente conhecido como Renatinho, presidente da São Clemente, aproveitou para falar sobre um triste caso que pode, até mesmo, ter servido de inspiração para a temática: “Esse enredo representa muita coisa. Ter um animal de estimação é muito amor envolvido. Eu tinha um até a metade do ano e, quando ele faleceu, eu fiquei quatro dias internado. Não tinha nenhum enredo ainda, fiquei mal para caramba. Quando a gente se apega a esses animais (e olha que eu nunca tive gato, não), mas cachorro me enlouquece, eu fui maluquinho quando algo acontece com eles”, confessou.

Público distinto

Se a intenção da São Clemente era surpreender, a missão da agremiação foi cumprida com sucesso. Tanto que até mesmo pessoas que não costumam ter muita ligação com o universo das escolas de samba adentrou à instituição. Foi o caso do casal de aposentados Pedro Olívio Filho, de 69 anos, e de Sandra Maria, de 64: “Vamos desfilar pela primeira vez na São Clemente porque gente gosta muito de animais. A gente não tem, mas a gente gosta de animais”, revelou.

O motivo pelo qual o casal não possui pets mesmo adorando-os surpreende pelo altruísmo: “A gente curte muito animais, mas a gente não tem tempo. E não dá para deixar o pet em casa sozinho, né? Mas a gente gosta muito”, revelou Sandra

Sentimento genuíno

Absolutamente todos os clementianos entrevistados revelaram que adoram pets em geral. Rafael Roberto dos Santos, popularmente conhecido como Rafael Tinguinha, intérprete da agremiação, foi um deles: “Eu amo pets! Eu, particularmente, tenho pets em casa. Já tive muitos cachorros, hoje eu tenho só uma gatinha lá em casa que eu amo de paixão, que quebra tudo lá, mas eu amo de paixão, a Pandora. Falar de pets, falar do amor animal, é um amor que você não pede nada em troca. É esse amor puro, é esse amor animal que existe para a gente. Às vezes o ser humano não demonstra da mesma forma, mas o amor do animal é um amor de quem não quer nada em troca. Eles pedem esse amor! Minha gatinha vem, ela pede esse amor, ela chega, ela roça em você pedindo um carinho e você vai, dá aquele carinho. É um amor muito puro. Eu acho que a gente tem que valorizar cada dia mais esse sentimento por conta de todas essas maldades que a gente vê de abandono, de maus tratos aos animais”, derreteu-se.

O presidente da instituição foi além e deu um curioso detalhe conjugal que envolve animais de estimação como um todo: “O meu pet, um cachorro, dorme na cama comigo, pra você ter ideia. A minha esposa dorme fora da minha cama, ele é quem dorme comigo. Eu tenho cachorros desde 1974 e cuido de ao menos até hoje, nunca parei de ter cachorro”, relembrou.

Enredo aprovado

Com tantas histórias, é claro que a temática foi bastante elogiada. Pedro Olívio foi um deles, aproveitando para fazer um desabafo: “Os animais têm que ter proteção. É muito bom. A pessoa tem um pet, larga ele na rua, se muda e largou uma vida. Tem que estar presente em todos os momentos. Se não tem condição de criar, deixa ela no cantinho dele”, comentou.

Sandra Maria concordou com o marido: “Eu gostei, eu achei muito interessante, porque eu não lembro e eu ainda não tinha visto uma escola falar sobre animais de estimação. Eu lembro da Beija-Flor, com um enredo sobre animais, sonhos com borboletas e etc. Eu achei muito interessante, gostei, curti e estamos aqui. Isso, eu adoro o samba e o enredo é lindo. É algo apaixonante o que a São Clemente está fazendo, é muito bonito”, comemorou.

Ouça os sambas-enredo nas versões oficiais da Série Ouro para o Carnaval 2025

Vale destacar que o desfile citado por ela (de 1976, “Sonhar com Rei Dá Leão”, que deu o primeiro título para a escola nilopolitana) é muito mais associados, na realidade, ao jogo do bicho que aos animais em si.

Ao descartar cacos inspirados em animais, Tinguinha também fez elogios ao enredo clementiano: “O que a gente pode fazer é tentar. E a gente pode tentar. Eu, particularmente, não vou arriscar um latido, não. Eu acho que só de a gente estar botando uma mensagem de amor, eu acho que, se você cantar com amor para que essa causa chegue às pessoas ruins, às pessoas que maltratam os animais, eu acho que já é de extrema importância”, disse.

Denúncia e ativismo

Sandra Maria, por sinal, relembrou de um caso em que ela própria ajudou um pet: “A gente uma vez resgatou um cachorro, o Bob, lá em Arraial do Cabo. E a gente conseguiu trazer ele aqui para o Rio e ele foi adotado. Ele ficou uns dois dias lá em casa, aí depois a gente conseguiu uma doação para ele. Ele foi muito dócil, ele era de uma das praias, em Arraial do Cabo. Lá tem muitos cachorros que abandonados, infelizmente”, lamentou, apoveitando para jogar holofotes sobre uma região que precisa de mais cuidados com o abandono de animais.

Para 2025…

Estreando na São Clemente após um ano na Em Cima Da Hora, Rafael Tinguinha comemorou o início na agremiação da Zona Sul e revelou o pano de fundo para a chegada à instituição: “Eu estou muito feliz com o convite que a São Clemente me fez! É uma grande escola, é uma grande agremiação. Eu me sinto tendo um privilégio de estar cantando em uma escola tão tradicional como a São Clemente. O convite veio a partir do Bruno Ribas: ele, conversando com o Renatinho, que me indicou. O presidente falou que queria um intérprete para o Bruno Ribas e ele citou que eu estava crescendo e estava muito bem. O Renatinho me ligou e a gente fechou. Eu fiquei e estou muito feliz de hoje estar nessa casa, muito feliz mesmo”, comemorou.

Já Renatinho fez questão de exaltar a agremiação presidida por ele: “Vocês podem esperar tudo de bom da São Clemente em 2025! Tudo, sim. E, claro: título. Eu já estou há muito tempo aqui na Série Ouro. A São Clemente está investindo muito, porque todo mundo fica falando que tem dinheiro, fulano, beltrano… eu não falo nada, eu não falo as contas da escola. A São Clemente está vindo com um dos carnavais mais bonitos da história da escola. Igual 2015, mais ou menos. Só que esse ano o enredo é mais apelativo por causa dos animais. Tem que ter cuidado: todo mundo fala, mas tem que ter cuidado. Que ganhe, mas que ganhe a São Clemente”, finalizou.

Samba do Salgueiro para o Carnaval 2025 passa de meio milhão de audições

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O CARNAVALESCO divulga a segunda lista dos sambas-enredo mais ouvidos do Grupo Especial do Rio para o Carnaval 2025. Vamos utilizar como fonte o Spotify. A nossa próxima atualização será no dia 20 de janeiro. Veja como está a lista abaixo de audições.

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1 – Salgueiro: 500.183 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR)
2 – Viradouro: 423.094 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR)
3 – Grande Rio: 413.502 audições  (CLIQUE AQUI PARA OUVIR)
3 – Imperatriz: 375.903 audições  (CLIQUE AQUI PARA OUVIR)
5 – Unidos da Tijuca: 353.082 audições  (CLIQUE AQUI PARA OUVIR)
6 – Mangueira: 287.132 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR)
7 – Beija-Flor: 275.576 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR)
8 – Portela: 265.619 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR)
9 – Paraíso do Tuiuti: 254.397 audições  (CLIQUE AQUI PARA OUVIR)
10 – Vila Isabel: 229.356 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR)
11 – Mocidade: 223.059 audições  (CLIQUE AQUI PARA OUVIR)
12 – Unidos de Padre Miguel: 194.122 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR)

Grande Rio realiza seu primeiro ensaio de rua de 2025 no domingo

Após as festividades de fim de ano, a hora de focar no Carnaval 2025 chegou! A Grande Rio inicia seus ensaios de rua neste domingo, 5 de janeiro, na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, no Centro de Duque de Caxias. A concentração está marcada para às 19h, no trecho próximo ao supermercado Carrefour.

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Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Grande Rio

Para o Carnaval de 2025, a Tricolor de Caxias levará à Marquês de Sapucaí o enredo “Pororocas Parawaras: As Águas dos Meus Encantos nas Contas dos Curimbós”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. A escola será a penúltima a desfilar na terça-feira de Carnaval.

Serviço
Evento: Primeiro ensaio de rua da Grande Rio em 2025
Data: Domingo, 5 de janeiro
Horário: Concentração às 19h
Local: Avenida Brigadeiro Lima e Silva, altura do supermercado Carrefour

Imperatriz Leopoldinense realiza primeiro ensaio de 2025 no domingo

A Imperatriz Leopoldinense, atual vice-campeã do Carnaval carioca, retoma a sua agenda de ensaios, após a pausa para as festas de fim de ano, já no próximo domingo. A partir das 16h, a verde, branco e dourado realizará seu tradicional ensaio de canto na Rua Euclides Faria, em Ramos, Zona da Leopoldina do Rio, com a participação de toda sua comunidade e segmentos.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Os ensaios funcionam para aprimorar a evolução da Rainha de Ramos até o desfile do dia 2 de março, onde a escola irá levar para a Marquês de Sapucaí o enredo “ÓMI TÚTÚ AO OLÚFON- Água fresca para o Senhor de Ifón”, do carnavalesco Leandro Vieira, que vai para o seu terceiro desfile consecutivo na Imperatriz.

A agremiação, que abordará a temática ligada ao culto orixá e ao candomblé depois de 46 anos, será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval, contando a história da saga de Oxalá ao reino de Oyó para visitar Xangô.

SERVIÇO
Ensaio de Rua do G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense
Data: 05/01/25
Local: Rua Euclides Faria, Ramos
Horário: a partir das 16h

Salgueiro recebe Beija-Flor de Nilópolis no ensaio deste sábado

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O evento queridinho dos sambistas está de volta! Neste sábado, a quadra do Acadêmicos do Salgueiro, na Rua Silva Teles, será palco da primeira edição de 2025 do Salgueiro Convida. Para abrir o ano em grande estilo, a Academia do Samba receberá a coirmã Beija-Flor de Nilópolis, prometendo uma noite inesquecível de samba e axé.

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A programação começa às 20h30 com um animado pagode de aquecimento, criando o clima descontraído perfeito para os amantes do samba. Em seguida, o elenco show do Salgueiro sobe ao palco, sob o comando do diretor artístico Carlinhos Salgueiro. A apresentação contará com o carro de som liderado por Alemão do Cavaco e pela marcante voz de Igor Sorriso, além da energia contagiante da Bateria Furiosa, dirigida pelos mestres Guilherme e Gustavo.

Logo após, a Azul e Branco nilopolitana promete agitar a quadra com seus sambas mais inesquecíveis, incluindo o hino de 2025, “Laíla de todos os santos, Laíla de todos os Sambas”. A canção é um emocionante tributo a Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o eterno Laíla, cria do Morro do Salgueiro e do Torrão Amado, que marcou época como diretor de carnaval da Beija-Flor de Nilópolis.

Serviço – Primeiro Salgueiro Convida de 2025
Data: Sábado, 4 de janeiro de 2025
Horário: Abertura da quadra às 20h30
Local: Quadra do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro
Endereço: Rua Silva Teles, 104 – Andaraí, Rio de Janeiro

Ingressos:
Pista: R$ 50
Jirais: R$ 100
Mesas (4 pessoas): A partir de R$ 250
Camarotes (15 pessoas): De R$ 1.000 a R$ 1.300
Vendas:
Online: Guichê Web
Presencial: Bilheteria da escola

Portela dá boas-vindas a 2025 com participação de Mariene de Castro em sua tradicional feijoada

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A Portela iniciará neste sábado o ano com sua tradicional Feijoada da Família Portelense, prometendo agitar toda a comunidade de Oswaldo Cruz e Madureira com muito samba. Dando continuidade as participações de artistas da MPB na feijoada da Majestade do Samba, o evento contará com a participação especial da cantora e compositora Mariene de Castro, que irá levar para o palco da maior campeã do carnaval um repertório rico em samba e MPB. Com sua voz marcante e todo seu carisma, a portelense Mariene promete emocionar o público com os sucessos “Abre Caminho”, “Ilha de Maré” e sua versão de “A Deusa dos Orixás“.

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Foto: Magaiver Fernandes/Divulgação Portela

O evento contará também com a apresentação da Velha Guarda Show da Portela e a abertura ficará por conta do cantor Leonardo Bessa. Para encerrar com chave de ouro, o tradicional show da Portela com todos os segmentos como a ala das baianas, ala de passistas, casal de Mestre-sala e Porta-bandeira ao som da bateria Tabajara do Samba, comandada pelo Mestre Nilo Sérgio.

Os ingressos estão à venda no site da Bilheteria Digital ou na bilheteria da escola em horário comercial.

Serviço:
Data: 4 de janeiro (sábado)
Horário: A partir das 13h
Local: Quadra da Portela, localizada na rua Clara Nunes, 81 – Madureira.

Unidos da Tijuca comemora 93 anos recebendo as co-irmãs em grande festa neste sábado

A Unidos da Tijuca, que completou aniversário dia 31 de dezembro, vai comemorar os seus 93 anos de história, com shows e apresentação dos casais de mestre-sala e porta-bandeira e intérpretes das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval carioca neste sábado, a partir das 22h em sua quadra localizada no Santo Cristo. A entrada é franca até 23h retirando a cortesia no Sympla.

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Além dos shows da noite, a escola terá apresentação especial com todos os segmentos: baianas, passistas, velha guarda e os casais de mestre-sala e porta-bandeira. Tudo isso na voz do intérprete Ito Melodia e o Carro de Som do Pavão, acompanhados da bateria Pura Cadência, sob o comando do mestre Casagrande. A tradicional queima de fogos está garantida.

A quadra da Tijuca fica na Avenida Francisco Bicalho n° 47 – Santo Cristo. Os ingressos custam R$ 30,00 (pista), R$ 200,00 (mesa para 4 pessoas com 4 ingressos inclusos) e R$ 100,00 camarote superior (pulseira individual). A venda antecipada é pelo site Sympla ou através do televendas 21 96492-0940.

Serviço
Evento: Aniversário da Unidos da Tijuca – 93 anos
Data: 04 de janeiro de 2024
Horário: 22h
Entrada para Pista: R$ 30,00 (antecipada) / Mesa para 4 pessoas e convites inclusos R$ 200,00
Vendas On-line: https://www.sympla.com.br/evento/ensaio-show-da-unidos-da-tijuca-festa-de-93-anos/2770302
Televendas: 21 96492-0940

Precisão e espontaneidade impressionam nos trabalhos da Vila Maria no álbum dos sambas de 2025

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A assertividade dos quesitos da Vila Maria, que demonstraram alto nível de preparação prévia, foi o destaque nos trabalhos de registro da obra composta pela parceria formada por Panda, Edmilson Silva, Sandro Neves, Rick Ramos, Wilsinho Medieval, Ferreira de Matos e Renato William. A Mais Famosa será a quarta escola a desfilar pelo Grupo de Acesso 1 com o enredo “O Planeta Terra pede socorro. É tempo de renovar e preservar!”, assinado pelo carnavalesco Eduardo Caetano. Como a proposta do álbum para 2025, com o retorno ao formato ao vivo, foi passar a sensação de estar no Sambódromo ouvindo o samba, a espontaneidade pode ser vista como um diferencial. Nesse aspecto, a Vila Maria impressionou ao cravar todas as etapas do processo de gravação de primeira, sem a necessidade refazer tomadas de gravação. A equipe do CARNAVALESCO conversou com integrantes da escola.

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Foto: Lads (Comunicação/Unidos de Vila Maria)

Conscientização na gravação oficial

Diretor de carnaval da Vila Maria, Júlio César Dias Alves, o Queijo, falou sobre o processo de gravação da faixa oficial da escola.

“É um pedaço do que vai acontecer na Avenida. Nós entregamos alguns mistérios, ficaram guardados outros. Muita alegria e muito swing, você pode ter certeza disso. Está todo mundo entendendo o que está acontecendo com o mundo. O mundo está aí mostrando que o tema nosso hoje é isso, é preservar e cuidar. Nós estamos trazendo as pessoas bem conscientes desse momento que nós estamos precisando viver e trazendo um pouco de amor, que é o amor ao próximo, o amor à natureza. A gente vai trazer uma escola muito feliz e muito leve”, garantiu o diretor.

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Diretor de carnaval da Vila Maria, Júlio César Dias Alves, o Queijo

Tocado pela mensagem que o enredo da Vila Maria quer transmitir no carnaval de 2025, Queijo falou sobre qual parte do samba da escola mais gostou. O diretor fez uma profunda reflexão a respeito da situação que o mundo vive com as consequências das mudanças climáticas.

“A segunda parte eu acho muito especial. Ela conta a parte da mãe natureza cobrando a nós por não ter cuidado dela. Essa parte da mãe natureza cobrar a nós, dizendo ‘você não está cuidando de mim, presta atenção, vai faltar água, vai faltar o pão, falta forças para lutar’, isso mexe muito conosco, que é o que está acontecendo hoje. A gente está vendo aí, tem chuva, o sol vindo de rachar, lá nos Estados Unidos acontecendo o que está acontecendo, com o tornado, com tudo. É o que? A mãe natureza reclamando que nós não cuidamos dela, que a gente só soube judiar dela e ela está sem forças hoje para poder tentar lutar por nós. Nós temos que ter essa força agora, mesmo atrasados, para começar a lutar para a gente tentar mudar essa história para o filho, para o neto, para outras gerações. Essa parte toca muito em mim com certeza”, manifestou.

Elo entre cordas e bateria

Cláudio Pirata, arranjador do samba da Vila Maria e integrante do time de cordas da escola, falou sobre os arranjos elaborados para a gravação da obra. A valorização da bateria “Cadência da Vila” junto aos instrumentos de corda foram a prioridade para o artista.

“A gente fez um arranjo muito conjunto, em parceria com o Mestre Moleza, com a bateria. A gente fez mais de sete, oito arranjos simplesmente para essa gravação, com interação de cordas, vozes e bateria, para todo mundo falar mesmo a língua e parecer que o trabalho está realmente em um CD, mesmo sendo ao vivo. A preocupação foi sempre colocar a identidade da bateria junto com as cordas e nos contrapontos que tiverem as cordas vão sobressair. Ficou um trabalho muito harmônico no conjunto”, revelou.

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Cláudio Pirata, arranjador do samba da Vila Maria

Para a faixa de 2025 da Vila Maria, Cláudio apostou no estilo tradicional de samba-enredo, apenas com instrumentos tradicionais do gênero samba-enredo, valorizando elementos condizentes com o estilo de enredo da escola.

“A gente teve o básico de samba. Cavaco, afinação de bandolim, violão de seis, violão de sete cordas. O samba está em lá menor, tem uma passagenzinha para maior, mas é todo em lá menor que é bem em contexto com o tema do enredo”, explicou.

O arranjador afirmou que a proposta da Vila Maria segue um modelo já tradicional na escola, oriunda de uma comunicação entre cordas e percussão que exige boa sintonia desses segmentos musicais.

“A proposta musical é a mesma que a gente sempre adota. O conjunto sempre com a bateria, que é complexa. É uma bateria com diversos naipes, diversas convenções no decorrer do samba, e a proposta sempre é que haja a conversa entre os dois. Quando a bateria começar uma bossa, as cordas simplesmente não vão parar. A gente vai fazer tudo junto, acompanhar, o que demanda muita atenção e muita ensaio”, concluiu Cláudio.

Para o intérprete Clayton Reis, a proposta de simular uma apresentação de desfile do álbum de 2025 permite ao artista fugir das características tradicionais de uma gravação de estúdio.

“Acho que entra um pouquinho de emoção também. Lembrando que a técnica tem que estar junto também, mas a gente sempre extrapola um pouquinho porque ao vivo é diferente de estúdio. No estúdio você consegue dar aquela arrumada, para, volta, ‘arruma ali’, ‘acerta ali’, aquele negócio mais específico mesmo, mas agora o ao vivo mesmo é a emoção que vai vir na hora. Na hora que arrepiar o braço já era, a gente solta a voz e deixa a emoção falar”, descreveu.

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Intérprete Clayton Reis

Clayton Reis retorna à Vila Maria, mas dessa vez na função de intérprete oficial. O artista relembrou a trajetória desde sua primeira passagem e declarou seu amor pela escola ao falar do sentimento de estar participando da gravação oficial do samba da Mais Famosa.

“É a minha volta. Passei pela Vila em 2017 até 2019, eu saí, fui para a Mooca e estou voltando agora para uma escola que eu sempre gostei. É uma escola que desde quando eu entrei me identifiquei bastante. Depois teve as trocas dos intérpretes, teve a vez que eu segurei nos ensaios porque o intérprete não podia vir e aí começou a ficar mais forte esse amor pela escola. Eu saí, teve essa volta. Eu acho que vai ser uma emoção maravilhosa porque é uma escola que eu gosto pra caramba. Acho que vai ser bem legal, vai ser algo bem diferente”, declarou.

O intérprete revelou também qual é o trecho do samba da Vila Maria que mais tocou seu coração. “Esse samba da Vila tem algumas partes, não é só uma, mas a segunda do samba é bem bonita. A segunda do samba acho que só de falar o braço já arrepia, já dá aquele negócio, aquele sentimento bem bacana mesmo, mas eu acho que o começo dela já é o que pega mais ali”, contou.

Bateria inspirada em diferentes ritmos

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Mestre Rodrigo Moleza

Comandante da bateria “Cadência da Vila”, o mestre Rodrigo Moleza falou sobre o andamento e as bossas elaboradas para a gravação oficial do samba da Vila Maria.

“Mais um ciclo que se inicia e lá na frente a gente vai comemorar, se Deus quiser. O andamento é 142 BPM e colocamos três bossas. Fizemos uma referência de salsa, a gente tem uma referência também de pop rock e a outra é um groove mesmo tradicional, é de samba, é bem legal. Usando o ‘terecoteco’ tradicional dos tamborins, só que dividindo de uma forma diferente”, explicou.

Salgueiro começa 2025 com canto forte e evolução segura no ensaio de rua

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O Salgueiro iniciou 2025 debaixo de chuva, mas com muita garra em seu primeiro ensaio de rua do ano na Maxwell. Com Igor Sorriso animando os componentes e defendendo bravamente a obra, a Academia do Samba contagiou a comunidade, que se fez presente para o ensaio já no segundo dia do ano, em vista do próximo carnaval, onde será a terceira escola a desfilar no segundo dia de desfiles do Grupo Especial, com o enredo “Salgueiro de corpo fechado”, do carnavalesco Jorge Silveira, presente também no primeiro ensaio do ano.

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Harmonia

O canto salgueirense foi forte e constante mesmo com a chuva vindo durante o percurso. Igor Sorriso conduziu muito bem o hino da escola para o próximo carnaval, com o valoroso apoio do carro de som da escola, auxiliando para o canto do componente não cair.

Evolução

Mesmo debaixo de chuva, que foi apertando ao longo do tempo do ensaio, e dando um gás a mais, os componentes do Salgueiro desfilaram bem empolgados e leves, sem buracos ou pressa, evoluindo bem durante a apresentação na Maxwell. O diretor de carnaval da escola, Wilsinho Alves, comentou sobre a evolução e as alas coreografadas que serão apresentadas pela escola.

“Achei ótimo o ensaio, gente para caramba no primeiro do ano. Algumas alas coreografadas a gente está fazendo um trabalho específico nesse momento, na Cidade do Samba, e tudo é planejado para depois juntarmos todo mundo mais para o fim de janeiro. O pessoal segue em plena evolução de canto, também na forma como evoluem com o samba, e muito satisfeito com o que o Salgueiro vem mostrando, a escola é leve e solta”.

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Samba-enredo

Igor Sorriso abriu os trabalhos de 2025 levando bem o samba da agremiação e mantendo o ritmo da obra consistente e animado para o canto dos componentes. A obra foi bem cantada neste retorno da agremiação para a rua, com o destaque já para os refrões que animam a comunidade. Igor destacou que a chuva veio para lavar a alma do Salgueirense neste início de 2025.

“É aquela chuvinha pra lavar a alma, aquela energia, aquele astral, à moda Salgueiro, para começar o ano bem, daquele jeito”.

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Outros destaques

A “Furiosa” sob o comando dos mestres irmãos Gustavo e Guilherme esteve muito bem durante este primeiro ensaio. A comissão de frente não participou, tendo apenas o espaço do tripé demarcado pelo coreógrafo Paulo Pinna, auxiliado pelo carnavalesco Jorge Silveira. O primeiro casal, Sidclei e Marcella, também não compareceu.

Mestre Dudu sobre resgatar a bateria da Mocidade: ‘Eu bati no peito e segurei o legado que o André deixou’

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Na Mocidade desde os tempos da Estrelinha e à frente da bateria desde 2013, mestre Dudu venceu a desconfiança e a rejeição de alguns jurados para colocar a “Não Existe Mais Quente” entre as melhores do carnaval. Comandante de um ritmo inconfundível, o mestre apostou no legado de seus antecessores e na tradição da Estrela-Guia, para se tornar porto seguro de notas.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Apesar de Mestre André sempre ter dito que ninguém segurava a bateria da Mocidade, houve um tempo que os jurados resolveram segurar sim. O ritmo histórico e irreverente, havia se perdido no ritmo das paradinhas, vítima de mudanças que fugiram da tradição da escola. A partir de 2012, coube ao herdeiro dos tambores de mestre Coé, a missão de resgatar o legado de tantos carnavais inesquecíveis.

Em 2025, mestre Dudu irá completar 13 anos à frente da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel, agora na figura de garantia de notas máximas e certeza de levantar a Sapucaí. Até o primeiro 10, Carlos Eduardo Arcanjo de Oliveira precisou resgatar um ritmo que já não estava mais no samba do povo.

“Em algum momento a bateria se perdeu no andamento. Alguns mestres, infelizmente, pensam que tem que colocar do seu jeito. Eu já acho que precisa colocar o que é a Mocidade de verdade. Eu sou filho de mestre (Coé) e aprendi aqui dentro. Cheguei na escola com 6, 7 anos de idade. E repito: enquanto eu estiver vivo, vai ser isso e a bateria será desse jeito”. Na fala, Dudu completou explicando que apesar do carnaval ter se modernizado, é possível manter um legado de ritmo.

Mocidade 2025: ouça a versão oficial do samba-enredo

Dudu foi a aposta da Mocidade em sua própria história e dado a ele tempo para trabalhar a longo prazo, o que fez a escola colher frutos. De quando assumiu a bateria sozinho em 2016, até então de 2012 até 2015, dividiu o comando com mestres Andrezinho e Baréco, a primeira nota máxima veio em 2018. Mas, o 40 mesmo, para encher Padre Miguel de orgulho só veio em 2023. A nota máxima em 2024 (com 9,9 descartado), não foi apenas a consolidação de um trabalho, mas a mudança de patamar para a segurança das notas, uma vez que a Mocidade vem enfrentando dificuldades em outros quesitos, salva pelo brilhante primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo Jesus e Bruna Santos.

Mestre Dudu falou sobre o trabalho apresentado até o carnaval de 2024 e projetou um futuro melhor para a Verde e Branca da Zona Oeste.

“É um trabalho de formiguinha. Quem é mestre de bateria sabe muito bem do que estou falando. É um trabalho árduo e de longo prazo. Eu estou fazendo o meu 13º carnaval com a Mocidade, no comando da bateria, e fico triste ao ver outros segmentos, infelizmente, não gabaritando as notas. A escola não é só a bateria. Mas, eu tenho certeza que o trabalho de 2025 vai ser muito diferente do que a mocidade vinha apresentando”.

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A bateria resistiu às mudanças na diretoria da Mocidade nos últimos anos. Dudu se manteve no cargo, mesmo com as trocas na presidência e disputas pelo trono Independente. Ele resistiu a um 9,6 dado por um jurado em 2016 e insistiu no seu trabalho quando, segundo ele, recebeu uma mensagem dizendo que não ganharia 10, enquanto tocasse como a Mocidade sempre tocou.

Para o mestre, chegar ao ponto de ter a confiança da comunidade é resultado de não negociar o legado de mestre André e seu pai mestre Cóe. A “Não Existe Mais Quente”, foi despontuada por ter a batida diferente de outras escolas, canetada na cabine dupla por não ter apresentado bossas, enquanto o jurado ao lado comentou sobre a bossa, na justificativa. Na insistência, a nota veio.

“Já ouvi comentários que eu deveria mudar o andamento, mudar a afinação, colocar a caixa em cima… Não, eu bati no peito e segurei esse legado que o André deixou e aí está o resultado. É um motivo de muito orgulho. Meu pai falava muito para mim que a voz do povo é a voz de Deus, e o povo fala que a nossa bateria é diferenciada. Há uns 8 ou 10 anos, eu recebi uma mensagem, conversando com um jurado de bateria, onde falou para mim que eu não ganharia 10 enquanto a bateria da Mocidade fosse assim. E eu provei para ele e para todo mundo que a nossa bateria é isso que vocês veem hoje”.

mocidade dia samba 3

A bateria da Mocidade Independente recuperou o seu prestígio, enquanto a escola tenta se alinhar com outros quesitos que ainda não conseguem boas notas. Mestre Dudu atrela isso ao fato de todos terem entendido que só existem duas baterias diferenciadas, a da Mocidade e a da Mangueira. De acordo com ele, apenas essas duas podem ser reconhecidas de olhos fechados. E, então, são julgadas de acordo com suas características e não cobradas por tocarem diferentes.

Para 2025, Dudu promete o mesmo sucesso dos últimos anos, mas com um samba mais a cara de sua bateria, diferente do samba do Caju que, segundo o mestre, era mais para frente que o costume de seus ritmistas e ocorreu uma flutuação no último módulo, onde perdeu 1 décimo, que foi descartado. Ele completou suas falas comemorando que o patrono, Rogério Andrade, entendeu que é preciso fazer mais pela escola e afirmou:

“Por ser uma bateria muito esperada, eu vou trabalhar o samba. E pode aguardar que com as minhas maluquices – uma maluquice para o bem – vamos lutar para gabaritar. Além de entregar um trabalho legal para o independente, que merece esse retorno”

Com o samba já escolhido, a “Não Existe Mais Quente” já pode trabalhar as suas lendárias paradinhas para chegar no desfile da terça-feira de carnaval e a única coisa que irá flutuar será a emoção de quem ouve o toque verde e branco de Padre Miguel.