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Alegorias da Acadêmicos de Niterói na área de concentração para o desfile no Carnaval 2026
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Alegorias da Portela na área de concentração para o desfile no Carnaval 2026
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‘Império Serrano não precisa de firula para ganhar o carnaval’, declara presidente
Com o enredo “Ponciá Evaristo Flor do Mulungu”, o Império Serrano dispensa apresentações. E, quando a escola honra as suas raízes ao fazer homenagens a personalidades negras, e principalmente do sexo feminino, já se sabe que, no mínimo, vai emocionar a Avenida.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente Jeferson exaltou o Império Serrano e aposta na força dos quesitos da escola para ser campeão da Série Ouro.

“Depois de tantas dificuldades, nós chegamos aqui para fazer o que o Império Serrano vai fazer de melhor, que é desfilar. A gente não precisa da cambalhota, a gente não precisa de firula para ganhar o Carnaval ou qualquer outra coisa. Carnaval são quesitos. E graças a Deus o Império Serrano tem vários muito bem defendidos. E aí, o resultado é isso aí. Eu quero agradecer a comunidade, a diretoria, todo mundo por esse trabalho maravilhoso”, disse.
A comissão de frente coreografada por Marlon Cruz apostou na emoção. O Império Serrano apresentou Ponciá-Evaristo a partir de suas referências fundadoras: a mãe, as tias, as mulheres do cotidiano, a ancestralidade e a escrita.

“Já falei uma coisa que o carnaval nos traz, né? Falar de pessoas que falam da gente. Eu não tenho nem palavras para explicar essa situação. A Conceição Evaristo fala da minha mãe, fala da minha avó, fala da minha história, fala dos meus amigos que morreram na comunidade Bairro Novo Horizonte, lá em Nilópolis, beirando a Via Light. Fala do meu tio, fala do meu avô. A Conceição retrata a minha história, que não é dita em poesia, através da escrevivência. Eu me sinto realizado de contar um pouquinho da história dessa mulher”, declarou.
O primeiro casal, Matheus Machado e Maura Luíza, vestiu “O Mulungu Ancestral e a Flor do Mulungu”, em que o mestre-sala representou a árvore sagrada, que simbolizou a memória profunda, a raiz africana e o tempo longo da diáspora. Já a porta-bandeira simbolizou a síntese da potência feminina negra e figura central da escrevivência-enredo. A flor é estado de graça, é beleza que nasce da resistência, é a mulher negra que verte em leite a seiva que dá a vida.

“Estamos muito satisfeitos. Tenho certeza que a gente executou o trabalho com perfeição. Foi tudo concluído na maneira que, aliás, superou a nossa expectativa”, disse Matheus.
“É uma emoção muito grande pra mim. Foi uma temporada de superação. Foi uma temporada de resiliência. É uma emoção… Eu tô estravazando agora, né? Você subiu ao posto de primeira, sendo segunda, você sempre tem aquela coisa de será que vai dar certo? É uma aposta. Será que ela vai dar conta? Eu respirei fundo, trabalhei e consegui. Espero que a apresentação tenha sido na altura que o Império Serrano merece. Eu tô muito feliz”, completou Maura.
Paredão vira símbolo de resistência em ala da Unidos da Ponte na Sapucaí
Na Avenida, o som também desfila. A Ala 17 da Unidos da Ponte, “O Paredão Periférico”, transforma um dos maiores símbolos dos bailes black e do funk carioca em imagem de memória e resistência cultural. O paredão de som, muitas vezes visto apenas como equipamento, surge como guardião de tradição e identidade periférica.
A fantasia associa a estética robusta das caixas de som a formas que remetem a totens ancestrais africanos, sugerindo que a batida também carrega história. Raios estilizados representam a vibração eletrizante que atravessa o corpo, enquanto olhos e grafismos evocam o universo visual dos bailes nas periferias, territórios onde a música funciona como pertencimento e ocupação simbólica.
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Mais do que cenário, o paredão vira símbolo
Sérgio Teixeira, 59 anos, está desfilando pela terceira vez na escola, e vê na ala um reencontro com sua própria juventude.
“Estar na Ponte representando o paredão do baile significa muito porque é a minha juventude na minha escola, uma experiência maravilhosa. É incrível ver que o antigo se mistura com o atual. O baile da antiga ainda está presente no baile funk, seja na música ou na estética. Hoje é dia de sambar e dançar funk, a mistura mais incrível do Rio de Janeiro”.
A internacionalização dessa cultura também se faz presente na Avenida. Cecília Raimundo, argentina, 61 anos, autônoma e há três anos desfilando na escola, ao mesmo tempo que vive no Brasil, fala sobre o impacto dessa experiência.
“Aprender a cultura brasileira é sentir no sangue, é um misto de sentimentos. Estou há três anos no Brasil e ao mesmo tempo que desfilo na Unidos da Ponte. Pretendo continuar até o dia que eu partir. É muito interessante ver funk e samba juntos porque os brasileiros vivem a música profundamente. O ritmo é intenso na dança e transmite uma cultura e um amor pelas tradições brasileiras que eu amo.”
Daniel Carvalho, 40 anos, hidrotécnico e no segundo ano desfilando pela Unidos da Ponte, destaca o caráter afetivo da ala ao conectar o enredo com sua própria trajetória nas periferias cariocas.
“Está sendo muito importante vivenciar esse desfile que retrata a minha juventude. Eu sou de Madureira e escutei muito funk, ainda escuto de vez em quando. O samba e o funk juntos têm tudo a ver, é o ritmo carioca, enraizado na periferia e que retrata o subúrbio do Rio”.
Na Ala 17, o som não é apenas ouvido, é sentido. A vibração do paredão ocupa o corpo, conduz o passo, organiza a dança e transforma a Avenida em território periférico legitimado.
Ao associar tecnologia sonora à ancestralidade africana, a Unidos da Ponte reafirma que o funk não rompe com a tradição: ele é continuidade. É herdeiro de uma linhagem rítmica que sempre usou o tambor, ou a caixa de som, como instrumento de afirmação.
Quando o grave ecoa na Sapucaí, não é apenas festa. É memória amplificada. E no Rio, quando o paredão liga, a história também dança.
‘Estou vivendo um sonho’, declara mestre Laisa
O Arranco do Engenho de Dentro trouxe para Sapucaí o enredo “A Gargalhada é o Xamego da Vida!” da carnavalesca Annik Salmon.

Outra mulher que também estava a frente da escola é Laisa Lima, a única mestra de bateria do carnaval carioca. Ela transformou a presença feminina no comando da bateria em marca histórica da Sapucaí.

“Nossa bateria é uma família. Estou vivendo um sonho. Conseguimos fazer tudo o que planejamos, acho que até melhor. Estamos desde abril trabalhando e espero que os jurados entendam”, declarou Laisa em entrevista ao CARNAVALESCO.
Quem também terminou o desfile muito emocionado foi o mestre-sala Diego Falcão, que fez questão de enaltecer a força da comunidade para colocar o Arranco no lugar em que ele merece estar.

“Mais um ano de superação. A nossa luta é muito árdua. Nossa escola não tem patrono, é a comunidade lutando por ela mesma. Estou com a sensação de ter feito o meu melhor e com a certeza de que os jurados vão nos olhar com bons olhos”, disse.
A comissão de frente foi outro ponto alto da agremiação. Coreografada com rigor cênico pelos coreógrafos Lipe Rodrigues e Márcio Dellawegah, a comissão transportou o público para o Circo Teatro Guarany por meio de bailarinos caracterizados como palhaços clássicos, em uma performance que fundia dança e acrobacia.

“A gente queria trazer um pequeno ato em um alegoria mínima que trouxesse a intenção de um palco, de baú de memórias e felicidade. Acho que conseguimos atingir esse objetivo com alegria e um povo alegre por ver tantas cores, tanta maquiagem para homenagear a galera circense que muitas das vezes não é valorizada. Então, podemos com muito respeito representar os circenses e a história dessa palhaça negra”, comentou a dupla.
Abre-alas da Unidos da Ponte liga funk, África e futuro na Série Ouro
Encerrando os desfiles da Série Ouro na noite do último sábado, na Marquês de Sapucaí, a Unidos da Ponte transformou o abre-alas em síntese do enredo “Tamborzão: O Rio é baile! O poder é black!”, conectando ancestralidade africana, cultura do funk e estética tecnológica em uma mesma pulsação visual.
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A primeira alegoria traduziu em imagem e movimento a proposta do carnavalesco Nícolas Gonçalves, ao celebrar o funk como força cultural das periferias e herança negra em permanente reinvenção. O abre-alas conectou tecnologia, referências rituais africanas e efeitos de pulsação em 150 batidas por minuto, velocidade comum ao gênero. Enquanto as máscaras evocavam a origem dos batuques, os elementos luminosos apontavam para o presente do baile.

O cantor estadunidense Stevie B, conhecido por misturar freestyle, hip-hop e funk, esteve presente na alegoria como símbolo do diálogo internacional da batida negra.
“A sensação é incrível. Isso aqui é uma experiência enorme com a cultura brasileira. São 6 horas da manhã, mas a gente tem que aguentar e realmente desfrutar”, afirmou o cantor.
Apesar de já conhecer o país, Stevie disse ainda se surpreender com a intensidade do ritmo: “150 BPM é uma velocidade alta para qualquer um. Mesmo depois de alguns anos vindo ao Brasil, é a primeira vez que sinto isso tão de perto”.

A funkeira Raíssa Real, de 23 anos, estreante pela Unidos da Ponte, também foi destaque no abre-alas e celebrou o desfile ao lado de nomes importantes do gênero. Segundo ela, a alegoria evidenciou mulheres africanas, o DJ monumental e as caixas de som que remetem aos paredões dos bailes.
“Tem muita ancestralidade africana, do início do tamborzão ao funk atual. Eles misturaram essas estéticas e eu achei incrível. O enredo está lindo, a música é linda. Acho que vai entregar bastante”, afirmou.

O figurinista Rafael Rocha, de 27 anos, também em seu primeiro desfile pela escola, surgiu caracterizado como “Exu da Batida”, fantasia que unia referências afro-religiosas a cabos e conexões do universo sonoro do baile.
“É uma energia de chegada. Mesmo sendo a ponta final do conjunto de abertura, sinto que estou ajudando a colocar essas batidas para jogo. Minha fantasia é a própria batida, e chegar na avenida já nessa vibração do tamborzão é muito impactante”, finalizou.
‘Carinho do público faz tudo valer a pena’, declara porta-bandeira da Em Cima da Hora
Com o enredo “Salve Todas as Marias – Laroyê, Pombagiras”, a Em Cima da Hora teve a comissão de frente coreografada por Márcio Moura e representou uma espécie de embate entre homens e mulheres, a partir das relações humanas e das forças que atravessam o indivíduo. Os figurinos representavam, em parte do ato, homens e mulheres comuns, com essa tensão em que os homens parecem querer dominar as mulheres e fazê-las submissas.

“Sempre é tenso, mas foi muito bom. Foi lindo as meninas representando o protagonismo da mulher. Um enredo que exaltar a força dessas mulheres e que precisava ter sido exaltado antes, mas que bom que a Em Cima da Hora exaltou”, disse o coreógrafo em entrevista ao CARNAVALESCO.

O primeiro casal, Marlon Flores e Winnie Lopes, veio com a fantasia “Os Reis da Encruza”, toda em tom de vermelho muito forte. Ele fazendo alusão ao Rei das Sete Encruzilhadas, entidade de respeito máximo entre as falanges de Exu. Ela representando a Rainha das Sete Encruzilhadas, senhora das ruas, de sensata justiça, ornada em pedras, penas e brocados.
Emocionada após o desfile, Winnie falou dos percalços que o grupo de acesso enfrenta, mas tudo vale a pena quando o público reconhece o esforço e belíssimo trabalho apresentado pelo casal.

“Conseguimos executar tudo o que a gente planejou. Era uma coreografia muito acelerada, com um samba para frente e cansa. Fiquei muito emocionada com a avenida, com as pessoas respondendo a gente, ao samba. Quem acompanha o grupo de acesso sabe da luta é que montar o carnaval, então ficamos emocionados”, comentou.
Bateria e casal se destacam, mas estouro de tempo e evolução prejudicam Camisa Verde e Branco
O Camisa Verde e Branco encerrou, no último sábado, as apresentações do Grupo Especial no Carnaval de 2026. Sétima escola a cruzar o Anhembi, sua passagem foi marcada pela impecável atuação da bateria e pela irreverência do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira no cortejo. Mas infelizmente o Trevo teve problemas graves de evolução, que causaram o estouro do tempo regulamentar de desfile, encerrado após 1 hora, 6 minutos e 19 segundos. A agremiação da Barra Funda levou para o Sambódromo o enredo “Abre Caminhos”, assinado pelo carnavalesco Guilherme Estevão.

A última vez que uma escola de samba ultrapassou o limite de tempo no Grupo Especial de São Paulo foi em 2020. Em meio a um Carnaval tão disputado onde rebaixamentos já ocorreram com menos de um ponto de diferença em relação à campeã, começar a apuração já com três décimos a menos, conforme previsto no regulamento de 2026, é um golpe duríssimo. Os vários problemas observados em Evolução e Alegoria só tornam o desafio do Camisa ainda mais hercúleo, restando para a escola confiar em uma boa avaliação dos demais quesitos para se salvar do rebaixamento.
COMISSÃO DE FRENTE
Coreografada por Luiz Romero, a Comissão de Frente do Camisa representou na Avenida “O primeiro caminho”, simbolizando a vinda do culto de Exu ao Brasil. A apresentação contou com um protagonista atuando como a entidade e coadjuvantes, parte com uma roupa mais leve trabalhada em palha, outra parte em tons vermelhos, que podem ter referenciado a simbologia de um ‘mar de dendê’. Além disso, a comissão atuou com cinco elementos cenográficos com movimentação mais flexível, que se juntavam para formar um grande tablado, com imagens esculpidas nas laterais. Exu sobe nessa estrutura, e em seguida um efeito de fogo surge da palma de sua mão.

Dentro da proposta do enredo, a comissão cumpriu bem o seu papel. Mas a cenografia, durante a passagem pelo primeiro módulo, andou parcialmente na hora da formação do tablado mencionado. É uma falha que pode resultar em uma das notas descartadas do quesito.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
Reeditando uma parceria de sucesso, o primeiro casal do Camisa foi formado por Marquinhos e Lyssandra Grooters. A dupla se apresentou com fantasias representando “A terceira cabaça de Exu”. Um dos principais destaques do desfile da escola, a atuação da veterana dupla foi envolvente e energética. O mestre-sala esbanjou sorrisos, e a porta-bandeira defendeu seu pavilhão com determinação. A avaliação do quesito tem boas chances de ser satisfatória aos olhos dos jurados.

ENREDO
“Abre Caminhos” é um enredo em homenagem à força e à energia do orixá Exu. O desfile retratou, através de seus quesitos, vários elementos que remetem ao guardião dos caminhos entre o plano terreno e o espiritual. Como a fé em Exu chegou ao Brasil, as entidades com as quais se relaciona e as diferentes maneiras como os caminhos são abertos pela entidade.

É um enredo de leitura simples para quem tem conhecimento das religiões de matriz africana, expondo de maneira clara e sem pudor as diferentes referências a Exu, e ficou claro na Avenida através das representações do conjunto visual.
FANTASIAS
O conjunto de fantasias do Camisa teve no desfile papel de ilustrar os diferentes setores apresentados pelo enredo. As vestimentas introduziram gradualmente a temática das alegorias, contribuindo positivamente para a narrativa do enredo. No geral, apesar da simplicidade dos materiais, as fantasias cumpriram seu papel, mas foram percebidos alguns problemas, como a queda de partes do adereço de cabeça da Ala 1 em demasia, deixando grande quantidade de resíduos ao longo da Avenida.

ALEGORIAS
O Camisa Verde e Branco desfilou com quatro carros alegóricos. São eles: o Abre-alas, “O assentamento da energia de Exu”, o Carro 2, “Energias e oferendas nas matas”, o Carro 3, “A noite do povo de rua”, e por fim o Carro 4, “Abre caminhos para a resistência do Camisa Verde e Branco”. Cada alegoria trouxe uma conclusão do conjunto visual apresentado anteriormente, fazendo um papel narrativo correto.

Mas na Avenida os problemas apresentados pelos carros foram muito sérios. A começar pelo acabamento do conjunto, em especial do Abre-alas, onde foram observadas várias falhas como materiais soltos, pinturas descascando, manchas explícitas em tecidos, dentre outros elementos. O mais grave deles, porém, foi na parte estrutural do Carro 4, que parou por duas vezes na Avenida e teve muitas dificuldades para voltar a andar, sendo pivô do estouro do tempo limite previsto no regulamento.

HARMONIA
Inicialmente, a comunidade entrou motivada para mostrar o seu valor, em especial por conta do aclamado samba do Camisa, vencedor de várias enquetes de melhor do ano. Mas conforme os problemas de evolução foram acontecendo, o clima do desfile foi esfriando, e o canto foi se perdendo gradativamente, com o agravante do forte calor do amanhecer de céu aberto.
EVOLUÇÃO
A evolução do Camisa tinha tudo para ser um trunfo novamente para a escola obter um bom resultado no Carnaval, mas em 2026 o grave problema com o último carro da escola inverteu essa expectativa. A escola evoluiu de forma mais lenta que o esperado, mesmo para um desfile com um contingente não tão grande. A irregularidade com a quarta alegoria do Trevo foi observada a partir do módulo três, então não é possível à reportagem concluir se o carro apresentou o mesmo problema diante de mais jurados. Mas tanto diante do terceiro quanto do quarto jurado, o espaço aberto diante de ambas as cabines superou dez grades de separação, causando assim a chamada ‘divisão de escola’. Buracos entre alas e diante do Carro 3 também foram observados conforme surgiu a necessidade de acelerar o andamento, gerando um final de desfile caótico para o quesito.
SAMBA-ENREDO
O samba do Camisa para o Carnaval de 2026 foi assinado por Silas Augusto, Cláudio Russo, Rafa do Cavaco, Turko, Zé Paulo Sierra, Fábio Souza, Luis Jorge, Dr. Elio, Charles Silva e Bruno Giannelli. Na Avenida, a obra foi defendida pelo carro de som comandado pelo intérprete Charles Silva, que fez sua estreia no Carnaval de São Paulo.

O Trevo foi feliz na opção por encomendar o samba da parceria que venceu o concurso organizado pela escola no ano anterior, resultando em uma das obras mais aclamadas pela crítica e o público para o Carnaval de 2026. A letra aposta em várias referências a cânticos de terreiros para Exu, e possui uma construção melódica e de versos com muita inteligência, como a menção ao nome completo “Camisa Verde e Branco” no refrão principal sem transparecer algum tipo de peso ao cantar.
Na Avenida, o samba funcionou bem na voz do público, graças à letra de fácil assimilação e o clamor em torno da obra. Mas o intérprete aparentou não estar em sintonia constante com o restante do carro de som durante o cortejo, reduzindo a eficácia do andamento musical da escola.
OUTROS DESTAQUES

A bateria “Furiosa da Barra” teve papel fundamental para que o samba desempenhasse de forma satisfatória na Avenida. Bem ensaiados, os ritmistas comandados pelos mestres Jeyson Ferro e Jefferson da Conceição fizeram sua parte para manter o astral do Camisa Verde e Branco mais animado, mesmo em meio às dificuldades enfrentadas durante o desfile.
‘Vamos conseguir uma boa colocação’, diz intérprete da Botafogo Samba Clube
Responsável por abrir a segunda noite de desfiles da Série Ouro, a Botafogo Samba Clube trouxe l enredo “O Brasil que floresceu em arte”, de autoria dos carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel, a escola alvinegra apresentou uma homenagem ao paisagista, autor da clássica calçada da Avenida Atlântica, em Copacabana.

Responsáveis por defenderem o pavilhão da agremiação, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diego Moreira e Beatriz de Paula, estavam com a fantasia chamada “Arte abstrata de Burle Marx” e chamaram atenção por sua beleza e dança ousada.

“Satisfação muito grande defender as cores do nosso time de coração também no futebol e no samba, podendo juntar as duas paixões. Conseguimos executar tudo o que a gente ensaiou e esperamos um bom resultado para coroar esse bom desempenho”, disse Diego em entrevista ao CARNAVALESCO.
Casal e bateria estava afiados e em harmonia. O mestre Marfim falou um pouco sobre as paradinhas que ajudaram a compor a coreografia de Diego e Beatriz.

“Desfile muito bom. Conforme planejamos tudo o que foi ensaiado com o casal, as paradinhas encaixadas nas coreografias do casal e da comissão de frente. Deu tudo certo”, revelou Marfim.

O grande intérprete Nêgo, em mais uma noite de gala, conduziu o samba com imenso conforto, empenho e elegância. “Tenho certeza que a escola vai conseguir uma boa colocação. Desfile foi alegre, harmonia perfeita e a bateria impecável”, declarou.














































































