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Intérprete Luiz Felipe destaca energia da torcida do Vai-Vai durante desfile

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Não existe arquibancada vazia no Anhembi antes do Vai-Vai desfilar. Maior campeã do carnaval paulistano com 15 títulos, a “escola do povo” possui uma das grandes torcidas da cidade, além de extremamente fiel. Uma sinergia absurda entre comunidade e escola que mais uma vez foi posta à prova com a agremiação da Bela Vista pisando na Avenida já no
amanhecer.

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Desfilando na sexta-feira após quatro anos, a preto e branco retomou uma tradição de passar pelo Anhembi na primeira noite de Grupo Especial. O intérprete Luiz Felipe, cria da casa em seu sexto ano comandando a ala musical da escola, considera que o dia não faz diferença para o Vai-Vai.

“Sou a favor do seguinte, quem quer um bom resultado não escolhe dia nem horário. Sexta-feira, sábado, não ligo para isso, importante é que a escola está na pista, tá na luta, está brigando. E sendo primeira ou última escola, o povo é fiel ao Vai-Vai, é um casamento perfeito”, ressaltou.

O intérprete destacou que os trabalhos em cima do samba escolhido são sempre realizados pensando no público, já contando com o maciço apoio do torcedor. “ É um trabalho que a gente faz dentro da quadra desde quando o samba foi escolhido, já pensamos no público pois Vai-Vai tem sempre um público forte. Vínhamos ensaiando nos dois ensaios técnicos e
hoje foi o grand finale. A escola cantou muito, passou esse mar alvinegro, não é uma família, é uma nação”, afirmou Luiz Felipe que também definiu a meta da agremiação para 2026.

“Devagar, não podemos dar o passo maior que a perna, a escola está se reestruturando, aos poucos voltando a ser Vai-Vai, mas eu quero essa vaga no sábado das campeãs, essa é a minha expectativa após esse grande desfile”, finalizou.

Uma rainha, muitas histórias: A força da mulher preta que a MUM levou ao Anhembi

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Na sexta-feira, 13 de fevereiro, a Mocidade Unida da Mooca apresentou no Sambódromo do Anhembi um desfile carregado de significado, emoção e identidade. À frente da bateria “Chapa Quente”, Valeska Reis, rainha de bateria da escola com cerca de três anos de casa, mostrou que sua trajetória na escola ultrapassa o brilho do cargo e se conecta diretamente com a história que a Mooca escolheu contar na avenida.

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, Valeska Reis destacou que o desfile representou a própria caminhada na avenida e a vivência de muitas mulheres que se viram refletidas na apresentação da escola. Segundo ela, a narrativa levada para a pista foi marcada pelo empoderamento feminino, pela valorização da mulher preta e pela construção de autoestima a partir da ancestralidade, dialogando diretamente com a comunidade da Mooca.

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“É a minha história na avenida, a história de muitas mulheres que estão ouvindo a gente, que estão vendo a gente, que assistiram o nosso desfile. Um desfile empoderado, que eleva a autoestima da mulher, que coloca a mulher preta no patamar que ela merece por direito”.

RAINHA DE BATERIA

Com uma trajetória sólida e marcada por anos de dedicação à escola, Valeska Reis viveu mais um capítulo emblemático de sua história com a Mocidade Unida da Mooca. A emoção esteve presente do início ao fim da apresentação, sem perder o caráter festivo que é marca da agremiação.

“Foi um desfile emocionante, ao mesmo tempo muito divertido, e que eu tenho certeza que vai fazer muita história para a escola”, comentou.

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FANTASIA E CONSTRUÇÃO ESTÉTICA

A fantasia apresentada foi pensada como um elemento narrativo do enredo. Inspirada em uma África contemporânea, a proposta rompeu estigmas e apresentou uma leitura sofisticada e atual da mulher preta.

“Eu quis trazer uma África moderna, uma deusa africana moderna, fora dos padrões rústicos que a gente tem costume de ver por aí. Queria mostrar uma mulher preta empoderada, chique, com figurino rico, de muito luxo, à altura da Mocidade Unida da Mooca”.

O figurino dialogou diretamente com a estética do desfile e reforçou a mensagem de protagonismo e pertencimento levada para a avenida.

PRESENÇA E TRAJETÓRIA

Reconhecida como uma rainha referência, Valeska Reis ressalta que esse reconhecimento é fruto de anos no cenário carnavalesco e de uma relação construída com base na presença constante e na entrega à escola.

“São muitos anos no Carnaval. As pessoas acabam conhecendo a nossa história do dia a dia. Eu quero sempre doar o meu melhor, porque aqui é um lugar onde a gente é feliz, esquece o que está lá fora e vive esse momento”.

A rainha faz questão de acompanhar de perto todas as atividades da escola, reforçando o vínculo com a comunidade da Mooca.

“Eu acho que toda rainha precisa ser muito presente. Em tudo que a Mocidade Unida da Mooca estiver, eu faço questão de estar”.

REALIZAÇÃO E EXPECTATIVA

Ao final do desfile, o sentimento foi de realização após um ano inteiro de trabalho intenso.

“Foram 365 dias de um trabalho muito árduo para apresentar tudo isso. Com muita sede de voltar entre as campeãs e, quem sabe, a campeã do Carnaval”, finalizou.

A passagem da rainha pela avenida reafirmou seu papel fundamental na construção da identidade recente da Mocidade Unida da Mooca, unindo história, representatividade e compromisso com o pavilhão.

 

Entre magia, proteção e emoção: Lexa vive noite espeical com Dragões da Real no Carnaval de São Paulo

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Na madrugada do dia 14 de fevereiro, o Sambódromo do Anhembi brilhou com a passagem da Dragões da Real, que apresentou ao público o enredo “Guerreiras Icamiabas — Uma Lendária História de Força e Resistência”. A temática exaltou a força ancestral de mulheres protetoras da floresta amazônica, conectando história, natureza e resistência em um espetáculo que reverberou emoção em cada ala e cada ritmo.

Entre os destaques da noite esteve a cantora Lexa, homenageada como madrinha de bateria, que deixou sua marca de presença em meio à potência dos ritmistas e da comunidade tricolor.

“A alegria é muito grande. Eu sou madrinha da bateria e a bateria foi incrível. Toda a junção, eu e as meninas, eu e a bateria, eu e o mestre… foi tudo muito especial. Tudo encaixou. A gente flutua hoje aqui.”

O encontro entre a batida dos tambores e a entrega de Lexa foi um dos momentos mais comentados da noite, traduzindo não apenas a energia da escola, mas também o amor pela festa mais popular do Brasil.

“É diferente do Rio de Janeiro, mas é o diferente que é bom, porque carnaval é bom sempre. É um carnaval lindo, tão lindo quanto. A galera aqui de São Paulo é muito receptiva. O Carnaval de São Paulo é muito lindo.”

FIGURA, SIMBOLISMO E CONEXÃO COM O ENREDO

A fantasia de Lexa reforçou ainda mais a narrativa apresentada pela escola, conectando estética e conceito de forma poética e visual:

“Eu vim como a sentinela da mata. A sentinela da mata é a proteção da mata. Por isso eu coloquei esses efeitos especiais na mão, pra trazer exatamente essa energia de magia e proteção”.

E a intensidade do desfile só se revelou por completo após o encerramento da apresentação.

“A gente flutuou. Eu nem senti. Eu senti agora que eu parei. Tirei a cabeça e agora tô respirando. Que delícia. Meu pé não tá doendo”, brincou.

Com a confiança lá no alto e o desejo de viver novamente momentos como esse, Lexa deixou claro que voltaria à avenida sem pensar duas vezes:

“A confiança tá lá em cima. Estou acreditando muito. Se chamar de novo, eu vou de novo.”

O desfile da Dragões da Real não só resgatou as lendas das Icamiabas como também consolidou uma noite de forte presença feminina, enraizada na resistência e na conexão com a natureza. Uma celebração que ficará na memória do público e da própria comunidade da escola.

Anhembi virou palco de emoções após noites de desfiles do Grupo Especial de São Paulo

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Na última sexta-feira e sábado, o Sambódromo do Anhembi Morumbi foi tomado pelo colorido do carnaval, além da emoção criada pela expectativa no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial de São Paulo. Na primeira noite, passaram pela avenida as escolas Mocidade Unida da Mooca, Colorado do Brás, Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Barroca Zona Sul.

Com as arquibancadas lotadas, cada agremiação levou seus torcedores para celebrar o resultado de um ano inteiro de trabalho, o que transformou a noite em um espetáculo de paixão pelo samba.

Representante da Colorado do Brás, Alex de Souza, 30, destacou a energia da comunidade no desfile e a importância de estar presente para apoiar a escola neste momento decisivo:

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“Foi muito bacana, a gente vem acertando vários detalhes dentro da escola. A Colorado veio 10 em todos os quesitos, respeitando as co-irmãs, mas hoje não tem para ninguém”.

Quem acompanhava a Dragões da Real falou sobre o enredo apresentado e sobre como a apresentação.

“É um enredo feminista e que coloca em evidência o papel de guerreira ds mulher, foi um momento muito lindo, um desfile muito mágico”. conta Felipe Kawan, 24, terceito mestr-sala da escola da Dragões.

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A foliã Angélica Elisa, 67, ressaltou o trabalho desenvolvido ao longo do ano, mencionando a evolução das escolas e a importância das escolas para a cidade.

“Não dá para dizer qual foi a mais bonita até agora, acho que todos tem que vir ao carnaval de São Paulo. A alegria dos visitantes e dos turistas é contagiante”, ela enaltece também a Liga de SP pelo investimento esse ano.

Integrante da torcida do Vai-Vai, Gustavo Faria, 22, comentou sobre a tradição da escola no carnaval paulistano e a responsabilidade de defender suas cores no Grupo Especial: “o desfile foi muito melhor do que eu esperava, na entrada deu um desespero por alguns equívocos, mas como ritmista da escola, sempre penso que graças a Deus deu tudo certo”, finaliza.

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Ao fim da primeira noite de desfiles, o Sambódromo do Anhembi confirmou o clima de competitividade e emoção que marca o Grupo Especial. A abertura deixou a expectativa elevada para as próximas apresentações, que prometem manter o nível do espetáculo.

Ao vivo: primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Rio no Carnaval 2026

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‘Um dos maiores desfiles da história da Ponte’, declara intérprete

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Com o enredo “Tamborzão – O Rio é Baile! O Poder é Black”, a Unidos da Ponte encerrou muito bem os desfiles da Série Ouro.

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A Azul e Branca de São João de Meriti apresentou uma proposta leve para retratar a relação do funk com a ancestralidade, encontrando em sua paleta de cores e em suas fantasias e alegorias recursos para aproveitar a luz do sol.

Desenvolvida pela coreógrafa Juliana Frathane, a comissão apresentou o enredo a partir da conexão ancestral existente na musicalidade negra, especialmente na cidade do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense e a coreógrafa falou da emoção depois de ver o trabalho entregue.

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“Estamos a duas semanas sem dormir direito. Conseguimos representar e honrar a nossa Ponte. É muito gratificante”, declarou em entrevista ao CARNAVALESCO. 

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Thiaguinho Mendonça e Jéssica Ferreira representaram as majestades do black, com figurinos de rei e rainha africanos, com elementos referentes aos bailes cariocas. O casal simbolizou essa conexão entre passado, presente e futuro por meio da música negra e foi protegido pelo conjunto de guardiões da batida real.

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“Energia ímpar. A gente se propôs a trazer a alegria das comunidades, da rua, de São João de Meriti e conseguimos. Foi um verdadeiro paredão”, disse Thiaguinho.

Com a responsabilidade de puxar o samba da Ponte, a dupla Thiago Britto e Matheus Gaúcho estava muito a vontade e fez a Sapucaí dançar.

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“A escola fez tudo o que estava planejado. Um dos maiores desfiles da história da Ponte. Acreditamos muito no acesso ao Grupo Especial”, afirmou Thiago.

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“Encerramos com chave de ouro. A escola cantou e a Sapucaí respondeu de forma brilhante”, completou Matheus.

‘Tigre veio para brigar’, declara mestre da Porto da Pedra

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Com o enredo “Das Mais Antigas da Vida, o Doce e Amargo Beijo da Noite” do carnavalesco Mauro Quintaes, a Porto da Pedra trouxe a figura da prostituta como tema central para um debate na Sapucaí.

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Com a fantasia “O Axé do Povo de Rua”, vermelha e preta, muito bem feita, Rodrigo França se apresentou caracterizado como Exu, entidade masculina cultuada na umbanda, associada à proteção das ruas e daqueles que nela viviam e trabalhavam. Joyce Santos, caracterizada como Pombagira, entidade feminina da umbanda, também ligada à guarda dos caminhos e à proteção de quem tinha a rua como espaço de morada e ofício.

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“Foi um desfile leve, tranquilo. A gente veio se comunicando e brincando a avenida inteira. Por ser minha estreia, era isso que eu precisava. Um desfile tranquilo e com pessoas que eu confiasse ao meu lado. O Rodrigo que é veterano na escola me conduziu com maestria”, declarou Joyce em entrevista ao CARNAVALESCO. 

A Porto da Pedra fez um excelente desfile, mas sem dúvida nenhuma, a caracterização do mestre Pablo foi um show a parte. O regente da “Ritmo Feroz” veio fantasiado de tigresa.

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“Foi um desfile impecável. A escola vem para brigar pelo título. Estou feliz com o resultado da bateria. O importante é que todos saiam daqui satisfeitos. Minha fantasia foi uma homenagem para as homenageadas,” disse mestre Pablo.

‘Diretoria nos deu toda estrutura para trabalhar’, declara coreógrafo da Maricá

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Com o enredo “Berenguendéns e Balangandãs”, a União de Maricá foi a sexta escola a pisar na Sapucaí na segunda noite de desfiles da Série Ouro.

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Foto: Ana Júlia Agra/CARNAVALESCO

A comissão foi assinada pelo coreógrafo Patrick Carvalho e veio composta exclusivamente por mulheres negras, a comissão esteve intimamente ligada à ideia de empoderamento feminino e à construção simbólica da mulher negra como vitrine para o luxo e a exuberância das joias.

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, Patrick Vieira falou sobre todo o suporte que a diretoria da escola lhe deu para trabalhar e entregar uma comissão a altura da agremiação.

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“Apresentação maravilhosa. Uma comissão que eu idealizei, a escola me deu estrutura e consegui trazer para avenida tudo o que foi planejado”, disse.

O experiente casal Fabrício Pires e Giovanna Justo se apresentou com a fantasia “Realeza e identidade”. Vestindo-se à moda africana, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira ostentou signos de realeza para mencionar o universo estético que o enredo aborda. Ao final do desfile, Fabrício falou sobre a apresentação.

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“Fizemos um projeto com cumplicidade, elegância, olho no olho, cadência e mantendo a pegada tradicional. Estamos muito motivados com o desfile”, comentou Fabrício.

‘Queremos comemorar o centenário no Grupo Especial’, declara mestre Chuvisco

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Com o enredo “O Papa Negro: Tata Tancredo e o Fundamento do Omolokô”, desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Paulo, a Estácio de Sá mergulhou nas raízes do Morro de São Carlos para contar a trajetória de Tancredo Silva.

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

A escola, que joga no quintal de casa, dispensa apresentações e se colocou como uma das candidatas ao título da Série Ouro.

O primeiro casal, Feliciano e Raphaela, protagonizou uma exibição de gala sob o título “Sentinelas da Fé”. Cria da comunidade, Feliciano falou com o CARNAVALESCO sobre a dificuldade de desfilar com óleo na pista.

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“A gente tentou imprimir o melhor possível de acordo com o ensaio técnico, mas infelizmente tinha óleo na pista e aí de certa forma a gente acaba sentindo um pouquinho, mas nada que pudesse atrapalhar a apresentação. A gente foi o mais fiel possível, mesmo estando de roupa, mesmo estando diante do calor e tal, mas eu acredito que foi uma bela apresentação”, comentou.

A Estácio de Sá reafirmou sua fama de escola de chão. A harmonia foi o combustível do desfile, impulsionada pela interpretação de Tinganá, que conduziu o samba com sua ala musical com técnica e garra.

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“Estou emocionado demais. Pedi tanto por esse momento, pedi tanto por isso, papai do céu, os orixás me ouviram, me atenderam.
Eu não tenho o que reclamar. Essa correria deixa a gente cansado, mas a gente tem que agradecer, porque se a gente reclama, eles vão tirar da gente. Deus tira, os orixás tiram. Então a gente tem que agradecer sempre. Mesmo tendo dificuldade, a gente tem que agradecer, porque uma hora vai melhorar. E hoje não foi diferente. A gente pediu, agradeci, deu tudo muito certo, o resultado tá aí. A gente desempenhou um bom trabalho. Gostaria de parabenizar o nosso carnavalesco, Marcos Paulo, que escreveu esse enredo maravilhoso sobre o Tata Tancredo. E ele tirou onda, não só o nosso carnavalesco, o nosso presidente, todo o nosso carro de som, bateria, medalha de ouro do Mestre chuvisco, tirou onda mais uma vez. Normal, né? Bateria de medalha de ouro, então tira onda. E a toda a nossa comunidade de São Carlos. Que veio também, desceu em peso o nosso morro. Soltaram fogos no começo, ao final em cima. Então a gente tem que agradecer. Agradecer o nosso morro, gratidão, gratidão sempre”, declarou.

Sob a regência do mestre Chuvisco, a bateria “Medalha de Ouro” foi um show a parte com muito samba e macumba, levando o público ao delírio.

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“Foi um desfile maravilhoso, né?
Ensaiamos muito para fazer um desfile desse nível. Foi do jeito que a gente imaginou, do jeito que a gente programou.
Deu tudo certo. Estácio arrebentou, quebrou tudo. Agora vamos ver, quinta-feira, o resultado. Se Deus quiser, a gente vai voltar ao grupo especial. E no próximo ano está comemorando o nosso centenário no grupo especial”, disse.

Alegorias da Imperatriz na área de concentração para o desfile no Carnaval 2026

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