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Em noite histórica, Neguinho se despede dos ensaios de rua, Beija-Flor pulsa emoção e Mocidade brilha em Nilópolis

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A Beija-Flor deu início à preparação para seu desfile no Carnaval 2025, com o já tradicional Encontro de Quilombos, na Avenida Mirandela, em Nilópolis. A convidada do último sábado foi a Mocidade Independente, que fez grande apresentação para brindar o público e abrir os trabalhos para o ponto alto da noite. Os sambistas presentes testemunharam o último ensaio de rua de Neguinho e a emoção tomou conta da pista, somado ao samba da Deusa da Passarela, em homenagem a Laíla. Um cenário perfeito para um ensaio que se tornou inesquecível. A Beija-Flor será a segunda escola a se apresentar na segunda-feira de carnaval (3 de março), com o enredo “Laíla de todos os santos, Laíla de todos os sambas”, desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo. Já a Mocidade, será a primeira a desfilar na terça-feira de carnaval, com o enredo “Voltando para o futuro – não há limites para sonhar”, dos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage.

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Finalmente, aconteceu o encontro entre Beija-Flor e Mocidade. As duas já tentaram se encontrar em Nilópolis, mas chuvas fortes cancelaram e quiseram os deuses do carnaval que a Estrela-Guia estivesse presente no dia 7 dezembro de 2024 para guiar os caminhos ao último ensaio de rua do dono do grito de guerra que embala qualquer evento de norte a sul do Brasil. “Olha a Beija-Flor aí gente!” Gritou Neguinho, às 23h, pela última vez como cantor oficial da escola, em um ensaio de rua.

O início do fim de uma era, marcou a história da Avenida Mirandela, que estava lotada e viu passar o condutor do microfone da Beija-Flor por mais de 45 anos. A essa altura, a emoção já tomava conta e nada mais importava senão o que estava acontecendo no carro de som. Luiz Antônio Feliciano Marcondes, o Neguinho da Beija-Flor, aos 75 anos, encantando a multidão presente e enchendo os olhos de crianças, pequenos sambistas, que grudaram nele para ver a arrancada do samba.

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“Comecei a amadurecer essa ideia de que o tempo passa. Aí, você tem que deixar a vez para a rapaziada que está chegando com todo o pique, todo o gás. Eu vou ver se nesses próximos cinco, 10 anos dou continuidade nos shows, para ver se garanto aí uma aposentadoria”, contou Neguinho brincando sobre o tempo que ainda espera estar nos palcos.

A Mocidade era a convidada de honra. Foi a primeira a se apresentar com um canto forte comandado pelo cantor Zé Paulo Sierra. O intérprete da Verde e Branca comentou sobre presenciar a despedida de Neguinho dos ensaios de rua.

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“É um processo de despedida que a gente está fazendo para o Neguinho no carnaval. Para mim, além de ser muito honroso estar aqui em Nilópolis, é estar no último ensaio do Neguinho na rua. Foi incrível, uma experiência bacana, poder cantar no mesmo solo que o Neguinho canta. Estou muito feliz de estar aqui hoje”, disse Zé Paulo, puxando o coro dos emocionados endossado pelo presidente e fã declarado Almir Reis, da Beija-Flor.

“A minha reação foi de tristeza imensa. Acho que há muito tempo não me emocionava tanto. Esse anúncio da saída do Neguinho foi um choque para todos nós. Estamos todos muito tristes, mas ao mesmo tempo, nos deixou com mais sangue nos olhos para fazer um grande desfile. O Neguinho entrou na escola com a Beija-Flor ganhando e vamos torcer para que ele saia, mais uma vez, levando um título”.

O clima de emoção e reverência se sustentou até o fim do ensaio, marcado por uma ventania que desafiou a porta-bandeira da Mocidade, Bruna Santos. Os ventos de Oyá sopraram forte, secaram os olhos marejados pela aposentadoria do cantor e fizeram Nilópolis cantar em honra a Laíla, enredo da Beija-Flor.

Primeiro ensaio dá sinais de rolo de compressor pelo título

Conhecida por cantar muito qualquer samba que lhe é entregue, a comunidade da Beija-Flor está incorporada na energia de seu griô. De um jeito inconfundível, durante o ensaio, parecia que Laíla estava entre as alas falando que baiana também canta samba e passista tem que cantar para sambar. “Kaô meu velho! / Volta e me dá os caminhos” é o trecho entoado com mais força, depois do refrão principal. É uma prece.

Vídeos: Arrancada e ala a ala da Beija-Flor no Encontro de Quilombos com a Mocidade

“Esse enredo colocou para fora o lado emocional do componente. O nilopolitano quando canta o samba desse ano, ele bota para fora a sua história. Isso é fundamental. Muitas vezes você vê enredos que não têm um vínculo afetivo com a escola. Aqui, você tem um enredo desse que dá uma vantagem a mais”, comentou Marquinho Marino, que faz a sua estreia na direção de carnaval da Beija-Flor.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, Marino contou a sua relação com a comunidade e o que representa estar no comando da escola, dona de 14 títulos do Grupo Especial. “A Beija-Flor é uma escola imensa. Uma escola apaixonada que domina, não só uma cidade, como uma região inteira. São pessoas que amam a escola, que se doam de uma forma que é difícil até você ver e não se emocionar. Eu também estou emocionado. A oportunidade que o presidente Almir me deu, foi uma coroação pela minha humildade e a minha vontade de trabalhar. E sendo o enredo do meu mestre, que foi quem me ajudou muito, quem me guiou por muito tempo, me orientou, me aconselhou, eu acho que melhor é impossível. O resultado é consequência do trabalho, do desfile, mas se tudo caminhar conforme está caminhando, eu acredito que a escola disputará o título”.

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Nos braços do povo, as lendas Claudinho e Selminha Sorriso viveram a emoção de começar mais uma temporada de ensaios conduzindo o pesado pavilhão da Beija-Flor. Por cada quadra da rua que passam, recebem aplausos. Alguns fãs mais acalorados chegam a ultrapassar a grade para abraçarem os dois. O casal de mestre-sala e porta-bandeira fez uma apresentação mais completa que a do desfile na Cidade do Samba, em homenagem ao Dia Nacional do Samba. A dança carregada de emoção arrepiou o público.

“É uma grande emoção e estou muito feliz pelo brilhante trabalho que a gente fez aqui e a entrega com esse povo maravilhoso ao nosso lado. A gente só tem que agradecer esse povo de Nilópolis por cantar o nosso samba maravilhoso. Estou muito contente com o trabalho que eu fiz com a minha porta-bandeira”, contou Claudinho.

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“É lindo e demais e tão gratificante, porque se passaram tantos anos e o amor das pessoas, dos nilopolitanos, de adjacentes e torcedores que vêm de outras escolas, de outros bairros, dos estados e até países, é muito mágico. Aumenta a responsabilidade, porque eles esperam sempre o melhor de nós, nós temos que dar o melhor para eles e assim faremos a cada ano, enquanto os orixás nos permitirem passar por essa
Mirandela e pelo sambódromo. A gente está muito agradecido”, disse Selminha Sorriso que também deixou o ensaio emocionada.

Na emoção e na energia de Laíla, a Beija-Flor abriu seus trabalhos de ensaios para tentar seu décimo quinto título do carnaval. Por Laíla, Neguinho disse que não poderia deixar de estar no primeiro ensaio e o presidente Almir Reis, contou qual o espírito da escola para o desfile:

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“A energia da Beija-Flor é trazer esse título. É uma obrigação nossa e nós vamos cumprir isso. A gente vai trazer esse título, se Deus quiser. Nosso maior triunfo é a nossa comunidade. O canto desse povo, dessa comunidade maravilhosa”.

Mocidade brilha em Nilópolis em apresentação contagiante

Se fala em energia, fala na estrela da Mocidade. A convidada da Beija-Flor para o “Encontro de Quilombos” fez uma apresentação que deu tom de gala à noite que guardaria tantas emoções. Da comissão de frente cativante, com o primor do primeiro casal, uma comunidade cantando forte, um samba encaixado, ao ritmo fantástico da ‘Não Existe Mais Quente’, a Mocidade foi luz e fez a Mirandela se sentir na Guilherme da Silveira, onde a Estrela-Guia ensaia, com a presença de mais de 800 independentes.

Vídeos: Arrancada e ala a ala da Mocidade no Encontro de Quilombos com a Beija-Flor

“Para a gente é uma honra estar com a Beija-Flor, com a Selminha e com o Claudinho que são nossos amigos e parceiros de dança. É maravilhoso poder receber o carinho de outra comunidade”, comentou a porta-bandeira Bruna Santos.

“Eu fico muito feliz. Troco demais com o Claudinho e pego aquele axé e a experiência dele. Dançar aqui no terreiro dele, vai ser muito importante para mim e para a Bruna”, também falou o mestre-sala Diogo Jesus, sobre o encontro com o lendário casal da Beija-Flor.

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A Mocidade, que enche as calçadas de Padre Miguel para ensaiar, sentiu o clima da Avenida Mirandela. Em saudação à madrinha nilopolitana, o diretor de carnaval independente, Mauro Amorim, falou sobre a visita em Nilópolis.

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“É uma honra imensa e as escolas são muito mais que irmãs. E a gente está feliz. Olha o quantitativo de gente que nós trouxemos. É importante esse laço e ele tem que ser fortalecido cada vez mais. Hoje é uma data que realmente entra na história da Mocidade, da gente poder participar desse evento tão grandioso que a Beija-Flor está fazendo”.

Veja mais fotos do Encontro de Quilombos

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Bateria da Imperatriz sacode Ramos em ensaio de rua com evolução impecável

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A Imperatriz realizou mais um ensaio de rua na tarde/noite do último domingo, na Euclides Faria, em Ramos. Em dia de bateria ainda mais inspirada, a escola mostrou uma comunidade pronta para o desfile e disposta a brigar firme pela décima estrela. Além do ritmo, o ponto alto do treino foi a evolução, com alas mais próximas e componentes organizados, o que mostrou volume e deu efeito de pulsação da procissão de leopoldinenses na pista. A verde-branca será a segunda escola a desfilar no domingo de carnaval, 2 de março, com o enredo “Ómi tútú ao Olúfon – Água fresca para o Senhor de Ifón”, do carnavalesco Leandro Vieira.

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

A última rodada do Campeonato Brasileiro era a concorrente da Imperatriz para o ensaio do fim da tarde. O Botafogo conquistando o título poderia ser um convite para quem quisesse festejar o feito da Estrela Solitária. Mas, como de estrela a Imperatriz tem nove, antes do jogo acabar os componentes se formaram e o cantor Pitty de Menezes gritou que o sonho virou realidade. Caminho aberto para um desfile de harmonia afinada, componentes brincando com o samba e um ritmo cheio de bossas imposto pelo time do animado mestre Lolo, que interagiu com as alas.

O diretor de carnaval André Bonatte falou sobre o ensaio. “O grande ganho do ensaio de rua é esse crescimento. Se a gente for comparar, é uma escala progressiva. A cada vez que a gente vai encontrando a nossa comunidade, isso vai se consolidando. O canto vai ficando cada vez mais consistente. Essa questão harmônica entre o carro de som e a bateria também vai se consolidando. Acho que o melhor lugar para se treinar isso é a rua. O resultado para mim foi satisfatório, mas eu quero que na semana que vem seja melhor e na outra ainda melhor. E até o dia 2 de março a gente vai melhorar bastante”.

Comissão de frente 

Os integrantes se apresentaram bem no estilo do coreógrafo Patrick Carvalho. Passos bem marcados, gestos fortes e sincronia perfeita. Foram 11 componentes com camisa de ensaio e mais um, que representou Oxalá. Ao longo do número, Oxalá ficava o tempo todo ao centro do grupo que, em torno dele evoluíam a coreografia em passos de dança afro. Destaque para a saída do módulo, quando os componentes de camisa de ensaio deixam Oxalá sozinho para sair enquanto chega o pavilhão da Imperatriz.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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E, com Oxalá se retirando da cena, começa a apresentação de Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, primeiro casal da Rainha de Ramos. Os dois buscam flutuar tamanha leveza e elegância na dança. Após apresentar o pavilhão, Rafaela sai para fazer seus giros e Phelipe a acompanha girando, em torno de si, enquanto a porta-bandeira sai para aproveitar o terreno. Após os giros, começa um show de bom gosto da dança, usando todo o espaço disponível. Até o pisar dos dois é suave. Com destaque para a linearidade da dança, a apresentação não tem momentos mais rápidos ou lentos, o que faz o espectador ter uma experiência formidável.

Harmonia

Para cantar sem cansar. O samba está na boca dos componentes e a melodia favorece que ele seja entoado sem cair o andamento. Por isso, a escola cantou feliz e conseguiu pular até o final. Ainda no início de trabalho, algumas alas apresentam canto irregular, como a ala com bastões de mão atrás dos passistas e a ala após o banner do carro 4. Questão que o diretor André Bonatte contou que é trabalhada a parte com os componentes para todas as alas chegarem ao mesmo nível de performance.

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“A gente sempre tem atenção especial em algumas alas, que é natural, como a ala de baiana, velha-guarda. Alas que têm pessoas com pouco mais de idade, que a gente sabe quais são aqueles pontos, que a gente faz trabalhos direcionados, a gente marca outros dias. Acho que a questão do canto está bem harmônico, eu consigo ver isso bem dividido na escola, o samba permite isso, não é aquele samba que você só vê explodir no refrão, mas é um samba que se mantém constante. Cada vez é isso mesmo, em cada ensaio desse a gente vai vendo que melhorou, mas que ainda pode melhorar”.

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Samba-enredo

A obra assinada por Me Leva, Thiago Meiners, Miguel da Imperatriz, Jorge Arthur, Daniel Paixão e Wilson Mineiro tem crescido a cada apresentação, conforme ganha novos testes do carro de som e com a bateria. No ensaio deste domingo, a obra foi fortemente cantada pelos componentes, principalmente, na parte “justiça maior é de meu pai Xangô…” e no refrão principal. Porém, uma das grandes qualidades da obra é que ela não permite queda acentuada no canto e, tampouco, cansa o componente. Um rendimento bastante satisfatório em Ramos.

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Evolução

Ponto alto do ensaio. A organização da escola se mostrou impecável, no entanto, a aproximação das alas garantiu uma massa de componentes, criando volume e efeito de pulsação. Quem assistia de longe, se impressionava e torcia para a escola chegar logo para sentir a emoção que os leopoldinenses conseguiram transmitir evoluindo. O grande número de pessoas ensaiando contribuiu para este efeito, inclusive, no trecho do samba “O povo adoeceu, tristeza perdurou / Nos sete anos de solidão”, quando os desfilantes levantam as mãos e fazem uma coreografia. Outras partes do samba também têm passos combinados com toda a escola. O que chama a atenção é a confiança da escola no trabalho de sua equipe. Deixando para trás a máxima de que as baianas devem desfilar na frente da escola, a Imperatriz posicionou a ala no final.

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“A gente já foi campeão com baiana lá atrás, já foi campeão com baiana lá na frente. Eu acho que a escola tem que estar preparada. A baiana, quando ela vem no início do desfile, ela nos dá uma certa tranquilidade, porque a gente tem essa questão das paradas para cabine, o que permite que naturalmente haja ali alguns pontos de descanso. Mas eu acho que a gente tem que trabalhar muito para não ter nenhum tipo de problema e a escola fazer uma evolução perfeita que não vai precisar correr”, disse André Bonatte.

Outros destaques

As paradinhas da bateria e os apagões da “Swing da Leopoldina” para jogar o canto ao público foi um sacode nos desfilantes e em quem estava nas calçadas. No talento do mestre Lolo e na superparceria com o carro de som, o ensaio terminou em grande estilo com apresentação da bateria para fazer todo mundo sambar.

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“A gente está no ensaio e faz testes com a bateria e o que a gente vai fazer com o canto, mas é bem provável que a gente leve para avenida. A resposta do público está sendo muito boa, e também a resposta da comunidade. Fizemos um belo ensaio. Foi maravilhoso”, avaliou o cantor Pitty de Menezes.

Botafogo Samba Clube: galeria de fotos do minidesfile na Cidade do Samba

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Balanço: minidesfiles da Série Ouro para o Carnaval 2025

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Vídeos: Arrancada e ala a ala da Mocidade no Encontro de Quilombos com a Beija-Flor

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Vídeos: Arrancada e ala a ala da Beija-Flor no Encontro de Quilombos com a Mocidade

Vídeos: Arrancada e ala a ala da Beija-Flor no Encontro de Quilombos com a Mocidade

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Grande Rio realiza primeiro ensaio de rua neste domingo

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A Grande Rio dará início aos seus ensaios de rua neste domingo, 8 de dezembro, na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, no Centro de Duque de Caxias. A concentração está marcada para as 19h, na altura do supermercado Carrefour.

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Foto: Ewerton Pereira /Divulgação Grande Rio

Em 2025, a tricolor de Caxias levará à Marquês de Sapucaí o enredo “Pororocas Parawaras: As Águas dos Meus Encantos nas Contas dos Curimbós”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. A escola será a penúltima a desfilar na terça-feira de carnaval.

Serviço
Evento: Primeiro ensaio de rua da Grande Rio 2025
Data: Domingo, 8 de dezembro
Horário: Concentração às 19h
Local: Avenida Brigadeiro Lima e Silva, altura do supermercado Carrefour

Comunidade cantou forte e Unidos de Padre Miguel tomou conta do Ponto Chic no ensaio de rua

A Unidos de Padre Miguel realizou na noite da última sexta-feira, mais um ensaio de rua em preparação para o desfile do ano que vem, o primeiro a ser realizado no Ponto Chic, em Padre Miguel. O grande destaque durante a apresentação foi o canto dos componentes, bem consistente e forte, sem decair em nenhum momento. O Boi Vermelho vai levar à avenida em 2025 a história de Iyá Nassô e da Casa Branca do Engenho Velho, com o enredo “Egbé Iyá Nassô”, sob a batuta dos carnavalescos Lucas Milato e Alexandre Louzada, e vai abrir os desfiles do Grupo Especial no domingo de carnaval.

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A diretora de carnaval da Unidos de Padre Miguel, Lara Mara, conversou com o CARNAVALESCO ao fim do ensaio, elogiou a apresentação e destacou o canto do povo da Vila Vintém.

“Estou muito feliz, é a resposta que eu queria, porque o Ponto Chic tem uma energia diferente. Eu queria essa resposta do povo de Padre Miguel e esse é o caminho que a gente quer trilhar. O bairro aceitou o samba e toda a minha equipe está muito feliz. Destaco o canto e ver as pessoas felizes, inclusive, de fora do ensaio, também cantando, acho que é uma boa resposta. O que pode melhorar é a questão de ajuste de tempo, mas acho que a gente vai conseguir acertar melhor as coisas no ensaio técnico, porque na Sapucaí é diferente. Foi maravilhoso hoje. É muito legal a gente ouvir as pessoas que gostaram da nossa apresentação, além de tudo, representantes de outras coirmãs também parabenizaram a gente, estão felizes com a gente no grupo. Isso é muito gratificante e dá um gás também a mais para o trabalho”.

Unidos de Padre Miguel 2025: ouça a versão oficial do samba-enredo

Comissão de Frente

A comissão de frente, comandada por Sérgio Lobato, fez uma coreografia forte e bem descritiva em relação a letra do samba, com uma integrante principal representando Iyá Nassô como centro da dança. No momento do refrão do meio, também houve uma parte da coreografia em que um dos dançarinos foi erguido como Xangô.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Vinícius Antunes e Jéssica Ferreira estavam bem entrosados, apresentando uma boa sincronia durante o ensaio da UPM. O casal apresentou uma dança tradicional, bem executada, com a adição de algumas pequenas coreografias e gestos com referências à letra do samba-enredo, como durante a saudação a Xangô, batendo a cabeça e no refrão principal da obra.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Harmonia

As alas da Unidos cantaram bem forte o samba durante todo o ensaio. Destaque para os momentos dos refrões da obra e de frases fortes, como “toca o adarrum que meu orixá responde”, onde todas vozes subiam ainda mais. Canto bem consistente durante todo o tempo em que o treino ocorreu no Ponto Chic. O carro de som, comandado por Bruno Ribas, também seguiu muito bem durante a apresentação da escola.

Evolução

Com uma performance bem consistente e bastante organizada, o Boi Vermelho passou bem no Ponto Chic, com uma forma forte de ensaiar dos componentes. As alas estavam bem divididas, só em alguns pontos que se aproximavam mais, porém não chegaram a embolar. Muitas tinham componentes bem animados, sambando e brincando durante o ensaio, além de algumas alas coreografadas, dentre elas, algumas com bastões de mão.

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Samba-enredo

A obra da escola de Padre Miguel, uma das melhores do ano, rendeu muito bem neste ensaio, com um trabalho harmonioso entre o carro de som e a bateria para manter o hino para cima. Bruno Ribas conduziu muito bem mostrando que tem o samba nas mãos e está bem a vontade e ajudando a escola a cantar, assim como toda ótima equipe do carro de som.

Outros destaques

A rainha Dedê Marinho desfilou à frente da bateria com um figurino trançado e mostrou o samba no pé, já esperado, enquanto a bateria “Guerreiros” seguiu muito bem durante o ensaio deixando alguns momentos de paradinhas e apagões para ressaltar o canto da comunidade. O carnavalesco Lucas Milato esteve presente e acompanhou todo o ensaio. A escola também contagiou o público presente no ensaio, que cantou com a agremiação conforme ela passava pelo Ponto Chic.

Galeria de fotos: apresentação da Unidos de Padre Miguel na Cidade do Samba para o Carnaval 2025

Ao vivo: veja apresentações das escolas da Série Ouro na Cidade do Samba

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Intérpretes destacam a beleza do samba da União de Maricá na gravação oficial

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A União de Maricá realizou a gravação da sua faixa para o álbum dos sambas-enredo de 2025 da Série Ouro, no último dia 11 de novembro, no estúdio em Marechal Hermes. A escola vai levar para a avenida uma homenagem ao Seu Sete da Lira, com o enredo “O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7”, de autoria do carnavalesco Leandro Vieira. O CARNAVALESCO esteve presente na gravação e ouviu os componentes que foram realizar a gravação oficial da obra. Júnior Cabeça, diretor de harmonia, comentou sobre a oportunidade de acompanhar a gravação do samba para o próximo carnaval.

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“Nós estamos muito felizes com o samba. Tivemos uma eliminatória bem pesada e na hora de decidir foi unânime o samba escolhido entre toda a escola. A gravação, a gente sabe que vai alcançar os objetivos da escola, e do nosso carnavalesco. Já nos leva para um lugar muito melhor do que pensávamos. É um samba que tem característica de ser histórico,”.

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O trio de intérpretes de Maricá, Nino do Milênio, Matheus Gaúcho e Bico Doce, também conversaram sobre a preparação que fizeram para botar a voz na obra, o que esperam do desempenho do samba e do resultado da gravação.

Ouça os sambas-enredo nas versões oficiais da Série Ouro para o Carnaval 2025

“A minha preparação é ficar em casa quietinho, escutando samba, tomando muita água e dormindo bastante. Na hora de gravar, é um misto dos dois, emoção e técnica. Tem que tirar da alma, jogando a voz, jogando mais a técnica. É um ótimo samba, maravilhoso, com três cantores maravilhosos juntando as vozes para virar uma voz só, e fazer um bom trabalho, botar o couro pra comer mesmo, que a gente está com vontade”, comentou Bico Doce.

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Foto: Divulgação/União de Maricá

“Muito descanso e muita concentração, e o samba ajudou muito. É valente e animado, que foi algo que a gente torceu muito durante a disputa e deu tudo certo, e ganhou um samba muito bonito para a nossa escola. A gente vai fazer um grande desfile em busca do título para a nossa escola de Maricá”, sintetizou Matheus.

“Eu sempre priorizo uma boa alimentação, descanso, poder dormir cedo, acordar cedo e chegar legal para gravar.  A gente está com um samba muito bacana, muito bonito, que tem que ser muito bem cantado. A emoção mistura com a técnica, e no final dá um resultado maravilhoso, é uma grande pegada, com certeza melhor do que o samba do ano passado. E quem sabe o título vem esse ano? Vou ficar muito feliz”, finalizou Nino.

Mestre Paulinho Steves, comandante da “Maricadência”, falou sobre o andamento da bateria na gravação, como se preparou e da responsabilidade de estar à frente da bateria mais um ano.

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“Foi 142 BPM (batidas por minuto). Pagodão. Na verdade, é um ritmo alegre, feliz. Ser responsável pela bateria é um mix de sentimentos, mas conduzir o coração da União de Maracá, que é a Maricadência, é a maior sensação de felicidade do mundo que eu tenho”.

JotaPê, diretor musical da União de Maricá, foi o responsável pelo arranjo da obra, e comentou como ele foi pensado para a gravação, baseado, principalmente, na discografia de Seu 7 da Lira.

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“O nosso arranjo foi muito baseado naquilo que o nosso enredo pede, na discografia do Seu 7. Fizemos uma pesquisa muito grande, tanto para entender o que a União de Maricá precisa fazer pra impactar na avenida, quanto para não perder essa essência do Seu 7. Estamos preparando uma surpresa muito legal com a cara dele, com a cara da União de Maricá, que com certeza vai sacudir a Sapucaí. O Seu 7 tem uma discografia muito rica, a mãe Cacilda tem uma discografia muito rica. A gente foi beber nesta fonte, foi buscar toda essa alegria. Ao contrário do que muitos pensam, Seu 7 era um exu que gostava de festa, era único e festeiro e a gente trouxe esse clima de festa para nossa gravação”.

João Vidal, um dos compositores da obra, teve a oportunidade de acompanhar a gravação, e destacou a alegria de ver um samba de sua autoria na Sapucaí pela primeira vez.

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“É o samba mais especial da minha vida. Já tinha ganho outros quatro na Maricá, mas esse é o mais importante, e eu sonhei com esse dia. Gosto muito do refrão do meio porque é a parte da cura. Acho que é uma grande sacada conseguir transmitir realmente o que era o Seu 7. Ele curava as pessoas no bar, no boteco, com marchinha, samba, festa, que era a essência dele. Espero que o samba cada vez mais fique mais popular e impulsione Maricá para o título”.