Restando pouco menos de 90 dias para a Unidos da Tijuca pisar na Marquês de Sapucaí, a agremiação passa a intensificar ainda mais os seus ensaios de comunidade buscando o retorno do desempenho alcançado nos últimos desfiles nos quesitos Harmonia e Evolução. A agremiação ensaiará na rua todas as quintas-feiras até o carnaval. A concentração acontece às 19 horas na quadra da escola localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47, próximo a Rodoviária Novo Rio, no Santo Cristo.
Focada em adquirir excelentes resultados, os trabalhos não cessam na Unidos da Tijuca, que até o final de novembro focou seus treinos no canto da escola dentro da quadra e agora passa a trabalhar com intensidade os quesitos de chão visando aprimorar a questão de técnica de desfile, canto e dança.
“Elaboramos um planejamento que foi iniciado em outubro e vem preparando todos os componentes da escola para cantar com imponência nosso samba-enredo e mostrar a garra e a emoção dos nossos segmentos”, explica o diretor de harmonia Allan Guimarães.
O ensaio acontece atrás da quadra da agremiação na rua Via D1 – Santo Cristo. A agremiação conseguiu liberação da rua mais cedo com a CET-Rio, um antigo pedido dos componentes, para que todos possam retornar mais cedo para o lar. Sendo assim, os treinos iniciam impreterivelmente às 21 horas.
A Unidos da Tijuca será a primeira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, dia 03 de março, pelo Grupo Especial com o enredo ” “Logun-Edé: Santo Menino que Velho Respeita” de desenvolvimento do carnavalesco Edson Pereira.
O Dia Nacional do Samba foi marcado pela abertura da Semana do Samba promovida pelo departamento de velhas-guardas da Liga-SP na noite de segunda-feira. O coquetel organizado pela entidade em sua sede, localizada na Fábrica do Samba, reuniu a imprensa e baluartes de várias agremiações, sendo precedido por discursos de lideranças e homenagens a nomes que marcaram a história do carnaval de São Paulo no anfiteatro. Serão quatro dias de simpósios, com ciclos de encontros e palestras da velha guarda do carnaval de São Paulo no local, tratando de temas como as origens, tradições e rituais relacionados às escolas de samba e aos sambistas, além os elementos que regem a organização dos desfiles e da visão das agremiações como empresas. A abertura da Semana do Samba contou com discursos de representantes do departamento de velhas-guardas, representantes das escolas de samba e do presidente da Liga-SP Sidnei Carriuolo, além das homenagens ao jornalista Clóvis Messias, Albertino Alves da Silva, o Seo Beto da Nenê de Vila Matilde e Maria Aparecida dos Santos, a Tia Nena do Brinco da Marquesa.
Trazer o conhecimento do passado e as famílias de volta ao samba
O primeiro discurso da noite no anfiteatro da Liga-SP foi de Raimundo Pereira da Silva, o Mestre Mercadoria, um dos maiores diretores de harmonia da história do carnaval de São Paulo. O baluarte conversou com o CARNAVALESCO sobre a importância de a principal entidade do carnaval paulistano abrir esse espaço para as velhas-guardas transmitirem seus conhecimentos.
“A função da Liga das Escolas de Samba de São Paulo é essa mesmo. É trazer, através das velhas guardas, o conhecimento não do futuro, mas do passado. Se existe a Liga das Escolas de Samba, se existe escola de samba, é porque lá atrás alguém fez alguma coisa, que foi a velha guarda. Essa abertura que a diretoria da Liga, através do presidente Sidnei, está dando, é para a gente mostrar para a juventude que para chegar aonde nós chegamos, para o carnaval de São Paulo chegar aonde chegou, houve uma luta muito grande. Não foi à toa que a gente conseguiu esse espaço. Foi com a verdade, foi com seriedade, foi com trabalho, e hoje a gente alcançou um fruto. Essa abertura de hoje e o seminário que vai acontecer é para mostrar para todos a fórmula que foi para alcançar esse sucesso. Nós vamos falar da iniciativa privada, nós vamos falar do encontro tanto do passado como do futuro e principalmente o porquê de toda essa tradição, o porquê dessa cultura, dessa coisa nossa que é brasileira, que só o Brasil faz, que é a escola de samba. Escola de samba é uma cultura nossa. Eles estão imitando lá fora, mas não vão conseguir chegar aonde nós chegamos. A importância de tudo isso, essa abertura da Liga, não é só para as pessoas que estão dentro do carnaval, mas aquele leigo que quer conhecer alguma coisa sobre escolas de samba, sobre essa cultura inexplorada ainda. Só conhece a cultura das escolas de samba quem está dentro da escola. As pessoas acham que a escola de samba termina o desfile, acaba, aguarda tudo e daqui 365 dias volta. Não, é o ano todo. Escola de samba não para de trabalhar, a máquina não para de girar, ela gira os 365 dias do ano. É falácia falar que a escola de samba é coisa de vagabundo, é folia. Não é folia, não é vagabundo, é cultura, cultura mesmo. Infelizmente isso está enraizado, como tudo nesse país. Cria-se uma falácia e as pessoas acreditam. Eu convido todo mundo: quer saber o que realmente é uma escola de samba? Vem aqui na Liga. Nós vamos mostrar os barracões de 14 escolas trabalhando 24 horas por dia para montar um espetáculo para levar para a Avenida. Essa é a realidade do carnaval de São Paulo, das escolas de samba de São Paulo”, declarou.
Mestre Mercadoria se criou no samba e no samba criou sua família. É pai do mestre de bateria Renato Fuskão e da porta-bandeira Adriana Gomes, que seguiu os passos da mãe Maria Gilsa. Transmitir o legado familiar para as próximas gerações é um desafio, e para o baluarte a iniciativa da Liga-SP de promover o Desfile das Crianças em 2025 pode ser uma ferramenta para atrair os jovens para mundo das escolas de samba.
“Aqui em São Paulo nós temos várias atrações que a juventude tem acesso. O nosso público juvenil, infantil, hoje não está voltado só para a escola de samba. Ele vai para o bloco, ele vai para o funk, ele vai para o rap, é bem diversificado, é um leque muito grande de diversões para ele. Antigamente eu levava meus filhos para a escola de samba, eles não iam para outro lugar, tanto é que uma é porta-bandeira, outro é diretor de bateria. Hoje não, hoje o filho não quer ir com o pai para a escola de samba, ele quer ir para a balada. Essa renovação pode crescer mais agora com a criação aqui em São Paulo do desfile das crianças a partir do ano que vem. Isso vai ser um chamamento para que os nossos jovens, as nossas crianças, voltem para as escolas de samba como era antigamente. A gente tinha muitas crianças, por isso que eu digo que meus filhos foram criados dentro da escola de samba, dentro do Rosas de Ouro. Hoje um é diretor de bateria do Rosas de Ouro e da Imperador do Ipiranga, outra é porta-bandeira da Mancha Verde. Mas por quê? Porque no passado eu levava eles para a escola de samba. Hoje o pai ou a mãe, se forem no carnaval, se estiverem dentro do carnaval, participarem da escola de samba, até tentam levar. Não é que levam, tentam, porque aí o filho: ‘ah, não vou, vou com meus amiguinhos não sei onde e tal’. Eu acho que também não é culpa dos blocos. Arrastaram muita gente das escolas de samba, elas perderam muitos componentes para os blocos, até porque é mais simples, é mais fácil desfilar nos blocos. No bloco você pode tudo, não tem um diretor de harmonia te enchendo o saco para cantar, para dançar, você não pode beber, você não pode fazer nada e no bloco pode fazer tudo. O trabalho nosso agora é para resgatar essas crianças, por isso é fundamental o desfile das crianças a partir do ano que vem”, afirmou.
Necessidade de documentar a história
Embaixador, grão-mestre, cidadão do samba. São tantos os títulos merecidos para se referir a Gabriel de Souza Martins, o Mestre Gabi, lendário mestre-sala do Camisa Verde e Branco. Em seu discurso no anfiteatro da Liga-SP ele foi enfático ao clamar aos sambistas presentes que documentem suas histórias para que o conhecimento seja preservado para as futuras gerações. Questionado sobre a importância de manter viva a história do carnaval através de registros, o baluarte mencionou a preocupação de se manter tamanho legado apenas através da tradição oral e citou exemplos que mostram a necessidade de fortalecer as escolas de samba como entidades culturais.
“Nós pretos não temos essa prática de estar escrevendo. Nós falamos e guardamos na cabeça, e isso é ruim. Nós nunca tivemos oportunidade de fazer livros, de documentar. A gente não tem essa expertise, é por isso que nós perdemos muito conhecimento. Tenho tantos amigos que já se foram e muitas coisas eles levaram. Às vezes nós sentávamos conversando, mas eram tantas coisas que surgiam de carnavais passados, de como poderia ser, dando opiniões que hoje a gente vê que muita gente está usando, mas nada disso foi documentado. Eu tenho essa preocupação sim de fazer documentários, de me chamar mais para o lado cultural. O lado do espetáculo já não me preocupa mais porque o espetáculo está aí. Agora, vou perguntar: você sabe por que nós desfilamos, a escola de samba desfila no carnaval? Porque nós não tínhamos a oportunidade de manifestar a nossa cultura fora do carnaval. Por quê? Quando você encontrava o pessoal fazendo uma batucada, a polícia ia, cortava o surdo, cortava tudo, não deixava, era considerado bagunça. ‘Que bagunça é essa?’, e furava tudo. O carnaval, na verdade, é a festa da carne. Era onde a gente podia se manifestar sem ter essa preocupação deles chegarem e furarem os nossos instrumentos. Aqui você via o pessoal do corso lá na Paulista e nós não podíamos participar do corso. Primeiro porque não tinha carro, segundo porque não era bem-vindo. Então fazia-se o Vai-Vai ali embaixo no Bixiga, fazia-se aqueles cordões, a nossa manifestação cultural aqui na Barra Funda porque, nessa época, nós não sofríamos tanto, podíamos fazer porque era a festa da carne mesmo. Por isso que falam que o carnaval é profano. O desfile, o carnaval, eu não discuto. Eu discuto desfile de escola de samba. É cultura, é totalmente cultural. Quando você vê o enredo, e quando o Getúlio Vargas ainda colocou: ‘ah, vai ter escola de samba? Tem? Então, tá bom. Vocês são obrigados a falar só de temas nacionais’. E foi com isso que aconteceu uma curiosidade: Você sabe por que muita gente que é analfabeta sabe de muita coisa? Pelas escolas de samba, pelos enredos. O que se pensava era isso. ‘Ah, vamos falar de D. Pedro I?’ ‘Vamos falar do descobrimento do Brasil?’ ‘Vamos.’ ‘Então, para falar do descobrimento nós temos que falar dos índios, nós temos que falar dos portugueses’. Aí, um dia eu perguntei: ‘o que é Santa Maria, Pinta e Niña?’ ‘Ah, nunca ouvi falar.’ ‘Você já estudou a história do Brasil?’ ‘Já.’ ‘Nunca viu falar? São as três naus que vieram com Cabral.’ ‘Ah, puxa vida!’ Eu estive numa ETEC há pouco tempo falando para eles o porquê que desfile de escola de samba é cultura, e eles falaram: ‘que nada, mestre, carnaval é bagunça’, aí eu fui explicar. Nós fizemos até um enredo dentro da sala de aula, e aí eles: ‘puxa vida, é mesmo! Agora eu vou prestar atenção.’ Muita gente não presta atenção, só canta o samba. Canta o samba, mas não sabe a profundidade. A gente precisa mostrar para eles o que é a nossa cultura”, disse o mestre.
Preservação das tradições
Uma das preocupações mais citadas nos discursos realizados foi a necessidade de se preservar as tradições carnavalescas. Da concepção do primeiro regulamento oficial do carnaval paulistano à menção a um debate ocorrido sobre a possibilidade de se remover a obrigatoriedade do uso de um instrumento de mão pelo mestre-sala, os baluartes clamaram pela necessidade de cautela quanto às renovações no carnaval. O jornalista Clóvis Messias, um dos homenageados na cerimônia, destacou que manter vivas as tradições do carnaval é preservar a história do Brasil.
“Só as tradições que fizeram com que a gente pudesse crescer e se desenvolver. Quando você fala em manter as coisas antigas falam é coisa de velho. Não, as coisas antigas são cultura, são a história do Brasil. Nós pegamos os folguedos, dessas brincadeiras todas que estão por aí e trazemos para mostrar para as crianças. Todo menino de escola, de rua, que está jogando bola, esse menino vai vir fazer o quê? Vai saber o que é um folguedo, vai começar a discutir a brincadeira na escola, vai no ensaio da escola, começa por aí. Hoje eles não vão mais, é só nós falarmos e oferecermos. Por exemplo, falaram do instrumento do mestre-sala, a pessoa não sabe a função dele, não tem noção, e o que é? É porque ele está com a dama, está fazendo um cortejo para que ela possa evoluir, mostrar para o povo como é que se samba, o que é arte, como é que se tem cultura, também é um gesto de cavalheiro. As pessoas não têm noção, falam que ele vai cair. Se cair, põe para fora porque ele não é mestre-sala. É difícil entender isso? E outra coisa: cuidado com a renovação. A renovação é alguma coisa que pode tirar um pouco da história do Brasil, um pouco da sua função, da sua vida aqui nesse mundo. Nós precisamos trabalhar com tudo isso na cabeça. Vai confrontar? Algum cara fala: ‘eu tenho tanto tempo de escola e vou falar’. Não vai falar, pode mandar falar comigo. Eu saio desde 9 anos de idade e estou com quase 85, saio no samba há 70 anos, sem problema nenhum. Meu pai fazia os instrumentos junto com Seo Nenê. Naquela época você não comprava na esquina, tinha que fazer esses instrumentos. Isso era uma brincadeira gostosa, era uma atividade bonita, tanto que quando fui estudar no Rio eu estava meio dormindo e não sabia o que fazer, até que ele me chamou e falou: ‘o que você vai fazer? Eu vou te levar no samba’. Ele me levou no Salgueiro e eu deslumbrei, aí depois eu ia no Império sozinho. Mas eu primeiro tive que ter um toque. Eu tive o toque, aí agora virou. E quem foi? Era um cara que me levou, que conseguiu perceber. Por quê? Você sabe quando o cara vive no samba, o olhar dele reflete, o olhar dele traz, você sabe que ele tem algo a mais que você não nota porque você não foi moleque ali junto, trabalhando. Isso tudo vem vindo e facilita o nosso entendimento, facilita a nossa fala, facilita com que a gente mostre para as pessoas e consiga fazer com que alguém entenda que isso não pode ser perdido. Apenas isso, nada mais do que isso”, afirmou.
A influenciadora digital e bailarina Isabella Arantes fará sua estreia no Carnaval Carioca como musa do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro em 2025. Conhecida por sua elegância e carisma, Isabella, que também é assistente de palco do programa Domingo Legal, do SBT, promete brilhar na Marquês de Sapucaí, representando a força e a energia da Academia do Samba.
Esta será a primeira participação de Isabella no Carnaval do Rio de Janeiro, marcando uma nova fase em sua trajetória no samba. Antes disso, a paulista de Aparecida do Norte, no interior do estado, se destacou no Carnaval de SP ao desfilar na Gaviões da Fiel. A influenciadora de 26 anos acumula mais de 1 milhão de seguidores no Instagram.
“Não sei explicar tamanha alegria! Estou com o coração acelerado e explodindo de felicidade por fazer parte da família salgueirense. Quero viver cada momento, sentir essa magia do Carnaval Carioca, brincar, sorrir, cantar, sambar e, juntos, brilharmos no maior espetáculo da Terra, com o Torrão Amado e ao som da Bateria Furiosa!”, declarou Isabella.
Sob o enredo “Salgueiro de Corpo Fechado”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira, Isabella integrará o desfile que mergulha nas tradições místicas e espiritualistas do Brasil. O Salgueiro será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval, 3 de março de 2025.
A estilista e dançarina Caterine Sanchez foi anunciada como a nova rainha da escola de samba União do Parque Acari, integrante da Série Ouro da Liga-RJ. Caterine terá a honra de representar a agremiação com elegância e carisma durante o desfile.
Caterine é uma figura reconhecida no universo da moda, tendo fundado sua marca homônima em 2009, especializada em roupas femininas. Suas criações já foram destaque em eventos de renome, como estreias no tapete vermelho e na New York Fashion Week (NYFW). Além disso, ela acumulou experiência trabalhando em casas de moda prestigiadas, como Alexander Wang e Mary McFadden.
No âmbito artístico, a nova rainha da escola também se destacou em performances de alto nível. Entre seus feitos mais marcantes estão sua atuação e trabalho como figurinista para a série da Netflix “Partnertrack”, além de apresentações no icônico Lincoln Center e no Madison Square Garden, em Nova York.
Apesar de sua carreira internacional, Caterine revela que dançar no Carnaval do Rio sempre foi um grande sonho. “Estou muito animada para dançar como Rainha do Parque Acari neste Carnaval! Mal posso esperar para aprender mais sobre a história do samba e me integrar à comunidade em fevereiro de 2025”, declarou a estilista.
No próximo desfile, a tricolor do Complexo de Acari levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Cordas de Prata – O Retrato Musical do Povo”, desenvolvido pelo carnavalesco Guilherme Estevão. Com um tema que promete emocionar e destacar a importância do violão na cultura popular brasileira, a escola será a segunda a desfilar na noite do segundo dia de apresentações da Série Ouro.
As escolas de samba do Grupo de Acesso 1 de São Paulo agitaram o público que compareceu à Fábrica do Samba para a Festa do Lançamento dos Sambas de Enredo do Carnaval de 2025. Oito agremiações deram uma amostra do que pretendem apresentar no Anhembi no próximo ano, e as impressões causadas estiveram entre os principais assuntos entre amigos e familiares presentes.
Entre as escolas mais mencionadas, Dom Bosco, Tom Maior e Mocidade Unida da Mooca se destacaram nas opiniões das pessoas que conversaram com o CARNAVALESCO, que fizeram menções positivas principalmente ao desempenho das baterias e a organização do evento promovido pela Liga-SP, exaltando a melhora na estrutura de arquibancadas e demais comodidades.
Bruno Almeida, 33 anos, analista financeiro
“É uma festa que São Paulo merece. O carnaval de São Paulo vai se engradecendo todo ano que passa, nós aqui merecemos. Todas as agremiações passaram muito bem, elevando o nível. Chega até a ser repetitivo, mas todo ano que passa as escolas vão elevando o nível. Se eu puder, gostaria de destacar a Dom Bosco e a Tom Maior. A Dom Bosco veio com a comissão de frente distribuindo maçãs do amor, totalmente envolvida com o enredo do circo. Maçã do amor, algodão doce, que deram para todo mundo aqui, foi show de bola. E a Tom Maior com a reedição, falar de Martinho e Angola, é chover no molhado, foi show de bola mesmo. A surpresa, para mim, foi a São Lucas, que veio com o enredo de Ijexá, ritmo africano, pode surpreender”.
Alan dos Santos, 36 anos, empilhador
“Esse ano a organização ficou muito melhor do que o ano passado. Eu também sou ritmista e agora eu estou como diretor da Imperadora Ipiranga, então a gente vem acompanhando a evolução dessa festa e, cada vez mais, está ficando melhor organizada. Muito melhor até a localização dos banheiros, localização dos fast foods. Dos outros anos que eu venho acompanhando, está muito melhor. Eu gostei bastante da Mocidade Unida da Mooca. A Tom Maior também veio muito boa, com umas bossas muito bem elaboradas do mestre Carlão, e a Dom Bosco também gostei bastante das bossas, do ritmo deles. Da MUM eu gostei bastante da parte pesada deles, dos surdos, vieram bem marcantes e fazendo umas bossas muito bem elaboradas. Desde quando o mestre Dennys entrou, agora dá pra ver a evolução do que era a MUM e do que está agora”.
Verônica Jacinto, 51 anos, competente em segurança
“A festa está maravilhosa. Eu acho que melhorou bastante do que era antes, tem bastante lugares para comprar as coisas, o acesso à arquibancada ficou melhor, a iluminação, ficou tudo melhor. Os desfiles foram perfeitos, uma prova de que já é carnaval. Eu gostei da Nenê, achei que foi muito bem, que o público tem aclamado desde o início, e a X-9, que é uma escola de tradição e gosto muito da energia”.
Luiz Henrique, 30 anos, marketing
“A festa está muito boa, cada ano melhora. A Liga vem dando aula, referente a isso estão de parabéns. Achei bem dinâmico, sai uma, entra outra, horário respeitado, está muito bom. Gostei bastante dos desfiles do Acesso 1. Para mim, quem se destacou foi a Tom Maior, foi a grande explosão da festa. A arquibancada, galera aqui, todo mundo cantando, achei muito bom. Gostei bastante da Nenê, achei que o samba funcionou mais do que eu esperava, X-9 achei que passou legal. Foram as três que para mim se destacaram. O samba da Tom Maior me fez remeter ao adolescente, que estava gostando de carnaval desde lá e queria estar nos eventos, mas não conseguia porque o pai e a mãe não deixavam. Ver o samba aqui, ver que rendeu, para mim foi sensacional. Gostei da Mocidade Unida da Mooca e da Dom Bosco também, achei que a escola foi legal, veio bem estruturada por ter chegado há pouco”.
Silvana Reis, 39 anos, operadora de caixa
“Está uma delícia, esse ano eles aumentaram mais o tempo. Foi satisfatório de ver o Grupo de Acesso, a briga é boa entre as escolas. Muita alegria, muito brilho, muito glamour, muita gente bonita e as baterias todas nota 10. Gostei da Mocidade Unida da Mooca, da Nenê e da Vila Maria pelo orgulho, a alegria, a comunidade cantando junto. A Nenê levanta a arquibancada mesmo, mas a Vila Maria veio para subir para o Grupo Especial. As baterias estão pau a pau, está muito disputado”.
Cada vez mais consolidado como o grande evento do pré-carnaval da cidade de São Paulo, o lançamento do CD para a temporada seguinte, realizado na Fábrica do Samba, também conta com um minidesfile de todas as agremiações que desfilarão em um dos grupos comandados pela Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP). Realizado no último sábado (30 de novembro), oito instituições do Grupo de Acesso I fizeram apresentações com arquibancadas próximas da lotação máxima e mostraram que todas possuem trunfos no sonho de disputar o Grupo Especial em 2025. O CARNAVALESCO esteve presente em todos os minidesfiles (incluindo, obviamente, os do segundo grupo do carnaval paulistano) e conta os destaques da apresentação de cada escola.
Treze anos depois, a Unidos de São Lucas, enfim, está de volta ao Grupo de Acesso I. Para marcar o retorno, um dos sambas mais celebrados de toda a safra da Liga-SP teve bom rendimento, sendo muito bem cantado pela escola da Zona Leste. Mostrando força, a agremiação trouxe uma celebridade para integrar a corte de bateria: Priscila Nogueira, a Pepita, rainha de bateria, sambou ao lado de Pamela Lino, muma dos ritmistas. Além dos quatro casais presentes (sendo que o primeiro, Erich Sorriso e Victoria Devonne, mesclou bem a dança e os giros, com muita firmeza e simpatia), vale destacar a ala que veio logo após a Bateria USL, comandada por mestre Andrew Vinícius, que estava bastante animada – mesmo com a garoa que começou a cair.
Mocidade Unida da Mooca
Fotos: Woody Henrique/Samba na Pista
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Entrando na passarela com fumaça vermelha e verde (cores da agremiação), a escola trambém trouxe a faixa “Sangue indígena, nenhuma gota mais”, mostrando o recado dado a favor das causas dos povos originários que o enredo mostra. A agremiação teve como destaque o forte canto dos componentes – algo que, cada vez mais, torna-se uma característica da MUM. Também foram vistas muitas alas coreogradas na instituição, com danças fortes e atuações vibrantes. As bandeiras brasileiras manchadas de vermelho, que apareceram na gravação do CD, também se fizeram presente. Vale destacar, também, a boa sustentação do samba garantida pela Chapa Quente, sob o comando de mestre Dennys Silva – mas não apenas isso: os ritmistas vieram depois das baianas e do segundo casal, já da metade para o final da apresentação. Estreando na instituição, o intérprete Emerson Dias se comunicou bem com o público presente.
Independente Tricolor
Fotos: Woody Henrique/Samba na Pista
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A agremiação, certamente, fez a apresentação mais diferente dentre as oito do grupo. A comissão de frente entrou normalmente, mas o restante da escola não a acompanhou. Em dado momento, os componentes do segmento citado retornaram para a faixa amarela do início. Depois, toda a agremiação passou a desfilar normalmente. Chamou atenção o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jeff Antony e Thais Paraguassú, que vieram fantasiados como Dom Pedro I e Maria Quitéria, respectivamente. A escola teve uma evolução bastante solta e leve, sorrindo bastante e buscando interagir com o público – algo que também é bastante característico de Chitão Martins, intérprete da agremiação, em noite inspirada. Se boa parte da agremiação desfilou com as cores da escola (vermelho, preto e branco), a ala Conexão obteveuma quebra cromática interessante, vestida majoritariamente de azul com detalhes em dourado.
Unidos de Vila Maria
Fotos: Woody Henrique/Samba na Pista
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A garoa (que não era forte, mas era persistente) parou de cair, o que era um ótimo sinal para a agremiação. E ela confirmou as boas expectativas. Os quatro casais da agremiação vieram fantasiados – e o primeiro deles, Kawê Lacorte e Nathalia Bete, destaques do carnaval paulistano há alguns anos, novamente confirmaram os comentários positivos a respeito deles, com ótima atuação técnica e muita sincronia entre ambos. Vale destacar, também, a ponteira acesa do mastro do pavilhão – engrandecendo ainda mais o evento. A longa bossa da Cadência da Vila, comandada por mestre Rodrigo Moleza, iniciada no verso “Todos os povos conferir”, também satisfez quem acompanhava o desfile. Vale destacar, também, a presença de uma viseira em todos os componentes da comissão de frente da agremiação, comandada por Taiana Freitas.
Tom Maior
Fotos: Woody Henrique/Samba na Pista
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Talvez tenha sido a melhor apresentação entre todas as trinta e duas que se apresentaram na Fábrica do Samba. Se já haviam muitas expectativas por conta do apupado samba reeditado, elas foram mais do que supridas com um conjunto da obra de tirar o fôlego. Em cenário raro nos dias de hoje, a Velha Guarda veio abrindo o desfile, tal qual os carnavais da década de 1970 para trás. Depois, um tripé com o emblema da escola rodeado por um garoto negro, duas zebras e duas girafas muito bem acabadas se fez presente. Os componentes berraram o samba e era perceptível o quanto a vermelho e amarelo está confiante para o próximo carnaval. A Tom 30, comandada por mestre Carlão (que também é presidente da agremiação), causou alvoroço na arquibancada ao repetir a famosa paradinha do desfile original, no refrão do meio – e a, cada vez que o samba pedia para deixar a gira girar, boa parte dos presentes obedecia. Vale destacar, também, outra bossa, também no refrão do meio. Um verdadeiro espetáculo.
Nenê de Vila Matilde
Fotos: Woody Henrique/Samba na Pista
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Conhecida pelo amor da comunidade e, também, pela força de cada componente, a Águia Guerreira teve um grande exemplo dessas características em Edgar Carobina, mestre-sala da instituição. Acometido por uma forte gripe, ele desfilou de máscara – tal qual nos tristes momentos da pandemia. O vírus, entretanto, não o impediu de conduzir muito bem Graci Araújo, porta-bandeira da azul e branca. Depois chamou atenção os dois casais de mestre-sala e porta-bandeira consecutivos lovo após a ala das passistas, inteiras de azul. A entrada da agremiação também foi impactante, com a face de uma águia em detalhes azuis e brancos, com uma destaque no alto.
X-9 Paulistana
Fotos: Woody Henrique/Samba na Pista
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Após um ano de hiato e credenciada pelo título do Grupo de Acesso, a agremiação chamou atenção logo de cara, com uma comissão de frente que encarava o público olho no olho. Algumas das integrantes do segmento, por sinal, utilizavam saias diferentes – o que pode denotar algum tipo de destaque no desfile. Outro destaque foi o paradão da Pulsação Nota Mil – que teve mestre Keel Silva à frente, mesmo com mestre Adamastor (que também é presidente) iniciando o ciclo também no comando dos ritmistas. Apenas com a marcação, os componentes sustentaram bem o canto e aproveitaram para bater palmas. Tamém é importante citar o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Igor Sena e Julia Mary: inteiros de vermelho, eles giraram bem – e bastante.
Dom Bosco
Fotos: Woody Henrique/Samba na Pista
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Se o circo místico das ilusões é o enredo, Itaquera entrou perfeitamente no clima. Inaugurando o minidesfile, a escola tinha cigana, carrinho de algodão doce, homem com perna de pau e pirofagia – além de um pede-passagem saudando o público e a imprensa segmentada. Com movimentos arriscados, a comissão de frente seguiu dando o tom do ótimo início da apresentação. Primeiro casal da instituição, Leonardo Henrique e Mariana Vieira esbanjou simpatia e teve ótima interação com a arquibancada – e, atrás deles, diversas alas tinham um item com neon piscante, dando um efeito bastante interessante para a noite. A Gloriosa, comandada por mestre Bola, fez um paradão em uma passagem do refrão que foi bem respondido pelos componentes. Por fim, alguns componentes engrandeceram o minidesfile com fantasias (casos de algumas passistas) e pinturas faciais. Mas, nesse quesito, ninguém superou Rodrigo Xará: sustentando bem o samba, ele também chamou atenção por, mais uma vez, vir fantasiado – agora, como um cigano.
Após 12 anos longe da Avenida, a jornalista Luciana Picorelli, eterna repórter de Wagner Montes, foi coroada no sábado, pela rainha do carnaval carioca e pelo mestre de bateria da Tradição, Thiago Praxedes, como a nova rainha de bateria da Tradição. A azul e branco de Campinho volta a desfilar na Marquês de Sapucaí pela Série Ouro, no sábado de Carnaval, após dez anos.
“Estou radiante com o convite. Fui muito bem recebida e acolhida de coração pela comunidade do Campinho para esse desafio que me deixou muito emocionada. Não vão faltar garra e disposição para para defender as cores da escola na avenida”, garante Picorelli, que já tem projetos sociais voltado para a comunidade.
O Carnaval se aproxima e o país se prepara para a grande celebração. A popularidade da maior festa popular brasileira se estende pelos quatro cantos do mundo e ganha cada vez mais destaque devido aos avanços tecnológicos dos desfiles e da popularização dos blocos e festas por todo país.
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Brasil no mundo
Todos os anos o Carnaval movimenta milhões de reais só na área de turismo. É importante divulgar cada vez mais a cultura brasileira de diversas formas e o cassino online é mais uma delas, afinal elementos chave são representados e inspiram desenvolvedores a investir em jogos com o tema que atrai cada vez mais estrangeiros ao nosso país, oferecendo uma celebração virtual do Carnaval. Como trilha sonora são trabalhados não só o samba, mas o axé e o frevo, além de bossa nova. A experiência do jogador é enriquecida com essa combinação musical, somada aos gráficos e a interatividade.
Podemos entender que estes jogos podem servir de ponte entre o Brasil e o mundo, representando uma celebração cultural e promovendo o Brasil em diversos aspectos. A alegria do povo, a sonoridade, as paisagens marcantes são alguns dos elementos que podem ser contemplados por jogadores de todo o mundo nessa fusão de diversão e cultura.
Os jogos de cassino online com temática do carnaval brasileiro acabam sendo uma aposta divertida em um mercado de entretenimento que cresce de forma impressionante a cada ano. Com a adição de tecnologias como a realidade virtual e aumentada, podemos esperar que em um futuro breve poderemos experienciar um jogo ainda mais imersivo e interativo que celebre de forma ainda mais fiel a maior festa popular do mundo, o Carnaval brasileiro.
Não foi apenas na pista da Cidade do Samba que as escolas de samba fizeram bonito. O público também deu um show de solidariedade doando alimentos não perecíveis. Ao todo, foram arrecadadas 13 toneladas de mantimentos, que serão encaminhados para o Sesc Mesa Brasil, um programa de combate à fome e ao desperdício de alimentos.
“Foi muito bacana ver, não só a Cidade do Samba lotada nos três dias, como a quantidade total de alimentos arrecadados. Quero agradecer a cada um que esteve presente e, de maneira solidária, escutou o nosso chamado para atender as famílias que estão precisando”, ressaltou o presidente da Liesa, Gabriel David.
O próximo encontro das escolas de samba com o público será no Sambódromo, nos ensaios técnicos, que começam em 25 de janeiro.
Em 2025, o Rio Carnaval terá três dias competitivos, em 2, 3 e 4 de março, com as seis primeiras colocadas retornando no dia 8, no Sábado das Campeãs.
O vice-presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, Renato Remondini, mais conhecido como Tomate, falou sobre os minidesfiles e o lançamento do CD, que aconteceu no último sábado, na Fábrica do Samba. Segundo ele, o balanço do evento foi muito positivo. Em conversa com o CARNAVALESCO, o dirigente contou também que além dos desfiles, tiveram exposição de fantasias, uma feira afro, espaço kids para as crianças. Veja abaixo o papo completo.
Vice-presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, Renato Remondini. Foto: Felipe Araujo/Liga-SP
O que representa fazer esse evento para o público?
“Acho que a Liga vive uma nova fase justamente de ser uma Liga inclusiva, uma Liga que mostre para o sambista que ele é o nosso papel fundamental, o sambista que nos dá gás, energia e ele que coloca vida no samba. A gente quer cada vez mais ocupar a fábrica do Samba. E não só no período pré-carnaval, mas durante todo o ano, com várias e várias atividades. Acho que nada melhor do que aproximar o nosso povo do nosso produto”.
Qual é o balanço do evento?
“Em números, falando para você, acho que a gente superou todos e quaisquer recordes, incluindo, as vendas de bares e a quantidade de pessoas na Fábrica. Era 19h30, não tinha mais ingresso para vender, nós tivemos que liberar a portaria. E a gente fez um monte de coisa nova, espaço kids, a Feira Afro, que é sensacional, a inovação de fantasias, um monte de ativação de novas marcas. E a questão do carro de som, que foi a grande inovação para a gente, com o som da pista, a mesma empresa dos desfiles. Minaa avaliação extremamente é positiva. É claro que tem coisa para melhorar, tem coisa para ir ajustando, porque o evento está crescendo muito, muito, muito. Mas eu acho que em linhas gerais a avaliação foi extremamente positiva”.
O que você ainda sonha que a Liga-SP faça em um evento como esse?
“A cada evento é um novo desafio. Fizemos a Festa Junina nesse ano, que foi um evento absurdo. A maior festa Junina na cidade de São Paulo, isso o secretário de Turismo, inclusive, me falou na época. Por exemplo, agora a gente estava conversando, o que nós vamos fazer ano que vem? Vai ser aqui na Fábrica ou vamos fazer já no Anhembi? Vamos tirar o camarote dos presidentes ali, que não tem nada a ver com ficar atrapalhando o povo, vamos colocar uma arquibancada tipo o Setor 1 ali no comecinho? A gente já começa a pensar em outras possibilidades. Existem outros desafios para a gente tornar cada vez mais esse evento mais grandioso”.
Como surgiu a ideia do palco em 360º e o que achou dele na prática?
“A gente traz um pouco do que a gente faz nas nossas escolas aqui para dentro, a Dragões tem a questão da sua feijoada, que é com o Palco 360º. Acho que o palco dá aquela questão de você ter mais carinho, aquela proximidade do artista. Acho que é muito bacana”.
O que esperar do texto de cada quesito para o julgamento do Carnaval 2025?
“Olha, isso daí ainda está em bastante discussão, o maior foco agora é a pegar o critério de julgamento que já existia, que já foi muito bem trabalhado. E o que a gente enxerga que era o problema era a falta de treinamento. Esse ano a gente vai ter um tempo muito maior de preparo, porque os jurados eram selecionados no final de janeiro, recebiam um treinamento e julgavam. Esse ano eles estão recebendo treinamento desde agosto. Em dezembro eles saberão quais vão ser os escolhidos para julgar. Eles já estão treinando há três meses, vão continuar treinando e sendo treinados até fevereiro. Acho que o nosso grande problema, que era a falta de treinamento, esse vai ser suprido. Agora é a gente torcer para que todo mundo interprete o que está escrito ali e aplique para todas as escolas de forma igualitária”.
E o que esperar da transmissão da Globo em 2025? E o que a Liga-SP projeta para depois de 2025 com o fim do contrato com a Globo?
“O contrato acaba esse ano, mas já existe uma proposta da Globo para a renovação. Nós vamos sentar, vamos discutir com a Globo a renovação, para ver se é interessante para a Liga, interessante para a emissora. Mas eu acredito muito na renovação. A Globo teve uma mudança agora na questão da direção. A nova diretora é uma mulher, ela esteve aqui na sede da Liga. Primeira vez uma diretora da Globo veio aqui na sede da Liga para conversar, para nos ouvir, para sentir tudo. E ela tem boas ideias, de verdade, ela quer tratar o carnaval como uma competição. Fez uma visita técnica da Globo, esteve lá com uma grande equipe, acho que a transmissão em si vai ser muito melhor”.