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Liesa arrecada 13 toneladas de alimentos no evento do Dia Nacional do Samba

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Não foi apenas na pista da Cidade do Samba que as escolas de samba fizeram bonito. O público também deu um show de solidariedade doando alimentos não perecíveis. Ao todo, foram arrecadadas 13 toneladas de mantimentos, que serão encaminhados para o Sesc Mesa Brasil, um programa de combate à fome e ao desperdício de alimentos.

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Fotos: Eduardo Hollanda/Liesa

“Foi muito bacana ver, não só a Cidade do Samba lotada nos três dias, como a quantidade total de alimentos arrecadados. Quero agradecer a cada um que esteve presente e, de maneira solidária, escutou o nosso chamado para atender as famílias que estão precisando”, ressaltou o presidente da Liesa, Gabriel David.

O próximo encontro das escolas de samba com o público será no Sambódromo, nos ensaios técnicos, que começam em 25 de janeiro.

Em 2025, o Rio Carnaval terá três dias competitivos, em 2, 3 e 4 de março, com as seis primeiras colocadas retornando no dia 8, no Sábado das Campeãs.

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O vice-presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, Renato Remondini, mais conhecido como Tomate, falou sobre os minidesfiles e o lançamento do CD, que aconteceu no último sábado, na Fábrica do Samba. Segundo ele, o balanço do evento foi muito positivo. Em conversa com o CARNAVALESCO, o dirigente contou também que além dos desfiles, tiveram exposição de fantasias, uma feira afro, espaço kids para as crianças. Veja abaixo o papo completo.

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Vice-presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, Renato Remondini. Foto: Felipe Araujo/Liga-SP

O que representa fazer esse evento para o público?

“Acho que a Liga vive uma nova fase justamente de ser uma Liga inclusiva, uma Liga que mostre para o sambista que ele é o nosso papel fundamental, o sambista que nos dá gás, energia e ele que coloca vida no samba. A gente quer cada vez mais ocupar a fábrica do Samba. E não só no período pré-carnaval, mas durante todo o ano, com várias e várias atividades. Acho que nada melhor do que aproximar o nosso povo do nosso produto”.

Qual é o balanço do evento?

“Em números, falando para você, acho que a gente superou todos e quaisquer recordes, incluindo, as vendas de bares e a quantidade de pessoas na Fábrica. Era 19h30, não tinha mais ingresso para vender, nós tivemos que liberar a portaria. E a gente fez um monte de coisa nova, espaço kids, a Feira Afro, que é sensacional, a inovação de fantasias, um monte de ativação de novas marcas. E a questão do carro de som, que foi a grande inovação para a gente, com o som da pista, a mesma empresa dos desfiles. Minaa avaliação extremamente é positiva. É claro que tem coisa para melhorar, tem coisa para ir ajustando, porque o evento está crescendo muito, muito, muito. Mas eu acho que em linhas gerais a avaliação foi extremamente positiva”.

O que você ainda sonha que a Liga-SP faça em um evento como esse?

“A cada evento é um novo desafio. Fizemos a Festa Junina nesse ano, que foi um evento absurdo. A maior festa Junina na cidade de São Paulo, isso o secretário de Turismo, inclusive, me falou na época. Por exemplo, agora a gente estava conversando, o que nós vamos fazer ano que vem? Vai ser aqui na Fábrica ou vamos fazer já no Anhembi? Vamos tirar o camarote dos presidentes ali, que não tem nada a ver com ficar atrapalhando o povo, vamos colocar uma arquibancada tipo o Setor 1 ali no comecinho? A gente já começa a pensar em outras possibilidades. Existem outros desafios para a gente tornar cada vez mais esse evento mais grandioso”.

Como surgiu a ideia do palco em 360º e o que achou dele na prática?

“A gente traz um pouco do que a gente faz nas nossas escolas aqui para dentro, a Dragões tem a questão da sua feijoada, que é com o Palco 360º. Acho que o palco dá aquela questão de você ter mais carinho, aquela proximidade do artista. Acho que é muito bacana”.

O que esperar do texto de cada quesito para o julgamento do Carnaval 2025?

“Olha, isso daí ainda está em bastante discussão, o maior foco agora é a pegar o critério de julgamento que já existia, que já foi muito bem trabalhado. E o que a gente enxerga que era o problema era a falta de treinamento. Esse ano a gente vai ter um tempo muito maior de preparo, porque os jurados eram selecionados no final de janeiro, recebiam um treinamento e julgavam. Esse ano eles estão recebendo treinamento desde agosto. Em dezembro eles saberão quais vão ser os escolhidos para julgar. Eles já estão treinando há três meses, vão continuar treinando e sendo treinados até fevereiro. Acho que o nosso grande problema, que era a falta de treinamento, esse vai ser suprido. Agora é a gente torcer para que todo mundo interprete o que está escrito ali e aplique para todas as escolas de forma igualitária”.

E o que esperar da transmissão da Globo em 2025? E o que a Liga-SP projeta para depois de 2025 com o fim do contrato com a Globo?

“O contrato acaba esse ano, mas já existe uma proposta da Globo para a renovação. Nós vamos sentar, vamos discutir com a Globo a renovação, para ver se é interessante para a Liga, interessante para a emissora. Mas eu acredito muito na renovação. A Globo teve uma mudança agora na questão da direção. A nova diretora é uma mulher, ela esteve aqui na sede da Liga. Primeira vez uma diretora da Globo veio aqui na sede da Liga para conversar, para nos ouvir, para sentir tudo. E ela tem boas ideias, de verdade, ela quer tratar o carnaval como uma competição. Fez uma visita técnica da Globo, esteve lá com uma grande equipe, acho que a transmissão em si vai ser muito melhor”.

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O Dia Nacional do Samba, celebrado em 2º de dezembro, consolidou-se como uma data marcante no calendário do sambista. Antes conhecido como “minidesfiles”, o evento, realizado na Cidade do Samba, evoluiu e ganhou novo significado, reafirmando sua importância no cenário cultural do Rio de Janeiro. Com entrada gratuita mediante a doação de um quilo de alimento não perecível, a celebração conectou escolas de samba e público. Em entrevista exclusiva ao CARNAVALESCO, o presidente da Liesa, Gabriel David, destacou o propósito renovado do evento, que reflete a grandiosidade do samba e do carnaval, os desafios enfrentados pelas escolas, os planos para o futuro e os rumores de mais escolas no Grupo Especial.

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Gabriel David, presidente da Liesa. Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

David enfatizou que o evento vai além de um simples desfile, tornando-se uma plataforma de aproximação entre os torcedores e o universo das escolas de samba ao longo do ano. Ele também destacou a evolução da celebração, que a cada edição ganha novos formatos e maior alcance, com a ampliação do espaço de desfile e o acesso gratuito reforçando a proposta de democratizar o Carnaval.

Questionado sobre o que representa essa celebração, Gabriel David falou com entusiasmo sobre o impacto de ações como essa para o fortalecimento do vínculo entre as escolas de samba e os torcedores. David ainda reforçou a importância de iniciativas que transformam o evento em uma experiência mais inclusiva e de grande apelo cultural, evidenciando que o Carnaval é uma celebração que transcende a Marquês de Sapucaí.

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“Representa essa vontade de uma maior conexão entre escolas de samba e o público que ama o Carnaval ao longo do ano. A gente que trabalha com carnaval sempre vive ao longo do ano. Trabalhamos nas escolas de samba também, mas o público torcedor depende de iniciativas nossas pra poder estar junto, e essa é uma ótima iniciativa. É um evento que vem evoluindo muito ano após ano. Que bom que este ano conseguimos encontrar esse formato onde aumentamos o espaço de desfile. Assim, cabem mais pessoas na Cidade do Samba comparado com os outros anos. Além disso, é importante destacar que conseguimos fazer essa conexão com entrada gratuita, que é algo muito significativo para trazer mais pessoas e reforçar esse vínculo do público com o Carnaval”, disse David.

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Neste ano, a entrada solidária com um quilo de alimento foi um dos pontos altos do evento, Gabriel refletiu sobre o impacto dessa iniciativa no evento e no público participante, segundo ele, iniciativas como essas reforçam o papel social das escolas de samba e da Liesa, provando que a cultura e a solidariedade podem caminhar juntas, gerando impacto positivo dentro e fora do mundo do samba.

“A nossa comemoração especial hoje é importante para a cidade do Rio de Janeiro e para o estado. O Dia Nacional do Samba é uma data que precisava de uma celebração como essa, e essa entrada solidária com um quilo de alimento reforça a campanha que temos mantido em todos os eventos da Cidade do Samba. É uma forma de unir o amor pelo carnaval com uma ação social importante, ajudando muitas pessoas que precisam. Essa campanha solidária é algo que nos orgulha muito e dá um sentido ainda maior para esse evento”, pontuou o presidente.

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Questionado sobre a mudança no nome do evento, Gabriel explicou que a decisão veio da diretoria de comunicação e marketing, com o objetivo de refletir melhor a grandiosidade da celebração: “No carnaval, tudo é grande, tudo é importante. Acho que é mais forte e verdadeiro entender isso como a comemoração do Dia Nacional do Samba, sem diminuí-lo com o termo ‘minidesfile’. Na verdade, não é um desfile menor. Isso aqui é uma celebração à parte, que complementa o que acontece no início de março. Não é uma competição com o desfile oficial, mas sim um momento cultural complementar. Esse novo nome reflete melhor a grandiosidade e a importância desse evento dentro do calendário do carnaval”.

Gabriel também abordou os desafios técnicos enfrentados pelas escolas, como a complexidade do som propagado em movimento, que demanda melhorias constantes para garantir a qualidade das apresentações. Ele destacou o trabalho contínuo da liga para aprimorar esses aspectos técnicos.

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“O som para escola de samba é um desafio, porque ele é produzido em movimento e propagado em movimento. Isso é algo tecnicamente complexo. Temos tentado melhorar da melhor maneira possível. Eu sempre digo dentro da liga que em algum momento precisamos estudar profundamente essa questão do som. Acho que há uma evolução grande, mas ainda precisamos avançar mais. É importante termos consciência disso para chegarmos a um nível ainda melhor. Todo ano aprendemos algo novo e buscamos implementar melhorias, mas sabemos que há espaço para crescer e oferecer uma estrutura sonora ainda mais consistente para as escolas de samba e para o público”, disse Gabriel.

Gabriel revelou ainda que a Liesa está implementando ajustes logísticos e estruturais no Sambódromo, com base no feedback recebido do público. Ele destacou também parcerias estratégicas com o MetrôRio e o Corpo de Bombeiros para melhorar a segurança e a experiência do público nos desfiles.

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“Participei de muitas conversas, embora nem todas, pois temos hoje uma diretoria de produção e de operações muito ativa. O comando geral dos Bombeiros nos recebeu muito bem, e discutimos pontos importantes para melhorar tanto do nosso lado quanto no tempo de entrega dos projetos. Queremos adiantar esses processos para que os estudos possam ser feitos com maior antecedência e, se necessário, mudanças também possam ser implementadas com mais tempo. O metrô é um grande parceiro, mas enfrenta desafios que ainda estamos estudando juntos. Tenho notado uma boa vontade enorme de todos os órgãos públicos e privados envolvidos em entender a importância do Carnaval. O que precisávamos era nos especializar na produção de eventos como liga. Estamos trabalhando em mudanças tanto operacionais quanto estruturais para melhorar pontos que foram destacados pelo público no ano passado. Estamos ouvindo bastante os torcedores e utilizando as redes sociais para identificar o que podemos melhorar. Nosso objetivo
é oferecer uma experiência mais fluida para o público, tanto na chegada ao Sambódromo quanto na saída, garantindo que tudo funcione melhor, da estrutura às operações logísticas”, destacou Gabriel.

Entre as mudanças já confirmadas, está a reformulação do livro “Abre-Alas”, que guia o público pelos desfiles. David detalhou a novidade: “A única mudança foi no formato, para facilitar o preenchimento pelas escolas de samba. Criamos um núcleo na Liesa, com a participação do carnavalesco Gabriel Haddad, para essa reformulação. Ele já tinha um projeto inicial e colocou isso à disposição para melhorar o processo. Essa nova formatação foi apresentada aos carnavalescos, e todos gostaram. Espero que isso facilite bastante o trabalho das escolas. Em termos de como o público vai receber o livro, nada muda. Ele continua sendo uma ferramenta essencial para acompanhar os desfiles e conhecer mais sobre os enredos e projetos das escolas”.

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Quanto aos rumores de que o Grupo Especial possa ser ampliado para 15 escolas em 2026, Gabriel foi cauteloso, mas se mostrou aberto à possibilidade. “Financeiramente, acho inviável no momento. Para manter o nível dos desfiles, precisamos de recursos, e incluir mais escolas dividiria o montante disponível. Não é uma decisão da liga, mas algo que pode ser discutido. Eu adoraria ver mais escolas no grupo especial, mas isso só será possível se houver um aumento proporcional nos recursos destinados às escolas. Caso contrário, há o risco de comprometer o padrão de qualidade que o público espera dos desfiles”, frisou o presidente.

Para o futuro, o presidente da Liesa expressou seu desejo de realizar mais eventos ao longo do ano na Cidade do Samba, consolidando o local como referência cultural e social. Além disso, confirmou que a apuração dos desfiles continuará sendo realizada no espaço, reforçando seu papel como centro estratégico para o carnaval.

“Gostaria de fazer mais eventos na Cidade do Samba ao longo do ano. Mas, como em janeiro e fevereiro os barracões são usados para testagens, evitamos eventos nesse período. Talvez no próximo ano consigamos realizar um ou dois eventos a mais durante o ciclo. Ainda há muitas possibilidades para explorar, e estamos estudando como encaixar isso no calendário sem prejudicar o trabalho das escolas”, finalizou Gabriel.

Vila Isabel atualiza calendário e terá dois ensaios de rua no domingo em dezembro

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A Unidos de Vila Isabel anunciou a atualização de seu calendário para o Carnaval 2025. Devido à previsão de chuva forte nesta quarta-feira, o ensaio de rua desta semana foi adiado para domingo.

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Foto: Divulgação/Vila Isabel

Além disso, a azul e branca de Noel ganhou mais um dia de treino em dezembro: 15/12 (domingo) – último ensaio do ano. Em seguida, a comunidade entra em recesso.

Os ensaios de rua retornam em 8 de janeiro e seguem até 12 de fevereiro. Em 2025, os treinos acontecerão exclusivamente às quartas-feiras.

Confira as datas dos ensaios de rua:
Dezembro: dias 8, 11 e 15
Janeiro: 8, 15, 22 e 29
Fevereiro: 5 e 12

Vídeos: apresentação da Vila Isabel na Cidade do Samba para o Carnaval 2025

Vila Isabel 2025: ouça a versão oficial do samba-enredo

Caldeirão vai ferver! Salgueiro Convida Vila Isabel neste sábado

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O evento queridinho dos sambistas segue a todo vapor e, neste sábado, o Acadêmicos do Salgueiro convida a todos a “embarcar neste trem da ilusão” em mais uma edição especial do Salgueiro Convida, evento tradicional que reúne grandes escolas de samba na quadra da Vermelho e Branco tijucana. Desta vez, a coirmã Unidos de Vila Isabel promete fazer o caldeirão ferver no palco da Academia do Samba.

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convida vila

A programação na Rua Silva Teles começa às 20h30, com um animado pagode de aquecimento. Na sequência, o elenco show salgueirense entra em cena, sob o comando do diretor artístico Carlinhos Salgueiro, do carro de som liderado pelo diretor musical Alemão do Cavaco e pela voz marcante de Igor Sorriso, além da esperada Bateria Furiosa, comandada pelos mestres Guilherme e Gustavo.

O destaque da noite será a apresentação da Unidos de Vila Isabel, com a Swingueira de Noel, sob o comando do mestre Macaco Branco, e o intérprete Tinga, que levarão ao público grandes sucessos da azul e branco, incluindo o novo samba-enredo de 2025, “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”, com letra assinada por Raoni Ventapane, Ricardo Mendonça, Dedé Aguiar, Guilherme Karraz, Miguel Dibo e Gigi da Estiva.

No sábado seguinte, 14 de dezembro, a Academia do Samba receberá em sua quadra a Azul e Branco de Oswaldo Cruz e Madureira, Portela.

Próximas datas do Salgueiro Convida:
21 de dezembro: Imperatriz Leopoldinense
4 de janeiro: Beija-Flor de Nilópolis

Serviço: Salgueiro Convida Vila Isabel
Data: Sábado, 7 de dezembro de 2024
Horário: A partir das 20h30
Local: Quadra do Salgueiro – Rua Silva Teles, 104, Andaraí

Ingressos:
Pista: R$ 50
Jirais: R$ 100
Mesas (4 pessoas): A partir de R$ 250
Camarotes (15 pessoas): De R$ 1000 a R$ 1300
Vendas: Site Guichê Web
Bilheteria da escola

Paraíso do Tuiuti terá elenco com bailarinas trans na comissão de frente

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O desfile do Paraíso do Tuiuti promete causar no próximo carnaval. A escola de samba terá na comissão de frente um elenco formado apenas por bailarinas trans – um fato inédito na história dos desfiles das escolas de samba. Os ensaios já começaram e a coreografia é dos consagrados Edifranc Alves, primeiro solista do Theatro Municipal, e de Claudia Mota, primeira bailarina do Municipal, que vai completar 20 anos de Avenida em 2025.

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As integrantes são: Alynah, Lua Maria, Eloá, Samy, Aurora, Loren, Pietra, Joanne, Daniela, Azueello, Bellas, Yuka, Candela e Kley.

No ano que vem, o Tuiuti desfila com enredo sobre a história de Xica Manicongo, considerada a primeira travesti não indígena do Brasil. O desenvolvimento é do carnavalesco Jack Vasconcelos.

Vídeos: apresentação do Tuiuti na Cidade do Samba para o Carnaval 2025

Galeria de fotos: apresentação do Paraíso do Tuiuti na Cidade do Samba

Paraíso do Tuiuti 2025: ouça a versão oficial do samba-enredo

Álbum da Série Ouro 2025 chega às plataformas digitais às 00h desta quinta-feira

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Um dos momentos mais aguardados do pré-carnaval está chegando: o lançamento do álbum com os sambas de enredo da Série Ouro 2025. Com a produção musical de Macaco Branco, as 16 faixas buscam trazer a essência de cada composição e de cada escola de samba. O produto chega às principais plataformas digitais às 00h desta quinta-feira. Hugo Junior, presidente da Liga RJ, elogiou a qualidade musical do álbum e o nível das composições deste ano. Segundo ele, a safra de sambas reflete o esforço coletivo das agremiações e da equipe de produção.

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“O trabalho realizado por todos os envolvidos demonstra o talento e a dedicação das escolas e da equipe de produção. É um material que certamente elevará ainda mais o nível do nosso carnaval. Esta edição do álbum evidencia a força criativa das escolas da Série Ouro, com sambas que mesclam tradição e inovação, com obras emocionantes e marcantes”, analisou Hugo Junior.

Em seu terceiro ano consecutivo à frente da produção musical da Série Ouro, Macaco branco destacou o cuidado e a dedicação empregados em cada etapa da construção do disco. Segundo ele, o objetivo principal foi atingido com sucesso: um álbum que vai impactar os fãs do carnaval.

“Tivemos um processo muito bom. Iniciamos com a base, conciliando as ideias dos arranjadores com os mestres de bateria, nas partes harmônicas e de percussão. Depois, gravamos os coros, as vozes principais e finalizamos com a mixagem. Posso garantir que o álbum está repleto de musicalidade e sambas incríveis que ficarão marcados na memória de todos”, garantiu o produtor musical.

Os sambas foram gravados no M&C Studio e o processo de mixagem e masterização ficou a cargo de Maurício Fonseca. Os arranjos foram feitos pelos músicos Alan Vinicius, Victor Nascimento, Andy Lee, Victor Alves, Hugo Bruno e Kayo Calado, enquanto os coros tiveram as participações de Lissandra Oliveira, Millena Wainer e Ângela Sol, além dos cantores de cada escola.

Para marcar o lançamento, a Liga RJ promove o Esquenta Carnaval, no próximo sábado (7), a partir das 14h, na Cidade do Samba, com entrada franca. O evento contará com desfiles das 16 escolas da Série Ouro, proporcionando um aperitivo do que os foliões podem esperar na Marquês de Sapucaí.

Público destaca energia dos componentes das escolas nos minidesfiles do Grupo de Acesso 2

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A Festa do Lançamento dos Sambas de Enredo do Carnaval de 2025 começou com os minidesfiles das dez agremiações que compõem o Grupo de Acesso 2 do carnaval de São Paulo. O público que compareceu à Fábrica do Samba no sábado teve a oportunidade de ter as primeiras impressões do que as escolas pretendem apresentar no Anhembi no próximo ano, sendo tema de conversa entre as pessoas.

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Boi-bumbá, samba de roda e estreias: os destaques do Grupo de Acesso II no minidesfile

Entre trabalhadores dos barracões, familiares dos desfilantes e sambistas veteranos, o público presente nas arquibancadas para apreciar o Grupo de Acesso 2 tinha no geral uma relação mais próxima com os desfilantes e as próprias escolas que passaram. Primeira da Cidade Líder e Camisa 12 foram as escolas mais mencionadas pelas pessoas que conversaram com o CARNAVALESCO, que aproveitaram para elogiar a organização do evento promovido pela Liga-SP, destacando principalmente a melhora nas arquibancadas.

Gabriel Serafim, 26 anos, analista de treinamento

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“Está incrível, a Liga está superando a cada ano. Ano passado eu não pude estar presente, assisti pela internet, mas estava maravilhoso e esse ano está incrível. Todas as escolas foram lindas. Eu estou aprendendo ainda os sambas, mas eu estou cantando bem dentro do que consigo. A Cidade Líder tem uma força única, e eles estão sempre batendo na trave, mas esse ano a gente vai ganhar. Camisa 12 também estava incrível”.

Elen Cruz, 37 anos, aderecista

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“Eu estou adorando. Está tudo muito lindo, essas escolas são muito bonitas e essa é a energia que a gente quer ver com as escolas no nosso próximo carnaval. Eu acho que todas as escolas foram muito bem, com muita animação. Sem dúvidas a Unidos do Peruche se destacou, com o enredo sobre Seo Carlão e toda energia perucheana. Todas as escolas no geral vieram muito bem. Pérola Negra, Camisa 12, até agora tudo está muito bonito”.

Janete Ribeiro, 59 anos, pedagoga e estudante de direito

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“Todos os anos eu venho e acho que a cada dia está melhorando mais, principalmente esses espaços que aumentaram agora para a gente. Eu acho maravilhoso, melhorou muito, muito mesmo, a Liga está de parabéns pela organização. A parte da arquibancada das pessoas, eu acho que ficou ótimo porque as pessoas ficavam todas acumuladas aqui na frente, não deixavam os de trás verem, e como fizeram essa arquibancada ficou maravilhoso. Todas as escolas foram excelentes, principalmente os componentes que a maioria é amigo da gente. É muito bom, muito gostoso. A Imperador e o Raízes eu achei excelentes”.

Flávia Gomes, 45 anos, vendedora

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“Festa maravilhosa. É fantástico porque eu amo o carnaval e hoje eu acompanho o Carnaval pela minha filha. Carnaval é vida, carnaval é alegria, carnaval é esperança, eu amo o Carnaval. Os minidesfiles foram maravilhosos, todas as escolas estão de parabéns. A Cidade Líder foi fantástica, a energia deles estava maravilhosa”.

Flávio Morganti, o Sukata, compositor

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“A festa é muito bem-organizada pela Liga. A cada ano que passa, o evento fica mais fácil de você vir. Você chega em um bar fácil, chega para comer fácil, para estar esse ano tem o estacionamento do terreno, os banheiros todos limpos, tudo muito bem-organizado. Pelo que vimos nos minidesfiles, acho que se você começar a tirar uma temperatura de hoje, o que vem pela frente, o negócio vai ser bom. Do Acesso 2 se destacaram a Imperador do Ipiranga e o Morro da Casa Verde. Do Morro, o samba é muito bonito e a Imperador porque é uma escola que eu tenho uma paixão, aí já é mais paixão do que razão. Eu acho que até agora está tudo muito bem-feito”.

Eugênio Leal sobre o samba da Grande Rio para o Carnaval 2025: ‘É força de caboclo’

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“A Mina é Cocoriô” tem grande chance de ser o verso mais cantado, ouvido, gritado no carnaval de 2025. O samba da Grande Rio é uma rara espécie de “clássico instantâneo” no gênero samba-enredo. Desde que foi lançado como concorrente causou impacto. Isso porque alcançou a árdua tarefa de unir, com extrema sensibilidade, o samba carioca à magia da musicalidade paraense. Sua maior virtude é ter muito da sonoridade local, é ter cheiro de Pará. Isso lhe confere uma “verdade” pouco comum no universo de sambas de enredo, quando se fala de temas distantes do Rio de Janeiro.

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O enredo dos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad constrói, a partir da lenda das princesas turcas, um mosaico da cultura popular paraense. É uma história envolta em magia, ancestralidade e fé. Tem como base as religiões Tambor de Mina e Catimbó-Jurema, braços da Umbanda, muito populares na região. E abraça a cultura do local através de ritmos como o Carimbó que tem muitas músicas cujas letras abordam estes cultos miscigenados. Algumas destas músicas estão inclusive presentes na sinopse como forma de compor o cenário místico do enredo e mostrar o quanto ele se identifica com a crença dos paraenses.

As princesas Mariana, Herondina e Jarina teriam partido da Turquia fugindo de uma guerra, que teoricamente é a guerra que marcou o fim do Império Otomano – há pouco mais de um século, e chegado até Ilha de Marajó, ou perto dali. Vítimas de um naufrágio, se encantaram e passaram a receber proteção de uma entidade local, o Verequete, indo parar no fundo dos rios amazônicos. Reza o misticismo popular que cada uma se transformou num animal da fauna local, como diz o samba. Aliás, vamos a ele.

Vídeos: apresentação da Grande Rio na Cidade do Samba para o Carnaval 2025

É uma obra que partiu do concurso realizado entre as Escolas de Samba de Belém, a pedido da Grande Rio. Cada agremiação de lá apresentou seu concorrente e dois deles se classificaram para a semifinal em Duque de Caxias. O compositor paraense Ailson Picanço, que há anos já participa das disputas de samba-enredo nas escolas do Rio de Janeiro, foi convidado pela escola “Deixar Falar” para compor o samba deste concurso. Mestre Damasceno, referência da cultura popular marajoara, também foi convocado. Junto com Davison Jaime, Tay Coelho e Marcelo Moraes eles assinam o belo samba da tricolor de Caxias.

A abertura do samba é de uma sonoridade incrível. As palavras são de fácil dicção e a melodia as usa para construir um cenário musical, que combinada com a história que está sendo contada, nos atiça a imaginação e nos transporta para os rios da floresta. Quando um samba toca a imaginação de quem o escuta atinge o máximo do que se pode esperar de uma obra artística musical.

Grande Rio 2025: ouça a versão oficial do samba-enredo

Ailson Picanço contou ao Podcast SAMBA LEAL que a frase “A mina é cocoriô”, que inicia o samba, é usada para iniciar os rituais religiosos do Tambor de Mina. Na sequência a história das princesas é contada com muita sensibilidade de uma forma que só poderia ser feita por quem conhece a fundo essa cultura porque vai desfilando uma série de itens locais e encaixando-os com maestria no desenvolvimento da trama… “Feitiçaria Parawara (o que vive no rio) / A mesma Lua da Turquia / Na travessia foi encantada / Maresia me guia sem medo / Pro banho de cheiro / Na encruzilhada, espuma do mar / Fez a flor do mururé desabrochar”. Este verso, por exemplo, é como se a chegada das princesas despertasse a vida nas plantas aquáticas.

A letra segue desfilando referências locais para descrever a vida em meio às águas amazônicas. “Pororoca me leva pro fundo do igarapé / Se desvia da flecha, “não se escancha em puraqué…”. Aqui há uma citação à música “Este rio é minha rua”, escrita por Ruy Barata e seu filho Paulo André, sucesso na voz de Fafá de Belém. Puraqué é um grande peixe elétrico das bacias amazônicas, que dá choque. Escanchar seria montar no peixe. Quem “se escancha em puraqué” é porque não sabe o que está fazendo e vai se dar mal. Na sequência novas citações a seres do folclore “Quem é de barro, no igapó (parte alagada da floresta), é Caruana (energia subaquática) / Boto assovia, Mãe d’Água dança… Se a Boiúna (cobra grande do fundo do rio) se agita, é banzeiro (movimento das ágias que pode até virar um barco), banzeiro”.

No meio do refrão os autores introduzem outra referência musical. “Quatro contas” é uma das músicas da cantora Dona Onete, que estará no desfile. Essas contas são as três princesas e a Jurema, árvore sagrada. Para depois citar os animais em que se transformam as turcas: “Quatro Contas, um cocar (da Jurema) / Salve Arara Cantadeira (Mariana), Borboleta à espreita e a Onça do Grão-Pará (Herondina)”. Na mitologia Jarina, a terceira princesa se transforma em Jiboia e não em borboleta. Mas há um trecho da sinopse que cita uma borboleta azul em que se pode voar. Lembrem que é um enredo baseado em encantarias e não em fatos científicos.

Galeria de fotos: apresentação da Grande Rio na Cidade do Samba

A segunda parte do samba mergulha fundo nos rituais religiosos. “Na curimba de Babaçuê (Tambor de Mina) / Tem falange de ajuremados / A macaia (ritual na mata) codoense (Codó é uma cidade no Maranhão, estado vizinho ao Pará) é macumba de outro lado / Venham ver as Três Princesas “baiando” no Curimbó / É Doutrina (músicas do tambor de mina) de Santo rodando no meu Carimbó”. Este trecho tem melodia picotada, swingada que dá um balanço diferente para remeter aos batuques.

O samba parte para sua reta final jogando o tom lá no alto em melodia crescente para explodir no refrão enquanto a letra segue tratando do que acontece nos terreiros do tambor de mina. “E foi assim… Suas espadas têm as ervas da Jurema / Novos destinos no mesmo poema / E nos terreiros, perfume de patchouli / Acende a brasa do defumador
Pro mestre batucar a sua fé / Noite de festa… Curió (pássaro cujo nome é indígena e significa amigo do homem) Marajoara / Protege Caxias, nas Águas de Nazaré”.

E chega o refrão muito valente, daqueles para empurrar a evolução da escola. Porque “É força de Caboclo, Vodun e Orixá / Meu povo faz a curva como faz na gira / Chama Jarina, Herondina e Mariana / Grande Rio firma o Samba no Tambor de Mina!”. Um perfeito resumo do enredo citando as princesas, a escola e o tambor de mina.

É um samba com um recheio cultural consistente que se percebe na letra e transborda na melodia. Tem tudo para conduzir a Grande Rio a um desfile inesquecível, com a força dos povos do Pará e de Caxias.

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