A Unidos da Tijuca, que no último carnaval levou para a Avenida “Carolina Maria de Jesus” aposta novamente na parceria entre carnaval e literatura para a temporada de 2027. Com um enredo autoral inspirado no livro “A Cabeça do Santo”, de Socorro Acioli, o carnavalesco Lucas Milato propõe uma nova narrativa para a saga do santo sem cabeça no próximo carnaval. Sucesso absoluto com o público e a crítica, o livro salta do andor das prateleiras para o asfalto mágico da avenida.
Publicada em 2014, a história é baseada em fatos reais: a estátua de Santo Antônio que ficou inacabada em Caridade, cidade do sertão do Ceará. O fato logo despertou curiosidade dos moradores, que começaram a compartilhar hipóteses e crenças acerca da cabeça que fincou morada nas ruas da cidade. A inusitada situação se tornou um marco cultural e turístico do local. Entre os romeiros incansáveis, preces e simpatias, trapalhadas e intercessões, a Unidos da Tijuca viajará numa contação popular, escutando as vozes de mulheres tomadas de paixão, efervescendo nas celebrações juninas e rogando a Santo Antônio pelo milagre de carnaval: o casamento entre a Unidos da Tijuca e o povo da Marquês de Sapucaí.
“Eu vou estar na avenida pela primeira vez na minha vida, eu vou passar esse ano vivendo carnaval. A minha maior emoção é ver o carnaval e a literatura juntos para o povo, para o Brasil e o mundo inteiro.”, afirmou a autora Socorro Acioli.
O enredo é desenvolvido por Thayssa Menezes e Leandro Thomaz, com consultoria de Fernanda Felisberto, que mergulham na jornada do peregrino Samuel para carnavalizar uma história que envolve a fé católica e o misticismo popular. A escola está em diálogo com a prefeitura de Caridade, a autora e a editora da obra para a consolidação de parcerias que visam à promoção do enredo. Em um movimento de resgate de si mesma, a Tijuca evoca seus carnavais gloriosos, reacende o fascínio de outros carnavais e reafirma o orgulho tijucano que vive em cada torcedor. Dando continuidade ao trabalho do ano anterior, a escola segue na luta pela valorização da literatura brasileira, transformando narrativas em alegorias, personagens em alas e a cultura em protagonista de suas próprias histórias.
“Nosso enredo narra a curiosíssima história da estátua de Santo Antônio na cidade de Caridade, no Ceará. E para isso, a gente tem como principal fonte de inspiração, a obra divina de Socorro Acioli. Aguardem um enredo onírico, lúdico e fantasioso.”, avisa o carnavalesco Lucas Milato.
A escola prepara uma grande festa para lançar o enredo, bem como apresentar a sinopse em data a ser anunciada em breve.
O cenário do carnaval carioca pode estar prestes a passar por uma mudança histórica. Em encontro recente com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, a possibilidade da criação de um Grupo Especial com 15 agremiações para o desfile de 2027 ganhou força, e quem não esconde o entusiasmo é Lara Mara, presidente da Unidos de Padre Miguel (UPM). Em entrevista ao CARNAVALESCO, a dirigente se mostrou “em êxtase” com a notícia, que pode representar a tão sonhada ascensão da escola da Vila Vintém à elite do samba.
“Cara, expectativa enorme. Estou muito feliz com essa notícia. Feliz como presidente da UPM, feliz como sambista”, afirmou Lara Mara, destacando que a mudança tem muito a agregar ao espetáculo.
A mobilização em torno da UPM não se restringe aos bastidores políticos. Nas redes sociais, o nome da escola é um dos mais citados pelos sambistas como uma das “convidadas” obrigatórias em uma eventual expansão. Para a presidente, esse apoio popular tem sido fundamental, especialmente após enfrentar semanas difíceis no âmbito pessoal.
“Isso não tem preço e é de um valor enorme. Assim, você sabe do luto que eu passei essas últimas semanas e quando eu estava na rua sempre tinha alguém que falava: ‘mas subir 15, a UPM tem que subir’. E isso dá muito gás”, desabafou a dirigente. Segundo ela, o que realmente importa é o “reconhecimento e o carinho do povo do samba” pelo trabalho apresentado na pista.
A motivação de Lara Mara para levar a UPM ao Grupo Especial está profundamente ligada à memória de sua família. Ela revelou que o desejo de ver a escola brilhar no topo é o que a mantém firme após a perda recente de sua avó. “Eu pensei muitas vezes durante esses dias em desistir, mas eu não posso desistir nunca. É um legado que ela deixou para mim”, afirmou emocionada.
Caso a ascensão se confirme, Lara Mara já planeja mudanças estruturais. Embora confie nos profissionais contratados, ela admite que a equipe foi originalmente montada para o Grupo de Acesso (Série Ouro). “Se a Unidos tiver essa ascensão, eu vou dar uma mexida sim”, antecipou a presidente.
Quanto ao tema que a escola levaria para a Sapucaí no Grupo Especial, Lara foi categórica: a ancestralidade e a fé serão os pilares. “Se subir, vai ser macumba. Não tem como eu fugir disso. Vai ser afro, é o que a UPM gosta, é o que a minha avó queria”, revelou.
A Estácio de Sá, uma das mais tradicionais instituições do carnaval carioca, atravessa um momento de grande ansiedade e planejamento. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente da agremiação, Edson Marinho, detalhou o clima de otimismo que envolve a escola enquanto aguarda uma decisão oficial da Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA) sobre o preenchimento de vagas no Grupo Especial.
Apesar de rumores e movimentações políticas, Marinho foi enfático ao afirmar que a palavra final pertence exclusivamente à Liga. Embora figuras públicas tenham se manifestado, o dirigente mantém os pés no chão. “A fala do prefeito foi muito boa, mas quem define é a Liesa que vai definir”, pontuou o presidente, esclarecendo que, até o momento, não houve uma convocação oficial para conversas formais.
A confiança da escola em um possível convite ou ascensão baseia-se no desempenho técnico recente. “A expectativa é grande. A Liesa vai definir e vai ver agora como vai ser o critério que vai ser usado. A Estácio está apoiando nosso centenário. Estamos apoiando e acreditando positivo até por causa do ranking; a Estácio está bem ranqueada”, afirmou Marinho.
Independentemente da divisão em que a escola desfilará, o enredo já está definido e será uma celebração histórica: os 100 anos da Estácio de Sá. Segundo o presidente, a equipe já está em campo para garantir que a homenagem à altura. “O carnavalesco já está pesquisando, estamos estudando e trabalhando”, revelou.
O planejamento estratégico também passou por mudanças internas, com a chegada de novos profissionais para gerir a imagem da agremiação. “Estamos com uma equipe nova de marketing. E estamos já trabalhando para o Especial. Se caso não for, nós vamos manter o mesmo enredo, que é o centenário da escola”, garantiu Edson Marinho, mostrando que a celebração é uma prioridade institucional.
Segundo Marinho, o sentimento é de união e esperança. “A comunidade está acreditando muito . Todo mundo muito eufórico esperando a definição da Liesa”, concluiu o dirigente.
Após conquistar o título na Série Ouro, garantir que a União de Maricá suba para a elite do carnaval e terminar na quinta colocação com a Imperatriz no Grupo Especial no Carnaval 2026, Leandro Vieira conversou com o CARNAVALESCO e disse que a renovação com a escola de Ramo vai além de um contrato: é uma forma de estar mais conectado à escola e à sua comunidade, além da oportunidade de aprimorar sua identidade como artista.
“Continuar a fazer mais um carnaval na Imperatriz é ter a possibilidade de continuar me encontrando como artista e ter a possibilidade também de aprimorar a minha maneira de estar mais adequado à Imperatriz, à sua comunidade e às expectativas da escola”, afirmou o carnavalesco.
Quando criança, Leandro viu Rosa Magalhães consolidar sua carreira no lugar que, atualmente, é ocupado por ele. A Imperatriz fez parte do seu imaginário de infância e, quando se pensa na longevidade da sua estadia na agremiação, ele afirma que depende da qualidade do trabalho entregue.
“Eu me sinto muito em casa. A Imperatriz é uma escola que está no meu imaginário de criança, é a escola onde a Rosa Magalhães consolidou a sua carreira. Quando eu era criança, a Imperatriz era uma escola que eu via na televisão. Agora, essa ideia de ‘para sempre’, de continuidade, quem constrói isso é o futuro e o trabalho. Essa ideia de permanência se dá com o trabalho sendo apresentado com qualidade. Acho que, enquanto o trabalho puder ser apresentado com qualidade, a gente vai ficando”, contou Leandro.
Sobre as especulações, o carnavalesco trata com indiferença; seu foco é na qualidade do trabalho entregue. Para ele, o fim de cada carnaval é o momento de ajustar e alinhar os interesses de todos os envolvidos.
“Na verdade, eu não sei sobre esse falatório todo. O carnaval é feito de ciclos, e todo ciclo que chega ao fim, ao final de um carnaval, precisa de conversa, precisa de diálogo, precisa da atualização, do alinhamento dos interesses de todos os envolvidos. É natural a gente terminar o carnaval tendo o que conversar e ajustar”, disse.
Para 2027, não há nenhum enredo confirmado, apenas ideias a serem amadurecidas. A pele camaleônica é algo oficializado, ou seja, a busca por um tema, uma estética que fuja do óbvio. Embora a temática brasileira seja uma marca registrada, a ideia é se distinguir dos outros carnavais apresentados.
“Eu ainda estou de férias, mas, se eu disser que eu não estou pensando em nada, eu também estou mentindo. Eu tenho algumas ideias, algumas coisas na cabeça que eu estou alimentando. Esse período de ócio também é um período de leitura, de juntar coisas. Um caminho que eu tenho seguido na Imperatriz é o de explorar universos distintos e promover rupturas do trabalho que virá em relação àquilo que passou. Acredito que eu vou seguir com essa pele camaleônica para a Imperatriz, no sentido de transformação, sem me escorar naquilo que eu já fiz nos últimos anos”, afirmou Leandro.
O debate sobre a ampliação do Grupo Especial de 12 para 15 escolas ganhou mais uma voz crítica. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente da Vila Isabel, Luizinho Guimarães, apontou que a chegada de 3 escolas já no Carnaval 2027 pode criar situações difíceis de resolver para a Liesa.
“Não consigo enxergar solução por uma questão de desdobramento estrutural da Cidade do Samba e também de verba. Todos os contratos foram assinados para 12 escolas, do Mercado Pago, da Ambev, de vários patrocinadores. Mudar isso não acontece por um simples pedido”, argumentou o dirigente.
O presidente apontou ainda um risco concreto de efeito cascata. Sem barracões disponíveis em condições equivalentes para todas as agremiações, uma escola rebaixada poderia reivindicar que não competiu em igualdade. “No ano seguinte, teremos 16 escolas”, alertou.
Para Luizinho, a discussão precisa sair do campo do discurso e enfrentar a realidade prática. “Temos que botar o pé no chão e trabalhar com consciência para construir algo que se torne viável de fato”, disse.
A proposta de ampliação do Grupo Especial para 15 escolas ganhou força após um tweet do ex-prefeito Eduardo Paes, que sugeriu três nomes para as vagas: Estácio de Sá, Império Serrano e União da Ilha. Cavaliere reafirmou o compromisso nos primeiros dias à frente da prefeitura. A Liesa, por sua vez, levantou dois problemas principais: a falta de barracões disponíveis na Cidade do Samba e a necessidade de manter o atual aporte financeiro para todas as escolas.
Os detalhes seguem sem resposta. O próximo prazo concreto é o sorteio de posição para o Carnaval de 2027, marcado para 16 de abril. O debate saiu do campo das intenções. Falta saber se o calendário dará tempo.
Entender os custos envolvidos nas vendas é um dos pontos mais importantes para qualquer negócio que deseja crescer de forma organizada. Muitas vezes, o empreendedor foca apenas no valor final da venda, sem considerar taxas, prazos e outros fatores que impactam diretamente o resultado. Nesse contexto, o mercado pago simulador se torna uma ferramenta útil para visualizar esses custos de forma clara e tomar decisões mais informadas.
Foto: Divulgação
Com a digitalização das vendas, surgiram diversas formas de pagamento e, junto com elas, diferentes condições e estruturas de cobrança. Saber exatamente quanto será recebido em cada transação ajuda a manter o controle e evita surpresas no dia a dia.
A importância de entender os custos nas vendas digitais
Vender online oferece muitas vantagens, mas também exige atenção a detalhes que podem impactar os resultados.
Visão real do valor recebido
Nem sempre o valor da venda é o mesmo que entra no caixa. Existem taxas e condições que precisam ser consideradas.
Ter clareza sobre isso evita erros no planejamento e melhora a gestão.
Planejamento mais eficiente
Quando o empreendedor entende seus custos, consegue organizar melhor suas estratégias de venda e definir preços de forma mais adequada.
Redução de imprevistos
A falta de informação pode gerar surpresas desagradáveis. Com uma visão clara dos custos, é possível evitar esse tipo de situação.
O que é um simulador de custos
Um simulador é uma ferramenta que permite calcular valores de forma antecipada, considerando diferentes variáveis.
Como funciona na prática
O usuário insere informações como valor da venda e condições de pagamento, e o simulador apresenta uma estimativa do valor líquido a ser recebido.
Isso facilita a compreensão do impacto de cada escolha.
Simplicidade no uso
A maioria dos simuladores é intuitiva, permitindo que qualquer pessoa utilize sem dificuldades.
Isso torna a ferramenta acessível para diferentes perfis de empreendedores.
Benefícios de utilizar um simulador no dia a dia
Incorporar esse tipo de ferramenta na rotina traz vantagens importantes.
Mais controle financeiro
Com informações claras, fica mais fácil acompanhar os resultados e manter o controle das operações.
Decisões mais estratégicas
O empreendedor pode comparar diferentes cenários e escolher a melhor opção para o negócio.
Melhor organização
Ter previsibilidade ajuda a organizar melhor as vendas e os recebimentos.
Como o simulador ajuda na definição de preços
Definir preços corretamente é um dos maiores desafios para quem vende.
Consideração de todos os custos
O simulador permite incluir taxas e outros fatores, ajudando a definir um preço mais adequado.
Evitar prejuízos
Ao conhecer os custos, o empreendedor evita vender por um valor que não cubra suas despesas.
Ajuste de estratégias
Com base nos resultados, é possível ajustar preços e condições de venda.
Impacto na gestão do negócio
O uso de simuladores contribui para uma gestão mais eficiente.
Planejamento financeiro
Com previsões mais precisas, o planejamento se torna mais confiável.
Organização das vendas
Saber quanto será recebido ajuda a organizar melhor as operações.
Acompanhamento de resultados
O empreendedor consegue analisar o desempenho com mais clareza.
Como utilizar o simulador de forma estratégica
Para obter bons resultados, é importante utilizar a ferramenta corretamente.
Teste diferentes cenários
Simular diferentes condições ajuda a entender qual é a melhor opção.
Analise os resultados
Observar os valores apresentados permite tomar decisões mais conscientes.
Integre ao seu planejamento
Utilizar o simulador como parte da rotina melhora a gestão.
Benefícios para diferentes perfis de vendedor
O simulador pode ser útil para diversos tipos de negócio.
Pequenos empreendedores
Ajuda a entender melhor os custos desde o início.
Vendedores online
Facilita o controle em vendas digitais.
Negócios em crescimento
Permite ajustar estratégias conforme o negócio evolui.
A importância da previsibilidade
Ter previsibilidade é essencial para uma boa gestão.
Melhor controle das finanças
Saber o que esperar facilita o planejamento.
Redução de riscos
Com mais informação, o empreendedor evita decisões equivocadas.
Mais segurança nas operações
A previsibilidade traz confiança na gestão do negócio.
Como a tecnologia facilita o controle financeiro
A tecnologia tem um papel importante na organização das vendas.
Ferramentas acessíveis
Hoje, existem soluções simples que ajudam a controlar os custos.
Automação de cálculos
O uso de simuladores elimina a necessidade de cálculos manuais.
Integração com o dia a dia
As ferramentas se adaptam à rotina do empreendedor.
Erros comuns ao não considerar os custos
Ignorar os custos pode trazer consequências negativas.
Definição incorreta de preços
Sem considerar taxas, o preço pode não ser adequado.
Falta de planejamento
A ausência de previsibilidade dificulta a organização.
Impacto nos resultados
Decisões mal informadas podem afetar o desempenho do negócio.
Como melhorar a gestão com informações claras
A informação é um dos principais aliados do empreendedor.
Base para decisões
Dados claros ajudam a escolher melhores estratégias.
Organização das operações
Com mais controle, o negócio se torna mais eficiente.
Crescimento estruturado
Uma gestão bem informada contribui para o desenvolvimento.
A evolução das ferramentas de gestão
As ferramentas digitais continuam evoluindo para facilitar a vida do empreendedor.
Mais praticidade
Soluções simples tornam o uso mais acessível.
Melhor experiência
Interfaces intuitivas facilitam o entendimento.
Acompanhamento constante
As ferramentas acompanham as mudanças do mercado.
Um aliado para decisões mais conscientes
Utilizar um simulador de custos é uma forma de transformar a gestão em um processo mais claro e estratégico. Com mais informações, o empreendedor consegue entender melhor seus resultados, planejar com mais precisão e evitar surpresas.
Ao integrar esse tipo de ferramenta no dia a dia, as decisões se tornam mais conscientes, e o negócio passa a operar com mais organização, eficiência e segurança, acompanhando as demandas de um mercado cada vez mais digital e dinâmico.
A importância de revisar constantemente os custos
Além de utilizar o simulador no momento inicial, é fundamental revisar os custos com frequência. As condições de venda podem mudar, assim como o comportamento do consumidor e as estratégias do negócio.
Reavaliar esses fatores permite ajustar preços, condições e formas de pagamento de maneira mais alinhada com a realidade. Essa prática contribui para manter a competitividade e evitar perdas ao longo do tempo.
Ao incorporar essa análise contínua na rotina, o empreendedor passa a ter uma visão mais estratégica das vendas, conseguindo se adaptar com mais rapidez às mudanças do mercado e mantendo uma gestão mais eficiente e organizada no ambiente digital.
No mês em que comemora o seu 98º aniversário, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira realiza uma série de ações sociais e culturais para celebrar a passagem da data. Dentro da programação, está a tradicional Alvorada, realizada no dia 28 de abril, no Palácio do Samba. Evento inclui café da manhã comunitário, hasteamento da bandeira e hinos, além de atividades sociais, que vão de orientações sobre documentos e questões relacionadas à saúde até serviços de beleza. Reconhecida como um dos grandes berços do samba no Rio de Janeiro, a Mangueira celebra seu aniversário como manda a tradição: com muita música e alegria. Neste ano, o Samba da Volta assume o comando da festa e promete fazer o morro pulsar no ritmo do samba, no dia 1º de maio, no Palácio do Samba.
“Celebrar os 98 anos da Mangueira é reafirmar o compromisso da escola com o seu território e com a transformação social. Mais do que festa, é um momento de fortalecer vínculos, valorizar a cultura popular e abrir caminhos para o conhecimento chegar a quem mais precisa”, aponta Adair Machado, vice-presidente cultural da Escola.
Atividades de parceiros
Dentre as ações realizadas no evento, o Centro de Cidadania Verde e Rosa disponibilizará serviços de emissão de segunda via de documentos, incluindo certidões de nascimento, casamento, óbito, carteira de identidade e habilitação de casamento. Haverá também área de lazer para crianças com brincadeiras, contação de histórias e distribuição de livros.
A comemoração conta ainda com a presença do Ciência Móvel, uma unidade itinerante do Museu da Vida Fiocruz, que viaja em uma carreta, levando ciência, cultura e diversão para municípios da Região Sudeste por meio do projeto Arte e Ciências sobre Rodas no Rio de Todos Nós. Na celebração da “Velha Manga”, o público também contará com uma série de serviços oferecidos por instituições parceiras. Entre elas, a ONG África, que disponibilizará cortes de cabelo masculinos, design de cílios, tranças, aferição de pressão arterial e glicose, além de inscrições para cursos gratuitos. Já a ONG Meninas e Mulheres do Morro, promoverá oficinas de contação de histórias, distribuição de livros, palestras e a entrega de sabão e detergente produzidos a partir do reaproveitamento de óleo de cozinha coletado na comunidade.
A expectativa é de que as ações promovidas alcancem e beneficiem diretamente cerca de três mil moradores da comunidade e de áreas adjacentes ao Morro da Mangueira, ampliando o acesso a serviços, fortalecendo vínculos sociais e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no território.
“Mais do que celebrar a história da Mangueira, queremos fortalecer laços com a comunidade, oferecendo serviços, conhecimento e oportunidades. Essa parceria com as ONGs amplia o impacto social do evento e reafirma nosso compromisso com o cuidado, a inclusão e o desenvolvimento coletivo”, finaliza a presidenta da Escola de Samba.
A Beija-Flor de Nilópolis definiu o enredo que levará à Marquês de Sapucaí no Carnaval 2027. Com o título “Zeneida: O Sopro do Pó de Louro”, a agremiação apresentará a trajetória de Zeneida Lima, reconhecida como a última pajé marajoara, uma das principais referências culturais do arquipélago do Marajó, no Pará, e também como destaque nacional por sua atuação como ambientalista.
Após o vice-campeonato no Carnaval de 2026 com o enredo “Bembé”, a escola direciona seu olhar para a região Norte do país e propõe um mergulho na ancestralidade e nos saberes da cultura marajoara. Nesse contexto, a trajetória de Zeneida ganha centralidade: pajé, compositora, escritora, poeta, ambientalista e ativista social, ela se destaca pela preservação de conhecimentos ancestrais, pela defesa do meio ambiente e pela formação de novas gerações. À frente da Instituição Caruanas do Marajó Cultura e Ecologia (ICMCE), atende cerca de 180 crianças e adolescentes com educação e atividades culturais e ambientais.
Sua trajetória foi registrada no livro O Mundo Místico dos Caruanas da Ilha do Marajó (1992), que deu origem ao desfile campeão da Beija-Flor em 1998 e selou o primeiro encontro entre a pajé e a escola. Agora, quase 30 anos depois, a agremiação retoma esse encontro sob uma nova ótica: a própria trajetória de vida de Zeneida, em um reencontro marcado pela força simbólica de sua história.
A história da pajé também foi reconhecida institucionalmente. Em 2021, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade do Estado do Pará, em reconhecimento à sua contribuição para a cultura, a educação e a preservação dos saberes tradicionais da Amazônia, e teve sua história retratada no cinema no filme Encantados, dirigido por Tizuka Yamasaki.
Como parte do processo de desenvolvimento do enredo, a equipe da Beija-Flor realiza pesquisa de campo em Soure, no Marajó, aprofundando o contato com o território e a trajetória de Zeneida. O projeto é assinado pelo carnavalesco João Vitor Araújo, em parceria com os pesquisadores Vivian Pereira, Guilherme Niegro e Bruno Laurato.
“É um mergulho na encantaria marajoara e na força simbólica dos Caruanas. A ideia é transformar em desfile a potência espiritual e a trajetória de Zeneida”, afirma João Vitor Araújo.
Para o presidente Almir Reis, o enredo marca um momento especial para a escola. “Zeneida é da família Beija-Flor. Desde 1998, esse elo nunca se rompeu. Retomar sua história agora é celebrar esse reencontro e reafirmar nossa identidade com as raízes do Brasil”, destaca.
Mais uma grande escola do Carnaval de São Paulo anunciou enredo para o desfile de 2027. Nesta terça-feira, o Barroca Zona Sul divulgou nas redes sociais da agremiação que a temática para a próxima apresentação da Faculdade do Samba será “Elekô Obá Xirê”, assinado pelo carnavalesco Pedro Alexandre, popularmente conhecido como Magoo, em homenagem a Obá – senhora das águas revoltas, pororocas e quedas d’água nas religiões de matriz africana.
O enredo completa uma trilogia proposta pelo Barroca Zona Sul desde 2025. Com “Os Nove Oruns de Iansã” (samba-enredo campeão do Estrela do Carnaval, concedido e organizado pelo CARNAVALESCO) e com “Oro Mi Maió Oxum” no ano seguinte, a verde e rosa teve como enfoque uma orixá que teve Xangô como amor em algum momento da existência – a terceira mulher do senhor da justiça nas religiões de matriz africana terá, agora, um desfile para chamar de seu.
Um detalhe no logotipo do enredo dá uma possível dica sobre o fio condutor do enredo. Logo abaixo da imagem, a inscrição “A Força da Mulher Que Não Se Curva” indica um desfile exaltando a força feminina.
Evento
O Barroca Zona Sul fará uma explanação do enredo para a comunidade e para todos os interessados no dia 12 de julho – com direito a feijoada. Horário e local não foram informados.
Em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta terça-feira, Capitão Guimarães, ex-presidente da Liesa e atual patrono da Unidos de Vila Isabel, manifestou sua preocupação e posicionamento contrário à possibilidade de o Grupo Especial do Rio de Janeiro passar a contar com 15 agremiações a partir do Carnaval 2027. Atualmente, o grupo de elite do samba carioca é composto por 12 escolas.
Para Guimarães, qualquer mudança no regulamento deve priorizar o nível técnico do espetáculo, e não apenas o aumento numérico de participantes. “A Liga foi fundada justamente para preservar a qualidade do desfile e as grandes escolas. Aumentar o carnaval tem que ser qualitativo”, afirmou o dirigente, ressaltando que o debate sobre o regulamento de 2027 precisa considerar o dinamismo do evento.
Impacto na grade horária e no público
Um dos pontos centrais da crítica de Guimarães reside na logística e nos horários dos desfiles, que já são impactados pelas exigências da grade televisiva. Ele destacou que, devido aos horários de início condicionados à programação da Rede Globo, as escolas já entram na Avenida muito tarde.
“Hoje uma escola demora 2 horas para desfilar. A última escola entra 4h15 da manhã, em torno de 4h15 a 4h30, quando devia entrar 2h30. Colocar uma quinta escola seria ainda desfilar de 6h30 da manhã. Seria um retrocesso na minha modesta opinião”, explicou.
Guimarães também fez questão de reforçar a autonomia da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) em relação ao poder público. Embora reconheça o papel da prefeitura, ele pontuou que “o dono do carnaval é o prefeito, mas a Liga não pertence à prefeitura”.
O dirigente alertou ainda para a necessidade de olhar para quem assiste ao espetáculo de casa, lembrando que a audiência televisiva é massivamente superior ao público presente no Sambódromo. “Se tem 100 mil pessoas na avenida, em casa tem 10 milhões assistindo. Isso tem que ser olhado, essa dinâmica tem que ser olhada outra vez”.
Ao encerrar sua declaração, Capitão Guimarães reiterou que foi pego de surpresa pelo assunto e que sua opinião é pautada na manutenção do prestígio do carnaval carioca: “Eu acho que carnaval é qualidade”.