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Com o corpo fechado, canto forte e energia nas alturas, Salgueiro transforma a Conde de Bonfim em palco de ensaio arrebatador

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Depois desse ensaio na Conde de Bonfim, ficou nítido que não só o corpo do salgueirense está fechado, mas a vontade de ser campeão também. A potência do Salgueiro ensaiando no coração da Tijuca, no último no domingo, foi de tirar o fôlego. A ausência do intérprete oficial Igor Sorriso, que estava em São Paulo com a Mocidade Alegre, não foi um obstáculo para que a escola apresentasse um canto extremamente regular e para cima que foi o ponto alto do ensaio.

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“Foi uma experiência incrível. Conduzir o ensaio de rua do Salgueiro é sempre emocionante, e tenho certeza de que fizemos um dos melhores ensaios. Eu sou suspeito a falar desse samba, porque eu conheço ele desde a criação, defendi esse samba na disputa, e é impressionante como esse samba vem crescendo, a cada dia que passa, ver o componente cantando ainda mais forte, o entrosamento 100% do carro do som com a bateria. A gente tem tudo, o Salgueiro tem tudo, comunidade, o salgueirense de verdade tem tudo para chegar no dia do desfile e cantar ainda mais e brigar por esse título aí”, disse Charles Silva, que substituiu Igor Sorriso no carro de som.

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Fotos: Guibsom Romão/CARNAVALESCO

Sendo a 3ª escola a desfilar na segunda noite de carnaval e com o enredo ‘Salgueiro De Corpo Fechado’, o Salgueiro mostrou aos presentes na Conde de Bonfim que a escola vem forte para a disputa do título de campeã do carnaval de 2025.

“O ensaio do Salgueiro está tendo uma crescente muito grande, a gente está trabalhando bastante no barracão, a gente está com um andamento muito legal e com essa crescente que o samba está tendo, nas plataformas digitais e tendo essa proporção que está ganhando. Cada vez mais a comunidade abraça a escola, é nítido que a comunidade está seguindo com garra, a cada ensaio de rua, a cada ensaio de quadra que a gente faz, a gente consegue ter um resultado muito melhor e se Deus quiser, a gente vai buscar por esse grande título aí lá na Sapucaí. Eu não vou dizer que isso aqui é um pré-treino para os ensaios técnicos, porque a gente já está vindo treinando há bastante tempo, nós estamos bem preparados para o dia 15, que é o nosso primeiro ensaio técnico, vamos ter outros ensaios aqui. E até o dia 15 eu tenho certeza que vamos estar mais preparados ainda”, pontuou Luan Teles, diretor de barracão do Salgueiro.

Comissão de Frente

Sob os comandos do coreógrafo Paulo Pinna, a comissão do Salgueiro se apresentou com um número grande de componentes que, em alguns trechos do samba, a coreografia representava orixás e entidades de umbanda citados na letra. Palmas e brados foram usados na apresentação, pois se encaixam na temática apresentada. Com uma coreografia dinâmica, aguerrida e bem executada, o público vibrou com a apresentação do quesito.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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Quando se fala em Sidclei e Marcella, a certeza é de sempre ser um arrebatamento. O apelido de “casal 40” não é à toa. A dupla se apresentou de branco e com a coreografia que eles já vêm exibindo nos outros ensaios de rua. Com o bailado clássico, bem coreografado e de encontro com o enredo, ambos tomaram conta da Conde de Bonfim e passaram a sensação de que até de olhos a performance sairia perfeita.

Harmonia e Samba

O canto foi forte e empolgante de ponta a ponta, até nas alas mais distantes da bateria e do carro de som, o samba era entoado com muito vigor. O carro de som ficou sob o comando de Charles Silva, substituindo Igor Sorriso, performou muito bem. Jogando o samba sempre para cima, Charles fez bonito na Conde de Bonfim. O refrão “Macumbeiro, mandingueiro, batizado no congá” é uma explosão no público.

Com a presença do sambista e compositor do samba de 2025 Xande de Pilares, que fez a introdução do samba na arrancada da escola. O samba do Salgueiro funcionou muito com a bateria “Furiosa”, que deu a potência exata que a letra pede, resultando na explosão que foi vista na Conde de Bonfim.

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Evolução

Os componentes, tanto de alas coreografadas, quanto de alas normais apresentaram uma evolução solta e fluida no ensaio. É impossível elencar alas menos animadas, a evolução foi coesa, a sensação era de que todos ali estavam se divertindo muito e querendo que o público presente sentisse isso. A escola estava bem grande e nem por isso deixou a energia cair, começou potente e terminou da mesma maneira.

Outros destaques

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A presença calorosa e carismática da rainha Viviane Araujo foi um ponto alto do ensaio, interagindo com a sua “Furiosa” e com o público presente, ela deu um show de carisma e simpatia com o seu samba clássico na vermelho e branco.

A ala do Maculelê, do coreógrafo Carlinhos Salgueiro, que vem logo após o primeiro casal, apresenta uma coreografia lindamente sincronizada que toma conta da avenida e chama atenção de todos.

Outro ponto importante é a presença massiva do público para ver o Salgueiro passar, foi um arrasa quarteirões.

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Afiada e pronta no canto, Portela faz ensaio com bom rendimento nos demais quesitos e segue evoluindo na preparação para o desfile

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Nem o calor que mais uma vez assolou o Rio de Janeiro, e se fez bastante presente na divisa de Oswaldo Cruz com Madureira, tirou do portelense a energia e a alegria de cantar e brincar o samba em homenagem ao “Bituca”, o cantor Milton Nascimento. Ensaiando, dessa vez, coladinha com a linha do trem, na rua Carolina Machado, onde o terreno é mais plano, os portelenses mostraram estar prontos e afiados no canto do samba para o carnaval 2025. Maturidade dos quesitos foi o que pode se ver e constante evolução, do conjunto de bonitos guarda-chuvas e a surpresa presente na comissão de frente, passando pelo bom entrosamento do casal, com os componentes pulando e cantando o samba, impulsionados pela dobradinha Gilsinho e mestre Nilo Sérgio. A escola mostrou que o trabalho vai bem adiantado para que daqui a duas semanas possa apresentar um desfile ainda mais maduro no ensaio técnico e chegar a Sapucaí em março prontinha em tudo para trazer a proposta que certamente será pautada pela emoção, mas que não poderá prescindir da técnica, afinal de contas é ela que baliza o julgamento. Nisso, a Portela mostrou evolução em relação aos últimos ensaios tendo bom rendimento de todos os seus quesitos.

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Antes do treino do último domingo, o presidente Fábio Pavão falou aos portelenses sobre a importância dos ensaios e sobre a preparação que a Portela vem fazendo para o próximo grande passo nesta jornada que será o ensaio técnico daqui a pouco menos de duas semanas.

“Faltam cinco semanas até o carnaval, nós estamos nos preparando para chegar lá, nossa confiança é cada vez maior, a gente está fazendo o barracão, fantasia já indo para o nosso ponto de apoio. Nosso samba está avançando muita coisa e isso é com vocês, na forma que vocês cantam o samba, que vocês compraram essa briga com amor, está chegando a hora gente”, disse o dirigente.

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

O intérprete Gilsinho, após o ensaio, avaliou para a reportagem do CARNAVALESCO, a qualidade do ensaio e de como a escola pode manter esse forte canto.

“É o mérito muito grande da nossa harmonia, trabalha muito o canto da comunidade e sem dúvida nenhuma comunidade que tá aguerrida. Está cantando muito bem, forte, evoluindo junto. Então, a gente fica satisfeito com esse resultado. A alegria da gente é ensaiar, a gente sente que o componente vem com o coração aberto, vem com o coração feliz. Isso é muito importante para a gente manter o nível. A alegria deles fazendo bons trabalhos e eles estão vendo que o trabalho está sendo bem feito, dá um retorno pra gente, que é a alegria deles, é um canto forte, é esse show maravilhoso aí”, afirmou o cantor.

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O diretor geral de harmonia, Juninho Fonseca, conta que o objetivo nesse momento do quesito é manter o nível de canto até o ensaio técnico para a escola poder dar esse recado ao público do samba.

“É um trabalho que já vem acontecendo tem uns quatro meses depois da escolha, a gente não parou mais de ensaiar, ensaiar, o canto. Isso, a partir do trabalho de quadra, dos trabalhos individuais cada ala, e na rua é só colocar em prática esse trabalho junto com o carro de som, junto com a comunidade e vamos manter essa pegada aí até nosso primeiro ensaio técnico daqui a duas semanas”, entende o profissional.

Em 2025, a Portela vai encerrar a terceira noite de desfiles do Grupo Especial levando para a Marquês de Sapucaí o enredo “Cantar será buscar o caminho que vai dar no sol – Uma homenagem a Milton Nascimento”.

Comissão de frente

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Primeiro de tudo a comissão,comandada por Leo Senna e Kelly Siqueira, tem aquilo que mais pede o enredo: musicalidade e dança. Sem isso, não se pode falar de Milton Nascimento. E também é pautada pela leveza e doçura dos movimentos, o que também é muito característico da vida e obra de “Bituca”. Os movimentos dos componentes casavam muito bem com o que era retratado no samba, em cada momento, ainda que não se preocupasse em retratar palavra por palavra, ou pontuar as expressões da obra. Era na cadência e na identidade de cada movimento. No final, o “lance” dos guarda-chuvas que se modificaram do preto para o “girassol” produziam uma lindo efeito e apresentavam como a carreira de Milton apresentou diversas faces. Muito positiva a apresentação com muita interação com o público, fazendo com que os bailarinos pudessem sentir o calor do público, o que é fundamental no ensaio de rua, principalmente para a comissão.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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Em preparação para entrar no segundo ano juntos, Marlon Lamar e Squel Jorgea demonstram franca evolução no entrosamento, maior naturalidade nos movimentos, mais conhecimento de cada um sobre o corpo do outro. Neste ensaio, a dupla apostou em um bailado mais tradicional, com passos mais característicos de casal de mestre-sala e porta-bandeira, sem procurar muito pontuar trechos do samba, ou apresentar muitos passos coreografados. A dupla se buscou o tempo inteiro, e se preocupou sempre em valorizar o pavilhão. Boa apresentação e como algo que não conta ponta, mas, muito bonito de se destacar, foi a forma como eles vibravam e dançavam durante o início do ensaio quando Gilsinho ainda cantava o alusivo que continha a música “Maria Maria”, de Milton Nascimento.

Harmonia

Destaque do ensaio, o canto dos componentes, impulsionado por mais um grande trabalho do carro de som, que dessa vez contou com a presença do intérprete oficial Gilsinho, mostrou que o samba está na ponta da língua, e mesmo não tendo as mesmas qualidades da linda obra que foi ” Um defeito da cor” de 2024 foi totalmente comprado pelos componentes no sentido de entenderem que é o hino que vai para a Sapucaí e está sendo valorizado pelo portelense. Alguns trechos eram cantados de forma ainda mais entusiasmada como o bis “Quem acredita na vida…” e o refrão principal. Além disso, mesmo passistas, comissão de frente, alas coreografadas, bateria, todos cantaram a obra toda com muita garra. Alto rendimento. O canto está pronto para Sapucaí, o desafio é manter esse nível e não deixar cair até o dia oficial em março.

Samba-enredo

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A obra de Samir Trindade, Fabrício Sena, Brian Ramos, Paulo Lopita 77, Deiny Leite, Felipe Sena e JP Figueira tem uma característica mais melodiosa, uma “vibe” de nostalgia, também presente nas músicas do “Bituca”, bastante ilustrativa, fazendo algumas referências ao repertório musical do artista. Com o andamento um pouco para trás, o samba permite um ritmo muito “gostoso” para a “Tabajara do Samba”, cadenciado, dançante, que ajuda a destacar alguns naipes da bateria com a batida de caixas e os desenhos do agogô. Como pontos altos, podemos destacar as fortes palavras do refrão principal “Iyá chamou Oxalá preto rei pra sambar…”, ainda que um pouco repetitivas, mas dentro da homenagem. Outro ponto forte, está no “Quem acredita na vida”, bis presente na segunda do samba que é cantado com grande vigor pelos componentes. No ensaio, a obra está rendendo, muito levantada pelo trabalho de Gilsinho e Nilo Sérgio impulsionando o canto da comunidade, que vem sendo o grande destaque nos ensaios.

Evolução

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Na evolução, ainda há uma margem pequena a se alcançar para a garantia do 10 no quesito. E ela não está na compactação, pois a escola veio sim bem compacta, sem buracos ou alas emboladas, ocupando como devido o seu espaço na pista de ensaio. Também não foi espontaneidade, pois a escola, ainda que fizesse coreografia, no geral isso não atrapalhou que o folião brincasse o carnaval, ao contrário, só abrilhantou ainda mais. Algumas alas coreografadas no início mostraram estar bem ensaiadas e produziram um bonito efeito. E uma ala no final, logo a frente do terceiro casal de mestre-sala e porta-Bandeira, em particular, fez uma coreografia com grande teatralização, uma performance, em que os componentes primeiro mostravam sofrer em um trecho mais tenso do samba, nos versos “Venceram as lutas que travavam…”, e depois chegavam a alegria a partir do “quem acredita na vida …”. No refrão final uma grande explosão de felicidade bem expressa nos rostos dos componentes que mexiam com o público na rua inclusive.

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Mas, na evolução, o único ponto que ainda pode melhorar um pouco é a fluidez, no sentido de ela ser mais homogênea. Em alguns momentos a escola evoluiu um pouquinho mais rápido talvez do que o necessário e que a cadência do samba pedia, isto em pontos esporádicos, no geral, no teste como um todo a fluidez está bacana. Só trabalhar para ela chegar nesse ponto de estar mais igual para que o quesito chegue mais perto da perfeição e possa garantir a nota máxima.

Outros destaques

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A rainha Bianca Monteiro, além do samba no pé, protagonizou, mais uma vez, o momento fofura ao sambar com a criançada no final do ensaio, já virou rotina e um dos momentos esperados. As musas Vick Campos e Amanda Oliveira foram bastante festejadas pelo público quando passavam com muito samba no pé. Assim, como os passistas, comandados por Nilce França, também muito aclamados, principalmente os mirins que vinham à frente. No esquenta do ensaio, mais uma vez, o carro de som cantou a música “Maria Maria”, de Milton Nascimento, em ritmo de samba, com bateria e tudo.

Casal é destaque no ensaio técnico da União do Parque Acari

Por Marcos Marinho e fotos de Magaiver Fernandes (Colaboraram Carolina Freitas, Juliana Henrik, Gabriel Radicetti, Marielli Patrocínio e Matheus Morais)

A União do Parque Acari levou à Marquês de Sapucaí, abrindo a temporada de ensaios técnicos da Série Ouro para o Carnaval 2025, uma apresentação que mesclou emoção, técnica e alguns desafios. Da intensa performance da comissão de frente, que transitou entre o charme boêmio e o romantismo seresteiro, aos giros do casal de mestre-sala e porta-bandeira, a escola mostrou seu potencial. Contudo, problemas no carro de som impactaram a harmonia da comunidade, e o andamento na pista deixou a evolução da escola a desejar em momentos pontuais. A União do Parque Acari será a segunda escola a desfilar no sábado de carnaval com o enredo “Cordas de Prata: o retrato mundial do povo”, do carnavalesco Guilherme Estevão.

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Fotos: ensaio técnico da União do Parque Acari no Sambódromo

“Foi um teste para gente acertar os detalhes. Só posso agradecer a minha comunidade do Acari e do Amarelinho que eles foram incansáveis e o trabalho continua. Está todo mundo muito unido para gente conseguir colocar esse carnaval na rua. Temos alguns pontos pra acertar sim, vamos sentar internamente, porque dia primeiro de março temos que fazer um grande desfile. A comunidade abraçou o nosso samba, abraçou principalmente o enredo. Nossa expectativa é incrível”, explicou o direto de carnaval, Yago Werneck.

Comissão de Frente

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O coreógrafo Valci Pelé, em seu segundo ano na União do Parque Acari, caprichou no vigor dos movimentos apresentados ao público. A comissão, formada por 10 homens e 5 mulheres, usava figurinos que remetiam a “espanhóis” com leques, chapéus e roupas nas cores vermelho e preto. A apresentação foi marcada por uma movimentação intensa cujas formas ora lembravam malandros boêmios ora seresteiros românticos. Apesar do impacto visual, houve falhas, como a queda de um chapéu no primeiro módulo de jurados e atrasos na transição para o movimento dos casais. O ponto alto da apresentação foi, sem dúvida, os giros e as ‘firulas’ feitas com os chapéus, que empolgaram o público.

Mestre-sala e Porta-bandeira

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Renan Oliveira e Laís Lúcia, estreando na União do Parque Acari, após passarem pelo Império da Tijuca, realizaram uma bela apresentação. Vestidos em tons de amarelo, os dois se destacaram pelos giros rápidos e pela intensidade de movimentos, especialmente da porta-bandeira. Na primeira cabine de jurados, o pavilhão chegou ligeiramente antes do mestre-sala após uma sequência de giros, o que merece atenção. O momento final, com um beijo no ar trocado entre os dois, demonstrou o entrosamento da dupla, que promete brilhar no desfile oficial.

“Não estou apenas feliz, estou radiante. Tudo foi perfeito e superou minha expectativa. Estou extremamente contente, não apenas por ter sido recebida de braços abertos pela comunidade de Acari, mas também por termos conseguido realizar exatamente tudo o que planejamos. Revisamos todas as anotações dos anos anteriores e consideramos os feedbacks dos jurados, estudando cada detalhe. Apresentamos exatamente o que desejávamos, e, na verdade, sinto que conseguimos até mais. Agora, estaremos revendo todos os vídeos e fotos para confirmar se realmente alcançamos o que idealizamos. Embora, eu tenha a sensação de que tudo foi maravilhoso, precisamos avaliar tecnicamente o resultado, verificar se está tudo em ordem, se precisaremos fazer ajustes ou se podemos aprimorar ainda mais nossos ensaios de rua e nosso desfile!” , disse Laís, porta-bandeira da União do Parque Acari.

Freddy Ferreira analisa a bateria da União do Parque Acari no ensaio técnico

 

“Estou extremamente feliz. Como a minha porta-bandeira mencionou, quando algo transcende, conseguimos propor algo que vai além. Nossa alegria e felicidade transformaram a coreografia em uma expressão autêntica, refletindo a nossa essência, nosso estilo e nossa assinatura. Estávamos nos divertindo muito, brincando uns com os outros, e acreditamos que esse é um dos pontos mais importantes. Além de toda a responsabilidade, o que realmente importa é a alegria e a diversão. Tenho a certeza de que isso também conta a nosso favor. Quando conseguimos transmitir um sorriso genuíno, oriundo do que amamos e fazemos, sabemos que estamos passando essa energia, que vem de dentro para fora. Gostei bastante do chão! Optei por um sapato com um antiderrapante um pouco mais antigo, pois ao testar um sapato novo, percebi que ele estava muito preso. Pensei: não, preciso também dar meus giros e piruetas, então precisei de um modelo que me permitisse mais liberdade de movimento. Apreciei o piso e a iluminação. Agora é hora de analisar tudo, observar os detalhes e fazer alguns ajustes minuciosos para nos prepararmos para o desfile, que está a apenas 34 dias!” , disse Renan, mestre-sala da União do Parque Acari.

Harmonia e Samba

No quesito Harmonia, a comunidade de Acari se mostrou um pouco sem empolgação ao cantar. Esse desânimo pode ser atribuído a problemas técnicos no carro de som, cuja potência não foi suficiente para cobrir toda a extensão da avenida. As alas mais distantes mal conseguiram ouvir a música, o que comprometeu o canto coletivo. Ainda assim, o refrão principal, “Se alguém perguntar, diz que fui por aí. Hoje sou o samba Parque Acari!”, foi bem cantado.

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“Isso aqui é um treino, e o treino é feito para a gente errar, ver os erros e corrigi-los. Hoje a gente veio para brincar e ver o povo feliz. É isso que a gente quer ver. Apesar de alguns problemas técnicos, a gente tentou manter o povo feliz e alegre, e é uma missão difícil, em pleno domingo às 18h, abrir o ensaio na Sapucaí, mas a nação acariense está aí com bastante astral e alegria para abrir esses ensaios técnicos bem para cima!”, disse o intérprete Leozinho Nunes.

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“Foi bonito, apesar de alguns problemas técnicos, realmente, mas nada que a gente não consiga superar. A União do Parque Acari é resistência, força, coragem. A gente levou na garra, para fazer a alegria da comunidade, e no desfile com certeza vai ser ainda melhor. A nossa preparação é manter o básico, o simples. Tudo o que é feito com fé, amor, união, como é o nome da nossa escola, é muito bem apresentado, como vimos hoje. Podem esperar isso, união, companheirismo, fé acima de tudo, e muito trabalho para representar no desfile oficial”, comentou a cantora Tainara Martins.

Evolução

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Apesar de não enfrentar grandes problemas de evolução, a escola apresentou um andamento um pouco lento em determinados momentos. Algumas alas demoraram para se deslocar, causando a sensação de que a escola estava “blocada”. Esse detalhe pode ser ajustado nos próximos ensaios para garantir maior fluidez na avenida.

Outros Destaques

A bateria “Fora do Sério”, comandada pelos mestres Erick e Daniel, garantiu o melhor rendimento possível para o samba-enredo.

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“Bateria respondeu à altura do que a gente estava esperando. É muito ensaio, muito trabalho, muita dedicação dessa bateria, da rapaziada que tá com a gente no sol na chuva na luta. A gente sabe que é difícil para as baterias da Série Ouro, ainda mais dentro de uma comunidade, ter ritmistas. Cada ensaio é primordial para a gente poder acertar uns pequenos detalhes. Ainda tem mais um mês para gente ensaiar, o mês de fevereiro, e acertar os detalhes. Falar que a gente está pronto hoje, eu vou estar mentindo, até porque o nome já diz é um ensaio técnico. Agora a gente vai pegar os detalhezinhos, ver os vídeos com calma, e o que tiver que acertar a gente vai acertar para chegar lá no dia 01 de março a gente fazer um belo trabalho”, disse mestre Daniel.

Freddy Ferreira analisa a bateria da União da Ilha no ensaio técnico

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A bateria da União da Ilha do Governador fez um ensaio técnico excepcional, sob o comando de mestre Marcelo Santos. Um ritmo com um equilíbrio, uma equalização e uma fluidez musical impressionantes da “Baterilha”. Bossas bastante integradas ao samba-enredo da tricolor insulana foram apresentadas, com menção musical a paradinha com solo de liras, pratos e bumbos, que tem tudo pra ser um verdadeiro show no desfile oficial, podendo funcionar como um catalisador de um potencial sacode.

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Na cabeça da bateria, uma ala de tamborins de excelente nível técnico executou um desenho rítmico simples com extrema precisão. Impressionante a qualidade musical do ressonante carreteiro do “Tamborilha”. O conjunto musical prevaleceu, numa ala que tocou de forma uníssona. O naipe de chocalhos seguiu acompanhando os tamborins com um trabalho igualmente primoroso. Por vezes ambos os naipes tocavam interligados. Uma boa ala de agogôs se exibiu com qualidade. Cuícas também fizeram um trabalho sólido. Complementando a parte da frente do ritmo na primeira fila, ainda haviam liras, bumbos e pratos, que eram utilizados de forma destacada na principal paradinha da “Baterilha”.

A parte de trás do ritmo da bateria da Ilha esteve simplesmente impecável durante todo o ensaio. Com uma boa afinação de surdos, marcadores de primeira e segunda se exibiram de forma precisa. Os surdos de terceira deram um balanço diferenciado à cozinha da “Baterilha”. Repiques de elevada técnica musical auxiliaram no preenchimento musical dos médios, assim como um naipe de caixa de guerras simplesmente esplendoroso se exibiu de modo incrível, parecendo que somente uma caixa tocava. Além de ressoar com volume considerável, é possível dizer que o toque uníssono das caixas rufadas funcionou como base musical de amparo para os demais naipes da bateria da Ilha.

A bossa de maior destaque foi a que deu ares de clima circense a passagem espetacular da “Baterilha”, atrelando a musicalidade do ritmo insulano ao tema da agremiação. Utilizando os instrumentos da primeira fila, a paradinha começava com solo de liras, bumbos e pratos. Toda dentro da melodia do samba, sua execução se deu de forma simplesmente encantadora, sendo respondida com vibração e ovação popular onde foi exibida. A bossa da cabeça do samba também é uma construção musical de muito gosto, se aproveitando de forma sublime das nuances melódicas do animado samba insulano. É possível dizer que o trabalho de bossas, mesmo com uma pegada mais simples, se mostrou profundamente eficaz.

Uma apresentação espetacular da “Baterilha”, dirigida por mestre Marcelo Santos. Uma bateria da Ilha equilibrada e com uma ótima conjugação de sons dos mais diversos naipes formando um conjunto musical de elite. É possível dizer, inclusive, que a União da Ilha do Governador segue tendo uma das melhores baterias de todo carnaval carioca. E apresentações envolventes, arrebatadoras e de alto valor técnico como a de hoje contribuem de forma positiva para essa afirmação. Parabéns demais ao mestre Marcelo, seus diretores e ritmistas pela exibição de suprema qualidade rítmica.

Fotos: ensaio técnico da União da Ilha no Sambódromo

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Fotos: ensaio técnico da Inocentes de Belford Roxo no Sambódromo

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Fotos: ensaio técnico da Em Cima da Hora no Sambódromo

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Fotos: ensaio técnico da União do Parque Acari no Sambódromo

Balanço dos ensaios técnicos da Acari, Em Cima da Hora, Inocentes e Ilha

Dirigentes discursam na Sapucaí sobre notícia de favorecimento para Maricá na Série Ouro no Carnaval 2025

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Representantes da Em Cima da Hora, Inocentes de Belford Roxo e União da Ilha discursaram antes dos ensaios técnicos, na noite deste domingo, no Sambódromo da Sapucaí, e repudiram a notícia dada pelo jornalista Léo Dias, na última semana, que a União de Maricá seria favorecida com o resultado no Carnaval 2025 e subiria ao Grupo Especial.

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Foto: Reprodução/redes sociais

Ao discursar, Ney Filardis, presidente da União da Ilha, disse “não inveja o dinheiro” e acabou sugerindo “enfiar naquele lugar”.

“Seria hipócrita se não falasse do meu repúdio total as notícias que surgiram essa semana. Não vou deixar que isso aconteça. Estamos trabalhando pra cacete o ano todo. Não adianta… quer ganhar o carnaval tem que ganhar aqui no templo sagrado que é a Sapucaí. Não invejo o dinheiro que vocês tem. Não vou falar o nome da escola; Meu recado não é para comunidade, segmentos e admiradores, mas para os dirigentes. Podem vir com alegoria banhada em ouro e fantasias cravejadas de diamantes. Respeitem as outras 15 escolas. Respeitem para serem respeitados. Tem dinheiro? Enfia naquele lugar”, disse Ney Filardi.

Presidente de honra da Inocentes de Belford Roxo, Reginaldo Gomes, também discursou e citou que confia no trabalho da Liga-RJ na gestão da Série Ouro.

“Aqui, na Liga, tenho carinho muito grande, sou presidente do Conselho Fiscal. Ninguém ganha carnaval de véspera. Não é só dinheiro, não. Aqui é história e samba no pé. Vai ter que suar muito para ganhar da Inocentes e das outras que estão aqui. Não vir jogando dinheiro e tentando passar por cima do carnaval do Grupo de Acesso. Não vamos aceitar e não vai acontecer. Aqui é um templo mágico. Se fosse só dinheiro era só passar três carros fortes que ganhava o carnaval. Tem que respeitar história e cultura. A Liga está fazendo trabalho maravilhoso e confiamos na Liga”, afirmou o presidente de honra da Inocentes de Belford Roxo, Reginaldo Gomes.

Heitor Fernandes, presidente de honra da Em Cima da Hora, também discursou antes do ensaio técnico da escola.

“A Maricá tem que ter 10% da idade da minha escola, eu abaixo a cabeça, e também quando tiver 1% dos sambas que tenho. Aqui não tem royalties, mas tem carnaval. Aqui é o carnaval do povo. Carnaval é na Avenida, prefeito. São valores lá em Maricá, aqui é do povo. É ele que responde pelo carnaval”, citou Heitor Fernandes.

União de Maricá repudia favorecimento

A União de Maricá publicou uma nota, em suas redes sociais, na noite da última quinta-feira, repudiando a informação publicada no site do jornalista Léo Dias, em que a reportagem cita que a União de Maricá seria beneficiada no resultado da Série Ouro em 2025. Veja abaixo o posicionamento da União de Maricá.

“A União de Maricá vem a público repudiar veementemente a informação veiculada pelo Portal LéoDias, que sugere a existência de um possível favorecimento para o nosso acesso no Carnaval 2025.

Desde a sua fundação, a União de Maricá sempre pautou sua trajetória pelo profissionalismo, ética e respeito ao maior espetáculo da Terra. Contamos com a dedicação de grandes profissionais e realizamos diariamente um trabalho sério e transparente, com o objetivo de entregar um desfile que corresponda às expectativas de nossos torcedores e do público em geral.

Reafirmamos o nosso compromisso com a justiça e a lisura no Carnaval, além do respeito a cada agremiação, em especial à Imperatriz Leopoldinense e ao Acadêmicos do Salgueiro, cujos profissionais, como o carnavalesco Leandro Vieira, o coreógrafo Patrick Carvalho e o diretor de carnaval Wilsinho Alves, também integram nossa equipe, contribuindo com seu talento e dedicação em jornada dupla para abrilhantar o nosso projeto.

Ressaltamos ainda que o nosso foco está voltado exclusivamente na preparação para o Carnaval 2025. Nenhuma conversa para renovação ou não de qualquer profissional se dará antes do desfile do dia 28 de fevereiro.

Seguiremos focados em nossa missão de exaltar a cultura popular e honrar nosso pavilhão, certos de que o reconhecimento será fruto do esforço coletivo e do talento de nossa comunidade”.