Início Site Página 415

Casal é destaque no ensaio técnico da União do Parque Acari

Por Marcos Marinho e fotos de Magaiver Fernandes (Colaboraram Carolina Freitas, Juliana Henrik, Gabriel Radicetti, Marielli Patrocínio e Matheus Morais)

A União do Parque Acari levou à Marquês de Sapucaí, abrindo a temporada de ensaios técnicos da Série Ouro para o Carnaval 2025, uma apresentação que mesclou emoção, técnica e alguns desafios. Da intensa performance da comissão de frente, que transitou entre o charme boêmio e o romantismo seresteiro, aos giros do casal de mestre-sala e porta-bandeira, a escola mostrou seu potencial. Contudo, problemas no carro de som impactaram a harmonia da comunidade, e o andamento na pista deixou a evolução da escola a desejar em momentos pontuais. A União do Parque Acari será a segunda escola a desfilar no sábado de carnaval com o enredo “Cordas de Prata: o retrato mundial do povo”, do carnavalesco Guilherme Estevão.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Fotos: ensaio técnico da União do Parque Acari no Sambódromo

“Foi um teste para gente acertar os detalhes. Só posso agradecer a minha comunidade do Acari e do Amarelinho que eles foram incansáveis e o trabalho continua. Está todo mundo muito unido para gente conseguir colocar esse carnaval na rua. Temos alguns pontos pra acertar sim, vamos sentar internamente, porque dia primeiro de março temos que fazer um grande desfile. A comunidade abraçou o nosso samba, abraçou principalmente o enredo. Nossa expectativa é incrível”, explicou o direto de carnaval, Yago Werneck.

Comissão de Frente

Parque Acari 13

O coreógrafo Valci Pelé, em seu segundo ano na União do Parque Acari, caprichou no vigor dos movimentos apresentados ao público. A comissão, formada por 10 homens e 5 mulheres, usava figurinos que remetiam a “espanhóis” com leques, chapéus e roupas nas cores vermelho e preto. A apresentação foi marcada por uma movimentação intensa cujas formas ora lembravam malandros boêmios ora seresteiros românticos. Apesar do impacto visual, houve falhas, como a queda de um chapéu no primeiro módulo de jurados e atrasos na transição para o movimento dos casais. O ponto alto da apresentação foi, sem dúvida, os giros e as ‘firulas’ feitas com os chapéus, que empolgaram o público.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Parque Acari 17

Renan Oliveira e Laís Lúcia, estreando na União do Parque Acari, após passarem pelo Império da Tijuca, realizaram uma bela apresentação. Vestidos em tons de amarelo, os dois se destacaram pelos giros rápidos e pela intensidade de movimentos, especialmente da porta-bandeira. Na primeira cabine de jurados, o pavilhão chegou ligeiramente antes do mestre-sala após uma sequência de giros, o que merece atenção. O momento final, com um beijo no ar trocado entre os dois, demonstrou o entrosamento da dupla, que promete brilhar no desfile oficial.

“Não estou apenas feliz, estou radiante. Tudo foi perfeito e superou minha expectativa. Estou extremamente contente, não apenas por ter sido recebida de braços abertos pela comunidade de Acari, mas também por termos conseguido realizar exatamente tudo o que planejamos. Revisamos todas as anotações dos anos anteriores e consideramos os feedbacks dos jurados, estudando cada detalhe. Apresentamos exatamente o que desejávamos, e, na verdade, sinto que conseguimos até mais. Agora, estaremos revendo todos os vídeos e fotos para confirmar se realmente alcançamos o que idealizamos. Embora, eu tenha a sensação de que tudo foi maravilhoso, precisamos avaliar tecnicamente o resultado, verificar se está tudo em ordem, se precisaremos fazer ajustes ou se podemos aprimorar ainda mais nossos ensaios de rua e nosso desfile!” , disse Laís, porta-bandeira da União do Parque Acari.

Freddy Ferreira analisa a bateria da União do Parque Acari no ensaio técnico

 

“Estou extremamente feliz. Como a minha porta-bandeira mencionou, quando algo transcende, conseguimos propor algo que vai além. Nossa alegria e felicidade transformaram a coreografia em uma expressão autêntica, refletindo a nossa essência, nosso estilo e nossa assinatura. Estávamos nos divertindo muito, brincando uns com os outros, e acreditamos que esse é um dos pontos mais importantes. Além de toda a responsabilidade, o que realmente importa é a alegria e a diversão. Tenho a certeza de que isso também conta a nosso favor. Quando conseguimos transmitir um sorriso genuíno, oriundo do que amamos e fazemos, sabemos que estamos passando essa energia, que vem de dentro para fora. Gostei bastante do chão! Optei por um sapato com um antiderrapante um pouco mais antigo, pois ao testar um sapato novo, percebi que ele estava muito preso. Pensei: não, preciso também dar meus giros e piruetas, então precisei de um modelo que me permitisse mais liberdade de movimento. Apreciei o piso e a iluminação. Agora é hora de analisar tudo, observar os detalhes e fazer alguns ajustes minuciosos para nos prepararmos para o desfile, que está a apenas 34 dias!” , disse Renan, mestre-sala da União do Parque Acari.

Harmonia e Samba

No quesito Harmonia, a comunidade de Acari se mostrou um pouco sem empolgação ao cantar. Esse desânimo pode ser atribuído a problemas técnicos no carro de som, cuja potência não foi suficiente para cobrir toda a extensão da avenida. As alas mais distantes mal conseguiram ouvir a música, o que comprometeu o canto coletivo. Ainda assim, o refrão principal, “Se alguém perguntar, diz que fui por aí. Hoje sou o samba Parque Acari!”, foi bem cantado.

Parque Acari 46

“Isso aqui é um treino, e o treino é feito para a gente errar, ver os erros e corrigi-los. Hoje a gente veio para brincar e ver o povo feliz. É isso que a gente quer ver. Apesar de alguns problemas técnicos, a gente tentou manter o povo feliz e alegre, e é uma missão difícil, em pleno domingo às 18h, abrir o ensaio na Sapucaí, mas a nação acariense está aí com bastante astral e alegria para abrir esses ensaios técnicos bem para cima!”, disse o intérprete Leozinho Nunes.

Parque Acari 44

“Foi bonito, apesar de alguns problemas técnicos, realmente, mas nada que a gente não consiga superar. A União do Parque Acari é resistência, força, coragem. A gente levou na garra, para fazer a alegria da comunidade, e no desfile com certeza vai ser ainda melhor. A nossa preparação é manter o básico, o simples. Tudo o que é feito com fé, amor, união, como é o nome da nossa escola, é muito bem apresentado, como vimos hoje. Podem esperar isso, união, companheirismo, fé acima de tudo, e muito trabalho para representar no desfile oficial”, comentou a cantora Tainara Martins.

Evolução

Parque Acari 11

Apesar de não enfrentar grandes problemas de evolução, a escola apresentou um andamento um pouco lento em determinados momentos. Algumas alas demoraram para se deslocar, causando a sensação de que a escola estava “blocada”. Esse detalhe pode ser ajustado nos próximos ensaios para garantir maior fluidez na avenida.

Outros Destaques

A bateria “Fora do Sério”, comandada pelos mestres Erick e Daniel, garantiu o melhor rendimento possível para o samba-enredo.

Parque Acari 5

“Bateria respondeu à altura do que a gente estava esperando. É muito ensaio, muito trabalho, muita dedicação dessa bateria, da rapaziada que tá com a gente no sol na chuva na luta. A gente sabe que é difícil para as baterias da Série Ouro, ainda mais dentro de uma comunidade, ter ritmistas. Cada ensaio é primordial para a gente poder acertar uns pequenos detalhes. Ainda tem mais um mês para gente ensaiar, o mês de fevereiro, e acertar os detalhes. Falar que a gente está pronto hoje, eu vou estar mentindo, até porque o nome já diz é um ensaio técnico. Agora a gente vai pegar os detalhezinhos, ver os vídeos com calma, e o que tiver que acertar a gente vai acertar para chegar lá no dia 01 de março a gente fazer um belo trabalho”, disse mestre Daniel.

Freddy Ferreira analisa a bateria da União da Ilha no ensaio técnico

0

A bateria da União da Ilha do Governador fez um ensaio técnico excepcional, sob o comando de mestre Marcelo Santos. Um ritmo com um equilíbrio, uma equalização e uma fluidez musical impressionantes da “Baterilha”. Bossas bastante integradas ao samba-enredo da tricolor insulana foram apresentadas, com menção musical a paradinha com solo de liras, pratos e bumbos, que tem tudo pra ser um verdadeiro show no desfile oficial, podendo funcionar como um catalisador de um potencial sacode.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Na cabeça da bateria, uma ala de tamborins de excelente nível técnico executou um desenho rítmico simples com extrema precisão. Impressionante a qualidade musical do ressonante carreteiro do “Tamborilha”. O conjunto musical prevaleceu, numa ala que tocou de forma uníssona. O naipe de chocalhos seguiu acompanhando os tamborins com um trabalho igualmente primoroso. Por vezes ambos os naipes tocavam interligados. Uma boa ala de agogôs se exibiu com qualidade. Cuícas também fizeram um trabalho sólido. Complementando a parte da frente do ritmo na primeira fila, ainda haviam liras, bumbos e pratos, que eram utilizados de forma destacada na principal paradinha da “Baterilha”.

A parte de trás do ritmo da bateria da Ilha esteve simplesmente impecável durante todo o ensaio. Com uma boa afinação de surdos, marcadores de primeira e segunda se exibiram de forma precisa. Os surdos de terceira deram um balanço diferenciado à cozinha da “Baterilha”. Repiques de elevada técnica musical auxiliaram no preenchimento musical dos médios, assim como um naipe de caixa de guerras simplesmente esplendoroso se exibiu de modo incrível, parecendo que somente uma caixa tocava. Além de ressoar com volume considerável, é possível dizer que o toque uníssono das caixas rufadas funcionou como base musical de amparo para os demais naipes da bateria da Ilha.

A bossa de maior destaque foi a que deu ares de clima circense a passagem espetacular da “Baterilha”, atrelando a musicalidade do ritmo insulano ao tema da agremiação. Utilizando os instrumentos da primeira fila, a paradinha começava com solo de liras, bumbos e pratos. Toda dentro da melodia do samba, sua execução se deu de forma simplesmente encantadora, sendo respondida com vibração e ovação popular onde foi exibida. A bossa da cabeça do samba também é uma construção musical de muito gosto, se aproveitando de forma sublime das nuances melódicas do animado samba insulano. É possível dizer que o trabalho de bossas, mesmo com uma pegada mais simples, se mostrou profundamente eficaz.

Uma apresentação espetacular da “Baterilha”, dirigida por mestre Marcelo Santos. Uma bateria da Ilha equilibrada e com uma ótima conjugação de sons dos mais diversos naipes formando um conjunto musical de elite. É possível dizer, inclusive, que a União da Ilha do Governador segue tendo uma das melhores baterias de todo carnaval carioca. E apresentações envolventes, arrebatadoras e de alto valor técnico como a de hoje contribuem de forma positiva para essa afirmação. Parabéns demais ao mestre Marcelo, seus diretores e ritmistas pela exibição de suprema qualidade rítmica.

Fotos: ensaio técnico da União da Ilha no Sambódromo

0

Fotos: ensaio técnico da Inocentes de Belford Roxo no Sambódromo

0

Fotos: ensaio técnico da Em Cima da Hora no Sambódromo

0

Fotos: ensaio técnico da União do Parque Acari no Sambódromo

Balanço dos ensaios técnicos da Acari, Em Cima da Hora, Inocentes e Ilha

Dirigentes discursam na Sapucaí sobre notícia de favorecimento para Maricá na Série Ouro no Carnaval 2025

0

Representantes da Em Cima da Hora, Inocentes de Belford Roxo e União da Ilha discursaram antes dos ensaios técnicos, na noite deste domingo, no Sambódromo da Sapucaí, e repudiram a notícia dada pelo jornalista Léo Dias, na última semana, que a União de Maricá seria favorecida com o resultado no Carnaval 2025 e subiria ao Grupo Especial.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

ney discurso
Foto: Reprodução/redes sociais

Ao discursar, Ney Filardis, presidente da União da Ilha, disse “não inveja o dinheiro” e acabou sugerindo “enfiar naquele lugar”.

“Seria hipócrita se não falasse do meu repúdio total as notícias que surgiram essa semana. Não vou deixar que isso aconteça. Estamos trabalhando pra cacete o ano todo. Não adianta… quer ganhar o carnaval tem que ganhar aqui no templo sagrado que é a Sapucaí. Não invejo o dinheiro que vocês tem. Não vou falar o nome da escola; Meu recado não é para comunidade, segmentos e admiradores, mas para os dirigentes. Podem vir com alegoria banhada em ouro e fantasias cravejadas de diamantes. Respeitem as outras 15 escolas. Respeitem para serem respeitados. Tem dinheiro? Enfia naquele lugar”, disse Ney Filardi.

Presidente de honra da Inocentes de Belford Roxo, Reginaldo Gomes, também discursou e citou que confia no trabalho da Liga-RJ na gestão da Série Ouro.

“Aqui, na Liga, tenho carinho muito grande, sou presidente do Conselho Fiscal. Ninguém ganha carnaval de véspera. Não é só dinheiro, não. Aqui é história e samba no pé. Vai ter que suar muito para ganhar da Inocentes e das outras que estão aqui. Não vir jogando dinheiro e tentando passar por cima do carnaval do Grupo de Acesso. Não vamos aceitar e não vai acontecer. Aqui é um templo mágico. Se fosse só dinheiro era só passar três carros fortes que ganhava o carnaval. Tem que respeitar história e cultura. A Liga está fazendo trabalho maravilhoso e confiamos na Liga”, afirmou o presidente de honra da Inocentes de Belford Roxo, Reginaldo Gomes.

Heitor Fernandes, presidente de honra da Em Cima da Hora, também discursou antes do ensaio técnico da escola.

“A Maricá tem que ter 10% da idade da minha escola, eu abaixo a cabeça, e também quando tiver 1% dos sambas que tenho. Aqui não tem royalties, mas tem carnaval. Aqui é o carnaval do povo. Carnaval é na Avenida, prefeito. São valores lá em Maricá, aqui é do povo. É ele que responde pelo carnaval”, citou Heitor Fernandes.

União de Maricá repudia favorecimento

A União de Maricá publicou uma nota, em suas redes sociais, na noite da última quinta-feira, repudiando a informação publicada no site do jornalista Léo Dias, em que a reportagem cita que a União de Maricá seria beneficiada no resultado da Série Ouro em 2025. Veja abaixo o posicionamento da União de Maricá.

“A União de Maricá vem a público repudiar veementemente a informação veiculada pelo Portal LéoDias, que sugere a existência de um possível favorecimento para o nosso acesso no Carnaval 2025.

Desde a sua fundação, a União de Maricá sempre pautou sua trajetória pelo profissionalismo, ética e respeito ao maior espetáculo da Terra. Contamos com a dedicação de grandes profissionais e realizamos diariamente um trabalho sério e transparente, com o objetivo de entregar um desfile que corresponda às expectativas de nossos torcedores e do público em geral.

Reafirmamos o nosso compromisso com a justiça e a lisura no Carnaval, além do respeito a cada agremiação, em especial à Imperatriz Leopoldinense e ao Acadêmicos do Salgueiro, cujos profissionais, como o carnavalesco Leandro Vieira, o coreógrafo Patrick Carvalho e o diretor de carnaval Wilsinho Alves, também integram nossa equipe, contribuindo com seu talento e dedicação em jornada dupla para abrilhantar o nosso projeto.

Ressaltamos ainda que o nosso foco está voltado exclusivamente na preparação para o Carnaval 2025. Nenhuma conversa para renovação ou não de qualquer profissional se dará antes do desfile do dia 28 de fevereiro.

Seguiremos focados em nossa missão de exaltar a cultura popular e honrar nosso pavilhão, certos de que o reconhecimento será fruto do esforço coletivo e do talento de nossa comunidade”.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Inocentes de Belford Roxo no ensaio técnico

0

A bateria “Cadência da Baixada” da Inocentes de Belford Roxo fez um ensaio técnico correto, comandada por mestre Washington Paz. Um ritmo equilibrado foi apresentado, com destaque para a cabeça da bateria, diante de um trabalho acima da média envolvendo as peças leves, principalmente tamborins e chocalhos. Bossas com pressão e seguindo a melodia contribuíram com o bom treino da bateria da Inocentes.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Na parte da frente do ritmo, um naipe de tamborins bastante diferenciado apresentou um desenho rítmico simples, mas executado com inegável técnica musical, adicionando valor sonoro à cabeça da bateria. O trabalho da ala de chocalhos seguiu o talento coletivo dos tamborins, preenchendo a musicalidade das peças leves com uma qualidade rítmica nitidamente elevada. Tudo isso também era complementado por um bom naipe de cuícas, que ajudou a marcar o andamento.

A cozinha da bateria “Cadência da Baixada” contou com surdos de primeira e segunda com boa afinação, que atuaram de forma precisa. Surdos de terceira contribuíram no balanço do ritmo da tricolor de Belford Roxo. Caixas de guerra se exibiram exibindo bom nível musical, enquanto repiques tocaram de forma coesa, adicionando molho aos médios.

Bossas que se aproveitavam da melodia do samba para consolidar seu toque foram apresentadas. Com destaque para a paradinha do refrão principal, com bastante pressão. Outra bossa com boa musicalidade é uma das realizadas na cabeça do samba iniciada pelo repique, mas que requer cuidado próximo da finalização, para que os surdos de primeira e segunda que tocam juntos sejam precisos e firmes, sem “largar o braço”, evitando criar qualquer instabilidade rítmica no entorno. No refrão do meio uma paradinha afro foi apresentada, com direito a um agogô de duas campanas (bocas) tocado no corredor da bateria da Inocentes, atrelando o ritmo da “Cadência da Baixada” ao enredo da agremiação.

Uma boa apresentação da bateria “Cadência da Baixada” da Inocentes de Belford Roxo, dirigida por mestre Washington Paz. Um ritmo pautado pelo equilíbrio foi exibido, aliado a bossas com pressão e um trabalho de técnica musical elevada da parte da frente do ritmo. Um ensaio proveitoso e que deixa margem para eventuais melhoras até o desfile oficial, em prol da tão sonhada e almejada nota máxima.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Em Cima da Hora no ensaio técnico

0

Um bom ensaio da bateria “Sintonia de Cavalcante” da Em Cima da Hora, comandada pelo mestre Léo Capoeira. Mestre Léo, inclusive, foi homenageado pelos 15 anos de carreira e teve alguns mestres consagrados desfilando junto dele, como Hugo (ex União de Jacarepaguá), Rodney (Beija-Flor) e Lolo (Imperatriz). Um ritmo consistente e com boa equalização foi apresentado. E mesmo com um andamento mais quente, garantiu uma passagem sólida da “Sintonia”.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Na cabeça da bateria da Em Cima da Hora, o naipe de tamborins se apresentou de forma sólida, junto de uma ala de chocalhos de qualidade técnica extremamente acima da média, que produziu um ritmo de bastante consistência e sem firula. Um naipe de agogôs bastante musical foi notado, com um desenho pautado pelas nuances melódicas da obra da azul e branca. Uma boa ala de cuícas também auxiliou no preenchimento musical da parte da frente do ritmo.

Na parte de trás do ritmo, uma boa afinação de surdos foi percebida. Os surdos de primeira e segunda foram precisos mantendo o andamento mais quente. Surdos de terceira deram um balanço envolvente tanto fazendo ritmo, como em paradinhas. Uma boa ala de repiques ajudou no trabalho dos médios, assim como caixas de guerra consistentes ressoaram num bom nível, além de participar ativamente das bossas.

A bossa de maior destaque começava no refrão principal, se estendendo até parte da primeira do samba. Nela, parte dos agogôs entravam no corredor da bateria para executar um toque afro, atrelando a musicalidade do ritmo da “Sintonia de Cavalcante” ao enredo de matriz africana da escola. É uma construção musical que aproveitou a melodia para consolidar o arranjo, com certa complexidade. A boa nuance rítmica na caída para a segunda do samba ajudou na versatilidade rítmica. Mesmo sendo um movimento mais simples que os demais, se revelou bastante eficiente e funcional.

Uma boa apresentação da bateria da Em Cima da Hora, dirigida por mestre Léo Capoeira. Um ritmo de solidez musical, andamento mais pra frente e com bossas de bastante pressão foi exibido. As bossas foram apresentadas de forma correta ao longo da pista e era notável o bom equilíbrio sonoro do ritmo, além da louvável equalização de timbres. Um bom treino oficial da bateria “Sintonia de Cavalcante”.