Na Semana Nacional da Visibilidade Trans, o Paraíso do Tuiuti confirmou a participação de diversas lideranças no desfile deste ano. Elas estarão em alegorias da agremiação de São Cristóvão. Confira os nomes: as deputadas federais Érika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG); a vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP) e a deputada estadual Dani Balbi (PCdoB-RJ); Jovanna Baby, fundadora do Fonatrans (Forúm Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros); Bruna Benevides, primeira travesti que se assumiu na ativa da Marinha do Brasil e presidente da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais); Eloina dos Leopardos, tida como a primeira pessoa a ocupar o cargo de rainha de bateria no carnaval carioca.
Érika Hilton e a rainha Mayara Lima durante festa de lançamento do samba do Tuiuti. Foto: Thais Brum/Divulgação Tuiuti
Angela Leclery, atriz e cantora, que fez parte do elenco rotativo das Divinas Divas, Les Girls e outros; Divina Aloma, atriz transformista e atuou como passista do Sargentelli; Keila Simpson, ativista e 1ª travesti doutora honoris causa do país pela UERJ; Valéria Barcelos, Cantora e Atriz,que recentemente trabalhou na novela ‘Terra e Paixão’; Gilmara Cunha, ativista LGBTQIA+; ) Indianarae Siqueira, fundadora da CasaNem; Renata Carvalho, atriz; Megg Rayara, 1ª travesti negra a alcançar o título de Doutorado no País, pesquisadora, professora da UFPR; Symmy Larrat, 1ª Travesti Secretaria Nacional LGBTQIA+ do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania.
Denise Taynah, do programa Rio sem LGBTIfobia; Andrea Brazil, Ex-Presidenta da ASTRAL (mais antiga ONG trans do Brasil); Jacqueline de Jesus, Doutora, pesquisadora, psicóloga; Deborah Sabara, Ativista e Primeira Travesti a ocupar o cargo de porta bandeira no Brasil pelo Carnaval Capixaba; Luana Rayala, Bibliotecária; Linda Brasil, Deputada Estadual em Sergipe; ) Isa Silva, Estilista trans Baiana; Juhlia Santos, Vereadora em BH; Joyce Alves, Primeira travesti a ocupar um cargo de pro-reitora no país na UFRRJ; Monique Reis; presidente e fundadora da escola Imperatriz do Morro (SP); Neon Cunha, Travesti que sobreviveu às operações policiais rondão e tarântula; e Marcia Daylin, primeira bailarina trans do Theatro Municipal de SP.
O Tuiuti levará para a Avenida o enredo “Quem tem medo de Xica Manicongo?”, em homenagem à considerada primeira travesti não indígena do Brasil. O tema é desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos. A agremiação será a segunda a desfilar na terça-feira de Carnaval, dia 4 de março.
Por Naomi Prado e fotos de Fábio Martins (Colaboraram Gustavo Lima, Will Ferreira, Nabor Salvagnini e Lucas Sampaio)
A Camisa 12 realizou no último domigno seu primeiro ensaio técnico para o carnaval de 2025. O destaque ficou por conta da execução das bossas da bateria, que enaltecem a letra do samba-enredo. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Luã e Estefany, mantiveram a concentração nas apresentações aos módulos, apesar das condições climáticas ruins. A escola deve ajustar os quesitos evolução e harmonia para alcançar o objetivo principal. Levando para a avenida o enredo “Edun Ará Ase Idajo – Força que faz a Justiça”, assinado por Delmo de Morais, a agremiação será a décima escola a desfilar no Grupo de Acesso 2.
A comissão contou com 15 componentes, sendo três deles elementos principais. Uniformizados com uma camiseta da escola e a parte inferior preta, a ala realiza movimentos característicos do quesito, alternando com passos que representam o enredo. Os três elementos principais, pela dança apresentada, simbolizam figuras de orixás. Em determinado momento, um desses orixás é rodeado por todos os outros integrantes, em uma espécie de saudação. A ala também realiza reverência à escola, como movimento obrigatório.
Mestre-sala e Porta-bandeira
O ensaio da agremiação foi marcado por chuva constante, mas, apesar disso, o casal Luã e Estefany manteve o foco em suas apresentações. A dupla apresentou coreografias que remetem o enredo e cumpriu com o sincronismo, exibindo o pavilhão desfraldado. As condições climáticas diminuíram os giros da porta-bandeira e o jogo de pernas do mestre-sala, mas é importante destacar que a chuva e o chão escorregadio não é algo pertinente a dança do casal em si.
Harmonia
A escola leva para a avenida um samba bem elaborado, com potencial para cativar o público. Destaque para a ala de inclusão social que mesmo com a chuva estiveram presentes, realizando um bom ensaio aparentando divertimento e alegria. O refrão principal — “Pelo trono de Oyó/A justiça de Xangô/Sou também mais um obá/Axé, Camisa 12 eu sou”— tem uma potência melódica que motivou a escola a cantar. Entretanto, no restante do samba-enredo, o canto da escola foi mediano, com alguns componentes que ainda não sabiam a letra, mas que compensaram na evolução corporal.
Evolução
O andamento do Camisa 12 manteve-se constante até a saída da bateria do recuo. Após um curto intervalo, a comunidade acelerou o passo, mas isso não comprometeu. Durante o refrão principal, a comunidade realiza uma coreografia geral com as mãos para o alto.
O destaque positivo ficou por conta de duas alas coreografadas, que, além de evoluírem bem, cantaram de maneira superior ao restante dos componentes.
Samba-Enredo
Tim Cardoso e Clóvis Pê formam uma excelente dupla para interpretar a obra. Enaltecendo a melodia do samba, os intérpretes demonstraram harmonia e afinação durante o ensaio. Como já mencionado, a obra tem grande potencial para cativar tanto o público quanto a comunidade. E esse sucesso para além da letra se dá pela dedicação dos intérpretes em chamar o público e a dedicação da bateria em fazer bossas criativas.
Outros Destaques
A bateria do mestre Lipe pode ser considerada uma das melhores do Grupo de Acesso 2. As bossas foram bem executadas, e o andamento permitiu que o carro de som desfilasse confortavelmente. Destaque também para a ala de chocalho, que tocou com precisão e clareza, em perfeita harmonia com os desenhos de tamborim. Mestre Lipe e seus diretores executaram um ótimo trabalho para o carnaval de 2025, trazendo estratégia e criatividade.
Por Lucas Sampaio e fotos de Fábio Martins (Colaboraram Gustavo Lima, Will Ferreira, Nabor Salvagnini e Naomi Prado)
A Mocidade Unida da Mooca realizou no último domingo seu primeiro ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi em preparação para o desfile no carnaval de 2025. Com um conjunto de alto nível entre os quesitos avaliáveis, o canto da comunidade da Zona Leste foi o grande destaque. A MUM será a segunda escola se apresentar pelo Grupo de Acesso 1 com o enredo “Krenak – O presente ancestral”, assinado pelo carnavalesco Renan Ribeiro.
Ensaiada pela coreógrafa Sabrina Cassimiro, a comissão de frente da Mooca realizou uma apresentação com duração de duas passagens do samba e contou com um tripé ainda descaracterizado, onde parte da evolução ocorria. No primeiro ato, um protagonista vestido com um terno branco interagia com os demais atores de diferentes formas, com os coadjuvantes subindo ao tripé no segundo ato, onde fizeram expressões de dor e em seguida de bravura.
É presumível que a coreografia faça referência à trajetória de Ailton Krenak, mas com pouca caracterização ainda é cedo para maiores conclusões. Chamou atenção o fato de que três componentes com a mesma caracterização dos coadjuvantes acompanharam toda a evolução por um dos corredores laterais, assistindo a dança atentamente e cantando o samba com muita energia.
Mestre-sala e Porta-bandeira
O primeiro casal da MUM, formado por Jefferson Gomes e Karina Zamparolli, não participou deste ensaio. O mestre-sala está se recuperando de uma lesão e foi poupado para que possa estar em plenas condições para o segundo ensaio técnico da escola.
Harmonia
O comprometimento da comunidade da Mooca já é conhecido há anos, esta foi mais uma noite em que o canto foi forte e marcante. É difícil precisar qual ala mais se destacou, mas o astral da primeira ala da Mocidade estava especialmente elevado. Constante, espontâneo e alto, o clamar do samba foi certamente o grande destaque do ensaio.
Os diretores de harmonia Yves Alexeiv e Neto Reis conversaram com o CARNAVALESCO e fizeram um balanço do desempenho da escola neste primeiro ensaio técnico no Anhembi.
“Contingente acima do que esperávamos. Escola praticamente com 100% do contingente na pista, cantando muito bem. Alguns problemas de evolução que são de certa forma fáceis de resolver para o próximo ensaio. Acredito que hoje tivemos uma experiência boa e dará para corrigir tudo para o próximo ensaio que é no dia 26”, declarou Yves.
“Nós fazemos samba para o povo sambar mesmo. Por mais eventuais situações pontuais que precisemos consertar, o povo veio com muita gana, com muita vontade, cantando demais. Aliás, eu acredito que nós gritamos demais. Foi muito incrível ver essa energia aqui na dispersão”, disse Neto.
Yves exaltou a crescente da força do canto dos componentes da MUM ao longo do ciclo do carnaval de 2025.
“A Mooca ensaia muito na quadra e o pessoal tem chegado. A presença tem sido muito grande, até mesmo as alas que não são tão próximas de São Paulo. Nós vamos até o local ensaiar com o pessoal, levando 2 ou 3 harmonias. Tem surtido efeito e conseguimos ver no ensaio de hoje”, disse.
Evolução
Nos pontos da pista em que ocorreu o acompanhamento do andamento da Mooca, a escola apresentou um excelente nível técnico de evolução. Mesmo a tão temida entrada no recuo de bateria foi bem executada, e a frente da escola não abriu espaços enquanto o restante se recompunha. As alas se mostraram bem compactadas e não foi percebida pressa para fechar os portões em tempo hábil.
Samba-Enredo
Gui Cruz retorna ao carro de som da MUM para fazer dupla com Emerson Dias, contratado no início do ciclo do carnaval escola. A dupla demonstrou um entrosamento impressionante, se completando entre cacos e enriquecendo o andamento da ala musical como um todo. O samba teve desempenho de alto nível no ensaio, e nas vozes de grandes artistas aliadas ao bom casamento com a bateria “Chapa Quente” elevaram ainda mais a experiência sensorial do público.
Afastado do carnaval após os desfiles de 2024 por motivos pessoais, Gui Cruz voltou em grande estilo. O intérprete falou sobre o sentimento de voltar para a MUM no ciclo do carnaval de 2025.
“Estou realizado, feliz demais. Estar sonhando junto com o povo, com esse acesso ao Grupo Especial do carnaval que é um sonho de muitos anos. É um sonho de muitas pessoas que já não estão mais entre nós, portanto meu olhar voltou a brilhar. Só tenho a agradecer ao Emerson Dias, um cara fantástico, fabuloso que é um grande professor e tenho certeza de que, se Deus quiser, nós vamos realizar esse sonho de uma vida inteira”, declarou
Emerson Dias fez uma análise técnica do desempenho do carro de som da Mooca neste primeiro ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi.
“Muito, muito bom. É um samba que tem um grau de dificuldade de canto bem elevado porque o tom do samba natural já é muito elevado, então nós temos que se preparar bem e se concentrar para poder fazer um desempenho. Não é só cantar e atingir as notas, é poder contribuir para a escola fazer um desfile leve, solto, interagindo com o povo. É sobre unir técnica e emoção. Acredito que nesse papel nós conseguimos”, avaliou.
Gui Cruz apontou os elementos os quais a ala musical sai deste primeiro ensaio satisfeita e que ainda pode ser melhorado para a segunda passagem da MUM na temporada de treinamentos gerais.
“O ponto positivo é o clima, que está fantástico, fabuloso. Acho que no próximo ensaio, já com o som da Avenida e com todos os cantores com microfones sem fio então, acredito que nós vamos conseguir melhorar o clima e melhorar a qualidade ainda mais para chegar no desfile e ser lindo, se Deus quiser”, opinou.
Outros Destaques
Da pista até na dispersão, o clima na bateria “Chapa Quente” foi da mais plena alegria. Com várias bossas animadas e apagões bem respondidos pela comunidade da Mooca, os ritmistas saíram eufóricos do ensaio, fazendo muita festa entre si.
Líder da animada trupe que dá o ritmo ao samba da MUM, mestre Dennys fez sua análise do desempenho da bateria no primeiro ensaio técnico da escola no Anhembi.
“Estou muito feliz. Sempre bate aquele nervosismo do primeiro ensaio, só que depois de quatro anos… Está vendo? Olha o clima! A bateria cada vez está ganhando mais caldo, igual como nós falamos nas bandas em que eu sou músico. A bateria está ganhando cada vez mais caldo, mais amizade, e pisando com mais confiança no Anhembi. Só que eu sou um cara de arranjo simples, não faço loucura, respeito sempre a melodia do samba, mas estou muito feliz com o primeiro encontro. Claro que tem pequenos ajustes para acertar no ensaio específico e no próximo ensaio técnico, mas saio com um saldo positivo desse primeiro ensaio”, avaliou.
Inspirado, o mestre apontou o que mais gostou neste primeiro ensaio e que já sai do Anhembi satisfeito para o prosseguimento do ciclo da Mooca.
“O respeito e o clima que eles vieram na Avenida inteira, que acho que em primeiro lugar tem que ter isso dentro de bateria. Respeito entre os diretores e os ritmistas e, claro, um bom ritmo. Saio feliz com isso, e já achei a bossa que eu vou apresentar para o jurado! Não vou falar ainda, mas eu já sei que aqui funcionou melhor. Não vou arriscar muito”, disse.
Mestre Dennys também fez uma reflexão acerca do que pode ser melhorado para o segundo ensaio técnico da MUM. “Tem uma finalização que ela para em um tempo que não é normal, as paradinhas, as bossas. Tem algumas pessoas que demoram para assimilar, então nos próximos ensaios eu vou ter que melhorar“, afirmou.
A Mocidade Unida da Mooca mostra uma força digna das melhores escolas do carnaval de São Paulo não é de hoje, e isso ficou evidente no primeiro ensaio técnico que realizou. Reforçada com profissionais de alto nível nas três principais bases do pilar de uma agremiação, como é o caso do carnavalesco Renan Ribeiro, do diretor de harmonia Yves Alexeiv e do intérprete Emerson Dias, a MUM tem tudo para ser uma forte candidata a realizar seu tão sonhado acesso ao Grupo Especial mesmo em um ano marcado por uma disputa tão equilibrada.
Por Will Ferreira e fotos de Fábio Martins (Colaboraram Gustavo Lima, Lucas Sampaio, Nabor Salvagnini e Naomi Prado)
O domingo reservou bastante chuva para a cidade de São Paulo – algo que costuma prejudicar muitas escolas de samba. Não foi o que aconteceu com a Mocidade Alegre, atual bicampeã da folia no município. Enfrentando uma garoa que ia e voltava no primeiro ensaio técnico de 2025 para os componentes, a Morada do Samba mostrou a tradicional competência no quesito a quesito, algo que já se tornou padrão para a agremiação do bairro do Limão nas últimas décadas. Com o enredo “Quem Não Pode com Mandinga Não Carrega Patuá”, a agremiação, que será a terceira a desfilar no sábado de carnaval (01 de março), busca conquistar o terceiro tricampeonato de fato da história da instituição.
A inspiração para todo o quesito, claramente, é africana. Os personagens (que, inclusive, vieram fantasiados, engrandecedo o espetáculo) tinham pinturas corporais e indumentárias ao continente em questão – e haviam dois coreografados com destaque, sendo a feminina aparentando representar Iansã. O elemento coreográfico, porém, estava completamente embalado – e, aqui, vale relembrar que o dia foi bastante chuvoso em São Paulo e que a própria Mocidade teve instantes com garoa no ensaio técnico. A coreografia, realizada prioritariamente no chão, teve muita energia e proximidade entre os componentes, criando a sensação de que eles terão diversos momentos em conjunto – algo que vai ao encontro do que a fé, norte do enredo, imagina pensar.
Sobre a chuva e relação dela com a agremiação, Junior Dentista, diretor de carnaval da Mocidade Alegre, destacou que não foi apenas a comissão de frente que precisou de adaptações: “Ainda faltaram pessoas que estão chegando. Tem algumas alas que ainda não estavam completas, eu preciso desse povo para poder colocar eles no esquema do canto e também na dança. A chuva atrapalhou um pouquinho a chegada de alguns componentes, então tiveram algumas alas um pouco defasadas – mas a gente entende esse aspecto. Sempre tentamos aprimorar tudo ao máximo, queremos chegar no nível de excelência. Precisamos desfilar com a regra de baixo do braço. Agora, é mais empolgação e mais canto”, destacou.
Mestre-sala e Porta-bandeira
Mais um quesito que engrandeceu o ensaio técnico. Diego Motta e Natália Lago vieram com as mesmas fantasias utilizada no desfile campeão de 2024, trazendo ainda mais brilho para a exibição de cada um deles. Sobretudo durante a exibição na arquibancada Monumental, eles investiram na interação com o samba, algo que ficou expresso no refrão do meio: quando a canção fala que “o gingado atrevido exala da cor”, ambos dançam; já quando a obra fala dos “balangandãs para enfeitar”, eles fazem um movimento mais amplo, emulando os tais balangandãs. Também vale pontuar que ambos estavam com os calçados naturais, sem trocas – mesmo com a garoa e com a passarela ainda molhada.
Como ponto de atenção, por conta de uma corrente de vento no Setor D, a reportagem flagrou, em um rápido instante, uma discreta enrolada de pavilhão – algo que, em poucos segundos, foi reparado. Também é importante pontuar que o ponto em questão não está em um tradicional local em que ficar os módulos de jurado. Há, por sinal, uma peculiaridade: ao contrário do que normalmente acontece em São Paulo, Natália estava segurando o mastro que conduz o pavilhão sem apoiá-la no braço – o que mostra a habilidade da profissional da Morada. Outra novidade da agremiação: não apenas o primeiro, o segundo casal também tinha guardiões.
Harmonia
Um dia chuvoso é sempre um desafio para o quesito. E ele foi muito bem superado pela Mocidade. É bem verdade que, desde o esquenta, Solange Cruz, presidente da escola, e Igor Sorriso, intérprete, interpelavam os componentes – o cantor, por exemplo, perguntou se havia alguém com medo de chuva e se alguém iria desistir por conta da água. Na passarela, entretanto, a canção foi muito bem cantada em todos os setores – a ala “Samb@legre”, entretanto, se destacou no canto. A cada um dos grandes movimentos da Ritmo Puro (três paradões no refrão principal e duas convenções no refrão do meio), bateria comandada por Mestre Sombra, os componentes aumentavam ainda mais o som. Ainda sobre o comandante dos ritmistas: ele, em alguns momentos, parecia bastante emocionado – vale destacar que, há algumas semanas, ele retomou o posto na prática após um breve hiato para realizar um tratamento de saúde.
Um dos componentes que gostou do que foi feito foi mestre Sombra: “Tudo está dentro do que a gente planejou. Quando está dentro do que a gente planejou, é se preocupar somente em ter atenção e não deixar voltar nada para trás. O detalhe agora é atenção e disciplina. Agora, vamos sentar com a diretoria e vamos ver. A bateria é muito grande, se eu falar para você que eu ouvi a bateria inteira lá da frente, eu estarei mentindo. Mas eu tenho minha diretoria. A gente vai sentar e vamos apurar os fatos. Deu tudo certo como a gente planejou? Deu. Tem alguma coisa para ajustar? Tem. Vamos correr atrás de tudo que notarmos”, disse.
Citando a Harmonia mas falando de maneira mais ampla, Junior Dentista detalhou o que foi observado na apresentação – e como as observações foram realizadas: “Temos três ensaios técnicos, esse primeiro técnico, é para testar o andamento da escola, tempo de saída de comissão de frente, tempo de apresentação do primeiro casal, espaçamento, que hoje é por grade. Então trabalhamos muito pra ver se deu certo, gravamos com drone, tá específico nesses pontos E tomara que tenha dado certo, mas o meu feedback no rádio Que a escola cantou, claro que vamos melhorar mais ainda, mas a escola veio chacoalhando estamos numa evolução”, declarou.
Evolução
O que mais chamou atenção em tal aspecto foi o número expressivo de alas com passo marcado, sobretudo nos primeiros grupos de componentes – até mesmo antes do abre-alas, por exemplo, uma delas já fazia suas coreografias. Conforme a agremiação ia desfilando, é bem verdade, elas foram dando lugar a alas sem coreografias. Quanto ao quesito em si, nada a se pontuar: a Morada do Samba teve uma evolução uniforme, com momentos de menor velocidade apenas em momentos como apresentações para cabines de jurados ou movimentações da bateria em relação ao recuo.
Embora sem falar explicitamente, Junior Dentista também deu indícios que gostou da apresentação quando perguntado sobre o que poderia ser melhorado para os próximos ensaios técnicos da escola: “Somos muito exigentes para manter os próximos ensaios perfeitos e chegar no dia muito bem. Nos cobramos muito e vamos avaliar o que identificamos drone, vamos fazer uma reunião em geral. Veremos alguns pontos em que podemos melhorar, alguns pontos em que não se pode vacilar para no segundo ensaio estar tudo redondo. No terceiro não pode ter erro, tem que estar preparado para a pista, para sempre manter evolução”, pontuou.
Samba
Todos os responsáveis pela execução do samba-enredo, mais uma vez, tiveram uma grande noite. Igor Sorriso mostrou que estava em ótima forma ao entoar os já clássicos hino da agremiação e Exaltação ao Pavilhão – canções conhecidas em todo o país por quem acompanha escolas de samba. Com ótima condução da obra, ele mostrou estar focado em interpretar o samba, sem tantos cacos. Já a “Ritmo Puro”, com andamento mais cadenciado tal qual esteve na gravação do CD, colocou todos os presentes para curtir o samba – e, como dito anteriormente, empolgou a cada convenção.
Outros destaques
Reinando absoluta à frente da “Ritmo Puro”, a já histórica Aline Oliveira, inteira de verde. Conhecida por ter entre seus mais influentes componentes Thelma Assis, campeão do Big Brother Brasil 20, dois participantes do BBB 23 desfilaram pela Morada do Samba: Fred Nicácio e Sarah Aline.
Sobre a questão clínica citada, mestre Sombra trouxe a visão pessoal dele: “Isso aí é uma lição para eu me cuidar melhor. Pensei que eu ia ficar fora do carnaval, mas graças a Deus estou me cuidando. É o poder da recuperação, graças a Deus! Está tudo bem. Hoje não choveu, se tivesse chovido eu não iria ensaiar, não posso ficar com o pé molhado de jeito nenhum. São Pedro, e os deuses do carnaval abençoaram para que eu pudesse passar no ensaio. E vamos à luta, vamos continuar trabalhando! Graças a Deus eu tenho uma equipe maravilhosa que tocou o trabalho até agora. Eu só tenho a agradecer a eles. Agora é dar sequência, me cuidar melhor para não acontecer isso de novo”, comemorou.
Por Matheus Morais e fotos de Magaiver Fernandes (Colaboraram Carolina Freitas, Juliana Henrik, Gabriel Radicetti, Marielli Patrocínio e Marcos Marinho)
A União da Ilha encerrou a primeira noite de ensaios técnicos da Série Ouro no último domingo. O treino da escola foi bem para cima, com os componentes cantando bem o samba e um bom rendimento do mesmo pela voz e empolgação do intérprete Tem-Tem Jr. A tricolor isulana levará para Avenida esse ano o enredo “Ba-der-na! Maria do povo”, do carnavalesco Marcus Fereira, falando a história e importância da bailarina Marieta Baderna.
“É claro que a gente não consegue ver como um todo, mas a gente conseguiu enxergar a felicidade no componente. E isso aí é um sinal que deu tudo certo. É claro que estamos aqui para fazer um teste. É o primeiro dia de ensaio técnico, mas dentro do que nós esperávamos. Acho que entregamos até a mais. O samba aconteceu e a bateria fez o que tinha que fazer e o meu carro de som entregou tudo. E a minha comunidade? Eu vi um canto muito forte, e que eu entendo que é muito satisfatório. É claro que a gente tem aí mais um mês e vamos nos preparar mais ainda para chegar na sexta-feira de carnaval para defender esse título. É prematuro falar agora sobre o que precisa ser melhorado. No momento, eu só consigo ver que foi ponto positivo. Até porque se foi bom agora, a gente tem que ver o que vamos fazer até lá. Isso é uma conversa que a gente vai ter em casa e saber os pontos negativos. Pode ter certeza de uma coisa, até os pontos positivos a gente treinar mais para melhorar mais. O que eu posso dizer hoje é que, de onde eu estava, a parte musical, foi o ponto ápice do nosso desfile”, explicou Dudu Falcão, diretor de carnaval.
Comissão de Frente
A escola apresentou o trabalho, acompanhado de seu coreográfico Márcio Moura, contando a vida de Marieta. Com uma coreografia leve e bem animada, o grupo passou o tema de forma didática e bem interessante. Os integrantes fantasiados de cidadãos da plebe do século XIX apoiando a dança de Marieta, representada por uma dos membros da comissão, destacando o uso de leques pelos mesmos durante o refrão de meio do samba.
Mestre-sala e Porta-bandeira
Apresentação muito tradicional e suave de David Sabiá e Fernanda Lhove, primeiro casal da escola. Ambos bem entrosados e sincronizados durante as exibições diante das cabines de jurados, onde exibiram uma dança bastante clássica, com muitos gestos e olhares marcando a coreografia do casal.
“Foi bem dinâmico para o nosso propósito. Não vou dizer que foi nossa coreografia oficial, porque é mistério. A gente se preparou muito, muita preparação física. Nós conseguimos trabalhar até o final com o som da pista e isso é fundamental. No desfile vai ser nota máxima”, prometeu a porta-bandeira.
“O mais importante a gente fez que foi expressar o amor e carinho que a gente tem pela nossa arte. Resultado é óbvio que a gente adquire na pista, mas se não tiver aquele frio na barriga, aquela vontade de chorar, aquele olhar de cumplicidade é outra coisa”, completou o mestre-sala.
Harmonia
A harmonia insulana foi um dos destaques da noite pelo canto de seus componentes, bem forte e constante, e bem guiados por Tem-Tem Jr. O samba teve seus trechos bem cantados na Sapucaí, destacaram-se os refrões do meio, iniciado por “a gente da ralé, sem aglomeração”, e o final “hoje o sol nasceu mais cedo pra te ver”, além da subida para este último, “mas o povo que lhe deu a mão”, também bem cantada pelas alas da escola.
“Temos enfrentado um grande desafio. Acredito que todos já estão cientes das dificuldades que as escolas do Grupo de Acesso enfrentam. No entanto, a Ilha não se deixa abater. Como alguém relativamente jovem no carnaval, é uma honra assumir o microfone por onde passaram grandes nomes como Aroldo Melodia, Quinho e Ito Melodia, que é meu padrinho. Tenho ao meu redor uma equipe de pessoas experientes. Se o desfile fosse amanhã, após o que vivenciei hoje, eu já me sentiria preparado e praticamente com a mão no caneco. A escola proporcionou um espetáculo incrível, modéstia à parte”, disse Tem-Tem Jr.
Evolução
A agremiação teve uma evolução bem tranquila, com os componentes soltos e animados, sem atropelos, nem embolação ou confusão entre as alas apresentadas no ensaio. As alas coreografadas passaram bem, conseguindo executar o planejado, e a escola demarcou o espaço dos carros com banners.
Samba-Enredo
Dona de uma das obras que mais chama atenção na Série Ouro, a Ilha teve uma noite com um grande desempenho de seu samba, assinado por Romeu D`Malandro, Diego Nicolau, Carlinhos Fuzileiro, Geraldo M. Felicio, Inaldo Botelho, Richard Valença, Paulo Beckham, Fernando Tetê, Fábio Sol e Igor Leal. Tem-Tem Jr. cantou muito bem, em uma performance muito segura e para cima, tanto dele, quanto do carro de som. A obra teve muitos trechos cantados com força pelos insulanos, em especial seus refrões.
“Primeiramente, eu queria exaltar a força da escola no que podemos dizer que é o primeiro grande teste antes do nosso desfile oficial. A escola se saiu muito bem. Agora eu vou falar sobre meu segmento. A bateria foi sensacional. Mostramos tudo que vamos fazer na avenida, mesmo com o carro de som, que poderia ser um pouco melhor. Só que isso é bom que incentiva mais, a galera fica mais concentrada. Se eu fosse dar uma nota para bateria hoje, eu daria nota 10, porque se comportou muito bem. Tudo que nós ensaiamos, tudo que foi proposto dentro da nossa ideia, desde o começo, foi tudo muito bem feito, muito bem executado e eu só tenho recebido feedback muito bom sobre a nossa apresentação. A bateria hoje se comportou como tem que se comportar, como a bateria da União da Ilha. A bossa que vamos apresentar aos jurados vai trazer uma banda fanfarra na frente da bateria e vai ter essa interação da banda fanfarra com a bateria. Hoje aqui me deixou mais confiante de realmente fazer isso na avenida. Pode ter certeza que vai ser sensacional. Se aqui hoje funcionou, com a Sapucaí lotada vai ser uma coisa ainda fantástica”, assegurou mestre Marcelo Santos.
Outros destaques
A “Baterilha”, sob o comando de mestre Marcelo Santos, foi um dos destaques da noite, com destaque para a bossa em que as liras que vem junto da bateria, junto com outros instrumentos, se transformam em uma espécie de pequena fanfarra durante a subida para o refrão final.
Por Matheus Morais e fotos de Magaiver Fernandes (Colaboraram Carolina Freitas, Juliana Henrik, Gabriel Radicetti, Marielli Patrocínio e Marcos Marinho)
A Inocentes de Belford Roxo foi a terceira escola da noite a pisar na Sapucaí para realizar seu ensaio técnico. O treino foi marcado por uma apresentação forte da comissão de frente, da bateria e dos cantores, Daniel Silva e Thiago Britto. A Caçulinha vai reeditar o enredo “Ewe – A cura ve da floresta” de 2008, desenvolvido agora pelo carnavalesco Cristiano Bara, assistente do carnavalesco na época, Jorge Caribé.
“Olha, de forma bem sincera, em meio ao problema do carro de som, que é evidente, o aspecto positivo foi o canto da escola. Era possível ouvir claramente a cantoria, que estava realmente impressionante. Esse é o ponto a favor, especialmente considerando que temos visto um progresso contínuo nos ensaios de rua desde setembro. Apesar dos contratempos, como chuvas que levaram ao cancelamento de alguns ensaios, conseguimos estabelecer um cronograma regular a partir de janeiro, com ensaios todas as quartas-feiras. Assim, a escola tem evoluído significativamente. Fiquei bastante surpreso com o que ouvi hoje. Se eu disser que o carro de som foi maravilhoso, estaria sendo desonesto; ele deixou a desejar, não apenas para mim, mas também para as outras duas agremiações que se apresentaram aqui. Contudo, nesse contexto, o canto da escola se sobressaiu, foi realmente poderoso e muito bem executado. A tendência é que continuemos a melhorar a cada dia!”, disse Saulo Tinoco, diretor de carnaval.
A comissão da Inocentes, comandada por Juliana Frathane, veio batendo folhas durante a sua coregrafia na noite deste domingo, vestindo trajes estampados em tons de verde, e ao final com fumaça verde dentro da coreografia apresentada, mais ao final da mesma. A apresentação foi bem feita, com passos relativos aos movimentos de danças rituais com folhas e ervas, sendo um dos destaques da escola durante o ensaio pela força empregada pelos componentes.
Mestre-sala e Porta-nandeira
Matheus Machado e Jaçanã Ribeiro, mais uma vez, conduziram o pavilhão da Inocentes, se apresentando muito bem na primeira cabine da Passarela, com um bailado muito animado e sincronizado entre o casal, com muitos movimentos e grios. Na segunda cabine um vento não ajudou muito a apresentação, quase enrolando a bandeira, algumas vezes durante o momento, enquanto Matheus e Jaçanã se apresentavam. Fora essa questão, o casal manteve sua apresentação normalmente.
“Hoje o nosso ensaio foi para gente poder bater a coreografia para ver se vai ficar legal no desfile, porque ensaio é para testar. A gente vai fazer alguns ajustes para o dia do desfile. Na segunda cabine foi o vento mesmo, mas depois ficou de boa, faz parte”, disse a porta-bandeira.
“Ventou um pouquinho, mas faz parte, porque a gente vem aqui na intenção mesmo se errar, é para corrigir”, completou o mestre-sala.
Harmonia
A escola apresentou um canto irregular, com as primeiras alas cantando melhor e mais forte o samba para este ano, com os refrões como ponto alto do samba, tanto “Da negra mãe, não só Ossaim”, e “O meu coração é Inocentes”, além da cabeça do mesmo, “Ewe, a cura vem da floresta”, e um pouco de sua primeira parte, como “Ossaim, o protetor do poder de curar/Na fé nagô, o orixá”.
Evolução
A Inocentes passou leve evoluindo bem dentro do tempo de ensaio em sua maioria, com muitos componentes animados e soltos em suas alas. O ponto fora da curva foi a bateria, que veio já no fim do desfile, desde a saída do primeiro recuo, por um problema de comunicação da escola, segundo a agremiação. Apesar de não prejudicar o andamento em si, não ajuda a escola a usar a Sapucaí para se posicionar para o desfile oficial.
Samba-Enredo
A reedição de “Ewe” vem com o samba atualizado em algumas partes, em relação a 2008, e foi muito bem conduzida por Daniel Silva e Thiago Brito durante o ensaio da Caçulinha da Baixada. Eles deram um bom rendimento ao hino da escola para o Carnaval de 2025, com o auxílio do carro de som da agremiação.
“Na verdade, eu gostei, levando em consideração que a gente estava sem ensaiar desde novembro e tivemos dois ensaios com a volta da escola para Belford Roxo para poder fazer essa técnica. Acho que foi melhor do que a gente esperava. O som não colaborou em nenhum momento para a gente e acredito que as outras co-irmãs também tiveram o mesmo problema. Foi legal, sempre podendo melhorar. É limpar um pouco mais as bossas, a galera ficar um pouco mais atenta, mas nada que a gente não vá consertar para o dia do desfile. Temos que manter a alegria e a paixão com que essa bateria toca. A gente tem um clima de família, esse clima a gente nunca pode perder”, disse o mestre.
Outros destaques
A bateria “Cadencia da Baixada”, de mestre Washington Paz, foi bem sendo um dos destaques desta primeira noote de ensaios técnicos da Série Ouro com um ritmo muito bom para o andamento do samba.
Por Marielli Patrocínio e fotos de Magaiver Fernandes (Colaboraram Carolina Freitas, Juliana Henrik, Gabriel Radicetti, Marcos Marinho e Matheus Morais)
Segunda agremiação a desfilar no primeiro dia de ensaios técnicos da Série Ouro do Rio de Janeiro em 2025, a Em Cima da Hora fez uma apresentação enérgica e organizada na Sapucaí, destacando o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. Com o enredo “Ópera dos Terreiros – O Canto do Encanto da Alma Brasileira”, desenvolvido pelo carnavalesco Rodrigo Almeida, inspirado na obra de Aldo Brizzi e Jorge Portugal, será a sétima a se apresentar no desfile oficial, na sexta-feira, dia 28 de fevereiro. A azul e branco de Cavalcanti passou com um bom contigente e os componentes pisaram na avenida com bastante energia.
“Eu gostei bastante, a escola veio bem grande, acho que os segmentos que tinham que se apresentar e valem nota fizeram boas apresentações e óbvio que não é a apresentação do desfile oficial, mas a gente conseguiu ensaiar umas coisas que a gente está pensando em fazer e que só daria pra saber se daria certo ou não, aqui”, declarou o diretor de carnaval, Thiago Gomes.
Comissão de Frente
Composta por 13 integrantes, divididos entre homens e mulheres, vestidos com roupas vermelhas e detalhes em preto, a comissão de frente da Em Cima da Hora trouxe uma
prévia da narrativa que será apresentada na avenida que mistura dança, teatralidade e muita emoção. Em passos sincronizados, a ancestralidade também se faz presente na
coreografia em que cada componente faz uma encenação representando os Orixás na parte do samba que fala sobre a fé africana, que deixou claro que a sua missão é cativar o
público e os jurados logo no início do desfile.
Marlon Flôres e Winnie Lopes, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, foram os destaques da noite. Com um bailado impecável, figurinos deslumbrantes em tons de amarelo ouro e preto, e, uma sintonia que parecia transcender, o casal foi ovacionado pelo público no Sambódromo.
Os dois protagonizaram uma apresentação totalmente entrosada e carismática, representando o pavilhão da escola com orgulho e responsabilidade, entregando uma
performance que capturou a essência do enredo da escola. A cada giro de Winnie Lopes, o público vibrava, e os passos precisos de Marlon Flôres pareciam deslizar na passarela do
samba. Danças que remetem à ancestralidade africana foram integradas com muita elegância.
“É muito bacana. É uma escola de muita tradição, e muito antiga no carnaval carioca. Está no Grupo de Acesso, mas ainda assim ela não perde a importância, a essência, e a gente sente o peso dessa bandeira tradicional. É muito importante para a gente representar esse pavilhão. A gente sente o pessoal chegar muito empolgado, muito animado, cantando muito, e isso é bacana, porque esse foi um dos pontos muito criticados ano passado. A nossa fantasia, igual a do ano passado, é maravilhosa, e vamos brincar com as cores de novo”, disse a porta-bandeira.
“A gente conseguiu fazer o que a gente veio treinando durante a semana, junto com o nosso coreógrafo. Estamos chegando aqui agora e ouvindo a escola cantando bastante, e isso é muito importante. A comunidade abraçou o samba de uma forma espetacular, e nós viemos fazer esse ensaio com o objetivo de sugar o melhor para levar para o desfile oficial. Somos um casal em formação, mas a gente começou a trabalhar muito cedo. Continuaremos com muita entrega, comprometimento, e podem esperar muito dessa nossa força”, completou o mestre-sala.
Harmonia
A escola passou bem animada e as alas demonstraram um envolvimento com o samba-enredo, principalmente no primeiro setor, apesar de o canto dos componentes ter
oscilado em alguns momentos do desfile. O canto do carro de som, com o intérprete Charles Silva, foi firme, intenso e manteve o samba-enredo vivo na avenida.
“O entrosamento entre a equipe, o carro de som e a bateria resultou no melhor ensaio possível. Superamos nossas próprias expectativas, e graças a Deus, tudo saiu conforme o planejado. Conduzimos um teste exemplar, que nos preparou para a sexta-feira de carnaval, garantindo que tudo estivesse em perfeita ordem. Com certeza, o que ocorreu hoje apenas confirmou o trabalho árduo que temos realizado ao longo desses meses. Todo o esforço e dedicação valeram a pena. E ainda temos mais a oferecer; continuaremos a aprimorar ainda mais nossa performance. Acredito que sempre há espaço para melhorias, mas com certeza na sexta-feira de carnaval estaremos aqui 100%!”, disse o intérprete Charles Silva.
O diretor de harmonia da escola fez avaliação do ensaio: “A gente sempre tem o que melhorar no ensaio. Foi muito importante o contato com a Sapucaí. A gente conseguiu testar algumas coisas, que sempre dão certo, outras vezes não, mas o ensaio é para isso”, afirma Jurandir Baptista.
Ele também destacou a importância de que tudo dê certo no desfile oficial. “Importante é que no desfile oficial seja tudo certo. Acho que o balanço é muito positivo, a gente
anotou o que a gente vai conversar depois. Eu tenho certeza que no desfile a gente vai vir forte”.
Evolução
A evolução da Em Cima da Hora teve alas organizadas e fluídas. Com uma forte presença da comunidade, as alas não apresentaram questões que atrapalhassem a escola para evoluir com fluidez, porém no dia do desfile oficial vão ter mudanças. “A gente vai mudar a ordem das alas, elas não vieram distribuídas no ensaio técnico da mesma forma que estarão no desfile, a gente estava testando umas coisas ainda para ver como se comportariam com algumas fantasias, uma ala ou outra. Aguardem surpresas, revelou Thiago Gomes, diretor de carnaval.
Samba
O samba-enredo dos compositores Caxias Gilmar, Guilherme Karraz, Marcio de Deus, Marquinhos Beija-Flor, Orlando Ambrosio, Serginho Rocco, Richard Valença, Bruno Dallari,
Pedro Poeta, Lucas Pizzinatto, Guto Melcher, Marcelinho Santos, Viny Machado, Jacopetti, Guinho Dito se mostrou bem empolgante e promete emocionar no desfile oficial, em
trechos como “Tambor quando toca é voz de orixá, se a pele arrepiar, incorporou a mensagem de Exu na Bahia, ê Bahia”. A escola soube aproveitar o ensaio técnico para testar algumas bossas da bateria. O ponto alto foi o carro de som com o intérprete Charles Silva que deu um show de canto da Em Cima da Hora.
“Eu sou perfeccionista, a gente sempre procura melhorar em alguma coisa, mas hoje a galera representou. Acho que ainda tem muito trabalho, alguns ensaios, um mês para os desfiles. A gente tem para ensaiar umas coisas pontuais de andamento. Agora, vamos sentar com calma, vamos analisar. A nota para hoje é 9.5. Para a gente não perder a humildade. O 10 é quando a gente consagrar aqui com um ótimo desfile. Hoje deu tudo certo e é isso aí com mais algumas pitadinhas que vamos jogar no dia dos desfiles. Só tenho a agradecer ao povo de Cavalcanti, à minha diretoria, meu diretor de carnaval, meu diretor de harmonia, a gente está trabalhando num conjunto legal e, se Deus quiser, vamos alcançar o nosso objetivo que é a nota máxima”, comentou mestre Léo Capoeira.
Outros Destaques
A musa da Em Cima da Hora, Dany Brito, se destacou no ensaio técnico com muito samba no pé, carisma no alto e muita interação com o público. Usando um vestido de estampas africanas com brilhos, acessórios de búzios, como colares e brincos, e um tiara dourada na cabeça, a roupa deu o tom ancestral que a musa esbanjou com muita simpatia demonstrando que está com o samba na ponta da língua.
Em mais um ensaio na Visconde de Niterói, o último antes do ensaio técnico no próximo sábado na Marquês de Sapucaí, a Mangueira deixou ótimas impressões e mostrou que seu samba cresce a cada semana, impulsionado pelo ótimo entrosamento entre os intérpretes Marquinhos Art’Samba e Dowglas Diniz, que estão formando a dupla pelo terceiro ano consecutivo. Principalmente, a segunda parte do samba que é um retrato mais urbano e atual chega com muita facilidade ao componente, potencializando o canto e o funcionamento do samba. A escola apresentou um chão aguerrido e com gogó afiado em praticamente todas as alas, e apesar do samba ter uma maior explosão de canto na segunda passada, toda a obra é entoada com força pelos seus componentes. O casal de mestre-sala e porta-bandeira Matheus Olivério e Cynthia Santos foi outro destaque do ensaio, competentes e carismáticos, receberam muito carinho do público presente.
A Mangueira se prepara para fechar o domingo de carnaval do Grupo Especial, com o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões”, desenvolvido pelo carnavalesco Sidney França, estreante na agremiação.
Comissão de Frente
Foto: JM Arruda/Divulgação Mangueira
A escola vem apresentando em seus ensaios uma comissão pautada quase que integralmente na dança, sem elementos ou adereços. A coreografia criada por Lucas Maciel e Karina Dias usa elementos de danças de origem africana e tem como momento de maior clímax um dos componentes no meio da roda executando passos de dança de rua, recebendo muitos aplausos do público. Uma coreografia limpa e bem realizada.
Mestre-sala e Porta-bandeira
Foto: JM Arruda/Divulgação Mangueira
Uma apresentação de extremo vigor, característica marcante de Matheus e Cynthia, acrescentada de emoção e representatividade ao enredo contado. O resultado foi um show assistido por quem estava na Visconde de Niterói. Matheus dançou de forma visceral, com muita expressividade no olhar, e Cynthia com seus giros potentes e ao mesmo tempo com uma pitada de leveza ao seu bailado. No trecho final do refrão principal, “orgulho de ser favela”, a emoção e orgulho de ambos era visível. O público os ovacionou, reação que fez jus ao nível da apresentação realizada.
Samba e Harmonia
Conjunto que funcionou com notória potência durante todo o ensaio. A largada do samba já dá o tom de como ele passa no ensaio, e o rendimento foi mantido até o final da apresentação. Art’Samba e Dowglas mostraram categoria na sustentação do samba e também no casamento entre suas vozes, que funcionam de forma excelente juntas, com o bom apoio dos demais intérpretes do carro de som da escola. A primeira parte do samba é mais poética, a segunda parte tem construção de versos mais diretos utilizando termos atuais como no verso “a moda é ser cria”, sendo que essa parte do samba é que inicia o ápice do rendimento do mesmo no ensaio, chegando nos dois refrãos que pulsam no cantar dos mangueirenses, proporcionando uma excelente harmonia. Raros foram os componentes que deixaram a desejar em relação ao canto. Mangueira incorporou a força de matamba.
Foto: Luiz Gustavo/CARNAVALESCO
Dowglas Diniz falou ao CARNAVALESCO sobre o desempenho do samba no ensaio e da expectativa para o ensaio técnico no próximo sábado
“O rendimento do samba foi o que você viu hoje, graças a Deus, estamos conseguindo colocar tudo que a gente está trabalhando na prática na rua, a comunidade está cantando o samba com o coração mesmo, porque esse é o samba para todo mangueirense. Então eu espero que sábado seja um dia maravilhoso pra nós, para gente celebrar tudo aquilo que a gente está construindo até o momento. Estou muito feliz com o desempenho do samba, muito feliz com a comunidade, com a nossa forma de trabalhar, eu acredito que tem tudo a dar certo para a Estação Primeira de Mangueira no carnaval 2025”.
Evolução
Foto: JM Arruda/Divulgação Mangueira
A Mangueira passou quente pela Visconde de Niterói, uma evolução com ritmo forte e alas sem espaçamento. A escola vem bastante coreografada em seu início, o que costuma ser um ponto de atenção, porém a evolução destas alas fluiu muito bem, sem ser uma coreografia engessada ou que desse mais lentidão ao andamento da escola. Do segundo setor em diante as alas vieram mais soltas e desfilaram com muita animação.
Outros Destaques
Foto: JM Arruda/Divulgação Mangueira
A ala de crianças, com algumas bem novas chamou a atenção pelo canto na ponta da língua e pela alegria dos pequenos. A bateria, de Rodrigo Explosão e Taranta Neto, executou suas bossas durante todo o ensaio para esquentar a escola. Durante uma passada inteira, apenas surdo e tamborim fizeram a sustentação do ritmo, deixando o restante para o canto dos componentes.
O nível de desempenho dos quesitos das escolas do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro está muito alto, e isso passa pela atual campeã, Unidos do Viradouro. No último domingo, a Vermelha e Branca realizou mais um grande ensaio de rua, na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, em Niterói, e mostrou, sem a presença da comissão de frente e do primeiro casal, a força de seus quesitos de chão na briga pelo bicampeonato consecutivo. Do início ao fim do treino, tudo funcionou e se encaixou perfeitamente, dando indicativos de uma escola que parece já estar preparada para o desfile oficial. Em 2025, a Viradouro será a terceira escola a desfilar no domingo de carnaval e levará para a avenida o enredo “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon.
“É o padrão que a gente vem impondo, mais um ensaio de excelência. Mais um grande ensaio, mais uma semana de trabalho. É o que eu sempre falo, estamos buscando o ápice para a data certa. Sempre tem o que melhorar, é buscar uma escola sem nenhum tipo de problema, sem nenhum tipo de erro. É ajustar, aperfeiçoar, aperfeiçoar e aperfeiçoar. De uma maneira geral, um conjunto, uma escola como um todo. Isso serve para barracão, serve para quadra e para ensaio de rua. A escola, dentro do prazo, dentro da exigência alta que a gente vem impondo para cada momento, vem passando com excelência”, salientou o diretor-executivo da Viradouro, Marcelinho Calil.
Fotos: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO
Comissão de Frente e Mestre-sala e Porta-bandeira
A comissão de frente, comandada pelos experientes e gabaritados coreógrafos Priscilla Mota e Rodrigo Negri, e o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos do Viradouro, Julinho Nascimento e Rute Alves, foram poupados e não ensaiaram no último ensaio de rua da escola. A Viradouro, porém, marcou o tempo das paradas nas cabines de julgadores e ocupou o espaço com cordas e no caso do casal, com a presença dos guardiões e da ensaiadora Juliana Meziat.
Harmonia e Samba-enredo
Boa parte da força da Viradouro nos últimos carnavais passa, também, pela potência da comunidade da escola. Isso fica provado a cada ensaio de rua que a Vermelha e Branca realiza na Amaral Peixoto. Os componentes, mais uma vez, cantaram com muita força o samba-enredo da escola, das primeiras às últimas alas. Essa força da comunidade se soma ao carro de som comandado com maestria pelo intérprete Wander Pires e à bateria “Furacão Vermelha e Branco”, de mestre Ciça. O resultado é uma parte musical de altíssimo nível, de excelência.
A se destacar, ainda, a belíssima introdução feita pelo carro de som da Viradouro, com pontos de Malunguinho. O samba-enredo, de autoria de Paulo César Feital, Inácio Rios, Márcio André Filho, Vaguinho, Chanel, Igor Federal e Vitor Lajas, têm mostrado, a cada ensaio, muita força, sobretudo com a interpretação espetacular do intérprete Wander Pires. A obra tem conduzido com excelência os ensaios de rua da Viradouro.
O bis anterior ao refrão, “O rei da mata que mata quem mata o Brasil” e o refrão, “A chave do cativeiro// Virado no exu trunqueiro// Viradouro é catimbó// Viradouro é catimbó// Eu tenho corpo fechado//Fechado tenho meu corpo//Porque nunca ando só”, foram os trechos
mais cantados pela comunidade.
Evolução
Fluida, coesa e compactada, assim pode ser definida a evolução da Unidos do Viradouro no ensaio de rua. O treino contou com a organização que já é marca da escola. Alguns elementos foram utilizados para demarcar o espaço das alegorias no desfile oficial. Nenhum problema foi observado. Os componentes, presentes mais uma vez em grande número, desfilaram de maneira leve e coesa ao longo da Avenida Ernani do Amaral Peixoto. A escola demonstra estar pronta para o desfile oficial.
Outros Destaques
A bateria “Furacão Vermelho e Branco”, comandada por mestre Ciça, deu um show à parte na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, com ótima sustentação do ritmo e diversas bossas que contribuíram muito para o desempenho da escola. Em uma das bossas executadas pela bateria, no trecho do samba “acenda tudo que for de acender”, eram acessos sinalizadores vermelhos no meio dos ritmistas, dando um efeito muito especial na bateria da Viradouro.
Uma noite de gala em Duque de Caxias. Em mais um ensaio de rua na avenida Brigadeiro Lima e Silva, na noite do último domingo, a Acadêmicos do Grande Rio mostrou a força de seu chão e a excelência dos quesitos. O canto forte, a evolução correta e o show de musicalidade do carro de som e da bateria evidenciaram uma agremiação que tem entrado na Passarela do Samba para ficar nas cabeças. Ao fim do treino, o diretor de carnaval, Thiago Monteiro, analisou o desempenho da escola e comentou os preparativos para os dois dias de ensaio técnico na Marquês de Sapucaí.
“Destaco a organização da escola, a bateria, o carro de som e a forma como a escola tem se comportado não só no canto, mas com postura dentro desta passarela. Em relação ao ensaio técnico, o nome já diz: é ensaio. Vamos lá para treinar. O que acontecer de positivo ou negativo não vai afetar em nada a nossa preparação. Teremos duas oportunidades de ouro para a gente ver o ‘campo de jogo’ e o ‘reconhecimento do gramado’ – mas é lógico que não deixaremos de blindar o público”, comentou.
Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO
Em 2025, a Tricolor Caxiense levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Pororocas Parawaras: As águas dos meus encantos nas contas dos curimbós”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. A escola será a terceira a desfilar na inédita terça-feira de carnaval.
Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO
Mestre-sala e Porta-bandeira
Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO
Responsável por abrir o desfile caxiense, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Daniel Werneck e Taciana Couto, mais uma vez, deu um espetáculo à parte. O bailado encantador unido à delicadeza de cada movimento impressiona. Assim como nos ensaios anteriores, a coreografia trouxe traços do carimbó, mas sem perder a essência da dança do quesito. Juntos, Daniel e Taciana parecem flutuar pelo chão caxiense e se somam ao nível de excelência no qual a Tricolor da Baixada chegou.
Harmonia
Os componentes sustentaram o canto ao longo das quatro cabines de julgadores. Dizer que a comunidade caxiense foi o grande destaque da noite é “chover no molhado”. Isso porque o canto forte se tornou parte de um padrão de excelência alcançado pela Grande Rio em busca da tão sonhada segunda estrela. Este feito é resultado de um samba escolhido e abraçado pelo povo ainda nas disputas, além do ótimo trabalho do departamento musical da agremiação. A garra do carro de som – liderado por Evandro Malandro – e da bateria da Grande Rio – comandada por Fafá – elevam ainda mais a excelência do quesito no carnaval da escola.
Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO
Ao fim do ensaio, Evandro destacou, mais uma vez, a força do canto dos componentes. Agora, é se preparar para os ensaios técnicos da Sapucaí.
“Estou cada vez mais arrepiado com o canto da comunidade. A comunidade cantando isso tudo foi muito bacana. Estou muito feliz com o rendimento do ensaio de hoje. Começamos a ensaiar na rua muito cedo, isso ajudou para afiar as coisas e render o que vem rendendo. O que falta é sentir a Sapucaí cantando a plenos pulmões esse samba”, avaliou Evandro.
Evolução
Foto: Léo Cordeiro
Alegres, livres e soltos, mas sem perder a organização. O chão da Grande Rio mostrou a garra do povo de Caxias e aproveitou cada metro da Brigadeiro Lima e Silva. Até os componentes das alas não coreografadas ostentam o gingado. Ala a ala, foi possível identificar que muitos componentes portavam adereços de mãos, como bambolês de bastões iluminados.
Samba-enredo
Foto: Léo Cordeiro
Tornou-se um hit caxiense. O hino cresce a cada ensaio, seja na quadra ou na rua. Neste domingo, o samba-enredo foi ecoado pelos componentes a plenos pulmões e até por quem acompanhou o ensaio pelas grandes da avenida. Destaque para o trecho “Se a Boiúna se agita/ É banzeiro! Banzeiro!”, que evidencia a força do canto da escola e a alegria do componente.
Outros destaques
Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO
Destaque para a bateria comandada pelo “major” mestre Fafá, que forma uma união espetacular com o carro de som comandado por Evandro Malandro. A precisão rítmica da bateria da Grande Rio é notável, com cada instrumento – do surdo ao repique – passando pelo tamborim e cuíca, desempenhando seu papel de maneira única, mas sempre com o foco na coesão do conjunto. Disparadamente, um dos melhores ensaios do quesito nesta temporada.
“Não tivemos pressa para passar as nossas paradinhas e ideias. A gente foi com calma, limpando e acertando o que era bom e o que não era. Graças a Deus, vem dando certo. A gente viu o que não estava dando certo e o que estava – até mesmo com o Evandro, porque é de suma importância essa interação da bateria com ele. Esperamos conseguir, mais uma vez, a manutenção dos 40 pontos e somar junto com a escola para, se Deus Quiser, trazer esse título para Caxias”, analisou o mestre de bateria.
Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO
“O ensaio teve uma energia muito boa. A bateria, graças a Deus, está evoluindo cada vez mais. Estou muito feliz com o desempenho deles. Até brinquei e falei que eles iriam ‘desbloquear’ a festa com a rainha, no fim de semana, caso tivessem um bom desempenho hoje. Já estou avisando que está desbloqueada e que terá festa para a bateria – do jeito que eles merecem”, completou Fafá.
O mestre de bateria também comentou sobre a expectativa para os ensaios técnicos. O primeiro treino da agremiação na Marquês de Sapucaí está marcado para o dia 8 de fevereiro. Já o segundo acontece no dia 23 do mesmo mês.
Foto: Léo Cordeiro
“A gente espera que no dia oito possa fazer um bom treino, assim como no dia 23. É um ensaio para acertar. Vi muitos comentários na internet, ontem, sobre as baterias. Acredito que as pessoas não entendem que é o ensaio, e você tem ali para ajustar. Vamos trabalhar firmes e fortes para acertar e, se Deus quiser, mais uma vez fazer um grande desfile”, afirmou.
Vale destacar a presença da rainha de bateria Paolla Oliveira, aclamada e tietada pelos caxienses ao longo de todo o ensaio. As musas Alane, Luciene Santinha, Thainá Oliveira e Karen Lopes também estiveram no treino.