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Galeria de fotos do ensaio técnico do Paraíso do Tuiuti na Sapucaí

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Freddy Ferreira analisa a bateria da Mangueira no ensaio técnico na Sapucaí

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Um ensaio técnico excelente da bateria da Estação Primeira de Mangueira, sob o comando dos mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto. Um ritmo equilibrado e com uma equalização encantadora foi apresentado. Simplesmente impressionante a belíssima definição dos timbres mangueirenses. Numa bateria tão equalizada assim foi possível ouvir todos os naipes do ritmo independentemente do ponto em que estivesse, comprovando uma fluidez musical bem acima da média. As bossas com uma musicalidade admirável também funcionaram como trunfos da “Tem que respeitar meu tamborim”.

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Na cabeça da bateria da Mangueira, um naipe de xequerês logo na primeira fila exibiu um trabalho sólido. A ala de cuícas tocou com eficiência, ajudando a marcar o samba. Um naipe de ganzás com boa ressonância se apresentou de forma correta. Uma ala de tamborins extremamente técnica executou um desenho rítmico complexo e com elevado grau de execução com bastante precisão. Impressionante o entrosamento musical do naipe, praticamente uníssono por toda a Sapucaí. Complementando a parte da frente do ritmo uma fileira dos já tradicionais “timbaques” deram um molho especial, assim como agogôs de duas campanas (bocas) ajudaram a preencher a musicalidade da parte da frente, tanto em ritmo, quanto em bossas. Bastante elogiável o respeito a cada solo envolvendo as peças leves, indicando um bom gosto na criação das convenções, com momento para que todo naipe exiba seu brilho musical.

A parte de trás do ritmo da Mangueira contou com sua peculiar afinação mais pesada do surdo de primeira. Os marcadores de primeira foram firmes e precisos pela pista, tanto ditando o andamento, quanto participando das bossas. Os marcadores de surdo mor também tiveram um papel preponderante para dar um belo balanço à bateria mangueirense, sendo eficientes também nas paradinhas e fundamentais nas retomadas. Caixas roucas ajudaram a preencher a musicalidade dos médios com eficácia, executando uma batida rufada bem limpa e uníssona. Isso junto de uma ala de repiques de qualidade acima da média, que também deu sua luxuosa contribuição.

O leque de bossas da bateria da Mangueira é musicalmente recheado. Bossa que imita sons de tiros (como pede a letra do samba), paradinhas com construção musical voltada a africanidade ancestral, como a do refrão que antecede o principal, onde os “timbaques” deram um verdadeiro show junto dos agogôs de duas campanas (bocas). Todas as criações musicais seguem de forma intuitiva o samba-enredo da Verde e Rosa. Mesmo com certo grau de dificuldade e complexidade, as execuções dos arranjos foram precisas pela pista de desfile. O ritmo da bossa no início da segunda do samba impressiona, tanto pela pressão dos surdos, quanto pelo balanço único dos “timbaques”.

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Foto: Dhavid Normando/Divulgação Rio Carnaval

O encerramento da segunda semana de ensaios do grupo especial foi excelente com a bateria da Mangueira, diriga pelos mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto. Uma bateria da Estação Primeira que mesclou bossas potentes e musicais com um ritmo de equilíbrio, com ótima equalização e um tremendo bom gosto de solos nas peças leves. Uma bateria da Mangueira que conseguiu canalizar toda sua energia única e transformar numa atuação onde reinou a disciplina musical. Ritmistas, diretores e mestres certamente voltarão para a rua Visconde de Niterói satisfeitos com esse grande ensaio.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Beija-Flor no ensaio técnico na Sapucaí

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A bateria “Soberana” da Beija-flor de Nilópolis fez um ensaio técnico muito bom, comandada pelos mestres Rodney e Plínio. Mestre Rodney, inclusive, não conseguiu conter a emoção, no que pode ter sido o último esquenta em ensaio técnico de Neguinho da Beija-flor como intérprete oficial da escola (embora ainda tenha o teste de luz e som). Uma bateria “Soberana” com um equilíbrio acima da média e uma destacada fluidez musical foi notada. Com bossas intimamente ligadas ao samba, suas execuções foram precisas pela pista, garantindo uma boa passagem da bateria da Beija.

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Na cabeça da bateria, uma ala de cuícas sólida se exibiu corretamente, adicionando valor sonoro à parte da frente do ritmo. Um naipe de chocalhos de nítida virtude musical tocou de modo entrelaçado com uma boa ala de tamborins, que se exibiu com eficiência e precisão. O trabalho de ambos juntos mostrou um louvável entrosamento, que encheu de brilho musical as peças leves da Beija-flor.

A parte de trás do ritmo da bateria “Soberana” contou com uma afinação de surdos bastante privilegiada. Impressionante o ressoar agudo vindo do surdo de segunda, assim como o consistente timbre grave da primeira. Os marcadores de primeira e segunda foram seguros e precisos, seja mantendo o andamento ou executando as bossas. Os surdos de terceira foram responsáveis pelo bom balanço do ritmo nilopolitano. Caixas de guerra consistentes ajudaram a preencher os naipes médios, assim como uma ala de repiques de grande destaque auxiliou no ritmo, além das paradinhas. Complementando a musicalidade da cozinha da “Soberana”, uma ala de frigideiras potente e inserida no DNA musical da escola contribuiu com seu peculiar tilintar metálico. Em meio a parte traseira da bateria foi possível perceber atabaques e agogô de duas campanas (bocas), que tinham participação importante na bossa da segunda passada do estribilho.

As bossas da bateria da Beija-Flor eram todas profundamente integradas ao aguerrido samba-enredo da azul e branca de Nilópolis. Todos os arranjos foram conduzidos pelas nuances melódicas da obra da Beija, consolidando através delas seu ritmo. Pode ser dito, inclusive, que se tratam de paradinhas que impulsionam e contagiam o componente pela pista, mostrando uma concepção voltada ao acompanhamento do samba e pensando em quem desfila. Uma criação musical em forma de homenagem que teria sobretudo o aval e a chancela do gênio Laíla.

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Foto: Adriano Fontes/Divulgação Rio Carnaval

Uma apresentação muito boa da bateria “Soberana” da Beija-Flor, sob o comando dos mestres Rodney e Plínio. Foi exibido um ritmo fluido e equilibrado, junto de bossas com boa musicalidade, além de plena integração com o samba da azul e branca.

Freddy Ferreira analisa a bateria do Tuiuti no ensaio técnico na Sapucaí

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A bateria “Super Som” do Paraíso do Tuiuti fez um ótimo ensaio técnico, sob o comando de mestre Marcão. Um ritmo com bastante fluidez musical e equilíbrio entre os naipes foi apresentado. Bossas dançantes e bem integradas ao samba-enredo foram executadas com eficácia pela pista, coroando a grande exibição da “Super Som” na abertura da segunda noite de ensaios do grupo especial.

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Na cabeça da bateria do Paraíso do Tuiuti, um naipe de chocalhos de musicalidade de extremo destaque veio vestida de bandeira do arco-íris, abraçando a causa do enredo. O desenho rítmico do chocalho, mesmo com complexidade e dificuldade de execução, foi apresentado de modo preciso, graças a qualidade técnica elevada dos ritmistas. Uma boa ala de cuícas ajudou a preencher a musicalidade das peças leves. Um renovado naipe de tamborins se exibiu de forma eficiente por todo o percurso. Notória a tentativa de um trabalho de base que ajuda na formação de novos ritmistas, onde praticamente 1/3 da ala de tamborins era composta de novatos. Uma atitude louvável que mostrou na prática um bom resultado.

A parte de trás do ritmo da “Super Som” exibiu um trabalho requintado e de bastante equilíbrio. Uma afinação de surdos diferenciada proporcionou uma pulsação firme e com boa ressonância dos precisos marcadores de primeira e segunda. Tanto ditando o andamento, quanto em bossas, primeiras e segundas permaneceram eficazes e seguras. Surdos de terceiras foram os responsáveis pelo bom balanço vindo da cozinha da bateria do Tuiuti. Um naipe de caixas de guerra com toque consistente e ressonante serviu de base de amparo para os demais instrumentos do Paraíso. Assim como repiques de virtude técnica ajudaram no molho acima da média entre os médios.

As bossas da bateria “Super Som” eram baseadas no melodioso samba da escola do bairro de São Cristóvão. Um trabalho musical de bem caprichado, que pautou os toques através das nuances melódicas da obra do Tuiuti. Graças a boa afinação de surdos, os arranjos também eram impactados por uma boa pressão rítmica, tanto na execução, quanto nas retomadas. A bossa de maior destaque foi a do refrão do meio, com um dançante Reggae e uma elaboração de bastante fluidez, além de uma finalização atrevida. Todas as paradinhas foram executadas com precisão certeira dos ritmistas, que se empolgavam pela pista, sentindo estar fazendo bom ritmo.

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Foto: Dhavid Normando/Divulgação Rio Carnaval

Um grande ensaio técnico da bateria “Super Som” do Paraíso do Tuiuti de mestre Marcão. Uma atuação que apresentou consistência rítmica, paradinhas com boa integração musical e bastante equilíbrio. Motivos para voltarem para o bairro imperial orgulhosos não faltam para ritmistas, diretores e mestre Marcão, diante de um ótimo ensaio técnico da bateria do Tuiuti.

Vídeo: análise dos ensaios do Tuiuti, Beija-Flor e Mangueira

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Ensaio de rua da Unidos de Padre Miguel é marcado por ótimas performances da Harmonia e Evolução

A Unidos de Padre Miguel realizou mais um ensaio de rua na noite da última sexta-feira, o primeiro após o ensaio técnico no Sambódromo, no último sábado passado. O Boi Vermelho se apresentou na Guilherme da Silveira, levando seus componentes pelas ruas de Padre Miguel, com destaque para o canto forte da escola ao longo de todo ensaio de rua, e da apresentação de Vinícius e Jéssica. A escola vai abrir os desfiles do Grupo Especial, no domingo de carnaval, 2 de março, levando o enredo “Egbé Iyá Nassô”, sobre a história de Iyá Nassô e da Casa Branca do Engenho Velho, de autoria dos carnavalescos Alexandre Louzada e Lucas Milato.

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Cícero Costa, diretor de carnaval da escola, falou ao CARNAVALESCO, no fim do ensaio sobre este mais este treino da agremiação.

“Parece que o povo incorporou agora o samba, já tinha incorporado antes. Mas parece que depois do ensaio técnico o povo se animou mais. Acho que foi porque falaram que não cantou no ensaio, a escola. Agora a escola não cantou, berrou”, afirmou o dirigente.

“Ser vitorioso não é levantar o troféu de primeiro lugar, ser vitorioso é cair nos braços do povo, é ser observado como como alguém muito sério no que se propõe a fazer, e estar fazendo com muita veemência, com muita alegria, tudo que está sendo feito, e amor, logicamente”, falou Bruno Ribas ao CARNAVALESCO também sobre o ensaio, ao falar do desempenho no ensaio de rua.

Comissão de frente

Comandada por Sérgio Lobato, a comissão de frente da agremiação apresentou mais uma vez a coreografia e encenação já conhecidas. Com Iyá Nassô como centro da apresentação, os integrantes vieram com passos de dança e movimentos afro, com destaque para os movimentos com a cintura e os quadris demonstrando o povo que estava com a mãe de santo ao longo de seu caminho no Brasil.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

Vinícius Antunes e Jéssica Ferreira, mais uma vez, conduziram de forma elegante e bem firme o pavilhão da Unidos, trazendo a dança dos outros ensaios de rua, com os gestos e coreografias relativos a letra do samba sendo realizados pelo casal de forma mais consistente e segura mostrando a evolução dos mesmos ao longo dos ensaios da UPM.

Harmonia

O samba foi cantado bem forte pelos componentes da agremiação, durante o tempo da apresentação em Padre Miguel. Eles levaram o samba na ponta da língua desde o início da apresentação, e contaram com Bruno Ribas e seu carro de som, que também tiveram um desempenho muito bom, cantando a obra da UPM para o próximo carnaval.

“Cada vez mais maduro, cada vez mais preciso. A gente conseguiu, agora, limpar toda a melodia do samba. Está tudo muito no lugar, e todo mundo muito consciente da sua tarefa dentro do grupo, e cada um fazendo sua parte muito bem. Bateria do mestre Dinho com andamento impecável. Enfim, a escola cantando pra caramba, você deve ter registrado em algum momento. Então, preparadíssimos, continuando a elevar a nossa arte. E fazendo com que esse projeto seja vitorioso”, declarou Bruno Ribas ao fim do desfile falando sobre o samba e o canto da escola.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Evolução

A escola passou bem pelas ruas de Padre Miguel, com uma evolução tranquila e com os componentes bem à vontade e evoluindo com garra, algumas alas coreografadas que também estiveram bem dentro do corpo da Vermelha e Branca, durante o percurso, sem embolação entre as alas.

Samba-Enredo

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O samba da escola teve um bom rendimento pelo cantor Bruno Ribas e pelo carro de som, sendo bem cantado pela escola em sua totalidade ao longo do treino desta sexta-feira. Trechos como os refrões, a subida a partir de “Toca o adarrum”, e a cabeça do samba foram destaques ao serem cantados pela ala musical e pela escola como um todo.

Outros destaques

A rainha Dedê Marinho veio com um vestido vermelho à frente da bateria “Guerreiros”, sob o comando de mestre Dinho, que teve diversos momentos com bossas e apagões ontem, sendo um grande destaque do treino da UPM.

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Após estreia com nota máxima, Junior Cabeça destaca evolução da harmonia da União de Maricá para o Carnaval 2025

A União de Maricá segue a todo vapor em sua preparação para o Carnaval 2025. Ensaiando forte desde o início de novembro, a escola mantém o foco na busca do título da Série Ouro e o acesso ao Grupo Especial. Depois de um desfile marcante em 2024, quando alcançou o quarto lugar na sua primeira vez na Sapucaí, a agremiação trabalha para manter o alto nível e seguir em constante evolução. O diretor geral de harmonia Junior Cabeça destaca a crescente da comunidade na busca da nota máxima no quesito.

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Fotos: Leandro Dias/Divulgação Maricá

“Estamos muito felizes com o trabalho realizado até aqui, tendo em vista a evolução que a nossa comunidade ganhou desde o desfile do ano passado. Isso tem deixado a gente bem alegre, pois o canto da escola tem evoluído. Vamos lapidar os mínimos detalhes para chegarmos preparados no ensaio técnico e 100% no desfile oficial”, afirmou.

A União de Maricá tem se consolidado como uma das forças da Série Ouro, principalmente pelo grande time formado, capitaneado pelo diretor de carnaval Wilsinho Alves e tendo a criação artística do carnavalesco Leandro Vieira. Com isso, a confiança para 2025 é ainda maior. Segundo Junior Cabeça, a escola chega mais preparada e com um desempenho ainda mais consistente:

“O desfile de 2025 será muito acima ao que aconteceu no ano passado. Temos mais uma vez um grande samba e a comunidade ganhou experiência na Sapucaí após a estreia. A partir deste ano, todos verão uma União de Maricá mais forte, mais técnica e com mais vontade para brigar pelo título e conquistar o acesso, que é o sonho de todos nós”, garantiu Junior Cabeça.

Com o enredo “O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7”, a escola será a sexta a cruzar a Sapucaí no dia 28 de fevereiro.

Unidos da Tijuca antecipa horário dos ensaios shows que acontecem aos sábados

No ritmo de aquecimento para o Carnaval, a Unidos da Tijuca realiza mais um ensaio show neste sábado. A agremiação antecipou o horário de início do Samba do Pavão que passará a começar a partir das 20h.

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Já na abertura, o grupo Bora Amor chega com tudo recebendo o público com muito samba e pagode. Em seguida, quem entra em cena é o time de estrelas do Borel, encantando o público com um show diferenciado onde não faltarão os clássicos que fizeram a história da escola de samba quatro vezes campeã do carnaval carioca. Nos intervalos, DJ Bracinho.

Entoados por Ito Melodia, “É segredo!”, “Agudás”, “O Dono da Terra” e “Macobeba” são apenas alguns dos sambas que fazem parte do repertório do Samba do Pavão. Embalados pela bateria Pura Cadência, o público se diverte até o início da madrugada. A entrada custa R$ 20 (antecipado). Mesas e camarotes podem ser adquiridos através do telefone (21) 96492-0940 e no Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/samba-do-pavao-01-02-2025/2793266). A quadra da Unidos da Tijuca fica na Avenida Francisco Bicalho, 47 – Santo Cristo. Para ficar por dentro da agenda completa da amarelo ouro e azul pavão basta visitar o site www.gresunidosdatijuca.com.br .

Além dos ensaios realizados aos finais de semana, toda quinta-feira, até o dia 13 de fevereiro, acontecem os ensaios de rua da escola. A preparação ocorre tradicionalmente há quase três décadas. O encontro é na Via D1 – Rua Geógrafo Milton Santos, atrás da quadra da agremiação, às 21 horas, no Santo Cristo.

A Unidos da Tijuca será a primeira escola a desfilar na segunda de carnaval, dia 03 de março, com o enredo “Logun-Edé – Santo Menino que Velho Respeita” de auditoria e desenvolvimento do carnavalesco Edson Pereira.

Ensaio Show da Unidos da Tijuca – Samba do Pavão
Datas: 01/02/2025
Horário: 20h
Endereço: Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo
Ingressos: Pista – R$ 20,00 (antecipado) /Mesa – R$ 200,00/ Camarote Inferior – R$ 300,00 (10 pessoas)/ Camarote Superior – R$ 400,00 (10 pessoas)
Vendas: Sympla

Unidos de Bangu anuncia rainha da escola

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Em 2025, a Unidos de Bangu terá a honra de ter Fernanda Figueiredo como Rainha da escola. A biomédica estética, que já é uma verdadeira estrela do samba, vai brilhar à frente da agremiação no próximo carnaval, trazendo todo o seu talento, carisma e amor pelo carnaval.

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Foto: Divulgação/Bangu

Com uma trajetória marcante, Fernanda Figueiredo acumula 24 carnavais desfilando entre o Rio de Janeiro e Vitória. Ela que já foi rainha de bateria da MUG e musa do Salgueiro, agora, chega à Unidos de Bangu para reinar com muita garra e energia.

Em 2025, a Unidos de Bangu levará para a Avenida o enredo: Maraka’anandê- Resistência Ancestral. Levando um pouco da luta e resistência da Aldeia
Maracanã.

Com quesitos seguros, comissão de frente e casal se destacam em ensaio técnico da Nenê de Vila Matilde

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Por Lucas Sampaio (Colaboraram Gustavo Lima, Naomi Prado e Nabor Salvagnini)

A Nenê de Vila Matilde realizou seu primeiro ensaio técnico, na noite da última sexta-feira, no Sambódromo do Anhembi em preparação para o desfile no carnaval de 2025. A comissão de frente e o primeiro casal abriram os caminhos para os trabalhos seguros realizados por todos os quesitos da escola, que fechou os portões aos 51 minutos debaixo de uma forte chuva que caiu nos momentos finais do treinamento. A Águia da Zona Leste será a sexta a se apresentar pelo Grupo de Acesso 1 com o enredo “Um quê de poesia e um tanto de magia, nessa arte de encantar o imaginário popular…”, assinado pelo carnavalesco Danilo Dantas.

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O diretor de harmonia Rodrigo Oliveira acredita que a primeira passagem da Nenê pelo Anhembi em 2025 servirá como importante base para a preparação para o próximo ensaio técnico da escola.

“Passar pela primeira vez é um misto de coisas. Nós chegamos aqui com o coração pulsando, parece que é a primeira vez que vamos pisar no Anhembi. Isso é para mim, é para o presidente, é para a diretoria, é para o componente, é para quem está realmente pela primeira vez. Passar aqui pelo primeiro ensaio técnico dá essa sensação, mas nós que temos uma função e nos concentramos ao máximo para executar da melhor forma. Acho que tem várias situações que estão, pela primeira vez aqui, eu preciso analisar e ver se eu preciso acrescentar ou diminuir determinada situação, então acho que o próximo ensaio encorpa muito mais e traz mais referências para o desfile oficial. Não que esse não traga, pelo contrário, ele vai me trazer muita referência para ajustar melhorar e fazer melhor no dia 14 de fevereiro para nós arrasarmos no dia 2 e voltar com a Nenê para o Grupo Especial”, declarou.

Rodrigo demonstrou confiança no desempenho de vários quesitos da escola, apontando que ocorrerão trabalhos para aprimorar a evolução para o próximo ensaio.

“A escola está muito bem em diversos quesitos. Os quesitos que nós trabalhamos aqui hoje me satisfizeram muito, eu gostei demais. A comissão de frente está muito envolvente, muito alegre, a bateria está com uma pegada incrível, como é característica da bateria da Nenê de Vila Matilde, nós estamos com um casal que está numa sintonia perfeita, um samba que está funcionando em uma cadência maravilhosa. Acho que hoje engrandecemos vários quesitos que precisavam testar aqui. Eu acho que evolução é o quesito que nós sempre trabalhamos mais, então eu colocaria ele como um quesito para avaliar vários pontos e melhorar, mas os outros quesitos eu vejo muito bem apresentados aqui hoje e com grande evolução para as próximas necessidades que a escola vai apresentar tanto na sua quadra como aqui no Anhembi e para o desfile oficial”, afirmou.

Comissão de Frente

A comissão de frente da Nenê realizou uma apresentação com duração de uma passagem do samba e contou com um elemento alegórico. O segmento vem representando um grupo de artistas itinerantes, comum na Europa de séculos passados, onde eram conhecidos por viajar entre vários vilarejos fazendo apresentações. Com dois personagens que pareciam ser os protagonistas e os demais também fazendo parte desse grupo, as interações referenciavam planejamento, viagem, ação e despedida. O tripé aparenta ter pouco uso, apesar de ser carregado por outros dois personagens os quais, ainda descaracterizados, não sugeriam ter um papel a mais além de carregar a estrutura, ainda apenas de metal, mas que lembra um grande carro de tração animal o qual esses profissionais utilizavam em suas viagens.

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A coreografia da comissão é animada e caricata, e os atores demonstraram boa sintonia e conexão com seu propósito descrito por uma integrante consultada antes do início do ensaio. Certamente contribuirá para uma boa abertura do desfile da escola no carnaval de 2025, sendo um dos elementos mais interessantes deste primeiro ensaio.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal da Nenê, formado por Edgar Carobina e Graci Araújo, demonstraram bom entrosamento e realizaram uma agradável dança, mesmo encarando a chuva em parte da passagem pelo Sambódromo do Anhembi. Movimentos cravados e certeiros, carregados de elegância, mostram que é mais um quesito com o qual a Nenê pode contar para o desfile oficial.

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A dupla demonstrou confiança com a boa atuação ao realizar uma análise geral do desempenho neste primeiro ensaio técnico.

“Foi positiva conseguimos ter a percepção de como seria a evolução da escola, onde de fato conseguiria retomar a pausa do recuo da bateria foi dentro do que todos esperavam. Quanto a execução da coreografia deu muito certo, sobre adrenalina, graças a Deus conseguimos controlar e foi um desfile lindo da escola. Estamos bem confiantes. Pretendemos estar no próximo ensaio já com a indumentaria. Acredito que hoje, como tivemos a noção de onde vamos começar e terminar, acho que é mais adequação de coreografia e espaçamento. Mas vamos manter a alegria! Estamos muito entusiasmados, vai ser o desfile da minha vida, vai ser a estreia com o Edgar. E hoje, spoiler, talvez venha o bebezinho do Edgar”, declarou Graci.

“Foi um ensaio muito produtivo. Nós tínhamos duas opções, plano A e plano B. O plano B não podemos falar, mas o plano A foi esse que ensaiamos hoje. Tudo tranquilo, tentamos executar a coreografia um pouco mais próxima da ala da frente, podemos chegar juntos no final do jurado. O ensaio de hoje foi muito positivo, muito bom e teve nada de erro. Hoje foi 100% e agora vamos chegar no mil. Além disso, tem uma mamãe na maternidade! Enquanto eu estava subindo a serra, minha esposa está na maternidade, então é um misto de emoções hoje muito bom”, afirmou Edgar.

Harmonia

Primeira escola a ensaiar com o sistema de som do Anhembi instalado, a Nenê demonstrou um canto afiado. A empolgação era nítida no olhar da comunidade da Zona Leste, cantando de forma espontânea e firme o samba da escola. O destaque especial vai para as carismáticas baianas da Águia Guerreira, que garantiram a fluidez do clamor do samba da escola alegremente.

Evolução

Tecnicamente o ensaio da Nenê foi seguro. As alas fluíram tranquilas e com os componentes livres para brincarem o carnaval. O fechar dos portões após 51 minutos demonstra que a escola conta com ampla margem para agregar componentes que eventualmente não participaram do ensaio ou até mesmo dar ainda mais liberdade aos desfilantes, fazendo do desfile algo digno de uma das maiores vencedoras do carnaval paulistano.

Samba-Enredo

Agnaldo Amaral estava bastante focado durante a passagem da Nenê. Conduzindo o carro de som da escola com segurança, o intérprete foi capaz de valorizar o samba e contribuiu para o bom desempenho da obra na voz dos componentes ao longo da Avenida, apesar de em dados momentos fosse notada certa interferência nas caixas de som recém espalhadas pelo Sambódromo. O artista avaliou o desempenho da ala musical e da obra da Águia neste primeiro ensaio técnico.

“A performance do carro de som foi boa e vai ficar melhor, com certeza. O som algumas vezes dá algumas interferências, mas no geral foi salutar. O samba se desenvolveu bem, estando com ponto no ouvido não ouço muito a escola cantando, mas pelos comentários todo mundo cantou, portanto eu acredito que foi bem também”, declarou.

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A chuva que caiu no Anhembi pode ter causado alguns problemas técnicos na parte final do ensaio da Nenê, mas Agnaldo gostou do comprometimento do quesito no ensaio.

“Para o próximo ensaio vamos manter essa intensidade e com mais garra. Tem que ficar sincado porque quanto ao som a chuva algumas coisas interferiram de repente e não podemos nos dispersar, mas no geral foi legal, afirmou.

A relação entre Agnaldo Amaral e Nenê de Vila Matilde é longa, e o intérprete segue para mais um ciclo confiante no trabalho realizado pelo seu carro de som, afirmando que no próximo ensaio técnico o desempenho será ainda melhor.

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“Papai do Céu vai nos abençoando que no próximo vai estar melhor ainda. No desfile tem que ser 10, nota 10, ensaiamos para isso. Ensaiamos para ajustar algumas coisas, erros sempre vão ter, mas podemos enxugar o máximo possível. É alguma coisa de som, porque tem hora que dá uns delays e tudo mais, mas acredito que vai ficar melhor a cada ensaio. O próximo ensaio vai ser bom, vai ser maravilhoso, pode ser mais abençoado, vai ser melhor ainda. São 11 anos de Nenê, 11 anos à frente do carro de som, com algumas mudanças que sempre tem, mas isso não interfere em nada, tudo pela Águia. E Papai do Céu abençoou, está abençoando e que assim seja. Estamos juntos e misturados, e na dúvida já sabe, né? Pode encostar porque vai ser choque neles”, completou.

Outros Destaques

Se segurança é a melhor palavra para definir o ensaio da Nenê, o toque de ousadia surge da “Bateria de Bamba” comandada por mestre Matheus Machado. A boa aplicação de bossas contribuiu para animar o astral dos componentes mesmo sob condição de chuva. E que chuva que os ritmistas pegaram prestes a fechar os portões! É como se os céus lavassem a alma da comunidade matildense depois do esforço neste primeiro treinamento geral da escola.

Animado pelo desempenho da bateria, mestre Matheus fez um balanço ao final do primeiro ensaio técnico da Nenê e demonstrou estar atento no que pode ficar de alerta.

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“A minha análise foi boa! Fizemos um ensaio na semana passada somente de bateria para ajustarmos as questões técnicas da bateria. Antes, já vínhamos fazendo vários ensaios específicos e hoje fizemos um ensaio bacana. Essa chuva no final acabou causando um pouquinho de pressão na afinação, mas foi um bom ensaio. Conseguimos manter o andamento e graças a Deus conseguimos bater do começo até o fim. A batucada da Nenê é uma batucada tradicional e nós estamos inovando um pouquinho, mas viemos mantendo a nossa tradição e a nossa característica”, declarou.

O mestre apontou quais elementos podem ser melhorados para o próximo ensaio técnico, mas saiu confiante com o comprometimento de seus ritmistas para com o projeto da Nenê para este carnaval.

“Acho que é mais atenção. Graças a Deus não tivemos nenhum tipo de problema, é tudo questão de atenção para poder seguir e não ter nenhum tipo de problema nos próximos ensaios. A batida também está ensaiada, mas hoje sabemos que é questão dos detalhes para não perdermos, temos que alcançar essa nota. E dentre o que vamos manter, você deve estar ouvindo essa sensação maravilhosa que eu ia dar para eles pelo ensaio de hoje. Vamos manter a seriedade e fazer um trabalho incrível”, concluiu.

Mais que demonstração de força, a Nenê sai do primeiro ensaio técnico no Anhembi com a segurança de que os trabalhos estão no caminho certo para contribuir positivamente com os grandes desfiles que aguardam os foliões no domingo de carnaval. Vindo de um resultado muito abaixo do que a própria apresentação realizada deu a entender que teria, a Águia da Zona Leste provou neste sábado que não se abalou e segue firme no principal objetivo que é voltar ao grupo no qual é uma das maiores campeãs que São Paulo conhece. Aguardemos ansiosamente pelos próximos passos dessa tão tradicional agremiação.