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Casal de mestre-sala e porta-bandeira se destaca em ensaio técnico da Unidos da Ponte

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Por Raphael Lacerda e fotos de Magaiver Fernandes (Colaboraram Allan Duffes, Guibsom Romão, Luiz Gustavo e Marcos Marinho)

Com uma apresentação abrilhantada pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Emanuel Lima e Thainara Matias, a Unidos da Ponte foi a segunda agremiação a pisar na Marquês de Sapucaí durante a noite de ensaios técnicos da Série Ouro, no último domingo. Por outro lado, o canto abaixo do esperado e o baixo número de componentes comprometeram a harmonia e evolução da escola, respectivamente.

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Ainda no início, o carro de som precisou ser substituído por causa de problemas técnicos, o que resultou no atraso da arrancada da agremiação. O desfile começou por volta das 19h30 e terminou às 20h27.

No carnaval deste ano, a Azul e Branca de São João de Meriti levará para o Sambódromo o enredo “Antropoceno”, dos carnavalescos Guilherme Diniz e Rodrigo Marques. A agremiação será a quarta a desfilar na sexta-feira de carnaval.

“Ensaio é ensaio. A gente veio aqui hoje para mostrar a garra da do povo de São João de Meriti. A luta dessa comunidade, que, o ano todo, fica lá no ateliê, no barracão lutando para fazer um grande de carnaval. E como deu pra ver hoje a alegria do povo, da galera, todo mundo cantando, o carro de som com garra, nosso casal, a comissão de frente… A Ponte almeja, se não o título, um lugar melhor do que nesses últimos anos. Estamos fazendo um excelente carnaval através dos nossos carnavalescos Guilherme e Rodrigo. E o principal é a mensagem, foi a pioneira, a mensagem do Antropoceno. É todo mal que o homem causa a nossa planeta. Hoje, nós mostramos que a Ponte unida rompe barreiras, temos que manter essa união. Mantendo essa união a gente vai chegar ao nosso lugar desejado”, disse Ricardo Simpatia, diretor de carnaval.

Comissão de Frente

Ponte 13

O quesito foi comandado pelo coreógrafo Gabriel Castro, que está na agremiação há pouco mais de um mês. Mesmo com pouquíssimo tempo de casa, o artista apresentou uma coreografia bastante definida, coesa e sincronizada. Na Avenida, o quesito representou os povos originários. Ao longo dos quatro módulos de jurados, a equipe composta por 14 integrantes – sendo dois homens e 12 mulheres – fez uma apresentação de muita garra.

Ao fim do ensaio, Gabriel fez uma análise do trabalho apresentado na Passarela do Samba e revelou que praticamente 90% da coreografia apresentada será levada para o desfile oficial. Ainda, segundo ele, o quesito contará com um tripé.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Ponte no ensaio técnico

“A gente tinha um mês para fazer um trabalho de três meses, mas é um trabalho muito sério. Estamos ensaiando três vezes por semana durante, três, quatro horas de ensaio. É um grupo muito coeso. Sobre a nossa representação, a gente já está fazendo a coreografia oficial, mas sem o tripé. Quando chegar o tripé, a gente vai fazer algumas adaptações. E é um resumo do enredo. O antropoceno contado pela ótica dos povos originários brasileiros. Vai ter elementos no desfile, já na fantasia, que as pessoas vão olhar e já vão perceber que tem alguma coisa errada no mundo. É um mês de trabalho, mas pode ter certeza que a gente trabalhou tanto quanto os outros grandes coreógrafos que estão na Série Ouro”, avaliou.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Ponte 11

O grande destaque do ensaio técnico da agremiação de São João de Meriti. Emanuel Lima e Thainara Matias apresentaram um bailado impecável. Em determinados momentos, o casal trouxe uma coreografia com alusões ao enredo e a trechos do samba, mas sem perder as características da dança do quesito. Com giros precisos, Thainara conseguiu unir a leveza à garra. Por sua vez, Emanuel deu um espetáculo de condução. Cortejador, elegante, sempre esbanjando talento e simpatia. A segurança da dupla também impressionou e se destacou ao longo do desfile.

“A gente ama muito o que faz, embora a dedicação tenha que ser enorme, muita responsabilidade de ter a nota na mão de duas pessoas, a gente ama muito isso, os treinos de musculação, os treinos de posicionamento, os treinos aqui na Sapucaí, todos estão sendo muito intensos, desde meados do ano passado, mas quando a gente gosta do que faz vai de boa. Estamos dando de tudo, ainda mais com as quatro cabines que exigem mais fisicamente da gente, mas estamos conseguindo o nosso melhor”, disse a porta-bandeira.

Ponte 13

“A preparação física está sendo fundamental, a Thai já fazia essa preparação, agora também comecei a fazer, mas tivemos a ajuda da Bruna que é nossa coreógrafa, nossa tudo, pra fazer essa preparação que foi muito importante pra chegarmos aqui tranquilos, conseguimos realizar tudo que havíamos programado pra fazer, estamos felizes com a sensação de dever cumprido”, completou o mestre-sala.

Harmonia e samba

A comunidade pareceu não estar familiarizada com o samba-enredo. O canto foi baixo e tímido ao longo do ensaio técnico deste domingo. Pode-se citar como exemplo a primeira ala, que parecia pescar alguns trechos do samba ao longo da Avenida. Nos últimos metros de desfile, havia componente que sequer balbuciava o hino da agremiação. Por outro lado, entre os versos cantados pela comunidade, vale destacar “É bicho morrendo queimado (Ah, meu Deus)//”. De fato, a escola poderia ter cantado muito mais, no entanto, a comissão de harmonia ainda terá algumas semanas para corrigir o problema.

Ponte 60

Já o carro de som, comandado pelo intérprete Leonardo Bessa, fez uma boa condução da obra e ajudou a elevar o nível do canto da escola. O entrosamento com a bateria do mestre Darllan também foi nítido.

Evolução

Ponte 25

A evolução da Azul e Branca meritiense foi comprometida pelo tamanho da escola. Com uma quantidade baixa de componentes, foi preciso evoluir de forma mais lenta e, em determinados momentos, a escola chegou a segurar os passos na Passarela do Samba. Entre os destaques ala a ala, algumas delas levaram balões como adereços de mão.

Outros destaques

Destaque para a bateria do mestre de bateria estreante na Marquês de Sapucaí, Darllan Nascimento.

“Eu estou feliz demais. Estamos trabalhando desde abril, a cada 15 dias a galera chegando, meus alunos, meus amigos, minha família, todo mundo comigo é surreal para mim. O ensaio no setor 11 já foi ótimo, já me deixou muito feliz. Hoje é 75% do que a gente tem que entregar. Os 100% a gente entrega lá em março. Eu sei que vai ser um trabalho muito bonito. A gente tem mais uma bossa para passar. A gente não passou ela hoje. A gente só vai passar esse arranjo que tá faltando. No mais, é alinhar uma coisa ou outra ali, uma falta de atenção que acontece ali ou aqui. Fora isso, é só ser feliz”, disse o mestre.

Organizada, Tradição faz ensaio com boa Evolução, mas canto irregular dos componentes

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Por Luiz Gustavo e fotos de Magaiver Fernandes (Colaboraram Allan Duffes, Raphael Lacerda e Guibsom Romão)

Há mais de uma década sem pisar no sambódromo, a Tradição realizou seu ensaio técnico mostrando entusiasmo em estar de volta ao templo sagrado do carnaval carioca. Porém o pique não foi sustentado durante toda a passagem da escola pela pista, após um início forte de bom canto por parte de algumas alas, gradativamente o ensaio caiu e terminou com muitos componentes mudos. Em contrapartida, a agremiação apresentou uma evolução organizada e constante do começo ao final, sem buracos e atropelos. Um dos diretores de carnaval, David dos Santos, falou ao CARNAVALESCO sobre o ensaio e o retorno ao sambódromo.

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“Ver a Tradição depois de dez anos fora da Sapucaí faz passar um filme, e a Tradição mostrou que chegou com cara de escola grande como ela sempre foi, e ter essa recepção do público, essa interação de quem esteve aqui presente prestigiando foi muito gratificante. O trabalho está sendo feito, construído e foi realizado com sucesso neste ensaio”.

A Tradição abre os desfiles da Série Ouro na sexta de carnaval, dia 28 de fevereiro, com o enredo “Reza” de autoria do carnavalesco Leandro Valente.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Tradição no ensaio técnico

Comissão de frente

A comissão comandada por Tony Tara apresentou um grupo vestido de bruxas e um componente central vestido de tranca rua com caveiras no chapéu e no elemento de mão. Uma coreografia de ritual bem elaborada, com boa teatralização e realizada com muita sincronia pelos componentes. Uma apresentação sem maiores arroubos, mas extremamente bem feita. No primeiro módulo a comissão utilizou elementos de fogo que tiveram falhas e foram abortados nas demais cabines.

Tradicao 6

Mestre-sala e Porta-Bandeira

Jorge Vinícius e Verônica tiveram um desempenho irregular ao longo do ensaio. Logo na primeira cabine a bandeira enrolou no momento em que Jorge Vinícius fez a pegada da bandeira. Nos demais módulos o erro não se repetiu, porém outras falhas aconteceram e mostraram um casal não tão à vontade na avenida, principalmente Vinícius que em vários momentos mostrou indecisão nos movimentos. Verônica também mostrou-se um pouco travada em sua dança, porém com mais segurança. Um ensaio para correções até o desfile.

Tradicao 40

“A gente entrou com uma energia muito boa. O enredo vem falando de fé. A gente veio caracterizado até pela santa do dia de hoje, 2 de fevereiro, Iemanjá e o pescador. E nós trouxemos essa energia, trouxemos a fé para esse ensaio de hoje. Foi um ensaio tranquilo. Fomos a primeira escola a passar, passamos com muita energia e, graças a Deus, não pegamos calorão do minidesfile. Graças a Deus, também não choveu. Acredito que foi a fé da escola, do povo todo pedindo para a gente não pegar chuva. A gente testou sapato
hoje, testamos coreografia, e daqui a gente vai analisar durante este mês que nós
temos até o desfile para acertar os pontos”, comentou a porta-bandeira.

“Acredito que a nossa entrada está perfeita. A gente está ensaiando desde abril, intensificado – balé, funcional, academia. A gente está dançando junto pelo segundo ano consecutivo. Veronica é uma baita experiente, e eu só estou fazendo o cortejo dessa Iemanjá linda que ela veio representando”, completou o mestre-sala.

Harmonia

A Tradição abriu o seu ensaio com um canto satisfatório nas primeiras alas, vários componentes entoando forte o samba da escola. Com o passar das alas o canto foi caindo de forma clara, com desfilantes apresentando dificuldades para cantarem até mesmo os refrãos. As últimas alas passaram praticamente mudas, como uma ala formada por mulheres vestidas de ciganas, que pouco abriam a boca para ao menos tentar acompanhar o samba da agremiação de Campinho.

“Para mim foi emocionante. A escola veio bem e cantando. Samba lindo, melodioso e valente. Estou feliz com a alegria da escola. E pode esperar que no dia 1 de março a gente vai cantar mais ainda”, assegurou o intérprete Tuninho Jr.

Evolução

Tradicao 75

Quesito onde a escola se mostrou bem organizada e linear durante todo seu ensaio. O ritmo foi mantido em todas as alas, sem alas se misturando ou espaçamentos significativos entre elas. A escola vem solta na maior parte de seu contingente, com três alas coreografadas que não travaram a evolução da Tradição. Foi um ensaio bem assertivo no quesito para uma agremiação que passou dez anos fora da Sapucaí.

Samba

Tradicao 10

A composição de Diego Nicolau, Pretinho da Serrinha e Fred Camacho apresenta uma estrutura melódica com várias nuances, algumas muito bem encaixadas, outras causando uma quebra no samba, como na repetição da palavra “reza”, resultando em uma obra que teve desempenho irregular neste ensaio técnico. O carro de som liderado por Tuninho Junior teve bom desempenho e extraiu bastante do samba, porém o mesmo não se sustentou durante o ensaio, principalmente na parte final da apresentação da Tradição.

Outros Destaques

A presidente Raphaela Nascimento vibrou com a passagem da escola e cantou bastante durante o ensaio. O mestre Thiago Praxedes analisou a performance da bateria no ensaio.

Tradicao 14

“Tivemos um desempenho bem satisfatório. Nesta semana completamos três meses à frente do trabalho. Chegamos em outubro. Inúmeras dificuldades, a Tradição está sem quadra. Então é toda uma complexidade para você começar a iniciar um trabalho com base. E o trabalho avançou no momento certo. Estamos muito satisfeitos com a evolução da bateria. Temos muito até dia primeiro de março para evoluir ainda. Mas a gente já sente que a bateria da Tradição criou uma identidade. E uma identidade muito parecida com a identidade da bateria do mestre Fornalha, do mestre Dacopê, no final dos anos 1980, quando a Tradição nasceu. Uma bateria grave, com os agogôs à frente sendo bem referencial. Eu fico muito feliz com isso. Uma bateria que está resgatando a identidade, mas uma bateria competitiva dentro do regulamento do carnaval. Hoje a gente veio num andamento 144. Talvez, por sermos a primeira escola, a gente coloque aí de um a dois bits um pouco para frente, mas aí a gente vai sentar com a direção de carnaval para fazer a avaliação do ensaio, para ver se realmente vale a pena a gente manter o andamento”.

Com Viviane Araujo e sob as bênçãos de Iemanjá, Mancha Verde faz primeiro ensaio técnico no Anhembi

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Por Will Ferreira e fotos de Fábio Martins (Colaboraram Lucas Sampaio, Gustavo Lima, Nabor Salvagnini e Naomi Prado)

Tradicionalmente, o primeiro ensaio técnico da Mancha Verde é utilizado para descompressão e para que os componentes que não tenham desfilado no Anhembi reconheçam o Sambódromo. Apesar dos discursos dos ouvidos pela reportagem indicar tal flexibilidade na cobrança de quesitos, a Mais Querida provou que, mesmo quando vem “tirar uma onda”, é bastante competente. A Harmonia da agremiação se destacou na apresentação deste domingo (02 de fevereiro); e o samba, muito criticado no universo carnavalesco paulistano, deu resposta à altura – isso mesmo perdendo a comunicação pelos rádios por conta da chuva, mas estimando o ensaio técnico do enredo “Bahia, da Fé ao Profano”, que será o quarto a ser exibido na sexta-feira de carnaval (28 de fevereiro) em 61 minutos.

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Presente no ensaio técnico da Alviverde, o CARNAVALESCO analisa o quesito a quesito da agremiação e destaca que, se a agremiação volta para o Desfile das Campeãs desde 2018, a força em cada quesito é o ponto forte da instituição – que martelou bastante no fato do dia 02 de fevereiro ser o Dia de Iemanjá, sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes na religião católica.

Comissão de Frente

ManchaVerde et Iemanja

Ao contrário de boa parte das coirmãs, a Mancha não trouxe o tripé da comissão de frente – “apenas” marcou o espaço do elemento com faixas. Dentre os personagens, a impressão que passaram foi a de que os masculinos são Filhos de Gandhy e as femininas estavam fantasiadas tal qual baianas de escola de samba. Os dois grupos interagiam bastante entre si e não utilizavam tanto o espaço destinado ao tripé – que tinham dois integrantes, um de cada sexo, praticamente fixos.

Mestre-sala e Porta-bandeira

ManchaVerde et PrimeiroCasal 2

A chuva, é claro, prejudica deveras o quesito. Mas, ainda assim, Marcelo Silva e Adriana Gomes tiveram a habitual competência para sustentar com brio o pavilhão manchista. Vale destacar que, mesmo com a chuva e com a passarela molhada, ambos ensaiaram com calçados para asfalto seco – o que traz ainda mais brilho para a apresentação da dupla. Com diversas interações com o samba, vale também destacar a fantasia de Adriana, que estava de Iemanjá – Marcelo veio inteiro em um modelito verde com detalhes brancos, cores da agremiação. Ambos também tiveram ótima comunicação com a arquibancada, sendo muito saudados na Monumental.

Harmonia

Historicamente forte no quesito, a Mancha, novamente, se superou no canto. Com canto bastante forte e uniforme, os componentes (e até mesmo as arquibancadas) respondiam, sobretudo, na convenção que começava com um apagão no verso “Mancha Guerreira” e voltava na passagem seguinte do refrão de cabeça. Vale pontuar, também, que a chuva parecia um combustível para que os desfilantes cantassem ainda mais a canção – que, inclusive, funcionou a contento. Outro ponto de destaque está nos berros a cada vez que o refrão do meio era encerrado.

ManchaVerde et InterpreteFredyViana 2

Vale destacar que o esquenta da agremiação teve a participação de Sandro Luiz, umbandista que também tem destaque na música. Primeiro, ele cantou o Ponto de Iemanjá; depois, Tem Que Ter Fé.

Evolução

Como dito anteriormente, o staff da Mancha perdeu o contato que tinha entre si via comunicadores. Nada que comprometesse a ótima movimentação dos componentes, que curtiram bastante o ensaio técnico – e que, inclusive, se mexiam ainda mais com a chuva mais forte. Adornos como pompons foram muito utilizados, e as baianas que estavam na frente da tradicionalíssima ala jogavam rosas brancas para os presentes. Também é nítido que a agremiação segue investindo forte no Grupo Rítmico, com três alas coreografadas em diferentes momentos da exibição. No quesito, entretanto, esteve o grande ponto de atenção de todo o ensaio técnico: quando o segundo carro alegórico (marcado por caminhões de uma parceira da agremiação, inclusive) estava na Monumental, a agremiação ficou alguns minutos com movimentação bem mais vagarosa do que estava anteriormente.

ManchaVerde et BaianasIemanja

Diretor de carnaval da Mancha Verde, Paolo Bianchi comentou sobre o fato acontecido na Monumental: “É uma estratégia que a gente faz há uns cinco anos de segurar a escola, mesmo. Travar a escola. Eu sou o cara que vem lá atrás, Olhando quando a parte de trás da escola, O rabo da escola, começa a parar. Quando ele trava, A gente estabiliza a escola. Isso tem dado certo para a gente. Na entrada da bateria no recuo, a gente sim permite que a escola dê sua assentada. Isso tem sido bem positivo para a gente nos últimos tempos”, explicou.

O diretor também analisou a exibição: “A gente estava com 90% da escola aqui, praticamente do tamanho normal dela. E a gente combinou de fazer o tempo certinho – e a gente conseguiu fazer. Muita chuva, principalmente quando a bateria estava lá na Monumental. Acho que a Mancha conseguiu, além de treinar, identificar muita coisa. A gente vê algumas coisas em ensaios, eu acho que a chuva acabou atrapalhando um pouco no final, mas não em relação à empolgação nem em relação ao canto, mas no andamento. Pouca coisa aconteceu que a gente estava imaginando que ia ter que consertar. Mas, para o primeiro ensaio com essa chuva, o resultado é muito bom. A gente está muito feliz. Já tiveram ensaios que a gente saiu daqui preocupado. E é engraçado que sempre o primeiro ensaio é bom, aí fica preocupado para o segundo. Na minha avaliação eu vi algumas coisas, claro – até porque a chuva atrapalhou bastante. Mas a gente tem que estar preparado para desfilar na chuva, como já foi em 2023. Acho que foi um super ensaio, foi muito bom. o canto foi muito bem. uma pena que estava chovendo e tinha pouca gente no Anhembi, mas a gente está muito feliz”, confessou.

Samba

ManchaVerde et Baianas

Muito criticado por diversos integrantes do universo do carnaval paulistano, a canção teve exibição bastante satisfatória no primeiro ensaio técnico. A Puro Balanço, bateria da agremiação comandada pelos mestres Cabral e Viny, veio cadenciadíssima, facilitando o canto e, também, a Evolução dos desfilantes. O carro de som, comandado por Fredy Vianna, também teve excelente desempenho – apostando em corais para marcar determinadas partes do samba, como as vozes de fundo no verso “Vem brindar, purificar a alma e o coração”.

Mestre Viny, um dos comandantes da Puro Balanço, foi comedido ao fazer elogios à bateria no ensaio técnico: “Ainda vamos conversar com a nossa diretoria sobre a nossa apresentação. Acredito que foi um baita de um ensaio, apesar da chuva. Tem algumas coisas para corrigir, como a questão de afinação, mas isso tem muita relação com a chuva de hoje. Vamos ver o que aconteceu de ocorrência lá no meio porque nós não conseguimos ouvir tudo o que acontece lá da frente. Mas acredito que tenha sido um bom ensaio, que tenha sido um pontapé inicial bacana para nós”, frisou.

ManchaVerde et Musa

Mestre Cabral também foi cuidadoso ao analisar a apresentação: “É um trabalho que a gente só dá a certeza de alguma coisa perto do desfile. É o nosso primeiro ensaio com a escola no Anhembi e foi o que o Viny falou: foi um bom um ensaio, com energia mesmo chovendo. Quando você vai desfilar e começa chovendo no ensaio, beleza… agora, chovendo antes do ensaio, a gente dá uma segurada. A escola se soltou, ouvimos a escola cantar, a bateria veio muito bem, com uma energia que a gente não vê há muito tempo. O ponto positivo a gente só consegue dar perto do desfile. Agora, são muitos ajustes. Foi o que o Viny falou: nós temos que conversar com os diretores. Lá da frente, a gente não tem muita noção. Mas, até então, foi um bom ensaio”, comentou.

Outros Destaques

Rainha da “Puro Balanço” desde 2002, Viviane Araújo se fez presente no primeiro ensaio técnico da Mancha – vestida com patuás. Princesa da corte da bateria, Duda Serdan também estava à frente dos ritmistas – com fitinhas do Senhor do Bonfim na indumentária. Junto delas, o Manchão, mascote da agremiação, também apareceu.

ManchaVerde et RainhaVivianeAraujo

Além dos caminhões para marcar os carros alegóricos, um imenso tripé de Iemanjá também se fez presente – orixá que Paulo Serdan, presidente da agremiação, afirmou que aprendeu a respeitar ainda na infância, quando ia para a cidade de Praia Grande, na Baixada Santista.

Veja mais imagens do ensaio

ManchaVerde et 14 1 ManchaVerde et 11 2 ManchaVerde et 13 2 ManchaVerde et Comissao 3 ManchaVerde et CoreografosWenderMarcos ManchaVerde et DiretorPaulinhoSerdan ManchaVerde et DudaSerdan 1 ManchaVerde et MestreVinyCabral ManchaVerde et Passistas ManchaVerde et PresidentePauloSerdan 1

Mais que forte no quesito a quesito, Dragões pode inaugurar nova era do carnaval em ensaio técnico

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Por Will Ferreira e fotos de Fábio Martins (Colaboraram Lucas Sampaio, Gustavo Lima, Nabor Salvagnini e Naomi Prado)

O último domingo com diversos períodos de chuva no Anhembi não foi suficiente para atrapalhar o primeiro ensaio técnico da Dragões da Real rumo ao carnaval 2025. Muito pelo contrário: conhecida pela força no quesito a quesito, a agremiação da Zona Oeste, mais do que correta, teve um grande destaque para bater no peito e falar que conseguiu um diferencial. Além de organizada, a agremiação da Vila Anastácio teve uma Evolução bastante leve para defender o enredo “A vida é um sonho pintado em aquarela!”, que será o terceiro a ser apresentado na sexta-feira de carnaval (28 de fevereiro).

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Comissão de Frente

Os já tradicionais tripés que acompanham o quesito ano após ano na Dragões estarão novamente presentes – e o elemento alegórico em questão é, novamente, bastante luxuoso, com estofado vermelho e um luminoso piscante na parte da frente que chamam bastante atenção. Se a maioria dos personagens está inteiramente vestida de vermelho, há um garoto, majoritariamente vestido de branco, que tem protagonismo e se destaca, se tornando o personagem com destaque na coreografia. Na parte de cima do tripé, acima de uma área mais amarelada, há uma integrante também inteiramente em figurino amarelo. Vale destacar, também, que o elemento do quesito soltava fumaça, mexendo com as arquibancadas.

DragoesDaReal et Comissao 1

Mestre-sala e Porta-bandeira

Atuais vencedores do quesito no Estrela do Carnaval, Rubens de Castro e Janny Moreno estavam inteiramente adequados ao setor em que estavam – logo no início do ensaio: em cores claras, simbolizando o que aparenta ser o início do desfile e de uma vida. Enquanto a porta-bandeira utilizava um calçado escuro e fechado sem saltos com um figurino cor de creme, o mestre-sala estava inteiramente de branco com calçados sem salto. Ambos focaram na dança e na interação com o samba, e a expressão facial de ambos deixou claro o quanto o Casal 40+, como eles se autointitulam, está afiado e entrosado – dançando desde 2023 juntos, por sinal.

DragoesDaReal et PrimeiroCasal 1

Harmonia

O canto da agremiação é conhecido pela força há tempos, e não foi diferente no ensaio técnico em questão. Tudo, é bem verdade, foi muito bem preparado pela agremiação: fogos no esquenta, as execuções de “Zé Pilintra”; do samba-enredo de 2024 da agremiação; e do hino da instituição antes das palavras de Renato Remondini, o Tomate, presidente da agremiação. Com tal show por parte de diversos segmentos importantes da agremiação, o resultado não poderia ser outro: o quesito funcionou à perfeição. Chega a ser injusto escolher uma ou outra ala que cantaram mais, mas é possíveld estacar a ala Pirituba (uma das primeiras a entrar na avenida) e a última, deixando claro o quanto a Harmonia foi forte e uniforme ao longo de toda a apresentação.

DragoesDaReal et InterpreteReneSobral 2

Evolução

Apesar de ser um ensaio extremamente eficiente no quesito a quesito, não é muito difícil entender que a Evolução foi o grande trunfo da Dragões no domingo. A origem de tal afirmação está no que pode ser uma passagem histórica de uma agremiação pelo Anhembi. A escola estava afiada em tal aspecto, com muitas movimentações e a escola dançando o samba – o que, aliás, também é de praxe na instituição da Vila Anastácio. A questão é que a movimentação dos componentes não se resumia a isso: ao menos na exibição em questão, o staff da escola pareceu liberar mais cada um dos desfilantes, deixando-os livres, sem ficar pegando tanto no pé e conter a felicidade alheia. Caso tal novo modelo persista e consiga um ótimo resultado, um período de renascimento do quesito, trazendo a movimentação mais leve e solta dos anos 1980 e 1990 no carnaval paulistano, pode se iniciar. A observação vai ao enconro do quê o presidente Tomate falou no seu discurso: ele pediu para que cada um seja feliz na avenida.

DragoesDaReal et AlaDasCriancas

Histórico diretor de Harmonia da agremiação, Rogério Felix demonstrou o motivo pelo qual a escola veio tão forte na avenida: “Nós tínhamos nos comprometido a fazer um desfile (é assim que tratamos ensaios técnicos) à altura dos dois que fizemos ano passado. E, mesmo com essa garoa (as nossas coirmãs pegaram, mais chuva do que nós), não dá para falar que isso atrapalhou. Acho que a garoa veio para dar uma refrescada na nossa comunidade. Saio daqui muito feliz: a minha comunidade se divertiu, cantou, brincou e representou o nosso enredo – para deixar claro que a vida é um sonho realmente pintado em aquarela. A organização sempre vai ser o principal que vamos buscar. Talvez subir o sarrafo do canto e da Evolução, a alegria, o sorriso No rosto e o prazer e a honra de estar vivo e poder passar nessa avenida”, surpreendeu o profissional.

DragoesDaReal et 10

Ele ainda truca e afirma que é possível melhorar ainda mais: “Para o diretor de Harmonia, dá para passar uma semana falando que dá para melhorar. Somos uns incansáveis, uns insatisfeitos, sempre buscando algo a mais. Tem bastante coisa que vamos conseguir trabalhar mais para deixar a escola cada vez mais solta, mais brincante, mais cantante também. Que as pessoas olhem e vejam, de verdade, uma escola de gente feliz”, disse, evocando o slogan da escola.

Samba

A canção, que divide opiniões no universo carnavalesco paulistano, teve excelente desempenho no Sambódromo – tal qual, de acordo com todos os ouvidos pela reportagem, está acontecendo na Caverna do Dragão, quadra da escola. Os muitos movimentos de naipes da Ritmo Que Incendeia, bateria comandada por mestre Klemen Gioz, colaborou para a ótima exibição, tal qual mais uma grande noite do carro de som comandado por Renê Sobral e com profissionais de gabarito como Jorginho Soares e Mayara Costa.

DragoesDaReal et Baianas 1

Klemen, por sinal, evocou o discurso de outros tantos mestres de bateria para anlisar o ensaio: “É clichê. Todas as escolas que vêm a primeira vez ao Anhembi para fazer um ensaio geral têm coisas para consertar, é normal. Apesar disso, foi muito bom – apesar da chuva, mas nós usamos a chuva para lavar a alma, mesmo. Foi muito bom, a gente só vê coisas boas. Agora, vamos assistir para ver se tem erro, se foi tudo isso mesmo e se não foi, aonde tem que consertar e continuar trabalhando”, pontuou.

Ao buscar um ponto positivo e outro negativo, Klemen não fugiu da resposta: “O andamento foi muito bom para nós. Gostamos muito do andamento – mas, com a chuva, acaba atrapalhando e é normal. Temos que trabalhar, porque a chuva pode acontecer no dia do desfile também e a gente tem que se preparar mais ainda para a chuva – não só a bateria como, também, a escola. As pessoas têm que perder o receio, quebrar esse tabu que chuva é sinal de ensaio bom ou ensaio ruim. Tem que vir com chuva e fazer acontecer”, trucou.

Outros Destaques

DragoesDaReal et DiretorRaphaMasliones

À frente da Ritmo Que Incendeia, como de praxe, a rainha Karine Grum e a princesa Yohana Obyara. Também ensaiaram personalidades da sociedade paulistana, como Simone Sampaio (historicamente ligada à escola) e a influencer Julia Puzzuoli, integrante da Dragões há alguns anos.

Veja mais imagens do ensaio

DragoesDaReal et Bateria DragoesDaReal et CarnavalescoJorgeFreitas 2 DragoesDaReal et ComissaoDeFrente DragoesDaReal et DiretorHarmoniaRogerioFelix 1 DragoesDaReal et Passistas DragoesDaReal et PortaBandeiraJanny DragoesDaReal et PresidenteTomate 1 DragoesDaReal et SimoneSampaio 1 DragoesDaReal et RainhaKarineGrum

Com forte chuva e pista molhada, casal e forte canto são grandes destaques no ensaio da Tatuapé

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Por Gustavo Lima e fotos de Fábio Martins (Colaboraram Lucas Sampaio, Will Ferreira, Nabor Salvagnini e Naomi Prado)

Um canto forte é fundamental para o sucesso de uma escola, pois a moral e felicidade de todos vão para o alto. A direção é afetada e principalmente os componentes. Eles que trabalham nisso. E foi o que aconteceu na noite deste domingo, onde aconteceu o primeiro ensaio técnico da Acadêmicos do Tatuapé. A harmonia, que é sucesso há muito tempo dentro da escola, fez valer à pena novamente o seu nome e promete ser um dos destaques da Zona Leste no desfile oficial. Porém, o grande destaque foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira Diego e Jussara. Devido às circunstâncias de uma pista extremamente molhada, a dupla não se intimidou e parecia que estavam ensaiando em um local perfeito. É uma parceria de longo tempo e, sem dúvidas, um dos melhores casais do carnaval paulistano.

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“Graças a Deus o resultado do nosso ensaio, o nosso primeiro técnico foi muito positivo, foi um ensaio muito produtivo dentro do que nós esperávamos que acontecesse, identificamos alguns erros, mas foram poucos, gostei muito do andamento da escola, do comportamento, da questão de canto, de harmonia, da questão de evolução, a expressão corporal”, avaliou o presidente e diretor de harmonia, Edu Sambista.

Comissão de frente

Tatuape et Comissao1 1

A ala, que é coreografada por Leonardo Helmer, levou para o ensaio uma comissão de frente de fácil leitura e um tanto conservadora devido à chuva que caía na pista e, além disso, imagina-se que não será a dança concreta do desfile oficial. Os bailarinos dançavam pela pista, se alinhavam, cumprimentavam o público e realizavam algumas interações, onde tinha uma personagem central. Havia um tripé todo embalado com saco preto, que certamente será usado no desfile. Neste elemento alegórico, os componentes da ala subiam e faziam caras e bocas malignas. Portanto, pelo pouco que foi mostrado, entende-se que haverá outros recursos no próximo ensaio.

Também vale ressaltar que os dançarinos, com uma fantasia branca, superaram as dificuldades da pista e evoluíram corretamente.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Tatuape et PrimeiroCasal 2

O grande destaque do ensaio. É impressionante a qualidade do casal Diego e Jussara. Mesmo com a pista encharcada, o que é um pesadelo para um casal de mestre-sala e porta-bandeira, a dupla dançou naturalmente, como se estivesse em perfeitas condições. A impressão que deu é que foi um motivo maior para realizar um desempenho maior. Vale destacar principalmente a Jussara, que conseguiu realizar intensos giros, também sendo coordenada pelo seu parceiro Diego. A coreografia dentro do samba foi executada corretamente. Não foi tão usada, mas entende-se que vão fazer mais no próximo ensaio.

Harmonia

Normal ver a Tatuapé mostrando a força do seu canto. Foi desta forma do começo ao fim. Neste primeiro ensaio a comunidade provou que entra ano e sai ano e o canto deles continua um dos melhores de São Paulo. Por muitas vezes o melhor. De ponta a ponta, bateria, passistas, ala das crianças… Todos colaboram para o sucesso da harmonia da agremiação.

A parte mais cantada são os últimos versos, onde a melodia é elevada ao máximo quando se pronuncia o nome da escola que, obviamente, é uma palavra oxítona. A frase também fala sobre o poder do povo preto, e isso deu um gás maior aos desfilantes.

Tatuape et InterpreteCelsinhoMody 1

Sobre o canto, Edu Sambista avaliou como positivo. “O andamento ainda vamos melhorar uns 20% para atingir quase que a perfeição. São poucos os detalhes que nós temos que arrumar nessa questão e ainda melhorar um pouco mais o canto. Claro que a chuva acaba prejudicando um pouco, mas independentemente de tudo isso, foi um bom ensaio tanto da parte de evolução quanto de de harmonia”, analisou.

Evolução

A escola evoluiu de forma bastante satisfatória, sobretudo no recuo de bateria. Foi ótima a organização mostrada nessa parte do treino, onde a equipe realizou toda a corte de bateria para preencher o espaço para a Qualidade Especial entrar no ‘box’. Foi um movimento muito rápido e que não precisou parar o andamento por muito tempo. As fileiras e alas estavam bem compactas entre si, deixando qualquer risco de buracos ou espaçamentos para trás.

Tatuape et 15

Os componentes não realizam coreografia, mas nos últimos versos, onde cantam sobre o poder do povo preto, todos cerram os punhos, passando a mensagem de que a agremiação da Zona Leste é resistência.

Samba

Ótimo desempenho de Celsinho Mody. O intérprete, que está completando 10 anos de Tatuapé, estava em uma noite inspirada e lembrou os melhores tempos do cantor com os microfones da Zona Leste. Diferente do ano passado, neste treino em específico, as vozes femininas pouco apareceram e, realmente, o timbre de Mody foi soberano no carro de som, que também conta com músicos de renome, como André Ricardo e Keila Regina. Essa última fez a introdução na arrancada do samba, cantando para xangô, o nome da escola e justiça.

Tatuape et VelhaGuarda 1

Outros destaques

A bateria “Qualidade Especial”, comandada pelo mestre Léo Cupim mostrou bastante qualidade, como diz o nome da batucada, especialmente na sustentação do samba.

Tatuape et MestreLeoCupim 1

Falando em andamento, Cupim promete melhorar ainda mais. “Tivemos um desempenho bom na pista, uma questão de andamento. Esse tempo de chuva não ajuda, não pegamos uma chuva forte igual as outras, mas mesmo assim atrapalha. Tenho certeza que nos próximos vamos vir nessa pegada”, disse.

Veja mais imagens do ensaio

Tatuape et 9 Tatuape et Tatuape et 12 Tatuape et 16 Tatuape et Baianas Tatuape et Comissao 2 Tatuape et CoreografoLeoHelmer Tatuape et CarnavalescoWagnerSantos Tatuape et PassistaMalandro Tatuape et PresidenteErivelto Tatuape et PrimeiroCasal1 1 Tatuape et RainhaMuriel 2 Tatuape et Talita

Freddy Ferreira analisa a bateria da Porto da Pedra no ensaio técnico

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Um ensaio técnico excelente da bateria “Ritmo Feroz” da Unidos do Porto da Pedra, sob o comando de mestre Pablo. Um ritmo de bastante pressão sonora foi percebido, graças a uma boa afinação de surdos, além de um trabalho que realçou bastante a musicalidade das terceiras nas bossas.

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Na parte da frente da bateria da Porto, um naipe de tamborins de elevada técnica executou um desenho rítmico com certa complexidade de modo eficiente. Uma ala de agogôs de qualidade musical tocou de forma fluída. Os chocalhos se exibiram em grande plano, mostrando um trabalho que adicionou valor sonoro à cabeça da bateria. Assim como cuícas corretas ajudaram a marcar com um bom toque.

Na cozinha da bateria do tigre, uma boa afinação de surdos foi notada, com sua tradicional pegada mais pesada. Marcadores de primeira e segunda foram firmes e precisos. As terceiras foram um dos pontos altos musicais de toda “Ritmo Feroz” tanto dando balanço , como sendo marca registrada nas paradinhas. Uma ala de repiques coesa e ressonante tocou integrada a um naipe de caixas de bom nível técnico, num trabalho destacado dos médios.

Bossas autênticas e vinculadas à personalidade musical de mestre Pablo foram bem executadas durante todo o ensaio. Mesmo com certo grau de complexidade e dificuldade de execução. Uma criação musical seguindo as variações melódicas do samba-enredo da escola de São Gonçalo foi percebida, todas pautadas pela pressão envolvendo a boa afinação de surdos, além de um trabalho profundamente diferenciado dos surdos de terceira nos arranjos. É como se os surdos musicalmente “conversassem” com a obra gonçalense durante as bossas, tamanha era a integração rítmica.

Uma apresentação excelente da bateria “Ritmo Feroz” da Porto da Pedra, dirigida por mestre Pablo. Um ritmo dinâmico, com boa pressão de surdos, marcado por bossas integradas e caixas de guerra consistentes. Um grande treino, que foi gratificante o suficiente para ser comemorado, visando o desfile oficial.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Bangu no ensaio técnico

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Um ensaio técnico muito bom da bateria “Caldeirão da Zona Oeste” (CZO) da Unidos de Bangu, comandada por mestre Laion. Um ritmo bastante consistente foi exibido. Bossas que permitem interação popular podem ser um grande trunfo musical da escola para empolgar a plateia, diante de uma bateria da Unidos de Bangu que executou com seguranças todos os seus arranjos.

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Na parte da frente do ritmo da “CZO”, um naipe de cuícas com solidez ajudou a preencher a musicalidade das peças leves junto de uma boa ala de agogôs, que também se revezavam tocando maracás (um tipo indígena de chocalho). Um grande trabalho envolvendo os chocalhos, que tocaram praticamente interligados a um naipe de tamborins também de elevada técnica musical, evidenciando o bom trabalho rítmico da cabeça da bateria da Bangu.

Uma boa afinação de surdos foi percebida, principalmente o ressoar de timbre mais puxado para o grave das primeiras. Surdos de primeira e segunda foram seguros, tanto ditando o andamento, quanto em bossas. Terceiras de boa qualidade musical contribuíram dando um balanço envolvente à parte de trás do ritmo. Um naipe de caixas de guerra com consistência foi notado, assim como uma ala de repiques com toque coeso.

A bossa de maior destaque musical era iniciada ainda na primeira do samba e contava com movimentos dos ritmistas virando de frente para as arquibancadas. Já a maior criação rítmica capaz de produzir ovação popular foi a paradinha do refrão principal, onde parte da bateria se abria e integrantes do naipe de agogôs tocavam maracás (uma espécie de chocalho indígena). Foi bem recebida pelo público presente no Sambódromo e promete ser um dos pontos altos energéticos da “Caldeirão da Zona Oeste”, além de contribuir na versatilidade rítmica da bateria. A subida na cabeça do samba também se revelou funcional e bastante eficiente sempre que realizada.

Uma apresentação muito boa da bateria “CZO” da Unidos de Bangu, dirigida por mestre Laion. Um ritmo de qualidade que fez uma apresentação potente das bossas. As paradinhas da “Caldeirão da Zona Oeste”, inclusive, possibilitaram que o público presente na Sapucaí curtisse e se empolgasse durante a passagem da bateria da Unidos de Bangu. Um ótimo treino no campo de jogo, que certamente deixou mestre Laion, sua diretoria e seus ritmistas bastante satisfeitos, além de esperançosos para a realização de um grande desfile.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Ponte no ensaio técnico

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Um bom ensaio técnico da bateria “Ritmo Meritiense” da Unidos da Ponte, sob o comando de mestre Darllan Nascimento, em sua estreia na Marquês de Sapucaí. Uma bateria da Ponte bem afinada, com boa pressão de surdos em bossas e caixas consistentes foi apresentada. O andamento que no primeiro recuo estava mais acelerado, mas foi arrefecendo pela pista, enquanto o ritmo foi assentando. Após estar estabilizado, foi possível notar uma execução de bossas cada vez mais caprichada e entrosada.

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Na parte da frente da “Ritmo Meritiense”, uma ala de chocalhos de alta potência técnica se exibiu de forma destacada, adicionando valor sonoro na cabeça da bateria. Um naipe de cuícas sólido e uma ala de agogôs eficiente contribuiu com o preenchimento musical das peças leves, inclusive em bossas. Um bom naipe de tamborins tocou com precisão um desenho rítmico simples, mas que demonstrou ser bastante funcional.

Na cozinha da bateria da Ponte, uma afinação de surdos privilegiada foi percebida. Marcadores de primeira e segunda foram precisos e firmes durante o cortejo. Surdos de terceira foram responsáveis pelo balanço envolvente da parte de trás do ritmo. Um naipe de caixas com consistência rítmica foi exibido, assim como uma ala de repiques de notória técnica musical ajudou dando molho aos médios.

A bossa de maior destaque musical era a do refrão do meio, que se aproveitava do bom balanço das terceiras junto do toque ressonante dos agogôs, junto de mais alguns naipes. Um arranjo de bom gosto, que se pautou pelas nuances melódicas do samba da escola de São João de Meriti para consolidar seu ritmo. Já a paradinha da cabeça do samba proporcionou boa pressão à bateria da Ponte, graças a boa afinação de surdos e efetiva contribuição do naipe de tamborins. Mais um arranjo que também se deixou levar pela melodia da obra meritiense, numa criação musical bem intuitiva.

Uma boa apresentação da bateria “Ritmo Meritiense” da Unidos da Ponte, sob o comando do estreante mestre Darllan Nascimento. Um ritmo com boa pressão de surdos foi exibido. Um treino bastante proveitoso para ajustar os últimos detalhes visando o desfile, como segurar um pouco mais a mão no início para não colocar muito na frente e já chegar no primeiro módulo com um andamento confortável para executar as paradinhas de maneira confortável.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Tradição no ensaio técnico

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Um bom ensaio técnico da bateria “Explosão de Elite” da Tradição, marcando a estreia de Thiago Praxedes como mestre no carnaval carioca. Um ritmo com bom balanço de terceiras e uma ala de chocalhos ressonante foi notado, além da clássica afinação mais pesada da bateria da Tradição.

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Na cabeça da bateria da Tradição, um naipe de cuícas tocou de forma sólida. Uma ala de tamborins correta contribuiu dando volume às peças leves executando um desenho rítmico simples, mas de modo eficiente. Um bom naipe de chocalhos deu brilho musical à parte da frente do ritmo fazendo nitidamente um bom ritmo. Uma ala de agogôs também de se exibiu em bom nível, embora precise tomar cuidado para não acelerar nos primeiros versos do refrão do meio, no momento de executar sua convenção.

Uma parte de trás do ritmo da bateria da Tradição que contou com sua afinação tradicionalmente mais pesada, com marcadores pulsando com firmeza, mas sem excesso de força. O bom balanço das terceiras contribuiu com a cozinha da bateria “Explosão de Elite”. Caixas de guerra tocadas embaixo de forma reta foram consistentes, aliadas a um naipe de repiques correto, que junto da ala de taróis ajudou a preencher a musicalidade dos médios com eficácia. Foi possível perceber frigideiras que auxiliaram tanto em ritmo, quanto em bossas.

Bossas simples, mas funcionais permitiram execuções fluídas pela pista. Arranjos praticamente intuitivos que seguiam o que pedia o samba-enredo da escola do Condor. A subida de três mais elaborada mostrou ser eficiente, além de dar versatilidade rítmica à bateria da Tradição. No refrão do meio, uma paradinha deixava marcadores de primeira, segunda e terceira só marcando, enquanto as frigideiras davam molho contínuo no miolo da “Explosão de Elite. Já no refrão principal, uma bossa dava boa pressão graças a afinação mais pesada dos surdos. Funcionalidade foi a marca conceitual da criação conceitual da azul e branca do bairro do Campinho.

A bateria “Explosão de Elite” da Tradição fez um bom ensaio técnico na abertura da segunda noite de ensaios do grupo de acesso da Liga RJ. Um ritmo eficiente, marcado por bossas funcionais e com simplicidade criativa foi apresentado, na estreia de mestre Thiago Praxedes na Sapucaí.

‘Samba do povo!’ Grande Rio canta forte e pulsa firme no ensaio de rua

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Por Carolina Freitas e Marielli Patrocínio

O último ensaio técnico de rua da Grande Rio, antes do treino sábado que vem na Sapucaí, foi marcado pela maciça presença de foliões, que lotaram a Avenida Brigadeiro Lima e Silva, em Duque de Caxias, assim como suas transversais, em pleno domingo à noite. E este público não era formado apenas por curiosos, mas sim, por uma comunidade extremamente engajada, que tinha o samba-enredo “Pororocas Parawaras: As Águas dos Meus Encantos nas Contas dos Curimbós” na ponta da língua. Era possível até mesmo ver os funcionários dos estabelecimentos ao redor cantando enquanto trabalhavam. Isso prova a lealdade do povo Caxiense com a escola que representa seu município. Faltando quase um mês para o desfile oficial na Sapucaí, no dia quatro de fevereiro, a Grande Rio realizou um ensaio com chão forte e canto expressivo. sem a presença da rainha de bateria, Paola Oliveira, e sem a maioria das musas.

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Mestre-sala e Porta-Bandeira

O casal Taciana Couto e Daniel Werneck fez uma apresentação coesa, com uma dança sincronizada, que reverenciava tanto o seu pavilhão quanto as danças típicas do Pará, como a famosa “dança de roda”, que consiste em movimentos giratórios em par. A porta-bandeira se empolgava e girava com rapidez e precisão, enquanto o mestre-sala a acompanhava na mesma energia.

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Em determinados pontos do ensaio, houve a simulação de apresentação para a cabine de jurados, e eles mostraram que estão preparados para o dia do desfile. Ao longo de todo o percurso, a dupla também recebeu muito carinho do público, que gritava elogios como “coisa linda” e “casal nota 10”.

Samba

O samba-enredo de 2025 homenageia a cultura do estado do Pará. Com versos fáceis de decorar e uma melodia envolvente, ele rapidamente caiu no gosto popular. Em um papo com o CARNAVALESCO, o intérprete Evandro Malando fez uma análise geral do ensaio e nos contou como são suas impressões como o porta-voz do canto da Grande Rio em 2025.

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“Na Sapucaí vou manter exatamente a solidificação do canto. Depois de uma disputa de sambas, nas primeiras vezes que vamos para os ensaios de quadra ou para a rua, dá aquela empolgação de querer fazer com que todo mundo pule de alegria com o seu samba. Mas, sinceramente, acho que o que valeu mais a pena de todos esses ensaios foi tirar a quantidade de excessos. Não precisa do ‘vamos lá, levanta a mão, tira o pé do chão’. Quero frisar que tenho todo o respeito por quem faz assim, respeito muito, mas o Malandro não é
cantor de tirar o pé do chão, não é cantor de pula-pula, de dar cambalhota não! O Malandro é o cantor de cantar o samba com todo o respeito, e esse foi o feeling para ensaio dessa semana em relação ao samba”.

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Evolução

A evolução se deu de forma correta, sem grandes problemas, apesar do pequeno espaço da rua, que ia se afunilando, fazendo com que as alas se amontoassem em determinado local do trajeto. Mas, à essa altura, todos os componentes pareciam estar cientes dessa questão e já sabiam exatamente o que fazer. A passagem correu bem, sem buracos e principalmente, com muita harmonia.

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Quem também destacou a importância do canto da comunidade foi o mestre de bateria Fafá, que não poupou elogios ao que têm visto nos ensaios desse ano:

“A escola está cantando muito e pulsando forte, e isso é muito importante. A gente precisa que a escola cante para evoluir. As pessoas costumam dizer que a escola precisa da bateria para acompanhar, e aqui nós precisamos dessas pessoas para a bateria funcionar, então tem acontecido isso. Esperamos fazer um grande ensaio no sábado, tão bem quanto fazemos aqui na Brigadeiro Lima e Silva”.

Harmonia

Apesar dos destaques já citados, nada superou a harmonia da Grande Rio neste ensaio. A comunidade deu tudo de si na hora de cantar o samba-enredo. A letra estava na boca do povo, que cantava em uníssono com o intérprete Evandro Malandro. Este, por si, conduziu o vocal com animação, o que fez com que ele fosse acompanhado por todos, sem que perdessem o ritmo. Teve até um momento em que rolou um coro à capela com a galera. Este foi um dos elogios que o intérprete mesmo fez ao analisar o ensaio após o término.

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“Acho que o ponto alto hoje foi a vontade do Caxiense, da Grande Rio e de toda a comunidade cantar o samba. Nós estamos com uma expectativa muito grande, as melhores possíveis, de todos cantarem assim na Sapucaí. E hoje, às vésperas do ensaio técnico lá (tirando a terça-feira), a melhor parte foi essa, que nos deixou com a ansiedade de cantar esse samba a plenos pulmões no Sambódromo” disse o cantor.

O diretor de carnaval Thiago Monteiro também fez um balanço geral do ensaio e nos contou sobre o que ele considerou como pontos altos e baixos da noite.

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“Na minha avaliação, hoje foi o melhor ensaio da temporada. Na medida que o tempo vai passando, a escola vai se apresentando melhor, e hoje estamos em um entrosamento com a comunidade, vendo como ela se porta. Essa é uma escola competitiva, imponente, que não fica parada, e a comunidade tem entendido que tudo isso, junto ao carro de som do Evandro, a bateria do mestre Fafá e o trabalho dos diretores de Harmonia e Evolução, fazem com que a escola ganhe, cada vez mais, corpo para ir à avenida. Eu quero manter tudo, acho que a escola está chegando na sua boa maturidade para o desfile, e não vou mudar nada. O caminho é aprimorar o que já está bom, uma ala ou outra, uma passada de som ou outra, aí fazemos um vídeo dos ensaios e analisamos cuidadosamente. Mas, acho que a escola está em um ponto muito favorável para fazer o seu desfile. E no ensaio técnico é ensaiar. Creio que não vai nos afetar nem positivo e nem negativamente. A gente sabe que hoje em dia o ensaio técnico virou uma espécie de apresentação, espetáculo, só que a gente quer ficar longe desse sentimento. É lógico que a gente quer apresentar umas coisas, algumas novidades, que na parte técnica vai nos incentivar a fazer uma boa apresentação, mas ainda temos três semanas para corrigir o que eventualmente acontecer ali, e se for bom, tem que manter o que acontecer ali. Aqui é para ensaiar. O desfile mesmo é no dia 4 de março”, explica.

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Outros Destaques

O último domingo (2 de fevereiro) foi aniversário do mestre-sala Daniel Werneck, e o rapaz recebeu uma homenagem dos componentes da escola, incluindo sua companheira de posto, a porta-bandeira Taciana Couto, o diretor Thiago Monteiro, o mestre de bateria Fafá e o intérprete Evandro Malandro. Todos o cumprimentaram e o abraçaram enquanto Malandro puxava um “Parabéns Para Você” no microfone.

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Sendo a única musa da agremiação a comparecer, Karen Lopes também ficou em evidência no ensaio, usando um look verde brilhante e esbanjando carisma. A ala dos passistas masculinos chamou a atenção da galera. Os integrantes estavam muito carismáticos e interagiram muito com a plateia, além de terem muito samba no pé.