Bateria e canto da comunidade são pontos fortes em ensaio de rua da Mocidade
No ensaio de rua rumo ao carnaval, no último sábado, na Guilherme da Silveira, a Mocidade Independente de Padre Miguel mostrou que a harmonia entre bateria, carro de som e comunidade é seu grande trunfo. Enquanto o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira driblava um pequeno imprevisto, a bateria “Não Existe Mais Quente” e o carro de som comandado por Zé Paulo Sierra garantiam um canto coeso e emocionante. A escola segue ajustando detalhes de evolução para brilhar na avenida com uma aposta no futuro com tradição e renovação. A Mocidade desfila no inédito terceiro dia de desfiles, terça-feira de carnaval, com o enredo “Voltando Para o Futuro – Não há Limites Pra Sonhar”, desenvolvidos pelos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage (in memoriam).
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
Os diretores de harmonia, Sandro e Capoeira, falaram ao CARNAVALESCO e fizeram uma análise do ensaio: “A gente tem certeza de que foi um ensaio maravilhoso. Nós fizemos um ensaio técnico muito forte, trabalhamos muito o canto da escola, evolução e a escola respondeu muito bem a nossa comunidade e hoje a gente teria que fazer pelo menos que nós fizemos na Avenida daqui para frente sempre evoluindo nos quesitos e a gente tem certeza de que a gente conseguiu cumprir o nosso objetivo. Hoje a gente conseguiu atingir. É claro que a gente quer sempre mais. A gente sabe que a gente tá muito forte no canto, estamos crescendo ainda mais de evolução. Esse é um ponto que a gente quer crescer ainda mais. Já sabemos que estamos num nível muito bom, mas a gente quer crescer muito mais na nesse quesito e a gente sabe que a resposta tá vindo da comunidade, de uma comunidade apaixonada”, afirmou Sandro.

“É, a gente sacudiu a comunidade. A gente brincou com a comunidade hoje. A gente ensaiamos na quinta-feira, bateria, carro de som e comunidade. E a gente teve um momento muito próximo da comunidade de falar para eles por que é tão importante eles cantarem o samba. E eles falaram assim: “Não, Capoeira, a gente não quer cantar o samba. A gente quer defender o samba”. Então o projeto é esse, defender o samba da Mocidade Independente de Padre Miguel. É uma comunidade que merece todos os aplausos, todo o respeito do mundo, porque essa comunidade é aquela comunidade que briga, que reclama, que vai para rede social. Mas quando a gente pede, eles tão de pronto imediato atender o nosso pedido. Então a gente tá muito satisfeito até hoje o que essa comunidade tem produzido. E temos certeza absoluta de que daqui para frente, a gente só vai galgar altos degraus. A gente precisa levar a Mocidade novamente ao topo”, declarou Capoeira.
Comissão de Frente
A comissão de frente da Mocidade apresentou uma proposta formada exclusivamente por homens, com uma coreografia que explorou gestos robotizados, criando a imagem de autômatos em movimento. Sob a direção do coreógrafo Marcelo Misailidis, o grupo trouxe um momento de transição em que esses “ciborgues” ganharam humanidade, integrando-se ao espírito do carnaval. A coreografia incluiu saltos e giros, buscando um efeito dinâmico, e houve destaque para o canto na ponta da língua, um elemento que chamou atenção pela originalidade.
Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo Jesus e Bruna Santos, trouxe à avenida uma dança tradicional, repleta de elegância e simbolismo, como manda o quesito. No entanto, em um dos momentos mais esperados, a apresentação da dupla no ponto que simulava a segunda cabine de jurados, o bailado rendeu uma cena inusitada: durante uma bandeirada, a porta-bandeira deixou o pavilhão bater de leve no rosto do mestre-sala. O incidente, que poderia ser um contratempo, foi contornado com muita leveza e profissionalismo pelo casal, que seguiu a coreografia sem nenhum outro contratempo.
Harmonia e Samba
A excelência em harmonia e samba da Mocidade se consolida a cada ensaio, construindo um chão forte que canta com emoção e intensidade os versos do samba-enredo. Esse resultado é fruto do trabalho bem entrosado entre o carro de som e a bateria, que oferecem as bases melódicas e rítmicas para que a comunidade entoe o canto de modo coeso e vibrante.
O carro de som, liderado por Zé Paulo Sierra, conduz o samba com um canto equilibrado, sem exageros vocais, o que permite com que os componentes se sintam à vontade para soltar a voz. Destaque para as três cantoras de apoio – Roberta Barreto, Viviane Santos e Millena Wainer –, que, com muita categoria, imprimem à obra a força matricial, fundamento indispensável de todas as escolas de samba e para o futuro da Mocidade.

A bateria “Não Existe Mais Quente”, comandada pelo mestre Dudu, contribuiu para o canto intenso e emocionado da comunidade com um andamento constante e sempre para frente. A camisa do mestre Dudu, com a inscrição “Bateria 40”, estampava o orgulho do trabalho dos seus ritmistas.
O trecho do samba “O céu vai clarear” foi um dos mais cantados pelos componentes da escola. Além de ser um dos refrões mais marcantes, a letra ressoa com a esperança de um futuro renovador, algo que toca profundamente o coração do independente.
Evolução

O canto forte e emocionado da comunidade é o motor que impulsiona a evolução da Mocidade, transmitindo energia à escola. Entretanto, é preciso cuidado para que esse ímpeto não faça com que a escola ande depressa demais. Outro ponto de atenção é o espaçamento entre as alas e as marcações das alegorias. A proximidade entre os setores pode afetar o espaço disponível.
Outros destaques

A Ala Jovem deu um show de vitalidade durante o ensaio de rua. Composta por 80 jovens da Zona Oeste, o grupo evoluiu com leveza e animação, cantando o samba da escola com entusiasmo de ponta a ponta. É na força do canto que a juventude independente demonstra sua fé no renascimento da estrela da Mocidade.

Gaby Mendes, musa da Verde e Branca, honrou seu posto com muita malemolência e samba no pé. Sua performance foi tão marcante que o público não hesitou em registrar cada momento com entusiasmo. A pequena Maitê Mendes, 1ª princesa da Estrelinha da Mocidade e prima de Gaby, mostrou que aprendeu a sambar dentro de casa. À frente da Ala das Passistas, ela deixou claro que o talento da família Mendes é um legado que segue encantando a avenida.

Outro momento de destaque foi a demonstração de carinho do público pelo intérprete Zé Paulo Sierra. Ao final do ensaio, os fãs se aglomeraram ao redor do cantor para tirar selfies e abraçá-lo, reforçando a conexão entre ele e a comunidade independente. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o cantor falou sobre sua relação com a escola:

“Ameaça de chuva, mas realidade aqui é fantástica, veio todo mundo, a gente fica muito feliz de fazer parte disso aqui, você viu como é difícil de ir embora, mas é bom demais sentir esse carinho, é, e saber que a gente é amado no lugar que você tá”, afirmou.
Gana sempre! Felizes, componentes da Portela cantam forte no ensaio de rua
A Portela realizou seu último ensaio de rua, antes do ensaio técnico da Sapucaí, no último domingo. Cantando Milton Nascimento com o enredo “Cantar será buscar o caminho que vai dar no Sol”, dos carnavalescos André Rodrigues e Anrônio Gonzaga, os componentes da Majestade do Samba treinaram na rua Carolina Machado, entre Oswaldo Cruz e Madureira, com forte canto. A Portela encerrará os desfiles do Grupo Especial na terça-feira de carnaval, dia 03 de março.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
Júnior Schall, diretor de carnaval, deu seu parecer deste ensaio pré-Sapucaí. “Hoje, na Carolina Machado, que é aquele local do ponto mais técnico, como a gente costuma dizer, entendemos, pré-ensaio de avenida, que a gente tinha que observar, preponderantemente a dispersão da escola. Então a gente, por algum momento, ‘segurou’ ali, para poder analisar ala por ala, a potência de canto, analisar segmentos, os núcleos, visando toda uma jornada que foi feita até o pré-ensaio, para entender como é que as alas estão sustentando o canto até a apoteose da Avenida. Fizemos essa análise, esse estudo, e a gente entende que a Portela está muito bem”, comentou o diretor de carnaval ao CARNAVALESCO.
Mestre-sala e Porta-bandeira

Marlon Lamar e Squel Jorgea apresentaram uma dança tradicional, com bastante segurança e suavidade nos passos do casal. Momentos mais intensos de giros e da coreografia de ambos na simulação da apresentação para a cabine dos jurados.
Harmonia
Sem a presenca de Gilsinho, Bruno Tinoco foi quem comandou o canto dos portelenses, seguindo bem o estilo do intérprete principal. A comunidade entoou forte os versos do samba enquanto passava pela Carolina Machado. Foi boa a condução do cantor e do restante da ala musical da Azul e Branca.
Evolução
Com os componentes das alas bem animados, a Portela teve uma evolução tranquila, entre alas normais e as coreografadas que virão para o desfile da agremiação. Sem embolar, nem correr.

“Falei no início do processo que não era cantar muito durante um tempo, era cantar com alta intensidade ao longo de muito tempo e a Portela está fazendo isso e o melhor, com uma evolução individual muito potente e coletiva também. As pessoas estão expressando a alegria em cantar o samba e em celebrar Milton Nascimento na evolução da escola. Isso é muito valioso”, complenetou Schall sobre o processo de harmonia e ecolução da escola.
Samba-Enredo

Com um bom rendimento da obra pelo carro de som, os componentes também cantanram bem forte os versos do hino da Portela para o próximo carnaval. Bruno Tinoco e a ala musical portelense sustentaram bem o samba permitindo que a canção se sobressaísse durante o ensaio de rua.
Outros destaques

Bianca Monteiro reinou com muita elegância à frente da “Tabajara do Samba”, usando um vestido branco e ao final sambando com um grupo de carianças. A bateria de mestre Nilo Sérgio veio bem firme e realizando uma apresentação muito boa durante o treino da escola. A comissão de frente não esteve presente no ensaio de rua.
Impecável! Viradouro mantém excelência em ensaio de rua com comunidade em perfeita sintonia com o samba
A Unidos do Viradouro deu continuidade à sua maratona de ensaios de rua e realizou mais um treino no Centro de Niterói, na noite do último domingo. Embalada por um samba que conquistou a comunidade e impulsionada pela força de quesitos extremamente competentes, a atual campeã do carnaval carioca voltou a apresentar um desempenho impecável, reafirmando seu alto padrão de excelência.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
Antes do ensaio, o presidente de honra da escola, Marcelo Calil, incentivou os componentes a darem o seu máximo, destacando o alto nível das escolas neste carnaval. A comunidade entendeu o recado e respondeu à altura, cantando com intensidade do início ao fim. Mais uma vez, o desempenho musical da vermelha e branca de Niterói foi impecável, com Wander Pires e mestre Ciça como peças-chave desse sucesso.
Em 2025 a Viradouro levará para a avenida o enredo “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. A narrativa homenageia Malunguinho, figura histórica e espiritual ligada à resistência no quilombo do Catucá, em Pernambuco. A vermelha e branca de Niterói será a terceira escola a pisar na avenida no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. No próximo domingo a escola realizará o último ensaio na Amaral Peixoto, os demais serão na Sapucaí.

Ao final do ensaio o diretor de harmonia, Dudu Falcão, falou ao CARNAVALESCO. “Como sempre, tem sido muito bom. Cada vez que nos aproximamos mais do desfile, as coisas vão se ajustando ainda mais. Acredito que, daqui a duas semanas, estaremos na Sapucaí. Depois que pisarmos lá, não voltamos mais — é foco total. Então, vamos aproveitar ao máximo o nosso último ensaio aqui na Amaral Peixoto, que acontece na semana que vem. Depois disso, é só soltar a musculatura e se preparar para o grande desfile. Ainda teremos dois ensaios técnicos e, claro, o grande dia. Se Deus quiser, será a quarta vez que vamos visitar a Sapucaí como campeões, e espero que os componentes sigam a energia e entrega que temos demonstrado até aqui”, disse o diretor.
Mestre-sala e Porta-bandeira
A passagem do casal Julinho e Rute no ensaio do último domingo pode ser definida como o equilíbrio perfeito entre força e delicadeza. A dupla exibiu seu já tradicional vigor, mantendo firmeza em todas as paradas para os jurados.

A coreografia combina momentos de leveza com outros de maior intensidade, como na passagem “a quem do mal se proclama, levo do céu pro inferno”, quando eles dão as mãos e fazem um movimento rápido em direção ao chão. O impacto desse instante foi imediato, arrancando aplausos do público.
Harmonia e Samba
O desempenho musical da Viradouro merece todos os elogios. Desde a introdução do samba até sua condução ao longo do ensaio, tudo transborda qualidade. A potência vocal de Wander Pires torna a apresentação ainda mais especial, enquanto o entrosamento entre o carro de som e a bateria de mestre Ciça se aprimora a cada treino, resultando em um encaixe perfeito.
Essa combinação impulsionou o canto de uma comunidade que defende sua obra com unhas e dentes. A garra dos componentes mais uma vez impressionou, deixando claro que o samba deste ano foi uma escolha acertada. Os versos “O rei da mata que mata quem mata o Brasil” e o refrão “A chave do cativeiro// Virado no Exu Trunqueiro// Viradouro é catimbó// Viradouro é catimbó// Eu tenho corpo fechado// Fechado tenho meu corpo// Porque nunca ando só” voltaram a ser os momentos de maior explosão no ensaio.

Evolução
Elogiar a organização da Viradouro pode parecer redundante, mas a cada ensaio a escola prova que é possível superar expectativas. Mais uma vez, todas as alas atravessaram a Amaral Peixoto de forma compacta, com os componentes vibrando e cantando com intensidade, uma marca registrada.

Grupos performáticos apresentaram protótipos de elementos que serão utilizados no desfile oficial, e já causaram um impacto visual. As alas coreografadas também se destacaram, com um excelente efeito cênico e uma sincronia de movimentos que se consolida a cada apresentação.
Outros Destaques
A Amaral Peixoto foi, mais uma vez, tomada pelo público ansioso para acompanhar o ensaio da atual campeã do carnaval. Muitas crianças marcaram presença, e o apoio a todos os segmentos da escola foi notório.

Uma das mais ovacionadas da noite foi a rainha de bateria, Erika Januza, que apostou em um figurino dourado e esbanjou seu já habitual carisma à frente dos ritmistas da “Furacão Vermelho e Branco”.
Avassalador! Componentes da Imperatriz cantam o samba de ponta a ponta e público delira com comissão de frente e casal
No último domingo, 2 de fevereiro, em que se celebra o Dia de Iemanjá, os gresilenses tomaram a Rua Euclides Faria, em Ramos, para cantar e dançar a jornada de Oxalá ao reino de Xangô. A comissão de frente, coreografada por Patrick de Carvalho, arrebatou o público novamente elevando as expectativas para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, que foi muito aplaudido em diversos momentos de suas apresentações nas simulações para os módulos de jurados.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
A força do canto da comunidade da Imperatriz também teve grande impacto durante o ensaio. Durante 75 minutos, os componentes se fizeram ouvir da primeira à última ala e foram acompanhados pela voz do público que foi assistir e também estava com o samba na ponta da língua.
O diretor de carnaval André Bonatte avaliou o ensaio e contou sua expectativa para o primeiro ensaio técnico na Sapucaí, dentro de duas semanas.

“A escola está pronta! O que eu vejo é que a escola está consolidando um sentimento de cada semana estar melhor. No que se propõe um ensaio de rua, nós estamos entregando muito bem Evolução, Harmonia, Samba-enredo. Nós vemos aqui também a questão do andamento, a escola toda certinha. Eu estou ansioso para chegar logo o desfile. O ensaio técnico é um formato novo. Nós já estamos ensaiando na Avenida – naturalmente, comissão de frente e casal em função das quatro paradas -, mas acho que isso é o que mais nos coloca em uma situação de novidade. A escola vai parar quatro vezes e nós temos que fazer um andamento para que isso não deixe o desfile parado. Essa mecânica de fazer isso funcionar é o que estamos esperando para ver no dia. Mas isso já está sendo ensaiado, nós vamos refletir lá o que fazemos aqui. E é uma grande festa! O ensaio técnico hoje já tem esse sentimento de um pouquinho de disputa, já que vocês [CARNAVALESCO] avaliam e todo mundo avalia. Nós vamos para lá para ser o melhor ensaio técnico. É sempre assim que a Imperatriz chega. Onde nós vamos, queremos ser a melhor, porque é assim que vai refletir na Quarta-Feira de Cinzas, se Papai do Céu Oxalá permitir.”, declarou André Bonatte.
A Imperatriz será a segunda escola a desfilar no domingo, 2 de março, primeiro dia de desfile do Grupo Especial. O enredo “Ómi Tútu ao Olúfon – Água fresca para o senhor de Ifón” está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira. Durante a última semana, a presidente Cátia Drumond anunciou a renovação do contrato de todos os segmentos do time de 2025 para o Carnaval 2026.
Comissão de Frente

Desta vez, Patrick Carvalho trouxe para Rua Euclides Faria a versão da coreografia que representa Oxalá. O integrante que interpreta o orixá protagonista do itan demonstrou um trabalho de corpo impressionante que prende a atenção pelo combinação de expressividade e sutileza, pelo corpo muito curvado, mas de movimentos leves. Enquanto o Oxalá aparenta calma, os outros integrantes da coreografia ora fazem passos curvados como a entidade ora são ágeis com movimentos rápidos e intensos. Em alguns momentos, a encenação sugere que os componentes estarão segurando algum artefato. Essa “ausência” não tira o brilho da apresentação que foi muito aplaudida.
Mestre-sala e Porta-bandeira

Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro arrancaram aplausos do público a cada movimento bem executado. A energia do mestre-sala e a delicadeza da porta-bandeira se complementam durante a apresentação. O casal mostra conexão entre si e com a plateia gresilense. Os movimentos suaves do bailado tradicional encontram os passos mais firmes de características afro, tudo isso acompanhado de giros precisos, confiança transmitida pelo olhar e a alegria que transmitida pelos dois.
Harmonia e Samba-Enredo
A composição da parceria de Me leva, Thiago Meiners, Miguel da Imperatriz, Jorge Arthur, Daniel Paixão e Wilson Mineiro está na boca de cada componente da Rainha de Ramos. Fica evidente durante o ensaio que esse samba-enredo tem momentos de virada que fazem o gás dos integrantes renovar com constância. Exemplo disso é força que os desfilantes cantam partes como “Oní sáà wúre! Awure! Awure!”, “Orinxalá destina seu caminhar”, “Ofereça para Exu”, “Mas o dono do caminho não abranda”, “Justiça maior é de meu pai Xangô” e “Preceito nagô a purificar”.
Do carro de som, o intérprete Pitty de Menezes mostrou mais uma vez sua destreza em conduzir este samba, sua capacidade de incentivar as alas a cantar cada vez mais e sua conexão com a bateria do Mestre Lolo. A comunidade também se mostrou impecável e não deixou o hino da escola cair.

“Cada ensaio a Imperatriz vem crescendo mais no canto. A escola está cantando demais, está praticamente pronta para poder chegar na Avenida, dar um sacode, mostrar a garra da Zona da Leopoldina e buscar essa décima estrela. A tão sonhada décima estrela.”, avaliou Pitty.
O intérprete também comentou sobre a chegada do ensaio técnico na Sapucaí: “O ensaio na Sapucaí, o ensaio técnico, embora seja um treinamento, nós vamos colocar em prática tudo estamos ensaiando aqui. Estamos ensaiando há bastante tempo, a comunidade já dominou o samba. Desde a disputa, a comunidade já vem cantando esse samba. Embora tenha responsabilidade do treinamento, a escola tem que brincar carnaval, fazer o que a comunidade faz que é cantar muito e mostrar para o mundo o que a comunidade de Ramos é capaz de fazer.”
Evolução

A Imperatriz fez um ensaio muito coeso. A escola já desfila na Euclides Faria simulando as quatro cabines de jurados, permitindo testar a fluidez mais próxima do real dos componentes, no dia do desfile. As alas coreografadas passaram evoluindo com bastante garra, assim como a alas comuns desfilaram com alegria foliã, sem muita rigidez para além da divisão demarcada das alas.
Outros destaques

A bateria do mestre Lolo apresentou bossas que mexeram tanto com os desfilantes quanto com o público que foi assistir. A levada da “Swing da Leopoldina” permitiu que os desfilantes se mantivessem animados e com vontade seguir até o final com energia. A rainha de bateria, Maria Mariá, mostrou seu carisma puxando as crianças da comunidade para sambar com ela, evidenciando que a Imperatriz já tem o seu futuro.
Um ponto que deve ser mencionado é a quantidade de alas coreografadas. Eles elementos trazem dinamismo para o desfile, demonstram conexão com o enredo e captura a atenção do público.
Mais imagens do ensaio

Bateria é destaque do ensaio técnico da São Lucas
Por Naomi Prado e fotos de Fábio Martins
A Unidos de São Lucas realizou seu segundo treino para o carnaval de 2025. Com o canto ainda mais potencializado, a escola mostrou que se integrou bem ao Grupo de Acesso 1 do carnaval paulista. A “bateria USL”, por sua vez, segue cada vez mais preparada tecnicamente, com bossas estratégicas e inovadoras. Levando o enredo “Ijexá”, assinado pelo carnavalesco Fernando Dias a agremiação será a primeira escola a se apresentar no domingo de carnaval.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
Comissão de frente
Uniformizados com camiseta da escola e calça preta a ala, comandada por Jonathan Santos, levou 15 integrantes sendo um deles o elemento principal que podemos reconhecer como Exu. A comissão realizou movimentos tradicionais do quesito alternando com movimentos que condizem com o enredo.

Em um ato, todos os componentes sobem para o tripé contracenando com o elemento principal. No topo do tripé estão três estruturas de tambores que são tocados no momento em que todos sobem para esta cena.
A coreografia se mostrou eficiente para a proposta do enredo, cumprindo o elemento obrigatório que é apresentar a escola e saudar o público.
Mestre-sala e Porta-bandeira
O primeiro casal se mostrou sincronizado durante a apresentação nos módulos. Executando coreografias oriundas de passos afro-brasileiro, Erich e Victoria realizaram um bom ensaio. Embora o vento estivesse forte o pavilhão se manteve desfraldado, com muita força e leveza a porta-bandeira soube tecnicamente passar por essa situação. Em conversa com o CARNAVALESCO, Victoria analisou o desempenho do casal no segundo ensaio técnico.

“Hoje encontramos um pouquinho mais de dificuldades devido à chuva e ao vento, mas conseguimos superar, conseguimos passar por cima de tudo isso. Independente de qualquer coisa, nós demos o nosso melhor, como sempre viemos dando. Sempre estamos muito empenhados em conseguir fazer o melhor, independente das adversidades que passem durante a pista. Nós sempre estamos aqui para dar o melhor do Erich e da Victoria, com toda certeza”, disse.
“Nosso condicionamento físico, nossa garra demonstrada na Avenida e, como a Victoria bem mencionou, nós conseguimos superar bem. Uma das grandes coisas de um desfile carnavalesco é de fato a superação. Do recuo para cá começou o vento e tudo mais, mas nós conseguimos passar bem, graças a Deus, então acho que esse é o grande ponto de superação. É a garra, o preparamento físico que a escola vem dando suporte, nós viemos nessa pegada”. complementa, Erich.
Harmonia
O canto da escola segue sendo um dos pontos mais assertivos dos ensaios realizados. Em um modo geral todas as alas realizaram um bom desempenho ao que se refere a canto. A performance do carro de som também contribuiu para o sucesso do desenvolvimento dos componentes, animando constantemente os foliões a ala aproveitou o ótimo samba-enredo que a escola levará para 2025.
“O canto, tem sido muito forte, a arquibancada vem participando bastante. É um samba que nos ajuda muito”, celebra o diretor de harmonia César Oliveira.
Evolução
A escola realizou um bom recuo de bateria e desfilou com um andamento contínuo mostrando que estão empenhados em gabaritar o quesito. Os componentes evoluíram de maneira expontânea e leve demonstrando felicidade ao fazer parte da agremiação. Com um bom nível técnico, as alas desfilaram compactas.

Samba
O intérprete Tuca Maia e seu carro de som realizaram um excelente ensaio. O intérprete fez cacos que chamavam os componentes para evoluírem mais. A ala musical evidenciou o alto nível do samba-enredo. Fazendo uma boa e constante perfomance na avenida a ala demonstrou entrosamento não só com a escola, mas também com a bateria e com o público presente.
Outros destaques
A “Bateria USL” foi o grande destaque desse segundo ensaio técnico. Com clareza e precisão na execução das bossas, a bateria de mestre Andrew Vinícius também trouxe criatividade e qualidade. O mestre avaliou o desempenho do quesito em comparação ao último ensaio.

“Melhorou bastante coisa, a confiança da bateria já é tudo, se estamos confiantes, é difícil algo dar errado. O ritmo veio tranquilo, não caiu mesmo com a chuva então eu gostei bastante’’, relata.
Além do bom desenvolvimento dos ritimistas e seus diretores destaca-se a rainha da bateria Pepita, que veio representando a orixá Oxum, trazendo uma performance deslumbrante e de muita elegância.
A São Lucas manteve um nível surpreendente para uma escola que acabou de subir do Acesso 2. Estão cada vez mais preparados tecnicamente, demonstrando que estudam o regulamento e que estão no Acesso 1 por fruto de muito trabalho. A agremiação tem grande potencial de incomodar as demais concorrentes.
Veja mais imagens do ensaio


