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Empolgada e focada! Mangueira mostra força e emoção no penúltimo ensaio de rua
Com todos os quesitos quentes e prontos para o desfile, Mangueira fez da Visconde de Niterói baile de favela, terreiro de macumba e palco de mais um ensaio de rua empolgante e focado. Em seu penúltimo ensaio de rua, a comunidade mangueirense incorporou o samba e fez uma verdadeira festa pela Visconde de Niterói. A escola que fechará o domingo dos desfiles, sendo a quarta escola a desfilar, com o enredo “À flor da terra – No Rio da negritude entre dores e paixões”, desenvolvido pelo carnavalesco Sidney França, apresentou um espetáculo na representação de tudo que o seu samba diz.
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Da comissão à última ala, o “orgulho de ser favela” é nítido e vibrante. A escola apresentou uma animação total, era visível que o pedido do diretor de carnaval Dudu Azevedo foi atendido, a comunidade floresceu pelas vielas e festejou aos pés do morro.
Comissão de frente

Após a apresentação representativa e muito elogiada no primeiro ensaio técnico, os coreógrafos Karina Dias e Lucas Maciel seguem apresentando uma comissão aguerrida, negra e em total encontro com o enredo. A performance que enaltece a figura do “cria” segue impactando o público e passando a mensagem de resistência e poder da negritude. Além dos aspectos técnicos, como uma coreografia muitíssimo bem ensaiada e alinhada entre os componentes, a apresentação é didática e impactante, a visão que se tem é de que só falta o figurino e o quesito está pronto para o desfile.
Mestre-sala e Porta-bandeira
Se tem um trecho do samba enredo que possa descrever o casal da Mangueira, “Força de Matamba” é o mais apropriado. Matheus Olivério e Cynthia Santos fizeram uma belíssima apresentação, a sincronia do casal é exalante, tudo se encaixa, tudo funciona e tudo se encontra. Mas nesse ensaio a postura de ambos foi totalmente diferente entre eles.

Matheus, com o cabelo descolorido, apresentou em seu bailado uma figura malandra e descontraída, já Cynthia performou uma força descomunal, sisuda e aguerrida. Podemos especular que seja um spoiler para o que teremos no desfile ou apenas uma performance especial para o ensaio. Mas é inegável que o efeito causado chama a atenção e vai de encontro com o enredo. Foi interessante assistir o casal apresentando a mesma coreografia, mas com papéis diferentes, há versatilidade no pavilhão verde e rosa.
Harmonia
Com um chão forte e uma comunidade interpretando o samba de maneira visceral, a Mangueira passou de forma excelente pela Visconde de Niterói. O canto passou alto e uniforme por todas as alas, as coreografadas desempenharam muito bem suas coreografias levantando a passagem da escola. Mas o destaque fica para as alas comuns, que, inegavelmente, entenderam a letra do samba e o objetivo do enredo. A Mangueira estava em festa.

Evolução
Apesar da passagem pulsante e aguerrida da escola, não houve problemas no circuito. As broncas dos harmonias e coordenadores de alas, comum em todas as escolas, não foi notada de forma demasiada nesse ensaio da Mangueira, a percepção é de que a comunidade já sabe o que tem que fazer na Sapucaí, todas as alas ensaiaram de maneira solta e descontraída, convidando o público para interagir com o samba e a bateria, que com suas bossas, brinca muito com os componentes. A escola ensaiar na Visconde de Niterói foi o maior acerto dessa temporada de ensaios de rua da Verde e Rosa.

Samba-enredo
Se ainda houver críticas acerca do samba da Mangueira, a comunidade desconhece. O samba é cantado da primeira palavra até o último verso. Nos apagões da bateria e do carro de som, a comunidade chega junto e não deixa o canto cair.
Ao fim do ensaio, o diretor de carnaval Dudu Azevedo avaliou o desempenho da escola em seu penúltimo ensaio de rua.

“Hoje foi uma emoção danada, a gente fechar o domingo aqui nesse período de Visconde de Niterói foi lindo. Tecnicamente a Mangueira é uma escola que está fazendo os últimos ajustes, a gente sempre tem ajustes, a gente sempre bate papo, agora mesmo a gente estava reunido e amanhã tem reunião no barracão como toda segunda-feira. A Guanayra deu para nós uma rua do tamanho da Marquês de Sapucaí, com a mesma distância entre as cabines de jurados e a gente conseguiu realizar ensaios próximos do que tem que ser feito na avenida. Aqui a gente vê o tempo de chegada da comissão, aqui a gente vê a evolução do componente, a gente vê a evolução da escola, a gente vê a comunicação nossa no rádio. É um grande treinamento num campo com as medidas oficiais, então tecnicamente estamos nos últimos ajustes”, contou o diretor.

Outros destaques
“É dela o trono onde reina o samba”, este trecho descreve a rainha Evelyn Bastos que, como sempre, reina absoluta à frente da bateria e cativa todo o público presente. A pista foi invadida por um grupo grande de crianças que correram abraçar e dançar com a Evelyn que interagiu com eles até o fim do ensaio, ela reina!
Outro ponto sempre relevante é o público presente no ensaio, que faz do encerramento uma festa, comprovando que a Visconde de Niterói é o lugar ideal para a Mangueira ensaiar.

Último ensaio de rua da Portela confirma potência no canto da comunidade e entrosamento com Gilsinho como trunfo
Na despedida da temporada na estrada que leva o nome da Majestade do Samba, calçadas abarrotadas e a comunidade comparecendo em peso para prestigiar a Portela e passar boas energias para escola que agora ensaia na Sapucaí, no próximo sábado, no teste de som e de luz. Na pista o que se viu foi uma escola pulsando mantendo o nível forte no canto, capitaneados por um Gilsinho que se deu ao luxo de diversas vezes jogar o samba para os portelenses que sustentaram muito bem a obra. Em uma noite de muito calor na Zona Norte do Rio, quente mesmo estava no chão da comunidade que tem assumido o protagonismo desde os primeiros dias de preparação para o Carnaval 2025. Comprou a briga do samba e vai levando ele com uma harmonia potente para Sapucaí.
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O presidente Fábio Pavão analisou este último ensaio de rua e a temporada como um todo da Portela em preparação para o Carnaval 2025.
“A Portela chega muito bem, foi uma excelente temporada de rua aqui na Estrada do Portela, lá na (Rua) Carolina Machado, treinando a evolução, a harmonia, o entrosamento da bateria, carro de som, a alegria dos componentes se destacou durante todo processo e foi aumentando. A gente chega hoje no ponto ideal pra fazer um grande carnaval. Fizemos um bom primeiro ensaio técnico, foi positiva a nossa avaliação, vamos fazer ainda melhor no segundo e arrebentar no desfile é o que a gente espera”, avaliou o mandatário.

O diretor de carnaval, Junior Schall, também avaliou não somente este último ensaio de rua da Portela em Madureira como pontuou a preparação como um todo da escola, ressaltando a força e a energia que a Majestade do Samba chega para essa reta final.
“Avalio de uma maneira muito boa, é uma escola que chega afiada no final, é uma escola que chega fazendo acontecer. A Portela faz acontecer no chão, é chover no molhado porque a Portela sempre fez. Mas, está muito, muito feliz de novo. E a Portela estando muito feliz ela faz acontecer. Com a excelência que só a maior das campeãs possui: técnica, alma, força e felicidade. A avaliação é muito boa do que nós vimos no terreiro da Portela, no chão da Estrada do Portela e, em outros ensaios, na Carolina Machado. A Portela está entendendo que é fechar o carnaval. É óbvio que no dia 22 é o exercício para amplificação, porque sim, pode amplificar e vai amplificar e quando ainda mais no dia quatro, no desfile oficial, lá é o apogeu aqui é o estado de felicidade consciente”, comentou o diretor.

Em 2025, a Portela vai encerrar a terceira noite de desfiles do Grupo Especial levando para a Marquês de Sapucaí o enredo “Cantar será buscar o caminho que vai dar no sol – Uma homenagem a Milton Nascimento”.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Com a missão de abrir este ensaio , Marlon Lamar e Squel Jorgea desfilaram pelo chão da Estrada do Portela com sangue nos olhos buscando apresentar mais intensidade nos movimentos, mas sem perder a delicadeza de movimentos próprios para o casal e o sincronismo. Se, neste último ponto, talvez, ainda haja margem a ser atingida, principalmente pela qualidade e experiência do casal, a dupla teve como ponto positivo fazer uma coreografia mais limpa, sem buscar passos mais coreografados, trazendo do casal o que também casa muito mais com o enredo que é o próprio bailado clássico do mestre-sala e da porta-bandeira, visto que o homenageado também sempre empreendeu a sua vida pela delicadeza e sensibilidade.

Dessa forma, a preferência por uma bailado mais característico é tradicional foi um grande acerto. Um ponto também que não poderia ser ignorado foi a elegância da dupla neste último ensaio, com os trajes dos dois trazendo um belíssimo tom de prateado.
Harmonia
Mais uma vez, destaque do ensaio da Portela, a harmonia é um trunfo para o desfile em mostrar como o trabalho tem dado certo, visto que a comunidade tem mantido uma performance forte no canto já algumas semanas. O mérito da escola que conseguiu manter o trabalho e não deixar que o canto oscilasse ao longo dessa jornada. Mesmo com o forte calor, os componentes seguiam cantando, subindo a ladeira que é a Estrada do Portela quando passa da Rua Clara Nunes, inclusive, com bom canto das alas coreografadas, que conseguiam fazer seus movimentos sem baixar a intensidade do canto.

Antes do ensaio, o diretor de carnaval Junior Schall orientou a comunidade para que não fizesse o caco “eu acredito ” depois do trecho “quem acredita na vida não deixa de amar”, para que não pudesse se configurar no desfile para oo jurados como algo cantado que não está na letra apresentada. A comunidade absorveu bem a orientação e mostrou sua alegria no momento do versos cantado ele com toda força e alegria que vinha cantando, mas sem o caco como orientado.

No carro de som, mais uma vez Gilsinho mostrou o controle de sempre das ações, aproveitando alguns momentos do ensaio para deixar o samba na boca do povo que respondia aos pedidos do intérprete cantando ainda mais forte. Destaque para a introdução do ensaio com a música “Maria Maria”, de Milton Nascimento, mais uma vez, sendo interpretada e trazendo a comunidade para esquentar e estar pronta quando o samba-enredo mesmo era cantado.
Samba
O samba se colocou à serviço da comunidade e do carro de som. O andamento esteve dentro daquilo que a Tabajara do Samba gosta de trabalhar, mas ainda gera cuidados em termos de andamento, para não correr risco de ficar arrastado, visto que é uma obra mais melodiosa e de menor explosão, a não ser no refrão principal “Iyá chamou Oxalá preto rei pra sambar”. Os componentes têm jogado ele pra cima com a força do canto e tem sustentado bem o canto não deixando ele arrastar.

Houve um bom trabalho do carro de som para destacar alguns trechos que se tornaram “queridinhos” da comunidade como o bis “Quem acredita na vida não deixa de amar” e o refrão do meio “nessa estrada,é sonho, é poeira”, baseado em alguns sucessos de Milton. Até o teste de som, a Portela ainda terá mais um ensaio de canto na quadra, uma oportunidade para trabalhar ainda mais o samba, unindo comunidade, carro de som e Tabajara.
Evolução
Na evolução, algumas dificuldades inerentes a Estrada do Portela, como ser uma subida em boa parte do trecho do ensaio e, neste último particularmente, a grande quantidade de pessoas nas calçadas que em alguns momentos acabam transbordando para a pista e atrapalhando um pouco o deslocamento dos foliões. Mas, isso tudo, não será problema no desfile, só foram enumerados aqui para dizer que ainda assim a Portela fez uma evolução positiva, tendo fluidez, apresentando um bom deslocamento sem ficar exagerados períodos parada e sem acelerar demais.

A fluidez foi de uma escola que estava curtindo o momento e brincando carnaval. E as alas coreografadas que não eram em demasia, abrilhantaram o desfile com seus movimentos, como uma ala no início que apresentava saias e produziam um bonito efeito. Outro destaque, foi uma ala já para o final, vindo logo em seguida ao terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira que faziam uma teatralização mostrando tristeza, dor, sofrimento, talvez representante a parte do enredo que fala dos anos de chumbo, mas já na parte final do samba terminavam a sua performance com muita alegria. No geral, uma evolução bem eficiente para o ensaio na Estrada do Portela, já que em geral a evolução é mais testada pela Portela nos ensaios da Rua Carolina Machado, em que o terreno é mais plano.

Outros destaques
A rainha Bianca Monteiro chamou a atenção com o seu já costumeiro samba no pé e com um chapéu de Panamá com fita no azul da Portela. Algumas alas tinham um adereço na cabeça, um sol, um chapéu, algumas fininhas de acetato que produziam um bonito efeito, principalmente o que vinha em tons dourado ou prata.

No final do ensaio, ao som da bateria de mestre Nilo Sérgio, os segmentos e a comunidade protagonizaram um momento de muita alegria cantando e pulando com o samba, festejando essa temporada de ensaios que chega ao fim em Madureira. Até o presidente Fábio Pavão se entregou e participou da “festa” junto com a rainha Bianca, o casal de mestre-sala e da, Marlon e Squel, o diretor de Carnaval Junior Schall, todos a frente da Tabajara do Samba junto com mestre Nilo. Energia muito positiva.
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Comunidade apaixonada! Mocidade encerra ensaios de rua com canto forte e grande público
Por Marcos Marinho e Marielli Patrocínio
Em uma noite de calor e com grande presença do público, a Mocidade Independente de Padre Miguel realizou o seu último ensaio de rua na Guilherme da Silveira. A escola tem se destacado na pré-temporada do Carnaval 2025 com uma harmonia forte e um samba-enredo que conquistou a comunidade. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira não estive presente ao treino. A comissão de frente, formada exclusivamente por homens e coreografada por Marcelo Misailidis, apresenta uma proposta de transição entre a automatização e a carnavalização da humanidade.
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No início da noite, o intérprete Zé Paulo Sierra homenageou as agremiações que foram atingidas pelo incêndio da confecção Maximus na última quarta-feira,
“Quero me solidarizar com o Império Serrano, Unidos da Ponte e Bangu pelo ocorrido na fábrica da Maximus. Que as coirmãs possa se reerguer e que as autoridades possam fazer algo pelas escola de samba, principalmente nos grupos de Acesso. Esse ensaio é dedicado a esse povo que tanto ama carnaval”, declarou antes de cantar o samba-enredo “Sonhar não custa nada!”, de 1992.
O diretor de carnaval, Mauro Amorim, em entrevista ao CARNAVALESCO, analisou a pré-temporada do carnaval 2025 da Mocidade.

“Com certeza, hoje foi o nosso melhor ensaio. É possível ver uma comunidade apaixonada pela sua escolas, uns segmentos muito fortes na rua, um trabalho técnico que foi abraçado desde o primeiro dia de ensaio de canto na quadra, no final de outubro. Em abril já estava rolando reunião, capacitação de harmonia, reunião de direção. A gente começou muito cedo, basicamente esse ano a gente não parou. O trabalho começa muito cedo e hoje a gente vê o resultado do trabalho da comunidade, o reflexo do que a gente planejou muito lá atrás mesmo. Estou muito feliz com o resultado do nosso trabalho de rua. A gente tinha o compromisso de tentar fazer desse ensaio o melhor ensaio. É nítido que a força da nossa comunidade provou que a nossa estrela pode renascer”, declarou o diretor de carnaval.
Comissão de Frente

Não se pode negar que a proposta da comissão, coreografada por Marcelo Misailidis, é inequívoca e bem apresentada por um elenco formado exclusivamente por homens. É notório que o coletivo performa a transição de uma humanidade automatizada para uma humanidade carnavalizada. A coreografia, marcada por giros, saltos e movimentos dinâmicos, convida os espectadores a uma leitura descomplicada do enredo. Em contrapartida, levando em consideração o que vem sendo apresentado na pré-temporada de carnaval, vale a pergunta: com que movimentos os corpos das mulheres transicionam para o futuro que a Mocidade tematiza em seu enredo?
Harmonia e Samba-Enredo
O último ensaio de rua destacou um dos pontos mais sólidos da Mocidade: a harmonia. O canto da escola evidenciou como o samba-enredo empolgou a comunidade, que interpretou a obra com clareza e intensidade. Esse desempenho é resultado da sintonia entre o carro de som e a bateria, que fornecem as bases necessárias para que a comunidade cante de forma unida e com energia.
Em entrevista ao CARNAVALESCO, o intérprete Zé Paulo Sierra analisou o último ensaio de rua da Mocidade. “É um balanço positivo. Acho que a gente vem numa boa crescente e demonstrou um pouco do que a gente pode fazer no desfile, de evolução, de canto e aqui a gente não tem o contingente todo. É uma rua que não é nem de perto o que é a Marquês de Sapucaí, mas essa comunidade é incrível. Eles cantam demais, eles amam muito essa escola, dão muito carinho para a gente e eu gosto muito. Eu estou muito feliz aqui”, declarou.

Já o líder da “Não Existe Mais Quente”, Mestre Dudu, falou sobre o trabalho da bateria em cima do samba-enredo nessa pré-temporada de carnaval.
“Para a minha felicidade, a escola acertou o samba que é a cara da bateria. É um pouco diferente do ‘Caju’, que viralizou no carnaval do ano passado. É um samba que eu tive que colocar o beat um pouco pra frente. A nossa bateria é o tempo todo cadência. Estou botando as paradinhas em cima da melodia do samba e esse samba me deu muita brecha pra isso. Por ser um samba muito melódico e que é a cara da Mocidade. Estou muito feliz, o trabalho está pronto”, afirmou.

Evolução
A evolução foi um dos quesitos que enfrentou alguns desafios. Na despedida da Guilherme da Silveira, o desempenho da ala de passistas chamou atenção por abrir um buraco entre as passistas femininas e os passistas masculinos, na altura do 4º módulo dos jurados. Além disso, alguns desalinhamentos foram observados na bateria, comprometendo momentaneamente a progressão dos ritmistas. Da metade para o final do trajeto, a escola acelerou o ritmo. São pontos que precisam de ajustes finais para garantir um desfile redondo na Marquês de Sapucaí.

Outros Destaques
Quem sempre rouba a cena dos ensaios da Mocidade pelo carisma e samba no pé é a pequena Maitê Mendes. A 1º princesa da Estrelinha da Mocidade virá como destaque da ala dos passistas no desfile oficial da escola mãe. Ela conversou com o CARNAVALESCO e contou como está se sentindo com o carinho do público e com o convite para vir como destaque:

“Estou muito animada, meu coração está a mil. Eu me sinto muito acolhida, abraçada pela comunidade, me sinto maravilhosa. Desde 2 anos eu iniciei nessa escola linda, na Estrelinha, e agora recebi o convite para ser destaque”, revelou a pequena.
Já no fim do ensaio, Maitê protagonizou um momento família com a prima Gaby Mendes, musa da escola, à frente da bateria “Não Existe Mais Quente”. Esbanjando samba no pé, as primas mostraram que o samba está no sangue e no chão de Padre Miguel.
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Casal é destaque em último ensaio técnico da Dom Bosco de Itaquera
Por Naomi Prado e fotos de Fábio Martins (Colaboraram Lucas Sampaio, Gustavo Lima, Will Ferreira e Nabor Salvagnini)
A Dom Bosco de Itaquera concluiu seus treinos no Sambódromo do Anhembi no último sábado na preparação para o Carnaval 2025. Mais uma vez, o primeiro casal foi o grande destaque da agremiação. A escola contará o enredo “O Circo Místico das Ilusões” assinado pelo carnavalesco Fabio Gouveia.
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Comissão de Frente
Coreografada por André Almeida a comissão se apresentou com um tripé, realizando coreografias marcadas em cima do samba-enredo. Tendo dois personagens principais um deles sobe no tripé e solta um pó azul, interagindo com o público e logo após os bailarinos que estão na parte de dentro do tripé soltam papel picado.

Mestre-sala e Porta-bandeira
Foi uma ótima tarde para Leonardo e Mariana. O casal apresentou muito sincronismo durante o desenho de pista e também na apresentação aos módulos. Executando uma apresentação mais tradicional o casal encantou o público. Ainda com o vento mediano em frente a arquibancada Monumental a porta-bandeira com muita classe e força manteve o pavilhão desfraldado.

A porta-bandeira Mariana avaliou este último treino: “Nesse ensaio nós conseguimos seguir ainda melhor. A nossa escola encaixou o andamento, que foi uma coisa que nós tivemos um pouco de dificuldade no primeiro ensaio. Esse foi bem mais agradável, nós conseguimos fazer um andamento bem melhor, encaixamos as cabines, a evolução contribuiu muito para o nosso trabalho e é isso, é seguir trabalhando para o grande dia. Saio daqui hoje muito contente com o nosso trabalho que realizamos durante esses 20 ensaios aqui no Anhembi”, disse.
Leonardo contou ao CARNAVALESCO qual é o ponto alto do casal: “Nós temos uma conexão e eu acredito que se construir uma dança, um trabalho, o principal é ter conexão, ter sintonia, se olhar, se entender e até mesmo ter a percepção de quando o outro vai deixar de fazer alguma coisa”, avalia.
Harmonia
Com um bom canto toda a comunidade sabia a letra do samba. Ainda se faz necessário “incorporar” a alegria do enredo para que possam dançar e evoluir de maneira mais expontânea contudo houve uma melhora em relação ao ensaio anterior. A ala musical liderada por Rodrigo Xará fez um bom desempenho ao tentar reter a atenção do público e chamar a comunidade para evoluir.

“Nós tivemos um primeiro ensaio muito bom, tivemos algumas coisas para corrigir e hoje viemos dentro daquilo que a gente vai fazer no desfile. Temos algumas coisas ainda para corrigir, mas saímos muito satisfeitos da pista hoje. Acredito que no dia 2 vocês vão ter uma surpresa com o circo místico das ilusões da Dom Bosco.
Um ponto para a gente ajustar até o dia do desfile talvez alguma coisinha em relação à evolução porque sempre tem alguma coisa e ajustar um pouquinho de andamento. Hoje a gente veio com a escola dentro do andamento que estamos acostumados, mas normalmente a gente sai um pouquinho antes com a comissão mas não vai mudar muita coisa para o desfile não”, avalia o diretor de harmonia Ricardo.
Evolução
Como dito acima é de extrema relevância que os componentes se divirtam ainda mais ao evoluir, para que possam desfilar de maneira dançante e alegre assim como o enredo pede e ajudar a harmonia da escola. Em determinado momento quando o samba diz -“Bravo, bravíssimo”- toda a escola bate palmas agregando na evolução geral. A agremiação veio compacta e organizada.
Samba-enredo
O samba da Dom Bosco é de fácil entendimento e teve um bom desempenho neste último ensaio técnico com isso a obra pode ser facilmente cantada pelos componentes. O intérprete oficial Rodrigo Xará avalia o desempenho da escola para 2025.

“Acho que a gente vai fazer um grande desfile, estou bem feliz. O Fábio Gouveia não gosta muito a gente fala, mas o baracão está lindo. A gente já vem fazendo um trabalho de longos anos, mas tem gente ainda que acha que é surpresa. Para quem acha que isso, se surpreenderão na avenida. Tenho certeza que a Dom Bosco vai fechar o carnaval com um grande estilo”, afirmou.
Outros destaques
A bateria da Dom Bosco realizou um bom ensaio técnico, em harmonia com toda a parte musical da escola, os ritimistas e diretores dirigidos pelo mestre Bola realizaram bossas coesas e precisas.

“O ensaio foi muito bom, melhor que o outro, sempre tem alguma coisa para arrumar mas saio satisfeito, estamos quase 100% com a avenida. A execução das bossas melhorou bastante, o andamento foi constante e não caiu, foi muito bom”, avaliou o mestre.
A escola teve uma evolução significativa nesse ciclo de ensaio técnicos, demonstrando potencial para crescer ainda mais. Ajustando algumas questões em relação a evolução, a Dom Bosco mostrará que está apta e que pode surpreender.
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Harmonia é destaque em ensaio técnico do Imperador do Ipiranga
Por Naomi Prado e fotos de Fábio Martins (Colaboraram Lucas Sampaio, Gustavo Lima, Will Ferreira e Nabor Salvagnini)
A Imperador do Ipiranga realizou na tarde do último sábado seu primeiro e único ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi. A harmonia da escola foi o grande destaque, com um canto forte e uma comunidade dançante. A agremiação levará para avenida em 2025 o enredo “Abrakadabra” assinado pelo carnavalesco Anselmo Brito.
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Comissão de Frente
Treinada pelo coreógrafo Diego Costa, a ala veio acompanhada por um tripé. Três grupos de bailarinos se apresentaram, e fizeram cenas com passos tradicionais do quesito mesclando com movimentos teatrais. Caracterizados com roupas que remetem o enredo, a comissão parece estar levando a sério o conceito “Abrakadabra”, dois personagens que parecem ser mágicos, neste ensaio, pareceram esconder o jogo sobre o que podemos ver no dia do desfile.

Mestre-sala e Porta-Bandeira
Apesar da forte chuva e da redução da dança o casal Naiomy Pires e Alex Malbec foi preciso em suas apresentações para os módulos, a dupla apostou em executar o bailado tradicional do quesito, deixando de lado grandes coreografias em cima do samba-enredo, o que resultou em uma dança clássica, limpa e coesa.

Harmonia
A harmonia foi o grande destaque deste ensaio, a comunidade não se deixou abater pelas condições climáticas e desfilou com um bom canto. O carro de som liderado por Rodrigo Atração também fez um bom desempenho com o público e com a comunidade.
Evolução
Os componentes desfilaram de maneira dançante com bexigas na mão e até coreografia em parte do samba-enredo. Permanecendo alinhados os componentes conseguiram evoluir de maneira leve em meio a forte chuva.

Samba-enredo
A Imperador tem um samba-enredo com potencial de conquistar o público pois é um tipo de obra que contém partes “chiclete”. Em poucas passagens o folião já se encontra cantando o refrão principal. É uma letra fácil de aprender. Além da boa obra, a parte musical da escola executou sua função com muita harmonia, Rodrigo Atração, intérprete oficial, fez cacos que chamavam o público.

Outros destaques
A bateria “Só quem é” regida pelo mestre Renato Fuskão, que é estreante para 2025, veio com um bom andamento pensando na harmonia e evolução da escola no entanto que, realizaram uma bossa para mostrar realmente que a comunidade esta cantando. A rainha de bateria Jessica Bueno junto com o rei Roberio Theodoro e a princesa Sarah fizeram um ótimo recuo, e trouxeram muito glamour nas vestimentas.

A agremiação demonstrou ter quesitos seguros podendo chamar atenção das demais escolas do Grupo de Acesso 2.
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Quesitos ligados ao histórico samba-enredo se destacam em ensaio técnico da Tom Maior
Por Will Ferreira e fotos de Fábio Martins (Colaboraram Lucas Sampaio, Gustavo Lima, Naomi Prado e Nabor Salvagnini)
Qualquer que seja o motivo, uma música eternizada é capaz de protagonizar momentos inesquecíveis. No carnaval não é diferente. Reeditando um samba-enredo inesquecível embalado por um intérprete inspirado e uma bateria conceituada, a Tom Maior fez o segundo ensaio técnico para o enredo “Uma nova Angola se abre para o mundo! Em nome da paz, Martinho da Vila canta a liberdade!”, originalmente apresentado em 2009, que será o quinto a desfilar no domingo de carnaval (02 de março), no Grupo de Acesso I.
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Comissão de Frente
Se, no desfile de 2009, o quesito entrou para a história do carnaval paulistano com as agruras da Guerra Civil Angolana como tema, nada melhor que se inspirar nela: os componentes de 2025 vieram fantasiados com muito verde-oliva, tal qual um exército. Havia um personagem de destaque inteiramente fardado, os bailarinos que estavam no chão vinham com coletes e calças listradas e quem estava no tripé (inteiramente descaracterizado) vinham com camisas militares. Tal inspiração no histórico desfile reeditado, entretanto, acaba por aí: a coreografia idealizada por Yaskara Manzini é bastante alegre e com muitos sorrisos e danças para festejar – ao contrário da que passou pelo Anhembi há onze anos, ideaizada por Luiz Mario Vicente.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira
A indumentária de Ana Paula Sgarbi e Ruhanan Pontes já deixava claro qual escola estava iniciando o ensaio técnico: a porta-bandeira estava inteiramente de amarelo, enquanto o mestre-sala veio majoritariamente de vermelho – cores da agremiação. Os já conhecidos giros bastante céleres da dupla se fizeram presentes, tal qual a simpatia, os sorrisos e a sincronia obtida por mais um ciclo carnavalesco completo juntos. E assim foi, com tudo funcionando à perfeição, em três dos quatro módulos de jurados. No segundo, no momento em que ambos estavam se apresentando, uma corrente de vento tentou atrapalhar um dos giros – o pavilhão vermelho e amarelo foi bravamente defendido por Ana Paula, que rapidamente voltou a desfraldá-lo. Destaque, também, para Ruhanan, que executava movimentos de kuduro – ritmo tradicional angolano.

Ruhanan exaltou a dupla com a porta-bandeira e refletiu sobre a temática desenvolvida pela agremiação: “A evolução já está no nosso sistema, no nosso enredo. Tentamos falar de uma nova Angola. Portanto, a gente está se renovando.Oo enredo é reditado, e acho que estamos em cima disso, de renovar essa Angola, de renovar essa escola, para ela voltar para o lugar que ela tem que estar. Estamos fazendo isso junto, estamos completando 15 anos de parceria e, nesses 15 anos, a gente sempre fala de não cair na mesmice. Sempre tentamos evoluir cada vez mais. No primeiro e no segundo ensaio técnico nós evoluímos. Tivemos um probleminha com o talabarte nesse, mas a gente trocou muito rápido, o jurado não teria visto. Foi tudo bem”, destacou.
Já Ana Paula comemorou um desafio superado: “Eu gosto muito da nossa coreografia de cabine. É um desafio para mim. Não precisa ajustar mais porque a gente já trabalhou bastante. É um avanço do espaço coreográfico e eu estou girando muito, é um desafio e conseguimos superar isso. Temos que manter esse trabalho até o desfile – falta pouquinho. Está tudo certo”, tranquilizou.
Harmonia
Conhecida por ser uma escola de canto forte, um dos tantos segredos para que a agremiação tenha ótimo desempenho em tal quesito começa no esquenta. Com a execução do hino da escola e do samba-exaltação de maneira irrepreensíveis pela Tom 30, comandada por Mestre Carlão, e pelo carro de som (comandado por Gilsinho e com cantores conhecidos no carnaval paulistano, como Dida Mattos e Beah), os componentes já entram empolgados. O samba-enredo reeditado, certamente o mais lembrado da história da agremiação, idem. O resultado, como não poderia ser diferente, foi ótimo: um canto uniforme e forte ao longo de toda a avenida, com todos os componentes colaborando.

Diretora-Geral da Tom Maior, cuidado da direção de Carnaval e também de Harmonia da instituição, Erica Ferreira aproveitou pare relembrar uma data importantíssima para a agremiação: Temos mais um ensaio, mas de quadra. Tem algumas coisinhas pra ajustar, mas estou muito satisfeita, muito orgulhosa da nossa comunidade. Hoje comemoramos os 52 anos da Tom Maior – que foi ontem, mas a festa foi hoje. Sinto que melhoramos em relação espaçamento, ao andamento, e hoje estávamos com um contingente praticamente igual ao que vamos realmente colocar na avenida. No primeiro ensaio nós não estávamos com os carros, com à medida que seria a original – e hoje nós estávamos. Agora, é manter a alegria, o foco, o canto e principalmente a garra e o amor dessa nação, dos soldados e dos guerreiros vermelho e amarelo”, pontuou.
Evolução

Mais do que acostumada a desfilar no Grupo Especial e ter mais tempo para se apresentar, a Tom Maior teve uma gestão de relógio destacável, com todos os componentes evoluindo a contento – e, aqui, também está inclusa a liberdade para que eles estejam mais leves para brincar e curtir o samba, apesar do staff da agremiação ficar sempre atento ao alinhamento de cada grupo. Quando os componentes chegaram aos setores E e F (os mais próximos da Dispersão), a impressão é que a agremiação segurou o ritmo, para fazer com que os últimos desfilantes aproveitassem ainda mais os derradeiros instantes do ensaio técnico.
Samba

Unanimemente o samba-enredo mais conhecido dos 52 anos da Tom Maior, a canção, novamente, foi o alicerce de uma sólida apresentação vermelha e amarela. Com a potente voz de Gilsinho cada vez mais à vontade na agremiação da Zona Oeste paulistana e a Tom 30 comandada pelo mestre (e presidente) Carlão, a bateria, inclusive, entrou no espírito da reedição e também trouxe para o Anhembi, 16 anos depois, a convenção inspirada em ritmos africanos seguida de evoluções especiais na Monumental. O canto, forte e uniforme, foi ainda mais ouvido nas primeiras alas da agremiação – como a Tô no Tom e a Tom a Tom.
Gilsinho, por sinal, gostou do que viu e ouviu da agremiação: “Cantamos bem para a escola, cantamos o samba todo mundo juntinho, todo mundo fechadinho. Deu certo, o pessoal gostou bastante, a bateria sacudiu, foi tudo perfeitinho. Eu sou até suspeito para falar do samba, ele é conhecidíssimo pela cidade inteira, um samba que é muito bonito, tem uma construção muito bacana. Eu gosto para caramba desse samba aí! Foi muito bom a Tom Maior ter reeditado esse carnaval de 2009, facilitou bastante o trabalho. Vamos embora, vamos fazer o melhor possível já que faltam alguns dias para chegar nesse Anhembi e arrebentar!”, pontuou o intérprete.

O intérprete também pontuou algumas questões ligadas aos companheiros de microfone: No carro de som não mudou nada, cantamos do mesmo jeito. Acho que a escola que mudou um pouco, cantou mais. Achei bem mais empolgada que no primeiro ensaio. Ensaio é para isso: no primeiro fizemos um teste, no segundo ensaio consertamos tudo. Mantivemos tudo que vínhamos ensaiando no carro de som, já estamos trabalhando desde outubro praticamente. A gente já sabia o que tinha que fazer”, comentou.
Carlos Alves, o Carlão, presidente da Tom Maior e mestre de bateria da Tom 30, foi outro componente importante a refletir sobre o ensaio técnico: “A tendência, quando você faz os exercícios de repetição, é sempre melhorar. Creio que nós chegamos no último ensaio técnico de uma maneira bem aceitável quanto ao andamento e à parte técnica. Agora, é esperar o desfile para repetir esse trabalho no dia que vale. Na bateria, o conjunto dos naipes se encontram e eles têm uma harmonia entre si. Esse é nosso forte”, ponderou.

Outros destaques
À frente da Tom 30, a rainha Andréia Gomes (madrinha) e Pâmella Gomes (rainha).
No carro de som, uma homenagem a Jurandir Motta Santos, o Jura, diretor de bateria e um dos integrantes da Direção de Carnaval da agremiação – além de participar de outras agremiações. Vale pontuar, também, que esse foi o primeiro ensaio técnico da agremiação após o falecimento de Lígia dos Santos Campos, integrante da Velha Guarda da instituição e mãe de mestre Sombra, da coirmã Mocidade Alegre.
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Com samba e casal como destaques, Gaviões da Fiel fazem ensaio contagiante que o carnaval de São Paulo esperava
Por Will Ferreira e fotos de Fábio Martins (Colaboraram Lucas Sampaio, Gustavo Lima, Naomi Prado e Nabor Salvagnini)
Os Gaviões da Fiel surpreenderam na escolha do enredo “Irin Ajó Emi Ojisé – A Viagem do Espírito Mensageiro”: pela primeira vez, a agremiação faria um desfile com temática afro. A escolha do samba-enredo também foi marcante, com a instituição elegendo o que era, para muitos, a melhor canção da safra. Nas apresentações fora de quadras (no minidesfile e nos dois primeiros ensaios técnicos), entretanto, a sensação é de que a obra ainda não tinha alcançado o teto do potencial que possui. Na terceira ida ao Anhembi, realizada neste sábado (15 de fevereiro), enfim a verve dos Gaviões se fez presente, com um samba na boca dos componentes, uma Harmonia competentíssima e quesitos fortes. No desfile, a Torcida Que Samba será a quarta a desfilar no sábado de carnaval (01 de março).
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Sempre acompanhando tudo que envolve as escolas de samba, o CARNAVALESCO acompanhou o último ensaio técnico dos Gaviões da Fiel no Anhembi e analisou, quesito a quesito, a apresentação:
Comissão de Frente

Os coreografados por Helena Figueira avançaram um pouco mais na apresentação da coreografia para o desfile. Apenas um integrante, postado em cima de um baobá em um tripe alegórico, não tem grande ligação aparente com os demais. Na base de tal elemento, ficam, sempre, ao menos dois integrantes da comissão de frente. A grande maioria, por consequência, apenas sobe no tripé em uma parte determinada da dança, ficando muito no chão – e executando uma dança bastante expressiva na passarela. Dos que ficam quase que o tempo inteiro tocando o asfalto, destaque para dois integrantes: um que recebe uma vassoura (que aparenta ser um cetro) e outro que vai à frente dos demais em diversos momentos da apresentação. Vale destacar, também, que o local em que as peças que aparentemente representam as máscaras africanas que norteiam o enredo não trouxeram problemas para se desencaixar – algo que foi visto em determinados momentos dos primeiros ensaios técnicos.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
A dupla formada por Wagner Lima e Carolline Barbosa foi mais uma a vir inteiramente nas cores da agremiação: enquanto o mestre-sala estava majoritariamente de preto, a porta-bandeira tinha uma indumentária repleta de branco com detalhes mais escuros. Wagner, como de praxe, executou passos de samba extremamente rápidos, com pulos inclusos e a já tradicional segurada no terno. Carol acompanhou o ritmo alucinante do companheiro, girando bastante e de maneira bastante célere. O sincronismo entre ambos também está afiado, como a pouca distância entre o pavilhão e o mestre-sala (sem se tocar em momento algum) reflete. A apresentação no segundo módulo, em especial, certamente está entre os melhores de todos os casais de mestre-sala e porta-bandeira do ciclo.

Cientes do bom desempenho na pista, a dupla aproveitou para falar sobre outros temas pertinentes aos Gaviões: “Foi bom ver toda a comunidade cantando, conseguindo conectar com a nossa coreografia e acertar os últimos pontos, foi muito bom. O Sol ficou no último domingo, hoje conseguimos melhorar os nossos posicionamentos de entradas e saídas do jurado”, destacou Carol. Wagner relembrou que o sábado também teve um compromisso anterior para a Torcida Que Samba: “Hoje, como o jogo do Corinthians foi antes, a galera conseguiu ver todo mundo, com a pista seca. O horário, o sábado de tempo agradável também. Foi só arrumar detalhes, algumas coisinhas, mas conseguimos sentir mais o chão da escola. A escola cantou legal, sentimos a arquibancada junto com a gente cantando o samba. Hoje foi mais para conhecer o Anhembi. Falamos em outro dia que o Anhembi vai mudando, e hoje você já vê a cor dos camarotes, eles mais arrumados, você vê onde abre para os jurados, vê o posicionamento. Começamos a nos achar mais no último ensaio por conta do Anhembi estar mais arrumado e a comunidade estar mais em peso, isso ajuda bastante”, detalhou Wagner
Harmonia
Os Gaviões da Fiel, novamente, usaram e abusaram da própria história para empolgar os componentes desde a Concentração. Com clássicos como “As Cinco Deusas Encantadas na Corte do Rei Gavião” (2003), “A Saliva do Santo e o Veneno da Serpente” (1994, reeditado em 2019), “Coisa Boa é Para Sempre” (1995) e os indefectíveis Hino do Corinthians e Hino da Resistência, a ala musical dos Gaviões, comandada por Rafael Malva, popularmente conhecido como Rafa do Cavaco, executou uma nova introdução para o samba-enredo, com início apenas nas cordas e com Ernesto Teixeira chamando a escola enquanto o restante carro de som entoa um canto de lamento e emenda no refrão de cabeça do samba-enredo – muito bem ensaiada, por sinal. A emoção foi tanta que todos os ritmistas deixaram os instrumentos no chão e se abraçaram. E a escola, enfim, teve o desempenho que se esperava com um samba-enredo tão elogiado: o canto foi bastante forte e quase que inteiramente uniforme. A já citada ala 10, Máscara Bamileque, teve um salto no canto bastante perceptível – muito embora ainda não esteja no nível da ala 12, Máscara Kwele, por exemplo – por sinal, uma das que apresenta o canto mais forte em toda a agremiação.
Ernesto Teixeira, intérprete da escola desde 1985 e eternamente a Voz da Fiel, teve a mesma visão: “Mais um um ensaio técnico, a gente vem crescendo bastante. Acho que hoje aqui foi o ápice. Já praticamente todos os componentes, tudo ‘cronometradinho’, o povo cantando o samba. Agora é esperar o dia do desfile principal com a fantasia e com os cargos alegóricos. Mas pelo que a gente viu aqui, os Gaviões estão bem organizados”, resumiu.

Alexander dos Santos refletiu sobre todo o ciclo carnavalesco: “Eu acho que o maior orgulho é o crescimento do trabalho. Nós pegamos um tema novo, um samba novo, um samba diferente, um samba gostoso, que você ouve que não enjoa. A comunidade foi abraçando e o trabalho foi crescendo. Nós pegamos horários diferentes, teve chuva no primeiro ensaio técnico, Sol de mais de 30°C no segundo. Eu acho que o trabalho cresceu com o passar do tempo e acho que terminamos com o melhor ensaio técnico que fizemos dos três. Eu acho que a escola está muito bem-preparada hoje, o contingente foi muito grande. Acho que chegamos muito fortes e preparados para brigar. No dia, tudo pode acontecer dentro da pista, nós sabemos, estamos no carnaval há algum tempo, mas nós chegamos muito confiantes no trabalho que fizemos nessa jornada”, comentou.
Mestre Ciro Castilho, comandante da Ritimão, bateria da escola, também gostou do que viu: “Eu avalio como muito positivo hoje. Viemos com aquela energia, o astral talvez que estava faltando. A gente avalia como muito positivo hoje”, sintetizou.
Evolução

Cobrava-se um canto mais uniforme dos Gaviões e ele apareceu no último ensaio técnico da Torcida Que Samba. A Evolução, que nunca foi um grande problema para a agremiação no ciclo, melhorou ainda mais na apresentação. A reportagem notou que os desfilantes, com a autoestima elevada por sentirem que o samba estava funcionando, brincaram ainda mais na avenida – além, é claro, de fazer movimentos predeterminados e movimentar muito os adornos que cada ala levava.
Samba
O canto forte da instituição já é um excelente indicativo do quanto o samba-enredo também funcionou. Ainda mais segura, a Ritimão, comandada por mestre Ciro Castilho, sustentou muito bem a canção e seguiu com a característica de estar um pouco mais cadenciada que em anos anteriores. Já o carro de som da instituição, comandado novamente muito bem por Ernesto Teixeira, apresentou uma novidade: no refrão do meio, os integrantes começaram a cantar um “ôôôô” bastante melódico que abrilhantou ainda mais a obra – tida como muitos como a melhor de todo o carnaval de São Paulo em 2025. Um teclado também se fez presente no carro de som, acompanhando a canção.
Ernesto destacou o trabalho feito pela agremiação: “É o trabalho do Rafa do Cavaco, nosso diretor musical, em parceria com o maestro Valdir dos Santos. Aí tem o Picuta, tem o Dodô, tem o Beba, só a parte de cordas. Teve também as meninas, a Fernanda Souza, a Fernanda Borges, a Zanza e a velha guarda dos Gaviões, que é o Luciano, o João 10, que já vem comigo há vários anos, e também tem o Iago que está começando vindo com a gente. É uma família que nós estamos formando. Este ano o samba pedia vozes femininas para fazer abertura e para dar um clima ainda melhor. Foi o que a gente fez e está dando certo, comentou.

Alexander contou como algumas palavras pouco comuns foram, pouco a pouco, corrigidas: “Foi um trabalho de formiguinha, um trabalho de meses. Quem está no carnaval sabe que os componentes vão chegando depois do Natal, vão chegando depois do Ano-Novo. As palavras foram trabalhadas semana a semana, com o componente chegando, pedindo para o componente cantar, mandar áudio cantando. Foi uma experiência totalmente nova para mim e para a entidade. Nós fizemos um trabalho de telão na quadra corrigindo palavras, parando as palavras. Chegamos com a escola muito confiante de cantar todas as palavras, mas foi uma novidade toda na jornada. Acho que chegamos muito confiantes no último ensaio técnico porque essa jornada toda de aprendizado com o samba foi muito legal”, relembrou.
Alguns trabalhos especiais também foram destacados por Ciro: “Estamos gostando tanto de trabalhar esse samba. Uma parte que não é refrão, por exemplo (‘aos nossos filhos, herdeiros de Luanda’), virou uma parte muito forte do samba. Não foi nada imposto, é uma coisa que naturalmente acabou saindo. Portanto, para nós, está sendo muito prazeroso trabalhar esse samba. Acho que segurar o andamento dele é importante na largada. É para ser mais cadenciado e executar as bossas direitinho, com bastante técnica. Os arranjos estão muito legais, também. Tem tudo para dar certo”, pontuou.
Outros Destaques
Pela segunda vez em um ensaio técnico nos Gaviões da Fiel, Sabrina Sato, rainha de bateria, estava presente. Um pandeirista a acompanhava, tal qual Neusa Andrade, mãe de Wilsinho, antigo diretor de bateria dos Gaviões que desfila à frente da Ritimão para homenagear o filho.

À frente da agremiação, além da diretoria da Torcida Que Samba, também estava a atriz Alessandra Negrini, corinthiana que costuma ser vista na Neo Química Arena e é rainha do Acadêmicos do Baixo Augusta, dos mais tradicionais blocos paulistanos.
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