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Voz do povo é combustível! Bateria da Grande Rio ensaia na Sapucaí e ainda celebra performance no ensaio técnico

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A Grande Rio realizou seu ensaio especial de bateria, na noite da última quinta-feira, no Setor 11 da Sapucaí. Comandados pelo mestre Fafá, os ritmistas da agremiação contaram com a presença da rainha Paolla Oliveira, que participou ativamente do ensaio, e do carro de som conduzido pelo intérprete Evandro Malandro. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, Daniel Werneck e Taciana Couto, também marcou presença. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre Fafá, Evandro Malandro e o diretor de carnaval da Tricolor de Caxias, Thiago Monteiro, detalharam a importância do ensaio para a preparação do desfile de 2025.

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Mestre Fafá: ‘Respeito se conquista com trabalho e silêncio’

Mestre Fafá enfatizou a relevância de ensaiar no Setor 11, espaço que simula as condições acústicas da avenida: “É sempre importante, porque aqui temos uma noção do campo de jogo, um local aberto. Na nossa quadra, o som fica abafado pelos prédios, mas na Sapucaí a acústica é diferente. Agradeço ao pessoal do som, que enviou o carro em forma de desculpa pelo problema no ensaio técnico. A Paolla [Oliveira] também pediu esse ensaio para ajustar seu desempenho. Estamos entrosados e não escondemos nada: mostramos tudo nos ensaios para corrigir erros. Graças a Deus, tem dado certo”.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Sobre o reconhecimento da torcida, Fafá refletiu: “Conquistei esse carinho com trabalho. Quando fui anunciado como mestre, ouvi críticas. Segui a frase do meu pai: ‘respeito não é dado, é merecido’. Fiquei em silêncio, trabalhei e, com uma equipe maravilhosa, trouxemos o primeiro título. Agora buscamos o segundo. No último ensaio de rua, retribuiremos o amor da comunidade”.

Evandro Malandro: ‘A Grande Rio é minha mãe’

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Evandro Malandro, voz oficial do carro de som, destacou a relação de cumplicidade com a escola: “Esse ensaio é crucial para alinhar o carro de som com a bateria, mesmo após o problema técnico do último sábado. A Grande Rio mudou minha vida: me tirou de Nova Friburgo, me deu tudo o que tenho. É uma ficha que não cai — e não quero que caia. Me sinto em casa aqui”.

Thiago Monteiro: ‘Treino no campo é essencial’

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Thiago Monteiro, diretor de carnaval, reforçou a importância da familiarização com a avenida: “Quanto mais ensaios na Sapucaí, melhor. Aqui, ajustamos posicionamento, andamento e resposta acústica. Mesmo sem público, é um treino valioso. O ensaio técnico de sábado, apesar dos problemas, mostrou a força da nossa comunidade cantando o samba sem o som”.

Expectativas para 2025: Voz do povo como combustível

Sobre o rendimento do samba em 2025, os entrevistados foram unânimes em destacar a energia do público.

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Evandro Malandro: “Quero o Carnaval já! O problema do som no ensaio técnico foi uma prova: a Sapucaí lotada cantou nosso samba do início ao fim. Isso é amor”.

Thiago Monteiro: “Espero o mesmo rendimento do ensaio técnico: harmonia, bateria e comunidade renderam como nunca. O samba é potente, e os problemas só nos fortaleceram”.

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Mestre Fafá: “A voz do povo é a voz de Deus. No ensaio técnico, a arquibancada cantou como nunca. Sabemos que no dia será desafiador, mas estamos prontos. Este ano, o Carnaval está equilibrado — todas as escolas têm sambas fortes. Quem ganha é o espetáculo”.

Veja mais imagens do ensaio

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O trem azul não para e a Portela lota o Vivo Rio em tributo emocionante para e na presença de Milton Nascimento

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Com a casa cheia, a Portela celebrou a obra, a figura e a trajetória de Milton Nascimento. A atmosfera no Vivo Rio remetia à Rua Clara Nunes, antecipando a grande homenagem que marcará a terça-feira de carnaval a uma das maiores vozes do país.

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Fotos: Guibsom Romão/CARNAVALESCO

Na segunda edição do show ‘O Céu de Madureira é Mais Bonito’, na última quinta-feira, o Vivo Rio esteve lotado para celebrar os sucessos de Milton Nascimento e da Portela. O homenageado do enredo “Cantar Será Buscar o Caminho Que Vai Dar no Sol” de 2025, além de marcar presença, dividiu o palco com cada um dos artistas convidados.

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Portelense, cantora, idealizadora e produtora do show, Teresa Cristina abriu o espetáculo cantando o clássico “Preciso me encontrar” de Cartola, em seguida ela discursou emocionada sobre o momento que a escola vive a importância do show.

“A Portela está trazendo flores em vida a um grande artista, gigante artista, gigante no Brasil e gigante no mundo. Milton Nascimento não se curva a ninguém. A presença do Milton é sagrada”, disse Teresa.

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Logo após, foi a vez da Velha Guarda da Portela se apresentar, cantando o “Hino da Velha Guarda da Portela” e “Esta Melodia”. Tia Surica entoou o clássico “Lama” da saudosa portelense Clara Nunes. A Velha Guarda também cantou os sucessos “Vivo Isolado no Mundo” e “Vai Vadiar” do também portelense Zeca Pagodinho e “A Chuva Cai” de Beth Carvalho.

Com os trabalhos abertos, Tereza voltou ao palco e começou a homenagem a Bituca. Cantando “Certas Canções” e “Um Girassol da Cor de Seu Cabelo”, Teresa iniciou o tributo a Milton.

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Logo após foi a vez da também portelense Roberta Sá homenagear Milton. O sucesso “Travessia” foi cantado não só por ela, mas por toda a plateia. Ao lado de Teresa Cristina, Roberta cantou “Tudo Que Você Podia Ser”, como uma parte da banda do show veio da banda original de Milton Nascimento, as versões cantadas ficaram lindas, pois os arranjos musicais eram os mesmos que as versões originais.

Maria Gadú foi uma das convidadas do show, não querendo disfarçar a admiração por Bituca, no meio de uma canção que ela estava cantando, Maria saiu do palco e foi pedir benção ao homenageado. Com sua voz emocionante, a cantora cantou o clássico “Caçador de Mim”, deixando todos os presentes emocionados. Ao lado de Tereza, Maria cantou “Fé Cega, Faca Amolada”.

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Cantando o hit “Nada Será Como Antes”, a Cigarra soltou a sua voz, Simone que ganhou este apelido do próprio Milton Nascimento, também esteve presente na primeira edição do show e falou sobre como se sentiu ao saber que o grande amigo e ídolo seria homenageado pela sua escola do coração

“Quando eu era criança, eu ouvia o Milton e dizia que queria ser igual a ele. Estar aqui com ele e com os portelenses é uma imensa alegria. Quando eu descobri que ele seria homenageado, fiquei igual pinto no lixo, é como juntar duas potências do mundo, Portela e o Milton”, contou Simone.

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Criolo também se apresentou ao lado de Teresa Cristina cantando “Me Deixa em Paz”, sucesso de Milton Nascimento com Alaíde Costa.

Em seguida, Milton Nascimento subiu ao palco do Vivo Rio ovacionado e ao lado de Criolo, Bituca cantou a canção “Cais”. Ao lado de Roberta Sá, o artista cantou “Canção do Sal”

Com Maria Gadú ajoelhada e com a cabeça em seu colo, Milton cantou “Nos Bailes da Vida”. Com Teresa Cristina a música foi “Caxangá”. A penúltima música foi o clássico “Encontros e Despedidas” em um dueto com Simone. Milton se mostrou animado e com fôlego o suficiente para cantar seus clássicos ao povo da Azul e Branco de Madureira.

Para finalizar, todos voltaram ao palco, a Velha Guarda, bateria, musas, passistas e, sobre tudo, os artistas convidados e cantaram “Maria, Mania” com Milton. Sendo aplaudido em pé por todo o Vivo Rio.

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Depois foi a vez da Portela se auto-homenagear, com os sambas “Contos de Areia” de 1984, “Gosto Que me Enrosco” de 1995, “Quem Nunca Sentiu o Corpo Arrepiar Ao Ver Esse Rio Passar” do título de 2017 e “Um Defeito de Cor” do ano passado, Gilsinho e a Tabajara do Samba levantaram o público presente. Nem o ponto de Xangô ficou de fora na introdução do samba do ano passado. Além disso, Gilsinho repetiu o que tem feito nos ensaio de rua e cantou “Maria, Maria” fazendo o público do Vivo Rio vibrar com a sua versão e em seguida cantou o hino portelense para 2025.

O presidente Fábio Pavão discursou ao lado da presidente de honra da escola, Tia Surica, agradecendo a influência mineira na Portela.

“Agradeço a todos que contribuíram para que mais uma vez a Portela estivesse aqui. Agradeço ao Milton Nascimento e sua família, por mais uma noite inesquecível, como foi ontem na quadra com a nossa comunidade. A Portela tem muita identificação com Minas Gerais, desde o nosso fundador Antônio Rufino, que era mineiro, Clara Nunes, Noca da Portela e tantos outros. E hoje estamos aqui para cantar esse orgulho de Minas Gerais e do Brasil chamado Milton Nascimento”, discursou o presidente.

O show foi cercado de emoção e gratidão mútua entre Milton Nascimento e a Portela.

Tigre de guerra! Mordida, Porto da Pedra promete entrar forte na briga pelo retorno ao Grupo Especial

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Após o doloroso rebaixamento no carnaval de 2024, a Unidos do Porto da Pedra promete entrar forte na briga pelo título da Série Ouro em 2025, em busca do sonhado retorno ao Grupo Especial. No último ensaio de quadra da escola, na quinta-feira, os componentes e segmentos da Vermelha e Branca de São Gonçalo retratavam no olhar a disposição para a “guerra”, como canta o samba-enredo da escola, na disputa pelo campeonato. Em 2025, o Tigre será a quinta escola a desfilar no sábado de carnaval da Série Ouro, com o enredo “A História que a Borracha do Tempo Não Apagou”, de Mauro Quintaes, com pesquisa de Diego Araújo.

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Fotos: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

O presidente de honra da Unidos do Porto da Pedra, Fábio Montibelo, conversou com a reportagem do CARNAVALESCO sobre os preparativos da escola para o carnaval de 2025. Fábio afirmou que a comunidade de São Gonçalo está mordida e pronta para o desfile na Marquês de Sapucaí.

“A expectativa é a melhor possível, a escola está com um enredo bom, a comunidade está ‘p*ta’ e vamos para dentro deles. A escola vai vir bem pra caramba, muita gente vai se surpreender com a Porto da Pedra na avenida. Está tudo quase pronto. Esse negócio de escola falar que está tudo pronto, é tudo mentira. Carnaval se ganha na avenida. A Porto da Pedra vai fazer um belíssimo Carnaval”, afirmou Fábio Montibelo.

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Mauro Quintaes promete ‘briga feia’ pelo título da Série Ouro

Rumo ao sétimo carnaval na Vermelha e Branca de São Gonçalo, o carnavalesco Mauro Quintaes prometeu que a Porto da Pedra vai “brigar feio” pelo título da Série Ouro no carnaval de 2025. Mauro comentou, ainda, sobre o andamento dos trabalhos no barracão da escola. Segundo o artista, o incêndio na Maximus Confecções, nesta semana, não afetou o andamento dos trabalhos da escola.

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“A gente está caindo firme no barracão, as fantasias estão muito adiantadas. O meu carnaval foi direcionado para o Grupo de Acesso, o carnaval está dentro das condições da escola. A gente está trabalhando muito e agora estamos entregando o melhor, sem dúvida nenhuma. Vai ser um carnaval diferente, porque o meu carnaval não é o carnaval do adereço, do espelhinho e do galão, o meu carnaval é um carnaval de cenários, de esponjas, as esculturas são todas novas, não tem uma escultura reciclada, os materiais são todos novos, nós estamos com grandes pintores de arte, escultores. A escola vai entregar o melhor possível, não só para quem está lá assistindo, mas para a própria comunidade, que merece esse resgate. Estamos preparando um carnaval para brigar, vamos brigar e brigar feio para retornar ao Especial”, disse Mauro.

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Mauro também falou sobre o sentimento de retornar à Série Ouro, após um doloroso rebaixamento da Porto da Pedra no carnaval de 2024. “A gente já assimilou todo esse processo, que a gente sabe que é muito mais político do que artístico. A escola já voltou a ser o que era, com mais vigor e vontade de ganhar de novo”.

“Nós temos um grande enredo, um grande samba-enredo também. A escola está muito preparada para voltar ao seu lugar de origem que é o Grupo Especial. Tenho certeza absoluta que o resultado vai ser muito positivo”, completou Mauro.

‘Povo de São Gonçalo é guerreiro’, afirma mestre Paulo

Quem também continua na Porto da Pedra para o carnaval de 2025 é mestre Pablo, comandante da bateria “Ritmo Feroz”. Ao CARNAVALESCO, Pablo falou sobre o retorno da escola à Série Ouro e as expectativas para o próximo desfile. O mestre revelou, ainda, que retornará com a tradição de se fantasiar no dia do desfile no próximo carnaval.

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“O povo de São Gonçalo é um povo guerreiro, um povo que está acostumado, às vezes, com derrotas, mas tem derrotas que nos torna cada vez mais fortes. O povo está com sangue nos olhos, queremos voltar, vamos voltar, se Deus quiser, para o Grupo especial. A escola está cantando muito, está ensaiando muito, o presidente não está medindo esforços para colocar a escola no lugar que ela merece estar. A bateria ‘Ritmo Feroz' tem um diferencial, que além de a gente tocar, a gente transmite alegria, transmite a nossa verdade”, ressaltou mestre Pablo.

“O trabalho está pronto, a gente já ensaiou bastante e mostramos isso no ensaio técnico. Agora, é só lapidar, lapidar para chegar brilhando no dia 1º, a 5º escola. Estou otimista, estou confiante no trabalho da Ritmo Feroz. E vai dar certo, se Deus quiser, os 40 pontos vão vir”, completou.

Identificado com a Porto da Pedra, Wantuir revela estar ‘muito feliz’ no Tigre

Muito identificado com a Porto da Pedra, escola que o projetou no carnaval, o intérprete Wantuir terá, por mais um ano, a missão de comandar o microfone principal do Tigre. Ao CARNAVALESCO, Wantuir afirmou estar “muito feliz” na escola de São Gonçalo.

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“A gente está muito feliz. A escola acabou de descer do Grupo Especial e basta você olhar aí na quadra para ver que o povo continua. A vontade do povo é a mesma, a quadra está sempre cheia, é uma energia maravilhosa. Temos um enredo sensacional, um enredo que com certeza vai fazer a diferença. A gente está preparado, preparado mesmo. Vim agora do barracão e podem aguardar a Porto da Pedra muito forte, disputando o título. Eu tô sentindo o povo cantando, vendo as fantasias, o que a bateria tá fazendo, o Carnaval que nós estamos fazendo. A soma de todos esses fatores, vai ser um baita desfile”, disse.

De volta à Série Ouro, a Porto da Pedra será a quinta escola a desfilar no sábado de carnaval em 2025, com o enredo “A História que a Borracha do Tempo Não Apagou”, desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes, com pesquisa de Diego Araújo.

Carnaval de 2025 deve garantir R$ 12 bilhões em faturamento e 32 mil empregos temporários em todo o Brasil

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As festas de Carnaval por todo país prometem aquecer a econômica e o turismo nacional. Para 2025 é esperado um faturamento de R$ 12,03 bilhões, tornando esta edição a mais lucrativa, desde 2015. A projeção é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que estima um crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior.

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Foto: Arquivo MTur

Entre os setores que mais devem movimentar a economia no período, está o de “Bares e Restaurantes”, com projeção de faturar R$ 5,4 bilhões, seguidos pelo “Transporte de passageiros” (R$ 3,31 bilhões) e “Hospedagem” (R$ 1,28 bilhão). Juntos, esses segmentos responderão por 83% da receita gerada pelo turismo durante a folia.

Com esses indicadores positivos, o Carnaval de 2025 promete movimentar a economia, como explicou o ministro do Turismo, Celso Sabino. “O Carnaval é uma festividade cultural importante que também impulsiona o turismo, movimentando diversos setores da economia, gerando renda, empregos e inclusão. É uma oportunidade ímpar para empreendedores ampliarem seus negócios”, destacou Sabino.

Segundo a CNC, a alta na projeção da época carnavalesca deste ano está na expectativa da entrada de turistas internacionais no Brasil. A previsão é de que serão 868,4 mil visitantes vindo de fora do país, superando o recorde de 2018 e maior do que o registrado em 2024, quando foi registrado 833,3 mil turistas.

GERAÇÃO DE EMPREGOS – Para milhares de brasileiros, o Carnaval é uma oportunidade de renda extra impulsionada pela movimentação turísticas e pela oferta de empregos temporários. Ainda de acordo com a CNC, a expectativa é que sejam criadas cerca de 32,6 mil vagas no período, com maior concentração em bares e restaurantes (22,85 mil), hospedagem (4,06 mil) e transporte (3,31 mil). Após a folia, cerca de 7% dessas vagas podem se tornar efetivas, garantindo melhores condições de trabalho ao profissional que se destacar.

OCUPAÇÃO HOTELEIRA – Com a proximidade da festividade que este ano será em março, a movimentação na rede de hotéis em destinos tradicionais já está elevada. No Rio de Janeiro, 87% dos quartos devem estar ocupados, conforme estimativa do Sindicato Patronal dos Meios de Hospedagem da cidade (HotéisRIO). Em São Paulo, a média deve ficar em 73%, com algumas cidades do Litoral Norte, como Caraguatatuba, e da Baixada Santista, como Itanhaém, operando com lotação máxima, de acordo com as prefeituras.

No Nordeste, Salvador já registra 75% de ocupação hoteleira em janeiro, impulsionada pelas festas pré-carnavalescas, e deve manter ou superar esse índice nos dias oficiais da folia. Em Natal (RN), a ocupação hoteleira deve atingir 85%, um crescimento de 4% em relação ao ano passado e em Recife (PE), a expectativa o que 96% dos quartos de hotéis sejam ocupados.

Outros estados também projetam crescimento: Em Minas Gerais, a expectativa é de um aumento de 40% no faturamento da rede hoteleira. No Pará, os municípios do interior serão os principais destinos, com ocupação variando entre 85% e 100%, conforme o Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares do Estado (SHRBS-PA).

* As informações são da Agência Brasil

Ponto facultativo ou feriado no carnaval 2025 no Rio de Janeiro?

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A Prefeitura do Rio e o Governo do Estado publicaram nas edições do Diário Oficial, na última quinta-feira, a decisão sobre os dias de carnaval em 2025. A terça-feira é considerada feriado nacional. No caso municipal, haverá ponto facultativo nos dias 28 de fevereiro (sexta), 3 de março (segunda) e 5 de março (quarta de cinzas).

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O governo estadual também determinou que órgãos públicos tenham ponto facultativo nos dias 28 de fevereiro (sexta), 3 de março (segunda) e 5 de março (quarta de cinzas).

Vale lembrar que o funcionamento será normal em atividades que não podem ser suspensas.

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‘Samba da Mocidade vem com mensagem forte, letra fantástica e melodia para gabaritar na avenida’, afirma Zé Paulo

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O atual intérprete da Mocidade Independente de Padre Miguel, Zé Paulo, está vivendo um ótimo momento na escola. Amado pela comunidade, ele se prepara para o segundo ano consecutivo na Verde e Branca da Vila Vintém. Em uma conversa com o CARNAVALESCO, o cantor contou como está sendo essa experiência.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“Eu estou muito feliz aqui, porque com as coisas dando certo pelo segundo ano, e o povo todo cantando o samba, me faz crer que estamos no caminho certo. Agora que faltam duas semaninhas para o carnaval, vou focar ainda mais em deixar tudo mais afiado”.

Zé chegou na Mocidade depois de ter passado 10 anos na Viradouro. Apesar de ser considerado um ídolo na agremiação de Niterói, onde foi campeão em 2020 e vice-campeão em 2019 e 2023, ele saiu de lá penalizado pelos jurados. A escola, no entanto, anunciou que sua saída se deu em comum acordo entre as partes.

“Eu sei do meu potencial, fiquei chateado na época, mas também tenho que saber jogar o jogo, entender o que está acontecendo, tentar fazer uma autocrítica. Fiquei muito feliz com o convite para ser o cantor da Mocidade logo em seguida. A escola representa muito na minha vida por conta da sua grandeza e me sinto muito honrado de estar aqui. Agora tenho que retribuir todo esse carinho, com muito trabalho e dedicação”, comenta ele, sobre o episódio.

Em 2024, a Mocidade apostou em um samba-enredo ousado, que homenageava a fruta brasileira Caju. Apesar de ter furado a bolha carnavalesca e se tornado o samba mais ouvido do pré-carnaval, não agradou aos jurados na avenida.

“O Caju, não só para mim, mas para o carnaval como um todo, é um marco histórico. Me sinto muito feliz por ter feito parte dessa história. Quanto aos jurados, não tem muito o que falar. Estão ali para julgar, e acho que entenderam de outra forma. Um samba como esse merecia uma sorte melhor, até para termos mais sambas diferentes, mas como ele acabou não recebendo notas positivas, vamos sofrer mais um hiato de sambas populares. Mas, é um jogo que temos que saber jogar e entender como funciona”.

Nada disso parece ter abalado o intérprete, que está confiante no potencial do samba escolhido pela Estrela Guia em 2025. “Voltando para o futuro – não há limites para sonhar”, busca conscientizar a humanidade sobre o futuro e aborda as dificuldades que enfrentamos na era da tecnologia, ao mesmo tempo que tem uma letra leve e contagiante.

“Esse ano a gente vem com uma mensagem muito forte. A escola inteira e a comunidade já entenderam perfeitamente essa ideia e vem cantando muito bem. Esperamos que seja um samba funcional no desfile. Eu considero que ele tem uma letra fantástica e uma melodia ótima, que na minha opinião, é para gabaritar. Agora, vamos continuar trabalhando, executando, ouvindo, cantando, para que possamos chegar no dia oficial e fazer o melhor possível”.

Por onde passa, seja nos ensaios de rua, na Sapucaí ou nos eventos na quadra, Zé recebe bastante carinho da comunidade Independente. Muito carismático, ele levanta o público durante os ensaios, incentivando todos a acompanhar o seu canto, além de ser sempre simpático e atencioso com os admiradores que o param para pedir fotos ou abraços.

“Fico feliz com esse carinho. Acho que nasci com o dom de cantar e de estar perto do povo, e me sinto bem em fazer isso. Vou muito além disso, pois creio que tenho a missão de ajudar o próximo, e a música é capaz de fazer isso. Muita gente chega perto de mim e fala que estava triste, depressiva, mas quando me ouviu cantar, melhorou. É todo um conjunto que nos leva para perto da galera. Me sinto privilegiado por ter o mais importante que um artista pode ter: o reconhecimento do seu público. Agradeço também por ter pessoas do meu lado que me fazem trabalhar com tranquilidade. Procuro ser o mais carinhoso possível com eles”.

Quanto ao futuro, o artista ainda não tem certeza do que vai acontecer, mas expressa seu desejo pessoal.

“Eu gosto de trabalho longevos, logo, a minha intenção é permanecer aqui por mais alguns anos. Sei da rotação constante que acontece no carnaval, por conta do julgamento e dos anseios das escolas em ter que dar resultado. Mas o meu desejo é de ficar aqui por bastante tempo e, quem sabe, em um futuro breve, ter um título”.

Unidos de Vila Isabel divulga calendário de entrega de fantasias para o Carnaval 2025

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A Unidos de Vila Isabel anunciou o cronograma de entrega de fantasias para os componentes de oito alas que desfilarão no Carnaval 2025. A retirada acontecerá nos dias 15 e 17 de fevereiro, no barracão da escola, localizado na Cidade do Samba.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

No sábado (15/02), das 10h às 14h, os integrantes das alas 16, 18, 24 e 25 deverão comparecer para a retirada. Já na segunda-feira (17/02), das 18h às 21h, será a vez dos componentes das alas 2, 4, 5 e 7.

A apresentação de um documento de identificação com foto é obrigatória para a retirada dos trajes.

Última escola a cruzar a Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, a Vila Isabel levará para a avenida o enredo “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”, desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros. Com um trem-fantasma desembarcando em um grande baile, a azul e branca promete transformar o medo em festa ao carnavalizar as assombrações do imaginário popular.

Serviço – Entrega de Fantasias
Local: Barracão da Vila Isabel – Cidade do Samba
Data e horários:
• 15/02 (sábado) – 10h às 14h → Alas 16, 18, 24 e 25
• 17/02 (segunda-feira) – 18h às 21h → Alas 2, 4, 5 e 7

Estácio de Sá renova com carnavalesco Marcus Paulo para o Carnaval 2026

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O desfile de 2025 ainda nem aconteceu e a Estácio de Sá já começou a pensar na sua equipe para o próximoano. Guiado por um trabalho de barracão excelente, o presidente da escola, Edson Marinho, renovou com o carnavalesco Marcus Paulo para 2026.

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Fotos: Divulgação/Estácio

“O Marcus está com a gente desde 2024 e vem mostrando uma ligação muito forte com a escola”, comentou o presidente.

O artista foi um dos responsáveis pelo terceiro lugar da escola no carnaval de 2024 e se diz integrado a escola: “Eu estou muito feliz em estar na Estácio e seguir juntos contando histórias do nosso povo para 2026”, comentou.

Outro quesito já confirmado para 2026 é o coreógrafo da comissão de frente, Junior Barbosa, e toda equipe de criação.

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A Estácio de Sá desfilará no carnaval 2025 com o enredo “O Leão se engerou em encantado amazônico”.

Série Barracões SP: Nenê de Vila Matilde conta as raízes medievais de festas brasileiras

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Para 2025, a Nenê de Vila Matilde propõe uma artística viagem de quase um milênio. A Águia Guerreira volta à Idade Média para contar as origens medievais de festas brasileiras no enredo “Um quê de poesia e um tanto de magia, a arte de encantar o imaginário popular”, que será o sexto a ser apresentado no domingo de carnaval (02 de fevereiro), no Grupo de Acesso.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Para contar um pouco mais sobre o enredo e, também, sobre o trabalho realizado no barracão da onze vezes campeã do carnaval paulistano, o CARNAVALESCO entrevistou Danilo Dantas, carnavalesco da escola, no espaço em que são produzidas as fantasias e as alegorias do desfile matildense, localizado na Fábrica do Samba II, na Vila Guilherme, Zona Norte de São Paulo.

História já contada

Honrando o compromisso de sempre estar ao lado das escolas de samba, o CARNAVALESCO também esteve presente em um evento realizado pela Nenê de Vila Matilde em que o idealizador do enredo explicava a história que será contada na avenida para os compositores interessados ​​em entrar na eliminatória de samba-enredo . Realizado no dia 08 de maio, Danilo também aproveitou para contar do que se tratava o tema.

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Empolgado, ele explicou, com riqueza de detalhes, o que seria abordado: “O enredo parece ser complicado, mas não é. Eu aprendi a gostar de carnaval com enredo que tenha consistência, uma boa história. Falar de festas populares seria algo muito simples, e, quando eu comecei a pesquisar manifestações folclóricas no Brasil, descobri que todas elas têm algo em comum: ligações com o tempo medieval. Isso me pegou muito. Fazendo minhas pesquisas, criei esse conto – que tem o contador, o Poeta Trovador, que narra desde a Idade Média. Ele convida a Águia [símbolo da Nenê] para voltar àqueles tempos, com o surgimento do trovadorismo; passa pela chegada ao Brasil com os portugueses e demais europeus, que trouxeram tantos artistas para cá – incluindo os de rua e os mambembes. Todos esses artistas trouxeram muitas informações, histórias e livros, todos com histórias fantásticas da Idade Média. Entre eles, destaque para o livro “Os Doze Pares da França”, que falava sobre a guarda pessoal do rei Carlos Magno. Essa publicação dá origem a uma das principais atividades folclóricas brasileiras, a Cavalhada e o Reisado. É aí que começam a ter as ligações da Idade Média com o Brasil. Através dessa história, surge um grande visionário brasileiro: Ariano Suassuna. Na década de 1970, ele estava muito incomodado com as manifestações folclóricas brasileiras, que estavam perdendo força e sendo muito criticadas – e, aí, ele cria o Movimento Armorial. O armorial vem da Idade Média, mostrando que as manifestações folclóricas brasileiras nascem com uma raiz erudita, mesmo sendo popular. O maracatu, a congada, o cavalo marinho e tantas outras manifestações folclóricas brasileiras bebem do medievalismo – Suassuna percebeu isso com o manifesto e com o movimento”, abordou.

Ao ser perguntado sobre eventuais mudanças no que foi dito em maio, Danilo destacou que nada foi alterado: “Nada foi mexido em relação ao enredo. Desde a proposta inicial até o desenvolvimento, tudo está do jeito que foi falado no dia da apresentação do enredo para os compositores. Tudo se manteve, não mudou nada, graças a Deus. A gente está seguindo à risca todo o projeto. Não incluímos nada, também. Não tem que tirar nem pôr nada”, comemorou.

Alteração prévia

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A ideia original do enredo, de acordo com Danilo, teve uma mudança antes mesmo de começar a ser concebido: “Quando eu apresentei o enredo, inicialmente a ideia era para falar sobre o cordel, porque o Cordel sim vem da Idade Média – por meio das feiras medievais, já que os livros e as histórias eram expostos por cordas. Mas, pesquisando mais na história e conversando com um dos nossos diretores, ele perguntou por que a gente não abre mais esse leque para falar de outras manifestações folclóricas do Brasil. Foi aí que a gente, pesquisando, chegou nesse denominador final, fazendo essa ligação, esse pool entre a Idade Média, as festas populares brasileiras e o Movimento Armorial. Foi uma conversa informal, com um dos diretores da escola, que me fez abrir o leque do enredo. Mas, quanto à escola, eu apresentei quase onze propostas de enredo para a escola. A gente ficou em quatro no final e, dessas quatro, foi o que foi mais aceito por todos justamente por falar de brasilidade, por falar de Brasil, falar de história, ter luxo; mas, ao mesmo tempo, ter um colorido, falar de Nordeste. Foi o que foi mais aceito desde o início, inclusive pela Ala das Baianas, que foi uma das primeiras a me dar o aval e falar que queriam esse enredo”, lembrou, destacando a tradicional participação da comunidade matildense.

Difícil?

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Uma das principais críticas do universo do carnaval paulistano ao enredo da Nenê está em uma suposta dificuldade para compreender a história que será contada. Danilo tratou de responder e, também, de acalmar os torcedores da escola: “Não tenho dúvida que, com fantasias e carros alegóricos, o enredo vai ficar bem claro. O enredo conta uma história, não é um tema, é o que eu sempre falo. Isso não é um tema, isso é um enredo – e todo enredo tem um conteúdo, tem um destrinchamento. O enredo começa na Idade Média, que é onde começam os primeiros vestígios de arte popular na humanidade. Tudo tem um início, não surge do nada as coisas. O início de todas as manifestações folclóricas do mundo começa na Idade Média, começa nos tempos mais primitivos da humanidade. E não foi diferente, também, com as manifestações populares do mundo, as do Brasil não foram diferentes. O nosso enredo conta a história da arte popular desde a Idade Média e, também, chegando no Brasil. Basicamente é isso. Quando as pessoas falam que não sabem do que a Nenê está falando, eu sempre falo isso. A Nenê fala de artes populares brasileiras. Desde a história, no início da Idade Média, até chegar no Brasil, com o Movimento Armorial, fazendo um compilado de tudo isso. Quando entrar na avenida, todos vão ver um desfile basicamente cara crachá: vão ver Idade Média, vão ver a vinda dos artistas populares de rua chegando no Brasil e vão ver as festas populares que se manifestam no Brasil pelas ruas, pelos guetos, pelos vilarejos do país, que têm ligação com a Idade Média. Todas essas festas que a gente cita no enredo fazem alusão a histórias que aconteciam na Idade Média. É isso que a gente está querendo mostrar para as pessoas: que as festas populares brasileiras têm essa origem medieval. E o Ariano Suassuna pega tudo isso e, quando ele cria o Movimento Armorial, ele mostra para as pessoas que essas manifestações folclóricas do Brasil todas têm uma origem: a Idade Média, a Era Medieval – e esse Movimento Armorial se tornou relevante até hoje no Brasil”, pontuou.

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Há, por sinal, uma curiosidade que chamou atenção do carnavalesco durante as pesquisas para desenvolver a temática: “Esse enredo pode ser destrinchado em mais uns três ou quatro, se você parar para pensar. O que mais me deixou curioso é essa ligação que todas as manifestações folclóricas do Brasil têm – principalmente a congada e o reisado. Eles fazem a coroação de um rei, e esse rei é sempre uma alusão a Carlos Magno. Em alguns lugares do Brasil, a Dom Sebastião também, mas a gente preferiu pegar a história do histórico livre ‘Os Doze Pares da França’, que foi muito difundido na cavalhada de Pirenópolis, nas cavalhadas do Brasil inteiro, no reisado e na congada, para mostrar que a coroação de um rei é comum em quase todas as festividades do Brasil. Poucas pessoas param para pensar nisso. Todas as festas, no final, mostram a coroação de um rei. E, quando a gente vai pesquisar a história, vai ver que esse rei, no imaginário das pessoas, é Carlos Magno – que era uma figura mitológica também da Idade Média, que criou uma dinastia lá na Idade Média, e que essas histórias fantásticas dele, a luta dele contra os mouros entrou na cabeça dos brasileiros de uma tal maneira que fez gerar esse monte de manifestações folclóricas no Brasil inteiro. Se você pegar, durante o ano inteiro, todos os estados brasileiros têm manifestações folclóricas que têm ligação com a Idade Média. A gente só pegou um apanhado de algumas festas para poder colocar no enredo, mas ainda tem a representatividade do cavalo marinho, a presença também na festividade do bumba-meu-boi na Idade Média e por aí vai. São muitas histórias, dá para fazer vários enredos com um só condensando tudo isso. Achei bastante curioso”, refletiu.

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Prova de que o enredo é de fácil compreensão, na visão de Danilo, é o samba-enredo escolhido pela agremiação: “Os três sambas que foram para a final eram bem descritivos. O que decidiu e o que pesou para esse samba ter sido vencedor foi a melodia. Por ele ser mais para frente, por ele ser mais aguerrido. O refrão do meio tem aquela levada de dois refrões, uma com uma melodia pausada e a segunda mais corrida, mas que tem a mesma nuance. Mas, basicamente, os três sambas tinham esse descritivo: não era uma coisa subjetiva. Todos os sambas que estavam na final contavam bem o enredo. O que diferenciou foi a melodia, foi o jeito mais gostoso, mais malandreado que esse samba tem. O samba é meio cara-crachá, também: se você parar para ouvir e ler o samba, você vai entender o enredo. Isso pesou muito. Meu voto não foi decisivo porque todos da diretoria já sabiam bem do enredo, foi uma coisa meio que inconsciente”, relembrou.

Na avenida

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Indo contra uma tendência dos carnavalescos paulistanos para 2025, Danilo destacou que a apresentação matildense terá a divisão tradicional de apresentações de escolas de samba: “”Nosso desfile será setorizado. Nosso nome do enredo setoriza a escola. Um que é de poesia, ‘Um quê de poesia’ é o primeiro setor – que é a Idade Média, a era da Poesia, a era em que as ficavam presas nos castelos. Com a vinda do movimento do trovadorismo, ela sai dos castelos e começa a ganhar os burgos, as vielas dos entornos do castelo. Com a evolução da humanidade, começou-se a fazer impressões – e essas cantigas, que até então eram cantadas, passaram a ser escritas e começaram a ser expostas em cordas nas feiras medievais, para ter acesso a outras pessoas e se tornaram mais populares. No nosso primeiro setor eu falo da Idade Média, da era do trovadorismo. ‘Um Tanto de Magia’ é o nosso segundo setor, que é a vinda dos europeus ao chamado Novo Mundo – e quando eles chegam nas Américas, eles trazem com eles, também, vários artistas. Junto com esses artistas, eles trazem essas histórias fantásticas vindas da Idade Média. Está aí um tanto de magia, porque você começa a colocar a magia nas histórias brasileiras, nas festas brasileiras, no imaginário das pessoas. ‘A arte de Encantar o Imaginário Popular’ é o nosso terceiro setor porque Ariano Suassuna, a partir do Movimento Armorial, faz essa arte encantar o imaginário das pessoas de uma forma mais popular ainda – através de livros, através de filmes, através de encenações. O imaginário popular é o Ariano Suassuna viajando, colocando a Idade Média misturada com o Nordeste, uma coisa muito louca. o Ariano Suassuna era um cara fora da caixinha. No nosso último carro, a gente faz uma reverência ao Movimento Armorial, em que ele faz esse compilado de tudo que ele conheceu na história. Nosso enredo vai ser dividido em três setores”, confirmou.

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Para se adaptar à escola no primeiro ano trabalhando na Nenê, Danilo também fez uma pequena alteração no que habitualmente costuma fazer em apresentações: “Eu trabalho sempre com dois setores, mas a Nenê, por específico, já trabalha com três setores. A gente só destrinchou o último, a gente deu uma quebra para poder fazer o Movimento Armorial se tornar um terceiro setor. Na verdade, a gente, nesse terceiro setor, vai ter na avenida Os Guardiões do Movimento Armorial. Eles fazem a abertura do último setor, que é onde entra o maracatu e o reis ado. Poucas pessoas sabem, mas os estandartes do maracatu, a coroação que tem no reisado, são da Idade Média. Os pavilhões de escola de samba, muitas pessoas não sabem, mas eles também vêm das ideias da Idade Média.

Mascote em dose dupla

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Historicamente a escola mais ligada a um mascote no carnaval paulistano, a águia da Nenê de Vila Matilde terá participações (no plural) importantes no desfile: “Vão ser duas águias, uma abrindo e uma encerrando. A Nenê sempre tem isso com a águia, sempre ela teve isso. Mas, dessa vez a gente optou por colocar a águia em dois setores, em dois momentos: uma no estilo mais tradicional, de Nenê de Vila Matilde de azul, com as nuances que ela tem; e uma outra no último carro, em que ela vem com um tom diferente de cores – mas que não deixa de ser uma águia. Ela vem abraçando toda essa história e, no final, ela entende tudo. Eu sempre faço uma pergunta no início do enredo, e, nesse ano, ao pegar a sinopse, eu pergunto de onde vem a ligação de todas essas festividades. Por que o brasileiro gosta tanto dessas ligações, dessas festas? A águia volta lá na Idade Média para entender de onde vieram essas ligações. E a águia, no final do desfile, vem fechando esse desfile com a história que ela tanto buscou junto com esse trovador”, contou.

Trunfo e tranquilidade

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Ao ser perguntado sobre qual o grande ponto forte da agremiação para 2025, Danilo preferiu repartir responsabilidades: “Eu acho que o conjunto é o nosso grande trunfo. Não tem uma coisa que se destaca mais. O pessoal que vem aqui no barracão sempre fala que não sabe se gostou mais do primeiro ou do segundo carro, e eu sempre falo que eles vão gostar mais do terceiro – porque a gente vai caprichar tanto quanto o primeiro. Eu não tenho um xodó, eu gosto dos três. Mas o que vai pegar o que vai fazer com que ele se sinta representado, são o começo e o final da escola – de formas diferentes. A nossa águia percorre essa história toda junto com o nosso trovador – e ela vai encerrar o desfile, também. isso vai pegar o matildense. A abertura da escola, por mais que seja uma história medieval, uma história luxuosa, dvai ter a leveza da Nenê nas cores.

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Por fim, Danilo foi só elogios ao ritmo do barracão matildense: “O andamento do barracão foi bem tranquilo. A gente começou no finalzinho de agosto, no começo de setembro a gente já encerrou o abre-alas. o carro dois, para falar que não encerramos ainda, faltam as águias (que é uma coisa que a gente vai deixar para o final) e o nosso elemento da comissão de frente. De resto, a gente está cem por cento finalizado. Na comissão de frente, as indumentárias já estão prontas, os casais já estão prontos, as composições estão prontas, as fantasias da escola já estão cem por cento encerradas, graças a Deus. Falta um pouquinho de costura pra terminar, e o último carro, aquele último carro, eu tô deixando para o final, também – porque o tecido dele é mais claro eu não queria deixar ele muito tempo exposto também então a gente tem o último carro pra terminar e o carro ainda comissão de frente”, finalizou – é importante destacar que a entrevista foi realizada no dia 24 de janeiro e, desde então, a agremiação, obviamente, avançou na produção do desfile.

Ficha técnica

Enredo: “Um quê de poesia e um tanto de magia, a arte de encantar o imaginário popular”
Componentes: 2.000
Alas: 15
Alegorias: 03
Diretor de Barracão: Cristiano Paixão
Diretora de ateliê: Bruna Moreira (Babalu)

Pepita será destaque no desfile do Paraíso do Tuiuti

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Com enredo em homenagem a Xica Manicongo, considerada a primeira travesti não indígena do Brasil, o Paraíso do Tuiuti confirmou a presença da cantora Pepita como destaque no Carnaval deste ano. A cantora trans virá na segunda alegoria do desfile representando a passagem de Xica na Bahia, no período colonial brasileiro.

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Foto: Divulgação/Savio Reali

Pepita já esteve em um ensaio de rua da agremiação de São Cristóvão e ficou emocionada com a comunidade do bairro da Zona Norte do Rio.

“Foi uma experiência única, onde eu vi todas as pessoas da comunidade LGBTQIA + em um propósito. Vi mulheres trans, gays, drags cantando o samba com muita força, muito querer. As pessoas que eu olhava cantavam com vontade, falando de Xica, como se elas fossem a Xica dessa nova era, o que me marcou muito. Me deixou emocionada, pensei “é sobre isso.” É um enredo desafiador, falar da nossa comunidade, pois sempre é cercada de muito preconceito. Então ver uma comunidade na segunda-feira no meio da rua exaltando o nome da Xica Manicongo foi surreal. Fiquei muito feliz e empolgada”, afirmou a artista.

O Tuiuti será a segunda escola a desfilar na terça-feira de Carnaval. O tema é desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.

Outras lideranças trans também confirmaram presença no desfile, como as deputadas federais Érika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG); Indianarae Siqueira, fundadora da CasaNem; Eloína dos Leopardos, travesti e primeira rainha de bateria do Carnaval.