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André Rodrigues se desliga da Portela

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Após o desfile do Carnaval 2026, o carnavalesco André Rodrigues anunciou seu desligamento da Portela em suas redes sociais.

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André Rodrigues. Foto: Reprodução/INTERNET

Veja o comunicado na íntegra:

Hoje eu, sozinho, decidi me desligar da Portela.

Assim como ontem, sozinho, eu me responsabilizei por tanta coisa. Não sou um artista perfeito, mas tenho um compromisso inabalável com a melhor entrega de tudo o que faço. Isso, por diversas vezes, coloca sobre as minhas costas responsabilidades além da minha função. Eu não deveria ser a única pessoa na armação que sabia destravar um carro alegórico para garantir que a Velha Guarda desfilasse, mas eu era e fiz.

Além do carro, o dia de ontem mostrou como tenho junto a mim equipes (incluindo voluntárias) que acreditam em mim e no projeto. Mesmo exaustos, diante de tanto caos, se dedicaram em uma única tarde a fazer e refazer seus trabalhos para garantir dignidade ao desfile.

No final das contas, eu, praticamente sozinho, nesses anos lidei e lido com a responsabilidade de tudo, e também com ataques contra mim, agora em postagens sobre minha filha, um bebê de quatro meses. Honestamente, o ódio de internet não me assusta, mas ajuda a repensar prioridades. Quatro meses, tempo em que eu queria ter estado muito mais presente e não estive para garantir que esse carnaval chegasse na avenida de maneira digna.

Amei e amo profundamente a Portela real, sua história e suas pessoas, que me acolheram e me fizeram sentir parte de uma escola de samba.

Agradeço a todos da escola que entenderam a minha dedicação e o meu esforço, principalmente ao meu amigo Junior Escafura que fez do impossível um caminho seguro para se tentar. Deixo o meu carinho especial para a Velha Guarda, com quem eu aprendi tanto e por quem eu lutaria até o fim.

Obrigado, muito obrigado.

Unidos da Tijuca 2026: imagens das alegorias na área de concentração para o Carnaval 2026

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Mocidade 2026: imagens das alegorias na área de concentração para o Carnaval 2026

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Viradouro 2026: alegorias na área de concentração para o Carnaval 2026

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Beija-Flor 2026: alegorias na área de concentração para o Carnaval 2026

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Freddy Ferreira analisa a bateria da Portela no desfile no Carnaval 2026

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Um ótimo desfile da bateria “Tabajara do Samba” da Portela, sob o comando do estreante mestre Vitinho. Uma conjunção sonora impactante e bem dançante foi produzida. Bossas profundamente atreladas à cultura religiosa de matriz africana gaúcha foram exibidas com requinte. Um ritmo enxuto, equilibrado e muito bem sincretizado.

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Na cabeça da bateria da Águia, uma fileira sólida de agbês ajudou a dar molho na sonoridade das peças leves junto de ritmistas com tambores de Ilú, que também auxiliaram em bossas. Um naipe ressonante de cuícas deu brilho sonoro à parte da frente do ritmo, junto de agogôs sólidos, que pontuaram a melodia do samba em sua convenção rítmica. Uma ala de chocalhos de imensa qualidade coletiva tocou interligada a um naipe de tamborins de absoluta excelência musical. A produção de ambos os naipes em conjunto valorizou o belo trabalho envolvendo as peças leves. Sublime o balanço impressionante do carreteiro dos dois, evidenciando um casamento musical que fez com que as duas peças ecoassem de forma uníssona.

Na parte de trás do ritmo da “Tabajara”, uma afinação muito boa e pesada de surdos foi notada, ajudando na pressão sonora envolvendo as paradinhas. Marcadores de primeira e segunda foram vigorosos, mas bem precisos. Surdos de terceira com balanço bem envolvente ajudaram a destacar o grande trabalho dos graves. Repiques de boa técnica musical tocaram juntos de um naipe de caixas de guerra excepcional, com a clássica batida rufada praticamente uníssona.

Bossas bem musicais utilizavam a pressão sonora proporcionada por uma afinação mais pesada dos surdos para consolidar seu ritmo. Musicalmente densas, as paradinhas portelenses ajudaram a impulsionar o valente samba da escola de Osvaldo Cruz e Madureira, além de auxiliar os componentes da agremiação a evoluírem. Muito impactante a sonoridade dos graves no arranjo do refrão do meio, com marcadores potentes e uma conversa rítmica bem refinada. Praticamente todos os toques do Batuque (também conhecido como Nação) foram adicionados ao conjunto de bossas, conectando a sonoridade portelense à cultura religiosa de matriz africana do Rio Grande do Sul de forma sublime. Uma criação musical orgânica, intuitiva e bem atrelada à cultura gaúcha.

Uma ótima apresentação da bateria da Portela, na estreia de mestre Vitinho na Águia. Um ritmo bastante vinculado à musicalidade africana gaúcha foi exibido com classe e garbo. A sonoridade das paradinhas foi um diferencial, dentro de uma criação musical que valorizou o melodioso samba portelense, auxiliando os componentes no desfile. Uma pena não ter dado para fazer uma apresentação condizente com o grande ritmo que foi produzido na última cabine, sendo possível fazer somente a bossa da segunda do samba, devido a problemas de evolução. Mas nada capaz de tirar o brilho da grande estreia de Vitinho como mestre da bateria da “Tabajara do Samba”.

‘Esse desfile vai ficar marcado na história’, declara coreógrafo da Mangueira

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Com o enredo “Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, a Estação Primeira de Mangueira fechou a primeira noite de desfiles em grande estilo e se colocando como uma das candidatas ao título.

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Com coreografia assinada por Lucas Maciel e Karina Dias, em “Te Invoco do Meio do Mundo”, animais sagrados e uma árvore erguida ambientavam o público com a Amazônia Negra, território afro-indígena do extremo norte do Brasil.

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“Esse desfile vai ficar marcado. No que a gente se propôs a fazer, acho que conseguimos emocionar as pessoas”, disse Lucas em entrevista ao CARNAVALESCO.

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“É a realização de um trabalho que começa com muita antecedência e no desfile é a coroação”, complementou Karina.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Estação Primeira de Mangueira, Matheus Olivério e Cintya Santos, coreografado por Ana Paula Lessa, veio inserido na abertura do desfile da Verde e Rosa, personificando os participantes indígenas do Turé. O ‘Casal Furacão’, como é conhecido, fez uma apresentação com muita imposição, dança e elegância.

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“Sensação de dever cumprido. É um trabalho árduo. Espero que os jurados gostem. Viva a Mangueira e Mestre Sacaca”, disse Cinthya.

‘Esperamos voltar no desfile das campeãs’, declara mestre-sala da Portela

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Com o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará, a Oração do Negrinho e a Ressurreição de sua Coroa sob o Céu Aberto do Rio Grande”, a Portela foi a terceira escola a entrar na avenida e enfrentou alguns problemas durante o desfile, o maior deles, na entrada do quinto carro na avenida que apresentou dificuldades técnicas extremas para entrar na pista, gerando um buraco imenso no início do desfile, porém não nos módulos de julgamento. A escola permaneceu parada por muito tempo, o que obrigou as alas seguintes a apertarem o passo nos módulos finais para não estourarem o tempo. O diretor de carnaval da agremiação, Junior Schall, falou sobre os problemas enfrentados em entrevista ao CARNAVALESCO. 

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“A gente vinha muito bem até o quinto carro. Entendemos que ali houve uma falha de alguma ordem. Na curva seguramos o máximo que pudemos para que pudesse acontecer o acoplamento de novo da escola. Evidentemente, quando isso acontece, você tem ali um ausência de tempo prevista para uma situação como essa”, comentou.

Os problemas de evolução não podem apagar o belíssimo trabalho apresentado pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon e Squel.

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“A Portela não se descreve. Eu nunca consegui achar uma palavra que chegasse perto do que significa a Portela na minha vida. Hoje a Portela mostrou porque é a maior campeã do carnaval e espero que no desfile das campeãs a gente esteja aqui de novo”, declarou Marlon.

A comissão de frente assinada por Claudia Motta e Edifranc Alves, buscou traduzir o diálogo místico entre o Negrinho do Pastoreio e Bará. A apresentação foi competente e atingiu o seu ápice emocional ao exibir a do saudoso Gilsinho no final, gerando comoção imediata. O uso de um drone foi classificado como “arrebatador”, embora a sua integração com o restante da coreografia tenha parecido, por vezes, avulsa.

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“Sonho realizado. Quando você tem qualidade de trabalho, a diretoria confia e te dá todo suporte faz toda diferença. Independente de qualquer coisa, nós fizemos exatamente o que gostaríamos de ter feito”, declarou Claudia.

Diretor Carlão comenta desfile e revela ajustes na gestão da Estrela do Terceiro Milênio

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Na madrugada de domingo, a Estrela do Terceiro Milênio levou para a avenida do Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, seu terceiro desfile no Grupo Especial, com um enredo em homenagem ao sambista e compositor Paulo César Pinheiro. A apresentação marcou mais um capítulo da trajetória recente da escola na elite do carnaval paulistano e serviu como termômetro para avaliar o projeto artístico desenvolvido ao longo do último ano.

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Responsável pela estratégia e organização dos desfiles da agremiação desde 2018, o diretor de Carnaval Carlos Eduardo Justo, o Carlão, falou sobre o que a escola conseguiu alcançar com o desfile. Segundo ele, a proposta foi cumprida conforme o planejamento da direção.

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“O nosso projeto foi bem pensado do começo ao fim, então quem estava assistindo conseguia entender o enredo. Sentimos que a proposta foi didática e, por isso, a expectativa é brigar pelo título”, afirmou.

Ao projetar os próximos anos, Carlão também comentou as expectativas da Estrela do Terceiro Milênio no Grupo Especial e os objetivos da escola a partir da experiência deste carnaval. De acordo com o diretor, o desfile deste ano deixa um sentimento de otimismo para a continuidade do trabalho.

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“Tenho o entendimento de que, com respeito a todas as outras escolas, nós fizemos um esforço para voltar ao acesso. Tenho plena consciência disso, vamos aguardar. A gente não sabe o que está na cabeça dos jurados, mas a gente cumpriu o projeto”.

Dentro dos últimos meses, alguns alinhamentos internos na escola também foram feitos, com mudanças administrativas e um novo regulamento que trouxe novidades para a composição da escola na avenida. Carlão comenta que tudo isso agrega para criar melhorias, mas que é necessário preparo e dedicação.

“O regulamento permitiu que a gente andasse com mais alegorias. A gente veio com mais três tripés, estávamos preparados, então foi tudo projetado e saiu conforme a gente achou que tinha que sair”, completa o diretor.

 

14 anos de reinado, uma vida na escola: Aline Oliveira e o pertencimento na avenida

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Na madrugada do dia 15, a Mocidade Alegre cruzou a avenida com um desfile marcado por força simbólica, identidade e emoção. À frente da bateria, Aline Oliveira traduziu em corpo, ritmo e presença uma trajetória construída ao longo de décadas dentro da escola.

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Cria da casa, Aline não viveu a avenida apenas como rainha. Viveu como alguém que conhece o chão que pisa, o som que conduz e a responsabilidade que carrega. São 23 anos de Mocidade e 14 anos à frente da bateria, transformando experiência em maturidade e entrega.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, a rainha falou sobre o peso simbólico do posto e a dimensão que ele ocupa em sua vida, destacando que representar vai muito além da imagem.

“Eu sempre gosto de falar da responsabilidade que isso traz, né? Eu acho que vai muito além do glamour. Eu sou cria da casa. 23 anos em Mocidade, 14 anos como rainha, e cada ano é um ano literalmente novo de desafio, de responsabilidade, que eu me sinto muito honrada de poder representar tantas mulheres poderosas, rainhas, de crianças, inspirarem um dia e chegar a esse cargo”, declarou a rainha.

Na avenida, essa responsabilidade se refletiu em postura firme, olhar atento e diálogo constante com a bateria. Aline ocupou o espaço com consciência, sabendo exatamente o que significa ser referência dentro e fora do desfile.

“É um posto que eu fico com muito carinho, com muito amor, mas com certeza a responsabilidade é uma coisa que… ela é muito de verdade, assim, sabe? Mas eu fico muito honrada de saber que eu represento positivamente. E eu brinco que se não fosse positiva, eu não teria. Já há 14 anos.”

A relação profunda com o ritmo é outro elemento que diferencia sua atuação. Bailarina de formação, Aline construiu sensibilidade musical antes mesmo de ocupar o posto de rainha, algo que se fortaleceu com o tempo dentro da própria escola.

“Eu sou bailarina, sempre estudei ballet clássico e jazz, então eu já tinha um feeling musical. Mas quando eu entrei na Mocidade e vi Nanny Moreira, que era rainha, tocando tamborim, eu percebi novas possibilidades. Quando entrei na escola, nem imaginava ocupar o posto de rainha. Entrei para aprender e crescer.”

O aprendizado virou prática. Dos primeiros passos à vivência nos instrumentos, Aline percorreu caminhos que hoje se refletem na forma como conduz a bateria na avenida.

“Fui para a escolinha. Quando eu toquei tamborim, eu já fui para o surdo, agogô, caixa. Aí eu fui indo, eu amo.”

Na madrugada do desfile, essa intimidade com o som ficou evidente. Aline não acompanhou a bateria, ela se integrou a ela. Corpo, ritmo e energia funcionaram como uma engrenagem única, resultado de anos de convivência com os mesmos ritmistas e de uma relação construída com respeito e escuta.

Segundo a própria rainha, a maturidade adquirida ao longo dos anos foi essencial para alcançar esse equilíbrio entre pessoa e posto.

“Acho que ao longo dos anos a gente vai ganhando mais maturidade também para conseguir equilibrar todas as coisas, tanto ser rainha dentro e pessoa sem ser rainha. E a gente vai equilibrar tudo. Para não cair na maturidade, para ser um corpo só, dentro da bateria.”

Ao cruzar a avenida na madrugada do dia 15, Aline Oliveira reafirmou que sua presença não é apenas simbólica. É fruto de história, pertencimento e dedicação contínua. Uma rainha que representa não apenas um posto, mas uma vida inteira ligada à escola e ao coração da bateria.