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Paz de Oxalá sobre a Imperatriz! Escola de Ramos se veste de branco para homenagear o pai da criação

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A comunidade leopoldinense desfilou nesse domingo, durante o teste de luz o som na Sapucaí, vestida com camisas brancas, em referência à Oxalá, entidade que recebe destaque no enredo deste ano da escola de Ramos. O CARNAVALESCO conversou com o diretor de carnaval Pedro Henrique Leite e com componentes, pouco antes do início do desfile, para entender melhor essa iniciativa e a importância de levar a energia de matriz africana para a Passarela do Samba.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

“A Imperatriz vai realizar um cortejo fun fun. Fun fun é o branco. É Oxalá, o Orixá de tudo que é branco, de tudo que é alvo, de tudo que é límpido. Hoje, a Imperatriz vem para Marquês de Sapucaí com essa energia. Uma iniciativa da presidente Cátia Drumond. Ela tem esse lado criativo para o ensaio técnico durante os nossos encontros, nas reuniões, nas conversas. Ela falou: “Eu queria que a escola fosse toda de branco para o ensaio técnico”. E é isso. Escola de Samba precisa falar sempre, sempre, de matriz religiões de matriz africana. Precisa falar sempre, sempre da sua ancestralidade”, disse o diretor de carnaval Pedro.

Em 2025, a Imperatriz leva à avenida o enredo “Omi Tútú ao Olúfon – Água Fresca para o Senhor de Ifón”, sobre a jornada de Oxalá, o pai da criação, ao reino de Oyó para visitar o orixá e rei Xangô. Advertido pelos búzios quanto à desgraça trazida pela viagem, Oxalá é, durante o percurso, dado como ladrão e aprisionado. Depois de sete anos sofridos, é reconhecido pelo amigo Xangô, que ordena a seus súditos que limpem e acolham Oxalá. O enredo marca o primeiro enredo afro-religioso da verde e branco da Leopoldina, conhecida por temáticas históricas, desde 1979.

“A escola não deixa de lado o seu legado, a sua característica de contar história. Na verdade, a Imperatriz nos anos 90, nos anos 2000, contou muitas histórias de reis e rainhas, mas de um lado eurocêntrico. Desta vez, a gente optou por contar histórias de reis da mitologia urubá, da mitologia africana”, declarou Pedro.

A iniciativa no segundo ensaio técnico agradou os leopoldinenses. “Para a Imperatriz, que é uma escola que não via um enredo afro a mais de 50 anos, trazer a energia de Oxalá para a avenida, através do branco, é recomeçar com o pé direito. É também uma forma de apresentar para muitas pessoas que são distantes da religião. É uma energia de muito respeito, de colaboração, comunidade, família, que é uma coisa que a gente tem muito na Imperatriz. Tem sido muito bonito essa jornada de ver pessoas que não são da religião, que não conheciam, mergulhando nesse universo e se encantando realmente com essa história e com o Itan, que é uma história muito bonita”, expressou a publicitária Manoela Setta, de 25 anos, que desfila há 4 pela Imperatriz. Manoela diz não ter uma religião, embora simpatize com crenças de matriz africana.

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Publicitária Manoela Setta, de 25 anos, que desfila há 4 pela Imperatriz

“Oxalá representa paz, sabedoria, calma. Pai Oxalá é caminho aberto. E amor, prosperidade que ele oferece para gente. A gente vem simbolizando isso”, afirmou a balconista Jacqueline Alencar, de 30 anos, que vai para seu segundo ano como componente da Imperatriz. Ela é da umbanda.

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Balconista Jacqueline Alencar, de 30 anos, que vai para seu segundo ano como componente da Imperatriz

“Trazer Oxalá para a avenida é mostrar para as pessoas a representatividade dele, da religião e trazer uma paz para as pessoas também. Mostrar essa divindade que é a divindade maior do candomblé, da religião. É muito importante as pessoas conhecerem essa história, ainda mais a história que o Leandro tá contando da forma que ele tá contando. É bem bacana por esse sentido”, encerrou o contador espírita, criado no catolicismo, Alexandre Balon, de 55 anos. Alexandre desfila há três anos pela Imperatriz.

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Contador espírita, criado no catolicismo, Alexandre Balon, de 55 anos

Juntos na dança há 18 anos, Julinho e Rute Alves representam a força do pavilhão da Viradouro

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O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Unidos do Viradouro, Julinho e Rute Alves, é uma das atrações mais esperadas e respeitadas do desfile da vermelho e branco de Niterói. Com movimentos coreografados e uma dança repleta de elegância, eles carregam a responsabilidade de apresentar e defender o pavilhão da escola, um dos maiores símbolos do samba carioca.

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“Para gente representa o que representa todos os anos, defender o pavilhão de uma escola como a Viradouro, a gente se sente privilegiado e muito abençoado ao mesmo tempo, para mim não tem coisa melhor do que passar nessa Sapucaí lotada que hoje já não é mais apenas um ensaio técnico, é um desfile técnico a gente está vivendo esse pré-carnaval que já é carnaval literalmente”, declara Julinho.

Muito mais do que um tecido no mastro, Rute Alves representa com maestria o pavilhão da agremiação e relembra que é toda uma simbologia de uma história, de uma nação construída através de luta e muita ancestralidade. “Quantos do nosso povo foram marginalizados, apanharam, foram presos porque sambavam, a gente precisou da tia Ciata fazer um acordo para que isso não acontecesse mais na casa dela, é por isso que eu louvo, eu vou entrar nessa avenida pela Tia Ciata, pelos fundadores da minha escola, pelos fundadores de todas as escolas”, emocionada, relata a porta-bandeira.

Além da técnica, há um forte componente emocional e simbólico na dança do casal que estão juntos no samba há 18 anos expressando amor, paixão e devoção ao pavilhão, enchendo de orgulho seus integrantes, torcedores da Viradouro e admiradores do casal que os veem como referẽncia e sinônimo de excelência, mas reforçam que podem melhorar a cada momento. “Julio e eu atingimos uma maturidade no samba, na apresentação, a gente se conhece não só como mestre-sala e porta-bandeira, a gente se conhece na vida e isso também ajuda na dança. Acredito que a gente atingiu um ponto mas não é o ideal, ainda está longe do ponto que a gente quer atingir”, afirma Rute.

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“Alcançamos maturidade enquanto casal de mestre-sala e porta-bandeira que entende a importância do pavilhão, entende a importância do que a gente constrói e continua construindo enquanto verdade de dança que é uma verdade nossa que foi construída durante anos e a gente está junto há 18 anos e acho que essa busca pela excelência é o que vai tornando, não só nós dois, como outros casais de repente com uma certa notoriedade, uma certa expectativa. Mas, acho que excelência é o mesmo que dizer perfeição, mas acredito que é a busca pela batida perfeita que faz levar ao êxito”, diz Julinho.

A Unidos do Viradouro tem uma tradição de grandes desfiles, sendo a atual campeã do Carnaval do Rio de Janeiro. A escola está com a expectativa em um bicampeonato e o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira desempenha um papel essencial nesse sucesso, pois sua apresentação é julgada e influencia diretamente na nota da escola. “E todo um trabalho, toda uma administração e quando fizer aquela curva ali, todos os segmentos ligar um botãozinho em todos os jurados e despertar o encantamento e se calçar de todas as formas para que não tenha nenhum problema com as alegorias, para que não tenha nenhum problema com a gente, com o casal, com as fantasias, canto. A Viradouro ensaia incansavelmente, é se calcar muito e chegar aqui no desfile e fazer o possível!, relata a porta-bandeira.

Com leveza e precisão, eles encantam a Sapucaí e ajudam a construir a história de uma das maiores agremiações atualmente do Rio de Janeiro, sobre o que ainda falta no carnaval para o casal, Julinho diz que “é viver novas experiências, novas vivências maravilhosas, principalmente com muito aprendizado”.

A Unidos do Viradouro leva para a Sapucaí o enredo ‘’Malunguinho, o mensageiro de três mundos’’, exaltando as culturas afro e indígenas com muita ancestralidade, os figurinos do casal prometem trazer essa resistência. “Nossa fantasia é uma grande homenagem que a escola, através de nós, do nosso pavilhão, irá prestar à Malunguinho”, finaliza o mestre-sala.

Série Barracões SP: Dom Bosco exalta a arte circense e própria história

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Terceira colocada no Grupo de Acesso I logo na primeira vez em que a agremiação disputou tal pelotão na história, a Dom Bosco de Itaquera chega para o desfile em 2025 mais próxima do que nunca de chegar ao Especial. Para realizar o sonho da agremiação ligada à obra social católica de mesmo nome, Fábio Gouveia, carnavalesco estreante na agremiação, produziu o enredo “O Circo Místico das Ilusões”, que será o último a desfilar no domingo de carnaval (02 de março), já na manhã de segunda-feira. Para conhecer um pouco mais sobre o tal circo místico e, também, saber mais detalhes sobre o enredo apresentado pela agremiação itaquerense, o CARNAVALESCO foi entrevistar o profissional responsável pela produção do enredo para saber de tudo que envolve a azul e branca da Zona Leste.

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Circo?

Estreante na agremiação, Fábio Gouveia já falou ao CARNAVALESCO sobre como surgiu a ideia de falar do circo em 2025 na final do samba-enredo da agremiação, ainda em junho de 2024. A ideia foi complementada por ele próprio: “Quando eu vim para cá, eu não tinha uma ideia formada de qual enredo seria. E eles têm um projeto aqui que é visitar todas as ações da obra Dom Bosco. Eu fui convidado a ir em uma dessas ações, e ali eu comecei a formar a ideia do que poderia ser o enredo. Eu tinha algumas coisas na cabeça, mas nada formado. A partir do conhecimento da obra e identificar algumas situações com relação ao Dom Bosco propriamente dito, eu entendi que poderia ser o circo”. iniciou.

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Vale destacar que uma das áreas sociais da Dom Bosco é, justamente, o Circo Social – localizado próximo da estação Corinthians-Itaquera do Metrô. A própria final de samba-enredo foi realizada no espaço.

O carnavalesco continuou: “Mas eu não queria que fosse apenas o circo da forma como todo mundo fazia, porque é muito clichê. Todo mundo já fez o circo e todo mundo vai ver as mesmas formas. Tem algo a mais na nossa história: Dom Bosco é o patrono do circo. Ele é o patrono dos mágicos e dos ilusionistas. Eu quis trazer essa atmosfera desse saltimbanco (ele é chamado de ‘saltimbanco de Deus’) para dentro dessa história. A narrativa parte daí. Surge esse circo místico a partir da narrativa que Dom Bosco vai contar essa história. Ele vai unir a história da união das famílias em torno da festividade, da musicalidade – como o povo cigano, que acabava se tornando os próprios artistas daquele lugar. Daí surgem as caravanas, os circos em movimento e os teatros mambembes”, contou.

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A integração circense com a Dom Bosco foi citada logo na sequência: “Nós vamos viajar por esse caminho. E vamos de encontro com Dom Bosco sendo o grande narrador dessa história, de encontro com a própria história da escola de samba de 25 anos. O Padre Rosalvino, quando ele começa a escola, ele começa exatamente com o mesmo intuito de Dom Bosco com a música, com a arte e com a escola de samba. A partir disso, ele começou a unir as pessoas em torno da sua obra em torno de tudo aquilo que ele queria construir em Itaquera. Aí, surge a escola de samba. Era um jeito de reunir aquelas crianças, aquela molecada, na batucada. Aa gente une a história do santo, a própria história do Padre Rosalvino, cria-se essa alusão à história que a gente quer contar, de caravanas, de famílias, de pessoas que se uniam para fazer arte e atrair essas pessoas em torno da fé e do amor desse coração solar. É um enredo inteiro em primeira pessoa”, comentou.

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Imagens valem mais que mil palavras

Ao ser perguntado sobre o que encontrou de mais interessante nas pesquisas para desenvolver o enredo, Fábio foi bastante específico: “O mais curioso de todo o desfile é uma fotografia que existe quando você entra na Obra Social da Dom Bosco. É ele se equilibrando na corda bamba da vida, tem uma corda e ele está brincando com essa corda. Ele usava esse artifício pra atrair as pessoas, trazer as pessoas para dentro de si. Vi a imagem e pensei que lá estava o enredo. Essa imagem vai e volta na minha cabeça e encerra o nosso desfile”, revelou.

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Sempre presente em tudo que envolve não apenas a escola, mas, também, a obra social como um todo, o presidente da agremiação novamente foi citado pelo carnavalesco: “Eu já sabia o enredo porque eu já tinha feito essas visitas. Depois, em uma segunda visita, eu identifiquei aquele quadro, achei que era uma obra de arte que só existia naquele lugar, e eu fui perguntar para as pessoas o que era aquilo. Ouvi que era o Dom Bosco, o nosso saltimbanco. É a partir dessa imagem que surgiu toda a história dele. Eu pensei que aquilo tinha que estar no carnaval. Tudo foi se juntando: tivemos umas visitas do padre Rosalvino no barracão e ele começou a contar como ele iniciou a escola. Esse carnaval em si foi sendo construído de um projeto planejado, mas que teve acréscimos de algumas informações que ele mesmo foi me dando. A ideia do caminhão é outro desses acréscimos: quando ele começou a obra, tinha um caminhão que transportava as pessoas e o material da marcenaria. Isso está no desfile, porque faz parte da caravana o buscar e trazer pessoas, trazer essas pessoas para o entorno da obra”, comentou.

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Nem um, nem outro

Cada vez mais carnavalescos em São Paulo falam que não seguem uma setorização pré-definida, preferindo montagens de desfile mais fluidos. Fabio optou por um terceiro caminho: “Eu tenho trazido uma proposta bem diferente de tudo isso que você falou. Tudo tem ligação. É impossível eu começar o desfile sem ter ligação com o final do desfile. Tudo aqui está ligado. Por mais que seja um enredo não-linear, a proposta que a gente está trazendo é de que as pessoas vejam algo na comissão de frente e elas consigam repetir o olhar dela para outra coisa que acontece em outro instante da apresentação. Eu sou artista, então eu tenho que mexer com o seu imaginário, não posso cansar a sua vista. Eu tenho que brincar com o lúdico, e é essa a proposta do enredo. Eu vou na contramão de tudo isso. Se vai dar certo, aí é outra história”, intrigou.

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Trunfo

Sempre direto, Fábio foi perguntado sobre qual era o grande ponto positivo da agremiação para 2025: “A escola é muito jovem, ela tem um espírito muito jovem. Não estou falando na questão de idade, tenho falado muito isso para as pessoas sobre o espírito da agremiação. Ela tem um espírito muito jovem, é uma escola muito alegre, e o enredo propõe uma alegria ainda maior do que a gente está planejando. Eu falo muito para as pessoas aqui que o trunfo maior da escola é ser a escola. Ela alcançou o êxito que ela alcançou graças ao chão dela, graças à comunidade dela. Eu só vim para cá para dar uma pincelada na plástica, dar um outro visual para a escola, que é algo que eles queriam. Eu venho pra entregar isso. Meu trabalho se resume a dar beleza, um pouco mais de carinho com essa questão plástica”, disse.

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Início de relação

Ao ser perguntado sobre o andamento dos trabalhos no barracão da Dom Bosco, Fábio foi extremamente sincero: “A escola passou por um processo muito rápido de crescimento – e isso acaba gerando uma cobrança ainda maior sobre a escola e, também, sobre o profissional que vem aqui. A escola vem de um terceiro lugar no Grupo de Acesso I, a cobrança se torna muito maior e eu tentei, de todas as maneiras, colocar isso na cabeça deles. O processo de adaptação, tanto do Fábio para a escola, quanto da escola para o Fábio, foi muito complicado, foi bem difícil. Eu às vezes estou lá na frente e a escola está aqui; ou, às vezes, a escola está lá e eu estou aqui. A gente patinou muito, e eu sou muito verdadeiro nesse ponto, mas a gente conseguiu se equilibrar, conseguiu se entender, e estamos caminhando para a finalização desse projeto. Foi um processo que a escola não tinha equipes formadas de barracão, a escola não tinha o costume de ter equipes fixas, então ela contratava grupos que vinham realizar o seu projeto em horários determinados, mas não tinha uma função. Hoje, nós temos um barracão reestruturado e eu criei um grupo de trabalho real, diário, com horário certinho, para que esse projeto acontecesse”, destacou.

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O profissional prosseguiu: “A escola passou por esse processo e não é fácil. A escola não tinha esse costume, então ela teve também que aprender nesse sentido. A escola não tinha um ateliê – tinha um prédio, mas não funcionava. Tinha uma outra forma de produzir fantasias, e nós passamos a produzir dentro da escola. A escola tinha um anseio de aprender, os diretores me cobraram muito o fazer, o início, a modelagem, a costura, a primeira peça, o arame. A escola tinha necessidade desse aprendizado. Eles me pediram para que eu seguisse esse caminho. Tudo que é novo, tudo que exige uma grande mudança, gera dores, confusões e brigas. E a gente teve muito disso, falamos abertamente a respeito. Mas a escola, para entender o tamanho do projeto que ela quer entregar, tem um anseio, tem um sonho, e ela sabe que, para isso ela precisava se adaptar a muita coisa. Eu também tive que me adaptar, porque eu venho de um outro processo de carnaval, com uma outra leitura carnavalesca, com uma outra ideia”, disse.

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Ele próprio, entretanto, destacou o bem que a instituição o fez e o quanto os diálogos são francos entre as duas partes: “O Fábio não se resumia só àquele tipo de projeto. O Fábio é outro tipo de projeto, também. A gente se adaptou, foi fazendo, e estamos entregando. O Fábio é isso, gente. Não adianta: é isso. E eu falo isso com eles. A gente tem uma conversa muito aberta. Eu e a Dom Bosco, a gente tem uma conversa muito aberta. Foi um processo de um ano de aprendizado para a escola e um ano de aprendizado para o Fábio. Agora, a gente espera alcançar um bom resultado”, comentou.

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Indagado sobre o quão feliz estava com o primeiro ano dele na Dom Bosco, o carnavalesco, como é de praxe, foi bastante sincero: “Eu chego com 80% de satisfação. Eu acho que só o resultado completa isso. A gente está trabalhando para alcançar um resultado bacana para a escola, a gente vem de um estar em um grupo que a posição se tornou ingrata para a escola, porque ela precisa trabalhar mais. Mas a gente está em um grupo que já era difícil e se tornou mais difícil ainda – com escolas que são monstruosas. A Dom Bosco tem que ser correta, eu falo muito isso com o meu diretor de harmonia, o Ricardo Fervorini. A escola é jovem, você tem o chão na mão, a gente está conseguindo resolver a plástica em todos os campos. Nós vamos simplesmente passar com essa caravana, é esse movimento que a gente tem que ter. Quem quiser brigar pelo título, brigue lá em cima. Nós só vamos passar”, finalizou.

Ficha técnica
Enredo: “O Circo Místico das Ilusões”
Componentes: 1200
Alas: 14
Número de carros: 03
Número de tripés: 01 (comissão de frente)
Diretor de ateliê: Ninho Zago
Diretor de barracão: Dimas Antunes

De olho nos quesitos: mudanças no manual do julgador de bateria vão colocar a prova a excelência

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Não é segredo de ninguém que ritmo de bateria de escola de samba, no grupo especial do Carnaval Carioca, é sinônimo de excelência. As qualidades técnicas dos ritmistas, o nível de exigência de comparecimento a múltiplos ensaios e as próprias notas, a cada carnaval, servem de base para comprovar essa afirmação. Mas mudanças simples e pontuais em relação ao manual do julgador de bateria do Carnaval 2024 podem acabar alterando a atual perspectiva, envolvendo a já esperada chuva de notas dez.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

No manual do Carnaval 2025, alguns subitens no intuito de deixar o julgamento mais claro e direto, junto de parâmetros novos foram incluídos. Na parte de manutenção regular e sustentação da cadência em relação ao samba foi adicionado que será despontuado qualquer alteração brusca que comprometa o andamento desenvolvido. Como era mais genérica a forma anterior, a última frase atual serviu para dar um direcionamento mais preciso. Vale a atenção de cada ritmo para ficar ligado em retomadas, evitando subir correndo e assim correr risco de perder eventuais décimos.

Outros dois subitens foram incluídos após esse trecho. O primeiro disserta sobre o arranjo musical, dizendo para o julgador levar em conta a criatividade, a versatilidade e o grau de dificuldade da execução. Criatividade e versatilidade já existiam o manual do ano passado, mas nada dizia de forma expressa sobre arranjo musical, nem sobre grau de dificuldade de execução.

Avaliar a capacidade criativa de um arranjo é algo bastante subjetivo e existe certo receio quando se julga algo desse tipo, assim como a avaliação do grau de dificuldade de execução é um subitem que demanda extrema cautela. Existe um processo notório de evolução musical, no que tange a dificuldade de execução das bossas. Entretanto, arranjos musicais simples são tão eficazes quanto os mais complicados. Por vezes, inclusive, possuem maior impacto sonoro do que uma bossa bem mais elaborada e trabalhada. Até pior do que prejudicar o julgamento atual, esse é um trecho que merece uma futura revisão para que não seja consequência de futuramente só existirem bossas difíceis de serem feitas.

O último item adicionado trata da adequabilidade e perfeita execução de bossas e paradinhas. O texto é específico e bem conciso, dando um direcionamento claro. No fundo os próprios julgadores já julgavam isso, mas não estava presente de forma expressa dentro do manual, sendo sua inclusão textual necessária.

Já no trecho de “não levar em consideração”, o texto aborda de forma clara para os jurados ignorarem qualquer ausência de naipe ou mesmo questões inerentes ao estilo da agremiação, deixando evidenciado que cada bateria tem por tradição sua própria característica. Outro subitem que vale ser mencionado é que agora ficou registrado por escrito que a avaliação deve ser no campo de visão e audição direta da cabine do julgador, não podendo ser julgado um erro em outro módulo, através da caixa de som.

A última parte que levantou algumas dúvidas, gerando debates, está contida em observação. Ela aborda a questão do tempo mínimo de apresentação e diz que não é obrigatória a parada de frente para o módulo. Cabendo ao mestre avaliar o tempo de apresentação necessário para apresentar o trabalho desenvolvido e ao julgador avaliar se o tempo foi suficiente, ou não, para observar os critérios do manual. Não existe, portanto, um direcionamento claro do tempo ideal por parte do júri para poder avaliar um ritmo de uma bateria. Existe certo temor que isso abra brecha para que apresentações enxutas, mas eficazes, sejam penalizadas por abrir um perigoso precedente envolvendo a subjetividade desse trecho dentro do próprio julgamento.

Diante das mudanças pontuais, resta saber como será a avaliação do quesito que mais representa a excelência em notas, que é o de bateria. Mais ainda, se trata de um desafio sem precedentes para os julgadores de bateria do Carnaval 2025, de demonstrarem uma avaliação a altura de cada trabalho musical apresentado. O nível técnico do ritmo das baterias cariocas merece um julgamento seguindo a linha da exatidão e da coerência.

Resíduos orgânicos da Sapucaí vão virar adubo pela primeira vez

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Em uma iniciativa inédita, cerca de 60 toneladas de descarte de resíduos orgânicos provenientes de cozinhas e lanchonetes dos camarotes da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, serão destinadas para compostagem, em vez de irem para aterro sanitário. Dez toneladas por dia serão transformadas em adubo, considerando os desfiles da Série Ouro, do Grupo Especial e das Campeãs.

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Foto: Divulgação/Sesc

O trabalho tem a coordenação do Sesc RJ, com a consultoria do Instituto Fecomércio de Sustentabilidade (IFeS), e envolve outros dois parceiros: o Grupo Urbam, na logística, e a Ciclo Orgânico, empresa especializada em coleta e compostagem de resíduos residenciais.

Coletado na Sapucaí, o material orgânico será compactado e transportado até a base da Ciclo Orgânico, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde será preparado para se tornar fertilizante natural para o plantio de mudas, que serão utilizadas em ações de educação ambiental. Na dispersão do setor 9, os foliões receberão mudas plantadas com o adubo produzido pela Ciclo Orgânico.

Máquinas receberão resíduos sólidos e darão recompensas

Oito máquinas Retorna Machine, equipamento que recebe seis tipos de resíduos (pet, alumínio, aço, longa vida, vidro ou plástico), também estarão distribuídas pela Sapucaí. Ao depositar seu resíduo no equipamento, o folião ganhará recompensas por meio de um aplicativo.

A ação tem caráter pedagógico e se soma ao trabalho dos mais de 100 catadores contratados para atuar no sambódromo. Os resíduos acumulados nas máquinas serão revertidos para as cooperativas de catadores. Trabalho semelhante realizado em parceria entre Sesc RJ e Liesa, em 2023, conquistou menção no Guiness Book, o livro dos recordes, naquele ano.

Fantasias serão recicladas
Uma parceria entre Sesc, IFeS e o projeto Sustenta Carnaval também permitirá o descarte sustentável das fantasias. O folião que não desejar ficar com a sua, poderá depositá-la em um caminhão posicionado na dispersão. O material arrecadado será recuperado e doado para escolas de samba do interior e servirá de insumo para oficinas de reciclagem têxtil.

Conheça as sete escolas e os enredos da primeira noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo

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Chegou o grande dia, nesta sexta-feira, dia 28 de fevereiro, sete escolas estarão na pista do Sambódromo do Anhembi, abrindo a primeira noite de desfiles no Grupo Especial do carnaval de São Paulo. Às 21h, temos o desfile das Velhas Guardas de São Paulo abrindo o evento, para depois às 23h00, a Colorado do Brás abrir oficialmente os desfiles, que só se encerra com o Camisa Verde e Branco às 5h30. Vamos trazer um guia das sete escolas do primeiro dia de Grupo do Especial com enredo, curiosidades e mais detalhes para 2025.

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Colorado do Brás – 23h

Abrindo a primeira noite de desfiles, a Colorado do Brás retorna ao Grupo Especial após dois anos longe. A agremiação fundada em 1975 foi vice-campeão do Acesso I em 2024, e por isso abrirá os desfiles nesta temporada. Neste ano estará com o tema “Afoxé Filhos de Gandhy no ritmo da fé” desenvolvido por David Eslavick que contou sobre o enredo na Série Barracões.

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“Falar sobre o Afoxé Filhos de Gandhy acho que tem tudo a ver com a cara da Colorado do Brás. É uma escola que resiste, é uma escola feliz, alegre e o povo baiano é isso. O povo baiano e os Filhos de Gandhy foram resistência, eles passaram por muitos altos e baixos, voltaram, retornaram novamente, ficaram dois anos fora e voltaram novamente através de alguns rituais, entre outras situações, é bem a cara da Colorado isso. A Colorado é uma escola que batalha muito, tem diversas dificuldades, mas não perde o sorriso. Eu acredito que por conta desses adjetivos, dessas situações, que eles escolheram fazer o enredo sobre os Filhos de Gandhy”.

A Colorado estava no Especial até 2022, mas acabou caindo após perda de ponto por merchan. Em 2023 não conseguiu retorno, mas em 2024 com o vice-campeonato cantando o enredo “Os encantos da raiz do mandacaru”.

Fundação: 1975
Melhor resultado: 6º lugar em 1987
Títulos: Terceira divisão (1979, 2000 e 2013) e Quinta divisão (2011)

Último ano: 2º lugar no Grupo de Acesso I

Barroca Zona Sul – 00h05

A verde e rosa de 50 anos de história está no Grupo Especial desde 2020, teve três anos seguidos no 10ª lugar, e em 2024 homenageando justamente os cinquenta anos, ficou em nono lugar. Em 2025, Pedro Magoo, trouxe o tema “Os Nove Oruns de Iansã” e contou um pouco sobre o tema em nossa visita ao barracão.

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“Eu curto muito a setorização da história com uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Eu gosto de contar a história de uma maneira mais fluida, por isso que eu fiz essa divisão. Primeiro, dei uma pincelada como uma introdução sobre Iansã. Depois, mostro que ela é uma orixá forte, com vários poderes. Ela chegou e aprendeu um pouquinho com cada orixá, desenvolveu seus poderes e sua espiritualidade, desenvolveu tudo através desse conhecimento. Daí o enredo já entra na parte dos oruns, contando um por um. O último orun, que é o Orun Marê, é a morada final de todos os orixás. Todos os orixás vivem em comunhão com os elementos da natureza. E ele será o fechamento da nossa história. Tem um começo, um desenvolvimento e uma conclusão no final. Eu gosto assim”.

Fundação: 1974
Melhor resultado: 5ª lugar em 1982, 1985 e 1990
Títulos: Segunda Divisão (1976, 1987, 2002) e Terceira divisão (1975, 2015, 2017)

Último ano: 9ª colocado no Grupo Especial

Dragões da Real – 01h10

Desde 2012 no Grupo Especial, quando estreou na elite do carnaval paulistano, a Dragões da Real busca seu primeiro título, já são três vice-campeonatos, inclusive na última temporada. Neste ano, com Jorge Freitas desenvolvendo o tema “A vida é um sonho pintado em aquarela!” e contará com homenagem para o próprio netinho do carnavalesco que nos contou sobre o enredo.

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“Esse enredo, como todos sabem, é muito especial na vida do profissional Jorge Freitas. Mas também estamos em uma competição em que, acima de tudo, a síntese do enredo é você comemorar a vida. O Jorginho tinha esse amor pela vida. Ele queria cada vez mais viver, cada vez mais estar presente em tudo que a família fazia – e o carnaval está enraizado dentro da minha família. Ele presenciava tudo e era um lugar que ele gostava de estar. Para o enredo, além do ciclo da vida, nós nos baseamos na música ‘Aquarela’, do Toquinho. Do desenrolar, do início ao fim do nosso desfile, todos vão poder se contemplar com as imagens que ficam no inconsciente coletivo dessa canção e se conectar com o ciclo da vida através da música e através do samba – que conta, na verdade, toda a trajetória do ciclo e da música citada”.

A Dragões da Real é a terceira agremiação na pista, foi a primeira a escolher por desfilar na sexta-feira e por isso optou pelo melhor horário na visão da escola que busca o título inédito.

Fundação: 2000

Participações no Grupo Especial:
Melhor resultado: Vice-campeã do Grupo Especial em 2017, 2019 e 2024
Títulos: Segunda Divisão (2011), Terceira divisão (2004), Quarta divisão (2003) e Quinta divisão (2001)

Último ano: Vice-campeão no Grupo Especial

Mancha Verde – 02h15

A Mancha Verde optou por uma comissão de carnaval para desenvolver o tema escolhido em 2025, e o diretor de carnaval, Paolo Bianchi que participa do processo, contou sobre a escolha do tema “Bahia, da Fé ao Profano” que surgiu de um documentário como nos contou em entrevista exclusiva na Série Barracões.

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“A Mancha definiu de fazer o enredo por uma ideia do presidente. Alguns anos atrás, a gente tomou a decisão de sempre que possível, temas 100% cultural. A gente só acaba fazendo o enredo com patrocínio, se é uma situação interessante, mas a preferência do presidente é sempre dessa forma. Ele fica consumindo bastante produtos, programas na TV Futura e outras televisões. Sempre que vê um negócio legal, nos manda. Dessa forma, um pouquinho antes do carnaval do ano passado, ele viu essa minissérie em uma madrugada, que a gente tem de insônias pré-carnaval e nos disse. No primeiro momento algumas pessoas falaram: ‘Bahia de novo?’ Mas quando a gente assistiu, viu que era diferente. Não é sobre o local, e sim sobre o povo baiano, como eles trabalham, fazem para viver a vida dele de festa de fé, seja católica, umbanda ou candomblé. E ao mesmo tempo eles profanam, que é o título do nosso enredo. Profanar, nada mais é do que curtir a festa”.

A Mancha teve seu pior resultado em 2024, mas foi o 5ª lugar, voltando para as campeãs, como tem sido desde 2018, onde variou entre campeão, vice, terceiro lugar, e esse último resultado.

Fundação: 1995
Melhor resultado: Campeão do Grupo Especial em 2019 e 2022
Títulos: Primeira Divisão (2019 e 2022), Segunda Divisão (2014 e 2016), Terceira divisão (2002), Quarta divisão (2001), Blocos Especiais (1997 e 1998) e Grupo Especial de Escolas Desportivas (2006 e 2007)

Último ano: 5º lugar Grupo Especial

Acadêmicos do Tatuapé – 03h20

Seguindo a noite, de bicampeão para bicampeã, a Acadêmicos do Tatuapé entra na pista do Anhembi com o enredo: “JUSTIÇA – A Injustiça Num Lugar Qualquer é Uma Ameaça à Justiça em Todo Lugar”. O carnavalesco Wagner Santos que está na agremiação desde 2018, contou para o CARNAVALESCO sobre o tema escolhido.

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“Foi uma proposta já criada pela diretoria. O presidente Erivelto Coelho foi a pessoa que escolheu o enredo. Eu realmente fiquei muito satisfeito porque é diferente, tem uma proposta visual maravilhosa e dá condição para o carnavalesco trabalhar. Estou muito feliz, me sinto agradecido e estou tendo a oportunidade de desenvolver esse enredo fantástico. Vou, inclusive, poder satirizar em alguns momentos, brincar um pouco com a história… isso vale muito para o meu currículo profissional. É uma grande oportunidade, agradeço muito à Tatuapé, ao Departamento Cultural que desenvolveu todo o trabalho de pesquisa – tenho eles como grandes parceiros, eles me ajudam em um dos momentos mais difíceis do carnaval – a final, quando é a hora de desenvolver a pasta que é entregue ao jurado… nessa hora, o carnavalesco não tem mais cabeça para desenvolver nada”.

A escola tem mantido uma regularidade de resultados e em 2024 ficou na 3ª colocação. Nos últimos dois carnavais optou pelo enredo CEP, mas desta vez mudou o estilo e escolheu o tema Justiça.

Fundação: 1953
Melhor resultado: Bicampeão do Grupo Especial em 2017 e 2018
Títulos: Primeira Divisão (2017 e 2018), Segunda Divisão (2003), Terceira divisão (2010), Quarta divisão (1996), Quinta Divisão (1993) e Grupo de Seleção (1985)

Último ano: 3ª colocado no Grupo Especial

Rosas de Ouro – 04h25

A Rosas de Ouro teve uma troca no carnavalesco para 2025, o Fábio Ricardo assume a parte artística da escola e em seu primeiro enredo na nova casa, contará: “Rosas de Ouro em uma Grande Jogada”. E o enredista Roberto Vilaronga explicou sobre o tema.

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“Partimos do pressuposto de que precisávamos fazer um carnaval que aliasse ao bom gosto, aos figurinos do Fábio juntando com a história da escola, que tem o histórico de ter essa pompa, com figurinos bonitos, muita beleza, e que a escola pediu muito isso para o Fábio, que ele mantivesse o padrão de beleza da escola. Nós queríamos fazer um enredo visualmente identificável, ele tem que ser didático para quem está ali, para quem conhece o roteiro, mas também quem está lá na Monumental, lá em cima, bater o olho e se identificar. Nós entendemos que isso faz a diferença nesse enredo, e ele proporciona isso pelo contexto histórico, pelo contexto funcional e visual dele. Queríamos fazer um enredo que fosse histórico e objetivo. O nosso desfile vai ser muito narrativo com o samba. Se você ouve o samba do Rosas de Ouro, você vai entender o nosso desfile claramente, ele passa muito fácil. Isso corrobora também para o momento da escola. Escolhemos um enredo que todo mundo queria, fizemos fantasias muito legais, as alegorias do samba convergem e isso cria um clima muito aprazível na escola”.

A meta da escola é voltar ao desfile das campeãs que não acontece há algum tempo, a Roseira ficou em 7ª lugar em 2020, já em 2022 foi um 9ª lugar, em 2023 no 12º lugar e no último ano em 11º lugar, ou seja, quer algo mais.

Fundação: 1971
Melhor resultado: 7 vezes campeã do Grupo Especial
Títulos: Primeira Divisão (1983, 1984, 1990, 1991, 1992, 1994, 2010), Segunda Divisão (1974), Terceira divisão (1973)

Último ano: 11ª colocado no Grupo Especial

Camisa Verde e Branco – 5h30

Para o dia nascer feliz, o Trevo da Barra Funda vai para o segundo ano consecutivo no Grupo Especial, e aposta em uma homenagem para o lendário cantor, Cazuza. O enredo é “O Tempo Não Para! Cazuza – O Poeta Vive”. O enredista Mangabeira contou um pouco sobre o processo do enredo, e a participação da mãe do Cazuza, Lucinha, que estará presente no desfile.

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“O processo de sinopse foi uma pesquisa intensa. Quando a gente recebeu o tema, fizemos um recorte específico. A gente estava sempre pensando em uma biografia musical, pensando em trazer a música dele pela questão da memória afetiva com o Brasil afora. Então, foi um processo que começou com pesquisa, muita conversa, o carinho, a bênção da Lucinha. Conversamos também com todos os artistas que a gente pôde conversar para trazer um pouco de um Cazuza que não ficasse só nos livros, mas o Cazuza que a gente via na televisão e que a gente ouve falar. A ideia foi fazer uma sinopse que fosse emotiva, bonita e tentasse pegar um pouco da essência, da poesia do Cazuza e desse amor que a gente quer levar para o Anhembi”.

Uma das agremiações mais antigas do carnaval de São Paulo, o Camisa Verde e Branco teve algumas mudanças no desenvolvimento do projeto, dois carnavalescos acabaram saindo, casos do Cahê Rodrigues e do Leonardo Catapretta.

Fundação: 1953
Melhor resultado: 9 vezes campeã do Grupo Especial (1974, 1975, 1976, 1977, 1979, 1989, 1990, 1991 e 1993)

Último ano: 12ª lugar do Grupo Especial 

Carnaval da Intendente Magalhães terá novidades operacionais, com mudanças no trânsito e melhorias de luz e som

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As agremiações da Estrada Intendente Magalhães pedem passagem para o seu Carnaval, o mais famoso da zona norte carioca. Entre os dias 1º e 8 de março, o público poderá acompanhar as apresentações de 62 escolas das séries Prata e Bronze e Grupo de Avaliação, além dos Blocos de Enredo. A festa na “passarela popular do samba”, como é conhecido o carnaval na via que corta bairros como Madureira, Oswaldo Cruz e Cascadura, terá melhorias operacionais e de infraestrutura, incluindo mudanças no trânsito e a instalação de carros de som iguais aos que são utilizados na Marquês de Sapucaí, com painéis de LED.

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Foto: Alexandre Loureiro/Divulgação Riotur

A festa da Intendente Magalhães começa no sábado, 1º de março, com os desfiles dos Blocos de Enredo. De domingo, 2/03, a terça, 4/03, as escolas da Série Prata desfilarão. Na sexta, dia 7/03, e no sábado, 8/03, é vez da Série Bronze, enquanto os Grupos de Avaliação se apresentam todos os dias, com exceção de sábado.

Para facilitar o acesso ao evento, a CET-Rio montou uma operação especial de trânsito, com o reforço de apoiadores de tráfego e de veículos operacionais para desobstruir as vias. Além de interdições, proibições de estacionamento e da montagem de uma faixa reversível no sentido Cascadura, a CET Rio destacou dois painéis de mensagens variáveis que informarão sobre os horários dos diversos fechamentos e sobre as condições do tráfego.

Além do esquema operacional, a festa deste ano terá investimentos em comunicação visual, som e iluminação. A Rioluz vai reforçar a iluminação na via com a instalação de novos projetores e destacar equipes para cuidar da manutenção, em sistema de plantão.

Outra grande novidade é a melhora na sonorização dos desfiles. O mesmo modelo de carro de som usado na Marquês de Sapucaí será levado para a Intendente Magalhães, com mais caixas de som, para garantir qualidade sonora superior.

Mudanças no Trânsito

No esquema especial que a CET-Rio preparou para a Intendente Magalhães estão previstas interdições e mudanças no trânsito. No sentido Cascadura, entre as ruas Carlos Xavier e Capitão Menezes, a estrada será parcialmente interditada, das 11h de segunda-feira (24/02) e até às 11h de sexta-feira (28/02) para a montagem das estruturas do desfile. Para minimizar os impactos esperados, será montada uma faixa reversível, que funcionará sentido Cascadura, das 5h às 11h, na pista sentido Vila Valqueire, a partir de terça-feira, dia 25/02 até sexta (28/02).

Confira o calendário:

Blocos de Enredo Grupo1: desfiles dia 1º de março
Série Prata: desfiles em 2, 3 e 4 de março

INTENDENTE MAGALHÃES

Bloco de Enredo Grupo1: desfiles dia 1º de março
20h Independente Nova América
20:40h Vai barrar? Nunca!
21:20h Cometas do Bispo
22h União da Ponte
22:20h Novo Horizonte
23h Unidos dos Bandeirantes
23:40h Unidos Alto Boa Vista
00:20h Renascer Vaz Lobo
01h Império Gramacho 01:20h Do Barriga

Série Prata: desfiles em 2, 3 e 4 de março

Domingo, 2 de março

Avaliação – 18h Mocidade Unida Cidade de Deus
18:30h Império da Resistência
20h Sereno Campo Grande
20:40h Renascer
21:20h Feitiço Carioca
22h Unidos Barra
22:40h União Jacarepaguá
23:20h Unidos de Lucas
00h Arrastão Cascadura
00:40h Mocidade Santa Marta
1:20h Chatuba de Mesquita
2h Independente Praça Bandeira

Segunda, 3 de março

Avaliação – 18h Novo Império
18:30h Difícil é o Nome
20h Independente de Olaria 2
0:40h Flor da Mina Andaraí
21:20h Império de Nova Iguaçu
22h Flamanguaça 2
2:40h Engenho da Rainha
23:20h Santa Cruz
00h Vizinha Faladeira
00:40h Rocinha
1:20h Leão Nova Iguaçu
2h Alegria de Copacacabana

Terça, 4 de março

Avaliação – 18h América Samba e Paixão
18:30h Coroado de Jacarepaguá
20h Boi da Ilha do Governador
20:40h Império da Uva
21:20h Tubarão de Mesquita
22h Acadêmicos da Abolição
22:40h Alegria do Vilar
23:20h Unidos do Jacarezinho
00h Concentração Imperial
00:40h Império da Tijuca
1:20h Cubango
2h Vila Santa Teresa

Série Bronze: desfiles 7 e 8 de março

Sexta, 7 de março
Avaliação -18h Rosa de Ouro
18:30 Unidos do Valqueire
20h Leão de Quintino
20:40h Império de Brás de Pina
21:20h Unidos do Parque Curicica
22h Lins Imperial
22:40h Unidos da Vila Rica
23:20h Arame de Ricardo
00h Unidos do Cosmos
00:40h Imperadores Rubro Negro
1:20h Raça Rubro Negra
2h Acadêmicos Recreio
2:40h Bangalore

Sábado, 8 de março

Avaliação – 18h Mocidade de Inhaúma
18:30h Unidos de Manguinhos
20h Acadêmicos de Jacarepaguá
20:40h Acadêmicos do Dendê
21:20h Siri Ramos
22h Mocidade de Vicente de Carvalho
22:40h Unidos do Vila Kennedy
23:20h Gato de Bonsucesso
00h Força Jovem
00:40h Império Ricardense
1:20h Caprichosos de Pilares
2h Unidos do Cabuçu
2:40h Acadêmicos do Peixe

Série Barracões: Portela celebra Milton Nascimento em procissão de luz e cor

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André Rodrigues e Antônio Gonzaga preparam seu segundo Carnaval à frente da Portela. Na edição anterior, a dupla conquistou a avenida com o enredo emocionante “Um defeito de cor”, inspirado no livro homônimo da escritora Ana Maria Gonçalves. Unidos desde que assumiram a Águia Altaneira – André já havia estreado no Grupo Especial ao lado de Alexandre Louzada, após passagens por escolas de acesso, enquanto Gonzaga debutou no carnaval carioca em 2024 –, eles anunciam agora uma homenagem a outro ícone da negritude brasileira: Milton Nascimento. Com o enredo “Cantar será buscar o caminho que vai dar no Sol”, a dupla promete transformar a Sapucaí em uma jornada poética pelas veredas do artista mineiro.

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A Inspiração: Exaltar a Negritude e os Sinais do Destino

Em entrevista, os carnavalescos revelaram como surgiu a ideia de celebrar Milton, figura central da cultura nacional. Antônio Gonzaga destacou: “Sempre tivemos a missão de exaltar personalidades negras que moldam a identidade brasileira. Milton é parte da nossa trilha sonora vital. No ano passado, suas músicas embalaram nosso processo criativo. E, no Desfile das Campeãs, quando ele apareceu no camarote da Portela e postou um vídeo assistindo nosso enredo, interpretamos como um sinal: era a hora de levá-lo ao trono que merece”.

O Enredo: Uma Obra que Atravessa Gerações

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André explicou que o enredo não se limita a dados biográficos, mas investiga como a música de Milton ressoa nas pessoas: “Nosso foco é como sua obra atravessa vidas. Não buscamos detalhes pessoais, e sim entender por que ele merece ser enredo da Portela. Conversamos com ele para captar sua essência criativa, não para coletar informações. Queremos mostrar por que seu trabalho é divino para tantos”.

A Procissão: Do Asfalto às Montanhas de Minas

A ideia de uma procissão de Madureira até Minas Gerais nasceu de devaneios e da música “Bailes da Vida”. Antônio detalhou:“Milton já viajou o mundo cantando para todos. Agora, é a vez de irmos até ele em agradecimento. A obra dele é repleta de movimentos: trens, estações, romarias. Essa travessia simboliza o reconhecimento de um legado que une o físico e o espiritual”.

Alegorias e Fantasias: A Magia do Amanhecer ao Anoitecer

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Sobre o visual do desfile, a dupla adiantou: “Cada setor representa um momento do dia – manhã, tarde, noite e alvorada. As alegorias têm personalidades distintas, mas são conectadas por símbolos que remetem à procissão. As fantasias reforçam essa jornada, com cores e elementos que dialogam com a passagem do tempo”.

Desafios no Barracão: Entre Atrasos e Grandiosidade

O processo de produção não foi fácil. André admitiu: “Foi árduo colocar este Carnaval em pé, especialmente com atrasos nas verbas. Mas agora respiramos aliviados. Queremos que o portelense sinta orgulho, independente do resultado. A Portela merece competir no topo”.

As Parcerias: O Fio Condutor da Obra de Milton

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A dupla destacou a relevância das colaborações na carreira do homenageado. André ressaltou: “Milton compôs para amigos, povos e causas. Essa noção de parceria é um pilar do enredo. Assim como ele, a Portela caminha unida, celebrando a diversidade que nos move”.

O Trinômio Perfeito: Portela, Milton e a Força do Povo

Para Antônio, o trunfo está na síntese de grandezas: “A Portela sendo Portela, Milton sendo Milton e o povo em comunhão. Essa união resultará em algo histórico”.

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Com a promessa de um desfile que mistura tradição e ousadia, a Águia altaneira prepara-se para alçar voo rumo ao sol – guiada pela música de um dos maiores artistas do Brasil.

Conheça o desfile da Portela

A Portela levará para a Sapucaí cinco alegorias, dois tripés, e 27 alas. Os carnavalescos André Rodrigues e Antônio Gonzaga explicaram ao CARNAVALESCO a setorização do desfile da Águia de Madureira.

Setor 1: “O primeiro setor da Portela é a Portela saindo em procissão, então traz alguns aspectos do subúrbio, a Portela se enfeitando para sair nessa grande processão, essa grande travessia para encontrá-lo”.

Setor 2: “O segundo setor é o sol a pino, aquela parte entre a manhã e a tarde e basicamente trata sobre essas emoções a flor da pele, sobre esses momentos, sobre a emoção de ouvir e de relacionar as canções do Milton Nascimento e as suas próprias vidas, então a gente tem ali as baianas falando sobre Maria Maria, nós temos os encontros, por exemplo, em Duas Sanfonas, enfim, temos Vendedores de Sonhos, que é uma ala importante também para narrativa de desfile”.

Setor 3: “O terceiro setor trata dessa relação com a Terra de maneira geral, a Terra nos diversos sentidos, tanto matéria física, quanto território, quanto terra como ideia, como pertencimento, então vai falar sobre identidades, sobre povos originários, sobre os ribeirinhos, sobre os quilombolas e a gente termina com uma alegoria que faz referência à relação do Milton com o Oxalá e com a própria Terra”.

Setor 4: “O quarto setor, que é o setor da noite, que é o setor onde a gente faz essa brincadeira sobre a noite vai representar também esses períodos mais difíceis, esses períodos de repressão e tal, e como a música do Milton Nascimento ajuda essas pessoas a passarem por esse momento difícil, então terão ali muitas músicas que foram trilhas desse momento de resistência, então a noite é uma metáfora para esses momentos difíceis e a gente termina o setor com alegoria sobre o milagre dos peixes e sobre a esperança de encontrar o sol após essa noite”.

Setor 5: “E a gente fecha o desfile com a procissão chegando a Minas Gerais, a procissão sendo recebida pelos festejos locais, os festejos de três contas, a gente tem folia de reis, tem tambores de minas, a gente encontra essas lembranças, essas memórias do próprio Milton e a gente encontra ele finalmente nesse grande altar dourado, esse grande sol”.

Águas do Rio distribuirá mais de 185 mil ecocopos para foliões na Sapucaí

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A partir do dia 28 de fevereiro, a Sapucaí começa a ferver com o maior espetáculo da Terra. A estimativa é de que 120 mil pessoas passem pelo local por dia, entre os que desfilam, os que assistem e os que trabalham. Para um evento desse porte funcionar, uma grande logística de hidratação das pessoas presentes, de funcionamento de banheiros e de fornecimento de água precisa ser planejada e executada. E foi pensando nisso que a Águas do Rio adentrou a avenida e vai desfilar seu bloco em todos os dias de festa.

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Foto: Divulgação/Águas do Rio

Pelo quarto ano consecutivo, a concessionária distribuirá ecocopos reutilizáveis ao público que for ao Sambódromo em todos os dias de desfiles, inclusive no Sábado das Campeãs. Esse ano, serão 45 mil copos a mais, totalizando 185 mil destes que já viraram objeto de colecionador.

Ao colocar em prática a sustentabilidade, uma das premissas principais da empresa, a Águas do Rio estará colaborando com a retirada de mais de 3 toneladas de lixo que seriam geradas pelo uso de copos descartáveis – peso equivalente a cerca de três carros populares.

Hidratando a folia

Para hidratar quem comparecer a um dos maiores festivais culturais do mundo, 29 bebedouros estarão espalhados por toda a Sapucaí. Além disso, haverá 45 mochileiros da concessionária espalhados pela concentração e pela dispersão das Escolas de Samba para garantir a água daqueles que desfilam.

Os desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro têm início na sexta-feira que representa o pontapé oficial do Carnaval deste ano, com as agremiações da Série Ouro (antigo Grupo de Acesso) apresentando seus espetáculos. Os espectadores que quiserem entrar no clima de brilho e glamour poderão comparecer ao estande da Águas do Rio, no setor 9, para ganhar uma maquiagem gratuita.

Obras finalizadas antes do início dos ensaios técnicos

Em janeiro deste ano, antes mesmo de os ensaios técnicos das agremiações começarem, a concessionária finalizou duas importantes obras no Sambódromo: foram construídos mais de 170 metros de rede de esgoto e 120 metros de tubulação de fornecimento de água para atender todas as áreas da Marquês de Sapucaí. O objetivo é garantir que não haja entupimentos no sistema de esgotamento e desabastecimento de água nos momentos de pico.

Assim como acontece desde 2022, além das equipes operacionais presentes em todos os dias de desfile, a Águas do Rio realizará o monitoramento em tempo real da qualidade da água e disponibilizará caminhões-pipa e equipamentos para desentupir tubulações de esgoto exclusivos para a Sapucaí, preparados para responder a qualquer eventualidade.

“Saneamento básico, qualidade de vida e sustentabilidade andam de mãos dadas e é exatamente isso que estamos trazendo para a Sapucaí com nossas ações antes e depois. Poder fazer parte da história do Carnaval do Rio e ainda deixar um legado para a cidade é tanto um compromisso, quanto um privilégio”, reforça Anselmo Leal, presidente da Águas do Rio.

Ingressos para os desfiles da Série Ouro são esgotados

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Os ingressos para os desfiles da Série Ouro 2025 estão esgotados. As 16 escolas filiadas irão cruzar a Marquês de Sapucaí na próxima sexta-feira e sábado, em dois dias de espetáculo que prometem emocionar o público. A grande campeã garantirá uma vaga no Grupo Especial em 2026, enquanto as duas últimas colocadas serão rebaixadas para a Série Prata, que acontece na Estrada Intendente Magalhães.

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Presidente da Liga RJ, Hugo Junior comemorou o sucesso de vendas e ressaltou a relevância do evento para o carnaval carioca. Para ele, a grande procura por ingressos reflete não apenas a paixão do público pelo samba, mas também a força e a tradição das escolas que compõem a Série Ouro.

“Estamos extremamente felizes com o sucesso nas vendas dos ingressos. A resposta do público foi incrível e isso só aumenta nossa responsabilidade de entregar um grande espetáculo na Sapucaí. Será uma festa grandiosa, digna da tradição do maior espetáculo da terra”, afirmou.

Ele também reforçou que as arquibancadas populares, dos setores 1, 12 e 13, serão distribuídas pelas escolas às suas respectivas comunidades, garantindo que as torcidas possam apoiar suas agremiações ao longo do desfile.

“O carnaval é um patrimônio do povo e nada mais justo do que garantir que as comunidades estejam presentes para prestigiar suas escolas. As arquibancadas populares serão distribuídas diretamente pelas agremiações, permitindo que os sambistas vivam esse momento de perto e celebrem suas histórias na Sapucaí”,  completou Hugo Junior.

Com a expectativa de Sapucaí lotada, os desfiles terão início às 21h em ambos os dias, seguindo a seguinte ordem:

Série Our
21h – Botafogo Samba Clube
Entre 21h45 e 21h55 – Arranco
Entre 22h30 e 22h50 – Inocentes de Belford Roxo
Entre 23h15 e 23h45 – Unidos da Ponte
Entre 00h e 00h40 – Estácio de Sá
Entre 00h45 e 01h35 – União de Maricá
Entre 01h30 e 02h30 – Em Cima da Hora
Entre 02h15 e 03h25 – União da Ilh

Sábado – 1 de março
21h – Tradição
Entre 21h45 e 21h55 – União do Parque Acari
Entre 22h30 e 22h50 – Vigário Geral
Entre 23h15 e 23h45 – Unidos de Bangu
Entre 00h e 00h40 – Porto da Pedra
Entre 00h45 e 01h35 – São Clemente
Entre 01h30 e 02h30 – Acadêmicos Niterói
Entre 02h15 e 03h25 – Império Serrano

Vale destacar que Unidos da Ponte, Unidos de Bangu e Império Serrano não serão julgadas devido ao incêndio que comprometeu suas fantasias, ficando isentas de acesso ou rebaixamento.