











A Imperatriz Leopoldinense levou para a avenida um desfile que celebrou a cultura africana e a soberania de Oxalá, o Senhor de Ifón. Com o enredo “Ómi Tútú ao Olúfon – Água Fresca Para o Senhor de Ifón”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, a escola de Ramos apresentou uma alegoria grandiosa que reverenciou o Orixá em seu trono, cercado por sua corte e elementos simbólicos que remetem à pureza e ao poder divino.
O abre-alas da escola trouxe uma representação imponente do reino de Oxalá, com esculturas de elefantes, marfins e atabaques, que simbolizam a força e a ancestralidade africana. Vitor Rangel, diretor de alegoria da Imperatriz, destacou a importância do Itã escolhido para o desfile. “A grande importância desse Itã foi a viagem que Oxalá fez para o reino de Oió. E esse primeiro carro é a representação do reino de Oxalá, que representa toda a pureza, todo o poder e importância de Oxalá, não só para o nosso enredo, mas para toda a cultura de matriz africana”, explicou.

Irineu Nogueira, destaque da alegoria, representou o Pai de Todos os Orís e ressaltou a relevância do enredo para os dias atuais. “O enredo representa tudo o que está acontecendo hoje no Brasil. Estamos trazendo um pouquinho das águas que estão limpando, tirando tudo o que não presta”, afirmou o coreógrafo e professor, que veio diretamente da Alemanha para desfilar na escola. Sentado em um trono à frente da alegoria, Irineu performou a dança lenta do Orixá, acompanhado por atabaques que ecoavam uma sonoridade de paz e tranquilidade.
“O Obí é uma dança lenta tocada para o nosso grande Oxalá. Aqui nós temos uma representação muito africana, não muito parecida com os que tocam no Brasil, eles têm feições africanas. Esses atabaques tocam uma sonoridade de paz para todo mundo. Representa uma sonoridade que diz ‘tenha calma’, ‘siga em frente’, ‘trabalhe’, ‘as coisas vão acontecer'”, declarou.
O desfile da Imperatriz Leopoldinense foi uma verdadeira imersão na cultura e na espiritualidade africana, celebrando a ancestralidade e a resistência de um povo.
Nas religiões de matriz africana, a cor branca tem um significado profundo e sagrado, especialmente quando associada a Oxalá, considerado o orixá da criação, da paz e da sabedoria, principalmente na Umbanda e no Candomblé. Oxalá é reverenciado por sua energia serena e conciliadora, sendo a cor branca uma manifestação de sua essência divina. O branco simboliza a pureza, a calma, a espiritualidade e a luz. No culto a Oxalá, vestir-se de branco representa respeito e devoção, além de demonstrar a busca por equilíbrio e harmonia sugerindo a ideia de neutralidade e paz, que são essenciais para aqueles que seguem os ensinamentos desse orixá.

A ala ‘’ASO FUNFUM’’ no segundo setor da Imperatriz Leopoldinense, que em iorubá quer dizer ‘’roupa branca’’, tem a fantasia representada como Oxalá deveria manter a sua ritualística. ‘’Nós somos uma das primeiras passagens da mitologia, é responsabilidade nossa, dos componentes, representar Oxalá nesse enredo de forma mais efetiva. Ela representa esse ser puro, as águas de Oxalá que fazem com que mantenha essa limpeza de toda a situação, banhando em águas limpas’’, diz o responsável pela Ala, Sidnei de Castro, Guarda Municipal que desfila está na Imperatriz há 4 anos.
A indumentária ritualística da ala é um ita Iorubá que dispõe de Adê (coroa), Ojá (filá ou barrete), calça e saias contando a história de como os tons alvos evidenciam como Oxalá deveria se manter. ‘’Nossa fantasia é um itan em Iorubá que conta a história que vestir saia branca e usar leque que é muito significativo na relação do orixá com a pureza’’, explica Patrícia, de 60 anos, guia turística e componente da escola há quase 40 anos.

A ala traz os ibebés (leques) com esse contexto na fantasia ‘’O ibebé significa a pureza e a leveza, é fazer que Oxalá abane e refresque, que faça passagem no seu ritual de magia, de festividade’’, declara Sidnei.
Vestir saia branca e usar leque é muito significativo na relação do orixá com a pureza. A ala traz os ibebés (leques) com esse contexto na fantasia ‘’O ibebé significa a pureza e a leveza, é fazer que Oxalá abane e refresque, que faça passagem no seu ritual de magia, de festividade’’, declara Sidnei.

‘’Tendo Oxalá como nosso enredo e trazendo para o nosso dia a dia que também é uma saga de situações difíceis que a gente precisa vencer e traz uma representatividade para nós seres humanos aqui encarnados muito importante e isso traz para mim muito significado’’, relata Fernanda, de 41 anos, propagandista da indústria farmacêutica e estreante como desfilante na agremiação de Ramos.
Nos ritos dedicados a Oxalá, as vestes e oferendas brancas são elementos fundamentais. parte dos rituais, pois representam a suavidade e a pureza do orixá. Além disso, os templos e espaços sagrados costumam ser enfeitados com tecidos brancos, reforçando o clima de paz e espiritualidade.
O branco associado a Oxalá é um convite à reflexão sobre a importância da paz e da serenidade no cotidiano. Em um mundo marcado por conflitos e tensões, a mensagem de Oxalá se mantém atual e necessária na busca do equilíbrio, respeito às diferenças e a ações com sabedoria.
‘’É um orixá muito importante na religião e cultura afro-brasileira, essa roupa é linda, é tudo muito emocionante estar aqui representando’’, finaliza Yasmin, fisioterapeuta de 32 anos e componente da escola há um ano.
Primeira a desfilar na noite do grupo de Acesso 1 do carnaval paulistano, a Unidos de São Lucas trouxe o ritmo do Ijexá para avenida. A escola da Zona Leste que vem de 3 acessos seguidos nos últimos carnavais fez um belo desfile que empolgou sua comunidade. A tônica ao final da apresentação era de comemoração e muita expectativa por um bom resultado na apuração.
Adriano Freitas, Presidente da São Lucas
“A gente que vem aí há pelo menos uns três anos brigando para ser notada entre as maiores de São Paulo. A gente está trabalhando muito. O acesso 1 ele é praticamente o terceiro dia de especial, então a gente tem que trabalhar muito. A gente vem trabalhando muito para se manter nesse grupo e daí pra frente a gente vai se estruturando, porque a gente sabe que até agora a gente teve um bom pé mas pra chegar lá. E não é só ter um bom pé, tem que ter um bom pé e a pisada firme, e a gente está querendo firmar essa pisada pra quando chegarmos lá fazer história”. E continuou.

“Estamos vindo de uma semana que deu muita trave, muita coisa que estava tudo certo e aí tivemos alguns probleminhas, mas eu acho que o ponto alto foi ver a minha comunidade passando feliz e cantando, podendo dar e receber aquilo que eles querem. Alegria. Eu sabia que nós íamos chegar, nós íamos passar. Estava preocupado com as surpresas que o dia podia nos oferecer, até porque a gente está sujeito a isso. Mas eu estava confiante no meu pessoal, a família que eu tenho aí é uma família muito unida, é um pelo outro, e eu sabia que tudo daria certo. É a sensação de dever cumprido, independente do resultado que for vir, nós estamos fazendo o que foi proposto para a comunidade há quatro anos atrás, quando nós assumimos a gestão dizendo que nós íamos fazer uma escola competitiva, uma escola de portas abertas para a comunidade e uma escola viva. E é o que vem acontecendo. São de três para quatro anos de gestão, dois acessos como campeão e um como vice. Então isso já mostra que as coisas estão caminhando da forma correta”.
Erich Sorriso, Mestre-sala da São Lucas
“Hoje a gente completa nove meses de ensaio. A gente fez, além dos específicos, dois ensaios gerais. E acredito que a gente conseguiu fazer aquilo que a gente vem ensaiando. A gente conseguiu fazer a nossa coreografia completa, conseuimos se olhar. Agora eu espero o resultado, mas a gente está feliz por tudo que a gente superou, por a gente estar aqui e é isso, feliz. Feliz com a nossa passagem”.

Vitória Devonne, porta-bandeira da São Lucas
“Foi um desafio e tanto, mas a gente conseguiu executar aquilo que a gente estava ensaiando com êxito. Graças a Deus, aos nossos orixás, correu tudo bem, tudo certo, tudo dentro da forma que a gente esperava”.
Mestre de bateria Andrew Vinícius, da São Lucas

“A bateria veio muito confiante hoje. Acertamos os detalhes que faltavam. A gente vem ensaiando desde março e acho que é por isso que as coisas vêm evoluindo constantemente. E é isso aí, é ensaiar, ensaiar para chegar no dia e fazer o máximo da excelência possível”.
Jonathan Santos, coreógrafo da Comissão de Frente da Unidos de São Lucas
“Saiu muito melhor do que eu esperava porque esse elenco aqui é muito forte, é muito potente. Nos ensaios a gente se concentrou em poder fazer o alinhamento, a coreografia, mas hoje sinceramente a gente se preocupou em representar a força da nossa escola, mas principalmente da Zona Leste. Então a gente obviamente trouxe movimentos afros, representou um pouco do que significa o ijexá, mas mais do que isso, a gente representou e trouxe essa força. E pra mim o que mais me contagiou foi o público vindo junto com a gente. A cada grito, a cada passo, a cada olhar, a cada letra cantada desse samba enredo, do nosso samba enredo, o público vinha junto. Então, pra mim, não tem outro destino, senão um grupo especial”.

Tuka Maia, intérprete da São Lucas
“A expectativa foi das melhores. A gente viu o resultado hoje. Todo mundo cantando esse samba maravilhoso e com certeza era um dos sambas mais esperados do carnaval de São Paulo. E todo mundo viu o resultado. Samba maravilhoso. O desfile maravilhoso que a escola fez. E todo mundo cantando. A expectativa é das melhores, se Deus quiser, se papai nos abençoar, a gente vai conseguir esse título”.
Fernando Dias, Carnavalesco da São Lucas
“Eu fiz o que eu gostaria de ter feito e fiz muito bem feito. Foi muita luta mas nós conseguimos chegar aqui. Sem luta não há vitória. Então eu só tenho a agradecer a Deus e aos orixás, a Oxum ao ijexá por esse trabalho maravilhoso que eles me proporcionaram”.

Vanderley, diretor de carnaval da São Lucas
“Essa reta final foi muito conturbada pra gente, muito difícil. É uma escola que tá crescendo muito rápido, e aí a gente precisa tapar alguns buracos na caixa d’água às vezes. E nessa reta final a escola mostrou que é muito unida. Botamos essa escola na avenida, então tudo que a gente fez aqui hoje foi o que a gente planejou, foi o que a gente almejou e principalmente acho que a gente tem que reforçar essa união que a São Lucas está mostrando desde esses últimos resultados e principalmente o que a gente fez na pista hoje. Estou muito satisfeito”.








A Unidos de Padre Miguel desfilou na noite desse domingo na Marquês de Sapucaí com o enredo “Egbé Iyá Nassô”, sobre aquela que é responsável pela fundação do primeiro terreiro de candomblé do Brasil, em Salvador, na Bahia. O quarto carro da escola relembrou a imposição do exílio à sacerdotisa após a Revolta dos Malês, composta majoritariamente por escravizados muçulmanos.

“Durante a Revolta dos Malês, Iyá Nassô se oferece como moeda de troca para que não perseguissem os seguidores de seu terreiro. Ela volta para a África, cumprindo a promessa dela. Tem uma encenação na próxima ala dessa luta entre os soldados e os Malês e no carro também. Nós temos uma escultura da Iyá Nassô, abraçando seus filhos, representando toda essa acolhida que ela fez, essa coisa afetiva de mãe que ela era. Ela era uma líder política também, uma mulher à frente de seu tempo”, explicou o integrante da equipe de criação do desfile Alex Carvalho, de 25 anos.

Fundindo a arquitetura islâmica com a estética afro, exibindo escrituras em árabe, o carro foi aprovado pelos desfilantes que nele vieram. Nesse sentido, a professora de educação física e ialorixá Suzel Rodrigues, o advogado Luiz Fernando Silva e o gerente de lojas Tom Garcez refletiram sobre a histórica perseguição às religiões de matriz africana no Brasil.
“Iyá sofreu esse exílio, nessa revolta. Aí ela teve que voltar para a África. Logo depois, ela retornou a Salvador e hoje a gente vem representando ela. O que me chama atenção na estética desse carro é Xangô, é o atabaque. Que o atabaque toca e o orixá responde”, disse Suzel, de 60 anos, há mais de 10 anos na UPM.
“Eu já vi muito enredo bacana nessa escola, mas igual a esse me emocionou. Eu fui iniciado quando morava na Vila Vintém. Eu era um garoto de 12 anos de idade e hoje sou um homem adulto falando da minha religiosidade. Pela primeira vez, um carnavalesco está apresentando na avenida a origem do candomblé no Brasil”, enalteceu Luiz Fernando, de 52 anos, que desfila pela UPM desde 2007.

“Num mundo de tanta intolerância religiosa, você tem um enredo de matriz africana que prega o amor. O amor tem que prevalecer. As pessoas têm que respeitar a fé das outras. Para uns, amém; para outros, axé. Eu sou evangélico. A minha família toda é. Eu tenho muito orgulho de hoje vir cantando Iyá Nassô e dizer não à intolerância religiosa e sim ao amor”, finalizou o gerente de lojas Tom Garcez, de 55 anos de idade e 33 anos de avenida, em sua primeira vez pela UPM.
A Unidos de São Lucas abriu os desfiles deste domingo pelo Grupo de Acesso 1 de São Paulo no carnaval de 2025. No retorno da escola para a segunda divisão da folia paulistana, o animado samba levantou o público e animou os desfilantes que evoluíram muito bem durante todo o cortejo, encerrado após 55 minutos. A comunidade da Zona Leste se apresentou com o enredo “Ijexá”, assinado pelo carnavalesco Fernando Dias.
Comissão de Frente

Coreografada por Jonathan Santos, a comissão de frente da São Lucas foi intitulada “Os Guardiões de Ijexá” e se apresentou ao longo de duas passagens do samba e fez uso de um tripé que representou a “Morada de Exu”. Na apresentação, os componentes mostraram a celebração feita pelos guardiões após vitórias obtidas em batalhas, que ocorria através do ritmo do Ijexá. Os guerreiros fazem oferendas ao protagonista da coreografia, Exu, que abriu os caminhos para que o som dos tambores, tocado em cima do tripé, possam chegar à regente Oxum como forma de gratidão à dádiva concedida por Olorum. A coreografia foi animada e reproduz bem os elementos da proposta, com destaque especial para a irreverente representação de Exu e o momento do batuque de tambores em cima do tripé. O único elemento que preocupa é quanto ao acabamento da própria alegoria, em que uma das duas tiras finas penduradas enroscou com o vento em outras estruturas – causando uma falha de uniformidade.
Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal da São Lucas, formado por Erich Sorriso e Victoria Devonne, se apresentou representando o “Rei e Rainha de Ijexá”. O casal cumpriu com todas as obrigatoriedades do quesito com exatidão, realizando uma coreografia animada dentro da proposta do enredo.
Enredo
O enredo da São Lucas retratou a origem do Ijexá, que é um ritmo africano que nasceu da celebração pelas glórias obtidas em batalhas por guerreiros de um Reino iorubá de mesmo nome, fruto de uma dádiva concedida por Olorum, o Deus da Criação. O Ijexá era entoado com a abertura dos trabalhos através de oferendas a Exu para agradecer à Oxum as vitórias alcançadas. O desfile mostrou como esse ritmo se espalhou por diferentes tribos africanas e se tornou parte de suas culturas, chegando ao Brasil na época da Diáspora Africana e se disseminando pelo país pelas casas de candomblé, ganhando as ruas no carnaval de Salvador através do Afoxé Filhos de Gandhy. O ritmo se tornou patrimônio nacional por conta da sua capacidade de se espalhar por diferentes culturas, sendo executado em festas por todo país, desde o maracatu de Pernambuco até o Bumba-Meu-Boi do Maranhão. Um enredo de leitura muito fácil por todas as alegorias e fantasias do desfile da escola ao longo da Avenida, com riqueza de detalhes contribuindo para uma transmissão cultural satisfatória. Certamente um dos pontos positivos do desfile da São Lucas.

Alegorias
A São Lucas apresentou um conjunto alegórico formado por três carros e um tripé, que veio no começo do desfile chamado “Ijexá em Monumento”. O Abre-alas, intitulado “Templo Natural de Oxum”, faz referência uma floresta localizada na África que se tornou um templo simbólico dos Reinos que existiram na época para o culto à Orixá, onde o ritmo do Ijexá era tocado nos rituais.

O segundo carro representou o “Cortejo Preto em Salvador”, mostrando como os africanos trazidos ao Brasil na Diáspora usavam dos festejos cristãos para celebrar a própria fé através do Ijexá. A última alegoria, “Movimento multicultural”, exaltou as diferentes manifestações culturais que incorporaram o ritmo em suas danças, além dos grandes artistas que compuseram músicas embaladas pelo Ijexá. A representação dos elementos propostos na Avenida contribuíram para a narrativa do desfile com exatidão, mas algumas irregularidades de acabamento observadas podem levar os jurados a interpretarem como falhas.
Fantasias

As fantasias da São Lucas se encarregaram de conduzir a narrativa do enredo entre as propostas das alegorias. O primeiro setor focou em vestimentas representando a cultura africana e suas tribos, enquanto no segundo setor as referências foram da chegada dos povos africanos ao Brasil e a influência do ritmo nos festejos de Salvador, e o último setor, a parte com mais alas do desfile, celebrou as diferentes culturas brasileiras que incorporaram o Ijexá. A leitura das fantasias dentro do enredo foi muito fácil, enriquecendo a contribuição cultural do desfile da São Lucas, mas as falhas de acabamento observadas pelas alas, principalmente da primeira, que soltou muitas tiras finas pela pista, podem prejudicar a avaliação do quesito.
Harmonia
O canto da comunidade da São Lucas foi outro ponto positivo do desfile. As alas estavam cantando muito animadas, embaladas pelo bom samba da escola. Os componentes do terceiro setor estavam especialmente animados, aferindo uma notável crescente por toda a Avenida. Atuação clássica do canto forte das escolas da Zona Leste.
Samba-enredo

A obra que conduziu o desfile da São Lucas é assinada por Bruno Leite e Ricardinho Olaria, e na Avenida o samba foi defendido pelo intérprete Tuca Maia. As passagens da letra são bem claras em dividir o desfile em três diferentes setores através da primeira parte, refrão do meio e segunda do samba. Na Avenida, o samba teve um grande desempenho, favorecido pela qualidade do conjunto da obra e a interpretação de alto nível da ala musical liderada por Tuca Maia, conseguindo levantar o público logo no primeiro desfile da noite. Mais um ponto positivo do desfile da escola.
Evolução

Tecnicamente falando, a São Lucas teve um desempenho irretocável. A fluidez pela Avenida foi constante, com um recuo de bateria bem-executado e com liberdade para os desfilantes brincarem o carnaval pelas alas. O fechar dos portões aos 55 minutos, exato meio-termo entre tempo mínimo e máximo de desfile, apenas crava quão boa foi a evolução da escola no desfile.
Outros destaques
Fantasiados em referência ao Afoxé Filhos de Gandhy, os ritmistas da “Bateria USL” trouxeram no desfile uma pegada digna do ritmo africano difundido pelo Brasil através do Ijexá. A rainha Pepita também embalou o público demonstrando muito samba no pé.