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Componentes da MUM comemoram desfile e interação com o público

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A Mocidade Unida da Mooca estreou no Grupo Especial do Carnaval de São Paulo com um emocionante desfile sobre a força da mulher preta ao longo da história, culminando em uma grande homenagem ao Instituto Geledés – organização que tem por missão institucional a luta contra o racismo, o sexismo, a valorização e promoção das mulheres negras. O desfile de “Gèlèdés – Agbara Obinrin”, assinado pelo carnavalesco Renan Ribeiro, foi encerrado com 65 minutos e muito comemorado por componentes importantes da MUM.

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O CARNAVALESCO ouviu responsáveis por segmentos da escola da Zona Leste de São Paulo para saber a impressão de cada um deles a respeito da apresentação mooquense em 2026.

Rafael Falanga (presidente)

“Acho que a participação da arquibancada foi fundamental desde os ensaios técnicos. A antecipação da preparação da MUM também tem uma parcela muito grande nessa conexão com o público. Nós antecipamos o lançamento do samba, antecipamos o lançamento do enredo, e em junho a gente já tinha samba; em agosto, a gente já estava ensaiando na rua. Então, foi uma construção que acabou dando muito certo e se consagrou aqui nesse desfile incrível, desfile potente pela narrativa, pelo enredo, pelo chão da escola, que representou muito bem esses 40 anos de luta. Temos um trabalho de sequência, pois nós sempre projetamos carnavais acima do grupo em que estávamos. Então, acho que isso foi uma sequência da própria ideologia do trabalho da escola. Nós não entramos no Carnaval para permanecer; o nosso sonho era estar no especial, então a gente tinha que entrar para ganhar, ganhando ou perdendo, estamos sempre entregando tudo, e acho que a gente conseguiu aqui no grupo entregar o nosso máximo nas alegorias, nas fantasias e em nosso trabalho diário: no barracão, na quadra, no chão da escola. Ensaiamos os quesitos exaustivamente: bateria, casal, comissão. Então, foi o carnaval da entrega, e acho que refletiu na avenida. Estou muito feliz”

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Karina Zamparolli (porta-bandeira)

“Realmente é bem ousado o que a gente fez, mas era uma realização pessoal. A gente achou que o carnaval grandioso que a MUM estava fazendo merecia isso: arriscar uma coisa nova e diferente. Então, acho que foi muito positivo, a gente sai satisfeito e, se Deus quiser, se a gente conseguiu encantar ou não o jurado, que seja o melhor para a escola, e nós já estamos ansiosos para o que vai acontecer”

Jefferson Costa (mestre-sala)

“Para nós é bem diferente. Não lembro de ter vivido uma situação em que a arquibancada interagisse tanto com a apresentação do casal; a galera vibrava quando a gente fazia determinados movimentos que algumas pessoas já sabiam por conta dos ensaios técnicos, a galera gritava e tudo mais, então para nós foi muito emocionante. Estávamos brincando com aquela frase de que só quem se arrisca merece viver o extraordinário, e hoje acho que a gente pode falar que a gente viveu o extraordinário. O resultado e a nota quem dá é o jurado, mas a gente entregou o trabalho e vivemos o extraordinário, foi lindo”

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Gui Cruz (intérprete)

“Foi uma emoção muito grande ouvir a arquibancada respondendo com tanta energia. Acho que isso é a melhor coisa que tem quando a gente dá energia e recebe de volta. O Carnaval de São Paulo, sem dúvida nenhuma, viu um grande espetáculo de uma comunidade que esperou muito para viver isso. Uma comunidade muito feliz, o que deu para ver na pista hoje, que estavam felizes e realizados, vivendo esse sonho. Cantaram bastante, sem dúvida nenhuma foi uma noite muito especial”

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Emerson Dias (intérprete)

“Há muito tempo que não via uma arquibancada corresponder tanto a um samba da maneira que a gente viu aqui dentro. Principalmente sendo a primeira escola e estando pela primeira vez no especial. Então, acho que foi um momento muito bacana do Carnaval de São Paulo, um momento muito bacana do Anhembi. Acho que a escola tem todos os ingredientes para poder construir e fazer uma grande história aqui nesse palco tão sagrado”

Sté Oliveira (intérprete)

“Do fundo do meu coração, é uma responsabilidade enorme, primeiramente. Estava muito concentrada, muito focada em fazer um trabalho sólido e fazer uma história junto com a MUM. Estou muito feliz, estou muito grata e emocionada. Só tenho a agradecer ao Carnaval, à MUM, à música, ao mundo do samba e a todas vocês também”

Presidente do Pérola Negra comemora retorno ao Especial: ‘Sou vice-campeã com muito orgulho’

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A terça-feira de carnaval consagrou duas escolas tradicionais da folia paulistana.

Tucuruvi e Pérola Negra são, respectivamente, campeã e vice do Acesso 1 do Carnaval de São Paulo. Com isso, vão desfilar no Grupo Especial em 2027.

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Com 269,4 pontos, o Pérola Negra está de volta à Elite. Sobre a segunda colocação e o direito de retornar ao especial, a presidente Sheila Mônaco desabafou.

“Sou vicecampeã com muito orgulho. O Pérola vem sofrendo por muitas coisas. Estamos sem quadra, sem espaços. A gente luta para o nosso objetivo. Pérola é uma escola querida, nós acolhemos a todos e nossa comunidade merecia isso. É emocionante retornar ao especial”, disse Sheila.

Águia de Ouro aposta em enredo sobre Amsterdã e Douglinhas avalia: ‘Um dos melhores desfiles que já fizemos’

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O Águia de Ouro levou para o Anhembi o enredo “Mokum Amsterdã – O voo da Águia à
cidade libertária”, propondo uma travessia simbólica entre São Paulo e a capital holandesa.
O desfile apresentou referências à arte, à história e aos debates sobre liberdade associados
à cidade europeia, organizados em quadros temáticos ao longo da apresentação.

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O samba garantiu resposta das arquibancadas e ajudou a sustentar o rendimento da escola
na pista. Visualmente, houve momentos de impacto, especialmente nas alegorias dedicadas às liberdades e ao clima festivo do encerramento. A evolução, porém, apresentou oscilações, com acelerações em trechos importantes e abertura de espaço após o recuo da bateria.

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Casal destaca emoção e vibração do público

O primeiro casal, Alex Malbec e Monalisa Bueno, falou sobre a intensidade da apresentação
e a troca com o público na avenida.

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“É uma emoção muito grande, a gente sabe que o Carnaval é um espaço de convivência e
onde a gente convive tem que haver a troca. A gente não consegue filtrar o que é positivo e o que é negativo, mas de fato a gente está com o coração tão puro, tão leve, tão querendo transmitir coisas boas que o que vem, a gente vai administrando, mas é uma emoção muito grande. Mas, graças a Deus, a gente consegue ter esse controle de não ficar deslumbrado na avenida. É importantíssimo trabalhar com o público”, disse Alex.

O mestre-sala também ressaltou o processo de dedicação até chegar à apresentação
oficial.

“A gente sabe que o desfile é importante, a nota é muito importante, porém mais importante do que isso é a consciência da comunidade, de ver o processo, o quanto a gente se dedicou, como todo mundo se dedica, dando o seu tempo e a sua disponibilidade. Mas a gente sabe que para chegar no pódio é cansativo e árduo, mas, de qualquer forma, a gente está muito feliz”, completou.

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Monalisa destacou o papel da arquibancada em momentos mais tensos

“Quando existe muita vibração, dependendo do que a gente está passando, por um
momento tenso na pista, essa vibração do público acaba sendo o nosso combustível. E
aquilo faz a gente voltar e se concentrar para terminar de fazer o que a gente está fazendo. E é importante, porque você está dançando para o jurado, mas você também impressiona o público. Quando essa devolutiva é positiva, não tem como, a gente fica muito feliz. Acredito que conseguimos, conseguimos”, afirmou a porta-bandeira.

Intérprete ressalta alegria do desfile

No carro de som, Douglinhas Aguiar destacou o significado especial da noite e avaliou positivamente a apresentação da escola.

“Acho que esse foi um dos melhores desfiles que a gente fez. Para mim, era um mandato
especial, hoje completo 40 anos cantando na avenida, então para mim estava em comemoração. Acho que a escola conseguiu fazer um desfile à altura da alegria que é
Amsterdã, desse enredo maravilhoso e dessas pessoas maravilhosas”, declarou.

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O intérprete também comentou sobre a presença de marca associada ao tema.

“Acho que a escola correspondeu, fez um desfile alegre, vibrante. Agora é só esperar para a gente ver o que acontece. E sobre a marca, na verdade, a marca foi um plano de fundo,
porque a mensagem é mensagem de liberdade, de paz, e não a cerveja. A cerveja foi uma
mera patrocinadora, mas que não teve peso no desenvolvimento do enredo. A gente
conseguiu abordar com muita primazia outros pontos em Amsterdã, não só a cerveja”,
concluiu Douglinhas.

Presidente destaca força da comunidade da Roseira após desfile

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A Rosas de Ouro entrou na avenida cercada de expectativa. Além do desconto antecipado
de 0,5 ponto, a escola enfrentou atraso provocado por óleo na pista e ainda teve a ausência de um integrante da comissão de frente, que passou mal durante o desfile. O cenário exigia controle emocional e a resposta veio no canto da comunidade.

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Com o enredo “Escrito nas Estrelas”, a Rosas de Ouro apresentou um desfile de leitura
clara, organizado e sustentado por um samba de fácil assimilação. Os refrões impulsionaram a apresentação, enquanto a “Bateria com Identidade” manteve intensidade
constante ao longo do percurso. A escola encerrou sua passagem dentro do tempo regulamentar, com evolução regular e poucos espaços entre alas e alegorias.

A comissão de frente, coreografada por Arthur Rozas, representou o “Sublime Carrossel
Celestial”, unindo astrologia e astronomia em uma proposta compreensível. O abre-alas,
com a expansão do universo, abriu o desfile com impacto visual, e a alegoria de Atlântida foi uma das mais chamativas do conjunto. Mesmo diante dos imprevistos, a Rosas de Ouro
manteve o rendimento estável na pista.

Presidente destaca mobilização da comunidade

Angelina ressaltou a reação da escola após uma semana considerada tensa nos bastidores
e valorizou o envolvimento da comunidade no resultado apresentado.

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“Uma semana muito tensa, mas a comunidade veio junto, o trabalho do projeto padrão
Roseira de canto. As fantasias impecáveis, a evolução aqui é impecável. Olha, sem
comentários, eu quero agradecer meus filhos da Roseira, a Nação Azul e Rosa. Um desfile
maravilhoso”, avaliou a presidente.

Comissão de Frente apostou na fluidez

Arthur Rozas afirmou ao CARNAVALESCO que a proposta foi executada conforme
ensaiado e que os balizamentos previstos em regulamento foram cumpridos durante a
apresentação.

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“Nós viemos representando o carrossel celestial, a ideia é trazer esses astros celestiais,
representando cada signo aqui e a nossa alegoria como o giro da vida, né, a passagem do
tempo ao longo do giro da vida. Consegui fazer todos os balizamentos, cumprir aquilo que o regulamento manda, os desenhos aconteceram, então assim, conseguimos absorver tudo
fluido da forma que ensaiamos”, afirmou o coreógrafo

 

Estrela do Terceiro Milênio celebra emoção e entrega em homenagem a Paulo César Pinheiro

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A Estrela do Terceiro Milênio levou para o Anhembi uma homenagem marcada por emoção e envolvimento da comunidade. Com o enredo “Hoje a poesia vem ao nosso encontro, Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções”, a escola apostou na força do samba e na identificação do público com a trajetória do compositor.

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O desfile transcorreu de forma tranquila, com narrativa compreensível e momentos de forte conexão entre pista e arquibancada. A comissão de frente ajudou a abrir o caminho da história, o samba sustentou o canto coletivo e a comunidade respondeu com intensidade.
Ao fim da apresentação, o clima era de satisfação entre os segmentos.

Primeiro Casal destaca emoção e superação

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Arthur dos Santos e Waleska Gomes, destacou a carga emocional da noite e a vibração do público ao longo da avenida.

“Costumo dizer que o dia do desfile é bem intenso porque é o dia que a gente precisa colocar tudo em prática, o que levamos em todo esse tempo, mas tem coisa que só acontece na avenida. Posso dizer que esse ano foi atípico, foi totalmente diferente. Até me emociona em falar, mas estamos muito felizes com o que entregamos nesse desfile. Encontrar o nosso pessoal na garra nos faz feliz, todos com um sorriso no rosto, nos aplaudindo e dando força. É inexplicável, mas foi incrível, a gente está muito ansioso pelo resultado”, afirmou Arthur.

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Waleska também ressaltou o desafio enfrentado na apresentação, principalmente pelo figurino volumoso e a proximidade entre os módulos.

“A gente sentiu o público vibrando muito com a gente, mas para nós, em especial, é uma grande superação, porque os módulos estão muito próximos. A gente veio com uma fantasia de diâmetro e saia grande, então para nós foi uma grande superação. Mas o trabalho sempre supera qualquer adversidade. Não existe sorte, não existe fórmula mágica, não foi do nada, foi um trabalho árduo, então a gente está muito feliz porque a gente torcia muito para conseguir colocar em prática tudo o que a gente trabalhou. Conseguimos e estamos muito felizes”, vibrou Waleska.

Ala musical destaca homenagem ao compositor

Responsáveis por conduzir o samba, Darlan Alves e Grazzi Brasil falaram sobre o significado de homenagear Paulo César Pinheiro e a resposta da comunidade do Grajaú.

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“Durante o desfile, fico muito focada no que vou fazer, mas a sensação de dever cumprido existe, não vou mentir, é muito trabalho, e agora é ver o resultado. Essa comunidade é maravilhosa, o Grajaú é sensacional. Estou feliz até aqui, vamos ver depois, ver o que pode
acontecer, mas me sinto bem com a minha ala musical. Esse compositor sensacional, que é da nossa MPB, já cantava músicas dele e, agora, poder homenageá-lo, não só ele, como todos os compositores, é simplesmente sensacional. Acho que é um samba melódico lindo.
Amo esse samba, acho ele sensacional, então estou muito feliz”, declarou Grazzi.

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Darlan também destacou o simbolismo do último carro alegórico, que reuniu compositores do carnaval paulistano.

“Acho que foi um dos desfiles mais emocionantes, porque falar de um compositor como esse cara, que é o Paulo, realmente é muito emocionante. E vou destacar uma coisa aqui do final, que é o último carro ali, onde vinham os compositores. Então vi o Grego, vi Xavier, Aquiles da Vila, Turco, tantos compositores gigantes do Carnaval de São Paulo prestando essa homenagem, foi incrível, acho que o dever está cumprido. Ele realmente recebeu uma homenagem à altura do tamanho que é, do que ele representa para a música popular
brasileira. Temos uma grande comunidade, acho que todos os compositores do Brasil também estão felizes com essa homenagem”, completou.

Opinião! Como foi o segundo dia dos desfiles do Grupo Especial do Rio no Carnaval 2026

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Colorado do Brás celebra desfile de sucesso

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Segunda agremiação a se apresentar na sexta-feira de carnaval, a Colorado do Brás realizou um dos melhores cortejos de sua história. Teve uma concepção estética diferente e os outros conjuntos funcionaram muito bem.

Em conversa com o CARNAVALESCO, o presidente Ka, a coreógrafa Paula Gasparini e o mestre Acerola de Angola destacaram o sentimento de dever cumprido e celebraram a entrega da escola na avenida. Com forte participação da comunidade e confiança no trabalho apresentado, a agremiação demonstrou satisfação com o desempenho em todos os setores.

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Dever cumprido

Enfático, o presidente Ka afirmou que o sentimento é de dever cumprido pelo que foi apresentado na avenida. “A escola cantou, e a arquibancada cantou bastante. É muito sentimento, muita emoção. Você vê tudo o que foi enfrentado e sente que realmente a mensagem chegou, foi entregue à bancada e refletida em todos os projetos. Agora, o sentimento é de dever cumprido. Independentemente da posição ou do que aconteça, o sentimento é de dever cumprido”, declarou.

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Orgulho de seus dançarinos

A coreógrafa Paula Gasparini descreveu como maravilhosa a sensação de ter obtido sucesso com a comissão de frente.

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“Foi maravilhoso, porque foi um processo longo, muito árduo. Não é fácil, são meninos que vêm de diferentes formações, mas eles toparam o desafio, aceitaram o convite e se moldaram. Eu tive que moldar todos esses corpos, e isso foi muito bacana. Essa comissão de frente trouxe um ato de reparação poética. Esses meninos entregaram seus corpos para mostrar toda a força, dor, a opressão e tudo o que essas bruxas passaram durante todos esses anos. E, na avenida, já que as portas sempre foram fechadas, quisemos dar toda a liberdade para que elas passassem com alegria e emoção”, contou.

Felicidade completa

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O mestre Acerola de Angola não escondeu o entusiasmo após o desfile da Colorado do Brás. De acordo com o músico, tudo foi entregue da maneira correta. “A gente gostou muito. Eu estava olhando para o Léo do Cavaco, ele me olhava e dizia: ‘A gente ensaiou muito para chegar até aqui’. Fizemos um cronograma de melhorias para a bateria e para a parte musical da escola. Graças a Deus, conseguimos alcançar essa evolução hoje. Chegamos ao final, ao ápice que queríamos. Claro que sempre há muito a melhorar, mas hoje conseguimos entregar tudo o que precisávamos. A escola cantou, nos paradões vibrou, a arquibancada veio junto. Não há o que falar, só agradecer. Todos estão acostumados com enredos meio parecidos; o nosso é totalmente fora da casinha. A música também veio nessa linha e foi ainda mais forte do que esperávamos no dia do desfile”, disse.

Confira a classificação final do Grupo de Acesso 1 de SP no Carnaval 2026

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O Acadêmicos do Tucuruvi está de volta à elite do Carnaval Paulistano em 2027. A escola superou as demais e venceu o Acesso 1 com 269,9 pontos. Na segunda posição ficou a Pérola Negra, com 269,4 pontos, que também retorna ao Grupo Especial.

Veja abaixo a classificação final

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TUCURUVI VENCE ACESSO 1 DE SÃO PAULO E VOLTA AO GRUPO ESPECIAL EM 2027

Desfilando com força novamente, Mocidade Alegre sonha com o campeonato

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Neste sábado, a Mocidade Alegre realizou o seu desfile oficial do Carnaval 2026. A agremiação do Bairro do Limão está confiante em mais um grande resultado, e busca o seu décimo terceiro título. Dando entrevista ao CARNAVALESCO, o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mocidade Alegre destacou a superação diante das dificuldades impostas pela mudança das cabines de julgamento e celebrou a sintonia construída ao longo do terceiro ano consecutivo à frente do pavilhão. Já o intérprete Igor Sorriso comemorou a forte participação da comunidade e a entrega do carro de som, reforçando a confiança da escola na apuração.

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Expectativa alta

O casal desfilou junto pelo terceiro ano consecutivo, defendendo o pavilhão da Mocidade Alegre. Diego Motta avaliou o desfile como difícil devido à mudança das cabines, mas destacou a resiliência nos ensaios.

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“Eu e a Natália somos opostos. Sou muito intenso em tudo, ela é muito centrada em tudo. Acho que é isso que dá um equilíbrio legal. Este ano, me preparei muito psicologicamente; ao mesmo tempo em que ensaiei bastante, me preparei para estar concentrado naquilo que a gente tinha que fazer, nas pausas e nos respiros. Foi um ano muito difícil para os casais devido à proximidade das cabines — cruel é a palavra. Mas a gente é sambista, não desiste, está aqui para aceitar desafios, e o desafio foi dado”, disse.

Natália analisou o desfile de forma positiva e afirmou que sai leve, com as melhores expectativas.

“Espero que todos tenham conseguido cumprir o trabalho no dia de hoje. A sensação é de que trabalhamos muito e que estávamos preparados e prontos para representar essa escola, essa atriz e esse orixá maravilhoso. A gente conversa muito sobre as coisas, gosta de entender um ao outro, e acho que isso é fundamental para o trabalho como um todo. Quando saímos assim, com o coração feliz e leve, não tem como não ter as melhores expectativas”, declarou.

Sensação de felicidade

O intérprete Igor Sorriso novamente comandou o carro de som com maestria e disse estar completamente satisfeito com a performance da escola.

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“Senti o povo participando demais, minha escola cantando muito. Estamos felizes e satisfeitos, conseguimos entregar o que ensaiamos e planejamos durante o ano inteiro. Agora é aguardar o resultado e esperar as outras coirmãs passarem. Ainda há muita escola boa por vir, mas estamos felizes e satisfeitos com o nosso desempenho. Acho que precisamos sempre unir o gosto do povo a uma leitura fácil, a uma interação simples de assimilar. Muita gente que está aqui no sambódromo nunca tinha escutado esse samba. Então o pessoal vem para assistir e acaba cantando, porque é de fácil assimilação e muito popular. Estamos muito felizes com o desempenho”, celebrou.

Elenco do Império de Casa Verde comenta performance no desfile

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Sob o olhar de Dona Fulô, uma grande celebração da luta pela liberdade, na forma dos esforços das ganhadeiras que vendiam joias, em busca do sonho de comprar a própria alforria, atravessou o Sambódromo do Anhembi, na última sexta-feira, no desfile do Império de Casa Verde intitulado “Império dos Balangandãs – Joias Negras Afro-Brasileiras”, assinado por Leandro Barboza.

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, alguns dos principais representantes do Tigre Guerreiro falaram sobre o desempenho da escola e de seus quesitos na Avenida.

Sergio Cardoso, coreógrafo da comissão de frente

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“Este ano, as cabines estavam em uma posição totalmente diferente do que estamos acostumados e bem mais próximas. Além disso, o campo de visão dos jurados diminuiu bastante, porque era mais baixo. Tivemos que mudar algumas estratégias. A minha sorte é que o samba é curto, então tenho duas passagens para contar toda a história. São quatro minutos, e foi tranquilo. Essas duas cabines muito próximas e a parada do recuo da bateria ficaram bem no meio das duas. Ou seja, estávamos sendo avaliados de frente e de costas. Acho que esse é o jogo, e temos que nos aperfeiçoar cada vez mais diante das regras. Para mim, a execução foi tudo ok. Agora vamos ver o olhar do jurado”.

Edinei Pedro Mariano, preparador do primeiro casal

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“Vim com o primeiro casal, para quem faço a preparação técnica, e procuramos colocar em prática tudo o que ensaiamos durante meses. Foi pouco tempo, já que cheguei à escola no final de dezembro, mas aceleramos os ensaios e conseguimos aplicar o que havíamos treinado. Agora, vai depender dos jurados e da visão deles, mas considero o resultado satisfatório. Colocamos algumas nuances e certa licença poética do enredo, com algumas paradas dentro da dança, sem prejudicar o conteúdo principal, que é o volume de dança da porta-bandeira. Tivemos essa licença poética, mas sempre voltando à prática natural da dança do mestre-sala, mantendo a grafia da bandeira. Achei que ficou legal”.

Patrick Vicente, primeiro mestre-sala

“Foi um desfile bem técnico. Treinamos desde maio, com um trabalho árduo, e achei muito bom o andamento. Deu para priorizar tanto a comissão quanto o casal, que veio logo em seguida. Eu e a Sofia saímos daqui felizes ao ver o nosso rendimento. Executamos todos os movimentos que vínhamos ensaiando desde cedo. Agora é esperar o resultado e, se Deus quiser, seremos abençoados da melhor forma possível. Sobre as cabines próximas, a intensidade precisa ser a mesma, já que é uma seguida da outra. Para nós, é a questão de prender a respiração por um minuto, recuperar o fôlego e iniciar novamente na outra cabine. Isso foi bem desafiador e acredito que para todos os casais de São Paulo, pois é algo muito novo. Seja qual for o resultado, não ficaremos tristes, porque sabemos todo o esforço que fizemos pelo nosso pavilhão e pela nossa comunidade”.

Tinga, intérprete oficial

“Foi muito bom, estamos felizes demais. Viemos, cumprimos o nosso trabalho e agora estamos esperando o resultado. Fizemos um grande desfile e sempre esperamos a melhor colocação para levar o nosso Império ao nosso sonho, que é ser campeão do Carnaval”.

Tiago Nascimento, intérprete oficial

“Acho que foi muito bom. A comunidade cantou e está feliz, está alegre. O público respondeu, e o nosso trabalho alcançou o objetivo. O enredo foi fundamental; enredo e samba bons são meio caminho andado. Estamos felizes demais com tudo e, se Deus quiser, é Império na cabeça.”

Mestre Zoinho, da bateria ‘Barcelona do Samba’

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“Dentro da nossa expectativa, saiu tudo certo. No ano passado, o Império veio de um décimo primeiro lugar e não agradamos nem o público nem os jurados, então a expectativa neste ano era muito grande. Eu, há 21 anos à frente da bateria, tenho essa grande responsabilidade. A comunidade confia muito no nosso trabalho, e a cada ano precisamos nos superar e fazer um trabalho melhor. Nós nos preparamos bastante para este ano, e o resultado foi o que todos viram: a interação com o público e com a arquibancada, a bateria fazendo as bossas e as paradinhas para alegrar as pessoas, sem perder a nossa característica principal, que é o ritmo. Estou feliz, acho que o balanço dessa passagem foi muito bom. Agora vamos esperar o julgamento e ver o que os jurados acharam”.

Fábio Leite, presidente do Império de Casa Verde

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“Primeiro, a sensação é de gratidão. Terminar o ano com um desfile maravilhoso como esse não tem preço. É o que todo mundo almeja, e Deus esteve conosco nesse momento. Assumimos o Carnaval na metade do projeto, e o presidente Alexandre já tinha deixado tudo muito bem direcionado. Nós apenas demos continuidade ao processo, e o reflexo foi o que se viu na pista. Confesso que não consegui ver todo o desfile, porque ficamos mais na parte técnica da escola, mas saio daqui muito satisfeito e tranquilo. O sorriso de cada um é o que importa neste momento. Sou grato a eles, porque, sem os componentes, não estaríamos aqui. Fazer fantasia e carro não adianta nada se você não tiver o componente com o calor humano.”