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Vila Isabel 2026: alegorias na área de concentração

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Mestre Beto fala sobre desfile do Vai-Vai: ‘O trabalho foi feito’

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O Vai-Vai levou à avenida o samba-enredo “A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia”, em uma apresentação que exaltou a memória dos Estúdios Vera Cruz e prestou homenagem à cidade e ao povo de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde o complexo cinematográfico esteve instalado.

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A escola foi a penúltima a cruzar o Sambódromo do Anhembi na primeira noite de desfiles do Carnaval de São Paulo.

Pedro Trindade e Mirelly Nunes, mestre sala e porta-bandeira comentam o desfile.

“Chega um certo momento que a gente tem que parar e pensar, ficar mais neutro e não deixar a emoção nos abalar e fazer o que o regulamento pede. Graças a Deus, a gente conseguiu executar todos os movimentos obrigatórios diante dos módulos. Mas a gente não deixou de sentir essa emoção, esse público, essa comunidade que estava na arquibancada vibrando por nós”, disse o mestre-sala.

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“É o Vai-Vai, a escola do povo, então a emoção é sempre lá em cima, a expectativa também é sempre lá em cima, e como o Pedro diz, é a nossa escola do coração. Hoje a gente estava em uma posição que a gente sonha desde quando a gente é pequeno. Então, a gente pôde mostrar tudo que a gente vem ensaiando há muito tempo: toda a nossa força, a nossa garra, principalmente o nosso amor pelo pavilhão”, afirmou Mirelly.

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Beto, mestre de bateria da Vai-Vai fala sobre o desempenho:

“O Vai-Vai é isso aí. O Vai-Vai é um problema, é uma escola complicada. É uma escola de chão, é uma escola de bairro. O Vai-Vai é da Bela Vista, mas o mundo inteiro sai na escola. Agradeço a diretoria, o presidente da escola. Agradeço ao mestre Tadeu, agradeço a minha diretoria de bateria. O que eu posso falar para vocês, sem demagogia, é que o júri é impiedoso, mas a gente, sem perder a identidade, sem perder a característica da Escola de Samba Vai-Vai, uma bateria oriunda do tambor de Pirapora, posso dar certeza que a gente cumpriu os critérios de balizamento, cumprimos todas as coisas. A expectativa para a gente está sempre em nota 10. A gente quer alcançar sempre o exuberante. Acho que pela garra de todos que desfilaram na escola, no setor bateria e na escola em geral, acho que a gente merecia voltar. Mas, como falei, o trabalho foi feito. Agradeço a toda a comunidade, estamos otimistas para 2027”, finalizou.

Componentes da Dragões falam sobre desfile apresentado pela escola

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A Dragões da Real se apresentou na primeira noite desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo 2026, com o enredo “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”.

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Após a apresentação, o CARNAVALESCO conversou com alguns componentes da escola para ouvir as expectativas e emoções sobre o desfile.

Rubens de Castro e Janny Moreno, primeiro casal mestre sala e porta-bandeira:

“O sentimento de dever cumprido e o de defender essa nação. Eles tanto me apoiam, me apoiam há 18 anos aqui dentro da escola. E este ano ganhei um presente: vesti pajé. Estou muito feliz e, para mim, só espero a nota para poder contribuir com a alegria desse povo que acredita em nosso trabalho. Mas eu estou muito feliz, saio feliz hoje”, disse Rubens.

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“Hoje foi uma energia muito forte e difícil de controlar, uma energia muito forte e inexplicável. Não consigo colocar em palavras, só sei sentir. É uma loucura, é um misto de sentimentos, não tem explicação. Só vivenciando para saber, mas foi mágico”, afirmou Janny.

O intérprete Renê Sobral também contou o que achou:

“Acredito que a escola entregou um grande espetáculo, e com certeza vamos vir para disputar um título, com todo respeito às coirmãs, mas a gente apresentou um espetáculo surreal. Tenho certeza que a Dragões vai alcançar o que ela merece. Acredito que chegou a superar o África, porque para mim, na plástica, a escola veio muito luxuosa, muito bem. Acredito que foi o maior carnaval da Dragões”, finalizou Renê.

Salgueiro 2026: alegorias na área de concentração

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‘Nunca vivi uma emoção tão grande’, afirma intérprete da Beija-Flor

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Em homenagem ao Bembé do Mercado, maior candomblé de rua do mundo, a Beija-Flor de Nilópolis teve uma exibição que uniu o luxo plástico de João Vitor Araújo à força de seu chão, somada ao impacto visual de alegorias realistas e ao canto vigoroso da comunidade, selou um desfile que credenciou a agremiação a um possível bicampeonato em 2026.

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A harmonia da Beija-Flor foi no estilo “rolo compressor”. O samba-enredo, que caiu no gosto popular, foi entoado a plenos pulmões por toda a escola, do início ao fim. Os intérpretes Nino do Milênio e Jéssica Martin conduziram a obra com boa qualidade vocal, chamando a Sapucaí para o rito.

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“Me emocionei muito. Trazer essa samba junto com o pavilhão da minha escola não tem preco. Espero que o samba abra mais portas para as mulheres”, declarou Jéssica em entrevista ao CARNAVALESCO. 

“Em todo esse tempo que tenho de carreira, nunca vivi uma emoção tão grande. Estou me sentindo feliz e realizado. É uma explosao de felicidade”, disse Ninno.

O primeiro casal, Claudinho e Selminha Sorriso, que estão celebrando 30 anos de parceira, mostrou porque é um dos maiores casais da história do carnaval.

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“Colocamos em prática tudo o que ensaiamos para poder ajudar a escola a ser campeã”, disse Claudinho.

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“Orgulho de ser uma mulher negra, macumbeira e sambista. Foi um desfile repleto de emoção. Espero que venha o resultado esperado”, completou Selminha.

Ouça AO VIVO a apuração do Grupro Especial do Carnaval de São Paulo 2026

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Componentes do Camisa Verde e Branco exaltam superação do Trevo após o desfile

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Encerrando o Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, o Camisa Verde e Branco homenageou Exu com o enredo “Abre Caminhos”. Em um desfile que teve a emoção como componente principal, embalado por um aclamadíssimo samba-enredo, o Trevo teve problemas em relação ao cronômetro. Tanto que encerrou a apresentação com 66 minutos, um a mais que o permitido pelo regulamento.

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A reportagem do CARNAVALESCO conversou com três personagens importantes da escola da Barra Funda para saber qual a visão de cada um deles sobre o desfile da nove vezes campeã do Carnaval de São Paulo.

Marcos Costa (mestre-sala)

“Descer essa pista como mestre de sala é algo indescritível. Falei desde o começo do processo que dançaria não só por mim, mas pelos que vieram antes de mim que são tantas pessoas, a gente conhece quem luta pela nossa arte. Acho que o mínimo que a gente tinha a fazer era dar o nosso melhor para isso. A gente saiu contente, às vezes na pista rola de dar um ‘gato’ aqui, um ‘gato’ ali, mas tomara que os jurados, que não sabem a nossa coreografia, não tenham percebido”.

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Lyssandra Grooters (porta-bandeira)

“A emoção é muito grande. É o segundo ano que o Camisa vem encerrando os desfiles. O ano passado a gente encerrou na sexta, hoje a gente está encerrando no sábado. Mais uma vez, o público esperou o Camisa Verde e Branco. Isso nos deixa muito felizes, porque a gente fez um carnaval em dois meses e meio, três meses. Todo mundo viu a luta que foi, mas a gente saiu vitorioso. A gente conseguiu entrar na avenida, a gente está saindo lindamente na avenida. Isso é um motivo de orgulho, é emoção, é muita alegria. Não tem nem como descrever tudo o que senti nesse desfile do Camisa. Quero agradecer à Erica e ao João por terem me dado mais uma vez a oportunidade, também falar que o Camisa é é chão, é comunidade”

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Charles Silva (intérprete)

“O final foi tenso, a gente fica triste pelo trabalho que a gente fez o ano inteiro. Um ano exaustivo de ensaios, até porque, como todo mundo sabe, a gente correu contra o tempo. Mas o carnaval é na pista, e a gente, infelizmente, não controla algumas coisas. Ainda não sei exatamente o que aconteceu, mas provavelmente deve ter ocorrido algum incidente que levou a esse momento. Mas carnaval é isso, cara. Acho que o que importa é que a gente, a comunidade, está feliz. A gente exibiu um brilhante carnaval para quem não acreditou que o Camisa nem desfilaria, acho que a gente conseguiu fazer um grande carnaval. E acho que o que importa é isso. Agora é acertar o que tiver para acertar e voltar mais forte no que vem”

‘Foi um cala boca para os críticos’, declara mestre Dudu

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Com o enredo “Rita Lee, a padroeira da liberdade”, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage, a Mocidade abriu a segunda noite de desfiles do Grupo Especial.

Detalhes do abre alas da Tijuca
Detalhes do abre-alas da Mocidade
FOTO: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Durante o pré-carnaval, a escola foi alvo de críticas e muitos a subestimaram, mas ao pisar na Sapucaí, a Mocidade mostrou toda sua grandeza e fez um desfile leve, descontraído e com um samba que estava na boca do povo.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre Dudu mandou um recado direto e reto para todos que criticaram a Mocidade antes mesmo da bola rolar.

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“Foi para lavar a alma. A Mocidade precisava disso, uma escola gigante, muitas piadinhas, muitos comentários da escola, que isso, que aquilo, que vai descer. A Mocidade é gigante. Eu sabia que esse carnaval ia ser assim, a diretoria se reinventou dentro do carnaval. E quem come calado come sempre. A gente não precisa ficar divulgando nada, e tal, o trabalho está aí e foi bem feito. Espero que tenha sido um carnaval realmente entregue pra Rita, porque, de fato, foi um enredaço, me encontrei no samba, muitas nuances maneiras, bossas tudo em cima de melodia. E agora é aguardar a cabeça do jurado aí, então, para que tudo dê certo”, iniciou Dudu.

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Questionado se havia sido um cala boca para os críticos, mestre Dudu concordou e foi além: “Ah, com certeza, mas a mansidade é muito grande, tem que aprender também a apanhar, né? É uma escola gigantesca, cara, não é escolinha. Então a gente tem que também aprender e ter sabedoria de responder as pessoas, passar por alguns momentos, mas o resultado tá aí”, desabafou.

Mais uma vez liderada por Marcelo Misailidis, a comissão apresentou Rita Lee como sinônimo de tudo aquilo que não tem limite no imaginário, do que representa uma mulher livre, independente e contestadora, alguém que se permitiu viver fora de padrões preestabelecidos, enfrentando a resistência e desafiando o sistema político e de comportamento.

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“Essa apresentação foi muito divertida, muito solta, alegre, comunicativa. É uma comissão de frente que já foi pensada no sentido de tentar trazer a natureza da Rita Lee. E nesse sentido, a gente tentou ser muito fidedigno a características da vida pessoal dela, que foi esse momento quando ela surge, no momento hippie, depois o momento em que ela passa pelo processo da censura, e a Rita Lee se dividia em duas situações, em duas frases que ela definia como uma mulher, que dizia assim, existem duas formas de envelhecer, ou você vira a Dondoca ou você só vira a bruxa. Enquanto o tempo destrói a Dondoca, o tempo favorece a bruxa.

Então nós destacávamos essas bruxas que acompanharam a vida dela de uma certa forma. Ela era uma mulher bruxa. E por fim ela dizia que o grande sonho dela é sair dessa vida abduzida por um disco voador. Então a gente transmuta essa censura numa saída final dela em disco voador”, comentou.

Leozinho Nunes avalia desfile da Tom Maior em homenagem a Chico Xavier

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O público presente na segunda noite de Grupo Especial do Carnaval de São Paulo acompanhou o desfile da Tom Maior com o enredo “Chico Xavier: Nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”.

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A escola exaltou a história do médium e a cultura local. Após o término da apresentação, o CARNAVALESCO conversou com membros da agremiação para registrar as impressões sobre o desfile.

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Leozinho Nunes, intérprete da Tom, avaliou o desempenho da escola.

“Estou muito feliz aqui em São Paulo, cheguei em uma escola que estava em luto e a comunidade me abraçou de uma forma inexplicável, porque cheguei com a minha alegria, com a minha irreverência que todos já conhecem. Então eles viram e começaram a vir comigo e a me apoiar. E quando começaram tivemos essa troca de energia, a adaptação aqui começou a ficar mais fácil. O presidente me deu todo o suporte junto com a diretoria, então isso facilitou à medida que fui me entrosando com cada um, conhecendo cada componente. O ensaio quando começava às 6 horas, eu chegava na quadra duas horas antes para cumprimentar cada um. Essa evolução que tive foi por causa da minha comunidade, e a emoção de estar aqui com a escola é muito grande, porque falei para todo mundo que a gente só veio fazer o coral para ele, porque na verdade quem estava cantando era o Gilsinho lá de cima, e sinto que ele está feliz por nós, sinto que ele está feliz com todo o desempenho do carro de som, da ala musical que ele deixou preparada”, disse Leozinho.

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Sobre a avaliação dos jurados, Leozinho mantém os pés no chão, mas reafirma a felicidade da comunidade e a gratidão por ser voz oficial da Tom Maior.

“A gente vem preparado sempre para alcançar voos maiores. A gente deixa isso na mão dos jurados, eles que vão decidir, mas a minha comunidade saiu muito feliz. As pessoas estão falando que nunca viram a Tom Maior com essa energia, com esse espírito de alcançar a população de maiores. Como o presidente falou, nós vamos tentar fazer o melhor da nossa história, fico muito feliz de estar aqui fazendo parte dessa história”, finalizou o cantor.

Retomada confirmada e trabalho árduo: componentes dos Gaviões da Fiel celebram desfile de 2026

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Confirmando a ótima sequência de desfiles recentes, os Gaviões da Fiel levaram um manifesto indígena para o Anhembi com o enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”. Encerrado em 63 minutos, a Torcida Que Samba teve diversos destaques ao longo da passagem pelo Sambódromo e saiu confiante da apresentação.

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Para saber o que personagens importantes dos Gaviões da Fiel acharam do próprio desfile, a reportagem do CARNAVALESCO ouviu os componentes que são importantíssimos para a agremiação.

Alexandre Domênico Pereira (Alê) (presidente)

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“A gente estava esperando muito essa conexão da arquibancada com a pista, vocês viram como foi uma coisa absurda, a gente acredita muito que essa união vai fazer com que a gente saia dessa fila gigante de título e a resposta está aí, o que colocamos na avenida, estou muito feliz de verdade, quando a gente fala que o terremoto ia passar na avenida ele passou mesmo com os pés no chão, a humildade, vamos ver agora como é que foi a nossa performance técnica mas eu estou muito confiante. Às vezes escola e torcida não andam juntas mas graças a Deus, conseguimos fazer com que todo mundo falasse a mesma língua. Acho que isso é primordial, lógico, o trabalho é sério. Nós temos uma diretoria de Carnaval muito competente, também, que nos ajuda muito”

Helena Figueira (coreógrafa)

“Essa questão da cabine mudou um pouco o meu formato de fazer carnaval porque eu faço normalmente três ou quatro voltas de samba, eu tive que fazer duas porque eles precisam ver toda a história que a gente escreve na pasta, antes não precisava, então eu tive que mudar o formato. Ficou uma coreografia mais curta pra contar essa história mais rápido e o processo de criação foi incrível porque eu tive que ler A Queda do Céu, do Davi Kopenawa, que é um livro maravilhoso, que foi o impulso criativo de todo esse tempo do sonho que abre o primeiro setor da escola. Foi incrível visitar esse universo dos povos originários. A partir do pensamento, desse xamã, e de como isso poderia ser melhor para o nosso mundo hoje”.

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Wagner Lima (mestre-sala)

“Foi um trabalho de oito meses e a gente começou faz um bom tempo a ensaiar, então colocamos a coreografia no papel, depois colocamos essa coreografia em prática para ir para a avenida. Hoje é o auge para nós, o desfile. A gente conseguiu colocar tudo o que estava no papel, não só nós, mas a Gaviões por inteiro fez um bom carnaval. A gente queria se divertir e representar a Gaviões da Fiel, acho que a gente fez uma linda apresentação”.

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Carolline Barbosa (porta-bandeira)

“A sensação é de dever cumprido, foram meses de ensaio, meses de entrega, e a gente conseguiu mais uma vez realizar um sonho na pista, que é trazer a nossa dança com alegria, com felicidade, atendendo a todos os pontos dos critérios de julgamento para o nosso quesito. Na pista, a energia é lá em cima, a escola cantando e vibrando. Quando a gente passou ali na Monumental, todo mundo gritando, isso dá muita força e muito gás para a gente. É uma sensação maravilhosa”.

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Ernesto Teixeira (intérprete)

“Acho que a gente vem crescendo nos últimos anos e este ano a gente está mais organizado ainda, essa é a diferença. Todas as fantasias foram entregues bem antes, carros alegóricos concluídos antes, o samba é bom. O público estava animado e o tempo ajudou, senti que a gente fez um excelente carnaval. Acho que todo mundo que passou na avenida tem o mesmo objetivo: chegar em primeiro lugar. A gente tem a certeza que agradamos todo mundo que viu o desfile dos Gaviões”, diz Ernesto.