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Com passagens por Rio, São Paulo e Espírito Santo, Robson Goulart acerta com a Vigário Geral

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Foto: Divulgação/Vigário Geral

A Acadêmicos de Vigário Geral anunciou a chegada de Robson Goulart como novo carnavalesco para o próximo carnaval. Com ampla experiência nos carnavais do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, o profissional passa a integrar o quadro de carnavalescos da agremiação e atuará ao lado de Puluker no desenvolvimento do próximo desfile.

Robson iniciou sua trajetória como carnavalesco na extinta Escola de Samba Independente de Cordovil e, ao longo de sua carreira, assinou projetos para agremiações como Inocentes de Belford Roxo, Unidos da Ponte, Independente da Praça da Bandeira, Unidos de Bangu e Leão de Nova Iguaçu.

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Como figurinista, integrou equipes de criação de importantes escolas de samba, participando da elaboração de fantasias para X-9 Paulistana, Unidos do Peruche, Águia de Ouro, Mancha Verde, Mocidade Alegre e Mocidade Independente de Padre Miguel. Em 2013, expandiu sua atuação para o Carnaval capixaba ao ingressar na Independente de Boa Vista. Atualmente, também atua como carnavalesco da Rosas de Ouro da Serra.

A Acadêmicos de Vigário Geral dá as boas-vindas e celebra a formação da dupla de carnavalescos Robson Goulart e Puluker, que terá a missão de desenvolver um desfile competitivo e alinhado aos objetivos da escola para o próximo carnaval.

Estácio de Sá anuncia projeto para Ala de Passistas Internacional

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A Estácio de Sá anuncia mais uma novidade dentro da agenda de projetos e eventos especiais para a temporada de 2027: a criação de uma Ala de Passistas Internacional. O projeto é uma iniciativa do sambista e muso da escola Cristiano Amorim, cria do Morro de São Carlos e com mais de 30 anos de experiência no mundo do samba.

A ideia é fortalecer a presença internacional da Estácio e ampliar a celebração do centenário do Berço do Samba para além das fronteiras do Brasil, conectando passistas de diferentes países e promovendo o intercâmbio cultural do carnaval carioca junto ao nome da agremiação. “Tenho muito orgulho de contribuir para que o centenário da Estácio seja celebrado também pelos quatro cantos do mundo”, comenta Cristiano.

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A Ala de Passistas Internacional não interferirá na tradicional Ala de Passistas da escola e terá vagas limitadas. As inscrições para o processo seletivo serão realizadas por meio de um formulário coordenado pela liderança da ala, além do envio de vídeo sambando para avaliação. O projeto contará com encontros on-line, workshop exclusivo de samba na quadra da Estácio e participação no desfile oficial, quando a escola levará o enredo “Centenário do Berço do Samba: onde o Samba virou Escola e o Brasil se fez Carnaval” para a Sapucaí, sendo a terceira agremiação a se apresentar no sábado de carnaval.

Botafogo Samba Clube transforma violência contra a mulher em bandeira na Marquês de Sapucaí para o Carnaval 2027

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Fotos: Alicia Oliveira/CARNAVALESCO

Ao revelar o enredo “Basta! Você vai se arrepender de levantar a mão pra mim” para o Carnaval 2027, a Botafogo Samba Clube escolheu transformar a Marquês de Sapucaí em palco para um dos debates mais urgentes da sociedade brasileira: o combate à violência contra a mulher. O projeto será desenvolvido pelos carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, os artistas destacaram que, apesar dos receios iniciais e das possíveis críticas, enxergaram no enredo uma proposta forte, potente e extremamente necessária diante do aumento dos casos de violência contra a mulher.

“O enredo foi sugerido pela esposa do presidente da Botafogo, Michele Pin. E, de início, a gente teve um impacto, porque falar de mulher, e a gente sendo dois homens, para poder estar falando com toda a delicadeza de uma mulher, ficamos meio que com medo, mas acho que é um desafio legal. A gente vai contar uma história que não foi contada, na verdade, ao longo da história da mulher. É um rio muito delicado para estar remando um pouco, mas eu acho que é necessário estar apresentando na Sapucaí”, citou Raphael Torres.

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Em meio aos recentes impasses financeiros envolvendo a Liga-RJ e as escolas da Série Ouro, a Botafogo Samba Clube também enfrentou desafios. Ainda assim, a equipe reforça que criatividade e dedicação têm sido fundamentais para manter o nível do trabalho.

“A Botafogo teve um problema financeiro, mas nem tanto. A gente sempre tenta driblar o problema financeiro com criatividade e com amor. Eu acho que, quando você tem amor ao que faz, tudo fica bom, tudo fica possível, tudo o que você cria se torna possível. A gente chegou ao Botafogo Samba Clube, uma escola que estava desacreditada, e a gente trouxe cor e trouxe brilho para a escola”, comentou Alexandre Rangel.

Idealizadora do projeto Botafogo Mulher, Michele Pin também falou ao CARNAVALESCO sobre a importância do enredo e como a proposta foi construída.

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“Eu estou muito orgulhosa, porque é o início de um projeto da Botafogo Mulher. É muito pensado, porque, quando pensamos na Botafogo Mulher, a gente pensou nessa ouvidoria. Em meio a essa construção, a gente vem pensando em algumas ações. E, quando surgiu a oportunidade de a gente pensar junto com a escola sobre o enredo deste ano, de 2027, eu falei: por que não a pauta da mulher, a pauta da violência contra a mulher? A gente está num momento em que vemos todos os dias o aumento da violência contra a mulher, o aumento do feminicídio. Acho que é um momento muito oportuno para a gente aproveitar aquela uma hora ali de desfile na Sapucaí e conscientizar a população”, destacou a presidente da Botafogo Mulher.

Ao comentar sobre o desenvolvimento do samba-enredo, Michele ressaltou a valorização da voz feminina na construção do projeto.

“A gente está numa construção ainda da letra e das alas. Hoje, a gente entrega o título do enredo. A letra vai começar a ser construída, o que eu acho que é um segredo por parte da escola e eu não posso contar muito, mas vai ser construída também por mulheres. A gente ainda não pode dizer quem são essas mulheres, mas são figuras representativas botafoguenses. Então, o que eu posso entregar hoje é um pouquinho desse título. Eu espero estar nessa construção. O Botafogo Mulher está junto com o Botafogo Samba Clube para essa construção, com certeza”, afirmou a presidente da Botafogo Mulher.

O presidente Sandro Lima também conversou com o CARNAVALESCO e destacou a satisfação com a recepção do desfile de 2026, além do planejamento antecipado para o próximo carnaval.

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“Receber elogios foi uma coisa gratificante. Depois do desfile de 2025, sofremos bastante críticas. A gente estava se estabilizando, estava conhecendo tudo aqui na Série Ouro, mas conseguimos nos manter. E aí, este ano, a gente veio buscar. A gente ficou bem satisfeito com o carnaval que foi apresentado pelos carnavalescos. A gente nunca tinha feito o início do trabalho tão cedo como este ano. Corremos para anunciar o enredo já agora em março, porque em abril a gente já quer entrar com o que precisa fazer para iniciar o Carnaval 2027”, disse o dirigente.

Com expectativas elevadas, Sandro reforçou a importância de um enredo de impacto para a escola e destacou o engajamento coletivo na escolha do tema.

“A gente precisava de um enredo muito forte. E fomos visitar a casa da Michele e, quando eles colocaram na mesa o que estavam pensando, a sugestão deles, a gente de pronto abraçou. Ficamos muito felizes com a ideia, sabe? A gente ficou muito feliz com as possibilidades. Geralmente, a gente deixa o carnavalesco escolher o caminho. Todos os anos da Botafogo, a gente deixou os carnavalescos escolherem o caminho a seguir. Não foi diferente no ano passado, mas os carnavalescos também entenderam que era um enredo bem forte, era um enredo de que a gente precisava. Eles já estão bem encantados, a gente vem falando com eles todos os dias, já estão navegando no enredo e estão bem felizes com o que está acontecendo”, afirmou o presidente.

Tatiana Breia se despede do cargo de musa da União da Ilha

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Foto: Divulgação

A musa da educação, Tatiana Breia, se desligou do cargo de musa da União da Ilha. Através das suas redes sociais, Tatiana comunicou aos seus seguidores o desligamento. Foram 4 carnavais como musa da agremiação insulana.

“Foram 4 grandes carnavais com a União da Ilha do Governador. Uma escola que virou minha segunda família, que acolheu a mim e aos meus. Hoje a musa da educação se despede com o sentimento do dever cumprido. Como sempre, me entreguei, me doei e faria tudo novamente pela comunidade insulana. Levo todos no meu coração, mas em breve estarei embarcando em novos voos.

Deixo minha eterna gratidão aos insulanos. Nos vemos pelo carnaval”.

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Estácio apresenta Diego e Guto e dupla projeta trabalho grandioso no centenário da escola

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Fotos: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

A parceria que já deu certo no passado está de volta, agora em um dos momentos mais emblemáticos da história da Estácio de Sá. Durante a tradicional feijoada realizada no último domingo, a vermelho e branco apresentou oficialmente seus intérpretes para o Carnaval 2027, Diego Nicolau e Guto, em uma celebração que reuniu componentes, segmentos e torcedores na quadra da escola. A festa contou com apresentações da própria Estácio e das coirmãs Unidos do Porto da Pedra e Paraíso do Tuiuti. O momento de apresentação dos cantores também teve participações especiais dos intérpretes Evandro Malandro e Igor Sorriso, que dividiram o palco com os novos comandantes do carro de som estaciano.

A dupla, que já havia atuado junta na Unidos de Padre Miguel em 2022, inicia a trajetória no Leão de São Carlos cercada de expectativa e confiança. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Diego Nicolau e Guto destacaram a amizade construída ao longo dos anos, a sintonia desenvolvida dentro e fora dos microfones, a admiração mútua e o compromisso de honrar a tradição musical da Estácio.

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Entre lembranças da parceria anterior e projeções para o futuro, os cantores também falaram sobre a emoção de defender uma das escolas mais importantes da história do carnaval e a responsabilidade de conduzir a voz da agremiação justamente no ano em que a Estácio celebrará seu centenário.

Para Diego Nicolau, a retomada da parceria acontece de forma natural, sustentada pela amizade e pela ausência de vaidades.

“Essa parceria já existiu e já foi muito boa. O Guto é um cara muito talentoso, mas, acima de tudo, é um cara de caráter, um cara de família. A gente tem valores parecidos, e isso faz toda a diferença. Não existe vaidade. Existe parceria de verdade, porque nós queremos o bem da Estácio. É uma grande oportunidade para nós dois em uma escola de muita tradição e com um repertório maravilhoso para explorar. Hoje a gente cantou bastante, mas ainda não foi nem metade do que podemos apresentar. A Estácio é celeiro de grandes sambas, e vamos fazer esse trabalho com muito carinho”, afirmou.

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Guto destacou a felicidade de reencontrar o amigo no microfone principal de uma escola tão tradicional.

“É muito legal voltar a cantar com o Diego, que é um irmão que a vida me deu. Nossa amizade vem de muito tempo, e isso ajuda demais. É um desafio, mas daqueles desafios que te puxam para cima. Estamos muito felizes e empolgados por poder mostrar novamente o nosso trabalho. Coincidentemente, nosso último trabalho juntos também foi na Unidos de Padre Miguel. Voltar a cantar ao lado dele em um momento tão importante para a Estácio é algo muito grandioso. Estar com uma pessoa que canta com você, torce com você e também é sua amiga torna tudo ainda mais especial. Tenho certeza de que vamos fazer um trabalho muito grandioso”, disse.

Ao longo da conversa, os dois ressaltaram que a cumplicidade é um dos principais diferenciais da parceria.

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“Eu cantei a maior parte da minha carreira acompanhado. Já cantei em dupla, quarteto, em diferentes formações. A vantagem de cantar sozinho é ter um pouco mais de autonomia, mas, quando você trabalha com uma dupla realmente entrosada, essa autonomia continua existindo, porque os dois pensam na mesma direção. Além disso, existe a divisão do fardo. Você sabe que, se acontecer qualquer coisa, o parceiro está ali para te cobrir. Trabalhar em dupla é muito bom quando existe sintonia”, explicou Nicolau.

Já Guto reforçou que o sucesso de uma parceria está diretamente ligado à relação construída fora dos microfones.

“O principal é a cumplicidade. A parceria cresce quando existe cumplicidade. Nós torcemos muito um pelo outro, e isso se reflete no trabalho. Minha estreia como intérprete também foi em dupla, ao lado da Juliana Pagung, e depois tive a oportunidade de cantar com o Diego. Eu tive muita sorte de encontrar parceiros que me fizeram crescer como cantor e como músico. É essa cumplicidade que faz o trabalho evoluir”, afirmou.

Diego completou destacando outro aspecto fundamental para o sucesso de uma dupla.

“Existe uma palavra muito importante: admiração. Você precisa admirar o talento do outro. Quando não existe a preocupação em ser maior que o parceiro, quando você conhece seu talento e reconhece o talento do amigo, tudo fica mais fácil. A admiração é fundamental”, declarou.

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A responsabilidade de defender o pavilhão da Estácio justamente no ano do centenário também foi tema do papo. Diego revelou que o caminho até o acerto com a escola foi longo e cercado de expectativas.

“A gente vinha namorando há três anos. Desde que eu saí do Arranco, aconteceram algumas conversas que não avançaram; algumas vezes bateu na trave. Mas este ano veio um convite formal e, quando fechamos o contrato, eu pensei no quanto aquilo era especial. Só tenho a agradecer a Deus e aos Orixás por reservarem esse presente para mim e para o Guto. Vamos trabalhar muito para honrar essa oportunidade. É emocionante cantar no microfone da escola por onde passou o maior ídolo da minha vida, que é o Dominguinhos do Estácio. É uma responsabilidade enorme, mas é uma responsabilidade boa. Agora precisamos fazer bonito na Avenida e ajudar o Leão a voltar ao Grupo Especial”, afirmou.

Para Guto, o convite foi recebido com surpresa, mas sem qualquer hesitação.

“Eu estava há muito tempo fora da Série Ouro e bastante concentrado no meu trabalho na Viradouro, no carro de som e nos shows da escola. Realmente, não esperava esse convite. Quando ele chegou, foi na hora. Não tinha o que pensar, principalmente sabendo que seria para cantar ao lado do Diego. Foi um daqueles convites que mudam a vida da pessoa. Nós temos plena consciência da grandeza desse desafio e estamos muito preparados para fazer algo grandioso”, disse.

Ao final da entrevista, os intérpretes também revelaram os sambas da Estácio que mais marcaram suas trajetórias. Diego Nicolau escolheu “O Mundo da Lua”, enquanto Guto apontou “Círio de Nazaré” como seu favorito.

“Esse samba representa muito na minha vida”, concluiu o cantor.

Lendas do bailado fazem alerta no Conasamba: ‘A dança do casal está se desvirtuando’

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

A manhã de sábado começou bastante agitada na Fábrica do Samba. A primeira edição do Congresso Nacional do Samba (Conasamba) realizada em São Paulo teve discussões passionais no Encontro Nacional de Mestres-Salas, Porta-Bandeiras e Porta-Estandartes, que fazia parte do cronograma do evento. Com nomes importantíssimos para o bailado, a mesa teve opiniões divergentes e reflexões profundas. Sempre presente em tudo que envolve o universo das escolas de samba, o CARNAVALESCO se fez presente no encontro.

Fina flor paulistana

Dois dos maiores mestres-salas do Carnaval paulistano iniciaram as falas. O primeiro foi Ednei Mariano, que defendeu nota entre 1974 e 2013 com passagens por agremiações como Barroca Zona Sul e Rosas de Ouro – e, hoje, é o presidente da Associação de Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Estandarte do Estado de São Paulo (AMESPBEESP). O eminente nome buscou um olhar positivo sobre a arte defendida por ele: “Em um momento de tantas mudanças e transformações, mesmo com toda a dificuldade, o que me conforto é que ainda conseguimos manter pelo menos um pouco das tradições ligadas ao bailado do casal de mestre-sala e porta-bandeira”, disse.

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Já Gabriel de Souza Martins, imortalizado como Mestre Gabi, tido como maior mestre-sala da história do Carnaval paulistano e intimamente ligado ao Camisa Verde e Branco, teve falas mais alarmantes: “Minha preocupação é que a nossa dança está se desvirtuando, indo pra outro caminho”, disse. Em outro momento, ao falar de coreografias, foi franco: “Não sou contra coreógrafos, já que eles podem consertar a minha postura. Mas, o meu riscado, não. Quando a gente ouve o batuque, a nossa pulsação muda”, suspirou.

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Um flagrante relembrado por Mestre Gabi também teve destaque: “Hoje, vejo alguns casais que passam dançando e eu falo para riscar, mas ele não pode fazer isso na minha frente porque ele está fazendo uma coreografia – e isso é o que foi passado para os jurados”. Uma lembrança dos antigos desfiles também teve espaço na fala dele: “Eu defendo o meu pavilhão primeiro e, depois, a minha porta-bandeira. “O mestre-sala, quando girava, fazia uma observação – para ver se ninguém iria roubar nosso pavilhão. Hoje, vejo mestres-sala girando tanto quanto portas-bandeira”, lamentou.

Mestre Gabi também pontuou que a avaliação precisa de mudanças: “Não está mais tão interessante quanto era. Antes, víamos danças completamente diferentes. Hoje, nossa dança tem que se adaptar aos jurados: se o jurado não conhece a nossa dança, ele que estude para conhecer. Nossos instrutores de jurados também devem se preparar melhor. Nossa dança não é fácil. Jurados têm que ir às quadras para ver a dança livremente”, comentou.

Outro a falar foi Paulo Guedes, o Paulinho, mestre-sala do Vai-Vai entre 1994 e 1997: “Muitos casais estão deturpando o que é a dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira. A culpa não é só dos casais, é também de dirigentes e jurados. Nossa dança é intuitiva. Hoje, tem mestre-sala que fala que é bailarino. Eu sempre vou ser mestre-sala. Não dá para reinventar a roda, a dança está aí para todo mundo ver”, alertou.

Voz dissonante

Atual mestre-sala do Camisa Verde e Branco, Marquinhos Costa foi um dos poucos a contemporizar sobre uma série de questões, como o quanto o regulamento é um vilão, por exemplo: “Nem tudo é culpa do regulamento. Eu vim hoje, por exemplo, vestido como me ensinaram – e isso não está no regulamento. Tivemos que colocar no regulamento algumas coisas óbvias, como o adereço de mão. Fui um dos principais responsáveis por redigir o atual regulamento, de 2023, e que teve algumas mudanças posteriores, antes, padronizamos muito por baixo”, disparou.

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Ele seguiu: “Falta uma maturidade para entender que o regulamento traz o mínimo que o jurado precisa ver. Se você quiser ousar, você pode ousar. Primeiros casais têm que se garantir, temos que segurar rojões, O problema não é o regulamento, é a forma com a qual o regulamento é passado. Primeiros casais não podem ter medo da nota, isso não tira a sua essência”, comentou.

Na visão, dele, há, porém, uma oportunidade a médio e longo prazo: “É histórico, em São Paulo, tentar mudar critérios de julgamentos e julgadores com base em notas perdidos por casais. O resultado baseia as trocas. Trabalho tem que ser contínuo e de evolução para amadurecer o critério”, disse.

Damas com muito a falar

Duas das maiores porta-bandeiras da história do Carnaval paulistano também marcaram presença no Encontro. Uma delas foi Adriana Gomes, multicampeã na Mocidade Alegre e na Mancha Verde. Para começar, ela teve uma fala ligeiramente diferente da maioria dos participantes: “Ainda acho que a nossa dança é inimitável, ela não tem muita mudança. Ela pode ter evoluções, mas o fundamento não pode ser mudado. “Seria leviano da minha parte enquanto porta-bandeira não passar para os demais tudo que eu aprendi. Nossa dança é de passagem, um passa para o outro, mas as pessoas não querem mais saber disso”, lamentou.

Adriana também aproveitou para elogiar grandes nomes presentes no espaço: “Quando eu entendo que eu não preciso de pessoas como Mestre Gabi, Ednei e Selminha, eu já estou perdendo”, refletiu.

A porta-bandeira também aproveitou para falar do papel das redes sociais em todo o processo citado ao longo da mesa: “A inserção de mídias, que julgam os melhores casais porque eles têm mais likes, é algo que diz muito sobre os tempos de hoje. Meu medo é acontecer com os outros o que aconteceu comigo: se desapaixonar pela dança de mestre-sala e porta-bandeira”, protestou.

Ildely Conrado, porta-bandeira dos quatro títulos dos Gaviões da Fiel no Grupo Especial, começou falando de maneira mais irreverente e terminou introspectiva: “Hoje em dia, o casal dança do começo ao final na faixa amarela. Eu gostava de ir primeiro na arquibancada, porque quem veio me ver pagou uma nota. Os casais, hoje, entram para dançar em quatro locais. Isso ajuda a matar a tradição do bailado de mestre-sala e porta-bandeira. Será que se deixar tudo um pouco mais leve e livre no julgamento não retornamos à tradição?”, ponderou.

Análise do Caça-Níqueis Dragon Hatch

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O jogo tem um formato próprio: em vez dos rolos habituais, há um campo quadrado no qual os símbolos desaparecem, retornam e, gradualmente, ativam todo o sistema de dragões. Pelas capturas de tela, é difícil entender como o jogo se desenrola em ação; por isso, é melhor vê-lo em funcionamento primeiro. Para isso, acesse Dragon Hatch Demo https://dragonhatchdemo.br.com e confira com calma como funcionam as rodadas, o modo bônus e o comportamento dos multiplicadores em uma sessão real.

Design do Jogo Dragon Hatch

O caça-níquel Dragon Hatch foi desenvolvido pelo estúdio PG Soft – um provedor que se concentra em jogos para dispositivos móveis e projeta interfaces especificamente para telas sensíveis ao toque desde o início. Daí vem a característica: orientação vertical e disposição compacta dos elementos. O jogo foi lançado em 2019 e ainda faz parte do catálogo principal do estúdio.

O projeto tem duas versões: a Dragon Hatch Demo com saldo virtual e o jogo a dinheiro real com as mesmas funcionalidades. A mecânica e a parte visual são idênticas nas duas versões – apenas a fonte dos fundos muda.

A tela é uma grade 5×5 que ocupa a parte central. Abaixo dela, há um painel de controle: botão de girar, configurações de aposta e jogo automático. A zona superior é reservada para a barra de progresso dos dragões, e é ela que define o ritmo de toda a sessão. À medida que as combinações aparecem, a barra se preenche e revela novos efeitos. 

A interface é minimalista: quase não há elementos supérfluos na tela, para não distrair da grade e das animações. Essa decisão está ligada à lógica móvel – tudo o que é importante fica visível imediatamente, sem precisar navegar pelos menus.

Dragon Hatch é decorado como uma caverna fantástica com tesouros. A paleta principal é composta por tons escuros profundos com detalhes em dourado e cores intensas dos símbolos. Fundo: azul escuro e roxo, com iluminação suave; os símbolos são brilhantes, com contornos contrastantes. As cores mudam durante o jogo. Quando os dragões são ativados, a tela muda de cor de acordo com o elemento deles.

O jogo foi desenvolvido em estilo 3D. O destaque principal são os pequenos dragões que aparecem diretamente no campo. Eles se movem, reagem às vitórias e acompanham as cascatas. Destaca-se separadamente a rainha dos dragões no fundo – uma figura imponente que quase não se move, mas define a atmosfera de toda a cena.

Mecânica do jogo Dragon Hatch

O Dragon Hatch funciona com base em vitórias em clusters em um campo de 5×5. Aqui não há linhas de pagamento: a combinação é válida quando um grupo de símbolos iguais se reúne na tela, alinhados horizontalmente ou verticalmente. O tamanho mínimo do cluster é de 4 símbolos.

Após cada vitória, os símbolos desaparecem e novos caem imediatamente em seu lugar. Esse processo continua enquanto novas combinações aparecerem no campo. Dentro de uma única rodada, podem ocorrer várias dessas cascatas consecutivas.

O jogador define a aposta e inicia a rodada. A partir daí, tudo ocorre dentro de uma única tela:

  • O campo inicial é formado;
  • O sistema verifica a presença de clusters;
  • Os grupos vencedores desaparecem;
  • Novos símbolos são adicionados por cima.

Cada nova cascata aumenta o multiplicador total. Se a sequência continuar, o multiplicador aumenta e é aplicado ao próximo prêmio nessa mesma rodada. Após o término das cascatas, o multiplicador é zerado.

Existem vários tipos de elementos no campo:

  • Símbolos coloridos comuns (base para os clusters);
  • Ovos dourados com números, que contêm multiplicadores;
  • Pequenos dragões, que surgem dos ovos e fortalecem o campo.

Quando um cluster se forma nas proximidades, os ovos dourados eclodem e se transformam em dragões. Cada dragão adiciona um multiplicador, que é somado aos demais e influencia o valor final do pagamento por cascata.

No jogo, há quatro tipos de dragões, cada um associado a seu próprio elemento. Eles se acumulam na parte superior da tela e amplificam o efeito à medida que a barra é preenchida. A cada nova fase, sua influência aumenta: os multiplicadores crescem, novos dragões são adicionados ao campo e ovos com valores altos aparecem com mais frequência. Se a barra for preenchida completamente, uma rodada bônus é ativada.

O Dragon Hatch é baseado em um gerador de números aleatórios, portanto, é impossível influenciar o resultado da rodada. No entanto, há algumas observações práticas que ajudam a controlar o processo:

  • Cascatas prolongadas ocorrem com mais frequência em apostas médias, quando o saldo permite sustentar uma série de rodadas.
  • Séries bruscas sem ganhos são parte normal da mecânica, especialmente antes da ativação do bônus.
  • O potencial principal do jogo se revela por meio de cadeias e multiplicadores, e não por meio de ganhos isolados.

 

O objetivo da sessão é aguentar até o momento em que as cascatas com coeficientes crescentes começarem a se formar.

Som e Animação do Dragon Hatch

Em Dragon Hatch, o som e o movimento estão ligados à mecânica do jogo. Eles não apenas acompanham as rodadas, mas ajudam a acompanhar o que está acontecendo no campo e em que fase se encontra a sequência de cascatas.

A trilha sonora de fundo é tranquila, com um leve toque de fantasia. Ela não sobrecarrega a percepção e permanece em segundo plano. O destaque recai sobre os sinais sonoros curtos:

  • O aparecimento de um cluster é acompanhado por acentos nítidos.
  • Cada desaparecimento de símbolos soa separadamente.
  • O nascimento dos dragões se destaca com um efeito mais intenso.

Graças a isso, o jogador percebe a estrutura da rodada. Mesmo sem olhar constantemente para a tela, fica claro se a sequência continua ou se a série já terminou. O som intensifica-se à medida que o multiplicador aumenta. Quanto mais longa a cascata, mais intenso se torna o áudio. Isso cria uma sensação de aceleração e destaca os momentos importantes dentro de uma única rodada.

A parte visual é construída em torno de um movimento contínuo. Após uma vitória, o campo não é reiniciado, mas se reorganiza suavemente. Os símbolos desaparecem com um efeito suave, novos elementos caem de cima sem pausas, os dragões aparecem diretamente na grade e permanecem no campo. A sequência torna cada rodada dinâmica. Visualmente, isso parece um único processo, e não um conjunto de ações separadas.

Uma atenção especial é dada aos ovos. Antes de se transformarem em dragões, eles ganham vida, mudam de forma e ficam iluminados. Isso cria uma breve pausa de expectativa, após a qual ocorre o reforço do campo.

As animações e o som desempenham várias funções ao mesmo tempo:

  • Mostram onde a combinação se formou;
  • Indicam se a cascata continua;
  • Destacam os momentos em que o multiplicador aumenta.

O jogador do Brasil não perde tempo procurando informações na interface — os principais eventos são percebidos através do movimento e do som. Como o Dragon Hatch Demo é construído em séries dentro de uma única rodada, para manter o interesse, é importante que cada nova fase seja percebida como um desenvolvimento.

Bônus do Jogo Dragon Hatch

No Dragon Hatch, a parte de bônus está ligada ao sistema de dragões e ao acúmulo de energia durante o jogo principal. Não há um modo clássico separado com rodadas grátis aqui — todo o potencial está concentrado nas rodadas atuais e em suas continuações.

 

O bônus principal é ativado quando a barra dos dragões na parte superior da tela fica totalmente preenchida. Depois disso, o jogo passa para um modo especial com um número fixo de rodadas. No início, são concedidas várias rodadas grátis (geralmente 3). A particularidade delas é a ausência de rodadas sem prêmios: cada rodada garante um ganho.

A mecânica dentro do bônus é diferente:

  • Ocorre imediatamente o aparecimento de ovos dourados com multiplicadores no campo.
  • Após cada combinação, novos ovos são adicionados.
  • Os multiplicadores são somados e aplicados ao pagamento final.

Cada ganho prolonga a série: mais uma rodada é adicionada às rodadas restantes. Enquanto os clusters se formam no campo, a rodada continua.

Os ovos dourados são a base do bônus. Eles contêm valores de multiplicadores que são revelados quando uma combinação é ativada. Quando os ovos se transformam em dragões, seus valores são somados. Em uma única rodada, pode-se acumular um multiplicador total significativo, especialmente se a sequência continuar por várias etapas consecutivas.

É exatamente por isso que se formam grandes pagamentos: não a partir de uma única combinação, mas de uma série com um coeficiente crescente.

Mesmo no jogo principal, é possível observar elementos da lógica do bônus: os ovos com multiplicadores aparecem também fora do bônus, os dragões surgem diretamente no campo base, e a escala leva gradualmente ao início da rodada. Isso cria uma transição suave: o bônus não é percebido como um modo separado, mas parece um desenvolvimento da sessão já iniciada.

Bônus oferecidos pelo cassino online

Vale a pena considerar separadamente as ofertas do próprio cassino. No Brasil, muitas vezes incluem nas condições de várias promoções:

  • Rodadas grátis específicas para este jogo;
  • Bônus de depósito com requisitos de aposta nas slots da PG Soft;
  • Participação em torneios ou promoções temporárias, levando em conta as apostas no jogo.

Nesses casos, é importante verificar as regras. O caça-níquel tem alto potencial devido aos multiplicadores, por isso frequentemente participa do rollover com uma contribuição reduzida (por exemplo, 50–70% da aposta conta para o rollover). Também existem restrições quanto à aposta máxima durante o bônus – vale a pena levá-las em conta para não perder os créditos.

O Dragon Hatch é ideal para cumprir os requisitos de aposta devido às frequentes cascatas: o saldo muda dinamicamente, e o progresso no wagering ocorre mais rapidamente do que em caça-níqueis com pagamentos únicos.

Carnaval brasileiro avança na internacionalização com acordo entre Brasil e França

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Fotos: Pedro Ribeiro/CARNAVALESCO

Por Pedro Ribeiro

O terceiro dia de debates do Congresso Nacional de Escolas de Samba 2026 (CONASAMBA), realizado neste sábado (6), na Fábrica do Samba, em São Paulo (SP), foi marcado pela assinatura e celebração de um acordo de cooperação entre a FENASAMBA (Federação Nacional das Escolas de Samba) e a Federação Francesa do Carnaval Tropical de Paris. O painel internacional do congresso, mediado pelo ex-ministro dos Direitos Humanos Sílvio Almeida, já estava nos acréscimos quando Kaxito Ricardo Campos, presidente da FENASAMBA, subiu ao palco para fazer o anúncio e, em seguida, assinar, em conjunto com Teddy Lacroix, presidente da Federação Francesa do Carnaval Tropical de Paris, a formalização da proposta de acordo.

E o acordo é sobre o quê? O CARNAVALESCO registrou as bases do acordo em detalhes e ouviu as projeções do presidente da federação brasileira a respeito do projeto: “Estamos projetando para o Carnaval de São Paulo, em 2027, a vinda de uma delegação estimada em 650 pessoas oriundas da França, com o objetivo de conhecer a grandeza do carnaval brasileiro, participar das atividades culturais e formativas (…) e, se autorizada pelas instâncias do carnaval de São Paulo e pelas autoridades competentes, abrir simbolicamente os desfiles das escolas de samba de São Paulo”, revelou.

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O reconhecimento internacional do carnaval brasileiro já é conhecido. A diferença é que, nos últimos anos, a FENASAMBA tem trabalhado na direção de estreitar institucionalmente as relações entre diferentes organizações carnavalescas ao redor do mundo. Essa cooperação mútua favorece a compreensão da dimensão cultural que o carnaval brasileiro representa, porque, segundo Kaxito, o carnaval é uma “escola viva, um território de formação e o grande centro de transmissão de saberes”.

Sobre o intercâmbio com a França, a FENASAMBA o considera estrategicamente fundamental: “Esse intercâmbio mostra que o carnaval é também um instrumento de integração internacional. Ele cria pontes entre culturas, aproxima instituições, fortalece o turismo cultural, valoriza a imagem do Brasil no exterior e abre novas possibilidades para artistas, jovens, comunidades e territórios. Quando o samba dialoga com o mundo, o Brasil se apresenta (…) como potência cultural, criativa e educativa”, disse o presidente.

A natureza grandiosa do projeto reforça e consolida o papel das escolas de samba como as principais embaixadoras da cultura brasileira no mundo. Para a FENASAMBA, o acordo supera um mero compromisso formal, porque propõe mostrar ao Brasil e ao mundo que “o carnaval é, sim, um polo de conhecimento, saberes, integração, desenvolvimento e paz”.

Acompanhado dos convidados que compuseram o painel internacional do CONASAMBA 2026, formado por representantes da Colômbia, França, Gana e Uruguai, ele reforçou os agradecimentos à delegação internacional presente no congresso. Nitidamente satisfeito com o resultado do encontro, Kaxito fez questão de enaltecer a importância desse movimento cooperativo: “Eu quero incluir todos vocês (…), estamos dando um passo muito grande para a criação de uma grande rede internacional do carnaval”, finalizou.

Disputa pela sede do Conasamba 2027 mobiliza nove capitais brasileiras

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Foto: Daniel Amorim/Divulgação Conasamba

Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Belém, Macapá, Natal, Porto Velho, Brasília e Rio de Janeiro oficializaram suas candidaturas para sediar o CONASAMBA 2027 – Congresso Nacional das Escolas de Samba, principal fórum de discussão, capacitação e desenvolvimento do carnaval brasileiro.

As manifestações de interesse foram apresentadas durante a mesa de encerramento do CONASAMBA 2026, onde ocorreu a plenária nacional das ligas filiadas à FENASAMBA, e evidenciam o fortalecimento do evento como uma das mais importantes plataformas de articulação institucional, econômica e cultural do país. A crescente disputa pela sede reflete o reconhecimento do congresso como um instrumento estratégico para o desenvolvimento do setor carnavalesco e da economia criativa nos estados brasileiros.

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Promovido pela Federação Nacional das Escolas de Samba (FENASAMBA), o CONASAMBA reúne anualmente dirigentes de ligas e escolas de samba, gestores públicos, pesquisadores, profissionais do carnaval, comunicadores e representantes da cadeia produtiva da cultura, consolidando-se como o maior encontro do segmento no Brasil.

Com a apresentação do interesse em sediar a 9ª edição do maior congresso de carnaval do país, os presidentes das ligas filiadas à FENASAMBA irão formalizar as cartas de intenção, e as entidades candidatas iniciam agora uma nova fase do processo seletivo. Cada liga deverá apresentar um projeto técnico detalhado contendo informações sobre infraestrutura, rede hoteleira, mobilidade urbana, equipamentos culturais, capacidade de atendimento aos participantes e propostas de legado para o carnaval local e nacional.

Para a diretora do Departamento de Projetos da FENASAMBA, Alinne Limma, o elevado número de candidaturas demonstra o protagonismo alcançado pelo congresso nos últimos anos.

“Receber o interesse de nove importantes cidades brasileiras confirma a relevância que o CONASAMBA conquistou no cenário cultural nacional. O congresso deixou de ser apenas um espaço de encontros e debates para se tornar uma ferramenta efetiva de desenvolvimento, geração de oportunidades e fortalecimento institucional das escolas de samba em todo o país. A partir de agora, inicia-se uma etapa técnica e estratégica, na qual cada liga deverá apresentar seu projeto de candidatura. Nossa missão será avaliar cuidadosamente cada proposta para identificar aquela que melhor atenda às necessidades do congresso e que apresente condições de ampliar ainda mais o alcance e o legado do CONASAMBA para o carnaval brasileiro.”

A escolha da cidade-sede levará em consideração critérios técnicos, operacionais e institucionais, além da capacidade de realização de um evento que, a cada edição, amplia sua representatividade nacional e seu impacto no setor cultural.

A definição da sede do CONASAMBA 2027 será anunciada pela FENASAMBA após a conclusão do processo de avaliação das propostas apresentadas pelas entidades candidatas.

Mais do que um congresso, o CONASAMBA se consolida como um espaço de construção de políticas, intercâmbio de conhecimento e fortalecimento da maior manifestação cultural popular do Brasil: o carnaval.

Copa do Samba transforma desfiles históricos em disputa decidida pelo público

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Foto: LIAJERJ/Divulgação

A paixão pelo carnaval ganhará novos contornos neste mês de junho. Inspirada no clima das grandes competições esportivas, a Liga Independente dos Acervos e Jurídicos das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIAJERJ), em parceria com torcedores e pesquisadores do samba, promoverá a 1ª Copa do Samba, uma disputa inédita que colocará frente a frente alguns dos mais marcantes desfiles da história das agremiações cariocas.

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A competição será realizada entre os dias 11 e 27 de junho e contará com representantes de 14 tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Em formato mata-mata, os confrontos serão definidos por sorteio e terão seus vencedores escolhidos por meio de votação popular.

Na Copa do Samba, a Marquês de Sapucaí assume o papel de arena principal. Os grandes desfiles entram em campo para defender as cores de suas escolas em duelos que prometem mobilizar apaixonados pelo carnaval de diferentes gerações. A cada fase, caberá ao público decidir quais apresentações históricas avançam rumo ao título.

Cada escola será representada por seus respectivos Acervos e Jurídicos, responsáveis por selecionar os desfiles que disputarão a competição. O objetivo é promover uma verdadeira viagem pela memória do carnaval, revisitando momentos que marcaram época na Avenida.

A iniciativa nasce do trabalho desenvolvido pela LIAJERJ, entidade formada por páginas, perfis e projetos independentes dedicados à preservação da história e da cultura das escolas de samba nas redes sociais. Embora não represente oficialmente as agremiações participantes, a liga reúne administradores de páginas, pesquisadores, colecionadores e apaixonados pelo carnaval que atuam na valorização dos legados construídos ao longo das décadas.

Mais do que definir um campeão simbólico, a Copa do Samba tem como proposta estimular o debate sobre desfiles históricos, aproximar os torcedores da trajetória de suas escolas e reforçar a importância da preservação da memória carnavalesca.

A competição também destaca o papel dos acervos e jurídicos independentes, que se consolidaram como importantes guardiões da história do samba, preservando fotografias, documentos, registros audiovisuais e informações fundamentais para a construção da memória do carnaval carioca.

O cronograma do torneio já está definido. O sorteio dos confrontos foi realizado no último dia 4 de junho. A primeira fase acontecerá nos dias 11 e 13 de junho. As quartas de final serão disputadas nos dias 17 e 19 de junho, enquanto as semifinais estão marcadas para 23 de junho. A disputa pelo terceiro lugar ocorrerá em 26 de junho, e a grande final será realizada no dia 27, encerrando um mês inteiramente dedicado à celebração da história dos desfiles das escolas de samba.

Os interessados em acompanhar os confrontos, resultados, chaveamento e votações poderão acessar o perfil oficial da LIAJERJ no Instagram, @liajerj.

Ao final da competição, uma escola será consagrada campeã da primeira edição da Copa do Samba. Mais do que levantar um troféu simbólico, a vencedora representará a força da memória carnavalesca e da paixão que une gerações de torcedores. Afinal, no carnaval, a história também entra em campo.