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Morre o compositor Paulo Onça após cinco meses internado por agressão em acidente de trânsito

O sambista e compositor Paulo Juvêncio de Melo Israel, conhecido como Paulo Onça, faleceu nesta segunda-feira, aos 63 anos, em Manaus. Ele estava internado desde dezembro de 2024, após ser brutalmente agredido durante um acidente de trânsito na capital amazonense. O caso ocorreu no dia 5 de dezembro de 2024, no bairro Praça 14, zona sul de Manaus. Após uma colisão entre veículos, Paulo Onça foi agredido por Adeilson Duque Fonseca, que desferiu socos e chutes na cabeça do sambista, mesmo com ele ainda dentro do carro. A agressão foi registrada por câmeras de segurança e causou traumatismo craniano grave, exigindo cirurgia para retirada de um coágulo. Paulo permaneceu hospitalizado por mais de cinco meses, lutando contra as sequelas das agressões. O agressor, Adeilson Duque Fonseca, se entregou à polícia três dias após o crime e permanece preso. Ele responderá por homicídio.

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Foto: Divulgação

Com mais de 45 anos de carreira, Paulo Onça foi uma figura central no samba amazonense e também contribuiu para o carnaval carioca. Compôs para escolas como Grande Rio e Salgueiro, e teve parcerias com artistas renomados como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Leci Brandão e Dudu Nobre. Suas composições somam mais de 130 obras, muitas delas interpretadas por grandes nomes do samba nacional.

A morte de Paulo Onça gerou comoção entre autoridades, artistas e fãs. O governador do Amazonas, Wilson Lima, lamentou a perda, destacando a contribuição do artista para a cultura popular. O prefeito de Manaus, David Almeida, afirmou que “Paulo Onça foi mais do que um sambista: foi a alma do samba de Manaus”. A esposa do sambista, Simone Andrade, emocionou-se ao lembrar da luta do marido durante os meses de internação, dizendo: “Ele foi um guerreiro, mas, infelizmente, a maldade levou o Paulo”.

Veja o PodCARNAVALESCO SP com Flavio Campello, carnavalesco da Tom Maior

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No quinto episódio do PodCARNAVALESCO SP, Flavio Campello compartilha sua trajetória à frente da Tom Maior, destacando os desafios e conquistas recentes da escola.

Reedição do Enredo de 2009: Campello fala sobre a decisão de reeditar o enredo “Uma nova Angola se abre para o mundo! Em nome da paz, Martinho da Vila canta a liberdade!”, originalmente apresentado em 2009. Ele explica que a escolha foi um desejo antigo da comunidade e uma forma de motivar a escola após o rebaixamento em 2024.

Retorno ao Grupo Especial: O carnavalesco celebra o título do Grupo de Acesso 1 em 2025, que garantiu o retorno da Tom Maior ao Grupo Especial. Ele destaca a importância de dar uma nova identidade ao enredo reeditado e o papel das alegorias no sucesso do desfile.

Planejamento para 2026: Campello menciona que a escola está focada em apresentar um desfile digno do Grupo Especial, mantendo o alto nível de trabalho e dedicação.

Para mais detalhes e insights sobre os bastidores da Tom Maior e a visão de Flavio Campello sobre o carnaval paulistano, assista ao episódio completo:

Reitora da Universidade do Carnaval, Evelyn Bastos fala sobre o cargo e a condução da instituição na busca por ajudar os profissionais do carnaval

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Reitora da Universidade Livre do Carnaval de Maricá, Evelyn Bastos compartilha o posto com o Vovô do Ilê e Milton Cunha. A rainha de bateria da Mangueira traz sua experiência de vida e acadêmica para comandar a instituição, que ela acredita poder ajudar diversos profissionais do carnaval de todo o país em diferentes áreas do saber e da indústria da festa. O CARNAVALESCO conversou com a recém-empossada reitora para falar sobre este novo desafio, a condução da UniCarnaval e possíveis parcerias com as ligas carnavalescas pelo Brasil.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Para Evelyn, ser reitora na Universidade do Carnaval é uma grande honra, ao lado dos outros reitores, e representa a possibilidade de ver os profissionais do carnaval reconhecidos também por seus saberes, como costureiras e aderecistas, por exemplo, como forma de diplomar esse conhecimento empírico e gerar transformações na vida dos trabalhadores do carnaval.

“Para mim, é uma grande honra mesmo, porque é uma reitoria colegiada com dois homens por quem tenho muito apreço e que são grandes professores para mim. Em muitos encontros com o Milton Cunha, que é meu amigo, pudemos bater papos formais e informais, e em todos eles eu aprendi muito. Então, além de ser um grande amigo, ele é um professor para mim. E o Vovô do Ilê, que é um ativista em quem a gente se espelha muito, porque não estamos falando só de bravura — falamos de estratégia e de força. O Vovô é uma grande inspiração. Logo, para mim, é um presente estar em uma reitoria colegiada com esses dois super-homens. Agora vou ter a oportunidade de ver a tia Regina, a tia Bete, que são costureiras e costuram desde a adolescência, porque foram mães cedo e precisaram parar de estudar para poder criar seus filhos, sustentar a casa através da costura. E, como eu disse, na escola formal elas não teriam diploma, mas na Universidade do Carnaval, agora elas terão. Porque o saber empírico está sendo tão valorizado quanto o saber acadêmico. Não tenho como não acreditar que, em um momento como este, tia Ciata, tia Fé, tia Bibiana — grandes tias baianas que afiançaram e protegeram o samba — estão fazendo festa no outro plano. É uma noite de grande celebração, com muitos significados, que com certeza é um marco na história do samba, na história do carnaval, com o grande objetivo de impacto social e de transformação na vida dessas pessoas que constroem o carnaval. Sem essa gente valiosa, não tem desfile, porque são eles que constroem o desfile. Não tem o Giro da Baiana, não tem movimento. O carnaval é arte viva, e agora, com compromisso, estamos cuidando da indústria do carnaval através dessas pessoas, com compromisso e com muita responsabilidade”.

A rainha da Verde e Rosa também comentou sobre os cursos e aulas que a UniCarnaval vai oferecer, destacando a valorização do saber empírico na produção da festa.

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“A universidade já está toda estruturada. Hoje foi o lançamento do site. Convido todos vocês a darem uma olhada. Temos cursos livres, cursos técnicos e cursos superiores. Os cursos livres possibilitam que todas as pessoas, independentemente da escolaridade, façam o curso que escolherem. Já estamos falando de um curso de corte e costura, que não depende de um nível de escolaridade. E temos muitas costureiras dentro dos barracões que não têm esse nível de escolaridade e sabem muito. Então, aqui na universidade, vamos certificar essas mulheres com seus saberes. Dando uma olhada no site, vocês vão ver vários cursos, vários modelos e metodologias para que possamos abraçar todas as pessoas, sem nenhuma discriminação, com toda a inclusão que o carnaval merece na Universidade do Carnaval”.

Por fim, a diretora cultural da Liesa falou sobre possíveis parcerias não só com a Liga das Escolas de Samba, mas também com outras ligas carnavalescas do Brasil, para auxiliar os profissionais de qualquer local do país na sua profissionalização através da instituição.

“O meu grande sonho é que os profissionais dos barracões que já atuam venham para a Universidade do Carnaval beber dessa experiência e se certificar como profissionais. Vamos conseguir, honradamente, carregar debaixo do braço o certificado como profissionais. Estamos abertos na Universidade do Carnaval, nossa reitoria, para conversar com todas as ligas. Queremos — é o nosso grande objetivo — começar a alinhar com as presidências das ligas. E, claro, estando dentro da Liga, tive a oportunidade de conversar com o Gabriel David, que está superaberto, como sempre, a estar com a gente, a fazer isso aqui dar certo. E, como já disse, estamos abertos para conversar com todas as ligas, porque queremos profissionalizar o carnaval da forma que ele merece”.

Presidente da Unidos de Bangu, Leandro Augusto fala sobre preparação e enredo autoral rumo ao Carnaval 2026

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Leandro Augusto, presidente da Unidos de Bangu, conversou com o CARNAVALESCO no sorteio da ordem dos desfiles da Série Ouro e comentou sobre as mudanças na escola e qual a linha que o enredo de 2026 deve seguir. Mas o dirigente, primeiro, fez um balanço do Carnaval de 2025 da Bangu, no qual a escola não disputou o carnaval por conta do incêndio.

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Foto: S1 Comunicação/Divulgação

“Eu acho que essa questão do Carnaval de 2025 poderia ser até muito melhor se a gente estivesse disputando. Acho que, se nós estivéssemos na disputa, como a mídia crítica colocou, a gente estaria disputando o título. Então, eu acho que é um balanço muito positivo, mesmo que a gente não tenha pontuado. Mas, na nossa cabeça, a gente sabe onde poderia chegar e onde nós vamos chegar no Carnaval de 2026”;

Sobre a preparação para o Carnaval de 2026 da escola da Zona Oeste, o dirigente falou sobre os novos carnavalescos da agremiação — Alexandre Costa, Lino Salles e Marcos Du Val — e da chegada de mestre Dinho à frente do Caldeirão da Zona Oeste.

“Foram contratações pontuais. Buscamos os carnavalescos que têm a cara da escola, o puxador, trabalhadores, e mestre de bateria. A gente repôs à altura. Mestre Dinho é uma pessoa que já tem 35 anos de mercado, vem de uma grande escola, que é a Unidos de Padre Miguel. Chegou do Grupo Especial, pontuando 40 na Série Ouro. Sai uma peça grandiosa, que era o mestre Laion, e trouxemos o mestre Dinho no mesmo patamar”.

Por fim, o presidente comentou sobre o enredo que a Unidos de Bangu pretende levar para a Avenida no ano que vem.

“Vamos seguir a mesma vertente do carnaval do ano passado. Vamos trazer, mais uma vez, um enredo que será apresentado pela primeira vez na Avenida — um enredo autoral dos carnavalescos. É um enredo cultural, para sair da mesmice. Vamos brigar, vamos para a guerra”.

Edson Marinho é reeleito por aclamação e seguirá na presidência da Estácio de Sá por mais três anos

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“Time que está ganhando não se mexe”. O ditado popular norteou a decisão da comunidade estaciana que, em reunião com seus beneméritos, sócios, conselheiros e diretores, reelegeu por aclamação o presidente Edson Marinho para mais um mandato à frente da Estácio de Sá. Ao lado do vice-presidente, Dr. Jorge Xavier, Marinho seguirá no comando da vermelha e branca do Morro de São Carlos por mais três anos.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

A recondução da dupla à liderança da agremiação celebra o trabalho que vem sendo realizado desde que Edson Marinho assumiu a presidência. Apostando na preservação da tradição da Estácio e no resgate de suas origens, a escola vem colhendo bons frutos nos últimos carnavais. Em 2024, conquistou o 3º lugar na Série Ouro, e em 2025 foi vice-campeã, ficando muito próxima do retorno ao Grupo Especial.

“Agradeço a todos que confiam e acreditam no nosso trabalho. Juntos seguiremos mais fortes em busca do tão sonhado título. A comunidade vai descer o morro do São Carlos para voltar ao seu lugar, que é no Especial”, afirmou Marinho, emocionado após a aclamação.

O clima de união e confiança entre os segmentos foi destaque no encontro que selou a continuidade da atual gestão. A expectativa agora se volta para os preparativos do Carnaval 2026, em que a Estácio buscará, mais uma vez, fazer um desfile histórico e garantir sua volta à elite do samba carioca.

Junior Escafura comemora vitória e projeta gestão com amor, profissionalismo e foco no Carnaval 2026

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Por Matheus Morais e Marcos Marinho

Em clima de emoção e expectativa, Junior Escafura falou ao CARNAVALESCO logo após ser eleito presidente da Portela. Em suas primeiras declarações, o novo dirigente exaltou sua relação afetiva com a escola e destacou a importância de uma gestão profissional e estruturada para o futuro da azul e branca de Madureira.

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Fotos: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Sentimento da vitória
“Sentimento de muita alegria e emoção. Cheguei nessa quadra ainda criança. Conheço cada canto. Estou tendo essa missão e me orgulha muito. Sei que minha responsabilidade é muito grande. Hoje foi a vitória do amor. O portelense sabe o quanto a gente tem amor no DNA. Não vai faltar amor, trabalho, união, gestão e profissionalismo. A Portela precisa muito dar uma guinada de forma mais profissional e estruturada.”

Futuro dos profissionais da Portela

Escafura fez questão de dizer que pretende conversar com todos os segmentos e profissionais já renovados pela antiga gestão, deixando claro que não há decisões fechadas e que o diálogo será o primeiro passo.

“Vamos conversar com todos os profissionais da escola que já foram renovados. Caso a caso, todos eles, para entender a situação de cada um. A porta não está fechada. Podemos trazer alguns profissionais para agregar ou até mudar. Não tem nada definido. Não conversamos com ninguém até a eleição. Agora, vamos conversar e, a partir de amanhã 9segunda), arregaçar as mangas, trabalhar muito pela Portela e focar no Carnaval 2026”.

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Enredo para 2026

Sobre o tema do próximo desfile, o presidente revelou que estudos já estão em andamento e prometeu um anúncio em breve.

“Já temos algumas coisas sendo estudadas. A gente pretende anunciar o enredo muito em breve. A gente já vinha trabalhando em cima de temas e vamos tentar divulgar o quanto antes. Vamos ver o que é melhor para a Portela. Nada definido ainda”.

Possibilidade de realizar desfile apenas com repasse da Liesa

Escafura reconheceu a importância do apoio financeiro da Liesa, mas ressaltou que a Portela buscará voos mais altos, apostando também em parcerias para entregar o carnaval grandioso que a escola merece.

“A Liesa faz um grande trabalho e, no último carnaval, as escolas tiveram um repasse que nunca tinha acontecido. É possível fazer um desfile grandioso, mas a Portela precisa fazer um carnaval gigantesco. Temos empresas parceiras e apoiadoras da Portela para fazermos o carnaval que o portelense está esperando”.

Com eleição de Escafura e Nilce, Vilma Nascimento é a nova presidente de honra da Portela

Junior Escafura é eleito presidente da Portela

Com eleição de Escafura e Nilce, Vilma Nascimento é a nova presidente de honra da Portela

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Vilma Nascimento, o Cisne da Passaerla, uma das mais respeitadas e referenciadas porta-bandeiras da história da Portela, agora é presidente de honra da Majestade do Samba, após a vitória da chapa “Portela Raiz”, de Junior Escafura e Nilce Fran. Ao CARNAVALESCO, ela explicou por que decidiu apoiar a chapa de Escafura e Nilce.

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“Quem mandava na escola não era o presidente. Ele até tinha boas intenções, mas quem dava as ordens era o financeiro. Vou cobrar como sempre cobrei, mas agora ainda mais, porque estarei mais próxima”, avisou.

O novo presidente da Portela, Junior Escafura, falou ao CARNAVALESCO sobre a escolha de Vila Nascimento: “O nome de Vilma Nascimento dispensa comentários. Ela é um dos maiores nomes da história do carnaval. Representa a família Nascimento que ajudou muito a Portela ser o que é hoje. A história da escola está extremamente ligada a eles. É preciso reconhecer e enaltecer a tantas pessoas que já fizeram pela Portela. No nosso mandato todos vão ser reconhecidos, considerados e tratados com muito carinho. A Portela é dos portelenses”.

Junior Escafura é eleito presidente da Portela

Junior Escafura é eleito presidente da Portela

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A Portela, maior campeã do carnaval do Rio de Janeiro, definiu neste domingo o seu presidente para o triênio 2025-2028, e a chapa 2 “Portela Raiz” foi eleita a vencedora. Assim, Junior Escafura é o novo presidente da escola e Nilce Fran é a vice-presidente. Pela chapa, Vilma Nascimento é a nova presidente de hora. Ao CARNAVALESCO, o novo presidente falou o que representa a vitória.

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Junior Escafura e Nilce Fran comemoram a vitória. Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

“A Portela precisa se estruturar e fazer um carnaval a altura do seu nome e história. Iremos fazer parcerias com grandes empresas e alavancar a marca Portela. O que vai nos trazer condições de realizar um trabalho profissional com grandes artistas que precisam ter condições ideais para poder desenvolver seus projetos. O que eu posso prometer é muito trabalho e dedicação. A união portelense vai ser primordial para que possamos colocar o nome da Portela no topo novamente. Por isso, conto com cada portelense. Que nos tragam ideias, sugestões, críticas construtivas para realizarmos uma grande administração”, disse Escafura ao CARNAVALESCO.

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Fotos: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Nova vice-presidente da Portela, Nilce Fran falou com o CARNAVALESCO: “Quando recebi o convite, me desesperei (risos). Me assustei, não acreditei, tive medo. Depois, parei, analisei e lembrei da relação que tive com o pai do Júnior, meu amigo de lutas, e da relação que tenho com ele. Pensei na importância de ser grata e leal, valores que meu pai me ensinou”.

Com a vitória da chapa “Portela Raiz”, Vilma Nascimento é a nova presidente de honra da escola. Ela entra na vaga de Tia Surica. O novo presidente da Portela, Junior Escafura, falou ao CARNAVALESCO sobre a escolha: “O nome de Vilma Nascimento dispensa comentários. Ela é um dos maiores nomes da história do carnaval. Representa a família Nascimento que ajudou muito a Portela ser o que é hoje. A história da escola está extremamente ligada a eles. É preciso reconhecer e enaltecer a tantas pessoas que já fizeram pela Portela. No nosso mandato todos vão ser reconhecidos, considerados e tratados com muito carinho. A Portela é dos portelenses”.

Com eleição de Escafura e Nilce, Vilma Nascimento é a nova presidente de honra da Portela

Camisa 12 apresenta enredo e irá homenagear as mulheres que fundaram o primeiro terreiro de candomblé

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Na tarde do último sábado, a Camisa 12 promoveu um grande evento para lançar seu enredo rumo ao Carnaval 2026. A festa começou no horário do almoço, com a tradicional feijoada, e contou com diversas atrações até a revelação do tema, já à noite. Em clima de suspense, tudo foi mostrado em um vídeo exibido em telão na quadra, coordenado pelo diretor de carnaval Demis Roberto.

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Diretor de carnaval Demis Roberto e presidente Giovanni Bargi

O enredo, segundo a escola, integra uma trilogia afro. Em 2024, a agremiação levou à avenida a história de Chico Rei e, no último carnaval, conquistou o acesso com um desfile que abordou a justiça sob os olhos do candomblé. Para 2026, a Camisa 12 irá contar a história das três princesas nagô: Iyá Nassô, Iyá Detá e Iyá Akalá, além de prestar homenagem aos terreiros Casa Branca do Engenho Velho, Ilê Axé Opô Afonjá e Ilê Iyá Omin Axé Iyamassê (Gantois). No encerramento da festa, a Acadêmicos do Tatuapé, com toda a sua equipe, liderada pelo intérprete Celsinho Mody, animou o público presente na sede da entidade, localizada no Belenzinho.

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Com o contrato renovado e pelo segundo ano consecutivo na Camisa 12, o carnavalesco Delmo de Moraes explicou brevemente o tema que a escola levará para a avenida.

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Carnavalesco Delmo de Moraes

“Nós vamos trazer essa ancestralidade que muita gente desconhece. Há pessoas do próprio candomblé que não sabem sobre essas princesas que vieram para o Brasil como escravizadas. Algumas conseguiram retornar à África e depois voltaram ao Brasil, fundando os três terreiros do candomblé: a Casa Branca do Engenho Velho, Gantois e Opô Afonjá. A ideia surgiu de mim e do Demis Roberto, nosso diretor de carnaval. Somos da religião e começamos a buscar profundamente nossas origens para poder mostrar às pessoas que isso é cultura. A cada ano em que uma escola aborda uma religião afro-brasileira ou totalmente afro, está ensinando algo sobre os caminhos da nossa ancestralidade”, afirmou.

Abrir o domingo do Grupo de Acesso 1 é sempre um desafio. O artista demonstrou confiança e acredita que a escola pode conquistar um título inédito para chegar à elite do carnaval.

“A responsabilidade é maior, mas estamos aqui para nos testar e provar. Nunca houve uma escola que saiu do Acesso 2, subiu e já foi campeã. Quem sabe não será a Camisa 12? Nosso trabalho é árduo, e vamos nos dedicar com a mesma força com que trabalhamos no Acesso 2. Vamos em busca dessa vitória”, completou.

Enredo necessário dentro de uma trilogia

O diretor de carnaval Demis Roberto contou que a proposta da Camisa 12 é apresentar uma trilogia. Em 2024, a escola desfilou com o enredo sobre Chico Rei e, em 2025, com “Edun Ará”, uma reflexão sobre força e justiça sob a ótica do candomblé. Agora, para o próximo carnaval, a agremiação irá retratar a história das princesas negras que fundaram o primeiro terreiro de candomblé do Brasil.

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Diretor de carnaval Demis Roberto

“A Camisa 12 já vem falando de temas provocativos. Quando falamos de Chico Rei, não falamos exclusivamente dele, e sim do empoderamento do homem preto. Estamos falando de um homem escravizado que veio para o Brasil e, por meio do seu trabalho e de sua expertise, comprou sua alforria e passou a ser dono da mina onde foi escravizado. Em 2025, com ‘Edun Ará’, demos um grito de clamor à sociedade, porque ela é extremamente injusta”, declarou.

Aprofundando a narrativa, Demis destacou a importância e grandiosidade do tema, que exalta as mulheres negras e as religiões de matriz africana. Caso o desfile mantenha o tom crítico apresentado no último carnaval, é possível afirmar que os alvinegros da Zona Leste vêm consolidando sua identidade.

“Estamos falando de três princesas que vieram para o Brasil e criaram tudo o que hoje conhecemos em termos de religiosidade afro-brasileira. Poucas pessoas sabem que o primeiro orixá a ser assentado no Brasil foi Oxóssi. A partir disso, em 1900, essas três mulheres conseguiram comprar três mil pedaços de terra e fundaram o primeiro terreiro voltado ao culto da ancestralidade do povo preto. A Camisa 12 vem com um enredo necessário, valorizando essas mulheres, as princesas africanas que fundaram o Gantois, Opô Afonjá e a Casa Branca do Engenho Velho, casas que deram origem a toda essa religiosidade”, comentou.

Sobre a concepção do enredo, o diretor explicou que há sempre uma comissão responsável pelas decisões do carnaval. Ele também elogiou o profissionalismo do carnavalesco Delmo de Moraes e relatou que buscou autorização junto às três casas religiosas homenageadas.

“Os enredos da Camisa 12 não surgem apenas de mim ou do presidente. Existe uma comissão de carnaval. Muitas vezes, inclusive, sou voto vencido — e é assim que funciona uma escola de samba. O Delmo é um grande parceiro, amigo e conselheiro. Discutimos bastante esse enredo, e fiquei muito entusiasmado. Depois, tive a oportunidade de ligar para as três casas e, graças a Deus, obtivemos a autorização”, finalizou.

Acesso da escola, trabalho árduo e tema rico

O presidente Giovanni Bargi, mais conhecido como Madimbu, falou sobre o acesso da escola e o intenso trabalho que será realizado para o Carnaval 2026.

“Para nós, é uma batalha longa. Já havíamos batido na trave algumas vezes, com grandes carnavais. Graças a Deus, fui abençoado. No meu primeiro dia como presidente, conseguimos alcançar esse objetivo. Agora, o trabalho se intensifica. O Acesso 1 é desafiador para todas as escolas — é mais difícil, mais trabalhoso e vai exigir muito de cada um de nós. Mas acredito que estamos no caminho certo. O time está formado, e estamos nos fortalecendo com os ajustes necessários. Se Deus quiser, faremos um grande espetáculo”, afirmou.

O dirigente comemorou o sucesso do evento e destacou a aproximação da comunidade com a escola, o que, segundo ele, tende a crescer ainda mais com a participação popular.

“Acredito que o resultado está no evento de hoje. A comunidade abraçou a festa, tivemos a quadra cheia, e isso é o mais importante. Quando o povo está do lado, as coisas acontecem. Não adianta remar contra a maré. Acho que, neste ano, tudo foi positivo por conta disso. Com o acesso, conseguimos trazer o povo mais para perto, inclusive integrantes antigos. Alguns não acreditavam, mas, graças a Deus, conseguimos”, declarou.

Apoiando o enredo escolhido, Giovanni ressaltou a riqueza temática.

“Tudo foi muito conversado com a diretoria, com o Demis e com o carnavalesco Delmo. Optamos por seguir essa linha de temas afro. Esperamos apresentar um belo espetáculo, com um enredo rico, que oferece diversas possibilidades. Teremos uma caminhada muito intensa — e que os orixás nos abençoem”, concluiu.

Veja imagens do evento

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Grande evento revela a ordem dos desfiles em Santos para o Carnaval 2026; confira todos os detalhes

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A Baixada Santista conheceu, no último sábado, a ordem dos desfiles do carnaval da região em 2026. Em um grande evento sediado no Parque Valongo, nova opção para unir turismo e bem-estar na cidade e inaugurado em julho de 2024, e organizado pela Liga Independente Cultural das Escolas de Samba de Santos (LICESS), com apoio da Prefeitura e da Secretaria de Cultura da cidade de Santos, o mundo do samba conheceu a sequência das agremiações que passarão pelo Sambódromo Passarela do Samba Dráusio da Cruz.

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Grande motivo para que todo o evento acontecesse, a definição da ordem dos desfiles tinha duas únicas regras. A primeira era uma trava: a tradicionalíssima Brasil, sétima (e última) colocada do Grupo de Acesso, teria que, obrigatoriamente, abrir a sexta-feira de carnaval — em 2026, no dia 06 de fevereiro. A segunda era justamente o oposto: a total liberdade para que a X-9, atual campeã do Especial, escolhesse horário e data reservados para o primeiro pelotão da Baixada Santista.

Primeiro, as escolas do Grupo de Acesso escolheram. Pela ordem: Bandeirantes do Saboó (sétima colocada do Grupo Especial de 2025), Sangue Jovem (oitava do Especial), Império da Vila (terceira do Acesso), Imperatriz Alvinegra (quarta do Acesso), Dragões do Castelo (quinta do Acesso) e Academia de Samba Unidos da Zona Noroeste (sexta do Acesso). Como não houve trocas, tudo que foi sorteado se manteve.

Em Santos, os primeiros três horários da sexta-feira e os primeiros quatro horários do sábado são reservados para as escolas do Grupo de Acesso. Assim ficaram definidas as ordens do pelotão:

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Sexta-feira – 06 de fevereiro
Brasil
Império da Vila
Bandeirantes do Saboó

Sábado – 07 de fevereiro
Imperatriz Alvinegra
Dragões do Castelo
Academia de Samba Unidos da Zona Noroeste
Sangue Jovem

Após a definição do Acesso, era chegada a hora de conhecer a ordem do Grupo Especial. Como definido pelo regulamento, a X-9 escolheria posição e data, e optou pelo sétimo horário de sábado. No sorteio, diga-se, as ordens são somadas às do Acesso.

Depois da atual campeã, vieram, pela ordem: União Imperial, Unidos dos Morros, Mocidade Amazonense, Mocidade Independência, Real Mocidade Santista, Mocidade Independente de Padre Paulo e Vila Mathias.

Assim como na definição do Acesso, após cinco minutos para que presidentes conversassem sobre eventuais trocas, nada mudou depois do sorteio. Logo, pensando apenas no Grupo Especial, a divisão das noites ficou da seguinte maneira:

Sexta-feira – 06 de fevereiro
União Imperial
Real Mocidade Santista
Vila Mathias
Mocidade Independência

Sábado – 07 de fevereiro
Mocidade Independente de Padre Paulo
Mocidade Amazonense
X-9
Unidos dos Morros

No consolidado das noites, a seguinte divisão foi chancelada

Sexta-feira – 06 de fevereiro
Brasil
Império da Vila
Bandeirantes do Saboó
União Imperial
Real Mocidade Santista
Vila Mathias
Mocidade Independência

Sábado – 07 de fevereiro
Imperatriz Alvinegra
Dragões do Castelo
Academia de Samba Unidos da Zona Noroeste
Sangue Jovem
Mocidade Independente de Padre Paulo
Mocidade Amazonense
X-9
Unidos dos Morros

Chama atenção o fato de que as três primeiras colocadas do Grupo Especial de 2025 (que, inclusive, empataram em número de pontos, com tudo sendo decidido nos critérios de desempate) estão nas extremidades do pelotão: enquanto a União Imperial é a primeira a desfilar, X-9 e Unidos dos Morros encerram os desfiles santistas.

Também vale destacar que, no Grupo Especial, todas as escolas do sábado possuem, ao menos, dois títulos: a Padre Paulo tem sete taças; a Mocidade Amazonense, duas; a X-9 é a recordista em troféus na Baixada Santista, com vinte e sete; e a Unidos dos Morros, cinco.

Atrações para todos os gostos

A união da Liga Santos (apelido popularmente utilizado para se referir à LICESS), Prefeitura e Secretaria de Cultura proporcionou um evento cheio de atrativos para pessoas de todas as idades. Logo ao chegar no Parque Valongo, à direita, um píer para o cais de Santos era a grande atração – o local, por sinal, faz parte de um projeto de revitalização de antigos armazéns do famoso porto da cidade, o maior da América Latina.

Mais à frente, uma praça de alimentação foi montada com uma série de opções, que iam das tradicionalíssimas batatas fritas até mesmo opções que remetiam à comida japonesa. Havia mais de uma opção para comprar bebidas, tanto dentro quanto fora do espaço principal.

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Foto: Marcelo Martins/Prefeitura de Santos

O espaço principal, por sinal, é um dos tantos armazéns que foram revitalizados. Ao fundo, havia banners da LICESS com os pavilhões das escolas filiadas e espaços para profissionais mostrarem obras de artesanato. Mais centralizado, o palco onde shows e o sorteio propriamente dito aconteceram.

E não faltaram atrações para todos que compareceram ao local. Dentre as que não envolviam escolas de samba, destaque para os shows de Ed Show, Leozinho e Projeto L&L.

Falando em samba…

É claro que as escolas de samba, entretanto, eram as principais atrações do evento. Tudo começou com os shows das duas primeiras colocadas do Grupo de Acesso de 2025 – e que disputarão o Grupo Especial em 2026: a vice-campeã Vila Mathias e a campeã Mocidade Independente de Padre Paulo.

Depois do sorteio, mais três escolas de samba abrilhantaram o evento. A primeira delas foi a União Imperial, vice-campeã do Grupo Especial de 2025. Primeira colocada, a X-9 veio na sequência. E, por fim, o Rosas de Ouro, campeão do Grupo Especial de São Paulo em 2025, também marcou presença.

Vinicius Sérgio, diretor de eventos da Secretaria Municipal de Cultura de Santos, definiu o que representa o carnaval para a cidade em discurso pouco antes do sorteio:
“Todo mundo sabe a importância que o carnaval tem e que nós pactuamos com a Liga das Escolas de Samba (que tem feito um trabalho magnífico na organização do carnaval) para que a gente possa colocar o carnaval para cima — e, ano a ano, fazer um carnaval melhor para Santos. Para Santos, não: para toda a Baixada Santista. Parabéns à LICESS por essa festa linda representando o carnaval de Santos. Boa sorte a todas as escolas para esse momento de grande expectativa que teremos”, destacou.