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Bonatte projeta o Carnaval 2026 da Imperatriz: ‘Vamos intensificar o cuidado com as fantasias’

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André Bonatte seguirá à frente da direção de carnaval da Imperatriz Leopoldinense para o próximo desfile, quando a escola levará à Marquês de Sapucaí o enredo “Camaleônico”, uma homenagem ao cantor Ney Matogrosso. Ao CARNAVALESCO, ele falou sobre o que aprendeu com o desfile de 2025, o trabalho ao lado de Leandro Vieira e a convivência com a presidente Cátia Drumond.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

O diretor reconheceu que, em 2025, alguns pequenos problemas afastaram a escola do título, mas ressaltou a importância de compreender os pontos que precisam ser aprimorados para evitar falhas no próximo carnaval.

“Acho que a gente sempre pensa em melhorar. O reflexo é olhar para aquilo que não foi tão bem e consertar. O que foi positivo, vamos consolidar. O trabalho é esse. Sempre me espelho muito, e acho que uma narrativa importante é a de olhar para a gente mesmo e também para quem venceu. O que a Beija-Flor teve que eu não tive? É natural fazermos esse tipo de questionamento”.

Bonatte destacou a perda de décimos nas fantasias, apesar dos testes realizados previamente, e afirmou que a atenção a esse quesito será redobrada.

“Vamos intensificar o cuidado com as fantasias. Tem coisas que só acontecem depois que a gente faz a curva (na avenida). É óbvio que aquelas fantasias foram testadas no barracão. Os passistas que foram despontuados sambaram com aquela fantasia. As baianas rodaram com aquela fantasia. Mas na avenida, tudo depende do momento. O primeiro passo é olhar com muito mais cuidado para as fantasias”.

Sobre as justificativas das notas no quesito samba-enredo, o diretor admitiu não ter compreendido totalmente os critérios dos jurados, mas elogiou o modelo adotado pela Imperatriz nos últimos anos.

“No samba-enredo, confesso que ainda não entendi muito bem a justificativa dos jurados, mas respeito: a nota está dada. Acredito que a Imperatriz encontrou uma fórmula muito boa de samba, que funciona tanto para contar o enredo quanto para proporcionar um desfile vibrante”.

Bonatte também falou sobre a parceria com Leandro Vieira e a divisão de responsabilidades no barracão, destacando a sintonia entre os profissionais.

“O Leandro consegue gerir a parte da direção de carnaval com muita competência. Em algumas escolas, há uma divisão maior entre essas áreas, mas na Imperatriz há uma intersecção muito grande. Não existe “isso é meu” ou “isso é teu”. É tudo nosso. Ele conduz questões que me deixam tranquilo, porque sei que ele gerencia muito bem cronogramas, entregas, fantasias. Ele cobra dos ateliês, trabalha com as equipes. Eu digo que o trabalho se torna até fácil porque ele nos dá muito suporte”.

Por fim, Bonatte fez questão de elogiar a presidente Cátia Drumond, ressaltando seu conhecimento técnico e sua atuação participativa no dia a dia da escola.

“A Cátia, além de estar há muitos anos na escola, sempre teve um papel ativo. Trabalhou muito tempo no barracão, na parte de compras e na gestão junto com o pai. Eu digo que ela tem uma autoridade sem ser autoritária é uma autoridade que vem do conhecimento. Quando ela fala, a gente obedece, não por ser presidente, mas porque ela entende muito do assunto. Todo o processo é muito democrático. Ela ouve todo mundo, e já houve situações em que foi voto vencido. Ela mesma disse: ‘Se a equipe acha que esse é o caminho, estou com a equipe'”.

Comitiva da Mangueira visita Oiapoque em nova etapa de pesquisa para homenagear Mestre Sacaca

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A Estação Primeira de Mangueira segue firme na construção do seu enredo para o Carnaval de 2026 e, na última semana, uma comitiva da escola desembarcou no município de Oiapoque, no Amapá, em mais uma etapa do processo de imersão cultural e pesquisa de campo. Em 2026, a Mangueira vai levar para a Marquês de Sapucaí o enredo: “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, que mergulha na história afro-indígena do extremo Norte do país a partir das vivências de Mestre Sacaca. O enredo dá início ao triênio do centenário da agremiação.

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Foto: Divulgação/Mangueira

Durante a visita, os representantes da verde e rosa prestigiaram a reinauguração do Museu Kuahí, importante espaço de memória e preservação dedicado aos povos indígenas da região. O museu é um símbolo da resistência cultural dos povos originários do Oiapoque, onde rituais como o turé seguem sendo expressões vivas das tradições espirituais e coletivas.

O compromisso com o aprofundamento das referências do enredo reafirma a intenção da Mangueira em promover uma grande celebração a Mestre Sacaca, figura lendária da cultura popular amazônica, e às tradições afro-indígenas do norte do país. A escola prepara uma homenagem que atravessa saberes ancestrais, curas da floresta e conexões entre a ciência popular e a espiritualidade da Amazônia.

A viagem ao Amapá marca mais um passo da Mangueira na jornada de construção de um desfile que promete emocionar a Marquês de Sapucaí com potência, respeito e representatividade.

Unidos de Lucas apresenta sambas concorrentes para o Carnaval 2026 no domingo

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A Unidos de Lucas promove neste domingo a apresentação dos seus sambas concorrentes para o carnaval de 2026. A agremiação recebeu seis obras que estarão na disputa para se tornar o hino oficial do enredo “O povo escreve sua história em um sublime pergaminho”, desenvolvido pelo carnavalesco Lucas Lopes.

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Foto: Divulgação/Unidos de Lucas

O evento acontece na quadra da escola, a partir das 17h, com entrada franca, e contará ainda com a apresentação dos segmentos da escola, embalados pela bateria tabajara do Mestre Átila e na voz do intérprete Felipe Lima, relembrando clássicos da agremiação.

Confira as parcerias inscritas
Samba 01 – Erick Marques, Wallace Oliveira, Breno Medeiros, Arthur Gabriel, Lucas Farias, Jonathan Quintanilha, Marco JR e Rodrigo Tinoco
Samba 06 – Leozinho Salles, Tales Martins, Luiz Carlos D’AVENIDA, Gilney Bueno, Luciano Gomes, Mauro Naval, Jorge Matias e Aldair Careca
Samba 07 – Rafael Gigante, Vinicius Ferreira, Charles Silva, Kaique Gigante, Lucas Martins, Guilherme Kauã, Jefferson Oliveira e João Vidal
Samba 08 – Samuca, Rafael de Lima e Caruso
Samba 13 – Gonzaguinha, Alex primo, Bruno costa, Jorge Alan, Xuxu, Breno Costa, Roberto ferro, Luiz Otávio Lote
Samba 77 – Toni Bach, Amaral, Fernando Silva, Luiz Rainha, Sérgio Português, Beto Playmobil, De Paula e Adriano Amaral

Magdalini Kozłowska: a musa que une Polônia, Grécia e Brasil no carnaval carioca

A União do Parque Acari confirmou a presença de Magdalini Kozłowska como uma das musas da agremiação para o Carnaval de 2026. A sambista, que reúne influências culturais da Polônia e da Grécia, é uma das figuras em ascensão no cenário internacional do samba e marcará presença na Marquês de Sapucaí no desfile da escola, que será a terceira a se apresentar na primeira noite da Série Ouro, promovida pela Liga RJ.

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Foto: Divulgação/Acari

Magdalini iniciou sua trajetória no carnaval carioca em 2024, mas seu envolvimento com a cultura do samba já vinha sendo construído há anos. Ex-passista do G.R.E.S. Corvo de Prata, tradicional escola de samba brasileira sediada em Portugal, ela também é dançarina de danças latinas, instrutora de fitness certificada e fundadora do grupo profissional de samba Queens, que se apresenta em diversas cidades da Polônia.

Além das performances ao vivo, Magdalini participa ativamente da cena do samba internacional: ministra e participa de workshops, treina com grandes nomes do samba por meio de plataformas online e é presença constante no Festival de Samba de Sesimbra, em Portugal, onde desfilou em 2023 com a Corvo de Prata.

O talento também corre na família. Ao lado da filha, Monika, a dançarina encantou os jurados do programa Poland’s Got Talent com uma vibrante performance de samba, recebendo três votos favoráveis.

“Mal posso esperar para desfilar no Sambódromo durante o Carnaval de 2026!”, declarou a nova musa da União do Parque Acari.

Sob o enredo “Brasiliana”, desenvolvido pelo carnavalesco Guilherme Estevão, a agremiação do Complexo do Acari prepara-se para mais um desfile marcante na avenida.

Unidos de Padre Miguel prorroga inscrições e divulga novo calendário da disputa de sambas para o Carnaval 2026

Atendendo à solicitação da Ala de Compositores, a direção da Unidos de Padre Miguel decidiu prorrogar o prazo de entrega dos sambas-enredo para o Carnaval 2026. A nova data para a inscrição das obras será no dia 9 de agosto, das 16h às 19h, na quadra da escola, localizada na Rua Mesquita, 8 – Padre Miguel.

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Foto: S1 Comunicação/Divulgação UPM

“A prorrogação foi uma decisão conjunta com a nossa ala de compositores, com o objetivo de garantir que todos tenham tempo suficiente para aprofundar a pesquisa e desenvolver suas obras com ainda mais qualidade. Queremos uma disputa forte, com sambas que emocionem e representem com verdade a grandeza do nosso enredo e da nossa escola”, destacou o Diretor de Carnaval, Cícero Costa.

Com o enredo “𝘒𝘶𝘯𝘩ã-𝘌𝘵é: 𝘖 𝘚𝘰𝘱𝘳𝘰 𝘚𝘢𝘨𝘳𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘢 𝘑𝘶𝘳𝘦𝘮𝘢”, desenvolvido pelo carnavalesco Lucas Milato, a Unidos propõe uma imersão na trajetória da guerreira indígena Clara Camarão, símbolo de coragem, liderança e resistência feminina no Brasil colonial.

A expectativa da direção é que a nova data estimule a criação de obras ainda mais potentes, que traduzam com emoção e respeito a proposta do desfile da Vermelha e Branca da Vila Vintém. Para apoiar os compositores nesse processo, a escola poderá promover mais dois encontros de tira-dúvidas com o carnavalesco, caso haja demanda das parcerias.

Confira o novo calendário oficial:
📅 09/08 – Entrega dos sambas
📅 17/08 – Feijoada com apresentação dos sambas concorrentes
📅 22/08 – 1ª eliminatória
📅 29/08 – 2ª eliminatória
📅 05/09 – Semifinal
📅 13/09 – Grande Final

A Unidos de Padre Miguel será a quinta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, pela Série Ouro do Rio de Janeiro, em busca do título e do retorno ao Grupo Especial.

‘Volto mais maduro para minha casa’ Leandro Azevedo reassume direção do Tuiuti e promete trabalho de união e maturidade

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Leandro Azevedo está de volta ao Paraíso do Tuiuti, assumindo novamente a direção de carnaval do Quilombo do Samba, cargo que ocupou pela última vez em 2018. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o diretor falou sobre o retorno à escola de São Cristóvão, os planos para o desfile de 2026 e comentou as recentes mudanças no Manual do Julgador da Liesa. Para Leandro, o reencontro com o Tuiuti representa uma nova fase em sua trajetória.

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Foto: Divulgação/Tuiuti

“Representa voltar mais maduro para a minha própria casa. É muita emoção, é a escola do meu coração, é uma grande felicidade. Mas, do ponto de vista profissional, me sinto muito mais preparado, mais capaz de contribuir com a escola e com os companheiros de trabalho. Vamos com união e humildade trabalhar para fazer um grande carnaval e levar o Paraíso do Tuiuti à vitória”, declarou.

Azevedo destacou o potencial do enredo de 2026 como uma das forças da escola e falou sobre sua proposta de trabalho.

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“Temos um ótimo enredo, o que já nos ajuda bastante. Provavelmente teremos um grande samba-enredo também. A direção de carnaval precisa estar atenta a todos os quesitos: identificar onde erramos, reforçar os pontos fortes e corrigir o que for necessário, sempre com união. Ninguém faz nada sozinho. Acredito que a direção de carnaval, hoje, precisa ser agregadora, aproximar os segmentos, integrar os departamentos, profissionalizar e seguir em frente”, afirmou.

O diretor também comentou sobre sua atuação na São Clemente em 2025, escola pela qual desfilou como diretor de carnaval: “Em 2025, o trabalho na São Clemente foi muito bem executado, mas os jurados seguiram por outro caminho. A avaliação faz parte do processo, mas sigo confiante e focado no trabalho à frente do Tuiuti”.

Por fim, Leandro comentou as mudanças que estão sendo estudadas no Manual do Julgador para o próximo carnaval: “A Liesa, por meio do presidente Gabriel, tem feito um ótimo trabalho ao ouvir os segmentos e os artistas. Acho que essa é a direção correta para a evolução do carnaval. É importante pensar no espetáculo como um todo. Estamos recebendo as mudanças com bons olhos. Claro que haverá adaptações, mas será igual para todos. O mais importante é o espetáculo que a Liga está construindo”, concluiu.

Vizinha Faladeira aposta em dupla feminina para coordenar ala de passistas no Carnaval 2026

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A Vizinha Faladeira contará com uma dupla de coordenadoras à frente de sua ala de passistas para o Carnaval 2026. Suh Cassia e Flavi Gomez assumem a responsabilidade de resgatar a tradição do segmento e promover oportunidades para jovens da comunidade, valorizando as raízes da escola do Santo Cristo.

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Foto: Divulgação/Vizinha Faladeira

Flavi Gomez é nascida e criada no samba, com origem na própria região do Santo Cristo. Iniciou sua trajetória na Vizinha Faladeira ainda na infância e, ao longo dos anos, passou por outras importantes agremiações cariocas, como passista da Vila Isabel, Império da Tijuca e Unidos da Tijuca. Desde 2018, é rainha do bloco Pinto Sarado, título conquistado por meio de concurso. Em 2019, disputou o concurso da Corte do Carnaval, alcançando a sétima colocação. Flavi também desfilou como musa da Feitiço Carioca em 2023 e, no ano seguinte, foi musa da Vizinha Faladeira. No último Carnaval, aceitou o desafio de coordenar a ala de passistas da escola.

Suh Cassia iniciou sua trajetória no samba ainda criança, na escola mirim Pimpolhos da Grande Rio. Há mais de uma década, conheceu e se integrou à comunidade da Vizinha Faladeira, da qual se orgulha em fazer parte. A convite da direção, passou a atuar como secretária da ala de passistas e, com o tempo, mostrou talento e dedicação, ganhando espaço e, agora, dividindo a coordenação com Flavi Gomez para o próximo desfile.

A escola também desenvolve o projeto Samba SoulSuh, idealizado por Suh Cassia, com o objetivo de integrar e formar novos passistas. Interessados, sejam iniciantes, intermediários ou avançados, podem participar das aulas gratuitas, realizadas todas as quintas-feiras, das 20h às 22h, na quadra da Vizinha Faladeira, localizada na Rua Nabuco de Freitas, nº 19, no bairro do Santo Cristo.

Prefeitura do Rio oficializa nome ‘Circuito Preta Gil’ para trajeto dos megablocos de carnaval

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O tradicional trajeto dos megablocos do carnaval de rua do Rio de Janeiro passa a se chamar, oficialmente, Circuito de Blocos de Carnaval de Rua Preta Gil, ou simplesmente “Circuito Preta Gil”, em homenagem à cantora e artista carioca. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Município nesta terça-feira, assinado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD). O trajeto oficial do circuito — agora batizado com seu nome — terá concentração na Rua Primeiro de Março, entre as ruas do Rosário e do Ouvidor. O desfile seguirá pela Avenida Presidente Antônio Carlos até a dispersão, na altura da Rua Araújo Porto Alegre, no Centro do Rio.

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Foto: Felipe Panfili/ Divulgação

Na justificativa do decreto, o prefeito Eduardo Paes exaltou a contribuição de Preta Gil para o fortalecimento do carnaval de rua carioca. “Considerando a participação decisiva de Preta Gil na retomada do carnaval de rua no Centro do Rio, contribuindo para sua afirmação enquanto espaço urbano de cidadania cultural”, escreveu Paes no documento.

Preta Gil faleceu no último domingo, nos Estados Unidos, em decorrência de complicações de um câncer no intestino. Ícone da cultura brasileira e apaixonada pelo carnaval, a cantora sempre demonstrou uma forte ligação com a folia carioca. Fundadora de um dos megablocos mais famosos da cidade, também já foi rainha de bateria da Estação Primeira de Mangueira. Em seus últimos desejos, Preta expressou que gostaria que seu cortejo fúnebre acontecesse em um trio elétrico, reforçando sua entrega e amor à festa popular.

Valeska Reis exalta enredo e passistas da Mocidade Unida da Mooca: ‘Faz talentos em casa’

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Das personalidades mais conhecidas do carnaval paulistano, Valeska Reis tem muito mais que samba no pé: ela também tem muita história para contar. Atualmente rainha de bateria da Chapa Quente, bateria da Mocidade Unida da Mooca, ela relembrou uma trajetória que possui na folia de Momo e contorno como é ser uma inspiração para tantas meninas que estão no mesmo universo em que ela reina. O CARNAVALESCO escolheu Valeska Reis na apresentação oficial de “Gèlèdés – Agbara Obinrin”, samba-enredo da agremiação para o carnaval 2026 – a reportagem, por sinal, também pegou a rainha de bateria sobre um tema no evento, na quadra do MUM, na Zona Leste de São Paulo.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Identificação imediata

Pode parecer uma informação errada, mas é importante ressaltar que Valeska Reis é rainha de bateria da Mocidade Unida da Mooca “apenas” desde 2023. Figura sempre presente em tudo que envolve a MUM, muitos pensam que ela está há muito mais tempo na agremiação da Zona Leste.

Ela própria dá razão para quem tem essa percepção: “Eu ouvi de muitas pessoas sobre essa história de ‘ter chegado agora’ praticamente e ter criado tanta identificação com a escola – em especial com a bateria. Eu acho que todos me deixaram tão à vontade que os dias foram passando tão rápido e esses dias passaram anos”, explicou.

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Relembrando a origem dela própria, Valeska faz questão de exaltar a comunidade mooquense: “Esses três anos que eu estou aqui parece que são, sei lá, quinze. É todo um ambiente muito acolhedor, realmente. Aqui eu me sinto realmente em casa, todo mundo me trata muito bem. Não só aqui dentro da quadra, mas fora dela – em redes sociais e Whatsapp, por exemplo. As pessoas que eu encontro aqui pelo bairro, já que eu também sou da Zona Leste, também me tratam bem demais. Tudo é muito propício para esse acolhimento e essa sensação boa Eu estou muito em casa, de verdade”, destacou.

Terreiro de passistas

Nos últimos anos, a MUM passou a emplacar vários nomes nas mais diversas cortes do carnaval paulistano. Em 2025, por exemplo, Maria Eduarda, popularmente conhecida como Nega Du, foi a rainha eleita pela União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP, que organiza os grupos que dão acesso aos pelotões da Liga-SP) e Kauã Nogueira se tornou o Passista de Ouro da instituição. Ambos tiveram a nomeação como representantes da Joia da Coroa – escola-escola satélite da MUM. Eles próprios, por sinal, ganharam destaque na agremiação depois da nomeação.

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Em 2008, ela própria foi eleita a Rainha do Carnaval pela SPTuris. Reconhecida por todo o carnaval paulistano, ela mesma relembra as honrarias que possui: “Algumas das meninas da ala de passistas citam que eu sou um tipo de inspiração para elas. São longos anos de trabalho no carnaval, estou no carnaval desde 2002. Sou rainha de bateria há 17 anos se somar todas as escolas em que eu passei. Chegar agora, no 17º ano, e ouvir esse tipo de coisa das meninas é realmente muito especial. É sinal de que tudo que foi feito até aqui foi muito bem visto, foi muito bem… é tão louco que eu não sei nem o que dizer”, pontuou.

Com o olhar clínico para descobrir novos talentos, Valeska fez questão de crescimento como passistas da Mocidade Unida da Mooca: “Eu fico muito feliz porque a gente trabalha muito – e a gente trabalha muito com vaidades. É uma loucura! Ouvir isso das meninas que estão aqui há muito mais tempo do que eu é muito especial. Posso falar que várias meninas têm condição de fazer uma história muito linda aqui na MUM e nas cortes por onde passarem: corte do carnaval da SPTuris, corte da UESP, corte da ASASP, corte LGBT… a MUM faz muitos talentos em casa! Eu tenho certeza de que, nesse ano também, vem aí grandes representantes nas cortes mais importantes do carnaval de São Paulo”, profetizou.

Nada de especial

A Mocidade Unida da Mooca, pela primeira vez na história, disputará o pelotão de elite do carnaval paulistano. É claro que a sensação foi descrita pela rainha da Chapa Quente: “Em 2026, vai ser o meu terceiro carnaval com a MUM. A Mocidade Unida da Mooca sempre me surpreende com os temas, com os enredos, com os lindos desfiles. E eu acho que o carnaval 2026 tem tudo para ser muito especial, até porque é o primeiro ano da escola no Grupo Especial. Tende a ser um ano marcante para toda a comunidade da Mooca”, refletiu.

O enredo, que trata da força da mulher afrodescendente, foi muito comemorado por Valeska: “Eu estou numa expectativa muito grande, porque é um tema que também tem tudo a ver comigo. Eu ergo muito a bandeira do empoderamento feminino, do poder da mulher preta, do não dependa de ninguém, do fazer tudo sem pensar na opinião das pessoas. Esse cai enredo como uma luva para a minha história de vida – e eu vou conseguir apresentar grandes momentos daqui até o carnaval”, finalizou.

Elisa Fernandes assume direção de carnaval da Tijuca ao lado de Fernando Costa: ‘Muitas mulheres estão aptas a exercer esse cargo’

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A Unidos da Tijuca será a única escola do Grupo Especial, em 2026, com uma mulher na direção de carnaval. Elisa Fernandes assume o cargo ao lado de Fernando Costa e promete um desfile à altura de Carolina Maria de Jesus. Em entrevista ao CARNAVALESCO, na noite de lançamento do enredo, ela falou sobre sua trajetória no Carnaval e como surgiu o convite do presidente Fernando Horta.

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Elisa Fernandes assume o cargo ao lado de Fernando Costa. Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

“Eu já venho conversando com o Horta há alguns anos. Comecei na direção de carnaval na União de Jacarepaguá, que é a minha escola do coração. Desde então, vi que gostava dessa função. Já atuei em muitas áreas dentro do carnaval, inclusive como assessora de imprensa na própria Tijuca. Neste ano, entendemos que era o momento. Ele me ligou, fez o convite, e eu aceitei com muito prazer”, contou.

Ao lado de Fernando Costa, figura tradicional na agremiação, ela dividirá o trabalho de forma estratégica. Elisa ficará responsável pelos trabalhos de barracão, fantasias, alegorias e ensaios de barracão. Já Fernando assumirá a frente da harmonia, dos ensaios de quadra e do contato direto com a comunidade.

“Essa divisão pode até não parecer tão visível para quem está de fora, mas, para a gente, está bem marcada. É importante para que cada um possa dar atenção às suas frentes, e a gente possa entregar um trabalho de excelência. Está funcionando muito bem, e estou gostando bastante”, explicou.

Fernando Costa, que ocupa o cargo desde 2014, destacou o reforço de Elisa na equipe que já cuida do carnaval do Pavão para 2026. “Quanto mais gente tiver para ajudar, mais forte a equipe fica. Assim como foi com o Marino no passado, com o mestre Laíla, a Elisa vem para somar. Ela sabe chegar, sabe lidar com a comunidade, e isso é essencial”, afirmou.

Elisa encara a função com entusiasmo, mas também com o peso simbólico que ela carrega. “Representa uma responsabilidade muito grande. Eu sou uma diretora contratada para esse cargo e sei que as mulheres podem estar em todos os lugares. Já recebi mensagens de outras mulheres dizendo que querem ser diretoras de carnaval. Eu espero que, em 2027, a gente já encontre outras, para que eu não fique sozinha nessa função. Muitas mulheres estão aptas a exercer esse cargo”, defendeu.

A diretora também destaca a boa relação com o carnavalesco Edson Pereira, com quem já trabalhou na União de Jacarepaguá. O entrosamento entre os dois é um trunfo para o andamento dos processos criativos e o fortalecimento da construção do desfile.

“O Edson é um amigo. É o artista. Ele tem que criar, desenhar. Meu trabalho é garantir que o trabalho dele aconteça da melhor forma: acelerando, viabilizando e coordenando. Ele ouve bastante, é um cara muito aberto. Estou aqui para que o trabalho dele aconteça da melhor forma possível”, disse Elisa.

A Unidos da Tijuca já está com os trabalhos a todo vapor para apresentar, como define a diretora, um desfile à altura de Carolina Maria de Jesus. Com uma equipe afinada, uma liderança com funções bem divididas e uma homenageada de peso, a escola promete fazer de 2026 um ano marcante em sua trajetória.