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Imperatriz anuncia saída do casal Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro

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A Imperatriz Leopoldinense anunciou nas redes sociais a saída do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro. Confira abaixo o comunicado da escola.

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“O G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense informa que o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, não fazem mais parte da agremiação.

Phelipe e Rafaela estão marcados na história da Imperatriz e terão sua história sempre lembrados por cada torcedor da Rainha de Ramos. Ciclos se encerram e faz parte da vida de todos nós.

Agradecemos os serviços prestados pelos profissionais à frente do pavilhão gresilense e desejamos sucesso na jornada. Boa sorte, Phelipe e Rafa”.

Após 12 anos de fundação, União de Maricá chega ao Especial e sonha alto: ‘Não vamos medir esforços’, diz presidente

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A União de Maricá é a grande campeã da Série Ouro do Carnaval 2026. Doze anos após sua fundação, a agremiação chegará ao Grupo Especial e vai disputar a elite do samba carioca em 2027. A vitória veio com roteiro dramático. A escola perdeu dois décimos por estourar o tempo regulamentar, antes do início da apuração, mas conseguiu reverter a desvantagem com notas máximas em enredo e samba-enredo, quesitos decisivos para a conquista do título.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Em entrevista coletiva, o presidente da escola, Matheus Santos, resumiu o sentimento: “É muita felicidade, trabalho de um ano inteiro, a maioria do meu elenco com jornada dupla, mas conseguimos nos antecipar e fazer um belíssimo carnaval”.

Problemas na avenida e tensão até o fim

A conquista foi construída sob pressão. A última alegoria da escola atravessou a Marquês de Sapucaí com problemas técnicos: passou apagada do primeiro ao último módulo de julgamento e enfrentou dificuldades para cruzar a pista, o que provocou o estouro de dois minutos no tempo oficial. Na dispersão, o mesmo carro alegórico colidiu contra a grade da frisa do setor 12, deixando quatro pessoas feridas.Mesmo diante dos contratempos, a escola manteve competitividade nas notas.

“A gente teve problemas no carro, já entramos sabendo que iríamos ser penalizados, mas conseguimos reverter essas notas em enredo e samba-enredo, que foram a nossa virada de chave para conseguir o campeonato. Foi uma vitória muito dura, questão de décimos. Sempre acreditei no campeonato da Maricá, até porque é o nosso trabalho… se eu não acreditar, quem vai acreditar na minha comunidade?”, declarou.

Dobradinhas e manutenção da equipe

Olhando para 2027, a chegada ao Grupo Especial também passa pela permanência de nomes estratégicos que atuam simultaneamente em escolas do Grupo Especial.

O carnavalesco Leandro Vieira, atualmente na Imperatriz Leopoldinense, é tratado como peça central do projeto. O diretor de carnaval Wilsinho Alves, que também atua no Acadêmicos do Salgueiro, integra o núcleo estratégico. Já o intérprete Zé Paulo Sierra, voz também da Portela, tem contrato com a Maricá até 2027.

Matheus não esconde a prioridade em manter o time campeão: “Leandro é um irmão, o nosso camisa 10. Ele também está na Imperatriz. Acho que temos que buscar os melhores, aqueles que conseguiram conquistar o nosso título. Não vamos medir esforços para isso”.

O acesso coloca a União de Maricá diante do maior desafio de sua história recente: permanecer na elite do carnaval carioca. Em 2027, a escola disputará espaço entre as gigantes e precisará provar que chegou para ficar.

Desfile da Tubarão de Mesquita empolga público e reforça favoritismo ao acesso

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A Tubarão de Mesquita levou para a avenida o samba-enredo “Berta Ribeiro: Da Praça Onze ao Coração da Floresta”, exaltando a trajetória da antropóloga Berta Ribeiro. O desfile celebrou sua sabedoria, força e profunda ligação com as culturas que pulsavam entre a antiga Praça Onze e os povos originários da floresta, destacando suas raízes culturais, sua caminhada profissional e suas contribuições à sociedade brasileira.

A escola da Baixada apresentou um conjunto sólido e consistente: coreografias potentes, evolução bem distribuída e fantasias de alto nível estético. Pelo desempenho apresentado, é apontada como forte candidata ao acesso à Série Ouro em 2027.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação

COMISSÃO DE FRENTE

Flávia Leal, coreógrafa da comissão de frente, entregou uma apresentação impactante, com trocas de figurino, maquiagens marcantes e a utilização de um elemento cênico móvel. A coreografia narrou o encontro de Berta com os povos indígenas e sua transformação ao passar a enxergar, sentir e registrar o mundo sob a perspectiva dessas culturas.

O ponto alto foi a revelação, dentro do elemento móvel, de imagens que retratavam momentos da vida da homenageada. A apresentação envolveu o público do início ao fim, combinando narrativa clara, impacto visual e potência dramática — um desempenho que reúne elementos para nota máxima.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Matheus Silva e Rayra Guarinho apresentou uma dança cadenciada, com movimentos suaves e elegantes. Demonstrando forte conexão e segurança técnica, executaram a coreografia sem falhas aparentes. O mestre-sala destacou-se pelo domínio do leque e pelo seu sorriso contagiante, enquanto a porta-bandeira manteve leveza e imponência na defesa do pavilhão.

HARMONIA E EVOLUÇÃO

Diferentemente de outras agremiações da noite, a Tubarão mostrou domínio do samba por parte de seus componentes. A comunidade cantou com intensidade durante todo o desfile, empolgando o público, que respondeu com entusiasmo e gritos de “é campeã”.

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Mesmo com alegorias de grande porte e alas volumosas, a evolução manteve regularidade e fluidez. A escola encerrou sua apresentação com tranquilidade, registrando 36 minutos e 31 segundos, dentro do tempo regulamentar.

SAMBA

Comandada pelo mestre Michel Silva, a bateria apresentou ritmo forte e cadenciado, sustentando o samba-enredo com firmeza. O intérprete Igor Pitta, ao lado dos demais músicos, demonstrou segurança e animação na condução do canto, garantindo excelente entrosamento com a bateria e fortalecendo a comunicação com a comunidade e o público presente.

ALEGORIAS E FANTASIAS

A luxuosidade das fantasias e alegorias ficou evidente desde os primeiros quesitos. A comissão de frente apostou em trocas de figurino e na utilização de um tripé cenográfico impactante, criando um momento emocionante e de forte apelo visual. Na sequência, o abre-alas apresentou uma composição rica em elementos cênicos, com bancos, árvores e grandes painéis artísticos em tonalidades douradas, reforçando a imponência da abertura do desfile.

O conjunto de fantasias da Tubarão de Mesquita foi um dos destaques da apresentação, elevando a qualidade estética do desfile. O predomínio de brilho, prata e ouro marcou as alas, que surgiram chamativas, luxuosas e em plena sintonia com o enredo e o samba-enredo.

As alegorias mantiveram o alto nível ao longo do cortejo, mas a última composição alegórica se sobressaiu e encerrou o desfile com grande impacto. O carro destacou a importância dos povos indígenas por meio de pinturas detalhadas, esculturas e acabamentos que valorizavam a temática. A presença de componentes femininas sobre a alegoria, com fantasias que também dialogavam com a homenagem, contribuiu para um fechamento visual forte e simbólico.

OUTROS DESTAQUES

Um destaque para a rainha de bateria em em seu quarto ano Alexia Oliveira mostrou o amor, alegria e o samba no pé. Sua fantasia era em homenagem à diversidade indígena brasileira. Um trabalho lindo de Berta Ribeiro.

Com enredo sobre o Nordeste, Arrastão aposta em impacto visual e ritmo forte

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A segunda escola a desfilar foi a Arrastão de Cascadura, que levou para a avenida o enredo “Cascadura se Diverte nas Culturas Populares do Nordeste”, desenvolvido pelo carnavalesco Sandro Gomes. A proposta teve como objetivo exaltar as tradições nordestinas, valorizando sua riqueza folclórica, diversidade cultural e manifestações populares.

A escola cumpriu o que foi prometido pelo carnavalesco: apresentou um desfile visualmente impactante, com forte presença de cores vibrantes e grandes elementos que remetiam à cultura tradicional do Nordeste.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação

COMISSÃO DE FRENTE

Sob a direção do coreógrafo Lipe Rodrigues, a comissão de frente entregou uma apresentação marcada por sincronia, alegria e potência cênica. Com boa cadência e energia do início ao fim, o grupo conseguiu envolver o público presente e sustentou o ritmo da proposta coreográfica até os módulos finais.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Carlos Caetano e Fernanda Araújo apresentou uma coreografia harmoniosa e segura, evidenciando entrosamento e domínio técnico. Com elegância e precisão nos movimentos, mantiveram a leveza característica da porta-bandeira e a energia marcante do mestre-sala. As fantasias em azul e branco destacaram ainda mais o pavilhão verde e branco da escola, reforçando o protagonismo da bandeira na apresentação.

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HARMONIA E EVOLUÇÃO

A evolução apresentou oscilações em alguns trechos, com a abertura de pequenos buracos na avenida. O canto da comunidade também variou ao longo do desfile, refletindo diretamente na resposta do público. Com andamento mais lento em determinados momentos, a escola encerrou sua apresentação em 39 minutos e 38 segundos. Apesar da dificuldade nos minutos finais, conseguiu concluir dentro do tempo regulamentar, sem prejuízo no quesito.

SAMBA

Comandada pelo mestre Felipe Liandro, a bateria apresentou ritmo forte e cadenciado, sustentando o samba-enredo com firmeza. A interpretação de Marquinhos Silva mostrou alinhamento com a proposta da obra, com canto seguro e projeção vocal consistente.

ALEGORIAS E FANTASIAS

A proposta apostou na valorização das manifestações culturais nordestinas por meio de alegorias festivas e fantasias de forte identidade popular.

O conjunto de fantasias destacou-se pela paleta quente e vibrante, com predominância de amarelos, laranjas, vermelhos e tons terrosos que remetiam ao clima do sertão. As alas coreografadas e personagens característicos ampliaram o impacto visual como Lampião e Maria Bonita

As alegorias trouxeram cenografias inspiradas no sertão, em vilarejos e em festas tradicionais, com esculturas e elementos que remetiam ao folclore e à religiosidade popular como o touro preto e dourado que trouxeram para a avenida, sendo elogiado por todos

De modo geral, a escola apresentou um desfile colorido e comunicativo, com alegorias e fantasias que cumpriram o papel de traduzir a diversidade cultural do Nordeste e envolver o público presente ao longo da apresentação.

OUTROS DESTAQUES

A ala das passistas deu um verdadeiro espetáculo de samba no pé; entretanto, a falta de padronização nos calçados, com diferentes modelos e cores, destoou do conjunto visual apresentado pelas demais alas da escola.

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Santa Marta cumpre o tempo, mas enfrenta problemas de evolução na abertura da Série Prata

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A primeira escola a desfilar na Série Prata foi a Mocidade Unida do Santa Marta, que abriu a noite na Intendente Magalhães com o enredo “Samba é Minha Cachaça”, desenvolvido pela carnavalesca Carila Matzenbacher. A proposta celebrou a bebida símbolo da brasilidade, unindo duas paixões nacionais — o samba e a cachaça — em um desfile que exaltou a boemia, a alegria e a figura do malandro no bar com o copo cheio. O enredo também marcou o encerramento de uma trilogia apresentada pela escola.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação

Na avenida, a agremiação evoluiu de forma lenta, abrindo espaçamentos entre alas e alegorias desde os primeiros módulos. Apesar disso, conseguiu concluir sua apresentação dentro do tempo regulamentar, com 38 minutos e 39 segundos.

COMISSÃO DE FRENTE

Sob o comando do coreógrafo Plínio Costa, a comissão retratou o trabalho nos canaviais e a descoberta da “santa cachaça”. Composta majoritariamente por integrantes negros, a apresentação trouxe sincronismo e energia, transmitindo com clareza a narrativa proposta.

Entretanto, em alguns momentos, elementos do figurino, especialmente os tecidos, comprometeram a execução coreográfica, com adereços caindo em cena e dificultando determinados movimentos. Em contrapartida, a utilização de espadas e a encenação da glorificação da bebida deram força e impacto visual ao conjunto.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Wagner Lobo e Érica Duarte apresentou-se com leveza, entrosamento e boa execução coreográfica. A sintonia e o domínio dos movimentos reforçaram a elegância da dupla, garantindo uma performance segura na defesa do pavilhão.

HARMONIA E EVOLUÇÃO

Visualmente, a escola trouxe alegorias coloridas e bem acabadas, contribuindo para um desfile vibrante. No entanto, a harmonia oscilou em alguns trechos, com perda de energia da comunidade e falhas no canto do samba.

Ao final, mesmo com problemas no sistema de som, a comunidade demonstrou garra ao iniciar o canto e manter a animação. Ainda assim, a evolução foi marcada por andamento desacelerado, o que provocou a abertura de buracos ao longo da apresentação.

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SAMBA

Comandada pelo mestre Caliquinho, a bateria apresentou uma cadência firme, com bossas que empolgaram o público presente. A interpretação de Raí Trovick mostrou-se alinhada ao samba-enredo, fortalecendo a comunicação com a arquibancada e contribuindo para os momentos de maior vibração do desfile.

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ALEGORIAS E FANTASIAS

O conjunto de fantasias apresentou boa harmonia estética e alinhamento com a proposta do enredo. A ala das baianas, com figurinos em tons de verde e marrom, contribuiu para a construção visual do desfile, ampliando a paleta de cores e criando contraste com as passistas, que desfilaram em preto e vermelho. Os tecidos leves e rendados favoreceram a fluidez dos movimentos, potencializando o samba no pé e a energia demonstrada na avenida.

As alegorias também foram um dos pontos altos da apresentação. Com carros de grande porte, bem iluminados e visualmente impactantes, a escola conseguiu elevar o nível do desfile e conquistar elogios do público. Em especial, a terceira alegoria, que representava o trabalho nos canaviais e o processo da cana-de-açúcar, destacou-se pelo realismo e pela carga dramática, contribuindo para momentos de forte emoção ao longo da apresentação.

Portela anuncia saída dos coreógrafos da comissão de frente

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A Portela anunciou a saída dos coreógrafos da comissão de frente, Claudio Mota e Edifranc Alves. A escola terminou na décima colocação no Carnaval 2026. Veja abaixo o comunicado.

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“Informamos que @claudiamotaofficial e @edifrancdancer não fazem mais parte da equipe da Portela como coreógrafos da nossa Comissão de Frente.

Claudia Mota encerra também sua trajetória nas Comissões de Frente, iniciando um novo ciclo após anos de dedicação e contribuição marcante para o nosso Carnaval.

Agradecemos toda a dedicação, comprometimento e entrega ao longo do Carnaval 2026. Cada momento foi construído com muito empenho e amor pela nossa escola.

Saibam que temos um carinho enorme por vocês e respeito pela trajetória que escreveram com a gente.

Desejamos uma caminhada de muito sucesso, novas conquistas e muitos aplausos”.

Apuração da Série Ouro: confira panorama geral da disputa no Carnaval 2026

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A Liga-RJ faz nesta quinta-feira, a partir das 17h, com transmissão pela Band, a apuração das notas dos desfiles da Série Ouro no Carnaval 2026. Abaixo, você confere um panorama geral da disputa.

Unidos de Padre Miguel: A Unidos de Padre Miguel é definitivamente uma escola que não sabe brincar. Depois de um carnaval no Grupo Especial em que entendeu que recebeu um julgamento não lá muito justo, a UPM brindou a Sapucaí com mais um desfile primoroso. Como no ano passado, como em 2024, quando subiu, é certo que o Boi Vermelho, salvas raras exceções, é uma escola que faz desfile sempre de nível de Grupo Especial. Seja com mais ou menos componentes, seja com mais ou menos alegorias, a qualidade que vem é de excelência. E o que se viu em mais este carnaval foi isso: comissão de frente de alto nível, casal em alta consciência rítmica, desbunde na qualidade das fantasias, alegorias impactantes, samba na boca do público e uma comunidade aguerrida que canta e brinca carnaval como se estivesse no quintal da Vintém. De fato, o lugar da UPM não é nesse grupo.

Império Serrano: Sempre que a Serrinha desponta na Avenida, há sempre uma coisa diferente que mexe com o público. E, quando a escola honra as suas raízes ao fazer homenagens a personalidades negras, e principalmente do sexo feminino, já se sabe que, no mínimo, vai emocionar a Avenida. Ela tem o dom. E, neste desfile de 2026, mais uma vez tocou o coração do imperiano e do sambista em geral. Homenagem importante e necessária. Além disso, o carnavalesco Renato Esteves apresentou uma estética pertinente, diferente, fora do óbvio, mas com alguns pequenos problemas de acabamento, tanto nas fantasias quanto nas alegorias. Apesar do bom canto da comunidade, o samba não pegou com o público, o que acabou trazendo também uma evolução mais arrastada.

União de Maricá: A caçula da Série Ouro pisou na Sapucaí, em seu terceiro desfile no grupo, mais uma vez se postulando fortemente ao título. Com plástica de Grupo Especial, musicalidade de excelência e força nos quesitos de chão, a Vermelha e Branca da Região dos Lagos ouvia gritos das frisas e arquibancadas de “vai subir”. Com comissão e casal tendo ótimo rendimento e boa resposta do público, evolução sem intercorrências e canto satisfatório da comunidade, a Maricá tem tudo para brigar décimo a décimo pelo título. Começará a apuração com menos 0,2 por ter estourado o tempo do desfile.

Inocentes de Belford Roxo: A Inocentes de Belford Roxo levou para a Marquês de Sapucaí um dos enredos mais inusitados da temporada. Segunda escola da noite, a agremiação da Baixada Fluminense apostou no improvável sob o título “O Sonho de Um Pagode Russo Nos Frevos do Meu Pernambuco”, criação do carnavalesco Edson Pereira. O resultado foi um desfile criativo, tecnicamente equilibrado e com bons momentos plásticos, especialmente na comissão de frente e na harmonia. Entre os pontos de atenção estiveram um espaço aberto pela ala de passistas antes do módulo 3 e falhas de acabamento em parte das fantasias.

Estácio: A Estácio de Sá, quinta agremiação a cruzar a Passarela do Samba neste sábado de crnaval, entregou uma apresentação vigorosa e espiritualmente densa na Série Ouro. Com o enredo “O Papa Negro: Tata Tancredo e o Fundamento do Omolokô”, desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Paulo, a vermelho e branco mergulhou nas raízes do Morro de São Carlos para contar a trajetória de Tancredo Silva. O desfile foi uma demonstração de força da comunidade, aliando um visual tecnicamente consistente a uma harmonia que ecoou como um verdadeiro manifesto de fé e resistência.

União da Ilha: A União da Ilha do Governador cruzou a Marquês de Sapucaí como a sexta agremiação da primeira noite de desfiles. Com o enredo “Viva o hoje! O amanhã? Fica pra depois!”, desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Ferreira, a escola não apenas apresentou um tema; ela propôs um manifesto contra a ansiedade dos novos tempos, buscando no brilho dos astros e na força do subúrbio a justificativa para a celebração imediata. A agremiação entregou um conjunto plástico criativo, coroado por uma comissão de frente teatral e um casal de mestre-sala e porta-bandeira que flutuou em tons de prata.

Em Cima da Hora: A Em Cima da Hora teve um começo muito impressionante. Esteticamente, com comissão, casal, primeira ala e abre-alas bem alinhados na parte plástica, a escola prometia bastante. A ótima apresentação de Márcio Moura ajudou também e o samba colocou fogo na Sapucaí. Parecia que viria um desfile histórico para a escola, que já passou inclusive pelo Grupo Especial há muitos anos. Porém, problemas na pista e no que vinha depois acabaram atrapalhando o desfile. Após dificuldades com a entrada da segunda alegoria, a escola abriu buraco no primeiro módulo, ficou muito tempo parada e teve que correr do meio para o final. Na entrada da bateria no segundo recuo, também houve problemas de buraco na pista. O samba foi a grande estrela da noite; este se manteve forte o tempo todo, com ótima resposta do público.

Porto da Pedra: Sendo a penúltima escola a desfilar no último dia da Série Ouro, o Tigre de São Gonçalo rugiu a favor das “mulheres da vida”. Com um excelente desempenho do carro de som, um casal correto e uma plástica modesta, a Porto da Pedra fez um bom desfile. Com o enredo “Das Mais Antigas da Vida, o Doce e Amargo Beijo da Noite” do carnavalesco Mauro Quintaes, a Porto da Pedra trouxe a figura da prostituta como tema central para um debate na Sapucaí.

União do Parque Acari: A União do Parque Acari trouxe para a Sapucaí um enredo cultural, importante e com forte valorização da cultura afro-brasileira, algo bastante característico na carreira do carnavalesco Guilherme Estevão. Com alegorias e fantasias de muito bom gosto, coloridas e com materiais de qualidade, o artista defendeu bem a história e o legado do grupo de teatro Brasiliana, mostrando a prometida evolução da escola, que no carnaval passado já contou com o talento do artista. Com destaque também para a comissão, que, de forma simples, mas com qualidade estética e performática, sintetizou bem o enredo, e o primeiro casal, que pisou com firmeza na Sapucaí, com coreografia mais clássica, mas com um bailado eficiente. Nos quesitos de chão, porém, a escola ficou abaixo, devendo no canto e na evolução, um pouco morna, faltando mais energia e espontaneidade.

Arranco: O Arranco do Engenho de Dentro, terceira agremiação a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí neste sábado de carnaval, apresentou um dos projetos mais lúdicos e necessários da Série Ouro: “A Gargalhada é o Xamego da Vida!”. A carnavalesca Annik Salmon não se limitou a uma biografia linear de Maria Eliza, como construiu uma crônica visual sobre o direito ao riso da população negra, elevando a figura da Palhaça Xamego ao status de baluarte da cultura popular brasileira em um desfile marcado pelo equilíbrio entre técnica e explosão emocional.

Unidos da Ponte: A Unidos da Ponte encerrou o Carnaval da Série Ouro sendo, de fato, a única escola do grupo a desfilar na totalidade do seu desfile com o dia já claro. Ficou claro que, se a agremiação pudesse contar com o recurso da luz cênica, poderia abrilhantar ainda mais alguns elementos do desfile. Porém, a Azul e Branca de São João de Meriti apresentou uma proposta leve para retratar a relação do funk com a ancestralidade, encontrando em sua paleta de cores e em suas fantasias e alegorias recursos para aproveitar a luz do sol.

Vigário Geral: A Vigário Geral pisou na Sapucaí com muita criatividade, trazendo um enredo diferente, satírico, baseado em ideia criativa dos carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini. Com estética criativa, uso de materiais diferentes, soluções estéticas inovadoras e carros grandiosos, a dupla ousou na ideia, mas pecou um pouco na leitura e no encadeamento da história, que não ficou muito clara para o público. O início, com a caravela e o mar, até dava bom entendimento, mas, a partir da metade do desfile, a história e a proposta não se traduziram nas fantasias de forma clara. Apesar de um bom rendimento do samba, a comunidade cantou pouco. Comissão e casal tiveram pequenas questões que podem não influenciar tanto na nota. A evolução também não foi perfeita, mas o carro de som, comandado por Danilo Cezar, deu show.

Unidos de Bangu: Sendo a 4ª escola da noite a desfilar na primeira noite de desfiles da Série Ouro, a Unidos de Bangu, com o enredo “As coisas que mamãe me ensinou”, homenageou a trajetória de Leci Brandão na música, na política, na Mangueira e no ativismo. Com uma comissão didática e segura e um casal tecnicamente consistente e elegante, a Bangu deixa a Sapucaí com credenciais para pleitear boa colocação na apuração de quinta-feira. A escola terminou o esfile com 56 minutos, 1 minuto além do máximo permitido, e, será penalizada na apuração.

Botafogo Samba Clube: Abrir a noite na Sapucaí é assumir o peso da primeira impressão. A Botafogo Samba Clube, em seu segundo ano na Avenida, encarou a responsabilidade com um desfile plasticamente exuberante e uma comissão de frente surpreendente. Com o enredo “O Brasil que floresceu em arte”, de autoria dos carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel, a escola alvinegra apresentou uma homenagem ao paisagista, autor da clássica calçada da Avenida Atlântica, em Copacabana.

Jacarezinho: No reencontro com a Marquês de Sapucaí, após 13 anos longe, a Unidos do Jacarezinho abriu os trabalhos nesta sexta-feira de desfiles da Série Ouro. Com uma comissão de frente modesta, mas competente, e um casal bem aguerrido, a Rosa e Branco encontrou dificuldades nos demais quesitos. O desfile terminou com 57 minutos, dois além do tempo permitido e a escola sofrerá penalização.

Mocidade publica nota oficial sobre julgamento: ‘Sentimento de indignação e insatisfação’

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Após a apuração das notas do Carnaval do Rio de Janeiro 2026, a Mocidade Independente de Padre Miguel ficou apenas na 11ª colocação, com 267,4 pontos.

Insatisfeitos com as notas atribuídas a verde e branco, a diretoria da escola utilizou as redes sociais para agradecer a comunidade e afirmou que vai procurar entender o critério utilizado em alguns quesitos.

Leia a nota oficial:

“Encerramos essa quarta-feira de apuração com um sentimento de indignação e insatisfação com as notas dadas pelos jurados.

Garantimos aos nossos torcedores, componentes e simpatizantes que lutaremos para que julguem a Mocidade como as demais agremiações.

Temos a convicção de que merecíamos notas melhores em diversos quesitos, e que terminaríamos a apuração em um resultado melhor do que o 11° lugar.

Agradecemos aos sambistas, torcedores e demais que seguem nos mandando mensagem, mostrando tamanha revolta com a nossa posição final no carnaval.

Aguardaremos as justificativas das notas para entendermos o critério usado em alguns quesitos.

Aos Independentes, agradecemos a força e empenho de sempre.

Mocidade Independente de Padre Miguel.”

 

Priscilla Mota e Rodrigo Negri: ‘O que vivemos esse ano foi diferente de tudo’

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Somente três escolas tiraram nota 40 no quesito comissão de frente neste carnaval. Coincidência ou não, a campeã Viradouro e a vice Beija-Flor estão entre elas. Além do Salgueiro, quarto colocado.

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Numa apresentação que cativou desde o início, a começar pelo pequeno Ciça contemplando o Leão, em alusão a Estácio de Sá, até o momento de ápice, quando o próprio Ciça aparece sendo consagrado nos arcos da Apoteose, que antes era um apito.

A nota máxima reflete não só o trabalho incansável de meses, mas também a reafirmação deu uma dupla que ano após ano propõe reinvenções para o quesito. Em conversa ao CARNAVALESCO, Priscila Mota e Rodrigo Negri revelaram os bastidores da criação.

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“Um dia Ciça apareceu na nossa sala, ainda era abril, e falou assim: ‘o apito do mestre ecoou, guarda essa frase’. Aquilo ficou na nossa cabeça, virei para o Rodrigo e falei: ‘apito!”. A gente quis trazer esse início porque o desfile começa na quadra, com o toqeu do apito do mestre. A bateria começa ali, é o coração da escola. Também queríamos aclamá-lo na avenida. Tínhamos a certeza de que ele seria aclamado, mas não sabíamos que dois apitos juntos se tornariam a praça da Apoteose”.

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“A magia foi acontecendo. A ideia de colocá-lo na comissão veio porque a gente é meio doido mesmo. O enredo estava ali do nosso lado e a gente precisava aproveitar isso. Nosso desejo era de que ele viesse à frente. A questão era como ficaria a bateria. Quando ele falou que a bateria viria no final, ficou decidido que ele participaria da comissão e encerraria com a bateria subindo no carro”.

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“Quando as notas saíram foi um alívio enorme. Depois de tantos anos, eu e Rodrigo já nem sabemos mais quantos campeonatos são. São muitas notas 10 ao longo da carreira, mas o que a gente viveu esse ano foi diferente de tudo. Parecia primeiro desfile. Estávamos nervosos, ansiosos, sem dormir. Tem uma energia que não dá para explicar. Foi muito forte e potente. O ‘Segredo’ sempre foi algo mais nosso, mais reservado. Esse ano a gente sentiu o desfile inteiro. A gente olhava para o fundo da escola e via todo mundo vibrando. Foi uma catarse e agora é só felicidade. Depois de tanta pressão é hora de relaxar, descansar a cabeça e curtir”.