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Estação Primeira de Mangueira celebra 98 anos com Alvorada, ações sociais e Samba da Volta

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Foto; Allan Duffes/CARNAVALESCO

No mês em que comemora o seu 98º aniversário, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira realiza uma série de ações sociais e culturais para celebrar a passagem da data. Dentro da programação, está a tradicional Alvorada, realizada no dia 28 de abril, no Palácio do Samba. Evento inclui café da manhã comunitário, hasteamento da bandeira e hinos, além de atividades sociais, que vão de orientações sobre documentos e questões relacionadas à saúde até serviços de beleza. Reconhecida como um dos grandes berços do samba no Rio de Janeiro, a Mangueira celebra seu aniversário como manda a tradição: com muita música e alegria. Neste ano, o Samba da Volta assume o comando da festa e promete fazer o morro pulsar no ritmo do samba, no dia 1º de maio, no Palácio do Samba.

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“Celebrar os 98 anos da Mangueira é reafirmar o compromisso da escola com o seu território e com a transformação social. Mais do que festa, é um momento de fortalecer vínculos, valorizar a cultura popular e abrir caminhos para o conhecimento chegar a quem mais precisa”, aponta Adair Machado, vice-presidente cultural da Escola.

Atividades de parceiros

Dentre as ações realizadas no evento, o Centro de Cidadania Verde e Rosa disponibilizará serviços de emissão de segunda via de documentos, incluindo certidões de nascimento, casamento, óbito, carteira de identidade e habilitação de casamento. Haverá também área de lazer para crianças com  brincadeiras, contação de histórias e distribuição de livros.

A comemoração conta ainda com a presença do Ciência Móvel, uma unidade itinerante do Museu da Vida Fiocruz, que viaja em uma carreta, levando ciência, cultura e diversão para municípios da Região Sudeste por meio do projeto Arte e Ciências sobre Rodas no Rio de Todos Nós. Na celebração da “Velha Manga”, o público também contará com uma série de serviços oferecidos por instituições parceiras. Entre elas, a ONG África, que disponibilizará cortes de cabelo masculinos, design de cílios, tranças, aferição de pressão arterial e glicose, além de inscrições para cursos gratuitos. Já a ONG Meninas e Mulheres do Morro, promoverá oficinas de contação de histórias, distribuição de livros, palestras e a entrega de sabão e detergente produzidos a partir do reaproveitamento de óleo de cozinha coletado na comunidade.

A expectativa é de que as ações promovidas alcancem e beneficiem diretamente cerca de três mil moradores da comunidade e de áreas adjacentes ao Morro da Mangueira, ampliando o acesso a serviços, fortalecendo vínculos sociais e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no território.

“Mais do que celebrar a história da Mangueira, queremos fortalecer laços com a comunidade, oferecendo serviços, conhecimento e oportunidades. Essa parceria com as ONGs amplia o impacto social do evento e reafirma nosso compromisso com o cuidado, a inclusão e o desenvolvimento coletivo”, finaliza a presidenta da Escola de Samba.

‘Zeneida: O Sopro do Pó de Louro’ é o enredo da Beija-Flor para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Beija-Flor

A Beija-Flor de Nilópolis definiu o enredo que levará à Marquês de Sapucaí no Carnaval 2027. Com o título “Zeneida: O Sopro do Pó de Louro”, a agremiação apresentará a trajetória de Zeneida Lima, reconhecida como a última pajé marajoara, uma das principais referências culturais do arquipélago do Marajó, no Pará, e também como destaque nacional por sua atuação como ambientalista.

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Após o vice-campeonato no Carnaval de 2026 com o enredo “Bembé”, a escola direciona seu olhar para a região Norte do país e propõe um mergulho na ancestralidade e nos saberes da cultura marajoara. Nesse contexto, a trajetória de Zeneida ganha centralidade: pajé, compositora, escritora, poeta, ambientalista e ativista social, ela se destaca pela preservação de conhecimentos ancestrais, pela defesa do meio ambiente e pela formação de novas gerações. À frente da Instituição Caruanas do Marajó Cultura e Ecologia (ICMCE), atende cerca de 180 crianças e adolescentes com educação e atividades culturais e ambientais.

Sua trajetória foi registrada no livro O Mundo Místico dos Caruanas da Ilha do Marajó (1992), que deu origem ao desfile campeão da Beija-Flor em 1998 e selou o primeiro encontro entre a pajé e a escola. Agora, quase 30 anos depois, a agremiação retoma esse encontro sob uma nova ótica: a própria trajetória de vida de Zeneida, em um reencontro marcado pela força simbólica de sua história.

A história da pajé também foi reconhecida institucionalmente. Em 2021, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade do Estado do Pará, em reconhecimento à sua contribuição para a cultura, a educação e a preservação dos saberes tradicionais da Amazônia, e teve sua história retratada no cinema no filme Encantados, dirigido por Tizuka Yamasaki.

Como parte do processo de desenvolvimento do enredo, a equipe da Beija-Flor realiza pesquisa de campo em Soure, no Marajó, aprofundando o contato com o território e a trajetória de Zeneida. O projeto é assinado pelo carnavalesco João Vitor Araújo, em parceria com os pesquisadores Vivian Pereira, Guilherme Niegro e Bruno Laurato.

“É um mergulho na encantaria marajoara e na força simbólica dos Caruanas. A ideia é transformar em desfile a potência espiritual e a trajetória de Zeneida”, afirma João Vitor Araújo.

Para o presidente Almir Reis, o enredo marca um momento especial para a escola. “Zeneida é da família Beija-Flor. Desde 1998, esse elo nunca se rompeu. Retomar sua história agora é celebrar esse reencontro e reafirmar nossa identidade com as raízes do Brasil”, destaca.

Barroca Zona Sul completa trilogia e terá Obá como enredo em 2027

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Foto: Divulgação/Barroca Zona Sul

Mais uma grande escola do Carnaval de São Paulo anunciou enredo para o desfile de 2027. Nesta terça-feira, o Barroca Zona Sul divulgou nas redes sociais da agremiação que a temática para a próxima apresentação da Faculdade do Samba será “Elekô Obá Xirê”, assinado pelo carnavalesco Pedro Alexandre, popularmente conhecido como Magoo, em homenagem a Obá – senhora das águas revoltas, pororocas e quedas d’água nas religiões de matriz africana.

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O enredo completa uma trilogia proposta pelo Barroca Zona Sul desde 2025. Com “Os Nove Oruns de Iansã” (samba-enredo campeão do Estrela do Carnaval, concedido e organizado pelo CARNAVALESCO) e com “Oro Mi Maió Oxum” no ano seguinte, a verde e rosa teve como enfoque uma orixá que teve Xangô como amor em algum momento da existência – a terceira mulher do senhor da justiça nas religiões de matriz africana terá, agora, um desfile para chamar de seu.

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Um detalhe no logotipo do enredo dá uma possível dica sobre o fio condutor do enredo. Logo abaixo da imagem, a inscrição “A Força da Mulher Que Não Se Curva” indica um desfile exaltando a força feminina.

Evento

O Barroca Zona Sul fará uma explanação do enredo para a comunidade e para todos os interessados no dia 12 de julho – com direito a feijoada. Horário e local não foram informados.

Capitão Guimarães classifica como ‘retrocesso’ possível expansão do Grupo Especial para 15 escolas em 2027

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Foto: Reprodução redes sociais

Em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta terça-feira, Capitão Guimarães, ex-presidente da Liesa e atual patrono da Unidos de Vila Isabel, manifestou sua preocupação e posicionamento contrário à possibilidade de o Grupo Especial do Rio de Janeiro passar a contar com 15 agremiações a partir do Carnaval 2027. Atualmente, o grupo de elite do samba carioca é composto por 12 escolas.

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Para Guimarães, qualquer mudança no regulamento deve priorizar o nível técnico do espetáculo, e não apenas o aumento numérico de participantes. “A Liga foi fundada justamente para preservar a qualidade do desfile e as grandes escolas. Aumentar o carnaval tem que ser qualitativo”, afirmou o dirigente, ressaltando que o debate sobre o regulamento de 2027 precisa considerar o dinamismo do evento.

Impacto na grade horária e no público

Um dos pontos centrais da crítica de Guimarães reside na logística e nos horários dos desfiles, que já são impactados pelas exigências da grade televisiva. Ele destacou que, devido aos horários de início condicionados à programação da Rede Globo, as escolas já entram na Avenida muito tarde.

“Hoje uma escola demora 2 horas para desfilar. A última escola entra 4h15 da manhã, em torno de 4h15 a 4h30, quando devia entrar 2h30. Colocar uma quinta escola seria ainda desfilar de 6h30 da manhã. Seria um retrocesso na minha modesta opinião”, explicou.

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Independência da Liesa e foco no telespectador

Guimarães também fez questão de reforçar a autonomia da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) em relação ao poder público. Embora reconheça o papel da prefeitura, ele pontuou que “o dono do carnaval é o prefeito, mas a Liga não pertence à prefeitura”.

O dirigente alertou ainda para a necessidade de olhar para quem assiste ao espetáculo de casa, lembrando que a audiência televisiva é massivamente superior ao público presente no Sambódromo. “Se tem 100 mil pessoas na avenida, em casa tem 10 milhões assistindo. Isso tem que ser olhado, essa dinâmica tem que ser olhada outra vez”.

Ao encerrar sua declaração, Capitão Guimarães reiterou que foi pego de surpresa pelo assunto e que sua opinião é pautada na manutenção do prestígio do carnaval carioca: “Eu acho que carnaval é qualidade”.

União de Maricá acelera obras no barracão da Cidade do Samba para estreia no Grupo Especial

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Foto: Diogo Tim/União de Maricá

A União de Maricá segue avançando com as reformas do seu futuro barracão, na Cidade do Samba. Após conquistar o título da Série Ouro em 2026, a escola trabalha na reestruturação completa do espaço, que abrigará a produção de alegorias, ateliês de fantasias, salas de ensaio e o setor administrativo, visando à estreia no Grupo Especial. Presente diariamente na obra, o diretor de carnaval Mauro Amorim destacou a importância da liberação antecipada do espaço para o andamento do planejamento da União de Maricá. Segundo ele, esse tempo a mais tem sido determinante para o avanço das intervenções estruturais.

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“Estamos com muito trabalho e orgulho com o que vem sendo construído. Estamos preparando todo o barracão para receber a nossa escola para o Grupo Especial. Quero agradecer à administração da Cidade do Samba e à coirmã Acadêmicos de Niterói, que permitiram a nossa entrada de maneira antecipada para poder avançar com as obras”, ressaltou Mauro Amorim.

Responsável pelos ateliês, o diretor Julio Cerqueira ressaltou a atenção dedicada aos espaços de produção de fantasias. Ele destacou que o local será estratégico para a organização das equipes e dos processos criativos. Além disso, reforçou a importância de oferecer estrutura adequada para o rendimento dos profissionais.

“Um dos espaços que estamos reformando com muita atenção é o quarto andar, onde vão funcionar os ateliês para as reproduções das fantasias. É fundamental garantir as melhores condições de trabalho para toda a equipe. Já consigo visualizar esse espaço pronto, ganhando cor, movimento e vida”, disse Cerqueira.

Já o diretor de barracão Rodrigo Foca enfatizou o planejamento estrutural do espaço. Ele explicou que a organização dos ambientes está sendo pensada para atender todas as áreas da escola de forma eficiente. O objetivo, segundo ele, é unir funcionalidade e qualidade na execução do projeto.

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“As obras estão avançadas. Estamos organizando as salas, os departamentos e também a área de ensaio, que será utilizada pelos casais de mestre-sala e porta-bandeira e pela comissão de frente. Tudo está sendo pensado de forma estratégica para atender bem todos os profissionais e construirmos um grande carnaval”, garantiu.

Com o cronograma das obras em andamento, a União de Maricá ocupará oficialmente a Cidade do Samba nas próximas semanas. Enquanto isso não acontece, a escola já desmontou todas as alegorias no barracão utilizado na Série Ouro, aguardando a mudança.

Veja como foi o PodCarnavalesco SP com o carnavalesco Caio Araújo, da Mocidade Alegre

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‘Escola está no caminho certo!’ Diretor de carnaval da Beija-Flor comenta sobre o vice-campeonato e o planejamento para 2027

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Foto: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

A temporada de 2026 mal acabou, e as agremiações já estão arquitetando os primeiros detalhes para o próximo carnaval. O carnaval, que homenageou o maior candomblé de rua do mundo, Bembé do Mercado, foi responsável por reafirmar a união da comunidade e destacar a gestão de trabalho da escola. Afinal, é um vice-campeonato após um título. Sem dúvidas, no mundo da folia, ganhar ou perder por um décimo é reflexo de um trabalho de excelência e qualidade entre as escolas; portanto, cada detalhe conta. Marino, diretor de carnaval da agremiação, analisou o resultado de 2026.

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“Vir de um título, de um vice-campeonato, mostra que a escola está no caminho certo. A comunidade está muito feliz, a escola está muito unida. O resultado foi positivo no final de tudo, porque o pior seria se a gente fizesse o máximo e o resultado não viesse. Isso desmotiva o componente, às vezes coloca em xeque se realmente a filosofia de trabalho está certa ou não. A escola ter brigado até o último momento mostra que está no caminho certo e mostra para a gente também aquilo que eu venho falando sempre: a disputa é com escolas também muito qualificadas. Ganhar em um décimo e perder em outro, a gente tem que estar preparado para isso”.

Sobre as notas e justificativas dos jurados, Marino completou: “A gente tem que se colocar no lugar do jurado também, porque é um trabalho muito difícil achar erros em escolas que estão tão preparadas como estão ultimamente… Não tem que reclamar nem questionar julgamento, não”.

Outro grande destaque no Carnaval 2026 foi a estreia de Nino e Jéssica Martin, que tomaram posse de um lugar que, por décadas, foi ocupado pelo lendário Neguinho da Beija-Flor. Assim que chegaram à frente do carro de som, a dupla enfrentou resistência de uma parte da torcida nas redes sociais. Porém, o diretor de carnaval, junto ao presidente da agremiação, sempre deixou clara a confiança na capacidade vocal e técnica da dupla.

“Eu sabia que ia dar certo desde o começo, eu e o presidente fomos quem mais apostamos. Eu falo muito isso com os componentes; com o torcedor a gente não fala tanto porque acaba sendo mais através da internet, mas, no dia a dia com o componente, falamos muito que as pessoas têm que acreditar no trabalho que a gente está fazendo. São pessoas qualificadas, pessoas que sabem o que estão fazendo. A gente teve uma escolha de samba de que o torcedor reclamou muito na internet, mas não aguardou o resultado, porque a gente sabia o que ia acontecer. A mesma coisa com Nininho e Jéssica: tinha torcedor da própria escola reclamando. Eu falo para esses torcedores entenderem que há pessoas qualificadas tomando conta do trabalho e que eles precisam apoiar. Já basta o torcedor das outras escolas tacando pedra; não precisamos do nosso torcedor fazendo o mesmo. É confiar e acreditar. Escolhemos um samba, nos unimos, e deu certo. Escolhemos Jéssica e Nino, e acho que o resultado está aí para todo mundo ver. É só confiar na equipe, é boa”, declarou Marino.

Segundo o diretor, para 2027, a agremiação tem três opções de enredo, e todas são autorais do carnavalesco João Vitor Araújo. Desta vez, o spoiler é que a decisão será tomada após debates nas próximas semanas e, até o fim do mês, a soberana tomará sua decisão.

“Até o final do mês a gente está definindo. Temos três propostas do carnavalesco e são todas autorais, que agradaram a presidência. Semana que vem a gente vai debater para poder fechar e lançar o enredo”, revelou Marino.

O mistério sobre qual tema a azul e branco de Nilópolis vai optar em 2027 permanece no ar: “Eu não posso falar muito, senão vou entregar, mas, assim, a escola tem vários caminhos para seguir, e eu estou feliz com os caminhos que tem”.

Chegada de Paulo Barros anima profissionais da Estrela do Terceiro Milênio

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A chegada de um grande profissional a uma nova equipe movimenta todo o mercado no qual tal pessoa está inserida – e é claro que no Carnaval não é diferente. A chegada de Paulo Barros à Estrela do Terceiro Milênio se encaixa em tal situação – a começar pela própria escola. Diversos profissionais da Coruja já se mostram bastante animados para desenvolver o projeto ao lado do tetracampeão do Grupo Especial do Rio de Janeiro. O CARNAVALESCO conversou com alguns profissionais da Estrela do Terceiro Milênio na explanação de “Incrível, Fantástico, Extraordinário!”, enredo da agremiação para 2027, para ouvir de cada um deles as expectativas para trabalhar com um dos nomes mais importantes da história do Carnaval – sobretudo mais recentemente.

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Contratação tranquila

Gilberto Rodrigues, popularmente conhecido como Giba, contou como foram as conversações para que o carnavalesco chegasse ao Grajaú: “Quando surgiu o nome dele, eu achei que ia ser uma conversa mais demorada. Mas, em meia hora de conversa, nós nos acertamos. Ele gostou do projeto, apresentou o projeto dele e nós também gostamos do que ouvimos. Foi um início de namoro muito rápido e muito tranquilo. Vai ser um grande trabalho, ele está com sangue nos olhos para apresentar um grande Carnaval. Tenho certeza que será um grande carnaval – vindo de um grande projeto”, destacou.

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Mistério e curiosidade

Comandante da Pegada da Coruja, bateria da escola do Grajaú, mestre Vitor Velloso revelou que os primeiros papos com Paulo Barros já o deixaram ainda mais curioso: “A gente ainda não falou a fundo sobre inovações e novidades. A única coisa que ele me perguntou e que já me deixou meio assustado foi o pedido para que, se ele quisesse fazer alguma intervenção na bateria, ele poderia. Eu respondo que, por mim, pode – e, aí, ele vê com a Direção de Carnaval. Se eles toparem, beleza – para mim está tranquilo. Essa pergunta já mostra que ele está querendo fazer alguma coisa, mas ele não me falou o que é, ainda. Eu só estou esperando, mas também não posso falar não para o cara – ainda mais chegando agora. Está bem legal a fantasia da bateria e a ideia, eu já vi já o desenho e está bem diferente”, animou-se.

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A relação de Paulo Barros com baterias foi eternizada em 2007. No desfile de “A Viradouro Vira o Jogo”, na estreia do carnavalesco na agremiação de Niterói, a Furacão Vermelho e Branco, comandada por mestre Ciça, subiu no terceiro carro alegórico, intitulado “Xadrez”. O chassi, um imenso tabuleiro, recebeu as peças – no caso, os ritmistas, que estavam fantasiados tal qual as pedras do famoso jogo.

Início de impacto

Régis Santos, coreógrafo da comissão de frente da Estrela do Terceiro Milênio e bicampeão do Estrela do Carnaval, concedido e organizado pelo CARNAVALESCO, se viu representado e feliz com a chegada do novo profissional à agremiação: “As expectativas para trabalhar com o Paulo Barros são as melhores possíveis. É um profissional que tem um formato de trabalho que conversa muito com o meu, um jeito fora da curva, irreverente, que procura trazer entretenimento com emoção para a arquibancada – e chocar, no bom sentido. Tem uma condição de ser incrível o Régis Santos e o Paulo Barros juntos. Tudo aquilo que eu tenho tentado fazer no Carnaval de São Paulo, dentro do regulamento e entendendo que a festa daqui tem um jeito, um formato e algumas possibilidades, pode se tornar incrível. O enredo já vai oferecer possibilidades infinitas”, comemorou.

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A comissão de frente mais lembrada em um desfile de Paulo Barros tornou-se histórica: em 2010, ano do primeiro título do carnavalesco com “É Segredo!”, na Unidos da Tijuca, os componentes, coreografados por Priscilla Mota e Rodrigo Negri, trocavam de roupa em menos de um segundo – ação que fez com que a Marquês de Sapucaí vibrasse.

‘Chefe’ da fera

Com um currículo tão vasto, como será comandar Paulo Barros? Os diretores de Harmonia e Carnaval da Estrela do Terceiro Milênio, Vinícius Freitas e Wilson Costa, popularmente conhecido como Japa, foram perguntados a respeito.

Japa ficou impressionado com uma característica em específico do carnavalesco: “Pessoalmente, eu conheci o Paulo Barros esse ano, quando ele foi apresentado para toda a nossa diretoria. Ele é um cara muito inteligente, todo mundo sabe disso. E ele é um cara que também pergunta. Ele pergunta se está legal, se não está legal – e ele dá toda a liberdade para a gente dar a nossa opinião, também A gente está tentando fazer um trabalho para que não tenha um chefe, na verdade. Queremos fazer um trabalho em equipe e fazer um grande carnaval”, destacou.

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Vinícius foi na mesma linha e fez um adendo: “O Japa falou tudo, assino embaixo. Ainda vou falar um pouquinho mais porque, modéstia à parte, é fácil demais trabalhar com ele. O cara tem um talento inato e quer fazer parte do trabalho como um todo, agregando na equipe da Terceiro Milênio, que é o principal. Ele quer sentar para escutar a opinião de todos da equipe, para agregar no trabalho e engrandecer o espetáculo cada vez mais”, finalizou.

‘Meu nome não é Mariazinha do Galeão’ Presidente da Ilha promete se escola voltar ao Especial: ‘Festa de São Jorge será histórica’

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Fotos: Juliana Henrik e Matheus Vinícius/CARNAVALESCO

A União da Ilha do Governador está confiante na volta ao Grupo Especial no Carnaval 2027, caso aconteça o convite da Liesa (a escola pode ser chamada pelo resultado de 2026, quando ficou em quarto, ou pelo ranking geral da Liga), e o sentimento é de emoção e dever cumprido para o presidente Ney Filardi. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o dirigente não escondeu a felicidade e relembrou a confiança que sempre demonstrou no retorno da escola à elite do carnaval carioca. Segundo ele, a volta ao Especial sempre foi uma convicção pessoal, mesmo diante de críticas e brincadeiras ao longo do caminho.

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“É aguardar o oficial da Liesa. Muito honrado, muito feliz da vida. Nossa festa de São Jorge será histórica. Meu nome não é Mariazinha do Galeão”, disse Ney, em tom bem-humorado, ao comentar o possível retorno ao Especial e a brincadeira que havia feito antes do desfile de 2026, de que poderia ser chamado de Mariazinha do Galeão caso a Ilha não subisse.

Pensando no futuro, Ney Filardi destacou que as decisões estratégicas para o próximo carnaval serão tomadas em conjunto com a equipe, embora a palavra final seja dele. Questionado sobre a possibilidade de a carnavalesca Maria Augusta Rodrigues ser o enredo para o Carnaval 2027, o presidente foi direto: “Gostaria, com certeza, mas vou ouvir toda a minha equipe, será o que a maioria quiser”.

Sobre a estrutura da escola para o retorno ao Grupo Especial, Ney explicou que não vê necessidade de mudanças radicais, mas reconhece o aumento natural da demanda.

“Vou ter que dar uma esticada. Reforçar, não; esticar é evidente. A estrutura é outra. Você vai sair de 1.500 pessoas para 3.000 componentes”, detalhou.

Emocionado, o dirigente classificou o momento como a realização de um sonho pessoal dentro da agremiação. “Sonho realizado. Só espero que o Senhor me dê mais um pouquinho de vida para que eu desfile no Especial, permaneça e entregue a escola. Ir para a Velha Guarda”, declarou.

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Apesar do tom de despedida, Ney Filardi indicou que ainda pode seguir à frente da escola por mais um período. “Penso em me candidatar e ficar um ano para entregar para o meu vice”, revelou, sinalizando um processo de transição planejada na presidência da União da Ilha.

‘É sonho realizado!’ Presidente do Império Serrano vê volta ao Especial cada vez mais próxima e já revela spoiler do enredo

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Foto: CARNAVALESCO

A possibilidade de retorno do Império Serrano ao Grupo Especial ganhou um novo e importante capítulo. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, garantiu que a elite do carnaval carioca terá 15 escolas em 2027, três a mais que as atuais 12. Segundo ele, o critério para definição das convidadas ficará a cargo da Liesa, que ainda depende de garantias do poder público para oficializar a mudança. Dentro de qualquer cenário possível, seja pelo resultado da Série Ouro no Carnaval 2026 ou por um eventual ranking histórico, o Império Serrano é a principal candidata a ocupar uma dessas vagas. Afinal, ficou em segundo no resultado deste ano e está muito bem colocado no ranking geral da Liga. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente imperiano, Flávio França, destacou o simbolismo da possível ascensão e o impacto para o subúrbio carioca.

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“É um retorno importante, merecido para a sociedade de maneira geral, a valorização da cultura e do carnaval que sobrevive no subúrbio carioca. O Império Serrano dispensa comentários, a história do Império Serrano, a contribuição dele para o carnaval carioca. Eu acho que é um momento gigantesco o Império voltar para a elite, através desse convite”, celebrou.

Flávio também relembrou o processo de reconstrução da escola e as campanhas recentes que quase garantiram o acesso na avenida. “É essa ascensão que o Império vem vivendo, na verdade, desde 2020, desde que o Sandro Avelar assumiu o Império Serrano. A gente conseguiu vir organizando a casa para esse momento. Nós defendemos muito que isso acontecesse na avenida, no chão. Nós batemos muito na trave. No meu primeiro ano de gestão, fazendo o carnaval, eu fui vice-campeão por conta de 2 décimos, não consegui o acesso. Teve o segundo ano, a catástrofe, que foi o incêndio, mas, no terceiro ano, eu venho também como vice-campeão, batendo na trave por conta de três décimos”.

A ampliação do Grupo Especial é vista como uma oportunidade não apenas para a escola da Serrinha, mas para o fortalecimento cultural da cidade. “É a valorização da cultura. Eu acho que todo mundo ganha, o Grupo Especial ganha, a sociedade como um todo ganha, a Serrinha ganha, Madureira se valoriza mais ainda tendo o Império e a Portela no Especial. Estou tomado por emoção. Eu acho que o momento agora é de celebrar e esperar o convite oficial. É sonho realizado”, garantiu o dirigente imperiano.

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O presidente ainda ressaltou o peso pessoal e político do momento. “Sonho realizado. Eu acho que a minha missão, enquanto a juventude preta que passou pela academia para estar nessa cadeira, deixa aí um legado gigantesco. A gente pretende ainda desenvolver muita coisa, mas é uma contribuição gigante para a história do Império Serrano. Eu tenho certeza de que, por ser o presidente mais novo da história do Império Serrano, já levando de volta para o Grupo Especial, é um momento incrível”.

Enredo para 2027

Além da possível ascensão, Flávio França também adiantou detalhes do enredo para o próximo carnaval, indicando uma proposta com foco na juventude.

“Já temos muita coisa, na verdade, uma grande coisa e muita coisa sendo avançada. Estou com o enredo muito bem costurado. Será pautado na juventude, assim como a gente trata o Império Serrano como Reizinho de Madureira. Vem coisa muito boa por aí, inclusive, já dando esse spoiler: a juventude mostrará seu valor. Seguindo o calendário da Liesa, nós já temos um cronograma em cima disso. É esperar oficializar o convite para a gente já se organizar e lançar o enredo que já está na mão”, revelou.

Por fim, Flávio comentou sobre possíveis ajustes na equipe, visando um eventual retorno ao Grupo Especial, mas demonstrou confiança no trabalho atual.

“Eu ainda vou pensar melhor sobre isso, mas eu estou muito confiante com a equipe que eu tenho. Obviamente, precisa de um ajuste ou outro. Acho que é questão de maturidade tratar com seriedade; o Grupo Especial merece bons profissionais, e nós temos. Mas eu acho que é sentar com o meu time por completo, a minha diretoria, avaliar a chegada de novos profissionais, de repente, para contribuir em algum segmento ou outro. Mas, de antemão, já digo: estou muito satisfeito com a minha equipe”.