Em publicação nas redes sociais, Annik Salmon informou que não é mais carnavalesca do Arranco do Engenho de Dentro. Veja abaixo o comunicado.
Fotos: S1 Comunicação
“Hoje é dia de agradecer 💙✨
Annik, foram dois anos de muito trabalho, dedicação, parceria e amor colocados em cada detalhe. Sua entrega, seu talento e sua caminhada junto com a nossa comunidade deixaram marcas que jamais serão esquecidas.
Nossa gratidão por tudo que você construiu, somou e viveu ao nosso lado. Que seus novos caminhos sejam tão lindos quanto a história que ajudou a escrever aqui.
E saiba: esta sempre será a sua casa. As portas estarão abertas para você, hoje e sempre’.
A economia digital abriu espaço para funções que não existiam há uma década. Entre elas, o trabalho de testador de produtos de iGaming ganhou visibilidade. Plataformas digitais precisam de avaliações constantes antes e depois de lançamentos. Esse processo envolve observação técnica, registo de falhas e análise da experiência do utilizador.
O crescimento do mercado ao vivo aumentou a procura por testes em tempo real. Ambientes dinâmicos, como https://1xbet.bet.br/pt/live, exigem validação contínua de desempenho e estabilidade. Cada atualização altera fluxos de navegação e resposta do sistema. O testador atua como filtro entre desenvolvimento e público final.
Relatórios recentes indicam que o setor de iGaming cresce a taxas superiores a 9 por cento ao ano. Esse ritmo cria necessidade constante de controlo de qualidade. Empresas procuram feedback rápido e estruturado. O trabalho de teste encaixa-se bem em rotinas online flexíveis.
O que faz um testador de produtos de iGaming
A função envolve muito mais do que experimentar jogos. O testador observa interfaces, tempos de resposta e coerência funcional. Cada detalhe influencia a avaliação final do produto. O foco está na consistência e na clareza da experiência.
Testes podem abranger apostas desportivas, jogos de casino e sistemas de pagamento. Em ambientes ligados ao site de apostas 1xbet, a diversidade de funções exige atenção redobrada. O testador documenta erros, sugere melhorias e verifica correções. O trabalho segue padrões definidos, mesmo sendo remoto.
As tarefas mais comuns incluem:
Avaliação de usabilidade em diferentes dispositivos
Verificação de fluxos de registo e login
Testes de estabilidade durante picos de acesso
Análise de carregamento de jogos ao vivo
Registo detalhado de erros funcionais
Essas atividades exigem método e capacidade de observação. A repetição garante resultados mais fiáveis.
Competências valorizadas no teste digital
O perfil do testador combina curiosidade e disciplina técnica. Não se trata de conhecimento avançado em programação. A maioria das tarefas baseia-se em procedimentos claros. A atenção aos detalhes torna-se o principal diferencial.
Boa comunicação escrita é essencial para relatar problemas. Testadores que atuam em ecossistemas amplos, como os associados à 1xbet, precisam descrever falhas com precisão. Relatórios objetivos aceleram correções. Isso aumenta a confiança no trabalho entregue.
Além disso, organização pessoal influencia a produtividade. Testes seguem cronogramas e prioridades. Cumprir prazos mantém a relevância do feedback. O rendimento depende da regularidade e da qualidade dos relatórios.
Como o trabalho gera rendimento online
O pagamento varia conforme volume e complexidade dos testes. Alguns projetos remuneram por tarefa concluída. Outros utilizam contratos mensais com metas definidas. O modelo adapta-se a diferentes perfis de trabalho.
Plataformas ligadas ao site da 1xbet costumam oferecer ciclos contínuos de teste. Isso garante fluxo constante de atividades. A previsibilidade facilita planeamento financeiro. O rendimento cresce com experiência acumulada.
Entre os fatores que influenciam ganhos, destacam-se:
Frequência de projetos disponíveis
Complexidade técnica dos testes
Rapidez na entrega dos relatórios
Histórico de precisão do testador
Capacidade de trabalhar em diferentes horários
Esses elementos definem a sustentabilidade da atividade. O trabalho recompensa consistência, não apenas volume pontual.
Ambiente profissional e evolução da função
O teste de iGaming tornou-se parte integrada do desenvolvimento digital. Empresas do setor estruturam equipas específicas para essa função. A empresa 1xbet exemplifica como grandes operações dependem de validação constante. O objetivo é manter estabilidade e confiança do utilizador.
Com o tempo, testadores experientes assumem tarefas mais complexas. Eles passam a validar integrações e novos formatos de jogo. Essa progressão aumenta o valor profissional. O trabalho deixa de ser apenas operacional.
A função também desenvolve competências transferíveis. Análise de sistemas, escrita técnica e gestão de tempo aplicam-se a outros setores digitais. Isso amplia oportunidades futuras no mercado online.
Visão final sobre testes e renda digital
Trabalhar como testador de produtos de iGaming representa uma adaptação ao mercado digital atual. A função combina flexibilidade com estrutura clara. O rendimento surge da aplicação consistente de métodos simples. Não depende de exposição pública ou vendas diretas.
O crescimento contínuo do setor garante procura estável por testes. Plataformas digitais evoluem rapidamente e exigem validação constante. Esse cenário favorece quem mantém disciplina e atenção. A longo prazo, o trabalho oferece estabilidade progressiva.
A atividade insere-se de forma natural no ecossistema de ganhos online. O valor está na informação gerada e na melhoria contínua dos produtos. Esse modelo reforça a importância do teste como parte essencial do ambiente digital moderno.
Com pouca gente, a quadra da Grande Rio foi tomada por tristeza e indignação após a apuração da Quarta-Feira de Cinzas, quando a escola ficou em oitavo lugar, não retornando para desfilar entre as campeãs depois de muitos anos sem que isso acontecesse. Para torcedores e componentes, o resultado foi difícil de aceitar, principalmente as notas da bateria e da harmonia.
Fotos: Carolina Freitas/CARNAVALESCO
A babá Rosilene Cristina, de 40 anos, não escondeu a revolta ao comentar a perda de três décimos da bateria e se solidarizou novamente com o Mestre Fafá, que foi visto como injustiçado ao ter seu quesito apontado como o motivo do vice-campeonato da Vermelha e Verde no ano passado.
“Eu fiquei muito chateada. Perder três décimos na bateria? Estávamos muito bem ensaiados. O mestre Fafá não merecia isso de novo. Ele deu o sangue dele. E o enredo, que fala de educação, de manifesto social? Eu, que levanto cedo para trabalhar todos os dias, me senti representada. A gente podia até não ganhar, mas ficar em sétimo, sexto… Oitavo não aceitamos. Perdemos com honra, mas fomos roubados nos quesitos fantasia, harmonia e evolução”.
Rosilene Cristina, de 40 anos, não escondeu a revolta
Durante toda a apuração, a cada nota baixa anunciada, ouviam-se gritos com xingamentos à influenciadora, a rainha de bateria Virgínia Fonseca, mesclados com “Volta, Paola!”. Apesar da onda de ódio, Rosilene saiu em defesa dela.
“Ela é nova, está começando, como todas as outras começaram. Ninguém nasce sabendo. A gente vai evoluindo. Não é culpa dela”.
Representando a bateria, o ritmista Anderson Reis, de 46 anos, que toca surdo de marcação, ficou inconformado com o resultado do seu quesito, que neste ano foi ainda pior que no anterior. Para ele, a bateria cumpriu seu papel, e a perda de pontos foi um golpe duro.
Ritmista Anderson Reis, de 46 anos, que toca surdo de marcação
“Nosso sentimento é de tristeza. A gente fez o melhor, tanto a bateria quanto a escola toda. Não tem mais o que falar, não. Cabeça de jurado é diferente. Todo ano é a mesma coisa. Alguns têm que sorrir e outros têm que chorar”, lamentou ele, revoltado.
Questionado se havia algo que a escola deveria melhorar para o próximo ano, ele polemizou: “Se fizer samba de macumba, ganha de novo. É o que o povo gosta. Tentamos trazer outros aspectos da cultura este ano, mas ninguém liga para isso”.
A professora Sabrina Costa, de 36 anos, que desfilou na ala 16, também questionou as notas, especialmente a da harmonia.
Professora Sabrina Costa, de 36 anos, e a amiga a técnica de enfermagem Amanda Moreira
“Acho que não foi justa a nota da bateria e também não concordo com o 9,6 da harmonia. Já tínhamos entendido que poderíamos não ser campeões, mas não concordamos em ficar fora das seis finalistas”, disse, confirmando o sentimento coletivo da quadra, que estava conformada de que a escola poderia até não conquistar o título, mas merecia ficar em uma posição melhor.
Segundo sua amiga, a técnica de enfermagem Amanda Moreira, de 38 anos, alguns componentes desistiram de entrar na avenida porque não suportaram o calor e o peso das roupas, o que desfalcou as alas.
“Esteticamente estavam lindas, mas muito grandes e quentes. Eu mesma passei mal no fim do desfile. Tinha espuma dentro da fantasia, não havia necessidade disso. Ficou muito difícil evoluir assim”, relatou.
Fabíola Moreira, de 44 anos, da ala das baianas, concordou quanto à praticidade das fantasias como fator que atrapalhou a evolução.
Fabíola Moreira, de 44 anos, da ala das baianas
“As fantasias são muito bonitas, as alegorias também. Mas tem que ter praticidade. O povo canta, evolui, mas, com fantasias gigantescas, fica difícil”.
Apesar de tudo, o amor incondicional dos tricolores pela Grande Rio permaneceu intacto e, se bobear, ainda mais intenso.
“Estou chateada e triste, mas continuo sendo minha Grande Rio”, declarou Rosilene, em lágrimas.
“Daqui a pouco começa tudo de novo. Voltaremos com outro enredo e novos ajustes para o próximo carnaval. A gente é Grande Rio de qualquer jeito”, afirmou Fabíola, com firmeza.
A apuração do carnaval carioca definiu o 6º lugar da Estação Primeira de Mangueira após o desfile apresentado no último domingo. Quarta escola a cruzar a Marquês de Sapucaí na noite, a Verde e Rosa levou para a avenida o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, desenvolvido pelo carnavalesco Sidney França. O resultado manteve a escola no Desfile das Campeãs, mas deixou um gosto agridoce entre os torcedores que acompanharam a leitura das notas na quadra.
Fotos: Guibsom Romão/CARNAVALESCO
Nos quesitos, a Mangueira perdeu 0,2 em Comissão de Frente, assinada pelos coreógrafos Karina Dias e Lucas Maciel; 0,2 com o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Olivério e Cyntia Santos; 0,2 em Enredo; e 0,2 em Samba-enredo. A soma desses décimos afastou a escola das primeiras posições, mesmo com um desfile visualmente elogiado e uma comunidade que cantou forte ao longo da apresentação.
Dentro da quadra, o CARNAVALESCO ouviu depoimentos que revelaram sentimentos distintos.
Brener de Freitas, estudante de 25 anos, avaliou parte das notas como justas, mas contestou outras perdas: “Acho as notas relacionadas ao Samba-Enredo justas. Na minha opinião, pelo menos, não foi o melhor samba da temporada. Mas o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira perder pontos é um absurdo. Acho que não merecia, principalmente sendo que a Cyntia foi premiada neste carnaval como melhor porta-bandeira. Eu acho que as alegorias do Sidney mereciam a pontuação máxima. Eu não acho que merecia essa perda de décimos também, não. Em suma, eu acho que a Mangueira estava bem demais. Na minha visão, pelo menos, ela estava competindo pelo 3º lugar”, disse Brener.
Outro torcedor pontuou discordâncias, mas reconheceu fragilidades: “Eu achei algumas notas injustas, como a de casal de mestre-sala e porta-bandeira. Temos um casal competentíssimo. Não ser 40 pontos, não concordo. Comissão de Frente, infelizmente, não foi um ótimo trabalho, eu entendo as notas. Não concordo com as notas de enredo. Então, acho que a Mangueira, no geral, foi garfada em alguns quesitos. Mas, pelo menos, voltamos às campeãs. Eu acho que a Mangueira agora precisa escolher um samba pesado, pancada. Um samba muito forte, para a gente conseguir disputar títulos, conseguir entrar na avenida com uma força que é necessária”, pontuou João Henrique, 20 anos, estudante.
Já a torcedora Vania Akiani, de 24 anos, estudante, adotou um tom mais ponderado diante do resultado: “Eu estava muito ansiosa por ser muito mangueirense, mas eu achei coerente com o que a gente apresentou. Óbvio que eu tinha esperança de que a gente tivesse uma melhor colocação, mas eu achei coerente, sim. Eu acho que precisa melhorar. A gente tem chão, agora está tendo o dinheiro necessário, mas eu acho que falta um samba-enredo que cative mais a nossa comunidade para realmente puxar na hora de cantar e desfilar. Mas eu achei o acabamento dos carros bom, eu achei que a harmonia foi a melhor em muito tempo da Mangueira e eu achei que a gente fez um bom desfile no geral. Queria que a gente estivesse em um melhor lugar na tabela”, disse Vania.
Sem muita cerimônia, Flávia Cunha, de 29 anos, foi direto ao ponto: “Eu achei que poderiam ser melhores algumas notas. Algumas eu já esperava, como a da Comissão, porque realmente a gente ficou na expectativa de mais alguma coisa, mas não esperava que fosse tão descontado. Casal de mestre-sala e porta-bandeira também foi uma surpresa para mim, porque eu estava no setor 6 e senti tudo normal, não vi nenhum problema de bandeira nem de figurino. O Samba-Enredo eu já esperava. A gente tinha esperança de que poderiam ter notas melhores, mas, ao mesmo tempo, sabia que poderia ter alguns descontos. A gente vai precisar melhorar. A gente é muito emocionada em alguns momentos, e eu entendo, porque, como torcedor, a gente cai logo na jugular das pessoas, quer logo derrubar aquela pessoa, mas eu acho que a gente precisa ser muito fria e calculista nesse momento, até porque a gente está muito perto do centenário. Então, fazer grandes mudanças para o próximo carnaval pode ser arriscado”, finalizou Flávia.
A Imperatriz Leopoldinense anunciou nas redes sociais a saída do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro. Confira abaixo o comunicado da escola.
“O G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense informa que o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, não fazem mais parte da agremiação.
Phelipe e Rafaela estão marcados na história da Imperatriz e terão sua história sempre lembrados por cada torcedor da Rainha de Ramos. Ciclos se encerram e faz parte da vida de todos nós.
Agradecemos os serviços prestados pelos profissionais à frente do pavilhão gresilense e desejamos sucesso na jornada. Boa sorte, Phelipe e Rafa”.
A União de Maricá é a grande campeã da Série Ouro do Carnaval 2026. Doze anos após sua fundação, a agremiação chegará ao Grupo Especial e vai disputar a elite do samba carioca em 2027. A vitória veio com roteiro dramático. A escola perdeu dois décimos por estourar o tempo regulamentar, antes do início da apuração, mas conseguiu reverter a desvantagem com notas máximas em enredo e samba-enredo, quesitos decisivos para a conquista do título.
Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO
Em entrevista coletiva, o presidente da escola, Matheus Santos, resumiu o sentimento: “É muita felicidade, trabalho de um ano inteiro, a maioria do meu elenco com jornada dupla, mas conseguimos nos antecipar e fazer um belíssimo carnaval”.
Problemas na avenida e tensão até o fim
A conquista foi construída sob pressão. A última alegoria da escola atravessou a Marquês de Sapucaí com problemas técnicos: passou apagada do primeiro ao último módulo de julgamento e enfrentou dificuldades para cruzar a pista, o que provocou o estouro de dois minutos no tempo oficial. Na dispersão, o mesmo carro alegórico colidiu contra a grade da frisa do setor 12, deixando quatro pessoas feridas.Mesmo diante dos contratempos, a escola manteve competitividade nas notas.
“A gente teve problemas no carro, já entramos sabendo que iríamos ser penalizados, mas conseguimos reverter essas notas em enredo e samba-enredo, que foram a nossa virada de chave para conseguir o campeonato. Foi uma vitória muito dura, questão de décimos. Sempre acreditei no campeonato da Maricá, até porque é o nosso trabalho… se eu não acreditar, quem vai acreditar na minha comunidade?”, declarou.
Dobradinhas e manutenção da equipe
Olhando para 2027, a chegada ao Grupo Especial também passa pela permanência de nomes estratégicos que atuam simultaneamente em escolas do Grupo Especial.
O carnavalesco Leandro Vieira, atualmente na Imperatriz Leopoldinense, é tratado como peça central do projeto. O diretor de carnaval Wilsinho Alves, que também atua no Acadêmicos do Salgueiro, integra o núcleo estratégico. Já o intérprete Zé Paulo Sierra, voz também da Portela, tem contrato com a Maricá até 2027.
Matheus não esconde a prioridade em manter o time campeão: “Leandro é um irmão, o nosso camisa 10. Ele também está na Imperatriz. Acho que temos que buscar os melhores, aqueles que conseguiram conquistar o nosso título. Não vamos medir esforços para isso”.
O acesso coloca a União de Maricá diante do maior desafio de sua história recente: permanecer na elite do carnaval carioca. Em 2027, a escola disputará espaço entre as gigantes e precisará provar que chegou para ficar.
A Tubarão de Mesquita levou para a avenida o samba-enredo “Berta Ribeiro: Da Praça Onze ao Coração da Floresta”, exaltando a trajetória da antropóloga Berta Ribeiro. O desfile celebrou sua sabedoria, força e profunda ligação com as culturas que pulsavam entre a antiga Praça Onze e os povos originários da floresta, destacando suas raízes culturais, sua caminhada profissional e suas contribuições à sociedade brasileira.
A escola da Baixada apresentou um conjunto sólido e consistente: coreografias potentes, evolução bem distribuída e fantasias de alto nível estético. Pelo desempenho apresentado, é apontada como forte candidata ao acesso à Série Ouro em 2027.
Fotos: S1 Comunicação/Divulgação
COMISSÃO DE FRENTE
Flávia Leal, coreógrafa da comissão de frente, entregou uma apresentação impactante, com trocas de figurino, maquiagens marcantes e a utilização de um elemento cênico móvel. A coreografia narrou o encontro de Berta com os povos indígenas e sua transformação ao passar a enxergar, sentir e registrar o mundo sob a perspectiva dessas culturas.
O ponto alto foi a revelação, dentro do elemento móvel, de imagens que retratavam momentos da vida da homenageada. A apresentação envolveu o público do início ao fim, combinando narrativa clara, impacto visual e potência dramática — um desempenho que reúne elementos para nota máxima.
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
O casal Matheus Silva e Rayra Guarinho apresentou uma dança cadenciada, com movimentos suaves e elegantes. Demonstrando forte conexão e segurança técnica, executaram a coreografia sem falhas aparentes. O mestre-sala destacou-se pelo domínio do leque e pelo seu sorriso contagiante, enquanto a porta-bandeira manteve leveza e imponência na defesa do pavilhão.
HARMONIA E EVOLUÇÃO
Diferentemente de outras agremiações da noite, a Tubarão mostrou domínio do samba por parte de seus componentes. A comunidade cantou com intensidade durante todo o desfile, empolgando o público, que respondeu com entusiasmo e gritos de “é campeã”.
Mesmo com alegorias de grande porte e alas volumosas, a evolução manteve regularidade e fluidez. A escola encerrou sua apresentação com tranquilidade, registrando 36 minutos e 31 segundos, dentro do tempo regulamentar.
SAMBA
Comandada pelo mestre Michel Silva, a bateria apresentou ritmo forte e cadenciado, sustentando o samba-enredo com firmeza. O intérprete Igor Pitta, ao lado dos demais músicos, demonstrou segurança e animação na condução do canto, garantindo excelente entrosamento com a bateria e fortalecendo a comunicação com a comunidade e o público presente.
ALEGORIAS E FANTASIAS
A luxuosidade das fantasias e alegorias ficou evidente desde os primeiros quesitos. A comissão de frente apostou em trocas de figurino e na utilização de um tripé cenográfico impactante, criando um momento emocionante e de forte apelo visual. Na sequência, o abre-alas apresentou uma composição rica em elementos cênicos, com bancos, árvores e grandes painéis artísticos em tonalidades douradas, reforçando a imponência da abertura do desfile.
O conjunto de fantasias da Tubarão de Mesquita foi um dos destaques da apresentação, elevando a qualidade estética do desfile. O predomínio de brilho, prata e ouro marcou as alas, que surgiram chamativas, luxuosas e em plena sintonia com o enredo e o samba-enredo.
As alegorias mantiveram o alto nível ao longo do cortejo, mas a última composição alegórica se sobressaiu e encerrou o desfile com grande impacto. O carro destacou a importância dos povos indígenas por meio de pinturas detalhadas, esculturas e acabamentos que valorizavam a temática. A presença de componentes femininas sobre a alegoria, com fantasias que também dialogavam com a homenagem, contribuiu para um fechamento visual forte e simbólico.
OUTROS DESTAQUES
Um destaque para a rainha de bateria em em seu quarto ano Alexia Oliveira mostrou o amor, alegria e o samba no pé. Sua fantasia era em homenagem à diversidade indígena brasileira. Um trabalho lindo de Berta Ribeiro.
A segunda escola a desfilar foi a Arrastão de Cascadura, que levou para a avenida o enredo “Cascadura se Diverte nas Culturas Populares do Nordeste”, desenvolvido pelo carnavalesco Sandro Gomes. A proposta teve como objetivo exaltar as tradições nordestinas, valorizando sua riqueza folclórica, diversidade cultural e manifestações populares.
A escola cumpriu o que foi prometido pelo carnavalesco: apresentou um desfile visualmente impactante, com forte presença de cores vibrantes e grandes elementos que remetiam à cultura tradicional do Nordeste.
Fotos: S1 Comunicação/Divulgação
COMISSÃO DE FRENTE
Sob a direção do coreógrafo Lipe Rodrigues, a comissão de frente entregou uma apresentação marcada por sincronia, alegria e potência cênica. Com boa cadência e energia do início ao fim, o grupo conseguiu envolver o público presente e sustentou o ritmo da proposta coreográfica até os módulos finais.
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
O casal Carlos Caetano e Fernanda Araújo apresentou uma coreografia harmoniosa e segura, evidenciando entrosamento e domínio técnico. Com elegância e precisão nos movimentos, mantiveram a leveza característica da porta-bandeira e a energia marcante do mestre-sala. As fantasias em azul e branco destacaram ainda mais o pavilhão verde e branco da escola, reforçando o protagonismo da bandeira na apresentação.
HARMONIA E EVOLUÇÃO
A evolução apresentou oscilações em alguns trechos, com a abertura de pequenos buracos na avenida. O canto da comunidade também variou ao longo do desfile, refletindo diretamente na resposta do público. Com andamento mais lento em determinados momentos, a escola encerrou sua apresentação em 39 minutos e 38 segundos. Apesar da dificuldade nos minutos finais, conseguiu concluir dentro do tempo regulamentar, sem prejuízo no quesito.
SAMBA
Comandada pelo mestre Felipe Liandro, a bateria apresentou ritmo forte e cadenciado, sustentando o samba-enredo com firmeza. A interpretação de Marquinhos Silva mostrou alinhamento com a proposta da obra, com canto seguro e projeção vocal consistente.
ALEGORIAS E FANTASIAS
A proposta apostou na valorização das manifestações culturais nordestinas por meio de alegorias festivas e fantasias de forte identidade popular.
O conjunto de fantasias destacou-se pela paleta quente e vibrante, com predominância de amarelos, laranjas, vermelhos e tons terrosos que remetiam ao clima do sertão. As alas coreografadas e personagens característicos ampliaram o impacto visual como Lampião e Maria Bonita
As alegorias trouxeram cenografias inspiradas no sertão, em vilarejos e em festas tradicionais, com esculturas e elementos que remetiam ao folclore e à religiosidade popular como o touro preto e dourado que trouxeram para a avenida, sendo elogiado por todos
De modo geral, a escola apresentou um desfile colorido e comunicativo, com alegorias e fantasias que cumpriram o papel de traduzir a diversidade cultural do Nordeste e envolver o público presente ao longo da apresentação.
OUTROS DESTAQUES
A ala das passistas deu um verdadeiro espetáculo de samba no pé; entretanto, a falta de padronização nos calçados, com diferentes modelos e cores, destoou do conjunto visual apresentado pelas demais alas da escola.
A primeira escola a desfilar na Série Prata foi a Mocidade Unida do Santa Marta, que abriu a noite na Intendente Magalhães com o enredo “Samba é Minha Cachaça”, desenvolvido pela carnavalesca Carila Matzenbacher. A proposta celebrou a bebida símbolo da brasilidade, unindo duas paixões nacionais — o samba e a cachaça — em um desfile que exaltou a boemia, a alegria e a figura do malandro no bar com o copo cheio. O enredo também marcou o encerramento de uma trilogia apresentada pela escola.
Fotos: S1 Comunicação/Divulgação
Na avenida, a agremiação evoluiu de forma lenta, abrindo espaçamentos entre alas e alegorias desde os primeiros módulos. Apesar disso, conseguiu concluir sua apresentação dentro do tempo regulamentar, com 38 minutos e 39 segundos.
COMISSÃO DE FRENTE
Sob o comando do coreógrafo Plínio Costa, a comissão retratou o trabalho nos canaviais e a descoberta da “santa cachaça”. Composta majoritariamente por integrantes negros, a apresentação trouxe sincronismo e energia, transmitindo com clareza a narrativa proposta.
Entretanto, em alguns momentos, elementos do figurino, especialmente os tecidos, comprometeram a execução coreográfica, com adereços caindo em cena e dificultando determinados movimentos. Em contrapartida, a utilização de espadas e a encenação da glorificação da bebida deram força e impacto visual ao conjunto.
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
O casal Wagner Lobo e Érica Duarte apresentou-se com leveza, entrosamento e boa execução coreográfica. A sintonia e o domínio dos movimentos reforçaram a elegância da dupla, garantindo uma performance segura na defesa do pavilhão.
HARMONIA E EVOLUÇÃO
Visualmente, a escola trouxe alegorias coloridas e bem acabadas, contribuindo para um desfile vibrante. No entanto, a harmonia oscilou em alguns trechos, com perda de energia da comunidade e falhas no canto do samba.
Ao final, mesmo com problemas no sistema de som, a comunidade demonstrou garra ao iniciar o canto e manter a animação. Ainda assim, a evolução foi marcada por andamento desacelerado, o que provocou a abertura de buracos ao longo da apresentação.
SAMBA
Comandada pelo mestre Caliquinho, a bateria apresentou uma cadência firme, com bossas que empolgaram o público presente. A interpretação de Raí Trovick mostrou-se alinhada ao samba-enredo, fortalecendo a comunicação com a arquibancada e contribuindo para os momentos de maior vibração do desfile.
ALEGORIAS E FANTASIAS
O conjunto de fantasias apresentou boa harmonia estética e alinhamento com a proposta do enredo. A ala das baianas, com figurinos em tons de verde e marrom, contribuiu para a construção visual do desfile, ampliando a paleta de cores e criando contraste com as passistas, que desfilaram em preto e vermelho. Os tecidos leves e rendados favoreceram a fluidez dos movimentos, potencializando o samba no pé e a energia demonstrada na avenida.
As alegorias também foram um dos pontos altos da apresentação. Com carros de grande porte, bem iluminados e visualmente impactantes, a escola conseguiu elevar o nível do desfile e conquistar elogios do público. Em especial, a terceira alegoria, que representava o trabalho nos canaviais e o processo da cana-de-açúcar, destacou-se pelo realismo e pela carga dramática, contribuindo para momentos de forte emoção ao longo da apresentação.