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Chatuba homenageia Benedita, mas estoura o tempo e pode perder pontos

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Sétima escola a desfilar no primeiro dia de apresentações da Série Prata, a Chatuba de Mesquita homenageou a deputada Benedita da Silva. A verde e branca de Mesquita vinha realizando um desfile seguro, contando a história da menina criada na favela do Chapéu Mangueira até os dias atuais, passando pelos cargos de vereadora e de primeira mulher negra eleita senadora. No entanto, duas componentes da velha guarda precisaram ser carregadas por integrantes da escola no fim do percurso, e a agremiação ultrapassou o tempo limite em um minuto e seis segundos.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão, assinada pela coreógrafa Luciana Xavier, mostrou a conexão entre a infância pobre e a trajetória da mulher Benedita da Silva, ressaltando suas origens africanas.

A coreografia começou com os dançarinos misturando a infância humilde na favela do Chapéu Mangueira com a cultura africana, representada pela presença dos orixás, destacando como essa base foi importante para que a menina Bené chegasse onde chegou. Ao final, um painel se abriu para revelar a mulher que se tornou e os feitos importantes realizados por ela como mulher negra no Brasil, o que arrancou aplausos do público presente.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Renato Madureira e Anna Beatriz vestia fantasias em tons de vermelho, com um globo mundial feito de palha africana, simbolizando a importância de Benedita não apenas na política, mas também na vida social.

Na dança, o casal demonstrou muita química durante a coreografia, evidenciando sintonia nos passos. Diante da cabine de jurados, optaram por uma apresentação segura, sem grandes ousadias. A dupla não teve intercorrências durante o bailado e manteve o gingado ao longo de todo o desfile.

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ENREDO

“Benedita do Povo”, desenvolvido pelo carnavalesco Thales, mostrou a trajetória de uma das mulheres mais importantes da política brasileira. Da infância na favela aos cargos de deputada, senadora, governadora de estado e ministra, o enredo destacou a luta, o trabalho e o período em que Benedita atuou como empregada doméstica. A escola conseguiu apresentar essas etapas, além de evidenciar conquistas importantes para o Brasil e para o povo brasileiro.

EVOLUÇÃO

A evolução seguia em ritmo tranquilo, com a escola desfilando bem e os componentes se divertindo. No entanto, no fim do percurso, a agremiação precisou acelerar para tentar não ultrapassar o tempo. Duas integrantes da velha guarda precisaram ser carregadas no colo para que o cronômetro fosse parado, gerando correria na dispersão. Ainda assim, a escola excedeu o tempo limite em um minuto e seis segundos.

Pelas regras da Superliga, caso a escola ultrapasse o tempo máximo de 40 minutos, perde 0,1 ponto para cada minuto excedido.

HARMONIA

Muitos componentes não cantaram o samba-enredo durante o desfile. O intérprete Gabriel Chocolate, porém, passou segurança à frente do carro de som, que transcorreu sem problemas e com boa projeção sonora. Houve excelente entrosamento entre o carro de som e a bateria, o que ajudou a abrilhantar a apresentação na Intendente.

FANTASIAS

As fantasias estavam leves e confortáveis para o desfile, retratando diferentes momentos da vida de Benedita da Silva. Destaque para as alas que representaram a vereadora eleita, a Constituição, da qual ela participou, o período como senadora e a PEC das Domésticas.

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ALEGORIAS

As alegorias se mostraram elegantes e atravessaram a Avenida sem intercorrências. O destaque foi o último carro, no qual uma atriz interpretando a deputada surgiu e encantou o público pela semelhança com Bené, que não esteve presente no desfile.

SAMBA-ENREDO

O samba-enredo é bonito e de fácil compreensão. Quando cantado, deixa clara a homenagem e reforça a importância da trajetória de Benedita, contribuindo positivamente para o conjunto do desfile.

OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada pelos mestres Luiz Guilherme e Hugo, mostrou ritmo seguro, com poucas inovações e bossas mais tradicionais, priorizando a estabilidade para evitar perdas de pontos. Os ritmistas usavam roupas rosas caracterizados como Benedita. A rainha de bateria Mulher Abacaxi também encantou o público com seu samba no pé.

Praça da Bandeira exalta ancestralidade negra, mas falha na evolução

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No último domingo, o “Grande Sertão Negro” chegou à Intendente Magalhães no desfile da Independente da Praça da Bandeira. A escola de São João de Meriti foi a sexta a se apresentar no dia de inauguração dos desfiles da Série Prata em 2026 e exaltou a ancestralidade e a herança deixada pelo povo preto africano no Nordeste brasileiro. A comunidade, contudo, poderia ter reconhecido com mais intensidade a força do enredo e cantado o samba com maior presença.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, do coreógrafo Alisson Coutinho, apostou em levar a essência do maculelê para a Avenida. Todos, incluindo ele, usavam vestimentas tradicionais da dança e tinham pinturas brancas espalhadas pelo corpo. O grupo demonstrava sua força no verso “É preto o Nordeste do meu país”, seguido por um grito de guerra. A expressão corporal, a sincronia entre os dançarinos e o bater de bastões em momentos estratégicos do enredo foram destaques da apresentação.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Douglas Valle e Priscila Costa, executou a performance com segurança em todos os módulos de julgamento. Excelente condução do pavilhão, que em nenhum momento se deixou enrolar. Douglas acompanhou os passos de Priscila com agilidade, sem ficar para trás.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação

ENREDO

Desenvolvido pelos carnavalescos Ricardo Paulino e Robson Goulart, o enredo da Praça da Bandeira para o Carnaval 2026 colocou no holofote o protagonismo negro na formação da identidade nordestina. Da comissão de frente ao último carro alegórico, o “Grande Sertão Negro” mostrou que, além da ancestralidade cultuada no candomblé, a culinária, a música e a dança também possuem raízes nas manifestações culturais africanas, que, durante séculos, resistiram ao apagamento promovido pela colonização no Brasil.

EVOLUÇÃO

A agremiação chegou à dispersão e finalizou o desfile com tempo de sobra, faltando três minutos para o limite estabelecido. Em um breve momento, a distância entre a comissão de frente, o primeiro casal e o abre-alas se acentuou na Avenida. Menção honrosa ao trabalho da ala de passistas, que deu um show de samba e carisma ao longo da Passarela Popular do Samba.

HARMONIA

Apesar do trabalho consistente do intérprete Diego Nascimento à frente do carro de som, a resposta da comunidade deixou a desejar. Eram poucos os componentes que cantavam a plenos pulmões pela escola. Alguns passavam pelos módulos de julgamento até cabisbaixos, contrariando a proposta e a energia do samba-enredo. Vale atenção a esse quesito nos próximos desfiles.

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SAMBA-ENREDO

O samba-enredo da Praça da Bandeira contou com a assinatura do grupo formado por Marquinhos Beija-Flor, Claudia Rossa, Rafael Gravino, Gabriel Simões e Breno Santos Amaral. O refrão reforçava a proposta central da temática, reverenciar o legado deixado pelo povo preto: “E a minha Praça da Bandeira sai do gueto / Pra saudar o povo preto, Inaê Mojubá”.

FANTASIAS E ALEGORIAS

O abre-alas da Praça da Bandeira chegou poderoso ao ponto de largada, com o nome da escola em evidência. No entanto, a iluminação do carro falhou próximo à terceira cabine de jurados, permanecendo assim até a dispersão. Já a segunda alegoria, “Mesa farta das mães pretas”, apresentou a força ancestral do tempero da baiana em pratos típicos da culinária nordestina. Por fim, o terceiro carro, “Festanças e frevança com muita dança, aí”, concluiu a passagem da Praça da Bandeira pela Intendente com a totalidade da obra.

De modo geral, a história contada pela agremiação era de fácil compreensão por meio das alegorias, mas o acabamento poderia ter sido mais aprimorado.

A diversidade de cores reinou no conjunto de fantasias. As roupas do primeiro casal e das baianas, sobretudo, estavam luxuosas e muito bem acabadas.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Terremoto”, dos mestres Josué Lourenço e Jefferson, representou os “Filhos de Gandhy”, maior grupo de afoxé de Salvador, e implementou elementos rítmicos do jongo nas bossas. Destaque também para o muso Tarso Alessandro, que apresentou a terceira alegoria com muito samba no pé e sorriso no rosto.

Curicica emociona com tributo a Arlindo, mas falhas na evolução podem custar décimos

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Atual campeã da Série Bronze, a União do Parque Curicica convidou o público a embarcar na história de Arlindo Oliveira. O quinto enredo a atravessar a Intendente Magalhães no último domingo, “As Viagens de Arlindo – Minha Loucura é Ser Artista”, trouxe o legado do artista plástico, que faleceu em novembro de 2024, como símbolo de perseverança da luta antimanicomial. A escola carregava a felicidade de quem, em menos de um ano, havia conquistado uma vaga na Série Prata; no entanto, os pontos no quesito evolução podem estar comprometidos devido a alguns espaçamentos na Avenida.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação

COMISSÃO DE FRENTE

Coreografada por Aline Kelly, a comissão de frente do Parque Curicica estava em um tom parecido com o restante da escola, apostando no simples, mas abraçando a energia e a criatividade. A dança inaugurou o desfile para o primeiro módulo, apresentando a ligação do homenageado com o bairro da Zona Sudoeste do Rio. Ainda na infância, Arlindo foi abandonado pela própria mãe na antiga Colônia Juliano Moreira — hoje Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira — que, durante longas décadas, foi um dos maiores complexos manicomiais do Brasil.

No início da apresentação, os componentes seguravam uma mala na mão que, mais tarde, se revelaria em letras que formavam a palavra “Curicica”. Os objetos cenográficos se abriam involuntariamente em alguns momentos, o que atrapalhava a harmonia visual do conjunto. Entre a comissão, havia ainda a representação de Arlindo como um palhaço. Ele levou seu amor pela arte dentro da mala e o espalhou aos demais integrantes. Logo, em sintonia com a mensagem de sua famosa frase, “Minha loucura é ser artista”, todos se transformam em palhaços, e Curicica virou um verdadeiro carnaval.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O mestre-sala Marvyn Souza e a porta-bandeira Marcela Tavares estão de volta em mais um ano representando a tricolor de Jacarepaguá. O casal estava seguro diante de todos os módulos de julgamento, executando a coreografia de forma limpa e transmitindo a empolgação do samba para todo o público. As fantasias, em tons de branco e prata, apresentavam boa mobilidade, marcando fluidez e boa sincronia na condução da bandeira e no tradicional bailado.

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ENREDO

O enredo “As Viagens de Arlindo – Minha Loucura é Ser Artista” foi trabalhado por Gleydson Castro, Bráulio Malheiro e pela parceria de Gamba Jr., professor da PUC-Rio que conhecia Arlindo e chegou a fazer uma exposição de suas obras na universidade.

O desfile mergulha na viagem pessoal de Arlindo à arte, onde se encontrou e fez dela sua força e identidade até os últimos dias de vida. A escola abriu o espetáculo abordando o começo do pintor no centro psiquiátrico e a influência de Bispo do Rosário, com quem dividiu o mesmo pavilhão, em sua trajetória. Depois, foi a vez da influência de Arlindo em Curicica e de suas obras criadas no Ateliê Gaia ganharem destaque na Avenida.

EVOLUÇÃO

A Curicica finalizou o desfile dentro do tempo limite, com 39 minutos e 4 segundos. O andamento aparentava seguir conforme o planejado ao longo do percurso, mas, chegando ao fim, a agremiação deixou um espaçamento visível em frente à quarta cabine de jurados, o que pode colocar os pontos deste quesito em risco.

HARMONIA

A condução do intérprete Bruno Nascimento no carro de som fez os componentes cantarem o verso “Bairro dos loucos / Você sabe onde fica: Curicica” com toda a voz. A comunidade estava animada, mas poderia ter mantido o mesmo tom nos demais versos. Destaque para a primeira ala da escola, que encorajava as apresentações da comissão de frente e do casal diante dos jurados com muita força.

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SAMBA-ENREDO

Este ano, o samba-enredo da tricolor ficou sob a responsabilidade de Dudu Nobre, Victor Rangel, Dinho PQD, Jonathan Tenório e Renne. A canção acompanhou a relação de Arlindo com a arte e a Colônia, seu impacto contra a estigmatização de doenças mentais, ao mesmo tempo em que Curicica leva a fama de “bairro dos loucos”. O samba é agradável e enaltece a lembrança de um artista que, durante muito tempo, foi incompreendido.

FANTASIAS

As fantasias traziam referências à história de Arlindo, como a famosa lenda do Boi de Curicica, além de personagens emblemáticos na luta antimanicomial, como a menção a Dona Ivone Lara na ala das baianas. Muito bem trabalhadas. O acabamento de algumas, como na ala de “palhaços”, no entanto, aparentava estar mais frágil.

ALEGORIAS

A primeira alegoria elaborou uma apresentação em torno da mente e da genialidade artística de Arlindo Oliveira. No centro superior, um de seus trabalhos mais emblemáticos, “BOPE”, aparecia em destaque.

Fechando o desfile, o último carro trazia a imagem do artista e o centenário da Colônia, completado em 2024. É sobre não deixar uma memória se apagar e eternizá-la no carnaval. Hoje, parte do local é ocupada pelo Museu Bispo do Rosário.

OUTROS DESTAQUES

Trabalho espetacular da bateria do mestre Yan Pac Man, com bossas que valorizavam os pontos altos do samba e sintonia total com o intérprete Bruno. A velha guarda da escola estava em harmonia com o enredo e bastante simpática.

Renascer de Jacarepaguá ousa em plástica e estética na busca do título da Série Prata na Intendente

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A Renascer de Jacarepaguá deixou os olhares arregalados nas arquibancadas assim que chegou à Passarela Popular do Samba, no último domingo. Com o enredo “A Divina Comédia Brasileira”, desenvolvido pelo carnavalesco Rodrigo Pacheco, a quarta escola da noite mostrou identidade e ousadia ao denunciar a injustiça do abandono social do povo brasileiro, a partir da obra original de Dante Alighieri. O alto investimento na plástica e na estética, a teatralidade da comissão de frente e a sintonia do primeiro casal, Luiz Felipe e Juliana, mostraram a garra da Vermelho e Branco para brigar pelo título da Série Prata este ano. No entanto, o canto da comunidade poderia ter sido um pouco mais alto, a fim de potencializar ainda mais a orquestra do desfile.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação

COMISSÃO DE FRENTE

Composta por 12 componentes, a comissão de frente do esplêndido Carlos Fontinelle, em seu novo ano pela agremiação, foi um dos pontos mais altos do desfile. A coreografia fez um convite à história de uma criança que estava cercada por seres de um mundo sem esperança. O menino era perseguido por uma liderança do inferno, que depois viria a se transformar em uma figura angelical.

O verso “Meu anjo me guia pra longe do mal” simboliza a mudança na narrativa, com a vida do garoto sendo libertada após a chegada do anjo, que lhe concedeu o poder de ser transformado pela educação. O uso de elementos cenográficos e do vermelho e preto nas fantasias deixou a apresentação ainda mais imersiva e impactante. Excelente.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Luiz Felipe Russier e Juliana Lázaro realizaram uma performance de excelência do início ao fim. O entrosamento do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira era visível: transmitiram a força do enredo no bailado, no canto e com muito samba no pé. Juliana movimentou a bandeira da Renascer com maestria e sorriso no rosto, enquanto o companheiro Luiz Felipe conduziu seus passos com gingado e sintonia. Passaram pelo quarto módulo de jurados com o olhar de satisfação de que fizeram um bom trabalho. Menção honrosa ao momento em que os versos “Chegou ao paraíso / Libertado pela educação” entram em cena e os dois simulam passos de chegada ao paraíso. Em tons de vermelho e amarelo, as fantasias do casal reforçaram a imersão do primeiro setor na atmosfera da temática infernal.

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ENREDO

A aposta da Renascer para desfilar na Sapucaí no próximo carnaval, “A Divina Comédia Brasileira”, foi apresentada em três contextos diferentes, mas que, juntos, fazem sentido: o inferno, o purgatório e o paraíso. Alinhado à poesia de Dante, o primeiro setor do desfile procurou mostrar os males do inferno, trazendo a presença de criaturas assombrantes e alusões ao fogo ardente com o uso de cores quentes. Já no segundo, chegou a vez de a escola apresentar o purgatório, onde as almas perdidas lutam para encontrar esperança em meio ao caos, uma clara alusão ao Brasil que procura se manter firme diante das dificuldades.

Por fim, depois do segundo carro alegórico, o paraíso finalmente entra em cena, com a mensagem de que dias melhores chegam. É nele que as pessoas são libertadas do mal e conseguem, por meio da educação, prosperar no “país da ilusão”, sendo representadas pela ala de “formandos”.

EVOLUÇÃO

A Renascer estava leve e à vontade depois do ponto de largada na Intendente Magalhães, concluindo o desfile dentro do limite de 40 minutos. Não houve registros de buracos notáveis ao longo do percurso. A ala que representava um hospital, com os dizeres “Mais hospitais, menos filas. Vidas não esperam”, veio alegre e com emoção.

HARMONIA

O samba-enredo entrou com força na voz do intérprete Leonardo Bessa, que está à frente do carro de som da escola desde 2020. A condução estava para cima, sendo essencial, por exemplo, para a avaliação da comissão de frente e do casal pelos jurados. Mas a comunidade poderia ter colocado mais energia na voz, principalmente ao se aproximar da dispersão. Perto do quarto módulo, alguns componentes cantavam; outros aparentavam estar cansados, talvez devido à temperatura no interior das fantasias somada às condições climáticas na Intendente. De todo jeito, é uma situação que precisa de mais atenção nos próximos desfiles.

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SAMBA-ENREDO

A letra foi composta por Carlinhos do Cavaco, Cláudio Russo, Jefinho do Amaral e Julinho Cá. A sacada de trazer à tona a realidade que assombra o dia a dia de milhões de brasileiros, em paralelo a referências de “A Divina Comédia”, de Dante, foi um acerto e tanto. É um tema ousado, fora do comum e que, na Avenida, trouxe reflexão de fácil entendimento em forma de espetáculo.

Sem dúvida, o refrão “No país da ilusão é carnaval / Vai rolar um bafafá / O Renascer coloca a lenha na fogueira / Deixo a comédia brasileira me levar” foi o ponto mais alto do conjunto. Mas os versos “Chegou ao paraíso / Libertado pela educação / Quatro dias de festa me acabo / Ao povo o recado que há salvação” trouxeram emoção para o “gran finale” do desfile: “O Paraíso”.

FANTASIAS

O conjunto de fantasias da Renascer foi um charme que impulsionou a qualidade do desfile. Estavam luxuosas, chamativas e, talvez o mais fundamental, apresentavam coesão e linearidade à história contada pelo samba. Não é muito difícil perder isso de vista no desenvolvimento do desfile; no entanto, não foi o que aconteceu aqui.

No geral, os materiais transpareciam bom acabamento e ótima qualidade. A fantasia da ala de introdução à atmosfera do paraíso, que carregava roupas em tons metálicos e nuvens na cabeça, estava muito caprichada.

ALEGORIAS

Assim como as fantasias, as alegorias foram um verdadeiro show a céu aberto, dignas de uma escola que tem garra para conquistar uma vaga na Série Ouro. A impressão é que as dimensões geográficas da Intendente se encolheram no momento em que o carro abre-alas, “O Inferno”, chegou. Não há como uma caveira que solta fumaça pela boca, carregando uma imensidão de fogo atrás de si, passar despercebida.

A segunda alegoria, “O Purgatório”, mergulhou de cabeça no enredo. Os componentes aproveitaram o cenário e juntaram criatividade à atuação, incorporando almas que lutavam para sobreviver naquele espaço confuso entre o paraíso, representado por árvores avermelhadas, e o inferno, com seres sobrenaturais.

O último carro, “O Paraíso”, trouxe a personificação de um lugar puro, sem resquícios do mal presentes no purgatório e infestados no inferno. Para isso, a agremiação apresentou a figura do divino, abrindo as portas para o céu e rodeada de detalhes em branco e dourado.

OUTROS DESTAQUES

A musa Vivianne Vianna, que estava à frente do terceiro carro alegórico, deu um show de simpatia e samba no pé ao longo do percurso. Destaque também para a bateria “Guerreira”, comandada pelo mestre Felipe D’Lélis, que desenvolveu o desfile com maestria ao lado do carro de som.

Debate Carnaval 2026 da Série Ouro e do Grupo Especial do RJ

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Imperatriz anuncia saída do coreógrafo Patrick Carvalho

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A Imperatriz Leopoldinense divulgou nas redes sociais a saída do coreógrafo da comissão de frente, Patrick Carvalho. Veja abaixo o comunicado da escola.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“Obrigado, Patrick Carvalho! 💚

O G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense celebra a parceira com o renomado coreógrafo ao longo dos últimos dois Carnavais, e enaltece os belíssimos trabalhos realizados, em Comissões de Frente que com certeza vão ficar para sempre na memória do público e em cada coração gresilense.

A Rainha de Ramos te deseja muito sucesso na nova jornada. Você sempre fará parte de nossa história. Valeu, Patrick”.

Balanço final! Carnaval 2026 em São Paulo

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Camarote King tem operação para desfiles das escolas de samba mirins e recebe cerca de mil pessoas

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A Marquês de Sapucaí foi tomada pela alegria das crianças nesta sexta, com os desfiles das 12 escolas de samba mirins, que encantaram o público e reafirmaram o papel do Carnaval como espaço de formação cultural, cidadania e inclusão social.

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Foto: Divulgação/Camarote King

Reforçando o compromisso com as escolas de samba e os sambistas, o Camarote King mais uma vez abriu suas portas para receber cerca de 1.000 pessoas; entre elas, mais de 500 crianças acompanhadas de um responsável. A criançada faz parte da rede municipal de ensino e também do entorno do Sambódromo. A ação uniu entretenimento, educação e acolhimento.

Durante o evento, o espaço contou com animação infantil e promoveu oficinas de desenho, massinha e culinária, proporcionando uma experiência divertida para os pequenos. A programação foi acompanhada por um serviço de alimentação especial, com hambúrgueres, pizzas, pipoca e salgadinhos, além de refrigerantes, sucos e água, garantindo conforto e bem-estar ao público infantil.

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O Camarote King também recebeu a visita do ator Samuel de Assis, que participou do evento tirando fotos com as crianças, em um momento de carinho, proximidade e celebração da cultura popular. Outro destaque da noite foi a presença da Rainha do Congo, Diambi Kabatusuila, símbolo de ancestralidade e resistência cultural. Ao participar do Carnaval Mirim, ela destacou a importância do encontro entre culturas: “É a segunda vez que venho ao carnaval mirim do Rio e sempre é uma ótima experiência, pois é quando vemos o encontro da nossa cultura africana com a cultura brasileira e entendemos que uma não existe sem a outra”, explicou.

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Todas as ações realizadas no Camarote King durante os desfiles mirins contaram com o patrocínio da Portos Rio, reforçando o compromisso com projetos de impacto social, valorização da cultura e democratização do acesso ao maior espetáculo do mundo. A iniciativa reforça que o Carnaval do Rio é um espaço onde se constrói o futuro para milhares de crianças.

Terceira colocada em 2026, Vila Isabel renova base e aposta na continuidade

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A Unidos de Vila Isabel iniciou oficialmente a caminhada rumo ao Carnaval 2027 com o anúncio da renovação de sua equipe para o próximo desfile no Grupo Especial. Após conquistar o terceiro lugar no Carnaval 2026, resultado que reafirmou o protagonismo da azul e branca no cenário carioca, a escola aposta na manutenção da base para seguir competitiva na disputa pelo título.

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Em comunicado divulgado nas redes sociais, a agremiação reforçou o compromisso com a união e a continuidade do trabalho. A decisão de manter os principais segmentos artísticos e administrativos demonstra confiança no projeto que levou a Vila ao pódio neste ano e consolida uma estratégia de estabilidade em um grupo marcado pelo alto nível técnico.

Foram renovados o Diretor de Carnaval, Diretor de Barracão, Diretor Artístico, Diretor Musical, Mestre de Bateria, Intérprete, Comissão de Frente, Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Carnavalescos, Enredista e Comissão de Harmonia. A permanência de toda a espinha dorsal do desfile sinaliza alinhamento interno e preservação da identidade construída ao longo das últimas temporadas.

A escola destacou que cada função carrega história e responsabilidade na defesa do pavilhão, ressaltando que o próximo ciclo já começou nos bastidores, com planejamento e organização. O discurso aposta na união como elemento central para transformar o bom desempenho recente em voos ainda mais altos em 2027.

Com o anúncio, a Vila Isabel dá a largada no novo projeto carnavalesco mantendo a confiança no grupo que sustentou a escola entre as três melhores do Grupo Especial em 2026, reforçando a meta de seguir forte na briga pelas primeiras colocações.

Nota oficial da Vila Isabel na íntegra

“Vila Isabel 2027: seguimos fortes, seguimos unidos. 🤍🩵

O Carnaval nasce na união, na confiança e na certeza de que juntos somos mais fortes. E é assim que anunciamos os renovados para a construção do nosso próximo capítulo.

Renovamos com quem conhece o fundamento.
Com quem entende que o samba é responsabilidade e também encantamento.

Seguimos com nosso Diretor de Carnaval, Diretor de Barracão, Diretor Artístico, Diretor Musical, Mestre de Bateria, Intérprete, Comissão de Frente, Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Carnavalescos, Enredista e Comissão de Harmonia.

Cada nome carrega história.
Cada função sustenta o nosso pavilhão.

A Vila segue organizada, alinhada e confiante. Porque quando há união, há propósito. E quando há propósito, há grandeza.

Carnaval 2027 começa agora.
Com trabalho, com respeito e com amor pelo branco e azul.

Vamos juntos!”

Show das Campeãs reforça o protagonismo dos intérpretes do Rio Carnaval

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O Sábado das Campeãs terá, mais uma vez, uma abertura que tem tudo para marcar o público na Marquês de Sapucaí. O Show das Campeãs chega à terceira edição neste formato com a proposta de ampliar o reconhecimento do protagonismo dos artistas que arrepiam o público durante o Rio Carnaval: os intérpretes.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

Nesta edição, o projeto dá continuidade à ideia de aproximar diferentes gêneros e públicos sem perder a essência do samba, criando encontros musicais inéditos entre as vozes do Carnaval e da música brasileira de diversas gerações. Entre os destaques, Pitty de Menezes convida João Gomes, Wander Pires divide o palco com Michel Teló e Jéssica Martin se une a Léo Santana.

“O samba tem uma linguagem universal e é capaz de dialogar com diferentes ritmos, gerações e territórios musicais. Os cantores do Carnaval são artistas completos, que merecem ser reconhecidos pelo enorme talento e capacidade técnica que possuem. O Show das Campeãs deste ano mostra a versatilidade dessas vozes, promovendo encontros musicais inéditos que destacam a força da nossa cultura”, destaca o presidente da Liesa, Gabriel David.

Além das apresentações ao vivo, o Show das Campeãs promete uma novidade que vai ultrapassar as fronteiras do Sambódromo, chegando a todos os lugares onde houver sambistas e foliões. A surpresa será revelada em breve.

O Show das Campeãs acontece na abertura do Desfile das Campeãs, no sábado, dia 21, quando as seis primeiras colocadas do Grupo Especial voltam para comemorar o resultado do Rio Carnaval 2026.