A Superliga Carnavalesca do Brasil oficializou as diretrizes para a formação dos grupos da Intendente Magalhães no Carnaval 2027. Em nota divulgada após plenária com as agremiações filiadas, a entidade confirmou a ascensão de três escolas por grupo, seguindo orientação do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere. A medida foi discutida inicialmente em reunião realizada no último sábado entre representantes da Superliga e o chefe do Executivo municipal. A partir desse encontro, a entidade convocou suas filiadas para uma plenária deliberativa, na qual foi definida a nova composição das séries Prata e Bronze.
Fotos: S1 Comunicação/CARNAVALESCO
Para a Série Prata, foram aprovados os convites às agremiações Rosa de Ouro, Unidos de Cosmos e Boi da Ilha do Governador. Já para a Série Bronze, a plenária confirmou a entrada da Acadêmicos de Madureira, Arame de Ricardo e Coroado de Jacarepaguá.
Segundo a Superliga, todas as decisões foram tomadas em total consonância com as diretrizes estabelecidas pelo Poder Executivo, reforçando o compromisso institucional da entidade com a organização dos desfiles e o fortalecimento das escolas que se apresentam na Estrada Intendente Magalhães.
A entidade também destacou o diálogo com a Prefeitura como um fator determinante para o avanço das definições, ressaltando o papel do prefeito na condução das diretrizes que impactam diretamente a estrutura das séries de acesso.
Nota oficial da Superliga na íntegra
A Superliga Carnavalesca do Brasil vem a público informar que, em reunião realizada no último sábado com o Prefeito Eduardo Cavalieri, foram apresentadas diretrizes importantes para a organização dos desfiles das agremiações da Intendente Magalhães.
Em alinhamento com o que foi determinado e solicitado pelo Prefeito Eduardo Cavalieri, a Superliga, em conjunto com suas agremiações filiadas, realizou na última quarta-feira uma plenária deliberativa, cumprindo integralmente a orientação de promover a ascensão de 3 (três) agremiações por grupo.
Dessa forma, seguindo rigorosamente a diretriz estabelecida:
• Foi aprovado o convite às agremiações Rosa de Ouro, Unidos de Cosmos e Boi da Ilha do Governador para integrarem a Série Prata;
• Também foi aprovado o convite às agremiações Acadêmicos de Madureira, Arame de Ricardo e Coroado de Jacarepaguá para integrarem a Série Bronze.
A Superliga Carnavalesca do Brasil destaca que todas as deliberações foram conduzidas em total consonância com as orientações do Poder Executivo Municipal, reforçando o compromisso da entidade com a organização, o respeito institucional e o fortalecimento do carnaval.
A entidade também registra seu agradecimento ao Prefeito Eduardo Cavalieri pelo apoio e pela condução de um diálogo construtivo, que contribui diretamente para o desenvolvimento das agremiações e para a valorização da cultura carnavalesca.
A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e a Prefeitura do Rio de Janeiro selaram, na tarde desta quinta-feira, um acordo histórico para o futuro do maior espetáculo da Terra. Em reunião plenária realizada na Cidade do Samba, que contou com a presença do prefeito Eduardo Cavaliere, do presidente da Liesa, Gabriel David, e de representantes de todas as agremiações, ficou definido um planejamento estruturado para a ampliação progressiva do Grupo Especial, que passará a contar com 15 escolas até o Carnaval de 2030.
Para o presidente da Liesa, Gabriel David, a decisão reflete o amadurecimento da gestão do Carnaval. “Quero destacar a presença do prefeito Eduardo Cavaliere e a abertura ao diálogo com as escolas. Esse tipo de escuta qualificada fortalece todo o setor. Tivemos uma conversa produtiva, em que foi possível aprofundar o entendimento sobre as demandas das agremiações e o momento atual do nosso espetáculo. O cenário hoje é mais estruturado, o que nos permite avançar com responsabilidade na discussão sobre a ampliação do grupo. O modelo definido é progressivo, respeita as regras vigentes e garante segurança financeira para todos os envolvidos”, afirmou.
A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e a Prefeitura do Rio de Janeiro selaram, na tarde desta quinta-feira, um acordo histórico para o futuro do maior espetáculo da Terra. Em reunião plenária realizada na Cidade do Samba, que contou com a presença do prefeito Eduardo Cavaliere, do presidente da Liesa, Gabriel David, e de representantes de todas as agremiações, ficou definido um planejamento estruturado para a ampliação progressiva do Grupo Especial, que passará a contar com 15 escolas até o Carnaval de 2030.
Durante o encontro, marcado por um ambiente de diálogo aberto e colaborativo, as instituições debateram propostas para garantir o crescimento sustentável do evento. O modelo aprovado respeita o regulamento já vigente: em 2027, a disputa seguirá com 12 escolas. A partir daí, a proposta contempla que a transição ocorrerá de forma gradual. Ao fim de cada ciclo, duas agremiações subirão da Série Ouro e apenas uma será rebaixada. Com essa dinâmica, o Grupo Especial terá 13 escolas em 2028, 14 em 2029, alcançando o formato de 15 agremiações em 2030.
Para o presidente da Liesa, Gabriel David, a decisão reflete o amadurecimento da gestão do Carnaval. “Quero destacar a presença do prefeito Eduardo Cavaliere e a abertura ao diálogo com as escolas. Esse tipo de escuta qualificada fortalece todo o setor. Tivemos uma conversa produtiva, em que foi possível aprofundar o entendimento sobre as demandas das agremiações e o momento atual do nosso espetáculo. O cenário hoje é mais estruturado, o que nos permite avançar com responsabilidade na discussão sobre a ampliação do grupo. O modelo definido é progressivo, respeita as regras vigentes e garante segurança financeira para todos os envolvidos”, afirmou.
O compromisso do poder público em viabilizar essa expansão com responsabilidade foi o ponto central da fala do prefeito Eduardo Cavaliere, que garantiu o suporte necessário para a transição.
“A gente chega num acordo do Carnaval de 15 escolas, mas que ele seja feito dentro do regulamento e que, aos poucos, isso aconteça progressivamente. O papel da Prefeitura aqui o tempo inteiro foi garantir toda a estrutura financeira, logística e infraestrutura para isso. E mesmo com a Prefeitura garantindo isso, as escolas precisam de um tempo para se preparar, para se planejar — tempo para que tudo aconteça de maneira segura, garantindo que o Carnaval só vai seguir avançando, evoluindo, cada vez maior, melhor e mais competitivo”, destacou o prefeito.
Além do cronograma de expansão, a reunião reforçou a necessidade de garantir condições estruturais equivalentes para todas as escolas, assegurando total isonomia na preparação dos desfiles. A construção conjunta entre LIESA e Prefeitura consolida um modelo sustentável, com previsibilidade financeira e capacidade de fortalecer toda a cadeia produtiva do Rio Carnaval.
A Liga-RJ oficializou, em nota divulgada nesta quinta-feira, as principais deliberações das agremiações para o Carnaval 2027. Entre os pontos centrais estão a recomposição da Série Ouro com a inclusão de três escolas e a manutenção da Unidos do Jacarezinho, após os incêndios que impactaram diretamente sua estrutura ao longo do último ciclo carnavalesco.
A decisão segue a orientação do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, que, em encontro recente com representantes das escolas, estabeleceu publicamente que cada grupo deveria convidar três novas agremiações para compor seus quadros. A medida foi acatada integralmente pela entidade, que destacou o compromisso com a palavra do chefe do Executivo municipal e com a condução institucional do Carnaval.
Em plenária, as escolas da Série Ouro deliberaram de forma soberana pela recomposição do grupo, formalizando os convites às tradicionais Inocentes de Belford Roxo e São Clemente, além da permanência da Unidos do Jacarezinho. A manutenção da escola foi tratada como um gesto de solidariedade e justiça, após os dois incêndios, em barracão e quadra, que comprometeram sua preparação para o Carnaval 2026.
Segundo a Liga, a escolha das convidadas também levou em consideração o peso histórico das agremiações. A Inocentes é fundadora da própria Liga-RJ, enquanto a São Clemente teve papel relevante na história da LIERJ, antiga entidade responsável pela Série Ouro.
A entidade também aproveitou o comunicado para cobrar avanços da Riotur na resolução de demandas já apresentadas anteriormente pelas escolas, sobretudo em relação ao uso de espaços públicos e do Sambódromo, considerados essenciais para o planejamento e execução dos desfiles.
Com as definições, a Liga-RJ reforça que as decisões refletem a vontade coletiva das agremiações, pautadas pelo compromisso com o fortalecimento do espetáculo e com as comunidades que sustentam o Carnaval carioca.
Nota oficial da Liga-RJ na íntegra
A LIGA RJ, entidade representativa das escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro, informa à sociedade, aos sambistas e à imprensa as deliberações aprovadas pelas agremiações.
Inicialmente, a LIGA RJ registra seu agradecimento ao Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavalieri, pela valorização das escolas de samba, medida que fortalece o Carnaval e reconhece a importância das comunidades que constroem esse espetáculo.
A LIGA RJ ressalta, ainda, que no último sábado, em encontro com as agremiações amplamente divulgado pela imprensa, o Prefeito foi enfático ao estabelecer que cada grupo deveria convidar mais três agremiações para compor a Série Ouro. Tal orientação, dada de forma pública e inequívoca, vem sendo integralmente respeitada e acatada pela LIGA RJ, em total compromisso com a palavra do Prefeito e com a condução responsável do Carnaval junto às escolas.
A partir dessa deliberação, e considerando os impactos diretos na composição da Série Ouro, as escolas reunidas em plenária deliberaram, de forma soberana, pela recomposição do grupo por meio do convite a três agremiações, em alinhamento com a orientação expressa pelo Prefeito e com o compromisso assumido diante das agremiações.
Nesse contexto, as agremiações da LIGA RJ se sensibilizaram profundamente com a situação da Unidos do Jacarezinho, que foi atingida por dois incêndios durante o ciclo do Carnaval 2026, um em seu barracão e outro em sua quadra, comprometendo de forma significativa sua estrutura e preparação. Diante de uma circunstância tão grave, as escolas entenderam, de forma unânime, pela sua permanência, como um gesto de justiça, solidariedade e respeito à sua comunidade.
Também foram aprovados, em plenária, os convites às agremiações Inocentes de Belford Roxo, fundadora da LIGA RJ, e São Clemente, fundadora da LIERJ, considerando suas relevâncias históricas e suas reconhecidas contribuições ao Carnaval carioca. A decisão da plenária foi, devidamente, protocolada na RIOTUR.
Por fim, as agremiações reforçam a necessidade de que a RIOTUR avance na resolução das demandas já protocoladas pelas agremiações antes do Carnaval, especialmente aquelas relacionadas ao uso do espaço público, Sambódromo, fundamentais para o pleno desenvolvimento dos desfiles.
A LIGA RJ reafirma que as deliberações refletem a vontade coletiva das escolas da Série Ouro, pautadas pelo respeito às agremiações, pelo compromisso com a palavra empenhada e pela busca permanente da excelência do espetáculo carnavalesco.
A Unidos da Tijuca, que no último carnaval levou para a Avenida “Carolina Maria de Jesus” aposta novamente na parceria entre carnaval e literatura para a temporada de 2027. Com um enredo autoral inspirado no livro “A Cabeça do Santo”, de Socorro Acioli, o carnavalesco Lucas Milato propõe uma nova narrativa para a saga do santo sem cabeça no próximo carnaval. Sucesso absoluto com o público e a crítica, o livro salta do andor das prateleiras para o asfalto mágico da avenida.
Publicada em 2014, a história é baseada em fatos reais: a estátua de Santo Antônio que ficou inacabada em Caridade, cidade do sertão do Ceará. O fato logo despertou curiosidade dos moradores, que começaram a compartilhar hipóteses e crenças acerca da cabeça que fincou morada nas ruas da cidade. A inusitada situação se tornou um marco cultural e turístico do local. Entre os romeiros incansáveis, preces e simpatias, trapalhadas e intercessões, a Unidos da Tijuca viajará numa contação popular, escutando as vozes de mulheres tomadas de paixão, efervescendo nas celebrações juninas e rogando a Santo Antônio pelo milagre de carnaval: o casamento entre a Unidos da Tijuca e o povo da Marquês de Sapucaí.
“Eu vou estar na avenida pela primeira vez na minha vida, eu vou passar esse ano vivendo carnaval. A minha maior emoção é ver o carnaval e a literatura juntos para o povo, para o Brasil e o mundo inteiro.”, afirmou a autora Socorro Acioli.
O enredo é desenvolvido por Thayssa Menezes e Leandro Thomaz, com consultoria de Fernanda Felisberto, que mergulham na jornada do peregrino Samuel para carnavalizar uma história que envolve a fé católica e o misticismo popular. A escola está em diálogo com a prefeitura de Caridade, a autora e a editora da obra para a consolidação de parcerias que visam à promoção do enredo. Em um movimento de resgate de si mesma, a Tijuca evoca seus carnavais gloriosos, reacende o fascínio de outros carnavais e reafirma o orgulho tijucano que vive em cada torcedor. Dando continuidade ao trabalho do ano anterior, a escola segue na luta pela valorização da literatura brasileira, transformando narrativas em alegorias, personagens em alas e a cultura em protagonista de suas próprias histórias.
“Nosso enredo narra a curiosíssima história da estátua de Santo Antônio na cidade de Caridade, no Ceará. E para isso, a gente tem como principal fonte de inspiração, a obra divina de Socorro Acioli. Aguardem um enredo onírico, lúdico e fantasioso.”, avisa o carnavalesco Lucas Milato.
A escola prepara uma grande festa para lançar o enredo, bem como apresentar a sinopse em data a ser anunciada em breve.
O cenário do carnaval carioca pode estar prestes a passar por uma mudança histórica. Em encontro recente com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, a possibilidade da criação de um Grupo Especial com 15 agremiações para o desfile de 2027 ganhou força, e quem não esconde o entusiasmo é Lara Mara, presidente da Unidos de Padre Miguel (UPM). Em entrevista ao CARNAVALESCO, a dirigente se mostrou “em êxtase” com a notícia, que pode representar a tão sonhada ascensão da escola da Vila Vintém à elite do samba.
“Cara, expectativa enorme. Estou muito feliz com essa notícia. Feliz como presidente da UPM, feliz como sambista”, afirmou Lara Mara, destacando que a mudança tem muito a agregar ao espetáculo.
A mobilização em torno da UPM não se restringe aos bastidores políticos. Nas redes sociais, o nome da escola é um dos mais citados pelos sambistas como uma das “convidadas” obrigatórias em uma eventual expansão. Para a presidente, esse apoio popular tem sido fundamental, especialmente após enfrentar semanas difíceis no âmbito pessoal.
“Isso não tem preço e é de um valor enorme. Assim, você sabe do luto que eu passei essas últimas semanas e quando eu estava na rua sempre tinha alguém que falava: ‘mas subir 15, a UPM tem que subir’. E isso dá muito gás”, desabafou a dirigente. Segundo ela, o que realmente importa é o “reconhecimento e o carinho do povo do samba” pelo trabalho apresentado na pista.
A motivação de Lara Mara para levar a UPM ao Grupo Especial está profundamente ligada à memória de sua família. Ela revelou que o desejo de ver a escola brilhar no topo é o que a mantém firme após a perda recente de sua avó. “Eu pensei muitas vezes durante esses dias em desistir, mas eu não posso desistir nunca. É um legado que ela deixou para mim”, afirmou emocionada.
Caso a ascensão se confirme, Lara Mara já planeja mudanças estruturais. Embora confie nos profissionais contratados, ela admite que a equipe foi originalmente montada para o Grupo de Acesso (Série Ouro). “Se a Unidos tiver essa ascensão, eu vou dar uma mexida sim”, antecipou a presidente.
Quanto ao tema que a escola levaria para a Sapucaí no Grupo Especial, Lara foi categórica: a ancestralidade e a fé serão os pilares. “Se subir, vai ser macumba. Não tem como eu fugir disso. Vai ser afro, é o que a UPM gosta, é o que a minha avó queria”, revelou.
A Estácio de Sá, uma das mais tradicionais instituições do carnaval carioca, atravessa um momento de grande ansiedade e planejamento. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente da agremiação, Edson Marinho, detalhou o clima de otimismo que envolve a escola enquanto aguarda uma decisão oficial da Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA) sobre o preenchimento de vagas no Grupo Especial.
Apesar de rumores e movimentações políticas, Marinho foi enfático ao afirmar que a palavra final pertence exclusivamente à Liga. Embora figuras públicas tenham se manifestado, o dirigente mantém os pés no chão. “A fala do prefeito foi muito boa, mas quem define é a Liesa que vai definir”, pontuou o presidente, esclarecendo que, até o momento, não houve uma convocação oficial para conversas formais.
A confiança da escola em um possível convite ou ascensão baseia-se no desempenho técnico recente. “A expectativa é grande. A Liesa vai definir e vai ver agora como vai ser o critério que vai ser usado. A Estácio está apoiando nosso centenário. Estamos apoiando e acreditando positivo até por causa do ranking; a Estácio está bem ranqueada”, afirmou Marinho.
Independentemente da divisão em que a escola desfilará, o enredo já está definido e será uma celebração histórica: os 100 anos da Estácio de Sá. Segundo o presidente, a equipe já está em campo para garantir que a homenagem à altura. “O carnavalesco já está pesquisando, estamos estudando e trabalhando”, revelou.
O planejamento estratégico também passou por mudanças internas, com a chegada de novos profissionais para gerir a imagem da agremiação. “Estamos com uma equipe nova de marketing. E estamos já trabalhando para o Especial. Se caso não for, nós vamos manter o mesmo enredo, que é o centenário da escola”, garantiu Edson Marinho, mostrando que a celebração é uma prioridade institucional.
Segundo Marinho, o sentimento é de união e esperança. “A comunidade está acreditando muito . Todo mundo muito eufórico esperando a definição da Liesa”, concluiu o dirigente.
Após conquistar o título na Série Ouro, garantir que a União de Maricá suba para a elite do carnaval e terminar na quinta colocação com a Imperatriz no Grupo Especial no Carnaval 2026, Leandro Vieira conversou com o CARNAVALESCO e disse que a renovação com a escola de Ramo vai além de um contrato: é uma forma de estar mais conectado à escola e à sua comunidade, além da oportunidade de aprimorar sua identidade como artista.
“Continuar a fazer mais um carnaval na Imperatriz é ter a possibilidade de continuar me encontrando como artista e ter a possibilidade também de aprimorar a minha maneira de estar mais adequado à Imperatriz, à sua comunidade e às expectativas da escola”, afirmou o carnavalesco.
Quando criança, Leandro viu Rosa Magalhães consolidar sua carreira no lugar que, atualmente, é ocupado por ele. A Imperatriz fez parte do seu imaginário de infância e, quando se pensa na longevidade da sua estadia na agremiação, ele afirma que depende da qualidade do trabalho entregue.
“Eu me sinto muito em casa. A Imperatriz é uma escola que está no meu imaginário de criança, é a escola onde a Rosa Magalhães consolidou a sua carreira. Quando eu era criança, a Imperatriz era uma escola que eu via na televisão. Agora, essa ideia de ‘para sempre’, de continuidade, quem constrói isso é o futuro e o trabalho. Essa ideia de permanência se dá com o trabalho sendo apresentado com qualidade. Acho que, enquanto o trabalho puder ser apresentado com qualidade, a gente vai ficando”, contou Leandro.
Sobre as especulações, o carnavalesco trata com indiferença; seu foco é na qualidade do trabalho entregue. Para ele, o fim de cada carnaval é o momento de ajustar e alinhar os interesses de todos os envolvidos.
“Na verdade, eu não sei sobre esse falatório todo. O carnaval é feito de ciclos, e todo ciclo que chega ao fim, ao final de um carnaval, precisa de conversa, precisa de diálogo, precisa da atualização, do alinhamento dos interesses de todos os envolvidos. É natural a gente terminar o carnaval tendo o que conversar e ajustar”, disse.
Para 2027, não há nenhum enredo confirmado, apenas ideias a serem amadurecidas. A pele camaleônica é algo oficializado, ou seja, a busca por um tema, uma estética que fuja do óbvio. Embora a temática brasileira seja uma marca registrada, a ideia é se distinguir dos outros carnavais apresentados.
“Eu ainda estou de férias, mas, se eu disser que eu não estou pensando em nada, eu também estou mentindo. Eu tenho algumas ideias, algumas coisas na cabeça que eu estou alimentando. Esse período de ócio também é um período de leitura, de juntar coisas. Um caminho que eu tenho seguido na Imperatriz é o de explorar universos distintos e promover rupturas do trabalho que virá em relação àquilo que passou. Acredito que eu vou seguir com essa pele camaleônica para a Imperatriz, no sentido de transformação, sem me escorar naquilo que eu já fiz nos últimos anos”, afirmou Leandro.
O debate sobre a ampliação do Grupo Especial de 12 para 15 escolas ganhou mais uma voz crítica. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente da Vila Isabel, Luizinho Guimarães, apontou que a chegada de 3 escolas já no Carnaval 2027 pode criar situações difíceis de resolver para a Liesa.
“Não consigo enxergar solução por uma questão de desdobramento estrutural da Cidade do Samba e também de verba. Todos os contratos foram assinados para 12 escolas, do Mercado Pago, da Ambev, de vários patrocinadores. Mudar isso não acontece por um simples pedido”, argumentou o dirigente.
O presidente apontou ainda um risco concreto de efeito cascata. Sem barracões disponíveis em condições equivalentes para todas as agremiações, uma escola rebaixada poderia reivindicar que não competiu em igualdade. “No ano seguinte, teremos 16 escolas”, alertou.
Para Luizinho, a discussão precisa sair do campo do discurso e enfrentar a realidade prática. “Temos que botar o pé no chão e trabalhar com consciência para construir algo que se torne viável de fato”, disse.
A proposta de ampliação do Grupo Especial para 15 escolas ganhou força após um tweet do ex-prefeito Eduardo Paes, que sugeriu três nomes para as vagas: Estácio de Sá, Império Serrano e União da Ilha. Cavaliere reafirmou o compromisso nos primeiros dias à frente da prefeitura. A Liesa, por sua vez, levantou dois problemas principais: a falta de barracões disponíveis na Cidade do Samba e a necessidade de manter o atual aporte financeiro para todas as escolas.
Os detalhes seguem sem resposta. O próximo prazo concreto é o sorteio de posição para o Carnaval de 2027, marcado para 16 de abril. O debate saiu do campo das intenções. Falta saber se o calendário dará tempo.
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Foto: Divulgação
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