A Estação Primeira de Mangueira realizou, no último sábado, mais uma etapa de sua eliminatória de sambas-enredo para o Carnaval 2026. Seis obras se apresentaram na quadra da Verde e Rosa, disputando qual será o samba que contará o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra” na Marquês de Sapucaí. Quatro parcerias seguem para a semifinal, que será realizada no sábado, dia 20. Os sambas eliminados foram os das parcerias de Lequinho e Manu da Cuíca. Abaixo, o CARNAVALESCO analisa o desempenho de cada obra classificada.
Parceria de Ivo Meirelles: O samba de Ivo Meirelles, Gilson Bernini, Gustavo Clarão, Xande de Pilares, Edinho Gomes e Felipe Mussilli teve Ito Melodia e Bruno Ribas como vozes principais. A obra é envolvente e apresenta trechos bem gingados, como o refrão central: “Turé, Turé! O pajé incorporou, sarará mestre Sacaca o Xamã babalaô, Turé, Turé, minha tribo bate o pé, agradeço ao curandeiro carregado de axé”. A segunda parte, mais extensa que a primeira, passou de forma fluida e sem cansar, com destaque para os versos finais: “Mangueira, raiz sagrada que eterniza o guardião, as flores giram como gira o pavilhão, na Amazônia negra”. O refrão de cabeça, “reza forte, bate folhas de Mangueira, emoção que não tem fim, firma ponto no meu surdo de primeira, tem que respeitar meu tamborim”, tem bonita melodia e rendeu bem na quadra. O samba teve ótimo rendimento durante os 15 minutos de apresentação e contou com uma torcida afiada, abrindo a noite de disputa com muita força.
Parceria de Beto Savana: Pity de Menezes e Igor Vianna comandaram o samba de Beto Savanna, Rodrigo Pinho, Wilson Mineiro, Daniel Paixão, Jonathan Tenório e Grassano. A obra é empolgante e agradável de ouvir. O bis “sarará Xamâ babalaó, sarará Xamã babalaô, ôóôôôô” explodiu na quadra e sustentou o refrão principal em seguida: “do morro da Mangueira, o quilombo de Sacaca, chama o povo da mata, toda gente do Amapá, a negrura não se esconde na fumaça, faz do Palácio do Samba seu cazuá”. O samba apresenta variações melódicas, como no início, em que os primeiros versos surgem em tom menor, criando contraste interessante com o restante da primeira parte. O refrão central, “Reza pra benzer, ô, reza pra benzer, reza pra benzer, ô, reza pra benzer, folha, cipó e raiz de jucá, a floresta é templo, é altar, preto velho ensina a curar”, passou com extrema força, crescendo a cada passada. Foi uma apresentação de excelência.
Parceria de Pedro Terra: A obra de Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal contou com Evandro Malandro e Thiago Acácio nas vozes principais. O samba remete a obras mais antigas, como se percebe no refrão de cabeça: “a magia do meu tambor te encantou no jequitibá, chamei o povo daqui, juntei o povo de lá, na Estação Primeira do Amapá”. A obra não possui um refrão central, mas uma repetição de dois versos em sequência: “çai erê, babalaô, mestre Sacaca” e “te invoco do meio do mundo pra dentro da mata”, o que garante fluidez ao samba. A apresentação foi menos explosiva que as anteriores, mas também mostrou qualidade.
Parceria de Alexandre Naval: A parceria de Alexandre Naval, Wendel Uchoa, Ronie Machado, Giovani, Marquinho M. Moraes e Ailson Picanço teve seu samba defendido por Wantuir. O refrão de cabeça, “Xamã babalaô, guardião do meu ilê, rompe mato e faz tremer aldeia, caboclo preto velho verde e rosa é meu sagrado, toca o marabaixo, Mangueira”, obteve rendimento espetacular, levantando a apresentação. Os dois refrãos foram destaque, já que o central, “folha seca pra benzer na moleira, faz a reza tucuju se manifesta pra criança se curar, ê sumano vá buscar garrafada pra menina, na fervura sete dias, sete noites ao luar”, também passou com bastante força. A segunda parte apresentou uma melodia envolvente, sustentando a obra sem queda de desempenho, principalmente nos versos finais: “canta! No terreiro oração se dança, no toque de caixa ligeiro, a bandaia se faz entender samba, no laguinho, rei sentinela, com os crias da favela, a floresta vai vencer”. Mais uma bela apresentação da noite.
Após o título em 2025, a Pérola Negra volta a desfilar no domingo de carnaval (15 de fevereiro), no Grupo de Acesso I do carnaval paulistano de 2026. Neste sábado (13 de setembro), a agremiação organizou um evento para revelar, de uma vez, os pilotos de fantasias e o samba-enredo da Joia Rara do Samba para o próximo desfile. Sexta escola a desfilar, com o enredo “Valei-me cangaceira arretada, Maria que abala é gira valente e Bonita que vence demanda”, assinado pelo carnavalesco André Machado, a obra foi composta por Lucas Donato, Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Marcos Vinícius, Chico Maia, Mateus Pranto, Fabian Juarez, Biel e Salgado Luz. O CARNAVALESCO entrevistou importantes nomes da Pérola Negra para saber a respeito do samba-enredo da agremiação para 2026.
Os compositores entrevistados pela reportagem foram unânimes ao fazer elogios à escola e a uma pessoa em especial: o carnavalesco da Pérola Negra. Biel começou: “Primeiro, o André entregou a sinopse para a gente. Ele sempre deu muita liberdade para a gente criar. Embora tenha a sinopse, tenham os setores a serem falados, a escola sempre deu uma liberdade para a gente criar, não ficar preso em determinados pontos”, destacou.
Falando sobre a dinâmica da composição em si, Fabian Juarez explicou: “A gente, primeiro, criou uma estrutura: nos encontramos presencialmente duas vezes para fazer o samba. Estava no meio de outras eliminatórias também, mas o enredo ajudou e a gente conseguiu criar muito rápido. Fizemos esses dois encontros, produzimos a letra inteira e levamos para a escola ver se faltava alguma coisa, entender melhor se tudo tinha sido abordado. O André fez pontuações, a gente mudou algumas coisas por sugestão dele e, na nossa opinião, essa ação só engrandeceu ainda mais a obra”, elogiou.
Salgado Luz destacou que o samba-enredo já nasceu com uma cara mais boêmia, tal qual a Vila Madalena – bairro em que a agremiação está sediada: “Foram dois encontros. Durante uma noite a gente se encontrou, bateu papo, comeu uma pizza primeiro e teve muita resenha. Depois, a gente começa a compor. Mas foi super rápido, de fato o enredo ajudou. É um tema regional que proporciona uma riqueza melódica, também. Acaba sendo fácil criar. Foram dois encontros das dez da noite às duas da manhã. Resenha, pizza… duas madrugadas. Super rápido”, relembrou.
Refrãos como queridinhos
Quando perguntados sobre as partes favoritas dos sambas, todos os entrevistados destacaram as partes que se repetem na composição. Salgado Luz foi direto: “Pra mim é o refrão principal, quando a gente canta ‘Valei-me Maria Bonita’”, destacou.
Biel citou dois: “Gosto muito do refrão do meio, ele tem um balanço muito legal. Mas o refrão principal, para mim, é o ponto alto do samba. Acho que o samba é linear, mas o refrão principal é muito musical e ele tem contratempos bacanas”, comentou.
Já Fabian focou em um aspecto em específico da canção: “O refrão principal é a parte, para mim, mais rica. Tirando a parte regional do samba, é a parte mais rica melodicamente”, comentou.
Lucas Donato, que além de intérprete é compositor da obra, destacou a complexidade da canção: “Eu acho esse samba tão diferente! Ele começa num repente, aí depois volta para o samba-enredo, aí no refrão de meio a gente vai meio que para um samba de roda. A segunda do samba a gente já vai para o forró. E o final para o refrão a gente já vai mais com um samba-enredo”, refletiu.
O cantor, entretanto, não fugiu da pergunta: “A parte que eu mais gosto é o refrão de meio. Eu sou apaixonado pelo ‘Olê mulher grandeira’. Vai ser a parte que vai mais pegar, que é fácil. Acho que é uma parte que vai ser para cima, que a arquibancada vai corresponder. Acredito que a grande maioria que você perguntar vai falar isso também”, vislumbrou.
Dupla jornada
Apesar de ter muito mais trabalho, o fato de ser compositor e intérprete do Pérola Negra traz muitos benefícios para a escola e para o próprio Lucas: “Ser o intérprete e também um dos compositores ajuda bastante. A gente já fica com o samba na veia. Até quando a gente está fazendo samba, a gente já começa a imaginar o que a gente vai fazer na avenida, para passar para a ala musical e para toda a rapaziada”, comentou.
Uma outra característica que tem muito menos a ver com a obra em si que com a divulgação da mesma também foi elogiada pelo intérprete: “Hoje foi a primeira vez que o samba foi pro mundo, e a gente até brincou que é difícil um samba não vazar. E, graças a Deus, a gente conseguiu guardar o samba a sete chaves”, destacou.
O intérprete também colocou fé no quanto o universo do carnaval nacional vai gostar da obra: “Acredito que a repercussão da mídia, do carnaval de São Paulo e do Brasil, vai ser tão boa quanto no último ano. A gente vai trabalhar bastante, vamos ajustar algumas coisas com a ala musical, com a bateria, para fazer um grande desfile com uma grande parte musical. Plasticamente a escola está muito bonita – seja de fantasias, seja de alegorias, já que eu vi uns desenhos muito legais. Estou confiante e muito feliz. Vamos, se Deus quiser, ir rumo ao nosso objetivo maior”, comemorou.
Ajustes mínimos
Sheila Monaco, presidente da Pérola Negra, destacou que o samba-enredo foi produzido já pensando nas características que a agremiação quer ter em 2026: “Esse foi um tema que o André falou e brilhou os meus olhos na hora. Assim que eles me apresentaram o samba, eu gostei, gostei muito. Na verdade, a gente fez algumas mudanças no dia mesmo em que ele foi apresentado, mudamos algumas palavras que a gente achou que não se encaixava e que ficaria difícil pra comunidade cantar. Mas foi muito pouca coisa, e a gente logo pensou que é isso que a gente precisa esse ano: o samba pequenininho, que as pessoas vão pegar fácil”, prometeu.
Para falar da obra em si, André Machado destacou o sempre concorrido Grupo de Acesso I: “Gostei muito do samba. É um samba que é valente, um samba que é para frente. A gente estava precisando de um samba como esse. Estava comentando agora há pouco que a gente está num grupo que está muito forte, com escolas de sambas grandiosas (inclusive escolas pelas quais eu já passei) e que vem com temas bacanas. A gente precisava de um samba que levantasse a comunidade e desse força para que ela tenha vontade de cantar nos ensaios. Os compositores foram muito felizes!”, comemorou o carnavalesco.
O profissional não se fez de rogado para os compositores, pedindo algumas alterações: “Passei algumas coisas que eu achava que era legal em relação ao samba e que eu achei que a música tinha que trazer sobre Maria Bonita: esquecer a parte trágica da história, trazer essa história de uma forma bem alegre, contar de uma forma bem bacana, para que não criem dúvida na cabeça das pessoas do que a gente está falando. A gente conseguiu isso”, comemorou.
Por fim, André destacou a reação que teve ao ouvir a música pela primeira vez ao vivo para toda a comunidade ouvir: “O samba foi muito feliz, os compositores foram muito felizes quando colocaram esse samba para a gente ouvir. E, no dia que eu ouvi, eu fiquei todo arrepiado, eu falei que tinha que ser esse samba. Apesar de ser um samba-enredo, ele pega algumas melodias do xaxado, do xote e do baião que acho muito legal. Vai funcionar bastante”, finalizou.
Dia cheio
Na conhecidíssima rua Fidalga, no coração da Vila Madalena, a Pérola Negra fez um evento bastante extenso para reunir a comunidade. A partir das 13h30, a agremiação serviu a tradicional feijoada – disponível até cerca de 17h. Pouco a pouco, o espaço foi preparado para os eventos mais ligados ao desfile de 2026 de agremiação.
Após o aquecimento da Swing da Madá, bateria da agremiação, Maylli e Pedrinho foram empossados como casal mirim da agremiação. Toda a corte que virá à frente dos ritmistas também foi empossada: Joyce Rocha se mantém como rainha da bateria, com Ana Paula França como madrinha e Isa Moreira como rainha mirim. Também foi apresentada Tácia Gonçalves, nova musa da ala musical da Joia Rara do Samba.
Segmentos da agremiação (como a comissão de frente, casais de mestre-sala e porta-bandeira e as passistas e malandros) se apresentaram ao som de grandes sambas da escola, e uma encenação teatral ligada à vida de Maria Bonita também teve vez. Logo depois, um dos grandes momentos da noite: a apresentação dos pilotos da agremiação, com diversas fantasias sendo muito apupadas pelo público presente no evento. Só depois de tal momento a Joia Rara do Samba se despediu do marcante “Exu Mulher”, campeão do Grupo de Acesso II em 2025, para, enfim, apresentar a canção de 2026.
O Acadêmicos do Salgueiro promove neste domingo, a edição de setembro da tradicional Feijoada, realizada na quadra da escola, no Andaraí. Com sucessos como “Deixa Acontecer” e “Tá Escrito”, o Grupo Revelação será a atração principal e promete cantar os hits principais dos 30 anos de história do grupo. Leonardo Bessa e Flávia Saolli também estarão presentes abrilhantando a feijoada de domingo. E o encerramento fica por conta do Elenco Show do Salgueiro, ao lado da Bateria Furiosa, um dos símbolos mais marcantes do Torrão Amado.
Os ingressos estão à venda no site GuicheWeb, com opções que vão da pista aos camarotes coletivos. A feijoada será servida das 13h às 17h.
Serviço – Feijoada do Salgueiro – Setembro 2025
Data: Domingo, 14 de setembro de 2025
Horário: A partir das 13h (Feijoada servida até as 17h)
Local: Quadra do GRES Acadêmicos do Salgueiro – Rua Silva Teles, 104, Andaraí – Rio de Janeiro/RJ
Atrações: Grupo Revelação, Leonardo Bessa, Flávia Saolli, Elenco Show da Academia do Samba e Bateria Furiosa
Ingressos: GUICHE WEB
Pista: a partir de R$ 40
Jirau (ingresso + pulseira): a partir de R$ 70
Mesa para 4 pessoas: a partir de R$ 240
Camarote Lateral (15 pessoas): a partir de R$ 800
Camarote Frontal (15 pessoas): ESGOTADO
Classificação etária: 18 anos
A noite da final de samba-enredo da Vila Isabel para o Carnaval 2026 também consagrou as novas musas da comunidade: Juliana Moraes, Yasmin Lima e Ciça Ferreira.
Foto: S1 Comunicação/Divulgação Vila Isabel
Emocionada, Juliana destacou: “É um sentimento de amor, pertencimento e representatividade dentro da minha narrativa como mulher preta, estudante, pedagoga, mãe solo e mãe atípica. Eu trago toda essa força, resiliência e amor ao samba e à Vila Isabel”.
Aclamado desde o início das eliminatórias, o samba da parceria de André Diniz e Evandro Bocão foi oficializado como hino do enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal.
A parceria de Thiago Vaz, Jefinho Rodrigues, W.Correa, Richard Valença, Miguel Dibo e Cabeça do Ajax foi apontada por 47,3% dos leitores como a favorita para vencer a disputa de samba-enredo da Unidos de Padre Miguel para o Carnaval 2026. A vermelho e branco da Vila Vintém levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Kunhã eté – O sopro sagrado da Jurema”, desenvolvido pelo carnavalesco Lucas Milato, que homenageia a guerreira indígena Clara Camarão, símbolo de coragem, liderança e resistência feminina no Brasil colonial.
Foto: S1 Fotografia e Comunicação/Divulgação
A parceria de Dhema, Carmem Martins, Elaine Porto, Eliz Oliveira, Augusto Cezar e Carlinhos da Farmácia ficou com 27,4%. E a parceria de Chacal do Sax, Mateus Pranto, Lico Monteiro, R. Peu, Faustino Feiju, Gigi da Estiva e Igor Federal terminou com 25,3%.
“Estamos muito empolgados para esta escolha. A final promete ser um grande espetáculo”, destaca a presidente Lara Mara.
Parceria de Dhema, Carmem Martins, Elaine Porto, Eliz Oliveira, Augusto Cezar e Carlinhos da Farmácia
Parceria de Thiago Vaz, Jefinho Rodrigues, W. Correa, Richard Valença, Miguel Dibo e Cabeça do Ajax
Parceria de Chacal do Sax, Mateus Pranto, Lico Monteiro, R. Peu, Faustino Feiju, Gigi da Estiva e Igor Federal
A programação começa às 22h, com shows de Felipe Santos, Grupo PegaBlack e Lelê Carlos, seguidos das apresentações dos segmentos da escola. Baianas, passistas e casais de mestre-sala e porta-bandeira se apresentam ao som do intérprete oficial Bruno Ribas, que relembrará sambas marcantes da agremiação, acompanhado pela bateria Guerreiros da Unidos, sob o comando do Mestre Laion. Uma atração especial, preparada pela direção artística, antecederá o início da disputa. A entrada será gratuita até a meia-noite. Após esse horário, o ingresso custará R$ 10,00. A quadra da Unidos de Padre Miguel fica na Rua Mesquita, nº 8 – Padre Miguel, próxima ao Hospital Municipal Albert Schweitzer. A classificação etária é de 18 anos.
A Inocentes de Belford Roxo apresentou, em grande festa, o samba-enredo que levará para a Avenida em 2026. A obra foi encomendada aos compositores Rafael Gigante, Vinicius Ferreira, Lucas Macedo, Charles Silva, Cabeça do Ajax, Alessandro Crespo e Bira. A Caçulinha da Baixada será a segunda escola a desfilar pela Série Ouro da Liga RJ, na sexta-feira de Carnaval, no Sambódromo, com o enredo “Um sonho de um tal pagode russo, nos frevos do meu Pernambuco”, assinado pelo carnavalesco Edson Pereira.
Durante a apresentação, o presidente Reginaldo Gomes destacou a preparação da escola e a confiança no projeto. “A Inocentes vem para disputar o título. A gente levou um tempo se preparando, mas esse carnaval é para brigar lá em cima. Quem espera algo diferente vai se surpreender, porque nós viremos com uma força muito grande, um grande carnaval. Aqui hoje é só o início dessa história que a gente quer preparar para 2026″.
O dirigente também ressaltou a importância dos ensaios de rua, que voltam a acontecer em Belford Roxo. “Sou fervoroso com o ensaio de rua. A partir de outubro estaremos na entrada da cidade, ensaiando direto, de quarta a domingo. Isso traz mais componentes e aproxima a população da escola. É fundamental para a gente buscar o título”.
Julinho Fonseca destaca renovação
O diretor de carnaval, Julinho Fonseca, celebrou o novo momento da agremiação. “Estamos trabalhando bastante. É uma Inocentes nova, renovada e motivada pelo presidente Reginaldo. Hoje lançamos uma obra construída com muito estudo, falando de Pernambuco. Daqui para a frente é trabalho duro até o carnaval”.
Sobre o planejamento, Julinho garantiu que a escola aprendeu com os erros de 2025. “Já vimos todos os problemas do último desfile, sentamos com a diretoria e decidimos repaginar tudo. Nosso barracão começou do zero, as fantasias também. Vamos procurar não errar e colocar a Inocentes de volta ao Grupo Especial”.
Ele também explicou a decisão pelo samba encomendado. “Ajuda porque não tem a dor de cabeça da disputa. No Acesso, a verba é diferente e fica difícil para os compositores. Graças a Deus temos uma bela obra, de 40 pontos, com a cara da escola, do nosso cantor e da nossa bateria”.
Rainha Carolane Silva celebra sonho realizado
A festa também teve a presença de Carolane Silva, que é a nova rainha de bateria. “O presidente Reginaldo é uma pessoa muito querida e fez esse convite que eu não pude recusar. Sonho de toda passista é ser rainha de bateria. Estou muito feliz, fui recebida com muito carinho pela comunidade e quero entregar tudo que esperam de mim”.
Mestre Washington promete inovação
À frente da bateria de Belford Roxo, mestre Washington revelou que o trabalho está sendo direcionado para corrigir os detalhes do último desfile.
“Perdemos um décimo em 2025 e agora vamos trabalhar em cima disso para alcançar a nota máxima. Podem esperar bastante inovação, com ritmos e células diferentes. O entrosamento com o Ito está maravilhoso, vai se refletir no desfile”.
Casal de mestre-sala e porta-bandeira inicia nova fase
O novo casal da escola, Vinicius Jesus e Thainá Teixeira, falou sobre a expectativa de dançarem juntos. “Era um sonho antigo. Temos muita sintonia, começamos ensaiando a dança pura e agora, com o samba, vamos intensificar o trabalho coreográfico”, disse Vinicius.
Thainá completou: “A comunidade nos recebeu muito bem e o carnavalesco Edson está cuidando de cada detalhe. Estamos muito felizes e focados em representar a escola”.
Carnavalesco Edson Pereira exalta enredo
Responsável pelo enredo, Edson Pereira explicou a proposta da obra. “O carnaval é coisa séria, mas também é alegria. Por isso, quis trazer essa história de Pernambuco de uma forma divertida e emocionante para a comunidade. Estamos a pleno vapor no barracão e trazendo protótipos para perto do povo, porque o carnaval se faz junto”.
Ito Melodia: emoção e gratidão
O intérprete Ito Melodia vibrou com a recepção calorosa e destacou a força da escola. “Estou muito feliz com essa comunidade, que me abraçou de verdade. Estamos com um time volumoso, do carnavalesco ao casal, passando pela bateria. A Inocentes se preparou para um grande carnaval. O samba é excelente, tem até um pedacinho do meu refrão. Podem ter certeza: vamos fazer um desfile brilhante e trazer orgulho para a Baixada”.
A quadra da Vila Isabel foi palco de emoção, samba e história. Sabrina Sato, rainha de bateria da escola há 15 anos, viveu momentos únicos durante a final do samba-enredo de 2026, que homenageia Heitor dos Prazeres. Ao lado do mestre Macaco Branco, da esposa e musa Dandara e das crianças que acompanham o crescimento da escola, ela reafirmou sua ligação profunda com a comunidade e sua trajetória na Vila Isabel.
“Estou muito feliz, muito emocionada hoje. É um dia histórico”, disse Sabrina, lembrando os 15 anos de desafios, histórias e momentos de pura alegria à frente da bateria. “Eu já vi a nossa Vila, vi momentos lindos, momentos difíceis, vários momentos diferentes aqui. Já passei por muita emoção e por muita alegria”.
Para a rainha de bateria, a final do samba não representava apenas a escolha de uma canção, mas a celebração de um enredo que fala por toda a escola. “Hoje é um dos momentos mais emocionantes que a gente vai passar, porque é um samba, porque a gente vai escolher o samba de 2026, mas é um momento histórico pelo enredo, que representa a todos nós, é sobre Heitor dos Prazeres e vai ser muito mágico”, afirmou Sabrina ao CARNAVALESCO.
A emoção se intensifica quando fala de sua relação com mestre Macaco Branco, Dandara e as crianças. “Eu vi o Enzo nascer, desde bebê. Hoje em dia, o Gael vai ao meu lado na bateria. E agora ele está cantando. O Gael é uma sensação da nossa Vila”, contou a rainha.
Sabrina também destacou o clima de entrega e euforia da quadra. “A Vila respira samba, vive samba, e é impossível segurar o ‘oba-oba’ quando todos estão juntos”, afirmou.
Sobre a fantasia de 2026, a artista promete algo grandioso, com todos os elementos do carnaval representados. “Algo que vocês que são do carnaval com certeza vão ver lá”, garantiu.
A Vila Isabel já começou a traçar o caminho para o Carnaval 2026 com decisões estratégicas que refletem ambição e planejamento. O presidente da escola, Luiz Guimarães, falou ao CARNAVALESCO sobre a escolha do enredo, o samba e a contratação de novos carnavalescos, destacando o momento de transformação e a expectativa de grande desfile.
Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO
Segundo Guimarães, a contratação de Leonardo Bora e Gabriel Haddad foi resultado de um sonho antigo da escola. “Surgiu de um sonho antigo da Vila, de fazermos a escola campeã do carnaval, de voltar aos trilhos. Sentimos que faltava algo para poder de fato chegar na cabeça da tabela, brigar pelo título. Fiz esse movimento buscando eles, e enxergo neles uma dupla brilhante em que diz respeito ao carnaval. Era um sonho antigo ter eles, e conseguimos após muita negociação, muitas conversas”, explicou.
O presidente ressaltou que o objetivo é elevar o patamar da Vila Isabel, e que a escolha do enredo também foi estratégica. “Eu já tinha esse enredo, mas não adiantava usá-lo com determinados carnavalescos que não poderiam extrair tudo o que ele tem para ser extraído, pensei em usar esse enredo na hora certa. Nossa hora vai chegar. E a escolha foi a melhor possível, muito acertada”, afirmou, destacando a importância do trabalho de André Diniz, Bocão e Arlindinho na criação do samba-enredo.
O momento da primeira audição do samba também emocionou o presidente. “A gente fez a primeira audição fechada desse samba em um teatro perto da Sapucaí. Na época, o André não tinha nem acabado de compor ele, e ele sozinho cantou o samba sem cavaco nem nada, e a gente já sentiu a força que esse samba teria lá atrás, no processo. Depois que recebi a gravação do samba, no final de julho, eu chorei ouvindo o samba. Há muito tempo não sentia um samba tocar a minha alma, o meu coração, da forma que esse samba tocou”, relembrou.
Questionado sobre o que esperar da Vila Isabel em 2026, Guimarães projetou um desfile grandioso. “Esperem mais um grande desfile nosso. A Vila Isabel fez grandes desfiles nesses anos, gabaritamos nas partes plásticas e visual, nesses anos todos, e não vai ser diferente. Mostrando nossa força, não vamos medir esforços para fazer um grande desfile nos quesitos plásticos e visuais, alegorias e fantasias riquíssimas. A dupla tem um cuidado minucioso no acabamento e realização de cada protótipo, é um trabalho muito detalhista e rico de fato, alta costura, nunca vi nada igual no processo de criação no carnaval”, garantiu.
O presidente finalizou afirmando a confiança no trabalho da equipe: “Muito feliz, com um grande samba, um grande enredo, que vai propiciar um grande desfile, se Deus quiser”.