A Unidos de Vila Isabel realiza, nesta sexta-feira, a segunda etapa da disputa de samba-enredo rumo ao Carnaval 2026. Após o início do concurso na semana passada, seis parcerias se destacaram e seguem firmes na competição.
As obras que permanecem na disputa e retornam ao palco nesta sexta-feira são:
Samba 1 – Parceria Moacyr Luz
Samba 7 – Parceria Juju Ferreirah
Samba 12 – Parceria PC Feital
Samba 14 – Parceria Ricardo Mendonça
Samba 15 – Parceria André Diniz
Samba 16 – Parceria Cláudio Mattos
A programação terá início às 21h, quando abrem os portões. Em seguida, acontece uma nova etapa do concurso para Musa da Comunidade, que segue com nove candidatas. Logo depois, as seis parcerias classificadas voltam ao palco para defender seus sambas e conquistar a torcida.
Em 2026, a azul e branca levará para a Avenida o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. O tema exalta a ancestralidade, a arte e o samba, tendo como inspiração a obra de Heitor dos Prazeres, artista plástico, compositor e um dos grandes nomes da cultura carioca.
Serviço:
Data: sexta-feira, 22 de agosto
Horário: 21hr
Entrada franca até meia-noite; após R$ 20
Local: Quadra da Unidos de Vila Isabel – Boulevard 28 de Setembro, 382 – Vila Isabel, RJ
O CARNAVALESCO acompanhou, na última quinta-feira, o terceiro dia de eliminatória de samba-enredo da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2026, na quadra de ensaios da escola, no Centro do Rio de Janeiro. Ao todo, se apresentaram seis obras. A Tijuca anunciará na próxima segunda-feira as parcerias classificadas. A próxima etapa é na quinta, dia 28 de agosto. Veja abaixo nossa análise das apresentações.
Parceria de Lico Monteiro: A parceria de Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Thelmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca foi a primeira a se apresentar na noite, em alto nível. A obra foi brilhantemente conduzida pelo intérprete Wander Pires, que casa perfeitamente com o tom mais melodioso do samba. Com uma letra muito inspirada e boas variações melódicas, a obra teve grande destaque e contou com grande torcida na quadra. Destaque positivo para o bis na cabeça do samba “Dele herdei também a cruz”. O refrão do meio ( “Os olhos da fome eram os meus// Justiça dos homens não é maior que a de Deus!//Meu quarto foi despejo de agonia//A palavra é arma contra a tirania!) e o principal (“Muda essa história, Tijuca//Tira do meu verso a força pra vencer!//Reconhece o seu lugar, e luta//Esse é o nosso jeito de escrever!) foram bem cantados.
Parceria de Arlindinho: A obra dos compositores Arlindinho, Babi Cruz, Diego Nicolau, Adolfo Konder, Luiz Petrini, Luiz Pavarotti, Michel Portugal e Fred Camacho foi a segunda a se apresentar na noite . A composição foi defendida pelo intérprete Igor Sorriso, acompanhado por grandes vozes, como Thiago Britto e Rodrigo Tinoco. Os cantores deram uma excelente sustentação à obra. O samba possui uma melodia animada, o que contribuiu muito para o bom canto da torcida presente. Destaque para o refrão do meio “Ê favela, favela do Canindé!// Onde a mãe cata no lixo pro filho poder comer// Povo marginalizado, açoitado pela lei// Cadê justiça, meu Deus? Eu não sei!” e para o refrão principal “Levanta a cabeça, preta!// Ergue o punho, rasga o véu//Tua luta é exemplo pras mulheres do Borel//No prefácio da história a Tijuca é a luz//Assina: Carolina Maria de Jesus”. Esses dois trechos foram os mais cantados na quadra. A obra foi um dos destaques da noite.
Parceria de Leandro Gaúcho: O samba dos compositores Leandro Gaúcho, Anderson Benson, Maia Cordeiro, Clairton Fonseca, Fogaça, Davison Jaime, Manoel, Alemão, Paulo Marrocos e Ailson Picanço foi o terceiro da noite. A obra foi defendida por Dodô Ananias. A parceria contou com uma boa quantidade de torcedores presente na quadra. O destaque ficou por conta do refrão do meio: “Um quarto de despejo pra quem é Maria//Não está na prateleira de nossas memórias//Me diga, quando a gente pode ser artista?//A tinta preta é que escreve a história”.
Parceria de Totonho: A parceria de Totonho, Júlio Alves, Dudu, Cláudio Russo, Chico Alves, Jorge Arthur, Machado e Fadico foi a quarta a se apresentar. O samba foi brilhantemente conduzido por Pitty de Menezes e Tinga, com o apoio de um palco muito forte, o que deu uma excelente condução e sustentação ao samba. A obra contou com uma grande quantidade de torcedores, o que sustentou uma forte apresentação. De destaque, ficou o refrão principal “(Carolina)//Maria de Jesus e dos brasis//Não há amarra que vá nos fazer parar//Um livro aberto fala mais que mil fuzis//Abre a porta social pro meu Borel entrar”.
Parceria de Gabriel Machado: A parceria de Gabriel Machado, Júlio Pagé, Robson Bastos, Miguel Dibo, Serginho Motta, Orlando Ambrósio, Jefferson Oliveira e Lucas Macedo foi a quinta a se apresentar . O samba foi muito bem conduzido por Zé Paulo e Charles Silva, que animaram a torcida da parceria. Durante a apresentação, também havia um grupo performática com uma mulher representando Carolina Maria de Jesus em uma mesa com vários livros. O destaque foi o refrão principal “É verbo que sangra na carne da rua//Clarão da justiça onde a noite é crua//A dor e a glória que a Tijuca traduz// Em poesia (Carolina de Jesus!)”.
Parceria de Tiago Makula: O último samba a se apresentar na noite foi o dos compositores Tiago Makula, Haylton Faria, Fábio Sobrinho, Robson Luís e Bim Bim. A obra foi bem conduzida, mas teve uma quantidade modesta de torcedores na quadra. O samba careceu de um momento de grande explosão na quadra, tendo uma apresentação apenas correta. O trecho mais empolgante foi o refrão principal: “Mãe valente e poetisa//Hoje é dia de arerê!//A Tijuca se encanta na missão de agradecer! //Remanescente dessa falsa abolição//Vejam quantas carolinas já calou essa nação!”
“A gente precisa de um pouco mais de 40 milhões de reais de investimento comparado ao ano anterior e três barracões novos para que essas escolas pudessem ter o mesmo nível de competitividade das escolas que hoje estão aqui na Cidade do Samba”, explicou Gabriel.
A fala do presidente da Liesa joga luz sobre os obstáculos estruturais para a ampliação do grupo. O investimento adicional seria crucial para garantir que as novas escolas tenham condições de apresentar um espetáculo no mesmo patamar das agremiações já estabelecidas na elite. Além disso, a questão dos barracões na Cidade do Samba é um ponto nevrálgico, uma vez que o espaço físico é limitado.
Em um post que acompanha o vídeo, Gabriel David reforçou a complexidade da questão. “Nos últimos dias, essa ideia voltou a circular e ganhou força. No discurso parece lindo: mais samba, mais emoção. Mas na prática, existem desafios sérios que pouca gente fala”, escreveu.
Segundo o parlamentar, a medida visa criar “uma democracia mais abrangente na área do samba” e já teria o respaldo do prefeito Eduardo Paes e do governador Cláudio Castro. Lins afirmou que a concretização da proposta depende apenas da autorização do presidente da Liesa, Gabriel David.
A proposta de Dionísio Lins prevê um período de transição, no qual, no primeiro ano, apenas uma escola seria rebaixada, mas com a subida de três da Série Ouro, totalizando 14 agremiações no Grupo Especial. A partir do desfile de 2027, o regulamento se estabilizaria com o rebaixamento de três escolas. O deputado acredita que a medida poderia beneficiar o retorno de agremiações tradicionais e campeãs do passado, como União da Ilha, Império Serrano e Estácio de Sá.
Enquanto o debate político avança com a garantia de apoio governamental, a Liesa, sob a gestão de Gabriel David, se posiciona de forma pragmática, condicionando a mudança a um substancial aporte financeiro e a uma solução para a infraestrutura. O futuro do Grupo Especial, portanto, parece depender do equilíbrio entre a vontade política de expandir o espetáculo e a capacidade de garantir os recursos necessários para manter a excelência do maior show da Terra.
Segundo o deputado, a concretização da proposta depende apenas da autorização do presidente da Liesa, Gabriel David. Em entrevista à TV Mais Carnaval, o parlamentar argumentou que a medida visa criar “uma democracia mais abrangente na área do samba”. Ele criticou o modelo atual, no qual apenas uma escola é rebaixada do Grupo Especial.
“Descer uma escola a cada momento fica difícil para escolas renomadas que se preparam e não conseguem lograr êxito”, afirmou.
A proposta de Lins prevê um período de transição. No primeiro ano de implementação, apenas uma escola seria rebaixada do Grupo Especial, mas com a subida de três da Série Ouro, o grupo passaria a ter 14 escolas. A partir do desfile de 2027, o regulamento se estabilizaria com o rebaixamento de três agremiações no Especial.
Articulação política e viabilidade financeira
O parlamentar assegurou que a proposta já conta com o respaldo das principais esferas do poder público. “Este problema nós resolvemos com o Eduardo Paes. O prefeito topou, aprova as três escolas. O governador Cláudio Castro topou, aprova as três escolas”, declarou Lins, que também mencionou ter buscado o apoio do presidente Lula, através do ex-presidente da Alerj, André Ceciliano, e que a receptividade foi positiva.
Questões logísticas, como a disponibilidade de barracões na Cidade do Samba, também foram abordadas. Segundo o deputado, a Liesa dispõe de dois barracões sem uso (na verdade, os dois espaços estão sendo utilizados pelas 12 escolas), que poderiam abrigar as novas escolas do Grupo Especial. “A Liesa tem dois barracões sem usar. Quando você coloca três escolas no primeiro grupo e desce futuramente uma, você tem os dois barracões para atender as escolas que cresceram”, explicou.
Com o apoio político e financeiro supostamente garantido, a decisão final estaria nas mãos da diretoria da Liesa. “Não falta nada a não ser o Gabriel David (presidente da Liesa) definir e colocar três escolas para a Liga Especial”, enfatizou Dionísio Lins.
Ele acredita que a mudança trará benefícios para o público e para o turismo, com um consequente aumento na arrecadação. “A população é quem vai ganhar com isso. O turismo virá e nós vamos arrecadar mais”, concluiu.
Com um elenco formado por ritmistas e pelo segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, a Viradouro foi atração na abertura do Mundial de Ginástica Artística que começou na última quarta-feira, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, Zona Oeste carioca. O bailado de Leonardo Thomé e Prieta Brum, ao som de “Cidade Maravilhosa”, hino da cidade e ritmado pela bateria da escola de Niterói, encantou o público. O campeonato vai até domingo, e o Time Viradouro voltará ao evento como atração na festa de encerramento.
Com um elenco formado por ritmistas e pelo segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, a Viradouro foi atração na abertura do Mundial de Ginástica Artística que começou na última quarta-feira, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, Zona Oeste carioca. O bailado de Leonardo… pic.twitter.com/cUv3fM9Drb
O Sambódromo do Anhembi, palco dos desfiles das escolas de samba de São Paulo, está passando por uma ampla reforma. O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP), Renato Remondini, conhecido como Tomate, esteve no local para vistoriar o andamento das obras, que prometem entregar um espaço renovado e com mais conforto para os componentes das agremiações e para o público. A previsão é que tudo esteja concluído até 30 de novembro de 2025.
Em visita ao espaço, Renato Remondini destacou o compromisso de acompanhar de perto a reforma. “Estamos aqui diretamente do Anhembi acompanhando as obras, conforme nosso compromisso. As obras aqui no nosso polo cultural, que têm previsão de ficarem prontas até o dia 30 de novembro”, afirmou o presidente.
O objetivo principal das melhorias é proporcionar melhores condições para a realização do próximo carnaval. “Para que nosso próximo carnaval, os sambistas, as escolas de samba tenham muito mais condições e mais conforto”, ressaltou Remondini.
Entre as intervenções em andamento estão a pintura completa do Sambódromo, a troca total da iluminação e a reforma geral dos banheiros. Além disso, as partes hidráulica, elétrica e de acessibilidade também estão recebendo atenção. “O Anhembi totalmente pintado, a iluminação totalmente trocada, banheiros todos reformados, a parte de hidráulica, a parte de elétrica, a parte de acessibilidade. E junto a isso, um monte de melhoria que a Liga e os presidentes, todos os nossos presidentes, estamos juntos nesse processo buscando sempre o melhor para o nosso carnaval, para o nosso samba e para você, sambista”, detalhou o presidente.
Renato Remondini, que assumiu a presidência da Liga-SP em abril de 2025 para o biênio 2025/2027, enfatizou que as melhorias são fruto de um trabalho conjunto com os presidentes das 32 escolas de samba filiadas. A reforma do Sambódromo do Anhembi faz parte de um projeto maior de modernização do complexo, que prevê a transformação da área em um grande distrito de eventos, com centro de convenções e outras edificações.
Claudio Russo, um dos maiores vencedores de disputas de samba-enredo da atualidade, participou de uma entrevista no podcast “Chega Junto”, apresentado por Muka. Durante a conversa, o compositor compartilhou detalhes sobre seu processo criativo, sua relação com a Paraíso do Tuiuti e suas opiniões sobre o atual cenário do carnaval.
Um dos momentos de destaque da entrevista foi quando Russo revelou uma curiosa coincidência envolvendo o enredo da Tuiuti. Ele contou que, por acaso, estava lendo um livro sobre o tema que viria a ser o enredo da escola, antes mesmo do anúncio oficial. “Sem saber que seria o enredo”, afirmou. Ao receber a notícia, ele prontamente enviou uma foto do livro para o carnavalesco, Jack Vasconcelos.
Sobre o processo de criação, Claudio Russo explicou a dinâmica da Paraíso do Tuiuti. A escola costuma anunciar o tema do enredo no dia 5 de abril, aniversário da agremiação, e a sinopse é divulgada em 13 de maio, data que marca a abolição da escravatura. A partir daí, os compositores iniciam seus trabalhos.
Russo também falou sobre a parceria com outros compositores, destacando a importância da colaboração. Neste ano, por sugestão de Gusttavo Clarão, a parceria convidou o historiador Luiz Antônio Simas para integrar o time de compositores, o que, segundo Russo, foi fundamental para o desenvolvimento do samba.
Ao ser questionado sobre o futuro do gênero samba-enredo, Claudio Russo expressou algumas preocupações. Ele criticou a influência da internet e das redes sociais no julgamento dos sambas, afirmando que muitas vezes a opinião popular, a “bolha”, pode influenciar negativamente os jurados. “A bolha erra com bandeira”, disse ele, referindo-se ao preconceito com escolas de menor apelo popular.
O compositor, que já acumula mais de 200 sambas em sua carreira de 37 anos, revelou que pensa em se aposentar em breve. “Acho que em dois, três anos no máximo eu vou parar”, declarou, citando o cansaço e o ritmo intenso das disputas como principais motivos.
Durante o bate-papo descontraído, Russo também compartilhou histórias curiosas, como a vez em que compôs um samba para a Unidos da Tijuca em apenas 45 minutos e a inspiração inusitada que veio de um vídeo no TikTok para a criação de um refrão. A entrevista completa está disponível no canal do podcast “Chega Junto”.
A Unidos da Tijuca definiu a majestade que reinará à frente da bateria Pura Cadência no próximo carnaval. A maranhense, influenciadora e empresária Mileide Mihaile é oficialmente a nova rainha da agremiação para o Carnaval 2026. Conhecida pelo engajamento e pela dedicação intensa no carnaval, Mileide esteve hoje no nosso barracão de alegorias da agremiação, trajando já as cores do sagrado pavilhão e conhecendo a equipe de trabalho da escola. A nova rainha iniciou sua carreira artística aos 16 anos como dançarina de bandas consagradas, entre elas Aviões do Forró e Garota Safada. Desde então, construiu uma trajetória marcada pela arte, pelo empreendedorismo e pela solidariedade, com destaque para o projeto Bazar Mulher, idealizado por ela para conectar e fortalecer mulheres por meio de ações sociais.
Sua notoriedade no nordeste abriu portas para novas oportunidades na área de eventos e comunicação. Em 2016, estreou na televisão como apresentadora do programa Pré-Party (TV Diário) e, em 2021, ganhou projeção nacional ao participar da 13ª temporada do reality show A Fazenda, na TV Record, onde seu carisma e autenticidade conquistaram o público brasileiro.
No calendário cultural, mantém uma forte ligação com o São João, participando de projetos em estados como Ceará, Pernambuco e Pará, além de ter apresentado o Pararraiá, em Belém.
Apaixonada pela arte, Mileide sempre sonhou em participar do maior espetáculo a céu aberto do mundo: o Carnaval. O convite da escola de samba Grande Rio deu início a uma trajetória de oito anos ininterruptos como musa da tricolor de Caxias, onde se destacou pela beleza, pelo samba no pé, pela elegância e pela assiduidade, mesmo morando em outro estado. O sucesso foi tanto que, em 2022, escreveu um novo capítulo de sua história carnavalesca, desta vez em São Paulo, como rainha de bateria da Independente Tricolor, posto que ocupou até 2024.
Agora Mileide Mihaile assume o cargo de rainha de bateria da Unidos da Tijuca, fazendo sua estreia como soberana de bateria no carnaval carioca.
“A dança sempre foi a linguagem da minha vida, a força que me guiou e transformou a minha história de forma honesta e verdadeira. Hoje, olho para trás e vejo que foi através dela que conquistei cada espaço que ocupo. Ser coroada rainha de bateria da Unidos da Tijuca é a realização de um sonho de menina. Fui recebida com tanto carinho que meu coração transborda gratidão e alegria. Vou honrar cada batida da bateria e a confiança que a escola depositou em mim”, declara a nova rainha.
Mileide Mihaile carrega consigo a força da mulher nordestina: destemida, guerreira e resiliente, que transforma dor em potência. Uma rainha dentro e fora da Sapucaí. A agremiação divulgará em breve a data de sua coroação.
A Unidos da Tijuca desfilará na Marquês de Sapucaí dia 16 de fevereiro de 2026, segunda-feira de carnaval com o enredo “Carolina Maria de Jesus”. O enredo será desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira.
Cacau Protásio é uma das musas do Salgueiro, ocupando o posto desde o Carnaval de 2024. A atriz, que esbanja alegria e simpatia por onde passa, tem uma profunda ligação com a Academia do Samba desde a infância, desfilando em diversas alas ao longo de sua trajetória. Sua chegada ao posto de musa representa a diversidade de corpos que o carnaval acolhe. Durante a Noite dos Enredos, na Cidade do Samba, em entrevista ao CARNAVALESCO, a atriz destacou que ocupar esse lugar é uma sensação maravilhosa e gratificante, além de representar o reconhecimento de sua história com a escola.
“Sou do Salgueiro desde pequena. Eu desfilava na ala da comunidade, depois na ala das cabrochas, e é muito maravilhoso ser reconhecida agora. Naquela época, não havia tantas variedades de musas. Eram apenas com aquele corpo manequim 36, 40. E hoje não: tem manequim 44, 54, 56; tem novas, tem mais velhas, tem as com mais de 50, como é o meu caso. Me sinto lisonjeada, e eu sei que, quando estiver passando na avenida, várias mulheres vão ver que é possível, e todo mundo pode chegar até ali”, afirmou a atriz.
Cacau demonstrou grande alegria em participar da apresentação do enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”, que o Salgueiro levará para a Sapucaí em 2026. Durante a exibição da escola no palco da Cidade do Samba, foi ela quem conduziu a apresentação em interação com a voz de Rosa Magalhães, em referência a um dos memes mais conhecidos entre os sambistas. A atriz exaltou a importância de Rosa e agradeceu pela oportunidade.
“É maravilhoso demais falar de Rosa Magalhães, que foi uma mulher que deixou um legado incrível para o carnaval. Quem conhece e acompanha o carnaval sabe quem é Rosa Magalhães. Estar aqui podendo contar um pouquinho da história dela é maravilhoso demais. O Salgueiro, a direção da escola, ter pensado em mim para participar desse momento foi maravilhoso”, disse Cacau.
Por fim, a atriz relembrou seu desfile favorito de Rosa Magalhães: “O Ti-Ti-Ti do Sapoti”, de 1987, que rendeu à Estácio de Sá o quarto lugar. O enredo abordava o sapoti e seus diferentes usos ao longo da história, desde os povos mesoamericanos, passando pela corte real no Brasil e culturas do Oriente, até se transformar em chiclete, fazendo a alegria principalmente das crianças.
“Para mim, esse foi o desfile mais icônico da Rosa, e eu nunca mais esqueci na minha vida”, declarou Cacau.
A Portela vive um momento de reestruturação sob nova gestão, e as mudanças implementadas buscam realinhar os processos internos para fortalecer a escola em busca do campeonato. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o diretor de carnaval Junior Schall detalhou as transformações, que vão desde a escolha do samba-enredo até a gestão do projeto de carnaval, agora sob o comando criativo exclusivo do carnavalesco André Rodrigues.
“A importância desse novo modelo de disputa é que nós precisamos ouvir melhor, focar mais na obra e não na torcida”, explicou Schall. A intenção é promover uma competição mais “intimista”, que valorize “o valor dos palcos” e a integração do samba com a bateria de mestre Vitinho, em vez do barulho e da pressão das torcidas organizadas. Essa abordagem marca uma das primeiras grandes diferenças da gestão atual para a anterior, buscando um resultado que atenda às reais necessidades do desfile.
O novo formato prevê audições internas, sem a presença do público, para garantir uma avaliação criteriosa e isonômica por parte da direção da escola. O presidente Junior Escafura já havia decretado que “torcida não vai decidir samba na Portela”, reforçando o compromisso com a escolha técnica da obra.
Antecipação e celeridade na construção do carnaval
Outro pilar da nova gestão é a antecipação do cronograma de trabalho no barracão. Schall ressalta que o calendário do carnaval está cada vez mais ampliado e competitivo, exigindo uma gestão proativa para não comprometer a execução do projeto.
“A gente está observando essas mudanças de forma gradativa na construção do projeto de carnaval. O presidente Escafura está buscando que seja mais célere ainda a construção do projeto. Se você não tiver uma gestão, a partir do seu presidente, que entenda a celeridade desse calendário, depois o tempo vai ficar muito apertado, você não vai ter uma boa construção de um projeto de carnaval”, ponderou Schall.
André Rodrigues: Voo solo e autoridade criativa
Após dois carnavais assinados em dupla com Antônio Gonzaga, o carnavalesco André Rodrigues agora assume sozinho a criação do desfile da Portela. Junior Schall elogiou a sinergia da antiga dupla, mas destacou a força do artista que permanece na escola.
“Dois grandes artistas que tinham uma grande sinergia”, comentou. Sobre o novo momento, Schall ressalta a capacidade de André em desenvolver narrativas potentes, algo que se encaixa com a identidade da escola. “Ele é um artista não só na questão estética, na questão plástica, mas na questão da construção de narrativas fortes e poderosas que caem muito bem junto da Portela”.
Para o diretor de carnaval, a nova fase representa um fortalecimento da autonomia do carnavalesco. “Nós entendemos que agora é um momento de mais autoridade do André em relação ao seu desenho, à sua questão estética”, concluiu, indicando que o artista terá liberdade total para imprimir sua visão no desfile da Majestade do Samba.