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‘Nega pode e vai ter o que quiser!’ Parceria de Babby do Cavaco vence disputa de samba da União de Maricá para o Carnaval 2026

Por Gabriel Gomes e Luan Costa

A parceria de Babby do Cavaco, Rafael Gigante, Marcelo Adnet, Hélio Porto, Jefferson Oliveira e André do Posto 7 venceu a final de samba-enredo da União de Maricá para o Carnaval 2026. Além da vitória, os compositores levam o prêmio de R$ 100 mil. No próximo ano, a escola levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Berenguendéns e Balangandãs”, assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira. A agremiação será a sexta a desfilar no sábado, 14 de fevereiro, pela Série Ouro. * OUÇA O SAMBA DE 2026

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Fotos: Gabriel Gomes e Luan Costa/CARNAVALESCO

“É a terceira vitória na Maricá. Essa vitória é a vitória de Maricá, de um trabalho, de uma parceria que já vem há alguns anos, pelo menos três, investindo muito naquilo que a gente entende que pode engrandecer e tornar essa escola ainda maior do que ela é hoje. Um bom samba, um bom carnavalesco, uma boa direção, um bom planejamento… é tudo isso que uma escola precisa para ter o sucesso que a Maricá busca. É um carnaval para a gente subir, é um Carnaval para a gente ser campeão e entregar para essa comunidade tudo aquilo que ela merece: estar no Grupo Especial em 2027. Esse samba tem um conjunto harmônico, melódico, estético, que se encaixa perfeitamente naquilo que o Leandro, como um exímio e ilustre carnavalesco, desenhou. Essa foi a expectativa que a gente teve desde a sua elaboração, e que se materializou nessa entrega reconhecida pela escola com esse título”, disse o compositor Hélio Porto.

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Compositor Hélio Porto

“Toda vitória tem uma emoção diferente. Essa, pra mim, teve a emoção de ver meu irmão que o samba me deu, o Baby do Cavaco, vencer um samba assinando de cabeça na União de Maricá. A emoção dele é a minha emoção. O samba é isso: é a música que a gente conhece, mas também são os parceiros que a gente faz, né, cara? E ver esse parceiro tão feliz é, pra mim, uma felicidade imensa. Agora vem também a responsabilidade. Ao ganhar um samba, a gente passa a ter uma responsabilidade que vai além da disputa. Quero também parabenizar o João Vidal, que é um amigo querido, o Wanderley Monteiro, um compositor fantástico, e o Gigante, que tem uma força incrível no meio do samba. Mas é pelo Baby que eu estou tão feliz hoje. A parte que mais gosto é a que chama as mulheres. Pra mim, o trecho mais forte é quando diz ‘quem renega a mulherada vai dormir com esse barulho’. Tem um olhar para a mulher aí que é muito interessante, porque o samba ainda é um meio bastante masculino, no palco, na apresentação. No público tem muita mulher, mas no palco ainda é bem masculino. Quando vários homens juntos, grandes assim, cantam em defesa da mulher, eu acho isso muito importante. Por isso esse trecho é o mais marcante pra mim”, afirmou o compositor Marcelo Adnet.

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Compositor Marcelo Adnet

“Três vezes campeão, já tive samba campeão lá na Intendente, aquela coisa maravilhosa, aquele varnaval maravilhoso e a gente vem sempre na final, esse ano a gente decidiu juntar com o Rafael Gigante, somos amigos e decidimos parar de brigar, juntamos deu tudo certo e a gente está feliz demais com esse resultado da nossa escola de coração que é a União de Marica. É o samba que a comunidade comprou, baiana, passista veio junto com a gente, a escola e a comunidade abraçou de uma forma que comigo nunca tinha acontecido e deu tudo certo a gente foi consagrado com essa vitória maravilhosa”, comentou o compositor Babby do Cavaco.

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Compositor Babby do Cavaco

“É a nossa terceira vitória aqui na escola. É a escola que trouxe essa conquista e nós temos o prazer de compor para ela. Somos honrados em defender a escola, em defender o pavilhão na avenida. Essa vitória é ainda mais importante que as anteriores, porque, a cada ano que passa, a nossa responsabilidade aumenta. A gente conhece o trabalho da escola, o amor dessa comunidade, a equipe que foi montada e tudo o que está sendo feito. É uma nova parceria, um novo enredo, um novo desafio, e nós vamos juntos, com muito afinco e empenho, para a avenida, buscar esse título e colocar a Maracanã no lugar que merece: o Grupo Especial. Eu gosto do samba como um todo, mas sou apaixonado pelo refrão de baixo, pelo refrão do meio e, claro, pelo refrão principal. Esses são os pontos altos da obra”, citou o compositor Rafael Gigante.

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Compositor Rafael Gigante

Presidente Matheus Santos promete impacto na avenida

Confiante no projeto, o presidente da União de Maricá, Matheus Santos, destacou que a escola, mesmo jovem na Série Ouro, chega preparada para surpreender.

“A Maricá é uma escola que ainda é um bebê na Série Ouro. Mas, vocês podem esperar muito impacto. Será um carnaval grandioso, em que vamos mostrar a importância e a imponência dos balangandãs, remetendo às religiões de matriz africana e ao nosso povo. Eu e o Leandro estamos sempre buscando esse caminho. Vai ser um carnaval que, com certeza, vai arrepiar a Marquês de Sapucaí”.

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Matheus também fez uma autocrítica ao último desfile e afirmou que pontos falhos já estão sendo corrigidos. “A própria mídia disse que a gente foi a melhor escola do grupo de acesso. Tivemos algumas falhas de evolução e de bateria, mas já estamos corrigindo isso neste ano. Estamos trabalhando incansavelmente para que não volte a acontecer e para colher bons frutos agora”.

O presidente ainda ressaltou a parceria intensa com o carnavalesco e valorizou tanto o apoio político quanto o trabalho dos bastidores. “Nosso prefeito acredita muito no carnaval e na cultura brasileira. Quero mandar um beijo e um abraço ao nosso prefeito, presidente de honra, que tanto aposta na nossa escola. Mas não posso deixar de agradecer também ao chão de fábrica: ferreiros, aderecistas, serviços gerais. Eu acredito muito na força do trabalho e que podemos, sim, mudar a vida das pessoas através da cultura e da educação”.

Leandro Vieira: ‘ Identifiquei uma escola com uma força feminina muito grande’

O carnavalesco Leandro Vieira, em seu segundo ano na escola, afirmou que o enredo é fruto de um olhar mais profundo sobre a identidade da agremiação.

“Ano passado foi meu primeiro ano, e naturalmente, no primeiro ano em qualquer lugar, você chega sabendo menos do que vai saber no segundo. Identifiquei uma escola com uma força feminina muito grande, com uma construção territorial ligada à ancestralidade. Acho que o enredo também reflete esse aprofundamento. Eu costumo dizer que estou em um ‘namoro’ com a Maricá. É um namoro novo, estamos nos conhecendo, com expectativa de dar certo”.

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Sobre a preparação, o artista destacou a organização do barracão e o alinhamento das obras finalistas.

“Já entreguei o projeto completo de alegorias, e a escola está na fase de construção de ferragens, carpintaria e esculturas. Os três sambas finalistas estavam bem alinhados no discurso, e isso é muito importante. A grande expectativa é que o vencedor conduza a Maricá com energia na pista”.

Zé Paulo: experiência e competitividade

Novo intérprete da escola, Zé Paulo contou como surgiu o convite e demonstrou confiança no projeto. “Esse convite surgiu um pouco antes do Carnaval de 2025. Achei melhor viver isso aqui novamente, sair da zona de conforto. Cheguei com um projeto longevo: contrato de dois anos, quadra nova, grandes sambas. Estou muito feliz de estar aqui”.

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Com experiência de acesso e título no Especial, ele acredita que pode contribuir na formação da identidade da Maricá. “Minha experiência no grupo de acesso é fundamental. Essa experiência me dá tranquilidade para ajudar a Maricá a criar sua casca, sua própria identidade. Tenho certeza de que, em breve, a escola estará figurando entre as grandes”.

O cantor também exaltou a sintonia com a bateria e o carro de som. “Estamos juntando tudo isso, colocando em um potinho, misturando bem, para fazer um grande trabalho em 2026”.

Wilsinho Alves: ajustes e metas para 2026

O diretor de carnaval, Wilsinho Alves, fez um balanço positivo do último desfile, mas apontou desafios de imagem e julgamento. “União de Maricá fez um grande desfile. Sobrou artisticamente com a técnica apurada. Infelizmente, existe um peso muito grande em cima da Maricá por causa da questão do apoio da prefeitura, como se não houvesse comunidade. Mas aqui há muito trabalho sério e valorização do componente”.

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Para 2026, ele destacou reforços estratégicos e a importância de definir o samba cedo. “Trouxemos o Mauro, uma grande aquisição. Talvez seja a peça que faltava para o nosso acesso. Antecipamos todos os processos: barracão, ateliê, ensaios. O samba terá mais tempo de maturação, para que a comunidade chegue no ápice no momento do desfile”.

Mauro Amorim: paixão e profissionalização

Novo diretor de harmonia, Mauro Amorim celebrou a recepção calorosa e destacou a força da comunidade local. “Foi a maior surpresa que eu tive na minha chegada à Maricá. Hoje, a gente tem a satisfação de ter uma ala de baianas 100% Maricá, uma harmonia quase toda da área. Maricá é uma terra de sambista, sim. As pessoas são apaixonadas pela escola e querem trabalhar. Isso motiva demais”.

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Mauro reforçou ainda o objetivo de profissionalizar o desfile. “Todos são apaixonados, mas precisamos construir um resultado. A gente não pode deixar a paixão atrapalhar a técnica. Vamos ensaiar bastante para provar que Maricá é terra de sambista”.

Mestre Paulinho Steves prepara novidades na bateria

Com a bateria “Maricadência” em evidência, o mestre PaulinhoSteves revelou novidades musicais para 2026. “Para 2026, vamos sim mergulhar no enredo a fundo. Vai ter umas coisinhas novas. Tenho certeza que vai trazer umas ideias fora da casinha”.

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O mestre também celebrou a sintonia com o intérprete Zé Paulo. “Foi amor à primeira vista. Parece que a gente já trabalha junto a vida toda. Casamento perfeito”.

Fabrício e Giovana: confiança no figurino e coreografia

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabrício e Giovana, comemorou o desempenho de 2025 e já elogiou o cuidado da escola com as fantasias.

“A gente até já experimentou. Fizemos a primeira prova e está tudo bacana. O Leandro, mais uma vez, foi super feliz no figurino”, disse o mestre-sala.

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“Nossa fantasia já passou pela primeira prova. Isso nos deixa até mais tranquilos para dormir, porque a gente sabe que nem sempre é assim. Para gente, está sendo maravilhoso”, garantiu a porta-bandeira.

Ela destacou ainda o trabalho coreográfico para o próximo Carnaval. “Em 2026, também temos influência afro, mas com mudanças de espaço e concepção. Com a Beth Bejani como coreógrafa, teremos um reforço muito grande”.

União de Maricá 2026: Ouça o samba-enredo

Como passaram os sambas na final

Parceria de Vinícius Santos: O primeiro samba apresentado na final foi de autoria de Vinícius Santos, Rogerinho do PT, Jânio Oasis, Jailton Russo, Bruno Braga e Flavinho Bento. A obra foi conduzida pelo intérprete Emerson Dias, que mostrou toda a sua empolgação característica ao convocar o público para cantar junto, animando a torcida que levou balões e bandeiras para apoiar. O samba dialogou bem com o enredo e teve boa recepção, com destaque para o refrão “Deixa a preta nos benzer / Deixa a preta adornar / Coroando a vitória de Maricá”, que, mesmo sem ser explosivo, foi entoado com força pela plateia.

Parceria de Babby do Cavaco: A segunda obra a se apresentar na final foi assinada por Babby do Cavaco, Rafael Gigante, Marcelo Adnet, Hélio Porto, Jefferson Oliveira e André do Posto 7. O samba foi defendido por Charles Silva e, desde os primeiros versos, mostrou que seria um dos pontos altos da noite. A apresentação revelou uma obra consistente, com letra densa e carregada de simbologias, que dialogaram de maneira precisa com o enredo. O refrão “A nêga pode e vai ter o que quiser” destacou-se pela força, fácil assimilação e grande apelo. Charles interpretou de forma segura e clara, valorizando cada verso e potencializando o discurso da obra. A performance ainda contou com pirotecnia da parceria e o apoio vibrante da torcida, que cantou com entusiasmo do início ao fim.

Parceria de Claudio Russo: O último samba da noite foi assinado por Claudio Russo, Marcelinho Moreira, Julio Alves, Manolo, Anderson Lemos e Fadico. A defesa da obra ficou a cargo do intérprete Pitty de Menezes, que, com seu talento habitual, conduziu o samba a uma apresentação consistente. Embora não apresentasse grandes momentos de explosão, a obra trouxe uma letra que dialogou bem com a narrativa do enredo. O destaque ficou para a primeira parte, com uma melodia envolvente e distinta das demais, especialmente nos versos: “Numa velha Salvador, um retinto vai e vem / Na ladeira do Pelô, no sobrado de alguém / Um fidalgo que comprou / O melhor sabor que tem”. A torcida participou com entusiasmo, levando bandeiras e apoiando a apresentação do início ao fim.

Guanayra Firmino e Evelyn Bastos recebem título de beneméritos da Liesa

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A Estação Primeira de Mangueira celebrou com orgulho o reconhecimento de duas mulheres: Guanayra Firmino, presidenta, e Evelyn Bastos, rainha de bateria. Ambas foram eternizadas como beneméritas nesta última quinta-feira pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). O título é mais que uma homenagem, é uma consagração de um legado feminino que está ligado à identidade da Verde e Rosa.

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Fotos: Divulgação/Liesa

“É uma enorme honra fazer parte deste grupo a quem a Liesa concedeu neste ano o título de benemérito”, declarou a presidente da Estação Primeira de Mangueira, Guanayra Firmino. “Representatividade importa, e como mulher preta da favela que vai conduzir a Mangueira ao seu centenário, dedico à minha comunidade mais este reconhecimento”, conclui.

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Grande Rio realiza seletiva pernambucana dos sambas para o Carnaval 2026 neste sábado

A Grande Rio promove neste sábado, a grande final da Seletiva Pernambucana do Concurso de Samba-enredo para o Carnaval 2026. A obra campeã seguirá direto para a grande final, no Rio, em 20 de setembro. O evento é gratuito, aberto ao público e será realizado a partir das 16h, em frente à sede social do Bloco de Samba Tradição, localizada na Rua Vidal de Negreiros, 102 – Recife/PE.

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Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Grande Rio

O evento terá a presença de Evandro Malandro, intérprete oficial da Grande Rio, que se apresenta pela primeira vez na etapa pernambucana da disputa. O público também poderá acompanhar a performance do Maracatu Nação Porto Rico, além de outras atrações culturais.

A iniciativa reforça o compromisso da agremiação em valorizar a diversidade cultural e aproximar diferentes tradições artísticas, estabelecendo uma ponte entre o samba carioca e as expressões populares de Pernambuco.

Leitores do CARNAVALESCO apontam parceria de Babby do Cavaco favorita para vencer na União de Maricá

A parceria de Babby do Cavaco, Rafael Gigante, Marcelo Adnet, Hélio Porto, Jefferson Oliveira e André do Posto 7 foi apontada por 84,8% favorita pelos leitores do CARNAVALESCO para vencer a disputa de samba da União de Maricá para o Carnaval 2026. A parceria de Claudio Russo, Marcelinho Moreira, Julio Alves, Manolo, Anderson Lemos e Fadico recebeu 10,5% e a parceria de Vinícius Santos, Rogerinho do PT, Jânio Oasis, Jailton Russo, Bruno Braga e Flavinho Bento ficou com 4,7%.

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Foto: Leandro Andrade/Divulgação Maricá

Além da escolha do samba-enredo, a noite promete ser uma grande festa, com apresentações de Nego Damoé e do grupo Clareou. A entrada será solidária, com a doação de 1kg de alimento não perecível. Em 2026, a União de Maricá será a sexta escola a desfilar na Série Ouro, no sábado, 14 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí.

 

Eliminatória da Beija-Flor expõe cenário competitivo e sambas com mensagens de impacto

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Em mais uma quinta-feira de eliminatória, a Beija-Flor de Nilópolis levou sete sambas para a próxima fase da disputa, com a eliminação das parcerias de Picolé da Beija-Flor e Arnaldo Matheus. Com o enredo “Bembé”, do carnavalesco João Vitor Araújo, a Azul e Branca da Baixada será a segunda escola a desfilar na segunda-feira de carnaval em 2026. Veja abaixo a análise do CARNAVALESCO.

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Parceria de Marcelo Guimarães: A parceria de Marcelo Guimarães, Cesar Neguinho, Wander Timbalada, Rogério Damata, Maicon Lazarim e Vander Sinval foi a terceira a pisar no palco nilopolitano, com Pixulé à frente do microfone, em uma performance muito boa que levantou o ânimo da quadra. O samba apresentou momentos interessantes na segunda parte, especialmente na mudança leve do ritmo da melodia, que se torna mais suave a partir do trecho “Por rio segue o mar de gente, vão passando as horas”. Esse ponto marca a subida para o refrão, que se destacou e foi bem cantado pela torcida. O refrão principal também chama atenção pela animação rítmica, valorizando o histórico da agremiação em enredos afro e religiosos logo no primeiro verso: “Meu Beija-Flor azul e branco, macumbeiro/Quilombola, feiticeiro, herdeiro de Bembé”, igualmente muito cantado.

Parceria de Júnior PQD: Pitty de Menezes defendeu com intensidade a parceria de Júnior PQD, Ailson Picanço, Nando Billy Mandy, Marcelo Moraes, Geraldo M. Felício e Robson Carlos, contando ainda com Hudson Luiz como apoio nos vocais, o que deu mais potência à apresentação. A obra empolgou a torcida e os componentes presentes na quadra, tendo como ponto alto o refrão do meio: “Firma na palma, eu quero ver!/Samba de roda, maculelê/No cangerê do meu iylê/Treze de maio não foi de graça/Quem é quilombo nunca mais será senzala!” A melodia combina bem com os versos, especialmente os dois últimos, que trazem grande força para a mensagem do enredo. Outro momento marcante está na primeira parte do samba, em “Flores para inanaê! (inaê, inaê!)/Cativeiro nunca mais!/Mas será que a liberdade/Trouxe a dignidade ou um novo capataz?”, também bastante cantado na quadra.

Parceria de Rômulo Massacesi: De autoria de Rômulo Massacesi, Lucas Gringo, André Jr., Nurynho Almawi, Doguinho e Ali Jabr, o quinto samba da noite teve Marquinho Art’Samba e Leozinho Nunes nos microfones principais, com apoio reforçado e uma apresentação muito potente. O samba foi bem cadenciado do início ao fim, valorizando o enredo da escola e destacando a cultura e religiosidade do Bembé. Os refrões cumpriram bem o papel de explosão, sendo cantados com força pela torcida, como em “O chão da magia emana axé/Sou Beija-Flor, casa de candomblé”. Outro momento de impacto foi a subida para o refrão: “Ao ver minha luta resista/Tem sangue por trás da conquista/O jogo alafiou o meu legado/Respeita pra ser respeitado”.

Parceria de Júnior Trindade: Com Bruno Ribas como intérprete principal, a obra de Júnior Trindade, Élson Ramires, JP Figueira, Ricardo Castanheira, Marcão da Gráfica e Júlio Alves teve uma apresentação animada, com apoio de Tuninho Jr. O refrão principal, encerrado pelo verso “Nilópolis, terra da magia/É muita macumba, parece a Bahia”, foi um dos pontos altos, empolgando a torcida. Outro destaque foi a segunda parte da obra, com melodia mais suave em versos como: “Em tuas águas vai meu povo de santo/De azul e branco o barco a navegar/Yabás, um reencontro espiritual/Que vem da África ancestral”.

Parceria de Sidney de Pilares: Composto por Sidney de Pilares, Marquinhos Beija-Flor, Chacal do Sax, Cláudio Gladiador, Marcelo Lepiane e Salgado João Conga, o sétimo samba da noite foi interpretado por Wander Pires, com apoio de Wandinho e Rafael Tinguinha. A apresentação foi potente e bastante animada, com forte participação da torcida, que cantou em coro trechos como o bis de subida para o refrão principal: “A curimba de baiano faz Nilópolis cantar/Aiê yê! Odoyá!”. O início da obra também chamou atenção com versos marcantes: “Não me peça pra calar minha verdade/Pois a nossa liberdade não depende de papel”, além da subida para o refrão do meio: “Não tememos ataque algum/A rua ocupamos por direito!”.

Parceria de Julio Assis: Tinga e Nêgo conduziram, junto aos apoios Thiago Acácio e Juan Briggs, o samba de Julio Assis, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Manolo, Julio Alves e Léo do Piso, em uma das grandes apresentações da noite. A torcida cantou forte durante toda a obra, que se destacou especialmente no bis e no refrão principal: “Atabaque ecoou, liberdade que retumba/Isso aqui vai virar macumba”. “Deixa girar que a rua virou bembé/Deixa girar que a rua virou bembé/O meu egbé faz valer o seu lugar/Eró eró Beija-Flor, alafiá!” Outros trechos marcantes foram “Sou eu Beija-Flor/Filho de santo que jamais se omitiu/O canto livre dos terreiros do Brasil/Que ainda clamam alforria”, com melodia interessante, e o falso refrão do meio, também de destaque.

Parceria de Kirrazinho: Encerrando a noite, a obra de Kirrazinho, Gui Karraz, Moisés Santiago, Miguel Dibo, Dr. André Lima e Denilson Sodré foi conduzida por Charles Silva, Igor Vianna e Tem-Tem Jr., com participação de Igor Pitta, em uma apresentação de muita força e animação. O samba, bastante poético, destacou-se nos refrões, como o principal, que remete à ancestralidade jeje-nagô e ao fundador da escola, Cabana. O refrão do meio, com melodia envolvente, foi bem cantado pela torcida: “Oro mi má oro mi maior/Oro mi má oro mi maior/A benção mainha, nos cubra de amor/E leva meu sonho nas asas de um Beija-Flor”. Na segunda parte, também ganhou força o trecho “Meu nego, te desejo liberdade/No balaio frente à purificação/Desse meu lugar não saio, ninguém solta a minha mão”, consolidando a obra como um dos destaques da noite.

Beija-Flor recebe presidente do IPHAN para conhecer projeto do Carnaval 2026

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A Beija-Flor de Nilópolis recebeu, na tarde de ontem, a visita do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Leandro Grass, acompanhado de representantes do próprio Instituto e do Ministério da Cultura. O grupo foi recebido pelo presidente da escola, Almir Reis, e pelo time de enredistas da agremiação, que apresentaram em primeira mão todos os desenhos, alegorias e o conceito do desfile de 2026. O enredo da próxima temporada, intitulado “Bembé”, homenageia a mais antiga celebração pública de Candomblé do Brasil, realizada há mais de um século na cidade de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano.

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Foto: Beija-Flor de Nilópolis/Caio Marcelino

A visita ofereceu ao presidente do IPHAN um acesso exclusivo ao processo criativo da Beija-Flor, conduzido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, e reafirmou a importância de estabelecer pontes entre o patrimônio cultural imaterial e a arte do Carnaval.

Recentemente, a Beija-Flor recebeu do IPHAN uma carta oficial de parabenização pela escolha do enredo, além do título de “Amigos do Patrimônio”, reconhecimento concedido à agremiação por destacar, através do samba, um bem cultural tombado e registrado como patrimônio imaterial brasileiro.

Para o presidente da Beija-Flor, Almir Reis, esse reconhecimento é motivo de orgulho para toda a comunidade nilopolitana: “O título de ‘Amigos do Patrimônio’ reforça a missão da Beija-Flor de transformar a Sapucaí em palco da nossa memória coletiva. O Bembé é resistência, fé e arte, e a nossa escola será a voz que ecoará essa celebração para o mundo.”

Com o enredo “Bembé”, a Beija-Flor reafirma seu compromisso com a preservação da memória afro-brasileira, celebrando a ocupação dos espaços públicos, a ancestralidade negra e a pluralidade cultural do Recôncavo Baiano em seu desfile de 2026. A escola será a segunda a desfilar na segunda-feira de Carnaval, dia 16 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí.

Mocidade recebe corte do carnaval de la 44, da Colômbia, para intercâmbio cultural

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A Mocidade Independente de Padre Miguel abriu as portas do seu barracão, na Cidade do Samba, para receber a comitiva especial do Carnaval de La 44, de Barranquilla, Colômbia. A visita teve como objetivo estreitar laços culturais, compartilhar boas práticas e abrir uma conversa para intercâmbio cultural entre os profissionais de cada país. A rainha do carnaval colombiano, Sharon Hurtado, destacou a emoção de pisar em um barracão e poder conhecer mais sobre os detalhes por trás do maior show da Terra.

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Foto: Divulgação/Mocidade

“Como países hermanos é muito importante termos essa troca e conhecermos mais sobre as nossas culturas. Em nome de todo povo, agradeço a receptividade da Mocidade e espero que possamos estar ainda mais juntos depois dessa visita tão especial para a gente. Estar aqui é realizar um sonho”.

A Mocidade foi representada pelo Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Diogo Jesus e Bruna Santos. Além do Diretor de Relações, Will Costa, da Coordenadora das Composições, Margareth de Oliveira e do Diretor de Marketing, Bryan Clem, que ressaltou a importância desta troca.

“Nesta mesma semana fomos homenageados pela London School no carnaval de Londres e agora recebemos a comitiva Colombiana. Isso só mostra a força da nossa cultura e do nosso carnaval. Que possamos ter cada vez mais esse tipo de intercâmbio para alavancar nossos interesses comerciais e falar alto como marca para fora do nosso país”.

O Carnaval de la 44 é uma das maiores manifestações populares da Colômbia e será realizado no final de janeiro de 2026.

Em reta final, Imperatriz Leopoldinense realiza mais uma eliminatória nesta sexta

Seguindo o planejamento para o Carnaval 2026, a Imperatriz Leopoldinense realiza nesta sexta-feira, a partir das 20h, em sua quadra de ensaios, em Ramos, Zona da Leopoldina do Rio, mais uma etapa eliminatória para escolha de seu samba-enredo. Seis sambas seguem na disputa, e apenas quatro irão para a fase semifinal, que será realizada no dia 06/09, na tradicional feijoada da agremiação.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Confira as obras concorrentes:
Samba 5 – Hélio Porto, Aldir Senna, Orlando Ambrósio, Miguel Dibo, Marcelo Vianna e Wilson Mineiro;
Samba 6 – Renan Gêmeo, Raphael Richaid, Rodrigo Gêmeo, Silvio Mesquita, Sandro Compositor e Marcelo Adnet;
Samba 7- Me Leva, Thiago Meiners, Miguel da Imperatriz, Daniel Paixão, Herval Neto e Jorge Arthur;
Samba 10- Jeferson Lima, Rômulo Meirelles, Chico de Belém, Mirandinha Sambista, Alfredo Júnior e Tuninho Professor;
Samba 12- Luizinho das Camisas, Chacal do Sax, Mateus Pranto, Tamyres Ayres, Camila Lúcio e Martins;
Samba 13- Gabriel Coelho, Alexandre Moreira, Guilherme Macedo, Chicão, Antônio Crescente e Bernardo Nobre;

Em busca do 10º campeonato de sua trajetória, a Rainha de Ramos será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval (15/02) e levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Camaleônico”, do carnavalesco Leandro Vieira, em homenagem ao artista Ney Matogrosso. A grande final de samba-enredo está marcada para o dia 19/09.

SERVIÇO:
Quartas de final do GRES Imperatriz Leopoldinense
Dia: 29/08/25
Hora: a partir das 20h
Endereço: Quadra de ensaios LPD- Rua _Professor Lacé, 235- Ramos
Entrada: gratuita
Venda de camarotes pelo telefone: (21) 98317-6137

‘Queremos que a comunidade viva o enredo’, diz Dudu Falcão sobre homenagem a mestre Ciça

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Atual quarta colocada do Grupo Especial e líder do ranking da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), a Unidos do Viradouro se prepara, com grandes expectativas, para homenagear um dos maiores ídolos da comunidade de Niterói e São Gonçalo. A Vermelha e Branca levará para a avenida o enredo “Pra Cima, Ciça!”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. Diante da grande expectativa e do impacto do enredo para a comunidade da escola, o CARNAVALESCO conversou com o diretor-geral de Harmonia da Viradouro, Dudu Falcão, sobre a euforia dos componentes e sua relação com o quesito.

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“Controlar a euforia de um enredo tão significativo é algo que a gente não quer. Nós queremos, de fato, que a comunidade da Viradouro viva esse enredo na essência. Esse enredo fala sobre o Ciça, fala sobre cada quesito, fala sobre cada componente da escola, não só da Viradouro, mas de todas as escolas. Nós queremos que o componente realmente tenha euforia, tenha emoção, tenha uma dedicação especial, porque, mais do que nunca, nós estamos representando um enredo vivo na avenida”, disse Dudu Falcão.

Em meio à disputa de samba-enredo da Viradouro, é enorme a expectativa pela obra que vai homenagear Mestre Ciça na avenida. Em declarações recentes, Ciça manifestou o desejo de ter um samba com melodia forte, característica que casa com seu estilo musical à frente da bateria.

Samba-enredo para homenagear Mestre Ciça

Dudu Falcão revelou ao CARNAVALESCO as características que o samba-enredo precisa ter para ser o escolhido na Viradouro. “A escola vai sempre ver o que é melhor para o projeto. Mas não tem como negar que é importante escolher uma boa melodia, que impacte, uma melodia forte, que impulsione a escola, que emocione a escola e tudo que está em volta da escola.”

“É claro que o Ciça vai ser sempre uma referência, mas também será referência tudo o que a direção, a parte estética e, principalmente, a parte artística disserem que é o melhor caminho para o nosso desfile. Harmonia, Evolução e os outros sete quesitos vão dizer qual samba vamos levar para a avenida”, completou o diretor.

Nos últimos anos, a Viradouro se tornou referência e se notabilizou pelo alto nível nos quesitos de chão, como Harmonia e, sobretudo, Evolução. No Carnaval de 2025, porém, a escola recebeu duas notas 9.9 em Evolução e foi alvo de críticas sobre o desempenho no quesito.

Ao CARNAVALESCO, Dudu Falcão fez uma avaliação do desempenho da escola em Evolução em 2025. “Como todo ano, mesmo quando é nota 10 de ponta a ponta, nós avaliamos nosso trabalho. Quando não é, vamos avaliar mais ainda. Não estamos trabalhando com terra arrasada. Só estamos olhando para dentro, vendo o que foi certo, o que foi errado, e vamos trabalhar muito mais este ano para entregar novamente excelência.”

“Atingir o grau de excelência é difícil, manter-se é mais difícil ainda. Mas vamos buscar esse grau de excelência, que é a referência que a escola sempre teve. Isso só vai acontecer com muito trabalho, com a ajuda desse grupo de Harmonia muito forte e, principalmente, dessa comunidade, que cobra muito nosso barulho”, completou.

A Unidos do Viradouro será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval em 2026, levando para a avenida o enredo “Pra Cima, Ciça!”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon.

Presidente da Portela recebe título de Benemérito da Liesa: ‘reconhecimento da trajetória construída com respeito, paixão e dedicação ao carnaval’, diz Escafura

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Na tarde da última quinta-feira, o Presidente da Portela Junior Escafura, foi homenageado com o título de Benemérito pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). A honraria foi recebida pelo reconhecimento de sua contribuição e dedicação ao carnaval carioca, fruto de todos os anos de atuação e apoio às escolas de samba.

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escafura liesa
Foto: Divulgação/Rio Carnaval

Mesmo com apenas três meses à frente da presidência da Portela, Escafura tem se destacado pelo seu compromisso com a maior campeã do Carnaval. Ao receber o título, ressaltou a importância da homenagem.

“Receber o título de Benemérito da Liesa é o reconhecimento de uma trajetória construída com respeito, paixão e dedicação ao Carnaval. Hoje estou na presidência da Portela, mas minha caminhada no samba começou há muitos anos, passei por Direção de Carnaval, Harmonia e diversos outros segmentos. Assim como tantos outros sambistas, sei que essa homenagem não é apenas pessoal, ela representa também a força da comunidade portelense e de todas as agremiações das quais eu tive oportunidade de passar. Só agradecer por mais um passo dado!”, declara Junior Escafura.

A cerimônia foi realizada na sede da Liesa e reuniu dirigentes das escolas de samba e outros beneméritos reconhecidos pela mesma honraria.